
*Conflito israelense-palestino
O conflito israelense-palestino (conflito israelense-palestiniano em Portugal) é a designação dada à luta armada entre israelenses e palestinos, sendo parte de um contexto maior, o conflito árabe-israelense.
As raízes remotas do conflito remontam aos fins do século XIX quando colonos judeus começaram a migrar para a região.
Sendo os judeus um dos povos do mundo que não tinham um Estado próprio, tendo sempre sofrido por isso várias perseguições, foram movidos pelo projeto do sionismo -- cujo objetivo era refundar na Palestina um estado judeu.
Entretanto, a Palestina já era habitada há séculos por uma maioria árabe.
*Eclosão do conflito
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, por meio de sua Assembléia-Geral no ano de 1947, a criação de um estado judeu e outro árabe ao final do mandato do protectorado britânico (1948) na Palestina.
De acordo com este plano, a cidade de Jerusalém seria um território administrado internacionalmente pela própria ONU.
No entanto, os países árabes não aceitavam a existência de Israel, pretendendo invadir logo após a saída das tropas britânicas.
Além disso, no início do conflito em 1948, aproximadamente 711.000 palestinos se deslocaram da região seja fugindo do iminente conflito (68% destes estimulados pelos próprios governos dos países árabes para que os seus exércitos pudessem arrasar mais facilmente ao novo Estado que surgia) ou expulsos por lutarem contra o novo Estado, criando uma grande onda de refugiados que se abrigaram nos países vizinhos, Faixa de Gaza e Cisjordânia.
Com o passar do tempo seu número cresceu, e a dúvida é se estes refugiados palestinos algum dia poderão retornar a seus antigos lares, complicando as conversações entre as partes envolvidas.
Com a não absorção dos árabes palestinos pelos países árabes e a não criação do Estado Palestino, os árabes palestinos se auto-constituíram povo e passaram a exigir o seu retorno a suas antigas casas, apesar de a grande maioria já não ter nascido nas regiões reivindicadas.
Outro grande entrave para as negociações de paz é a reivindicação de soberania com relação à cidade de Jerusalém.
Devido ao seu valor histórico e religioso, Israel reivindica toda a cidade para si, o que não é reconhecido pela comunidade internacional.
A parte Oriental de Jerusalém, território palestino ocupado por Israel desde 1967, é reivindicada pelos palestinos para ali estabelecer sua
capital.
Houve inúmeros períodos de acirramento do conflito, com hostilidades militares de ambos os lados, e vários acordos de paz que acabaram fracassando.
Havia grandes chances do estado Palestino surgir de fato, pois as bases políticas e institucionais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) são reconhecidas pela comunidade internacional, inclusive estando presente nas Nações Unidas como membro observador.
Entretanto, com a eleição de Ariel Sharon, o Estado israelense passou a negar qualquer negociação com os palestinos sem antes a cessação dos frequentes ataques terroristas aos civis israelenses.
Mais tarde a eleição do Hamas para o governo da palestina em 2006, um grupo terrorista que não aceita que Israel exista, inviabiliza qualquer possibilidade de paz entre os dois povos.
*Retirada de Israel da Faixa de Gaza
De acordo com o governo do Primeiro-Ministro Ariel Sharon, a consolidação do cessar-fogo entre as partes beligerantes possibilita a retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, concretizando a transferência de soberania e consequente materialização da territorialidade, dois fatores fundamentais para a existência de um Estado soberano palestino.
Em agosto de 2005, o exército israelense e colonos judaicos se retiraram da Faixa de Gaza para aumentar o controle sobre a Cisjordânia.
Por conta disto, a ANP treinou um efetivo de 5.000 policiais para a manutenção da ordem da região após a retirada israelense.
Entretanto, apesar de ter conquistado soberania sobre Gaza (mas não sobre a Cisjordânia), os palestinos entraram em um conflito interno que ocasionou a tomada de poder pelo Hamas da Faixa de Gaza e o recrudescimento dos ataques com mísseis caseiros contra Israel a partir desta região, paralisando novamente as conversações de paz.
No dia 25 de agosto de 2008 foram libertos 199 palestinos presos em Israel.
Mas esse ato não foi visto com bons olhos pelos israelenses:
"A libertação dos prisioneiros é um ato de fraqueza, que vai incentivar ainda mais o terrorismo."
Mas há quem veja pontos positivos nessa historia:
"a libertação dos prisioneiros demonstra a disposição por parte de Israel de fazer concessões dolorosas a fim de promover as negociações de paz." concluiu Olmert.
Em dezembro de 2008, após constantes atos terroristas sofridos em seus territórios, Israel revida através de bombardeios em Gaza.
*Guerra dos Seis Dias
A Guerra dos Seis Dias foi um conflito armado que opôs Israel a uma frente de países árabes - Egito, Jordânia e Síria, apoiados pelo Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Argélia e Sudão.
O crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, em meados de 1967, levou ambos os lados a mobilizarem as suas tropas.
Antecipando um ataque iminente do Egito e da Jordânia, a Força Aérea Israelense surpreendeu as nações aliadas, lançando um ataque preventivo e arrasador à força aérea egípcia.
O plano traçado pelo Estado-Maior de Israel, chefiado pelo general Moshe Dayan (1915-1981), começou a ser posto em prática às 7h e 10min da manhã do dia 5 de junho de 1967, quando caças israelenses atacaram nove aeroportos militares, aniquilando a força aérea egípcia antes que esta saísse do chão e causando danos às pistas de aterragem, inclusive com bombas de efeito retardado para dificultar as reparações.
Ao mesmo tempo, forças blindadas de Israel investiam contra a Faixa de Gaza e o norte do Sinai.
A Jordânia abriu fogo em Jerusalém e a Síria interveio no conflito.
No terceiro dia de luta, todo o Sinai já estava sob o controle de Israel.
Nas 72 horas seguintes, Israel impôs uma derrota devastadora aos adversários, controlando também a Cisjordânia, o sector oriental de Jerusalém e as Colinas de Golã, na Síria.
Como resultado da guerra, aumentou o número de refugiados palestinos na Jordânia e no Egito.
Síria e Egito estreitaram ainda mais as relações com a URSS, aproveitando também para renovarem seu arsenal de blindados e aviões, além de conseguirem a instalação de novos mísseis, mais perto do Canal de Suez.
*Os seis dias
Diante da ação árabe iminente, antes da invasão começar, o governo e os líderes militares de Israel implementaram uma estratégia para furar o bloqueio militar legal imposto pelos árabes.
Logo depois das 8:45 do dia 5 de Junho lançaram um ataque aéreo contra as forças árabes.
Este ataque aéreo, com o nome de código ´Moked´, foi desenhado para destruir a Força Aérea do Egito enquanto esta estava no solo.
Em três horas, a maioria dos aviões e bases estava destruída.
Os caças israelenses operavam continuamente apenas voltando para se reabastecer de combustível e armamento em apenas sete minutos.
Neste primeiro dia, os árabes perderam mais de 400 aviões; Israel perdeu 20.
Esses ataques aéreos deram a Israel a hipótese de destroçar de forma desigual as forças de defesa árabes.
De seguida, as forças terrestres de Israel deslocaram-se para a Península do Sinai e Faixa de Gaza onde cercaram as unidades egípcias.
A guerra não era longe da frente leste de Israel.
O primeiro-ministro de Israel, Levy Eshkol, enviou uma mensagem ao rei Hussein da Jordânia:
"Não empreenderemos ações contra a Jordânia, a menos que seu país nos ataque".
Mas na manhã do 2º dia, Nasser telefonou a Hussein, encorajando-o a lutar.
Ele disse a Hussein que o Egito tinha saído vitorioso no combate da manhã - um engano de Nasser que provocou uma derrota esmagadora da Jordânia, mas que conseguiu impedir que Israel tomasse Amã.
No mesmo dia, às 11:00, tropas da Jordânia atacaram Israel a partir de Jerusalém, com morteiros e artilharia.
Com o controle total dos céus, as forças israelenses em terra estavam livres para invadir o Egipto e a Jordânia.
Por causa disto, os reforços árabes que foram enviados tiveram sérios contratempos, o que permitiu que os israelitas tomassem grande parte da cidade dos jordanos em apenas 24
horas.
No terceiro dia da guerra, 7 de Junho, as forças jordanas foram empurradas para a Cisjordânia, atravessando o rio Jordão.
Israel tinha anexada toda a Cisjordânia e Jerusalém, invadindo e tomando a cidade.
A ONU consegue um acordo de cessar-fogo entre Israel e a Jordânia que entra em vigor nessa tarde.
Após o cessar-fogo, o grande contingente de tropas e tanques de Israel foi dirigido contra as forças do Egipto no Deserto do Sinai e Faixa de Gaza.
As Forças de Defesa de Israel atacaram com três divisões de tanques, paraquedistas e infantaria.
Conscientes de que a guerra somente poderia durar poucos dias e que era essencial uma vitória rápida, os israelenses concentraram todo o seu poder através das linhas egípcias no Deserto do Sinai.
Em 8 de Junho, os israelenses começam o seu ataque no Deserto do Sinai e, sob a liderança do General Ariel Sharon, empurraram os egípcios para o Canal de Suez.
No final do dia, as Tzahal alcançaram o canal e a sua artilharia continuou a batalha ao longo da linha de frente, enquanto a força aérea atacava as forças egípcias, que, em retirada, tentavam recuar utilizando as poucas estradas não controladas.
No final do dia os israelitas controlavam toda a Península do Sinai e de seguida o Egito aceitou um cessar-fogo com Israel.
Às primeiras horas do mesmo dia 8 de Junho, Israel bombardeou acidentalmente o navio de guerra americano USS Liberty, ao largo da costa de Israel, que havia sido confundido com um barco de tropas árabes. 34 americanos morreram.
Com o Sinai sob controle, Israel começa o assalto às posições sírias nas Colinas de Golã, no dia 9 de Junho.
Foi uma ofensiva difícil devido às bem entrincheiradas forças sírias e ao terreno acidentado.
Israel envia uma brigada blindada para as linhas da frente, enquanto a infantaria atacava as posições sírias, e ganha o controle das colinas.
Às 18:30 do dia 10 de Junho, a Síria retirou-se e foi assinado o armistício.
Era o fim da guerra nos campos de batalha.
Mas alguns resultados se estenderam por anos posteriores.
*Consequências da guerra
A Guerra dos Seis Dias foi uma grande derrota para os Estados Árabes, que perderam mais de metade do seu equipamento militar.
A Força Aérea da Jordânia foi completamente destruída.
Os árabes sofreram 18.000 baixas, enquanto do lado de Israel houve 766.
No dia seguinte à conquista da Península do Sinai, o Presidente Nasser do Egito resignou humilhado enquanto os outros líderes árabes perderam popularidade.
Contudo, esta derrota não mudou a atitude dos Estados Árabes em relação a Israel.
Em Agosto de 1967, líderes árabes reuniram-se em Cartum e anunciaram uma mensagem de compromisso para o mundo: não às negociações diplomáticas e reconhecimento do Estado de Israel, que lhes havia causado um grande prejuízo.
Quanto a Israel, teve ganhos consideráveis como decorrência da guerra.
As suas fronteiras eram agora maiores e incluíam as Colinas de Golã, a Cisjordânia ("Margem Ocidental") e a Península do Sinai.
O controle de Jerusalém foi de considerável importância para o povo judeu por causa do valor histórico e religioso, já que a cidade foi judaica até a quase 2000 anos, quando os romanosexpulsaram os judeus.
Depois, com o passar dos séculos, Jerusalém esteve quase sempre sob o controle de grandes Impérios, como o Bizantino, o Otomano e o Britânico, sendo que, apenas após a Guerra, voltaria totalmente ao controle de um estado judeu.
Por causa da guerra iniciou-se a fuga dos palestinianos das suas casas.
Como resultado, aumentou o número de refugiados na Jordânia e no Eua.
O conflito criou 350 000 refugiados, que foram rejeitados pelos estados árabes vizinhos.
*Guerra do Yom Kippur
A Guerra do Yom Kippur, também conhecida como Guerra Israelense-Árabe de 1973, Guerra de Outubro, Guerra do Ramadão (Ramadã, na forma brasileira) ou ainda Quarta guerra Israelense-Árabe, foi um conflito militar ocorrido de 6 de Outubro a 26 de Outubro de 1973, entre uma coalizão de estados árabes liderados por Egito e Síria contra Israel.
A guerra começou com um ataque conjunto surpresa pelo Egito e Síria no feriado judaico de Yom Kippur.
Egito e Síria cruzaram as linhas de cessar-fogo no Sinai e na Colinas do Golã, respectivamente, que haviam sido capturados por Israel em 1967 durante a Guerra dos Seis Dias.[5]
Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 24-48 horas, após o qual o cenário começou a se formar em favor de Israel.
Na segunda semana de guerra, os sírios foram empurrados completamente para fora das colinas do Golã.
No Sinai ao sul, os israelenses atacaram em uma "brecha" entre dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o canal de Suez (onde a velha linha de cessar-fogo ficava), e isolou o Terceiro Exército do Egito justamente quando o cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor.
A guerra teve implicações profundas para muitas nações.
O Mundo Árabe, que havia sido humilhado pela derrota desproporcional da aliança Egípcio-Sírio-Jordaniana durante a Guerra dos Seis Dias, se sentiu psicologicamente vingado por seu momento de vitórias no início do conflito, apesar do resultado final.
Esse sentimento de vingança pavimentou o caminho para o processo de paz que se seguiu, assim como liberalizações como a política de infitah do Egito.
Os Acordos de Camp David (1978), que vieram logo depois, levaram à relações normalizadas entre Egito e Israel - a primeira vez que um país árabe reconheceu o estado israelense.
Egito, que já vinha se afastando da União Soviética, então deixou a esfera de influência soviética completamente.
O Presidente Gamal Abdel Nasser do Egito, morreu em Setembro de 1970.
Foi sucedido por Anwar Sadat, considerado mais moderado e pragmático que Nasser.
Como meta de seu governo, resolve neutralizar a política expansionista do Estado de Israel e ao mesmo tempo assegurar a sua posição no mundo árabe.
Decide, então, retomar a península do Sinai.
O plano para um ataque a Israel sem aviso, em conjunto com a Síria, recebeu o nome de código Operação Badr (palavra árabe que significa "lua cheia"), que incluía a retomada do canal de Suez.
Para tanto, os egípcios, recorrendo a possantes bombas de sucção e usando as águas do canal como agente de erosão hídrica, destruíram as fundações da intransponível barreira de 50 metros de altura, construída pelos israelenses com a areia do deserto para guarnecer toda a margem ao norte do canal de Suez contra os exércitos árabes.
Desse modo, puderam abrir passagem nas fortificações integrantes da linha Bar-Lev, alcançando o lado desprotegido das casamatas israelenses e obrigando os israelenses a se render.
Enquanto o Egito atacava as posições israelenses desprotegidas na Península do Sinai, as forças sírias atacaram os baluartes das Colinas de Golã.
Graves perdas foram infligidas ao exército israelense.
Contudo, após três semanas de luta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) obrigaram as tropas árabes a retroceder, e as fronteiras iniciais reconfiguraram-se.
Damasco, a capital da Síria, foi bombardeada.
Uma das consequências desta guerra foi a crise do petróleo, já que os estados árabes, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiram parar a exportação deste produto para os Estados Unidos da América e para os países europeus que apoiavam a sobrevivência de Israel.
Se a curto prazo a medida agravou a crise econômica mundial, a longo prazo a comunidade internacional não perdeu nada com esta dificuldade econômica; muito pelo contrário, vários países em todos os continentes aprenderam a usar fontes alternativas de energia, e inclusive algumas áreas do planeta começaram a descobrir que também possuíam petróleo, como foi o caso da região do Mar do Norte, na Europa, do Alasca, nos Estados Unidos, da Venezuela, do México, da África do Sul, da União Soviética e, de lá para cá, também do Brasil.
Fonte: wykipédia - recebido por e-mail de uma das netas do editor do blog
Comentário do editor do blog:
A matéria de hoje é insuspeita, tendo em vista que foi resultado de um trabalho de pesquisa escolar de uma de nossas netas, que, após tê-la escolhido aleatoriamente, nos enviou para impressão.
Atendendo nossa pergunta, disse que retirara da Enciclopédia Virtual, Wikypédia, autorizando-nos a utilizá-la neste blog.
A ressaltar que o artigo acima descreve com uma razoável qualidade de detalhes, o que vem ocorrendo desde o Século XIX, havendo vários pontos que confirmam o que temos dito aqui neste espaço em trabalhos anteriores.
Destacamos, por exemplo, o aspecto da entrega de terras, unilateralmente, da parte de Israel, a partir do governo do ex-premiê Ariel Charon, em estado de come há 3 anos.
Essa entrega da Faixa de Gaza para, em troca, obter paz, poderia ter logrado êxito não fosse a doença de Sharon, cujo sucessor Ehud Olmert deu continuidade, mas foi interrompida com os ataques com bombas e foguetes contra Israel, que resultou em novo conflito recente, quando Israel contra-atacou, já sob o governo do recém eleito Benyamin Netanyahu.
Acreditamos, todavia, que com a ação da pressão internacional, principalmente do recém eleito Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai haver um acordo, com base na satisfação dos americanos com o último discurso de Netanyahu, já admitindo a criação da Nação Palestina.
Estamos, pois, às portas de um acordo de paz, nos termos proféticos (Daniel 9. 27), que será um "gatilho" para os acontecimentos finais, quais sejam:
- arrebatamento dos convertidos a Jesus, primeiro os mortos ressuscitados, depois nós os que estivermos vivos;
- manifestação do anticristo, que já fazia parte antes, mas sem se revelar. Assentar-se-á ele no trono como se fosse o próprio Deus;
- grande tribulação, conforme profetizado, inclusive por Jesus (Mateus 24. 21);
- segunda vinda de Jesus, que derrotará o anticristo com o sopro de sua boca;
- estabelecimento do Reino Milenar de Jesus, que governará as nações, a partir de Israel.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
