Dia da recordação do holocausto
Dia Da Recordação do Holocausto
Ontem [anteontem], 21 de abril, foi o Dia da Recordação do Holocausto - Yom Hashoah, e em Israel foram soadas as sirenes em todos os cantos do país.
O país literalmente parou durante dois minutos ( as 10h da manhã, horário de Jerusalém ).
Foi transmitido ao vivo, pela TV israelense, a Cerimônia de abertura desse Dia de Recordação, em Yad Vashem, com a presença do Primeiro Ministro Benjamim Netaniahu e do Presidente Shimon Peres.
Segue abaixo, um artigo do Chabad Brasil em homenagem aos seis milhões de judeus mortos no Holocausto.
abraço a todos
Sandro
O GRITO DE UMA CRIANÇA
pelo Chabad Brasil
Um dos aspectos mais chocantes do maior ato de desumanidade na história da humanidade foi o extermínio de crianças entre as milhares de vítimas.
Mais de um milhão e meio de crianças foram mortas durante o terror nazista.
Teve início com os deficientes, epilépticos e mentalmente retardados, passando para os grupos considerados inferiores aos espécimes perfeitos da raça ariana, culminando com aqueles culpados de ter avó ou avô judeus.
Mais de um milhão de crianças judias foram perdidas durante estes anos, uma geração inteira assassinada.
Até hoje, quando caminho nas ruas de determinadas cidades da Europa, sinto-me como se estivesse na presença de fantasmas, ouvindo novamente as palavras de Deus a Caim:
"O sangue de teu irmão clama a Mim lá da terra."
Há oito anos, visitei Auschwitz pela primeira vez.
É difícil descrever o arrepio que se sente ao passar pelos portões com sua inscrição zombeteira:
"O trabalho liberta."
O que mais congelou meu sangue, porém, foi a visão das roupas das crianças, ainda ali, preservadas: os minúsculos sapatos, a capa vermelha de uma menina de três anos, as pequenas malas amarradas com cordão.
Há certas coisas que depois que você as vê, o assombram para sempre, e para mim isso foi o pior de tudo.
A palavra hebraica para compaixão, rachamim, vem de rechem, e significa "um útero", porque mais que qualquer outra coisa, o ato de trazer ao mundo uma nova vida é a matriz de nosso respeito pela vida.
Para assassinar crianças, os nazistas tiveram primeiro de destruir aquele senso de compaixão, o que fizeram - assim como fizeram tudo o mais - com eficiência brutal.
Nos primeiros anos, as crianças recebiam injeções letais.
Mais tarde, morriam de inanição ou então à bala, baioneta ou estranguladas.
Estes atos provaram ser demais para poucos soldados, e lentos demais para a planejada liquidação de todos os judeus da Europa.
Assim foram criados os campos de extermínio, com câmaras de gás disfarçadas de chuveiros.
Um guarda de Auschwitz, testemunhando no Juramento em Nuremberg, admitiu que no auge do genocídio, quando o campo estava matando dez mil judeus por dia, as crianças eram atiradas ainda vivas à fornalhas.
Nunca a humanidade chegou tão perto do mal pelo mal em si.
As crianças eram e sempre serão o teste de nossa humanidade.
Porém, ainda nos dias de hoje, trinta mil morrem a cada dia de doenças evitáveis, e centenas de milhões vivem sem alimentação adequada ou abrigo, educação ou assistência médica.
Pior de tudo, ainda são usadas como peões no jogo de xadrez do ódio, sendo jogados em zonas de conflito em todo o mundo.
Porém, mesmo nesses anos mais tenebrosos houve exceções - as quase dez mil crianças trazidas, na sua maioria para a Inglaterra, na operação de resgate chamada Kindertransport, e os milhares de outros abrigados, escondidos e salvos por homens e mulheres comuns, cuja simples humanidade os levou a extraordinários atos de coragem, quando salvar a vida de um judeu significava arriscar a própria vida.
Muitos membros de nossa comunidade devem a vida a pessoas assim, cujo heroísmo ainda acende uma chama de esperança num mundo escuro e perigoso.
Ao final de sua vida, Moshê reuniu os filhos daqueles que ele levara da escravidão à liberdade e disse:
"Escolham a vida, para que vocês e seus filhos possam viver."
Aquelas palavras continuam a reverberar numa época em que o ódio dá as mãos às armas de destruição em massa.
Se o Holocausto nos ensinou alguma coisa, é isso: tudo aquilo pelo qual lutamos não vale a pena, se nos deixa surdos ao grito de uma criança.
Fonte: recebido por e-mail do irmão Sandro Cescato, israelense convertido a Jesus.
postado por Edmar Torres Alves, , em 23-04-2009
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EUA endossam plano de paz da Liga Árabe
EUA endossam plano de paz da Liga Árabe
Enviado de Obama ao Oriente Médio afirma que Estado palestino soberano é um objetivo americano, alfinetando governo de Israel
Pressão da Casa Branca esbarra no racha entre Fatah e Hamas e na oposição de Netanyahu à solução de dois Estados, acordada em Oslo
DA REDAÇÃO
A criação de um Estado palestino soberano é um objetivo nacional dos EUA, afirmou ontem o enviado especial do país para o Oriente Médio, George Mitchell, após encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Ramallah.
"Os EUA estão comprometidos com a criação de um Estado palestino soberano e independente, onde as aspirações do povo palestino de controlar seu próprio destino se tornem reais. Queremos que a Iniciativa Árabe de Paz seja parte deste esforço", disse Mitchell, em aparente recado aos aliados israelenses.
A iniciativa de paz, surgida na Cúpula Árabe de 2002, tem endosso das 22 nações da Liga Árabe. O plano oferece a Israel paz definitiva com todos os países do grupo, em troca da retirada dos territórios ocupados em 1967 e da criação de um Estado palestino, com capital em Jerusalém Oriental.
Governos anteriores israelenses admitiam a desocupação parcial dos territórios e a criação de um Estado palestino, sem capital em Jerusalém. O premiê Binyamin Netanyahu rechaça, no entanto, a ideia de um Estado palestino, norte das negociações desde os Acordos de Oslo (1993).
A Casa Branca pressiona pela retomada das negociações de paz, mas esbarra na resistência do novo governo israelense, liderado pelo direitista Netanyahu, e no racha palestino. O governo do Fatah, único reconhecido internacionalmente, só administra a Cisjordânia. A faixa de Gaza é controlada pelo grupo radical Hamas, que venceu o pleito legislativo de 2006 e expulsou o Fatah em 2007.
A popularidade do Hamas, que não reconhece Israel e prega sua destruição, cresceu após a ofensiva à faixa de Gaza, que deixou mais de 1.400 palestinos e 13 israelenses mortos. Dois dirigentes do Hamas fizeram seus primeiros discursos públicos desde a invasão de Gaza, em janeiro, desafiando a liderança do presidente Abbas.
"Jamais reconheceremos o inimigo", disse o linha-dura Mahmoud al Zahar, cofundador do grupo, em sermão em uma mesquita, transmitido pela rádio do Hamas.
Mais moderado, o ex-premiê Ismail Haniyeh, que lidera o governo do Hamas em Gaza, discursou em outra mesquita, enfatizando a força da "enraizada resistência palestina". Simpático à criação de um Estado palestino, ele havia acenado aos EUA em entrevista, dizendo-se "esperançoso" de que o governo Obama reveja a política para o Oriente Médio.
Violência
Três palestinos foram mortos ontem, em um dia tenso na Cisjordânia. É o maior saldo diário de mortos de 2009 na região administrada pelo Fatah.
Um homem foi morto por colonos judeus após entrar em um assentamento. Um adolescente, que segundo relatos carregava um coquetel molotov, morreu baleado por um soldado. Outro palestino, Basem Ibrahim, 30, morreu atingido por um disparo israelense em Bilin, palco de protesto contra o muro que Israel está construindo na Cisjordânia.
Com agências internacionais
Fonte: www.folha.com.br
Comentário do editor do blog:
Como temos dito, desde as aleições em Israel, o escohido premiê, Binyamin Netanyahu, de direita, não concorda em ceder terras, embora queira a paz.
Os dois governos anteriores a ele, Ariel Sharon [em coma há 3 anos] e Ehud Olmert, ambos do Partido Kadima, vinha entregando terras unilateralmente em troco de paz.
Mas, dissemos antes, o artigo acima informa que está havendo pressão internacional (Obama presidente dos EUA) para viabiizar um acordo em que Israel cederá terras.
Cremos que não está longe o dia do aperto de mãos, com a assinatura do tão almejado acordo de paz, profetizado em Daniel 9. 27.
Isso acende a nossa esperança, aliada da fé na Palavra de Deus, de que Jesus em breve voltará.
Maranata! (Ora vem Senhor Jesus)
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 18-04-2009
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Acabando Com a Legitimidade Condicional de Israel
A União Européia pressiona explicitamente a que Israel ceda e faça esforços para a implementação da "solução Dois Estados" o mais rápido possível.
Israel se recusa a se curvar diante de exigências que firam o seu direito de existir.
Os Estados Unidos deixam claro sua posição hostil perante o novo Primeiro Ministro Israelense, Netanyahu.
"tanto da Casa Branca quanto do Departamento de Estado Americano estão completamente comprometidos com o estabelecimento rápido de um estado palestino".
"Tony Blair tem feito declarações diárias advertindo sobre um rompimento com Israel se o governo de Netanyahu não se alinhar".
Fiquem atentos
abraço a todos
Sandro
Acabando Com a Legitimidade Condicional de Israel
Jerusalem Pos 06/04/2009
Nas chancelarias da Europa, aparentemente, os dados foram jogados. Chegou o tempo de se lançar uma guerra diplomática, usando todos os recursos possíveis, contra Israel. Quer dizer, chegou o tempo para começar a se desvendar a aceitação da União Européia (UE) do direito de Israel existir.
Na última sexta-feira, em antecipação à posse do novo governo de Netanyahu, os ministros das relações exteriores da UE se encontraram em Praga e discutiram de que forma eles poderiam usá-lo injustamente contra os judeus.
De acordo com relatos da mídia, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram que eles congelarão o processo para melhorar as relações da UE com Israel até que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu explicitamente comprometa seu governo com o estabelecimento de um estado palestino e aceite que a única política legítima, que um governo israelense pode ter, é a solução denominada de "dois estados".
O Ministro das Relações Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, cujo país exerce a presidência rotativa da UE, segundo noticiado, resumiu o novo enfoque, dizendo, "não haverá nenhum progresso nas relações entre Israel e a União Européia até que o governo israelense torne clara sua postura na criação de um estado palestino".
Operacionalmente, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram cancelar a reunião de cúpula Israel-UE, programada agora para o fim de maio, até que Israel se curve à exigência da Europa.
A decisão européia de lançar um ataque preventivo contra o governo de Netanyahu, antes mesmo que fosse empossado, na terça-feira, veio reforçar o plano de fundo de seu crescente entusiasmo por abrir laços formais com o Hamas. Como o jornal The Jerusalem Post informou, na quinta-feira, o namoro diplomático da Europa com o grupo terrorista genocida patrocinado pelo Irã está sendo encabeçado pela Suécia e pela Suíça. Mas, eles estão longe de serem os únicos.
O Ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, David Miliband, tem, nas últimas semanas, clamado abertamente pelo reconhecimento do Hamas. A França está usando, segundo noticiado, seu envolvimento nas tentativas para afiançar a libertação do refém israelense, Gilad Schalit, dos seus raptores controlados pelo Hamas, para fazer avançar seus próprios laços bilaterais com o grupo jihadista (N.T. jihad é a "guerra santa" islâmica). Por fim, no encontro de sexta-feira, soube-se que o Ministro das Relações Exteriores belga, Karel De Gucht, também pediu à Europa que estabelecesse laços com o Hamas.
Em seu movimento para isolar Israel - e, realmente, tratar o único país livre do Oriente Médio como se fosse moral e politicamente inferior ao Hamas - a UE acredita, declaradamente, estar agindo em sintonia com a administração Obama.
Desde que foi empossada, e de forma crescente nas últimas semanas, a administração Obama foi sinalizando, direta e indiretamente, que adotará uma posição hostil a Netanyahu e a seu governo. Fontes não declaradas do congresso e da administração, do partido Democrático, têm advertido Israel, através da mídia, que a administração americana não aceita o direito dos eleitores israelenses, de estabelecer uma nova agenda para o governo que está entrando agora, que rejeite a subordinação dos interesses nacionais de Israel ao estabelecimento de um estado palestino, ao contrário do governo Olmert-Livni.
A própria administração declarou através de porta-vozes, tanto da Casa Branca quanto do Departamento de Estado, que está completamente comprometida com o estabelecimento rápido de um estado palestino - qualquer que seja a posição de Israel no assunto.
Outros formadores de política global também tiveram seu peso. O ex-primeiro-ministro britânico e atual mediador para o Oriente Médio do Quarteto, Tony Blair, tem feito declarações diárias advertindo sobre um rompimento com Israel se o governo de Netanyahu não se alinhar. Por exemplo, na quarta-feira, Blair ameaçou, "não há qualquer alternativa para uma solução de dois estados, exceto a solução de um estado. E se houver uma solução de um estado, vai haver uma grande briga".
Os palestinos estão gostando do jogo. Sábado passado, o negociador do Fatah, Saeb Erekat, publicou um editorial de opinião, no jornal The Washington Post, onde ele retratou Netanyahu como mais radical do que o Hamas, e exigiu que os EUA mostrem que é um verdadeiro "mediador honesto" tratando Israel e os terroristas palestinos como iguais, moral, política e estrategicamente.
O líder do Fatah, Mahmoud Abbas, também deu sua contribuição, anunciando que ele boicotará o governo de Netanyahu, até que o mesmo entre na linha.
Talvez o aspecto mais notável da histeria internacional com relação ao governo de Netanyahu é a escolha do momento para se dizer alguma coisa sobre ele. O clamor pelo isolamento internacional de Israel, a decisão de tratar Israel como uma nação-indecente-e-pária muito pior do que o Hamas, emergiu antes mesmo que o governo de Netanyahu fosse empossado. Como este estado de coisas injusto e inaceitável ocorreu? Por que a única democracia do Oriente Médio está sendo tratada pior do que a Coréia do Norte, o Irã, a Síria, o Sudão, o Hamas e o Hizbullah?
A responsabilidade para este horrendo estado de coisas é devida principalmente aos antecessores de Netanyahu - o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert, e a líder da oposição, Tzipi Livni. Durante seus mandatos, Olmert e Livni efetivamente abraçaram a opinião dos inimigos de Israel, de que diferentemente da OLP e mesmo do Hamas, Israel não tem nenhum direito independente de existir. Na verdade, não só eles aceitaram esta opinião, como eles a transformaram na política oficial do governo.
Na época em que o primeiro-ministro Ariel Sharon sofreu um derrame, em janeiro de 2006, Olmert e Livni começaram afirmando que a própria legitimidade de Israel dependia do rápido estabelecimento de um estado palestino. Por exemplo, em seu discurso, na conferência de Herzliya, em janeiro de 2006, Livni declarou, indiscutivelmente, que até, e a menos que, um estado palestino seja estabelecido, esculpindo-o a partir da terra atualmente controlada por Israel, o estado judeu não pode esperar que o mundo aceite seu direito de existir. Olmert fez esta observação, explicitamente, em uma série de entrevistas para a mídia, nos últimos meses.
Livni manteve sua concordância com o ponto de vista de que um estado palestino é mais legítimo do que Israel, quando, durante conversas sobre a coalizão com Netanyahu, estipulou que, da mesma forma que a UE e a OLP, ela só aceitaria a legitimidade do governo Netanyahu, e, desse modo, concordaria em participar dele, se o mesmo aceitasse o paradigma de dois estados.
Para entender plenamente o significado do que Livni e Olmert fizeram, é necessário entender a fonte da frase "solução de dois estados".
O termo foi criado pela OLP. Quando a OLP discutiu o assunto, a questão em debate não era se seria construído, ou não, um estado palestino, mas se seria aceita, ou não, a existência de um estado judeu. Quer dizer, o debate sobre se seria aceita a "solução de um estado" ou a "solução de dois estados" não girou em torno do estabelecimento de um estado palestino - que existiria em qualquer caso. Estava em questão se seria aceita a existência de Israel. Para os palestinos então, e para aqueles que apóiam o paradigma de dois estados, como Blair e seus parceiros europeus e americanos, é a existência de Israel, e não a existência do estado palestino, que é condicional.
Israel entrou no caminho para aceitar a posição da OLP quando aceitou a legitimidade da OLP, com o lançamento do processo de paz de Oslo, em 1993. A primeira vez em que Israel aceitou explicita e formalmente o estabelecimento de um estado palestino, porém, só aconteceu em 2004, com a aceitação qualificada de governo Sharon do assim chamado "plano do mapa do caminho", do Quarteto do Oriente Médio, para o estabelecimento de um estado palestino.
Aquela aceitação não era incondicional. Como tanto as restrições do governo quanto as declarações repetidas de Sharon tornaram claro, Israel só aceitaria o eventual estabelecimento de um estado palestino depois que a Autoridade Nacional Palestina desmantelasse todos os grupos terroristas, operando na sociedade palestina, o que inclui seus próprios grupos terroristas do Fatah. Quer dizer, para o governo Sharon, era o estado palestino, e não o estado judeu cuja legitimidade dependia de suas ações.
A inovação do governo Olmert-Livni foi descartar esta posição. Em novembro de 2007, Olmert e Livni entusiasticamente assinaram sua adesão à fórmula de Anápolis para a criação do estado palestino, que nada mais era além de uma repetição automática da posição da OLP. A então Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, especificamente exaltou a fórmula de Anápolis, porque ela removeu a exigência de que os palestinos desmantelassem todos os grupos terroristas, operando em seu território, antes de receber sua cidadania. Quer dizer, ela aplaudiu o fato de que, em Anápolis, a meta de fomentar uma coexistência pacífica entre palestinos e Israel foi suplantada pelo estabelecimento de um estado palestino como a meta do assim chamado "processo de paz".
Pela adoção da assim chamada plataforma de "dois estados" de Anápolis, então, o governo Olmert-Livni aceitou a posição da OLP de que é Israel, e não a OLP e seus grupos terroristas associados, cuja legitimidade depende de seu comportamento. Não é a OLP que precisa deixar o negócio do terror para ser aceitável. Israel precisa aceitar a OLP - e para esta questão o Hamas - qualquer que seja seu comportamento, se deseja que qualquer um até mesmo considere a possibilidade de reconhecer sua existência.
Devido à aceitação incondicional do governo Olmert-Livni da posição da OLP, hoje a aceitação condicional israelense do estabelecimento eventual de um estado palestino, seguindo as linhas da aceitação condicional do mapa do caminho do governo Sharon, não é mais suficiente. Agora, como a Europa, os EUA e atores regionais estão tornando claro, Israel tem que aceitar que seu próprio direito de existir depende do estabelecimento de um estado palestino - independente de seu caráter ou da identidade da liderança palestina. Quer dizer, se Israel não aceitar a legitimidade de um Hamas ou de um estado palestino terrorista governado pelo Fatah, em Judéia, Samária, Jerusalém e Gaza, então não tem nenhum direito de existir.
Esta realidade, é claro, foi evidenciada, na quarta-feira, pela forte reação pública provocada pela denúncia oficial do Ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, com relação à fórmula de Anápolis. Afinal de contas, Lieberman não disse nada particularmente anti-palestino. De fato, ele esclareceu que o governo Netanyahu permanece comprometido com o estabelecimento de um estado palestino.
Tudo o que Lieberman disse foi que o governo de Netanyahu não aceitará um estado palestino terrorista. Ou seja, tudo que ele disse foi que o apoio de Israel ao estado palestino depende do comportamento palestino. Além disso, Lieberman corretamente destacou que a própria posição internacional de Israel foi prejudicada, em lugar de melhorada, por sua disposição de fazer concessões em relação às suas posições e aceitar as de seus adversários palestinos.
O que o clamor popular às observações de Lieberman - de Livni e seus partidários domésticos, e da comunidade internacional - tornou claro é que será sumamente difícil o governo Netanyahu se afastar das posições anti-israelenses adotadas por seu antecessor imediato. Mas, também demonstra quão urgentemente essas posições precisam ser rejeitadas.
Durante os últimos 16 anos, da primeira aceitação, por parte de Israel, da OLP como ator legítimo, até a aceitação de Israel da posição da OLP de que é o estado judeu e não o estado palestino cuja legitimidade é condicional, a posição internacional de Israel tem se tornado cada vez mais tênue, da mesma forma que as perspectivas de paz cada vez mais remotas. O governo de Netanyahu foi eleito para acabar com essa tendência desastrosa. É encorajador observar que, sem hesitação, desde o portão de largada, ele está trabalhando para realizar esta tarefa essencial.
Fonte: recebido por e-mail de Sandro Cescato, israelense convertido a Jesus
postado por Edmar Torres Alves, , em 10-04-2009
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Benyamin Netanyahu já é o Premiê em Israel, mas...
Netaniahu assume como Primeiro Ministro de Israel e assegurou que continuará buscando a paz com os Árabes
por Jerusalem Post, 31/03/2009
O Primeiro Ministro Eleito de Israel, Binyamin Netaniahu assumiu hoje ( dia 31 ) após formar um governo de coalisão com vários partidos e assegurou que continuará buscando a paz com os árabes.
Ainda assim, Netaniahu disse que não pode "questionar o direito de existência de Israel".
Netaniahu também recordou os tempos em que árabes e judeus viveram em harmonia e cresceram juntos.
Os parlamentares do Avoda, que ingressaram na coalisão de Netaniahu, interromperam por diversas vezes o discurso do Primeiro Ministro e criticaram sua postura em vários temas.
Os mesmos parlamentares, entre eles Ofir Pines e Yeli Iechimovich, foram os que se opuseram a que seu partido ingressasse nesta coalisão com o Likud.
Por outro lado a chefe da Oposição, a líder do Kadima, Tzipi Livni, disse que Netaniahu é "ruim para Israel" e criticou o tamanho de seu governo, que pela primeira vez em sua história, tem 30 ministros.
Livni também criticou duramente Ehud Barak ( Avoda ), por ingressar no governo de Netaniahu e o chamou de "uma fraude".
Fonte: Sandro Cescato - um israelense convertido a Jesus - via e-mail
Novo chanceler de Israel descarta devolver Golã à Síria
Posição contraria a do governo anterior e deve travar distensão com a Síria; Hamas diz aceitar Estado palestino em Gaza e Cisjordânia
DA FRANCE PRESSE
Um dia depois de romper com um plano de paz da Casa Branca para criar um Estado palestino, o recém-empossado chanceler israelense, Avigdor Liberman, descartou devolver à Síria as colinas de Golã, ocupadas em 1967.
"Não há resolução sobre as negociações com a Síria, e já dissemos que não aceitamos uma retirada de Golã", afirmou Liberman em entrevista publicada ontem no "Haaretz".
As colinas de Golã formam um território anexado por Israel na Guerra dos Seis Dias e que a Síria reivindica para assinar a paz com o Estado judeu.
No ano passado, em meio a conversas mediadas pela Turquia, o então premiê centrista Ehud Olmert chegou a defender publicamente a devolução do território, onde vivem 20 mil israelenses.
O diálogo foi suspenso quando Israel atacou a faixa de Gaza, em dezembro.
Na mesma entrevista, Liberman rechaçou o princípio da "paz em troca de terra", base do diálogo entre Israel e os vizinhos árabes desde a conferência de Madri, em 1991.
O chanceler disse que a "paz só será alcançada em troca da paz".
Enquanto o governo israelense endurece suas posições, o Hamas adotou ontem um tom mais conciliador.
O ex-premiê e líder do grupo islâmico em Gaza, Ismail Haniyeh, se disse aberto à ideia, defendida pelos EUA, de criar um Estado palestino em Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental -fronteiras anteriores à guerra de 1967.
Mas Haniyeh insistiu que o aceno não significa que o Hamas vá reconhecer Israel, como exige o Ocidente.
Corrupção
Em seu segundo dia como chanceler, Liberman passou sete horas na sede da polícia israelense em Jerusalém, onde foi interrogado por suspeitas de ter recebido ilegalmente dinheiro do exterior para financiar suas campanhas eleitoras.
A investigação começou há 13 anos, mas o caso estava suspenso desde as legislativas de 10 de fevereiro.
Fonte: www.folha.com.br
Comentário do editor do blog:
Finalmente, Benyamin Netanyahu, do Likud, conseguiu formar o gabinete e assumiu, no último dia 31, o Governo de Israel.
Conseguiu ele formar uma maioria expressiva com partidos de direita e partidos religiosos, além do Partido Trabalhista [do ex-premiê Ehud Barak] de esquerda.
Tzipi Livni, Kadima, de centro, ficou na oposição por não concordar com a "política" da direita, e critica Ehud Barak por ter se alidado à direita.
A verdade é que o premiê Netanyahu continua falando em negociar a paz, mas o seu Ministro das Relações Exteriores, Avigdor Liberman, do Israel Beitenu, extrema direita já começa a colocar obstáculos, pois não concorda em entregar terras em troca de paz.
Ele quer paz por paz!...
É uma guinada à direita, tendo em vista que desde 1991, Conferência de Madri, que Israel vem unilateralmente, sobretudo nos governos de Ariel Sharon [hoje em coma, desde 2006] e seu sucessor Ehud Olmert, entregando terras.
Continuamos a entender que Netanyarh, como da vez anterior em que foi Primeiro Ministro, 1996/1999, acabará cedendo às "pressões internacionais": ONU, Comunidade Europeia, Estados Unidos e Rússia, entre outros, e as coisas tomarão o rumo da celebração do tão esperado Acordo de Paz [nos termos de Daniel 9. 27, conforme temos comentado].
É esperar para ver!
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br.
postado por Edmar Torres Alves, , em 03-04-2009
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Vem aí o domingo da "Igreja Perseguida"
Vem aí o Domingo da Igreja Perseguida
(PORTAS ABERTAS)
Unir os cristãos de todo o mundo em oração e solidariedade aos irmão que vivem em nações onde a fé tem seu mais alto preço. Este é o objetivo do Domingo da Igreja Perseguida, campanha fundada pelo missionário holandês Ann Van der Bilt, o célebre Irmão André, fundador da missão Portas Abertas.
A data varia a cada ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes.
Esse critério foi adotado porque, no relato bíblico de Atos 4, o início da perseguição aos cristãos aconteceu logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João.
Simbolicamente, pode-se dizer que aquele episódio foi uma espécie de “fundação” da Igreja Perseguida.
Agora em 2009, o Domingo de Intercessão acontece no dia 7 de junho.
“A reunião dos cristãos brasileiros em torno desta data é uma forma de mostrarmos aos nossos irmãos perseguidos que nos importamos com eles, pois somos parte de um mesmo Corpo”, afirma Douglas Monaco, secretário-geral do escritório nacional de Portas Abertas, em São Paulo.
A organização atua no país desde 1978, encorajando igrejas, levantando recursos para crentes e igrejas que vivem em países onde há perseguição e distribuindo literatura e informação geral sobre o tema, além de outras atividades.
Portas Abertas elabora todos os anos o “ranking da perseguição religiosa”, listando os países que mais oprimem a igreja e a obra missionária.
Com o objetivo de ampliar o número de pessoas que conhecem e agem em favor dos cristãos perseguidos, a Missão Portas Abertas já abriu inscrições para os interessados em organizar o evento em suas igrejas.
Quem quiser conhecer mais sobre a campanha e receber gratuitamente o material informativo sobre o evento pode acessar o site da missão.
Fonte: www.portasabertas.org.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 02-04-2009
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Ateístas britânicos em delírio
Ateístas britânicos em delírio
Na cidade onde a Confissão de Fé de Westminster (1646) foi redigida, onde viveram John Wesley (1703-1791), o fundador do metodismo, William Booth (1829-1912), o fundador do Exército de Salvação, e Charles Spurgeon (1834-1892), o “príncipe dos pregadores evangélicos”, duzentos ônibus urbanos (além de outros seiscentos no resto do país) ostentam cartazes com os seguintes dizeres:
“There s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life” (Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida).
A campanha ateísta que custou 195 mil dólares é uma iniciativa da Associação Humanista Britânica em reação aos pôsteres evangélicos sobre a salvação em Cristo e conta com o apoio do biólogo ateu Richard Dawkins, autor de Deus, Um Delírio.
O projeto, que começou no dia 6 de fevereiro e vai até o mês de abril, só não foi mais ostensivo e direto porque a lei proíbe.
O que aconteceu em Londres faz lembrar o Salmo 2, o mesmo que foi citado na oração da igreja primitiva (At 4.25-26).
Esse Salmo traz à tona a velha aspiração humana de livrar-se da existência e da autoridade de Deus:
“Os líderes das nações se reuniram e traçaram planos para derrotar o Senhor e seu Escolhido”, tomando a seguinte decisão:
“Vamos quebrar essas correntes e acabar com essa escravidão a Deus” (Sl 2.2-3, BV).
É impossível não relacionar a proposta das faixas e dos pôsteres na Inglaterra com a contraproposta do último capítulo de Eclesiastes.
Enquanto a Associação Humanista Britânica nos diz que devemos curtir a vida à vontade, já que não há quem temer, o sábio é conclusivo:
“Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” (Ec 12.13).
Elben César
Fonte: www.ultimato.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 09-03-2009
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