Gripe suína Bispo britânico suspende pias de água benta devido à gripe suína
Bispo também pediu que sacerdotes evitem visitas a doentes
Um bispo de Igreja Anglicana na Grã-Bretanha enviou uma diretiva às igrejas de sua diocese recomendando que elas suspendam o uso de pias com água benta para evitar a contaminação pela gripe suína.
No documento, John Gladwin, bispo da cidade de Chelmsford, no sudeste da Inglaterra, afirma que as pias “podem se tornar uma fonte de infecção”.
“Algumas igrejas têm pias de água benta perto das portas, e as pessoas são convidadas a mergulhar seus dedos nelas e fazer o sinal da cruz”, diz a diretiva.
“A água contida nestas pias pode facilmente se tornar (...) um meio de dispersão do vírus.
Esta prática deve ser suspensa e as pias, esvaziadas e limpas, deixando de ser usadas até que o alerta de pandemia termine”, afirma o bispo.
Apesar de dizer que as igrejas devem continuar funcionando
“normalmente”, o bispo faz uma série de recomendações para evitar a dispersão do vírus, e afirma que os clérigos devem tomar cuidados especiais com o material utilizado nos rituais.
“É recomendável usar um gel desinfetante antes de manusear o pão e os cálices (…) e a prática de administrar a comunhão diretamente na língua (dos fiéis) é fortemente desencorajada.
Estes costumes aumentam a possibilidade de espalhar o vírus.”
Visita a doentes
O bispo ainda pede que os membros da congregação que apresentem sintomas da gripe evitem comparecer a igrejas e outras reuniões.
Além disso, as visitas de clérigos a pessoas doentes também não são recomendadas.
Em vez disso, ele afirma que os doentes devem ser contatados por “telefone, internet e outros meios”.
“O risco de contaminação é muito alto, e um religioso fazendo uma série de visitas pastorais pode espalhar a infecção, assim como se tornar mais suscetível a infecções.”
“Caso a visita seja absolutamente necessária, se alguém está tão doente que pode estar à beira da morte (…), então o sacerdote deve usar equipamento de proteção, como luvas, avental e máscara facial”, diz o documento.
Fonte: www.ultimato.com.br/BBC Comentário do editor do blog:
Devemos continuar tomando os cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde, evitar ficar em recintos fechados, nos quais se reunem muitas pessoas (as aulas estão suspensas), há indústrias e comércio paralizando suas atividades [no México], enfim é necessário tomar todos os cuidados:
- as mãos devem ser bem lavadas várias vezes, com sabão líquido, devem ser bem ensaboadas entre os dedos, nos punhos, nas palmas, nas pontas dos dedos, etc.
No Canadá, onde o calor está muito forte (38º) ainda não houve redução dos índices de infectados.
Não é preciso pânico, mas atenção, cuidado.
Evitem os hospitais, em caso de suspeitas procurem o médico particular, ou o Posto de Saúde, e eles orientarão a necessidade ou não de hospitalizar.
Agora, o mais importante: devemos continuar orando pelos infectados, mas devemos orar também por aqueles que estão no "olho do furacão": enfermeiros, motoristas de ambulâncias, médicos (nosso filho já está com as mãos cortadas de tanto usar sabão), e, também pelo frio em Curitiba, e corte (ferida aberta) é caminho certo para a entrada de bactérias, principalmente daqueles que estão, como ele, trabalhando nos hospitais.
Lembremos-nos, pois, de orar sem cessar pelos já adoentados, pelos que estão com saúde para não serem infectados, e por todo o pessoal da área de saúde, que está nos hospitais, centros de saúde, ambulatórios, ambulâncias, etc. para que não sejam alcançados pela doença.
Que Deus abençoe a todos:
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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Arcebispo de SP muda rito de oração para conter ví
Arcebispo de SP muda rito de oração para conter vírus
DO "AGORA"
O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, divulgou uma nota ontem recomendando os fiéis a não darem as mãos ao orar o pai-nosso e a evitarem a saudação de paz.
Os padres também devem dar a hóstia nas mãos -e não na boca dos fiéis.
A medida é semelhante à adotada pelo bispo diocesano de Santo André (Grande ABC), dom Nelson Westrupp.
Para evitar a disseminação do vírus da gripe, Westrupp recomendou às paróquias de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo e São Caetano que não deem as hóstias na boca dos cristãos nem orem de mãos dadas.
"É preciso zelar pela saúde pública", disse ele.
Fonte: www.folha.com.br (24.07.09) Comentário do editor do blog:
Um abraço é gostoso, e faz falta quando nos reunimos para adorar a Deus, mas a medida de Dom Odilo Pedro Scherer é oportuna e necessária.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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Um jovem poeta, comovido com a criação, após dois mil anos, do primeiro assentamento judaico em Eretz Israel (a Terra de Israel), escreveu um poema em hebraico.
Quando um fazendeiro de Rishon LeZion o ouviu, emocionou-se e compôs a melodia.
A canção se tornou o hino nacional de Israel, Hatikva – A Esperança.
Suas palavras calam fundo na alma judaica.
Falam da esperança imortal do povo judeu ao longo dos anos de exílio, do acalentado sonho de um dia retornar, soberano e independente, à sua terra ancestral.
Hatikva é um hino relativamente curto.
Na realidade, é composto de apenas duas estrofes.
A letra foi tirada do primeiro verso e da rima do poema
“Tikvatenu” (“Nossa Esperança”), escrito por Naftali Herz Imber.
Este o compôs, com apenas 22 anos, por volta de 1878.
A fundação, naquele ano, de Petach Tikva (em hebraico, Portal da Esperança), o primeiro assentamento judaico em Israel, emocionou-o profundamente e, influenciado por um capítulo do profeta Ezequiel, escreveu as palavras que refletem a lembrança, a dor e, principalmente, a esperança de um futuro para o povo judeu.
Hatikva fala dos anseios dos judeus de um dia retornar à terra de seus antepassados – Eretz Israel.
Expulso de sua terra no ano 70 d.C. pelo exército romano de Tito, que também destruiu o Templo de Jerusalém, o povo judeu jamais deixou de reverenciar e lembrar a terra que Deus prometera a seus ancestrais.
Durante os dois mil anos de exílio, o desejo de retornar nunca deixou o coração judaico.
Todos os dias, ele lembra de Sião nas preces e se volta de corpo e alma para Jerusalém, “o Oriente”.
As suas comemorações religiosas são estipuladas de acordo com o calendário e as estações do ano em Israel.
Essa é a essência da mensagem da primeira estrofe do Hatikva, pois “Sião” é o outro nome atribuído a Jerusalém e Israel.
Mesmo durante os longos anos em que Eretz Israel esteve nas mãos de povos estrangeiros e os judeus viveram sob seu domínio, a esperança de independência e o anseio por liberdade jamais feneceram.
Esse é o tema da segunda estrofe do hino, que canta o desejo do povo judeu, de geração em geração – espalhado pelo mundo ou oprimido na terra de seus ancestrais.
A origem do hino Hatikva é tema de debate entre estudiosos.
Originalmente foi vinculado à “Sinfonia Boêmia”, do compositor checo Bedrich Smetana (1824-1884).
Porém, Zwi Mayerowitch, músico e estudioso da liturgia judaica, afirma que a música foi composta pelo sefaradita Henry Busato, ou Russoto.
Ele teria se inspirado na melodia usada em certas sinagogas do rito sefaradi, quando se entoa o Salmo 117, durante o Halel.
Mayerowitch afirmou que a música foi publicada em 1857, vinte anos antes que Smetana compusesse a “Sinfonia Boêmia”.
A composição apareceu na obra “Melodias antigas para a liturgia dos judeus espanhóis e portugueses: Harmonizadas por Emanuel Aguilar”.
Durante o 8º Congresso Sionista, em 1907, o hino foi cantado pelos participantes em uma manifestação espontânea, mas precisou enfrentar uma disputa acirrada com outras obras, como, por exemplo, Sham Makom Arozim, que possuía um “fã-clube” maior.
Hatikva foi oficialmente adotado como hino do Movimento Sionista, juntamente com a bandeira azul e branca, apenas durante o 18º Congresso Sionista, em 1933.
Com o passar do tempo, algumas das palavras originais foram alteradas; mas, indubitavelmente, o texto carregado de emoção e a melodia suave haviam conquistado o coração das massas judias.
Em 1945, Hatikva, o Canto da Esperança, foi entoado cinco dias após a libertação dos sobreviventes do campo de concentração de Bergen-Belsen, quando celebravam o primeiro shabat novamente como homens livres.
Hatikva foi adotada de forma oficiosa como Hino Nacional em 1948, cantado a plenos pulmões por uma multidão, durante a cerimônia de assinatura da Declaração de Independência do Estado de Israel.
Já tinha a letra atual e foi executada pela Orquestra Filarmônica de Israel.
A oficialização, no entanto, veio em novembro de 2004, com a confirmação pelo Knesset, o Parlamento israelense.
Hatikva é único hino, no mundo, que é cantado por um número maior de pessoas na Diáspora (Dispersão), do que em seu próprio solo.
É também o único que, em geral, é entoado por pessoas cujo idioma nativo não é o do hino.
Ao cantar Hatikva, na Diáspora ou em Israel, os judeus não estão apenas entoando uma linda melodia ou cumprindo um dever cívico.
Eles estão, de fato, renovando a promessa de jamais esquecer o sonho de independência e reafirmando que sempre farão o impossível para ajudar o Estado de Israel a prosperar e conquistar o seu lugar no palco das nações.
Estão confirmando e reconfirmando, vez após vez, a centralidade de Medinat Israel na vida dos judeus e unindo os dispersos do povo com o Estado de Israel. (extraído de www.morasha.com.br - http://www.beth-shalom.br)
Bibliografia:
– “The Man Behind Hatikvah ”, publicado no livro The Jewish People Almanac, compilado por David C Gross.
– http://www.jewishvirtuallibrary.org.
Assista a um slideshow com a música Hatikva numa versão instrumental, por André Paganeli » (clique no vídeo acima).
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 2007.
Fonte: www.chamada.com.br Comentário do editor do blog:
* Em aditamento ao artigo anterior (em 10.07.09) [William Blackstone e o Sionismo Cristão] , no qual dissemos da nossa obrigação, como cristãos, de estarmos ao lado de Israel, não apenas porque Deus prometeu "abençoar os que abençoarem Israel, e amaldiçoar os que amaldiçoarem Israel" (Gênesis 12. 3), mas, principalmente, porque Deus nos mostra pela Bíblia [sua Palavra Eterna] que Jesus retornará ao nosso mundo, e pisará seus pés em Israel, mais precisamente no Monte das Oliveiras, a partir de onde implantará seu Reino aqui na terra, reinando sobre as nações, juntamente com os salvos [convertidos a Jesus] antes arrebatados, e que voltam com Ele.
* Com este artigo, estamos dando partida em uma nova fase do blog, que passará a mostrar também "filminhos" [You tube], e o postado hoje é a história do Hino Nacional de Israel.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br - 13-julho-2009
Em seu livro A Place Among The Nations: Israel and the World [Um Lugar Entre as Nações: Israel e o Mundo], Benjamin Netanyahu identifica o americano William Blackstone como um dos exemplos mais notáveis de cristão sionista.
Netanyahu comenta que “tal atividade cristã precede o moderno Movimento Sionista em, pelo menos, meio século”.[1] (Na realidade, há registro de Sionismo Cristão já no fim de 1500 na Inglaterra).[2]
Os primeiros cristãos sionistas eram conhecidos como restauracionistas, visto que desejavam uma restauração dos judeus à terra de Israel .
O nome de William Blackstone é muito estimado pelos judeus sionistas, a ponto do Estado de Israel ter dado o nome de Blackstone a um bosque, a fim de homenageá-lo pelos esforços iniciais para influenciar outras pessoas em favor da reconstituição da nação de Israel .
O Começo do Movimento Com Blackstone
Blackstone nasceu em Adams, Estado de Nova York, no ano de 1841 e foi criado num ambiente familiar de metodistas fervorosos, onde se tornou crente em Cristo com onze anos de idade.[3]
Quando se casou, Blackstone mudou-se para Oak Park, Estado de Illinois, na região de Chicago, e foi muito bem sucedido como homem de negócios, tornando-se um magnata do ramo imobiliário.
“Em 1878, ele participou da Conferência de Niagara, cujo tema era o retorno dos judeus à Palestina, na qual decidiu tornar-se um corajoso restauracionista”.[4]
Apesar de ser metodista, passou a empreender esforços em prol do restabelecimento do Estado de Israel, motivado por sua visão dispensacionalista da profecia bíblica.
“Blackstone passou a ser um colaborador pessoal de líderes pré-milenistas, tais como, D. L. Moody, James H. Brookes e Horatio Spafford, este que, por fim, fundou a colônia americana em Jerusalém”.[5]
Blackstone, um incansável estudioso autodidata da Bíblia e da teologia, continuou a desenvolver seu interesse por aquilo que a Bíblia ensina acerca de Israel .
À semelhança de muitos crentes em Cristo que possuem esse mesmo interesse, foi levado a empreender esforços para pregar o Evangelho ao povo judeu.
Em 1887, fundou a Chicago Hebrew Mission [Missão Hebraica de Chicago] que está ativa até hoje.
Ao longo de sua vida, Blackstone combinou sua postura pró-sionista com seus esforços contínuos de ganhar o povo judeu para Cristo.
“Blackstone passou a ser um colaborador pessoal de líderes pré-milenistas, tais como, D. L. Moody, James H. Brookes e Horatio Spafford, este que, por fim, fundou a colônia americana em Jerusalém”.
Em 1908, Blackstone publicou o livro Jesus is Coming [Jesus Está Voltando], que se tornou um best-seller com a venda de mais de um milhão de cópias em três edições e foi “traduzido para trinta e seis idiomas”.[6]
“É provável que em sua época não tenha havido um expositor dispensacionalista da Bíblia mais aclamado pelo público do que ele”.[7]
Blackstone pode ser considerado o Hal Lindsey daquele tempo.
O Sionismo Cristão de Blackstone
Embora seja amplamente conhecido na história do evangelicalismo por diversos feitos, Blackstone é mais conhecido por sua incansável atividade em prol do restabelecimento da nação judaica em Israel .
Sem dúvida alguma, Blackstone foi o principal líder sionista de seu tempo.
Timothy Weber faz o seguinte comentário sobre Blackstone e o dispensacionalismo:
Os dispensacionalistas, na sua maioria, ficaram satisfeitos em ser meros observadores do movimento sionista.
Eles ficaram atentos ao movimento e o analisaram; pronunciaram-se em favor dele.
Porém, em termos políticos, raramente se envolveram para promover seus objetivos.
Entretanto, há uma exceção a essa regra na pessoa de William E. Blackstone, um dos escritores dispensacionalistas mais estimados de sua época.[8]
No que diz respeito à restauração dos judeus à sua terra natal, Blackstone diz em seu livro:
“Talvez você diga: ´eu não creio que os israelitas devam retornar à terra de Canaã, nem creio que Jerusalém deva ser reconstruída´.
Meu caro leitor, você já leu as declarações da Palavra de Deus sobre esse assunto?
Certamente não existe nada que tenha sido afirmado com mais clareza nas Escrituras do que isso”.[9]
Após fazer tal declaração, as próximas quatorze páginas que ele escreveu praticamente só contêm citações das Escrituras que fundamentam sua convicção.
Então ele conclui: “Poderíamos ter enchido um livro inteiro com explicações sobre a maneira pela qual Israel será restaurado à sua terra, mas nosso único desejo era o de demonstrar o fato inquestionável da profecia, fato esse que está intimamente relacionado com a aparição de nosso Senhor e que, segundo cremos, cumprir-se-á plenamente”.[10]
Por volta de 1891, o ativista Blackstone organizou um abaixo-assinado endossado por 413 proeminentes cidadãos americanos e enviou esse documento ao presidente Benjamin Harrison defendendo o restabelecimento dos judeus que estavam sendo perseguidos na Rússia numa nova terra natal, então chamada de Palestina.
Por volta de 1891, o ativista Blackstone organizou um abaixo-assinado endossado por 413 proeminentes cidadãos americanos e enviou esse documento ao presidente Benjamin Harrison defendendo o restabelecimento dos judeus que estavam sendo perseguidos na Rússia numa nova terra natal, então chamada de Palestina.[11]
Segue abaixo um trecho daquela petição:
Por que não lhes devolver a Palestina?
De acordo com a distribuição das nações feita por Deus, a Palestina é a sua terra natal – uma possessão inalienável da qual eles foram forçosamente expulsos.
Quando eles a cultivavam, era uma terra extraordinariamente frutífera que sustentava milhões de israelitas; eles diligentemente lavravam suas encostas e vales.
Eram agricultores e produtores, bem como se constituíam numa nação de grande importância comercial – o centro da civilização e da religião [...]
Cremos que este é o momento adequado para que todas as nações, principalmente as nações cristãs da Europa, demonstrem benevolência para com Israel.
Um milhão de exilados que, devido ao seu terrível sofrimento, imploram, de forma comovente, a nossa compaixão, justiça e humanidade.
Restauremos-lhes agora a terra da qual eles tão cruelmente foram despojados por nossos ancestrais romanos.[12]
Blackstone esclareceu: “Cerca de 2 milhões de judeus da Rússia apelam em condições deploráveis por nossa compaixão, justiça e humanidade, desesperados por um lugar de refúgio na Palestina”.[13]
Carl Ehle faz a seguinte descrição dos signatários:
Entre os 413 signatários alistados por suas respectivas cidades – Chicago, Boston, Nova York, Filadélfia, Baltimore e Washington – estavam os formadores de opinião da época: editores e/ou redatores dos principais jornais e periódicos evangélicos (no mínimo, um total de noventa e três jornais representados), os prefeitos de Chicago, Boston, Nova York, Filadélfia e Baltimore, dentre outras autoridades, os principais clérigos e rabinos, grandes empresários, T. B. Reed (presidente da Assembléia Legislativa), Robert R. Hitt (presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara) e William McKinley, de Ohio, o qual mais tarde se tornou presidente.[14]
Webber salienta: “Embora a petição tenha recebido muita cobertura da imprensa, o presidente Harrison e seu secretário de Estado praticamente ignoraram aquele documento; além disso, a pequena atenção que o documento recebeu na esfera diplomática dissipou-se rapidamente”.[15]
Apesar de ter conseguido pouco na área política, foi dito que a petição de Blackstone exerceu um impacto estimulante em toda a sociedade americana.
A petição ganhou ampla cobertura dos jornais, gerando muita discussão e adesão pública.
Ela despertou grande interesse entre os todos os judeus.[16]
Blackstone desejava que o presidente convocasse uma conferência internacional de chefes de Estado, principalmente os europeus, a fim de usarem sua influência para constituir o novo Estado Judeu.
Blackstone argumentou da seguinte maneira: “A ninguém [...] a nenhum mortal, desde os dias de Ciro, rei da Pérsia, foi concedida tamanha oportunidade privilegiada de propiciar o cumprimento dos propósitos de Deus relativos ao Seu antigo povo”.[17]
Judeus russos.
Em 1916, Blackstone fez um apelo semelhante ao presidente Woodrow Wilson, filho de um pastor presbiteriano que se tornara cristão sionista, solicitação essa que influenciou o presidente americano a se mostrar favorável à Declaração Balfour em 1917.[18]
Essa declaração foi assinada praticamente nos mesmos termos da primeira petição de Blackstone.
Oren chega à seguinte conclusão: “Como sempre aconteceu na experiência histórica dos Estados Unidos com o Oriente Médio, a fé de um homem provou ser o sonho de outro, enquanto a política era determinada pelo poder governamental”.[19]
O Relacionamento Com os Judeus
Embora Blackstone tenha atuado incansavelmente como um cristão sionista, nunca perdeu seu ardor pela evangelização dos judeus.
“Em 1890 ele organizou e presidiu a primeira conferência para cristãos e judeus em Chicago”.[20]
Hoje em dia, eventos assim são comuns, mas na época de Blackstone nunca se ouvira falar, até então, de conferências dessa natureza.
Blackstone aproveitou a ocasião para promover o tema da restauração dos judeus à terra de Israel, com a inclusão de alguns argumentos que comprovavam ser Jesus o Messias.
Os judeus “sionistas gostavam de Blackstone e confiavam nele”,[21] apesar das suas frequentes tentativas de evangelizá-los.
Um exemplo típico de iniciativa de evangelização tomada ao longo de sua vida é a que ocorreu “em 1918, por ocasião de um ajuntamento sionista em massa na cidade de Los Angeles, quando Blackstone teve a petulância de fazer um apelo de púlpito”,[22] convidando sua audiência de centenas de judeus a que viesse à frente e aceitasse Jesus como seu Messias.
A despeito de tais tentativas, ele continuava a ser muito amado dentro da comunidade judaica.
Blackstone chegou a ter centenas de Novos Testamentos impressos em hebraico, os quais foram levados para Petra [na atual Jordânia] e lá estocados a fim de que o remanescente judeu pudesse conhecer o caminho da salvação durante o tempo da Grande Tribulação.
Blackstone queria deixar um legado de evangelização para o povo judeu, de modo que pudesse contribuir para a salvação dele após o Arrebatamento da Igreja.
Ele produziu e distribuiu material explicativo a fim de que os judeus soubessem como poderiam ser salvos depois que o Arrebatamento acontecesse.[23]
Houve ocasião em que Blackstone chegou a ter centenas de Novos Testamentos impressos em hebraico, os quais foram levados para Petra [na atual Jordânia] e lá estocados a fim de que o remanescente judeu pudesse conhecer o caminho da salvação durante o tempo da Grande Tribulação.
Conclusão
Não é de se admirar que “a Conferência Sionista de 1918, realizada em Filadélfia, tenha aclamado Blackstone como o ´Pai do Sionismo´ e que em 1956, por ocasião do septuagésimo quinto aniversário de sua petição ao presidente Harrison, os cidadãos do Estado de Israel tenham homenageado Blackstone, dando seu nome a um bosque”.[24]
Blackstone passou o resto de sua vida, até a sua morte em 1935, a serviço da causa que amava.
Embora tenha ficado muito empolgado com os desdobramentos da Declaração Balfour em 1917 e com o Mandato Britânico na Palestina após a Primeira Guerra Mundial, ele morreu frustrado pelo fato de que Israel, até então, ainda não tinha se tornado uma nação em sua terra.
Entretanto, o sonho dele tornou-se realidade treze anos mais tarde.
William Blackstone é um modelo inspirador, um exemplo para os crentes em Cristo, de alguém que apóia ardentemente Israel, enquanto busca, ao mesmo tempo, ganhar o povo judeu para Cristo.
Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center em Lynchburg, VA (EUA). Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profética.
Notas:
1. Benjamin Netanyahu, A Place Among The Nations: Israel and the World, Nova York: Bantam, 1993, p. 16.
2. Para uma visão geral de toda a história do Sionismo Cristão, veja o artigo intitulado “Lovers of Zion: A History of Christian Zionism”, de autoria de Thoma Ice, em www.pre-trib.org/article-view.php?id=295.
3. Timothy P. Weber, On the Road to Armageddon: How Evangelicals Became Israel´s Best Friend, Grand Rapids: Baker Academic, 2004, p. 102.
4. Michael B. Oren, Power, Faith, and Fantasy: America in the Middle East 1776 to the Present, Nova York: W. W. Norton & Company, 2007, p. 278.
5. Weber, On the Road to Armageddon, p. 102.
6. Oren, Power, Faith, and Fantasy, p. 278.
7. Weber, On the Road to Armageddon, p. 103.
8. Weber, On the Road to Armageddon, p. 102.
9. William E. Blackstone, Jesus is Coming, 3ª edição, Nova York: Fleming H. Revell, 1932, p. 162.
10. Blackstone, Jesus is Coming, p. 176.
11. Carl F. Ehle, Jr., “Prolegomena to Christian Zionism in America: The View of Increase Mather and William E. Blackstone Concerning the Doctrine of the Restoration of Israel”, dissertação para obtenção do grau de Ph.D. apresentada à New York University, 1977, p. 240-44.
12. Ehle, “Prolegomena”, p. 241-42.
13. Oren, Power, Faith, and Fantasy, p. 278.
14. Ehle, “Prolegomena”, p. 242-43.
15. Weber, On the Road to Armageddon, p. 105.
16. Ehle, “Prolegomena”, p. 243.
17. Oren, Power, Faith, and Fantasy, p. 278.
18. Ehle, “Prolegomena”, p. 290-93.
19. Oren, Power, Faith, and Fantasy, p. 279.
20. Weber, On the Road to Armageddon, p. 103.
21. Weber, On the Road to Armageddon, p. 106.
22. Weber, On the Road to Armageddon, p. 112.
23. Weber, On the Road to Armageddon, p. 105.
24. Weber, On the Road to Armageddon, p. 106.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 2007.
Fonte: www.chamada.com.br Comentário do editor do blog:
Poderíamos apenas comentar que todo cristão tem o dever de ser "sionista", e, complementarmente, tem a obrigação de levar o evangelho ao povo de Israel, tendo em vista que se a Bíblia [Palavra de Deus] é a nossa norma de conduta, Deus deixou bem clara essa sua vontade/determinação:
* Ele disse, referindo-se a Israel: "De ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção: abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gênesis 12. 2-3)
* Ele instruiu através do Salmista Davi:
"Orai pela paz em Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam" (Salmo 122. 6).
* Jesus nos deixou a chamada Grande Comissão, que não exclui ninguém, e muito menos os israelenses:
"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a TODA criatura" (Marcos 1. 16).
* Ele disse, através de Paulo, que a pregação do evangelho era primeiro para o judeu, e, depois, também do grego:
"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (Romanos 1. 16).
Assim, embora pudéssemos nos alongar sobre o nosso dever quanto a Israel, preferimos deixar apenas estes quatro tópicos muito importantes, além de destacar que Jesus disse, quanto aos mandamentos:
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.
Este é o grande e primeiro mandamento.
O segundo, semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas" (Mateus 22. 37 a 40).
E depois Ele nos lembra, através de João:
"Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê"
E, finalizando, Jesus foi bem específico no texto de Mateus 25. 31 a 46, que é muito usado para pregar a salvação pelas obras.
Ele ali está se referindo ao que vai acontecer, após a Grande Tribulação, quando ele separará os que sobreviveram em dois grupos distintos:
- versículo 40: os que fizeram o bem aos judeus [meus pequeninos irmãos];
- versículo 45: os que não fizeram o bem aos judeus [meus pequeninos irmãos].
Esse texto não se refere, em hipótese alguma, aos convertidos a Jesus, por duas razões:
1. os convertidos a Jesus, e por isso mesmo, já são salvos, não entrarão em outro julgamento para salvação;
2. os salvos, chamados de a Noiva, a Igreja, já foram arrebatados antes, para o encontro com Jesus nos ares, entre nuvens, e voltarão com Ele para o estabelecimento do Seu Reino, aqui na terra, após a derrota do anticristo, quando da segunda vinda de Jesus.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editgor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
Manifestantes bloqueiam passagem de Gaza para exig
23/06/2009 - 07h51 Manifestantes bloqueiam passagem de Gaza para exigir libertação de soldado
da Efe, em Jerusalém
Centenas de manifestantes bloquearam nesta terça-feira as principais passagens fronteiriças entre Israel e a faixa de Gaza para exigir a libertação do soldado israelense Gilad Shalit, sequestrado por milicianos palestinos há três anos.
Segundo a imprensa local, os manifestantes interceptaram as estradas de acesso às passagens de Karni, Erez e Kerem Shalom, por onde entra a ajuda humanitária na faixa, e exigiram que o movimento islamita Hamas dê sinais de que Shalit está vivo ou permita que ele seja visitado por representantes da Cruz Vermelha.
Bernat Armangue/AP
Israelenses bloqueiam a passagem de veículo da ONU para a faixa de Gaza em protesto pela libertação do soldado Gilad Shalit
Shalit foi capturado por três grupos armados palestinos, entre eles a milícia do grupo islâmico radical Hamas, no dia 25 de junho de 2006, em uma incursão fronteiriça em Israel na qual morreram outros dois militares.
Desde então, sua libertação virou uma das principais moedas de negociação para uma paz na região.
Muitos rumores sobre sua libertação ou sobre o avanço nas negociações são publicados pela imprensa, mas, mesmo após três anos e muita pressão do povo israelense, o governo não conquistou avanços concretos.
O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu dedicar "todos os esforços para devolver Gilad vivo e são, assim que possível".
Em uma reunião do seu partido, Likud, com o Parlamento, Netanyahu afirmou que a libertação do soldado será tema central de seus encontros marcados com líderes europeus na Itália e França.
As manifestações impediram a entrada dos caminhões com abastecimento para Gaza, assim como a de membros de organizações internacionais e qualquer veículo que se aproximasse da região, disseram testemunhas.
"Bloqueamos as passagens com a esperança de que isso transmita uma mensagem ao outro lado, que é a de que sem um sinal de que Gilad está vivo, intensificaremos nossos protestos", disse David Gilboa, membro de uma das organizações que convocaram o protesto.
Com camisetas com a foto e o nome de Shalit, os manifestantes planejam permanecer na região até o fim da tarde.
O pai de Shalit, Noam, também participou da manifestação. Ele pediu aos presentes que permitam a entrada de caminhões com suprimentos médicos e a passagem de moradores de Gaza que precisam fazer tratamento médico.
A polícia, segundo o jornal israelense "Haaretz", tenta dispersar os manifestantes enquanto a fila de caminhões parados aumenta.
Um conselho de caminhoneiros pediu que os países não enviem suprimentos à faixa de Gaza nesta terça-feira em solidariedade com os manifestantes.
Fonte: www.folha.com.br - Folha Online Comentário do editor do blog:
Há muito tempo esse prisioneiro está em poder dos guerrilheiros palestinos, embora Israel, em oportunidades anteriores, já tenha dado liberdade a várias pessoas exigidas pelo "Hamas", e este jamais solta o referido militar, procrastinando o término do processo de "diálogo", no sentido de obter a paz.
Faz lembrar a conferência de paz entre Ehud Barak, à época premiê de Israel; Yasser Arafat, à época o "presidente" da Autoridade Palestina (AP); e Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos, quando Israel cedeu a todas as exigências da AP, apertaram as mãos publicamente, e nos bastidores o dirigente palestino se negou a assinar o Acordo de Paz.
Todas as atitudes tomadas pelos palestinos [ressalve-se que o povo palestino não tem nenhum envolvimento político com o que fazem suas "autoridades", aliás guerrilheiros, cujo único intúito é varrer Israel do mapa]; visa um objetivo único: destruir fisicamente Israel.
O povo palestino não é o alvo de nossos comentários, mas os grupos terroristas que se apossaram do "governo" da Autoridade Palestina e veem atacando Israel com bombas e foguetes ora pelo sul (Hamas), ora pelo norte (Hisbolah).
A dura posição adotada pelo atual Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já encontra ressonância no último pronunciamento de Binyamin Netayahu, recém-eleito premiê de Israel, todavia não podemos afirmar que Mahmoud Abas, atual "presidente" da AP, cederá aos apelos de paz, tendo em vista que não cremos que eles queiram, de fato, criar a Nação Palestina, mas apenas destruir Israel.
Se criada a Nação Palestina, Israel ficará refém dos ataques da nova nação, tendo em vista que seu objetivo [dos Palestinos] não é esse [o recohecimento como nação], repetimos, eles querem apenas o respaldo político para destruir o inimigo.
E o quanto mais cedo isso ocorrer, mais próxima estará a segunda vinda de Jesus, para reinar as nações, a partir de Israel.
Edmar Torres Alves - editor do sê Fiel
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