BUTÃO (12º) - Os cristãos desta nação himalaia, ainda desejosos de praticar abertamente sua fé, ficaram desanimados este mês quando o governo propôs o tipo de lei “anti-conversão” que outras nações têm usado como pretexto para acusar falsamente os cristãos de “coerção”.
O projeto de lei puniria o “proselitismo” que “usa coerção ou outras formas de persuasão”, o que suficientemente articulado, assim temem os cristãos, poderia ser usado pelos vigilantes para colocá-los na prisão por seguir os mandamentos de Cristo de alimentar, vestir e cuidar dos pobres.
“Agora, de acordo com a seção 463 [do código penal do Butão], um réu poderá ser culpado do crime de proselitismo se usar coerção ou outras formas de persuasão para causar a conversão de uma pessoa de uma religião ou fé para outra”, relatou o jornal do governo Kuensel em nove de julho.
“Sempre houve uma lei anti-conversão virtual em vigor, mas, agora, está também no papel”, disse o pastor titular de Thimphu sob condição de anonimato. “Aparentemente, ela visa controlar o crescimento do cristianismo”.
Kuenlay Tshering, membro do Parlamento do Butão e dirigente do conselho legislativo, disse à Compass Direct News que a nova seção está consoante o artigo 7(4) da constituição do Reino do Butão, que afirma:
“Um cidadão butanês terá o direito a liberdade de pensamento, consciência e religião. Nenhuma pessoa será compelida a pertencer a outra fé por meios de coerção ou persuasão”.
Ele disse que o Conselho Nacional tinha proposto que os crimes sob a proposta sejam classificados como delitos, puníveis de um a menos de três anos na prisão.
Kuenlay disse que o projeto de lei “deve ser aprovado durante a próxima sessão do Parlamento, após a Assembleia Nacional deliberar sobre ela na sessão de inverno”.
Perguntado se estava ciente de que leis “anti-conversão” similares na vizinha Índia tinham sido usadas incorretamente para perturbar os cristãos através de termos vagos de
“persuasão”, ele disse que não.
As autoridades normalmente agem com base em queixas de moradores contra obreiros cristãos.
Então, queixas fúteis podem levar a sua prisão, disse outro pastor que solicitou anonimato.
Das 683.407 pessoas no Butão, mais de 75 porcento são budistas, principalmente do leste e do oeste. Os hindus, a maioria nepaleses étnicos do sul do Butão, são aproximadamente 22 porcento da população.
Há cerca de seis mil cristãos, a maioria nepaleses étnicos, mas não há nenhum prédio de igreja nem instituição cristã registrada. Entretanto, a bíblia tem sido traduzida no idioma nacional, Dzongkha, assim como para o nepalês.
A constituição garante liberdade religiosa, mas o governo não reconhece oficialmente a presença de cristãos, cuja prática da fé permanece confinada a seus lares.
A escola Drukpa Kagyue de budismo mahayana é a religião do Estado, com o hinduísmo dominante no sul, de acordo com o site oficial do Butão, que acrescenta:
“Alguns remanescentes de bon, animismo e xamanismo ainda existem em alguns bolsões do país”, mas não faz nenhuma menção ao cristianismo.
A despeito disso, desde que o Butão se tornou uma democraia em 2008, após as primeiras eleições de sua história, seguindo-se mais de cem anos de monarquia absoluta, as pessoas têm exercitado mais liberdade, incluindo a escolha religiosa.
Tradução: Getúlio Cidade
Fonte: Compass Direct
Butão (12º) - O número ao lado do país indica a sua posição na classificação de países por perseguição
6/8/2004 Governo procura cristãos de casa em casa Clique aqui
Edmar e Míriam Torres Alves - Bodas de Rubi [45 anos] - 03.07.1965/03.07.2010
Estamos sem atualizar o blog, desde o dia 08.07.2010, tendo em vista as comemorações de nossas Bodas de Rubi [45 anos de casados - 03.07.1965/03.07.2010].
Sabemos que há várias versões para as listas de "bodas", mas a que nos baseamos diz ser de "Rubi".
Estamos postanto texto nosso distribuído entre os presentes em uma reunião muito íntima com 49 familiares vindos de Juiz de Fora, Curitiba, Piracicaba, Mirassol, Rio de Janeiro, e os residentes aqui em São Paulo; sendo apenas os irmãos de ambos os cônjuges, e seus respectivos filhos e netos, bem como, obviamente, os pais de Míriam, um dos casais que testemunhou nosso casamento e uma prima muito querida, que deu um apoio muito grande, quando o casal [de mineiros] chegou a São Paulo.
Foto do casal Edmar e Míriam Torres Alves
Foto do casal com seus 3 filhos, 1 filha, 8 netos [faltaram dois] e 3 netas
Foto do casal com os pais e irmã/cunhado da Míriam
Foto do casal com irmãos (3) e irmã de Edmar - e irmã de Míriam
Matrimônio: Ideia de Deus
O matrimônio perfeito é a comunhão de ideias, pensamentos e sentimentos sob a direção, a orientação, a inspiração de Deus.
São duas personalidades diferentes, são duas vidas não semelhantes, que se unem para formar um só corpo, um só pensamento, um só sentimento.
Impossível ! Utópico! “conto da carochinha!”
Será que existe? Ou será que, os que parecem ser, não o são, mas aparentam ser?
Enganar uma pessoa por pouco tempo é possível; enganar algumas pessoas por algum tempo é também viável; mas enganar a todos por todo o tempo, jamais alguém conseguirá. Assim, o relacionamento do casal, da família constituída, deve ser transparente, sincero, íntegro, verdadeiro, amoroso, carinhoso, terno.
Diz a Palavra de Deus que “nada fica encoberto todo o tempo”; é uma verdade inquestionável; e o ditado popular diz que “um dia a casa cai”.
É possível alcançar a perfeição, mas são necessárias algumas atitudes que a individualidade não permite:
· renúncia ao “ego”, pois agora dois se tornaram um;
· dar a outra face, como aconselhou Jesus, quando se sentir ofendido;
· andar a segunda milha, conforme ensinou Jesus, quando for necessário sacrifício;
· ouvir mais do que falar, e quando tiver que falar respeitar o sentimento do outro;
· recuar, quando reconhecer o erro; persistir não é inteligente e nem de Deus;
· pedir perdão quando reconhecer que falhou;
· perdoar, mesmo quando foi ofendido.
Isto, e muito mais, é comunhão sob a inspiração de Deus, o qual nunca deverá ser desrespeitado; o que fazemos, em desacordo com a vontade do Pai, é um testemunho negativo, que joga por terra tudo o que ensinamos, tudo o que pregamos para os filhos, para os netos, para os familiares, para o próximo de um modo geral.
Antes de quaisquer decisões unilaterais duas pessoas devem ser ouvidas: o cônjuge e Deus, que é o nosso Pai; individualismo, independência, egoísmo apenas destroem o que Deus criou, o que Deus abençoou, o que Deus ungiu, o que Deus uniu.
Isso é o mínimo para alcançar a perfeição, inatingível talvez, mas jamais abandonadas as atitudes para alcançá-la. Foi assim, tem sido assim, e vai continuar assim, o caminho que trilhamos para alcançar este momento: 45 anos, bodas de rubi.
Religiões se unem contra casamento gay
Setores católicos, judeus, muçulmanos e evangélicos articulam campanha contra projeto de lei na Argentina
Após aprovação pelo Senado na madrugada de ontem, texto vai para a sanção da presidente Cristina Kirchner
Nestor Sieira/"Clarín" Manifestantes aguardam o resultado da votação sobre o casamento entre gays, em Buenos Aires; diversas religiões se uniram contra o projeto de lei
GUSTAVO HENNEMANN
DE BUENOS AIRES
A aprovação do casamento gay pelo Senado argentino foi comemorada pelo governo da presidente, Cristina Kirchner, e gerou protestos de grupos religiosos do país.
O texto que propunha o casamento e a adoção de crianças por casais homossexuais recebeu 33 votos a favor e 27 contra após um debate que se estendeu por mais de 13 horas. Como já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, a lei só depende agora da sanção presidencial para entrar em vigor.
A rejeição ao projeto produziu uma rara união entre setores da Igreja Católica, muçulmanos, judeus e evangélicos, que articularam uma campanha pela manutenção do casamento apenas entre um homem e uma mulher.
O presidente da Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas, Rubén Proietti, disse que a lei representa alteração no "modelo natural da sociedade".
A entidade denunciará publicamente os senadores que haviam firmado posição contra o projeto e que, na hora, acabaram votando a favor.
Ontem, a Igreja Católica disse que todos perderam com a aprovação e que não houve transparência suficiente no debate. O porta-voz dos fiéis católicos, Justo Carbajales, acusou o governo de pressionar os senadores a votarem a favor do projeto e disse que houve pacto "pelas costas" da população.
A Argentina estabelece em sua Constituição o catolicismo como religião oficial do país. Cerca de 75% da população se diz católica.
A previsão era de empate até o início da sessão. A decisão coube aos senadores que estavam indecisos ou que mudaram de ideia na hora da votação, às 4h de ontem.
O maior atrito ocorreu quando o líder do governo no Senado, Miguel Pichetto, comparou ao nazismo a posição dos parlamentares contrários ao projeto. Defendendo a doutrina católica, a senadora opositora Liliana Negre de Alonso chorou e chamou Pichetto de gângster.
A presidente Cristina, que está na China, comemorou o resultado. O projeto havia sido defendido por ela tanto na Câmara quanto no Senado. O apoio do governo ao casamento gay foi interpretado por analistas como estratégia para conquistar blocos da esquerda progressista.
O movimento gay resistiu às temperaturas próximas de zero grau e manteve vigília diante do Congresso até o final da votação. Catolicismo não explica descompasso entre Brasil e Argentina
RONALDO VAINFAS
ESPECIAL PARA A FOLHA
O Senado argentino acaba de aprovar uma lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É caso pioneiro na América Latina. No Brasil há apenas o reconhecimento da união estável, que legitima o direito de herança para companheiros e companheiras, mas veda a adoção de crianças.
Por que a Argentina saiu na frente do Brasil no tema?
Buscar as origens históricas desse contraste, na longa duração, não é o melhor caminho. É verdade que, no Brasil Colonial, a Inquisição perseguia os amantes do mesmo sexo, sobretudo homens, chegando a processar centenas pelo que chamavam de "pecado nefando da sodomia". Na Argentina, por sua vez, a Inquisição espanhola atuou menos e, a exemplo dos tribunais castelhanos, não tinha jurisdição sobre relações homoeróticas.
Mas isso não quer dizer grande coisa. No México colonial, também o Santo Ofício não tinha essa competência, mas há registro de vários sodomitas condenados à morte pela justiça do rei.
MEDICALIZAÇÃO
Nos dois países, sobretudo a partir do século 18, a Igreja Católica adquiriu grande força, de modo que a condenação do homoerotismo seguiu intacta. A medicalização da sexualidade na belle époque, a mesma que construiu o conceito de homossexualidade enquanto patologia, ocorreu tanto lá como cá.
É impossível atribuir a homofobia brasileira à herança católica e portuguesa pois, desde maio último, Portugal aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na Espanha isto ocorreu ainda mais cedo, em 2005.
O primeiro país a aprovar o casamento gay foi a Holanda, em 2001, país caracterizado pela tolerância religiosa desde o século 17. Amsterdã é, desde o final do século passado, um paraíso das liberdades individuais.
Mas também ali houve perseguição a homossexuais no século 18, muito mais do que nos países ibéricos.
Conclusão: a maior ou menor tendência à aprovação legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo pode ser melhor compreendida à luz da história do tempo presente. A explicação deve passar pela maior ou menor força da Igreja Católica e sobretudo das evangélicas, interesses políticos variados, capacidade de pressão dos movimentos gays etc.
Como explicar que a África do Sul tenha já aprovado, em 2006, o casamento gay, considerando o seu passado recente? Só estudando cada caso. As tradições antigas pesam muito pouco.
RONALDO VAINFAS é professor de história na Universidade Federal Fluminense Para ativista, aprovação favorece reformas
DE BUENOS AIRES
A aprovação do casamento gay na Argentina abre portas para outras reformas legais e demonstra que a Igreja Católica estava novamente equivocada. Essa é a opinião de Maria Rachid, 35, presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT). (GH)
Folha - Por que a Argentina foi o primeiro país da América Latina a aprovar a lei?
Maria Rachid- Resultou da conjuntura política atual e de experiências negativas vividas pelo país. A ditadura militar e a crise de 2001 foram situações muito injustas e repressivas, que nos obrigaram a ser mais solidários e justos.
Não é contraditório aprovar essa lei num país onde a Igreja Católica é tão poderosa?
Sim. Mas a igreja se equivocou muitas vezes na história, e os argentinos sabem disso.
O movimento gay conquistou o que mais queria?
Era algo difícil e muito importante, mas falta aprovar uma lei de identidade de gênero, para que os transexuais possam trocar de nome nos documentos.
A lei abre que tipo de precedentes na Argentina?
Abre portas para outras conquistas, não só dos homossexuais, como a descriminalização do aborto. Tomara que o caminho tenha ficado mais fácil.
Fonte dos 3 textos: www.folha.com
Comentário do editor do blog:
Já se tornou costume, já se tornou comum, já se tornou padrão, já se tornou "moda" a Mídia de um modo geral; a Sociedade; as Organizações, quer sejam governamentais, quer sejam não governamentais dizerem "a Igreja é contra isso ou contra aquilo".
Primeiramente, vamos aclarar o que é "Igreja": igreja não é um prédio, igreja não é uma instituição, igreja não é uma denominação; Igreja [com maiúscula] é o Corpo de Cristo, que é formado de muitos membros, independente do "credo" que professam, independente da cultura, independente da etnia, independente de sua "instituiçao" legal, enfim, independente de tudo o que é físico, material, humano.
Igreja, Corpo de Cristo, é um conjunto de pessoas [independentes de tudo o que acima detalhamos] que crê em Jesus, aceitou-O como seu único e suficiente Salvador e Senhor, que o obedece, que o segue, que o compartilha [prega, ensina, testemunha]; e o seguir, o obedecer compreende levar a sério o que Ele viveu, o que Ele ensinou, o que Ele pregou, o que Ele testemunhou, e tudo o que Ele [como Palavra - João 1] deixou escrito, através de vários homens de Deus [Velho Testamento e Novo Testamento].
Isso tudo está perfeitamente estabelecido na Palavra de Deus escrita [a Bíblia], e todo aquele que se autodenomina "cristão", deve por ter sido por Ele salvo, seguir, obedecer: "E [Jesus] tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe OBEDECEM" (Hebreus 5. 9).
Ora, se não O obedecemos, condição "sine qua non" para que sejamos Igreja [Corpo de Cristo], independente do "credo" professado, não somos salvos, não somos cristãos, não somos seguidores de Cristo; logo, não somos Igreja!
Então, não é a "igreja instituição" que não aprova isso ou aquilo; é a Palavra de Deus que é muito clara quando diz "não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam", seja furtar, roubar, matar, cobiçar, não amar o próximo, prostituir-se, adulterar, e, "data venia" dos que pensam o contrário, praticar sexo em desacordo com as normas preestabelecidas pelo Autor da Bíblia, que é Deus; isso entre muitos outros pecados, e pecado é tudo o que desagrada a Deus.
Fala-se muito em "direitos individuais" para justificar alguns pecados [quiçá todos]; e, pensando bem, Deus nos deu, de fato, a liberdade de praticar tudo aquilo que quisermos, o que se denomina "livre arbítrio"; mas não podemos negar que, se Ele nos deu liberdade de escolha, deu-nos também a "responsabiidade" pelos nossos atos, pensamentos, palavras.
Cada um escolhe o que quer para si, mas cada um responde perante Deus, e somente diante dEle pelo que fizer, que contrarie a Sua Vontade, previamente estabelecida.
E, agora, estamos nos dirigindo àqueles que se autodenominam igreja: Deus quando estabeleceu os seus desejos, a Sua Santa Vontade, aprovando ou não aprovando certos atos, dizendo "não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam", Ele não está se referindo aos increus; sim porque eles já estão excluídos do reino pelo simples fato de não receberem Jesus no coração (João 1. 12).
Ele está se dirigindo a nós que dizemos ser cristãos; se somos cristãos não vivemos na prática do pecado, e, se eventualmente pecamos "temos Advogado junto ao Pai: Jesus" (I João 2. 1).
Mas se vivemos no pecado, não o confessamos a Deus, após arrepender-nos, não o deixamos (Provérbios 28. 13), não nos apropriamos do perdão já dado na cruz do Calvário, não somos Igreja, e como pecadores não herdaremos o reino de Deus.
A Salvação é Graça de Deus, derramada sobre todos, mediante a fé em Jesus Cristo, que deu a sua vida por nós (João 3. 16); mas se não obedecemos, se não aceitamos como Verdade Absoluta, se não cremos, se não seguimos fielmente a Jesus, se não nos apropriamos [livre arbítrio] da Graça, via de consequência, não alcançamos a Salvação, não alcançamos o Reino de Deus, tendo em vista que Jesus deixou bem claro:
"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6).
Assim, é engano, ledo engano, ficar atribuindo à Instituiçao igreja o não concordar com isso ou aquilo; se ela não agir assim estará desobedecendo a Deus, e quem desobedece a Deus não será salvo (Hebreus 5. 9, já citado).
Tudo isso que está acontecendo, que está sendo discutido pela Sociedade, pelas Autoridades seculares e eclesiásticas, a Palavra de Deus profetizou com muita antecedência (milênios) que iria acontecer no tempo do fim, e estamos vivendo o tempo do fim; destacamos para sua leitura o capítulo 3 da 2ª carta a Timóteo, inspirada [soprada] por Deus a Paulo:
2 - pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes,
3 - desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem,
4 - traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,
5 - tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.
6 - Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões,
7 - que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade.
8 - E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé;
9 - eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles.
10 - Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança,
11 - as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, -- que variadas perseguições tenho suportado! De todas, entretanto, me livrou o Senhor.
12 - Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
13 - Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.
14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste
15 - e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.
16 - Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,
17 - a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Netanyahu diz estar preparado para discutir "imediatamente" futuro de assentamentos com palestinos
Em Nova York
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se disse na quarta-feira (8) preparado para discutir "imediatamente" com os palestinos o futuro dos assentamentos judaicos da Cisjordânia.
Em entrevista ao apresentador Larry King, da CNN, Netanyahu disse que é hora de os palestinos abandonarem suas pré-condições e participarem de negociações diretas com Israel.
Por pressão dos EUA, Israel determinou no ano passado uma moratória de dez meses na ampliação dos assentamentos, o que expira em setembro.
Ainda não está claro se a moratória será renovada.
Os palestinos exigem o congelamento das construções de assentamentos como pré-requisito para participar de negociações diretas.
"Vamos simplesmente entrar nas negociações, e uma das coisas que vamos discutir imediatamente é essa questão dos assentamentos, e é isso que proponho fazer", disse Netanyahu, um dia depois de ser recebido na Casa Branca, num sinal de reaproximação com o governo do presidente norte-americano, Barack Obama, após uma série de atritos.
As negociações diretas entre palestinos e israelenses foram abandonadas no final de 2008, e atualmente os EUA são mediadores de um processo indireto.
EUA e Israel desviam a atenção para o processo de paz
Sheryl Gay Stolberg e Mark Landler
Em Washington (EUA)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama (d), recebe o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu (e)
O presidente Barack Obama disse na terça-feira que espera que as negociações diretas entre israelenses e palestinos comecem “bem antes” da expiração da moratória da construção de assentamentos no final de setembro, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu dar “passos concretos” nas próximas semanas para que as negociações avancem.
Os comentários do presidente, após uma sessão de 79 minutos no Escritório Oval, foram as primeiras em que ele articulou um prazo para as negociações de paz. Elas também refletiram uma mudança perceptível na abordagem do governo para um relacionamento está repleto de tensão desde que Obama tomou posse.
Houve abundância de teatralidade no encontro, com um aperto de mão vigoroso entre os homens diante das câmeras após uma série de medidas adotadas pelos israelenses, nos últimos dias, para reduzir as tensões com os Estados Unidos. Mas também foi profundamente substantivo, disseram os assessores dos líderes, com Obama e Netanyahu tocando em uma série de questões contenciosas, incluindo as ambições nucleares do Irã e o programa não declarado de armas nucleares de Israel, assim como o processo de paz.
Uma única sessão no Escritório Oval provavelmente não resolverá um ano e meio de profundas diferenças políticas, e os dois líderes poderão encontrar mais obstáculos nos próximos meses, especialmente se Obama ficar impaciente com a falta de progresso no processo de paz. Mas na terça-feira, eles buscaram acentuar o positivo.
Obama elogia Israel após encontro com primeiro-ministro Benjamin Netanyahu
Após pressionar publicamente por meses Netanyahu para frear a construção de assentamentos judeus –uma política americana que alimentou o ressentimento em Israel– Obama nitidamente não pressionou Netanyahu a estender a moratória existente. Em vez disso,ele disse que passar as “conversações de aproximação”
para conversações diretas daria a Netanyahu o incentivo e a liberdade política doméstica para agir por conta própria.
“Minha esperança é de que, assim que as conversações diretas tiverem início, muito antes da expiração da moratória, isso criará um clima no qual todos sintam um maior interesse pelo sucesso”, disse Obama, acrescentando, “haverá maior espaço criado por uma maior confiança”.
A Autoridade Palestina reagiu cautelosamente ao encontro, dizendo que ela também deseja conversações diretas, mas que o ônus era de Netanyahu de suspender a construção de assentamentos e de concordar em negociações que seriam retomadas do ponto onde pararam as últimas conversações diretas, em 2008.
“São palavras, não ações”, disse Saeb Erekat, o negociador-chefe palestino, por telefone na terça-feira. “Nós precisamos ver ações.”
O encontro muito divulgado de terça-feira no Escritório Oval contrastou muito da recepção gélida que Netanyahu recebeu durante sua visita à Casa Branca em março, quando Obama deixou o primeiro-ministro esperando no Salão Roosevelt, enquanto ele subia para jantar com sua esposa e filhas.
O sentimento estava tão azedo na época que Obama proibiu câmeras da imprensa. Na terça-feira, os fotógrafos clicavam no Escritório Oval enquanto Obama elogiava o primeiro-ministro como alguém “disposto a correr riscos pela paz”, culpando a imprensa pelos relatos de discórdia. Netanyahu citou de forma livre Mark Twain, dizendo: “Os relatos sobre a morte de nosso relacionamento especial não são prematuros; eles estão completamente errados”.
Em outro gesto para os israelenses, Obama enfatizou que não ocorreu nenhuma mudança na política americana a respeito do programa não declarado de armas nucleares de Israel, apesar dos Estados Unidos terem assinado um recente documento da ONU criticando Israel por sua recusa em assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, vinculante para 189 países.
As autoridades israelenses ficaram alarmadas com a decisão americana de permitir que Israel fosse citado, o que ocorreu por pressão dos países árabes. Alguns israelenses viram isso como um sinal de que os Estados Unidos, os aliados mais importantes de Israel, não eram confiáveis.
Obama também tentou tranquilizar o nervosismo israelense a respeito dos pedidos para uma conferência regional para um Oriente Médio livre de armas nucleares. Uma reunião dessas, ele disse, só discutiria a segurança regional; ela não seria uma oportunidade para pressionar Israel a respeito de seu programa nuclear.
“Nós acreditamos fortemente que, dado seu tamanho, sua história, a região em que se encontra e as ameaças existentes contra nós –contra ele, que Israel apresenta exigências únicas de segurança”, disse Obama, brevemente corrigindo a si mesmo no meio da sentença. “O país precisa poder responder às ameaças ou a qualquer combinação de ameaças na região.”
A fonte de atrito durante a última visita de Netanyahu foi o anúncio por Israel, durante uma visita do vice-presidente Joe Biden, de que estava aprovando planos para assentamentos judeus em Jerusalém Oriental. Agora, os assentamentos estão sendo novamente questionados, mas a resposta modulada do presidente parece visar devolver o relacionamento entre americanos e israelenses ao estado em que as questões difíceis eram discutidas de forma privada, não publicamente.
Alguns analistas sugeriram que Obama e Netanyahu podem ter chegado a um entendimento privado de que Israel estenderia a moratória de construções em troca das negociações diretas.
“Isso permite a Israel dizer que não pagou pelas conversações diretas, mas há um entendimento de que assim que chegar a data de expiração, a moratória será estendida”, disse David Makovsky, um membro sênior do Instituto para a Política do Oriente Próximo, em Washington.
Entre os outros “passos concretos” que se espera que Israel dê na direção dos palestinos, disseram analistas, é uma maior cooperação com a Autoridade Palestina em assuntos de segurança e uma maior ajuda econômica para a Cisjordânia. Netanyahu sugeriu a assessores que tem outros passos em mente, disseram funcionários israelenses, mas ele ainda não os revelou.
A posição de Obama reflete pressões políticas domésticas sobre ambos os homens. Netanyahu, que está lutando para manter unida sua coalizão rebelde de direita, está sob pressão em casa para não parecer estar pagando um preço adicional para atrair os palestinos para a mesa de negociação.
E com os democratas enfrentado dificuldades nas eleições de novembro, Obama tem motivos para abrandar sua posição pública a respeito de Israel. Os candidatos republicanos têm cortejado os eleitores judeus, que normalmente apoiam os democratas, tentando retratar o presidente como anti-Israel.
Alguns analistas disseram que a sessão de terça-feira reflete o que Aaron David Miller, um antigo negociador de paz no Oriente Médio, chama de “falsa calma” no relacionamento. Miller prevê rachas no relacionamento, resultado de uma “diferença fundamental de expectativas”, onde Obama espera mais das negociações de paz do que Netanyahu poderá entregar.
Por ora, entretanto, Netanyahu está recebendo, se não um tratamento de tapete vermelho, ao mesmo a cordialidade habitual que os Estados Unidos oferecem aos líderes mundiais amigos. A bandeira israelense estava tremulando na terça-feira sobre a Blair House, a residência oficial de hóspedes, em um sinal de que Netanyahu estava lá; em março, ele ficou hospedado a quadras de distância, no Mayflower Hotel.
Desta vez, Netanyahu sentou-se à mesa para uma refeição: após a sessão no Escritório Oval, o presidente, o primeiro-ministro e várias outras autoridades, como a secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, se reuniram no Salão do Gabinete para um
“almoço de trabalho”.
No Escritório Oval, Netanyahu disse a Obama que, após repetidas viagens aos Estados Unidos, era hora de “corrigir o equilíbrio”, com uma visita do presidente e da primeira-dama a Israel.
“Eu estou pronto”, respondeu Obama.
*Isabel Kershner, em Jerusalém (Israel), contribuiu com reportagem.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Fonte: http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2010/07/07/eua-e-israel-desviam-a-atencao-para-o-processo-de-paz.jhtm