Declaração da Confederação das Associações Israeli
Declaração da Confederação das Associações Israelitas da Venezule ( CAIV ) pela expulsão da Missão Diplomática de Israel na Venezuela.
Declaração:
"A Confederação das Associações Israelitas da Venezuela (CAIV) manifesta sua insatisfação sobre a decisão do Governo Nacional de expulsar o embaixador e demais integrantes da missão diplomática de Israel na Venezuela.
Consideramos que esta medida não contribui na busca de soluções nesse difícil conflito no Oriente Médio, nem acerca de posições que permitam a convivência entre os povos.
Nosso país, a Venezuela, colocou, claramente, uma posição parcial e favorável ao movimento terrorista Hamás, cujo objetivo expresso não é a paz, tampouco a existência de dois estados, se não a completa destruição do Estado de Israel e do povo judeu.
É lamentável que esta medida e as recentes manifestações do governo nacional, não tenham levado em contao direito a legítima defensa por parte do Estado de Israel ante aos ataques do Hamás.
Desde a retirada unilateral de Israel de Gaza em 2005, já foram lançados mais de 6500 mísseis dirigidos de maneira intencional contra civis.
Israel, como estado soberano, tem o dever incosnteste de proteger seus cidadãos que, majoritariamente, apoiam as ações empreendidas pelo seu Governo.
Esta é a verdadeira raíz da operação que ocorre agora em Gaza que, tragicamente, vem atingindo civis palestinos, vítimas da posição extremista da liderança do Hamás.
Pedimos ao Governo da República Bolivariana de Venezuela para que reconsidere sua decisão e restabeleça a normalidade a relação diplomática com o Estado de Israel, para beneficio de ambos países.
Por último, desejamos que a Venezuela mantenha vínculos com todas as nações democráticas e amantes da paz, e promova a fraternal relação e harmônica convivência entre as comunidades que contribuem ao desenvolvimento se nosso país."
Caracas 8 de janeiro de 2009
Nota do editor do Sê Fiel:
1. - os negritos são nossos;
2. - Estamos mantendo a fonte sob sigilo, um israelense convertido a Jesus, por uma questão de segurança;
3. - somos radicalmente contra guerras, esperamos pelo seu término, e continuamos orando por esse povo tão oprimido há 2000 anos.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 15-01-2009
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Mensagem do Chabad a todos os Judeus da Diáspora
Mensagem divulgada a todos os judeus da Diáspora pelos Chabad pelas graves circunstâncias que enfrenta ISRAEL
Eu lhes peço, Orem por ISRAEL.
shalom
Sandro
"Porém apesar disso tudo, não esquecemos o Teu Nome. Nós Te imploramos, Oh ADONAI - não nos esqueça." (frase gravada na parede de Theresienstadt, campo de concentração nazista)
Durante quase 2000 anos após a destruição do Segundo Templo, os judeus têm estado sem poder.
Isso os deixou, muitas vezes, vulneráveis a qualquer mudança dos ventos políticos.
Não importa o quanto tivessem vivido em um país, não importa o quanto tivessem contribuído ao seu comércio, artes e ciências, eram considerados como forasteiros.
Toda vez que aprazia aos governantes ou aos líderes da Igreja culpá-los pelos problemas do mundo, isso era feito, e os judeus não tinham defesa.
Pensem, simplesmente, sobre as palavras que a História Judaica na diáspora acrescentou ao dicionário da humanidade.
Pogrom, Holocausto, Gueto.
Depois da Shoah, esse tipo de existência se tornou intolerável, e portanto as Nações Unidas votaram pela criação de Israel.
O Estado de Israel mudou os termos da vida judaica.
Em vez da tragédia da impotência, enfrenta os dilemas do poder.
Desde o dia em que o país nasceu, Israel foi atacado em todas as frentes por todos os seus vizinhos.
E assim tem sido, de uma maneira ou de outra, por todos estes anos.
Nenhuma outra nação entre as centenas representadas na ONU tem tido seu próprio direito de existir repetidamente desafiado e negado.
Nenhuma nação tem lutado mais bravamente na guerra, e nenhuma tem buscado mais ativamente a paz.
Esta foi a oferta que David Ben Gurion fez no primeiro Yom Ha atzmaut, 58 anos atrás na Declaração de Independência de Israel.
"Estendemos nossa mão a todos os países vizinhos e seus povos", disse ele, "numa oferta de paz e boa vizinhança, e apelamos a eles para que estabeleçam laços de cooperação e ajuda mútua com o povo judeu soberano."
Ninguém que se preocupa com a paz, justiça e a regra da lei deveria defender o terror.
A oferta foi rejeitada com desprezo.
Similarmente, em 1967, quando Israel novamente se ofereceu para negociar a paz em retorno por territórios capturados durante a Guerra dos Seis Dias, encontrou um muro de recusas.
Uma reunião de líderes árabes em Khartoum declarou "nada de paz, nada de negociação, nada de reconhecimento."
Um dos fatos notáveis sobre Israel é que os líderes retratados como Linha Dura estão entre os mais audaciosos na luta pela paz.
Foi Menachem Begin que fez a paz com o Egito.
As conversações de Madri, precursoras do processo de paz, foram iniciadas por Yitchak Shamir.
Um ex-chefe de estado, Yitzhak Rabin, perdeu a vida por causa do seu apoio aos acordos de Oslo.
Outro, Ehud Barak, fez a oferta mais generosa jamais dada aos palestinos.
A paixão pela paz entre os israelenses não está confinada a uma elite ou a uma minoria.
É algo que tem impelido a grande maioria da população desde o início.
Tragicamente, isso não é recíproco.
Nos últimos dezoito meses Israel tem travado uma batalha pela própria existência.
Tem sido lutada em duas frentes.
A primeira tem sido uma campanha de terror: cega em seu ódio, suicida em seus métodos; dirigida contra civis inocentes, jovens e idosos, mulheres e crianças, pessoas comuns dentro de um ônibus, num restaurante, ou se aprontando para um sêder.
Já ocorreram 12.500 desses ataques desde setembro de 2000.
Nenhum país teve de enfrentar um ataque dessa intensidade, e seu objetivo é simples: tornar impossível a vida cotidiana em todo Israel.
O segundo tem sido um ataque maciço contra Israel na mídia.
Ha aretz, que busca a paz, tem sido rotulado de agressor, ao passo que o terror palestino tem sido redefinido como ira justificada.
O resultado tem sido um extraordinário duplo-padrão.
Os Estados Unidos e seus aliados são justificados por lutarem contra o terror que está distante.
Que nenhum de nós tenha dúvidas.
O terror, um ataque deliberado sobre civis inocentes, está sempre errado.
Autodefesa por parte de um país buscando salvaguardar a segurança de civis inocentes é sempre justificada.
Nenhum país poderia tolerar aquilo que os israelenses têm sofrido.
Ninguém que se preocupa com a paz, justiça e a regra da lei deveria defender o terror.
Israel precisa de nosso apoio em uma das mais terríveis provações que jamais enfrentou.
O país já recebeu esse apoio muitas vezes antes.
Tem sido o único país a oferecer um futuro aos palestinos.
O Egito não ofereceu para eles um estado quando, durante 19 anos, controlou Gaza.
Nem a Jordânia quando, pelo mesmo período, controlou a Margem Ocidental.
Um país árabe depois do outro tem explorado impiedosamente os palestinos, dando-lhes armamentos em vez de comida, usando sua causa como um pretexto para desviar críticas vindas dos regimes totalitários.
Enquanto refletimos sobre aquela inscrição na parede em Theresienstadt ( "Porém apesar disso tudo, não esquecemos o Teu Nome. Nós Te imploramos - não nos esqueça." ) , sentimos respeito pela coragem espiritual dos nossos ancestrais.
Porém não reverenciamos menos a coragem física daqueles que disseram que devemos viver, não morrer, pela nossa fé.
Esta é a batalha que Israel está travando hoje.
Se tiver chance, trará bênção também aos seus vizinhos, no momento que estes reconhecerem seu direito de existir em paz.
Nenhuma nação deveria ter este direito negado, e nenhuma o mereceu mais.
Notas do editor do blog:
Os negritos no texto acima são nosos.
Estamos mantendo a fonte em sigilo por uma questão de segurança.
postado por Edmar Torres Alves, , em 15-01-2009
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Sob o ódio dos vizinhos
Internacional
Sob o ódio dos vizinhos
Atrocidades da guerra na Faixa de Gaza atrapalham o entendimento de Israel como uma ilha de democracia cercada de ditaduras no Oriente Médio
Jaime Klintowitz
Uriel Sinai/ Getty Images
MORTE EM COMBATE
No cemitério militar de Beersheba, soldados israelenses choram a perda de colega em Gaza
Se a contagem do tempo começar pelo ano em que o primeiro grupo armado foi organizado pelos judeus para proteger suas povoações de salteadores árabes, em 1909, judeus e árabes engalfinham-se pela posse da Palestina há pelo menos 100 anos.
Nesse século de atrocidades mútuas, cada lado tem sua parcela de culpa no fato de se passar tanto tempo procurando um caminho para a paz quando a paz deveria ser o caminho.
Por que a paz não encontra quem a patrocine naquela região?
As causas da guerra no Oriente Médio são de natureza diversa – étnica, religiosa, geopolítica e ideológica.
Elas se interpenetram de tal modo que a solução de uma acaba agravando a outra.
O resultado é que todas as chances de paz foram abortadas por um lado ou outro – mais recentemente sempre pelos palestinos e pelos países árabes que lhes dão apoio.
Há duas semanas, Israel está de novo oficialmente em guerra com um de seus vizinhos.
Já esteve em 1948, ano de sua criação como estado independente, em 1956, 1967, 1973, 1982 e 2006.
Israel venceu todas essas guerras, mas as vitórias militares acabaram produzindo novas complicações e adiando ainda mais a solução definitiva para o conflito.
As duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, com todos os seus horrores, podem facilmente ser vistas como mais uma erupção de violência dessa rixa crônica.
Afinal, esta é a quarta vez que tropas israelenses invadem a Faixa de Gaza, uma nesga de solo arenoso, superpovoada e muito pobre, desde 1948.
Da penúltima vez, a ocupação se prolongou por 38 anos, só terminando em 2005.
O conflito será mais bem compreendido, no entanto, se for examinado pelo que tem de diferente dos anteriores.
"Essa não é mais uma guerra árabe-israelense. Nem sequer se pode falar em conflito israelo-palestino, já que metade da Palestina não está com o Hamas", disse a VEJA o paquistanês Kamran Bokhari, diretor de pesquisas sobre o Oriente Médio da Stratfor, uma consultoria de geopolítica com sede nos Estados Unidos.
"Muitos palestinos na Cisjordânia entendem que o Hamas é parte do problema."
O Hamas é uma organização radical islâmica, dominada pelo fanatismo e que usa métodos terroristas.
Seus líderes são proponentes do jihadismo, o movimento cujo objetivo mais geral é a guerra santa em nome do Islã e cujo objetivo mais específico é a destruição do Estado de Israel. (o negrito é do blog).
O Hamas domina corações e mentes em Gaza.
Tem, portanto, legitimidade política. Essa é a tragédia. O Hamas não pode ser derrotado militarmente.
A diversidade na Palestina é maior do que aparenta ser.
Vivem ali várias confissões religiosas – cristãos, drusos e, naturalmente, judeus –, mas o Hamas sustenta que o território deve ser um pedaço exclusivamente muçulmano de um futuro império islâmico.
Isso sinaliza a ascensão de um novo complicador no conflito centenário.
Apesar de contrapor judeus a muçulmanos, a disputa até agora tinha sido basicamente laica, de cunho nacionalista, sobre quem era ou não um povo e qual deles tinha ou não direito a um estado próprio.
O Hamas é um fiel escudeiro do Irã, que lhe fornece armas (aí a origem dos mísseis lançados da Faixa de Gaza contra cidades israelenses), treinamento militar e dinheiro.
Ainda que em microdimensões e por meio de intermediários, o ataque ao Hamas pode ser visto como uma espécie de "guerra por procuração" – na definição do historiador israelense Benny Morris, da Universidade Ben-Gurion, em Beersheba – entre Israel e os aiatolás de Teerã.
Os iranianos podem muito bem ter incentivado o Hamas a rejeitar a renovação do cessar-fogo – e a iniciar o insano foguetório que atraiu a devastadora reação militar – para desviar a atenção dos israelenses, que pareciam estar se preparando para um ataque preventivo às instalações nucleares do Irã.
Há estimativas de que os iranianos estejam a dois ou três anos de obter sua primeira bomba nuclear.
Israel sabe que os jihadistas não são totalmente racionais.
Ou, pelo menos, não da forma como se vê em governos responsáveis, cuja preocupação primordial são a segurança e a prosperidade de seu povo.
A ameaça de aniquilação mútua garantiu o equilíbrio entre o Kremlin e a Casa Branca durante a Guerra Fria.
Devido à fixação mental no autossacrifício e no martírio, sanções e represálias não funcionam tão bem com os aiatolás iranianos ou com os xeques do Hamas.
Se Teerã tiver a bomba nuclear, é provável que decida usá-la, seja por motivos ideológicos, seja por medo de que Israel, que tem um formidável estoque de armas nucleares, possa atacar primeiro.
Meses de bloqueio israelense e sanções estabelecidas pelos Estados Unidos, União Europeia e Egito não conseguiram fazer com que o Hamas moderasse sua demagogia religiosa e seu discurso racista – razões, por sinal, da imposição de sanções.
Depois de uma trégua tensa que durou seis meses, o movimento islâmico se pôs a disparar foguetes sobre as cidades israelenses para demonstrar que a jihad está viva e em boa forma.
Por certo não tinha ilusões de que a represália era inevitável e seria, como de hábito, devastadora.
Fiel ao culto do martírio, o Hamas agiu diligentemente para atrair a formidável máquina de guerra israelense para as vielas apinhadas das cidades e favelas de Gaza, onde acreditava que seria mais fácil combatê-la. (negrito do blog).
As mortes e a destruição causadas pela ofensiva israelense são dolorosas de observar.
Na última sexta-feira, as estimativas eram de 750 palestinos mortos, entre os quais uma quantidade enorme de crianças.
Só no ataque a uma escola da ONU repleta de refugiados foram mortas quarenta pessoas.
Famílias inteiras acabaram dizimadas por bombardeios aéreos.
Uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo Conselho de Segurança da ONU foi rejeitada por ambas as partes na sexta-feira passada.
Baz Ratner/Reuters
O LONGO BRAÇO DO HAMAS
Mãe e filhos se protegem em kibutz de foguetes palestinos lançados de Gaza
O conflito em Gaza aprofundou o cisma regional entre a facção da "resistência" – que inclui o Irã, a Síria e suas milícias aliadas, o Hezbollah no Líbano e o Hamas na Palestina – e os chamados moderados, favoráveis à paz negociada com Israel.
Esse grupo é formado pela maioria dos países, encabeçados por Egito, Jordânia, Arábia Saudita e pela Autoridade Palestina na Cisjordânia.
Alguns deles, como o Egito, com o qual Gaza faz fronteira, criticaram abertamente o Hamas por provocar o conflito.
O governo egípcio não tolera a conexão entre o Hamas e a Irmandade Muçulmana, o principal movimento de oposição no país.
A Arábia Saudita apoia quase abertamente qualquer coisa que os israelenses façam para conter a influência dos xiitas do Irã no Oriente Médio.
O primeiro pelotão, o da rejeição, tem a esperança de que o Hamas sobreviva ao ataque em condições de demonstrar que Israel não é capaz de esmagar todos os seus inimigos.
O segundo grupo torce descaradamente pela derrota do extremismo islâmico em Gaza.
O mesmo debate está aceso entre os palestinos, a ponto de o presidente Mahmoud Abbas ter a ousadia de responsabilizar o Hamas pelo início da guerra.
Quando Israel se retirou unilateralmente da Faixa de Gaza, em 2005, deu aos palestinos a oportunidade de demonstrar sua capacidade de gerir o próprio estado.
Três anos e meio depois, está claro que os palestinos falharam em seu objetivo.
"Eles preferiram investir na construção de túneis e no contrabando de armas a financiar um bom governo para a população palestina", diz o historiador Benny Morris.
As condições de vida na Faixa de Gaza continuaram miseráveis.
Metade dos trabalhadores está sem emprego e sete em cada dez dependem de doações internacionais para se alimentar.
A ajuda minguou depois da vitória do Hamas nas eleições de 2006.
Os Estados Unidos e a União Europeia, que têm o grupo em sua lista de organizações terroristas, cortaram linhas de financiamento à região.
As chances de criar um estado palestino se tornaram mais remotas depois do golpe militar que expulsou o Fatah de Gaza.
Desde 2006, cerca de 750 palestinos morreram em lutas fratricidas – número semelhante ao das mortes causadas pelos ataques israelenses.
Fotos Hatem Moussa/AP, Suhaib Salem/Reuters e Guy Assayag/AP
SOFRIMENTO
Milhares de palestinos rezam pelas vítimas do ataque israelense que atingiu uma escola da ONU (no alto, à dir.). À esquerda, pai reconhece o corpo do filho na Cidade de Gaza. À direita, robô israelense checa o corpo de um palestino morto ao tentar explodir um posto de gasolina em assentamento judeu na Cisjordânia
Curiosamente, essa realidade multifacetada tornou-se preto-e-branco na reação da imprensa, dos diplomatas e da maioria dos governantes.
Israel é basicamente considerado um estado truculento, que – esta é a opinião expressa pelo governo do presidente Lula – reagiu de forma desproporcional aos foguetes do Hamas.
O argumento baseia-se bastante na discrepância de baixas (catorze israelenses mortos até a sexta-feira passada).
Essa é uma conta difícil de ser feita por quem considera que cada vida é preciosa.
Na verdade, o estado judeu não está respondendo aos projéteis lançados nas últimas duas ou três semanas, mas a anos de ataques indiscriminados contra os 750 000 israelenses que vivem próximos à fronteira com a Faixa de Gaza.
A ofensiva contra o Hamas está sendo realizada com força poderosa e agressividade tática, estratégia militar cujo objetivo é reduzir as próprias perdas e esmagar o inimigo.
Não é assim que se ganham as guerras?
"Trata-se de um estado soberano defendendo sua integridade e seus habitantes", disse a VEJA Paul Scham, que ensina história israelense na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.
É paradoxal, mas não inesperado, que Israel, a única democracia do Oriente Médio, esteja perdendo gradualmente a simpatia da opinião pública no exterior.
A malhação, antes confinada à extrema esquerda, tornou-se parte integrante do populismo antiocidental.
Muitos partidos de esquerda agora consideram o antissionismo como um pré-requisito para seus afiliados e não se acanham em denunciar a "conspiração judaica", na melhor tradição antissemita.
"Por que a esquerda europeia, e globalmente toda a esquerda, está obcecada em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores ditaduras?", questionou em uma palestra a jornalista catalã Pilar Rahola, que já foi deputada de esquerda na Espanha.
O conflito entre árabes e judeus na Palestina é um nó difícil de desatar.
Oportunidades de paz foram perdidas por ambos os lados e nada indica que se esteja mais perto de uma solução – ainda que todo mundo concorde que, quando dois povos disputam o mesmo pedaço de terra, a melhor solução é dividi-la em dois países.
O que é fora de dúvida é que Israel não pode (e não vai) perder a guerra contra as forças da intolerância religiosa no Oriente Médio, representada agora pelos terroristas do Hamas.
Israel é uma sentinela avançada da democracia e da civilização judaico-cristã cercada por nações e grupos políticos armados que formal e claramente lutam pela destruição do estado judeu e pela morte de todos os seus habitantes não-árabes.
Também é fora de dúvida que não haverá paz enquanto os vizinhos hostis não aceitarem que a existência de Israel é legítima, que o país tem o direito de se defender e que o terrorismo destrói o que pretende construir. (Negrito do blog).
Com reportagem de Thomaz Favaro e Duda Teixeira
Fonte: www.veja.com.br
Nota do editor do blog:
Embora lamentemos quaisquer guerras, inclusive esta, estamos acompanhando os acontecimentos no Oriente Médio, tendo em vista que são fatos profetizados na Bíblia, que culminará com uma grande tribulação, jamais vista e nem a ser vista no futuro, conforme Jesus explicou em Mateus 24.
Choramos pelos vitimados pela violência, mas oramos em favor dos litigantes, no sentido de que deixem as armas e se convertam ao Senhor Jesus Cristo, único que vai trazer a Paz definitiva, concreta e completa como desejamos.
Estamos publicando esta reportagem da Revista Veja, desta semana, tendo em vista que ela faz uma análise completa da questão de Israel no Oriente Médio, onde inimigos sempre deixaram claro que o seu objetivo único é "varrer Israel do mapa" (Hamas e Irã), o que não se concretizará, tendo em vista que, profeticamente, Israel sobreviverá, e o seu remanescente será salvo, com a conversão a Jesus (Romanos 11).
Há, também, promessas de Deus, em Sua Palavra, a Bíblia, de que Israel só seria destruida, caso todas as leis fixas [as que dão o sol para a luz do dia, e à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir suas ondas] fossem eliminadas, bem como houvesse capacidade para medir toda a extensão do céu, e sondados os fundamentos da terra (Jeremias 31. 35 a 38)
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 10-01-2009
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Israel e Autoridade Palestina aceitam acordo...
07/01/2009 - 11h46
Israel e Autoridade Palestina aceitam acordo para cessar-fogo, diz Sarkozy; confrontos recomeçam
Das agências internacionais*
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quarta-feira que Israel e a Autoridade Palestina aceitaram a proposta apresentada na terça-feira pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e elaborado em conjunto com o líder francês para o fim da ofensiva em Gaza que já dura 12 dias.
No entanto, enquanto os dois lados estudam a implantação do cessar-fogo, os confrontos foram retomados após o fim da primeira trégua de 3h ( das 9h às 12h no horário de Brasília) concedida por Israel nesta quarta-feira para a entrada da ajuda humanitária na faixa de Gaza, e novos bombardeiros já atingiram a região.
CONFLITO EM GAZA

Sarkozy e egípcio Mubarak elaboraram plano de trégua
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que "recebeu com alegria a notícia do acerto entre Israel e a Autoridade Palestina para a proposta apresentada ontem por Mubarak".
O plano franco-egípcio, apresentado durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova York na noite de terça-feira, e que recebeu amplo apoio da comunidade internacional, prevê "um cessar-fogo imediato por um período limitado" que permita a retomada do envio de ajuda humanitária a Gaza e negociações a respeito da segurança na fronteira entre israelenses e palestinos.
Além disso, a proposta prevê o estabelecimento de corredores humanitários que deem tempo ao Egito e à ONU de trabalharem para um cessar-fogo definitivo. Os detalhes do acordo selado nesta quarta-feira e divulgado pelo gabinete francês, no entanto, ainda não estão claros.
O anúncio de Sarkozy veio após o porta-voz do governo israelense, Mark Regev, afirmar que Israel apóia a iniciativa egípcia de pôr fim aos combates.
"Israel agradece ao presidente egípcio (Hosni Mubarak) e ao presidente francês (Nicolas Sarkozy) por seus esforços para pôr fim às atividades terroristas em Gaza e ao contrabando de armas do Egito para Gaza", afirmou o porta-voz, contrariando a reação negativa do presidente Shimon Peres, que antes havia minimizado a proposta dos líderes.
"Israel considera de maneira positiva o diálogo entre egípcios e israelenses para avançar nesse aspecto", acrescentou.
Primeira trégua
No 12º dia da ofensiva, que já deixou mais de 600 mortos e cerca de 2,5 mil feridos na faixa de Gaza, Israel anunciou a primeira trégua e a interrupção dos bombardeios na região das 13h (9h de Brasília) até as 16h (12h de Brasília), para permitir que a população palestina obtenha mantimentos, graças a um corredor humanitário. O anúncio foi feito pela porta-voz militar Avital Leibovich.
O corredor humanitário "permite a abertura de áreas geográficas durante determinados períodos de tempo nos quais a população poderá se abastecer e receber assistência", afirmou nesta quarta o escritório do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, ao anunciar a medida, em comunicado.
OFENSIVA ISRAELENSE DEIXA PALESTINOS DESABRIGADOS NA FAIXA DE GAZA
A população de Gaza vive fechada em suas casas sem energia elétrica, água ou a possibilidade de comprar alimentos desde que Israel iniciou a ofensiva ao território palestino, em 27 de dezembro.
Em resposta, o disparo de foguetes do lado do Hamas também seria suspenso durante o período, informou Abu Marzuk, membro do gabinete político do movimento islamita palestino em Damasco.
A continuidade desta medida de interromper os bombardeios durante três horas diárias seria estudada a cada dia em função da situação, disse Peter Lerner, porta-voz do organismo dependente do Ministério da Defesa que coordena as atividades de Israel nos territórios palestinos.
*Atualizado às 13h, com informações da EFE, AFP, Reuters, AP e BBC
Fonte: UOL notícias internacionais (07.01.09)
postado por Edmar Torres Alves, , em 07-01-2009
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Ação militar israelense é legítima
Mais uma reportagem, agora do Estado de São Paulo, datada de hoje, sobre a questão da legitimidade dos contra ataques de Israel na faixa de Gaza.
"Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam". (Salmos 122 : 6)
"Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza". (Salmos 137 : 5)
05/01/09
Ação militar israelense é legítima - O Estado de São Paulo
Alan M. Dershowitz* - Harvard University
A ação militar israelense em Gaza é totalmente justificada de acordo com o direito internacional, e Israel deveria ser elogiado por seus atos de defesa contra o terrorismo internacional.
O Artigo 51 da Carta da ONU reserva às nações o direito de agir em defesa própria contra ataques armados.
A única limitação é a obediência ao princípio de proporcionalidade.
As ações de Israel certamente atendem a esse princípio.
Quando Barack Obama visitou a cidade de Sderot no ano passado viu as mesmas coisas que eu vi em minha visita de março.
Nos últimos quatro anos, terroristas palestinos dispararam mais de 2 mil foguetes contra essa área civil, na qual moram, na maior parte, pessoas pobres e trabalhadores.
Os foguetes destinam-se a fazer o máximo de vítimas civis.
Alguns por pouco não acertaram pátios de escolas, creches e hospitais, mas outros atingiram seus alvos, matando mais de uma dúzia de civis desde 2001.
Esses foguetes lançados contra alvos civis também feriram e traumatizaram inúmeras crianças.
Os habitantes de Sderot têm 15 segundos, desde o lançamento de um foguete, para correrem até um abrigo.
A regra é que todo mundo esteja sempre a 15 segundos de um abrigo.
Os abrigos estão em toda parte, mas idosos e pessoas com deficiências muitas vezes têm dificuldade para se proteger.
Além disso, o sistema de alarme nem sempre funciona.
Disparar foguetes contra áreas densamente povoadas é a tática mais recente na guerra entre os terroristas que gostam da morte e as democracias que amam a vida.
Os terroristas aprenderam a explorar a moralidade das democracias contra os que não querem matar civis, até mesmo civis inimigos.
Em um incidente recente, a inteligência israelense soube que uma casa particular estava sendo usada para a produção de foguetes.
Tratava-se evidentemente de alvo militar.
Mas na casa morava também uma família.
Os militares israelenses telefonaram, então, para o proprietário da casa para informá-lo de que ela constituía um alvo militar e deram-lhe 30 minutos para que a família saísse.
O proprietário chamou o Hamas, que imediatamente mandou dezenas de mães com crianças no colo ocupar o telhado da casa.
Nos últimos meses, vigorou um frágil cessar-fogo mediado pelo Egito.
O Hamas concordou em parar com os foguetes e Israel aceitou suspender as ações militares contra os terroristas.
Era um cessar-fogo dúbio e legalmente assimétrico.
Na realidade, era como se Israel dissesse ao Hamas: se vocês pararem com seus crimes de guerra matando civis inocentes, nós suspenderemos todas as ações militares legítimas e deixaremos de matar seus terroristas.
Durante o cessar-fogo, Israel reservou-se o direito de empreender ações de autodefesa, como atacar terroristas que disparassem foguetes.
Pouco antes do início das hostilidades, Israel apresentou ao Hamas um incentivo e uma punição. Israel reabriu os postos de controle que haviam sido fechados depois que Gaza começou a lançar os foguetes, para permitir a entrada da ajuda humanitária.
Mas o primeiro-ministro de Israel também fez uma última e dura advertência ao Hamas: se não parasse com os foguetes, haveria uma resposta militar em escala total.
Os foguetes do Hamas não pararam, e Israel manteve sua palavra, deflagrando um ataque aéreo cuidadosamente preparado contra alvos do Hamas.
Houve duas reações internacionais diferentes e equivocadas à ação militar israelense.
Como era previsível, Irã, Hamas e outros que costumam atacar Israel argumentaram que os ataques do Hamas contra civis israelenses são totalmente legítimos e os contra-ataques israelenses são crimes de guerra.
Igualmente prevista foi a resposta da ONU, da União Europeia, da Rússia e de outros países que, quando se trata de Israel, veem uma equivalência moral e legítima entre os terroristas que atingem civis e uma democracia que responde alvejando terroristas.
A mais perigosa dessas duas respostas não é o absurdo alegado por Irã e Hamas, em grande parte ignorado pelas pessoas racionais, e sim a resposta da ONU e da União Europeia, que coloca em pé de igualdade o assassinato premeditado de civis e a legítima defesa.
Essa falsa equivalência moral só encoraja os terroristas a persistir em suas ações ilegítimas contra a população civil.
PROPORCIONALIDADE
Alguns afirmam que Israel violou o princípio da proporcionalidade matando um número muito maior de terroristas do Hamas do que o de civis israelenses vitimados.
Mas esse é um emprego equivocado do conceito de proporcionalidade, pelo menos por duas razões.
- Em primeiro lugar, não há equivalência legal entre a matança deliberada de civis inocentes e a matança deliberada de combatentes do Hamas.
Segundo as leis da guerra, para impedir a morte de um único civil , é permitido eliminar qualquer número de combatentes.
- Em segundo lugar, a proporcionalidade não pode ser medida pelo número de civis mortos, mas pelo risco de morte de civis e pelas intenções dos que têm em sua mira esses civis.
O Hamas procura matar o maior número possível de civis e aponta seus foguetes na direção de escolas, hospitais, playgrounds.
O fato de que não tenha eliminado tantos quanto gostaria deve-se à enorme quantidade de recursos que Israel destinou para construir abrigos e sistemas de alarme.
O Hamas recusa-se a construir abrigos, exatamente porque quer que Israel mate o maior número possível de civis palestinos, ainda que inadvertidamente.
Enquanto ONU e o restante da comunidade internacional não reconhecerem que o Hamas está cometendo três crimes de guerra - disparando contra civis israelenses, usando civis como escudos e buscando a destruição de um país membro da ONU - e Israel age em legítima defesa e por necessidade militar, o conflito continuará.
Se Israel conseguir destruir a organização terrorista Hamas, poderá lançar os alicerces de uma verdadeira paz com a Autoridade Palestina.
Mas se o Hamas se obstinar a tomar como alvo cidadãos israelenses, Israel não terá outra opção senão persistir em suas operações de defesa.
Nenhuma outra democracia do mundo agiria de maneira diferente.
*Alan Morton Dershowitz é advogado, jurista e professor da Universidade Harvard
Fonte: www.estadao.com.br, enviado por um israelense convertido a Jesus.
postado por Edmar Torres Alves, , em 05-01-2009
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Repercute a anunciada separação de Igreja e Estado
30/12/2008 - 14h44
Repercute a anunciada separação de Igreja e Estado
INGLATERRA (*) - A decisão do Reino Unido de instaurar a separação entre Igreja e Estado, anunciada esta semana, pode significar que a Igreja Anglicana perderá seus privilégios num prazo de 50 anos.
O anúncio, feito pelo secretário de Estado de Imigração, Phil Woolas, no site “Religión Digital” do dia 18 de dezembro, apresenta a consistente razão de que o país tornou-se “multiconfessional”.
Conquanto essa posição possa significar um avanço a muito aguardado, mesmo que os motivos estejam bem sustentados por razões de Estado, deve ter efeitos positivos no tempo atual, por causa da realidade há muito marcada pela pluralidade.
A decisão anunciada certamente provocará reações antagônicas, apesar de aguardada, podendo criar espaços de liberdade para a vida religiosa e a política, incluída a resultante das relações Estado-Igreja, avaliam especialistas.
Entre as primeiras conseqüências, previsíveis, estarão a dessacralização dos assuntos de Estado e a desestatização dos assuntos eclesiais, a um só tempo.
Mesmo que esse tema e a decisão de agora já tenha provocado debates, ainda será alvo de muitas discussões na Igreja, no governo e na sociedade.
É possível entender que o tema volte ao debate de tempos em tempos, bem como explique o prazo de meio século destinado à implantação, a ser usado para a preparação da Igreja, da monarquia parlamentarista e da sociedade, ponderou o reverendo Eduardo Grillo, da Paróquia São Lucas, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.
O maior impacto certamente não será a compreensão dos princípios, mas as implicações práticas para a comunidade de fé e dentro das instituições governamentais e eclesiais.
Já pensando nos impactos da desvinculação da Igreja Anglicana do Estado, o arcebispo da Cantuária, Rowan Williams, adiantou que tal fato “não seria o fim do mundo”, mas, pelo contrário, poderia ser benéfica.
O líder da comunhão anglicana mundial afirmou, em entrevista à revista “New Statesman” que, com a separação, algumas confissões poderiam inclusive beneficiar-se, ao se desvincularem do governo.
Mesmo assim, ele que não acredita que seja o momento de fazê-lo, porque a posição da fé na vida pública não está muito segura.
Um efeito poderá ser uma percepção mais verdadeira da realidade, para a Igreja, destacou Grillo, apesar do impacto financeiro que ela poderá ter em algumas situações específicas.
Ao mesmo tempo, ele entende que uma decisão dessa natureza poderá levar tempo para ser efetivada, porque a tradição britânica é de estudar demoradamente uma situação, procurando ver todos os lados, antes de efetivá-la.
As declarações de Williams surgem semanas depois de dizes que entende porque alguns defendem a desvinculação da Igreja do Estado, fato que pode acabar com a atual posição da rainha como chefe da Igreja da Inglaterra e também com o direito dos bispos ocuparem cadeiras na Câmara dos Lordes.
Ele lembrou que recebeu formação numa Igreja separada do Estado, como é a de Gales, assinalando possíveis vantagens burocráticas para a Igreja, como o sínodo não precisar apresentar uma decisão eclesial ao Parlamento regional, após ter aprovado ou rejeitado algum assunto.
Williams mostrou-se preocupado, contudo, com os motivos de muitos dos que defendem essa separação, assinalando que há quem queira expulsar a religião da vida pública, algo com o que não concorda.
Já o pároco brasileiro admitiu não saber o significado mais amplo da decisão, mas disse que tal situação pode colocar a Igreja mais próxima da realidade, com os pés mais firmes no chão em que deve anunciar o evangelho, e perder um pouco desse ar de corte e de palácio, que surge em alguns espaços eclesiais.
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: ALC notícias
Fonte: www.portasabertas.org.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 31-12-2008
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