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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Informações
ISRAEL INICIA SAÍDA DE GAZA
ISRAEL INICIA SAÍDA DE GAZA

Esta é uma notícia da semana passada, 14.08.05, sobre os preparativos de Israel de entregar terras em troca de paz.
A Bíblia profetiza sobre isso, eles buscam um acordo de paz.
O povo israelense está dividido quanto à "devolução" da faixa de Gaza, considerando a promessa bíblica, aliás, promessa de Deus que aquela terra seria de Israel, numa aliança perpétua celebrada por Deus com eles.
Um dia o acordo de paz será celebrado (Daniel. 9. 27), depois será quebrado pelo anti-cristo, haverá grande tribulação, o anti-cristo será vencido, bem como satanás. Na segunda vinda de Jesus, que se segue a esses acontecimentos, então a promessa, a profecia será cumprida, e Israel habitará em sua terra em definitivo, em paz, na presença de Deus.
Edmar

ORIENTE MÉDIO

A partir de amanhã, cada casa dos assentamentos será notificada de que seus moradores terão de se mudar até quarta

Porta a porta, Israel inicia a saída de Gaza
MICHEL GAWENDO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE GUSH KATIF

A partir de amanhã, soldados e policiais de Israel desarmados vão passar de porta em porta nos assentamentos judaicos da faixa de Gaza e notificar os moradores de que a permanência em suas casas depois desta quarta-feira será ilegal e que serão retirados à força.
O plano envolve a transferência de 8.500 pessoas, 38 sinagogas e 48 túmulos. Cinco mil crianças vão precisar trocar de escola, enquanto 166 agricultores judeus e 5 mil trabalhadores palestinos terão de procurar outros empregos.
Quando o último colono e o último soldado saírem, Israel encerrará 38 anos de presença militar e civil em Gaza, capturada do Egito na Guerra dos Seis Dias, em 1967. O acontecimento fará história, mas ainda é incerto se fará paz.
O governo israelense diz que a Desconexão (como chama a retirada), que também inclui o fim de quatro pequenos assentamentos do norte da Cisjordânia, trará mais segurança ao país e comprometeu-se a voltar a negociar seguindo o Mapa do Caminho, plano de paz patrocinado pelos EUA.
O premiê Ariel Sharon diz que, após sair de Gaza, Israel manterá o controle de blocos de assentamentos da Cisjordânia. O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, e o presidente, Moshé Katsav, reforçaram essa posição recentemente.

Festejos
Para o governo palestino, a "retirada de Gaza" é a porta para outras concessões israelenses, como territórios na Cisjordânia e autonomia na parte oriental de Jerusalém, a caminho da criação do Estado palestino. Já foram realizadas festas e comícios para comemorar o fim da ocupação.
Os grupos terroristas consideram a "fuga" uma vitória contra Israel e repetem os bordões de expulsão dos judeus da Palestina histórica, desafiando as posições moderadas do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Para os colonos, a "expulsão" representa uma traição de Israel, que durante décadas incentivou a colonização. Além da questão ideológica do fim de um sonho religioso de morar em todas as partes da Israel bíblica, os problemas deles são de ordem prática: traumas da mudança, escola para os filhos, novo emprego.
O governo de Israel estima que a maioria sairá dos assentamentos de forma pacífica e receberá a indenização proposta, na média de US$ 200 mil. Mas muitos acham a decisão antidemocrática e prometem resistir, com ajuda de opositores do plano, os "laranjas".
As forças de segurança israelenses têm impedido a entrada em massa dos ativistas da direita religiosa que prometeram atrapalhar a retirada. Mas o Exército reconhece que pelo menos 2.000 pessoas conseguiram infiltrar-se nos assentamentos. Na maioria, são jovens religiosos que escolheram a atuação política como principal atividade das férias de verão.
Em Kfar Darom, assentamento fundado em 1946, os infiltrados montaram uma acampamento para religiosos e nacionalistas que foram à região ajudar na "luta", como eles se referem ao movimento popular anti-retirada.
No portão do assentamento, ao lado de blindados do Exército, crianças controlam a entrada e a saída de carros e avisam os adultos sobre a presença de estranhos.
Na praça central de Neve Dekalim, maior colônia de Gaza, foi montada uma barraca para coordenar os protestos. Um grupo de americanos judeus e cristãos comprou pacotes de viagem a US$ 2 mil para levar apoio aos colonos. "Os judeus têm de ficar aqui por questões políticas e religiosas. A saída reforçará o terrorismo", diz o cristão Dave Heart.
Avi, 15, mora no assentamento e disse que recebeu orientações de apelar ao sentimentalismo dos soldados. "Quando eles chegarem para me tirar de casa, vão ver minha mãe chorando. Vou olhar nos olhos deles e perguntar como eles têm coragem de expulsar outro judeu de sua casa."
Os cenários esperados pela polícia vão dos mais leves - gritos e empurra-empurra - até os mais apocalípticos, como suicídio coletivo de colonos, resistência armada em casas fortificadas e abrigos contra morteiros palestinos.
Serão usados 15 mil homens para colocar a retirada em prática e lidar com a resistência. Eles fizeram as últimas simulações na semana passada, no sul de Israel.
"Nossa primeira orientação é evitar a violência. Queremos que saiam de maneira respeitosa. Mas estamos preparados para usar a força", disse o comandante da polícia da retirada, Aharon Franco, em intervalo dos treinamentos.

Dor
Há cerca de quinze dias, o governo de Israel começou a exibir propagandas dizendo ter uma solução para cada família de colonos. A principal é a mudança para um novo bairro, a cerca de 10 quilômetros ao norte de Gaza, de 350 casas pré-fabricadas de 60 ou 90 metros quadrados, com ar-condicionado, a cerca de 1 km da praia.
Na última semana, o movimento no local, na região de Nitzanim, aumentou muito. "Os colonos perceberam a realidade e que, se não se apressassem, ficariam sem lugar aqui", disse o administrador das obras, Arie Eldar.
Numa das casas, o agricultor Yehoam Sharabi estava tirando medidas antes de fazer a mudança. "Não dá. Minha casa em Gush Katif tem 350 metros quadrados. Aqui tem 90. Somos sete na família. Mas não tenho outra solução. Vou largar tudo lá e vir. Não sei o que vai acontecer", disse. "Depois dos 50 anos, vai ser difícil começar com a agricultura do zero."
Mas nem todos sabem para onde vão. O governo ofereceu também soluções provisórias, como quartos em hotéis, ou apartamentos alugados no sul de Israel.
Tziona Shabar, do assentamento Morag, colocou todos os móveis num contêiner que recebeu do Exército. Na sexta-feira, com a casa vazia, despediu-se dos quatro palestinos que trabalhavam nas suas estufas de tomates e ervas. "Não paro de chorar. É muito difícil sair." Ela diz que chegou ao local em 1987. "Vim porque era um lugar bonito. Dois meses depois, começou a primeira Intifada. Agora, passamos pela segunda. Mesmo assim, queria ficar."

Fonte: www.folha.com.br

MISSÃO DO LEGISLADOR: PROTEGER A VIDA
Volto ao assunto das células tronco embrionárias, tratado no artigo de opinião abaixo, de autorida da Sra. Zilda Arns Neumann, médica há 40 anos, pesquisadora do assunto, outra voz da ciência em defesa dos pontos de vista da Igreja Católica (CNBB), como sua assessora.
Entendo, como ela, que o assunto deva ser tratado com mais atenção, mais estudo, mais ética.
Edmar

Missão do legislador: proteger a vida
ZILDA ARNS NEUMANN

A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo ciência e técnica

Um projeto para descriminalizar o aborto será submetido ao Congresso Nacional para discussão e possível aprovação ou não. Sou absolutamente contra essa proposta e fundamento meu ponto de vista não somente na fé cristã mas também na ciência e em aspectos éticos e jurídicos.
Já está comprovado cientificamente que o feto é um ser humano completo desde a sua concepção e, por isso, tem direito à vida, como defende o artigo quinto da Constituição brasileira e o artigo segundo do Código Civil. Cabe ao Estado o dever de tutelar e proteger a vida do embrião ou do feto de qualquer ameaça, sob pena de violação dos direitos humanos.
Como médica pediatra e sanitarista e pela minha experiência de mais de 40 anos em saúde pública -desses, 22 anos na Pastoral da Criança, presente em 38 mil comunidades pobres do país-, tenho a convicção de que medidas preventivas são a única solução para problemas como a gravidez indesejada na adolescência, a violência que causa gravidez por estupros e os milhares de abortos clandestinos realizados a cada ano no país. Tentar solucionar tais problemas com a legalização do aborto é paliativo e demonstra o fracasso da sociedade e, em especial, daqueles que são responsáveis pela legislação no país.
Não se pode consertar um crime com outro ainda maior: eliminar um ser humano indefeso.
Felizmente, muitas pessoas comprometidas com o bem-estar das mulheres estão optando por vestir a camisa da erradicação da pobreza, da miséria e da ignorância que as oprime, principalmente nos países em desenvolvimento.
Para gerar desenvolvimento e, por conseqüência, boas condições de saúde e de vida a todas as mulheres e suas famílias, é preciso investir em educação para a vida e em saúde de qualidade e acessível a todos, políticas públicas de assistência materno-infantil, de orientação aos adolescentes, às mulheres e às famílias.
A prática de abortos seria um retrocesso da saúde pública que, em vez de investir na qualidade de vida da população, passaria a reproduzir uma cultura de incentivo à morte, à violência. Além disso, seria um ônus para o SUS, que possui recursos mínimos para prestar serviços de atenção básica, prevenção e educação para a saúde.
Espero que nossos senadores e deputados considerem a vontade da maior parte da sociedade, expressa também durante a 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em dezembro de 2003: os delegados decidiram não aprovar a descriminalização do aborto.
A relativização do valor da vida humana teve início no Brasil com a aprovação da Lei de Biossegurança, que autoriza a pesquisa de células-tronco de embriões congelados.
Essa utilização implica a destruição dos embriões, ou seja, a morte de um ser humano vivo, distinto e indivisível. O governo brasileiro alega que as pesquisas com células-tronco embrionárias farão uso somente dos embriões congelados há pelo menos três anos.
Levantamento recente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida demonstra que existem hoje no país cerca de 3.000 embriões congelados há mais de três anos, um número muito abaixo daquele anunciado pelos cientistas -de 30 mil embriões- durante a discussão para aprovação da lei no Congresso Nacional.
Além disso, os embriões só podem ser utilizados após o consentimento dos pais, o que, certamente, diminuirá ainda mais o número de embriões disponíveis para pesquisa. Diante dessa baixa oferta de embriões e da expectativa gerada pela aprovação da lei, como os órgãos competentes farão a fiscalização?
Tenho a esperança de que o Congresso Nacional possa rever o uso de células-tronco embrionárias como está previsto na Lei de Biossegurança e promova incentivos às pesquisas realizadas com células extraídas de tecidos humanos, entre eles, cordão umbilical e medula óssea. Elas têm demonstrado eficácia no tratamento de doenças como a leucemia, doenças cardíacas e hematológicas. Acredito que essas pesquisas poderão trazer resultados ainda mais surpreendentes e tão eficientes quanto as obtidas a partir de embriões, como já está sendo demonstrado por estudiosos em países como a Alemanha e os Estados Unidos.
A ética e a moral não são exclusivas da religião. Devem servir de guia para toda a sociedade, incluindo a ciência e a técnica. Não faltam cientistas, juristas e legisladores que, no exercício de seus mandatos e profissões, têm como objetivo maior a defesa e a promoção da vida, a serviço do bem comum. A sociedade brasileira tem o direito de ser ouvida pelos legisladores de maneira democrática sobre um assunto tão sério como a descriminalização do aborto.

Zilda Arns Neumann, 70, médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, é conselheira titular da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) no Conselho Nacional de Saúde.

ISRAELENSE PODE TER ACHADO PALÁCIO DE DAVI
ARQUEOLOGIA

Pesquisadores questionam interpretação, mas reconhecem importância da descoberta, que é inesperada

Israelense pode ter achado palácio de Davi em Jerusalém
DO "THE NEW YORK TIMES"

Uma arqueóloga israelense diz ter descoberto em Jerusalém Oriental o lendário palácio do rei bíblico Davi. Seu trabalho foi apoiado por um instituto de pesquisa conservador de Israel e financiado por um banqueiro judeu americano que gostaria de provar que Jerusalém foi mesmo a capital de um poderoso reino na época de Davi, como diz a Bíblia.
Outros pesquisadores disseram duvidar que as fundações descobertas pela arqueóloga, Eliat Mazar, pertencem mesmo ao palácio do suposto ancestral de Jesus. Mas reconhecem que a descoberta é rara e importante: um grande edifício público do século 10 a.C., junto com fragmentos de cerâmica da época de Davi e Salomão e um sinete (usado para carimbar documentos) que pertenceu a um funcionário mencionado no livro do profeta Jeremias.
A descoberta provavelmente vai se tornar mais um argumento numa das maiores controvérsias da arqueologia bíblica: será que Davi teve alguma importância histórica ou não passava de um chefe tribal, governando uma colina? Há também a implicação política: na disputa entre judeus e palestinos pelo controle de Jerusalém, muitos afirmam que Israel usou sua suposta origem no lugar como um mito que justificava a conquista e a ocupação.
Segundo Hani Nur el-Din, palestino e professor de arqueologia na Universidade Al-Quds, a arqueologia bíblica é um esforço dos israelenses "para fazer a evidência histórica se encaixar num contexto bíblico". "Eles têm um botão e querem fazer um terno com ele." Mesmo os arqueólogos israelenses não têm tanta certeza de que Mazar achou o palácio -a casa que Hirão, rei de Tiro, construiu para Davi, conforme o Segundo Livro de Samuel. A construção também pode ser a fortaleza de Sião, que Davi tomou dos jebuseus (povo não-israelita que ocupava a região antes dele), ou algo de que a Bíblia não fala.

Reino unido
De qualquer maneira, eles se dizem impressionados com a descoberta. "Esse é um dos primeiros indícios que temos da Jerusalém de Davi e Salomão, um período que pareceu brincar de esconde-esconde com os arqueólogos no último século", disse Gabriel Barkay, arqueólogo da Universidade Bar-Ilan. "A Jerusalém que era capital do reino unido [antes da divisão da Palestina nos reinos rivais de Judá e Israel] é praticamente desconhecida."
Baseada na Bíblia e em um século de arqueologia no local, Mazar, 48, especulou que uma famosa estrutura com degraus de pedra escavada antes era parte da fortaleza que Davi conquistou. Imaginou também que seu palácio ficaria pouco depois do perímetro original dos muros da cidade, no caminho para a Esplanada do Templo, edificada por seu filho, Salomão.
"Quando os filisteus [grandes inimigos dos israelitas] vinham lutar, a Bíblia diz que Davi descia de sua casa para a fortaleza", diz ela. "Fiquei pensando: descia de onde? Então imaginei que talvez houvesse algo aqui [em Jerusalém Oriental]", conta a arqueóloga.
Mazar acredita ter achado a resposta: um grande edifício público, com pelo menos alguma cerâmica da época, e um sinete governamental de Jeucal, filho de Selemias, mencionado no Livro de Jeremias. O prédio pode ser razoavelmente datado com a cerâmica achada acima e abaixo dele. Sob o "palácio", ela encontrou fragmentos dos séculos 12 a.C. ou 11 a.C., pouco antes da conquista da cidade por Davi. Acima estavam as fundações de um edifício monumental, com pedras grandes usadas para fazer muros de 1,8 m de espessura. Num canto havia cerâmica dos séculos 10 a.C. ao 9 a.C., mais ou menos a época do reino unido de Israel.
Infelizmente, ela não encontrou o piso do edifício. Está claro que o prédio foi construído depois da produção da cerâmica, mas não é tão claro quanto tempo depois.
A última escavação de Mazar, que custou US$ 500 mil, foi patrocinada por Roger Hertog, banqueiro nova-iorquino. Ele quer demonstrar que "a Bíblia reflete a história judaica". Três famílias vivem nas casas que Mazar quer escavar a seguir. Uma é muçulmana, outra cristã e a terceira é judia.

www.folha.com.br (06.08.05)

CATÓLICOS SÃO ATACADOS NA ÍNDIA
segunda-feira, 25 de julho de 2005
Notícias
12/7/2005 - 11h48

Católicos são atacados na Índia

ÍNDIA (34º) - Extremistas hindus iniciaram uma série de ataques violentos contra católicos na Índia durante o mês de junho, causando preocupação entre a comunidade católica.

Em resposta, Confederação de Bispos Católicos da Índia (CBCI) apelou aos governos central e do estado para fazer um inquérito oficial e tomar ação contra os perpetradores.

Mais recentemente, 10 jovens atacaram um convento católico em Rajgir, no estado de Bihar, no dia 21 de junho.

A agência católica de notícias Zenit relatou que os jovens, armados com revólveres e outras armas, invadiram o local tarde da noite. A irmã Rose Plathottam, diretora do centro, disse que ela estava “dormindo no terraço com outras 11 garotas aleijadas, que haviam permanecido durante as férias”.

“Não vendo ninguém no andar de baixo, os jovens vasculharam o convento (...) para tomar posse das chaves dos quartos. Mais tarde eles foram até o terraço, me ameaçando com um revólver e me arrastando para o térreo”, disse a freira.

Os jovens levaram dinheiro e um celular de Rose, e cobriram os rostos das garotas com cobertores. Eles então vasculharam todo o centro, fugindo com objetos de valor, tais como uma lâmpada de emergência, e 18.000 rúpias (240 dólares) que foram separadas para comprar remédios para a farmácia.

Duas semanas antes, no dia 9 de junho, um grupo de 15 homens invadiu o convento de Notre Dame em Raxaul, uma pequena cidade no distrito de Champaran, em Bihar.

Os assaltantes arrombaram o portão e as portas pouco antes da meia-noite e exigiram dinheiro de uma freira idosa, irmã Manjula. Os homens também atacaram e espancaram Manjula, quebrando uma de suas costelas e causando um sério ferimento em sua cabeça. Outra freira sofreu ferimentos menores.

Na mesma noite, marginais atacaram outro convento dirigido pelas Irmãs da Caridade de Nazaré na vila de Sokho, distrito de Nawada, no sudeste de Bihar.

Dois outros ataques aconteceram em Rajasthan, no norte, e em Madhya Pradesh na região central da Índia.

No dia 12 de junho, três homens arrombaram o centro “Maria Sadan”, dirigido pelas irmãs franciscanas de Nossa Senhora da Graça, na vila de Bhivadi, perto de Ajmer em Rajasthan, como noticiado pela South Asia Religious News (Notícias Religiosas do Sul da Ásia).

Os homens abordaram duas freiras e uma empregada com uma faca, amarraram-nas a uma cama no dormitório e fugiram com 9.000 rúpias (215 dólares).

Eles também tentaram raptar uma garota de 18 anos que trabalhava como cozinheira no centro, mas as freiras a protegeram, dizendo que ela era casada e tinha dois filhos.

Também no dia 12 de junho alguns jovens entraram na Igreja Santa Trindade em Jabalpur, Madhya Pradesh, e atiraram ovos podres e água tingida contra a estátua do menino Jesus.

Jovens já haviam atacado a igreja no dia 5 de junho.

Cerca de 2.000 paroquianos da diocese de Jabalpur encontraram-se, nos dias 14-15 de junho, para orarem a Deus, pedindo que Ele trouxesse uma “mudança no coração daqueles que haviam profanado a santa capela”, de acordo com o Asia News, outra agência católica de notícias.

No começo deste ano, o padre Mathew Uzhuthal, vicário federal da Arquidiocese de Patna, em Bihar, foi esfaqueado por se recusar a pagar extorsão aos criminosos locais. Ele foi ferido no dia 11 de abril e morreu em conseqüência dos ferimentos no dia 1º de maio.

Thomas Thiruthalil, bispo de Balasore no estado de Orissa, e Joseph Powathil, um arcebispo no estado sulino de Kerala, também relataram ameaças e atos de violência física contra membros da paróquia nas últimas semanas.

O padre Babu Joseph, porta-voz da CBCI, disse a Compass que os bispos estavam “seriamente preocupados com o recente aumento da violência contra a comunidade cristã e suas instituições em algumas partes do país”.

“Desaprovamos a atividade sem lei e anti-social”, ele disse. “Pedimos ao respectivo governo de cada estado para tomar uma ação imediata e efetiva contra elementos criminosos que devastam as vidas das pessoas, particularmente das mulheres religiosas que realizam um serviço meritório para a humanidade”.

Os católicos perfazem 1,54 %, ou 16,7 milhões da população de 2001 da Índia, de 1,2 bilhões, de acordo com o censo do país. A população, desde então, já atingiu 1,3 bilhões.
Tradução: Daila Fanny

O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.

Fonte: www.portasabertas.org.br - fone (11) 5181-3330

PASTOR HAMID É ABSOLVIDO
31/5/2005 - 11h30

Pastor Hamid é absolvido das acusações de apostasia e proselitismo

IRÃ (5º) - Um tribunal islâmico no sul do Irã absolveu o pastor leigo Hamid Pourmand das acusações de apostasia e proselitismo declarando: “Debaixo da sharia (lei islâmica), não existem acusações contra você”.

Durante uma audiência no dia 28 de maio em Bandar-i Bushehr, o juiz disse a Hamid: “Eu não sei quem é você, mas aparentemente o resto do mundo sabe. Você deve ser uma pessoa importante, porque muitas pessoas do governo me ligaram dizendo para eu cancelar seu caso”. Mas ao invés de cancelar o caso, o juiz absolveu porque ele “não fez nada de errado” de acordo com a lei islâmica.

A surpreendente absolvição de Hamid em única audiência foi noticiada ontem pela agência de notícia de língua ISNA, citando o advogado de Hamid como fonte. Desde então a notícia está aparecendo em muitos websites em farsi.

Apesar da absolvição, o pastor continua preso, cumprindo uma sentença de três anos relacionada a uma pena dada por um tribunal militar, também relacionada à sua conversão religiosa.

Hamid, 47, foi preso em setembro do ano passado pela polícia iraniana enquanto participava de uma conferência de igrejas perto de Teerã. Coronel do exército, ele também era pastor de uma das congregações das Assembléias de Deus na cidade portuária Bandar-i Bushehr, no sul do país. Depois de cinco meses de interrogatório em confinamento solitário, Hamid foi julgado por um tribunal militar em fevereiro, acusado de “enganar as Forças Armadas do Irã” por não ter comunicado sua conversão ao cristianismo. Apesar das provas claras em favor do réu, ele foi considerado culpado, dispensado do exército sem honras e condenado à penas máxima de três anos pelo seu “crime”.

O advogado de Hamid apelou da sentença emitida pelo tribunal militar com base em documentos assinados pelos antigos superiores do coronel, provando que eles sabiam que ele tornara-se cristão. O tribunal militar que sentenciou Hamid em fevereiro considerou falsos os documentos apresentados. Fontes ligadas ao caso dizem que é difícil saber se a sentença pode ser revogada pelo Supremo Tribunal Iraniano, mas eles demonstraram esperança que a sentença diminua para apenas um ano ou menos. “Ele já está preso por mais de nove meses, se a sentença dele for reduzida, ele pode ser solto logo”, um cristão iraniano comentou.

Depois de passar os próximos dois meses numa cela comunitária na Prisão Evin, Hamid foi transferido em 16 de maio para uma prisão em Bandar-i Bushehr, pois deveria ser julgado por em um tribunal islâmico por apostasia e proselitismo. Nos últimos nove meses, o pastor foi submetido a forte pressão para negar sua fé cristã e retornar ao islã, podendo assim escapar da pena de morte por apostasia, como pode acontecer debaixo da sharia. Falando do seu confinamento em Bandar-i Bushehr, Hamid disse que ele foi preso com criminosos comuns, incluindo mafiosos, assassinos e traficantes de droga. “Mas agora estou de volta com os chamados ‘espiões’ em Evin”, brincou ele depois de ter chegado em Teerã ontem.

Desde fevereiro, o pastor divide a cela com o jornalista Akbar Ganji e outros dissidentes políticos proeminentes presos em Evin por expressar suas opiniões pró-reforma. Líderes políticos europeus juntamente com o governo norte-americano pediram repetidas vezes para que o Irã liberte o jornalista e outros prisioneiros políticos, incluindo Hamid. Durante o final de semana, protestos sem precedentes continuaram em frente ao prédio do parlamento iraniano, onde estudantes e líderes civis levantaram placas e faixas pedindo a libertação de Ganji, que está seriamente doente depois de cinco anos preso.

“Não sabemos o que acontecerá com Hamid nas próximas semanas, mas temos provas irrefutáveis da sua inocência e existe uma pressão internacional muito forte agora, na medida que nos aproximamos da eleição presidencial”. Rodeado pela polícia enquanto era escoltado para a prisão Evin, ontem Hamid sorriu e acenou para sua família dizendo: “Não se preocupem comigo. Essa prisão é como minha casa agora, vocês sabem!”

Hamid é um ex-muçulmano que se converteu ao cristianismo há 25 anos. Ele é casado com Arlet, cristã Síria. O casal têm dois filhos adolescentes, Davi e Emanuel.

Tradução: Antônio de Oliveira

O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.

Fonte: www.portasabertas.org.br - fone (11) 5181-3330

METODISTA - AJUDA CRISTÃ AOS IMIGRANTES
AJUDA CRISTÃ AOS IMIGRANTES

De acordo com pesquisas relacionadas à imigração, de todos os estrangeiros que vivem na Suíça, 23,51% são brasileiros, ou seja, a maior colônia de imigrantes existente no país, é proveniente do Brasil. As porcentagens que seguem, também apontam para estrangeiros de países latinos: 17,51% são colombianos; 14,41%, equatorianos; 13,82% bolivianos. A grande presença de imigrantes de língua latinos justifica o fato de que atualmente existam seis comunidades cristãs voltadas para essa parcela de habitantes da Suíça.

Nesse contexto, surgiu a Comunidade Cristã Latino-americana de Genebra. Com a chegada de latino-americanos há algumas décadas, muitos deles marcados pela perseguição política da ditadura de seus países natais, houve a formação de grupos com objetivos de compartilharem a fé e se ajudarem mutuamente em uma terra estranha. Embora esse exilados políticos tenham obtido a anistia que os permitiu retornar, ainda há aqueles que, devido a situações econômicas desfavoráveis, migraram para outros países e passaram a viver na clandestinidade. Dos imigrantes que vivem na Suíça hoje em dia, 80% deles não têm documentos.

Caminhando ao lado da Igreja Metodista na Suíça, a Comunidade de Genebra realiza todas as terças-feiras estudos bíblicos nas casas de irmãos latino-americanos e, uma vez por mês, ministra a Santa Ceia à congregação. Às quintas-feiras, o pastor Jairo Monteiro, responsável pela Comunidade, realiza cultos de Estudo Bíblico e Discipulado. A Comunidade mantém ainda, todos os sábados, em uma rádio local (Cité de Genebra – 92,2 FM), o programa “Presença Latina”, apresentado em português e espanhol e em dois horários: 11h40 e 19h30h.

Este ano, foram inauguradas novas comunidades nas cidades de Bienne, Berna e Olten, que, ao lado das congregações já existentes – Genebra e Lausanne – servem aos imigrantes que vivem na Suíça. “Os irmãos que freqüentam a Comunidade de Genebra, embora venham de diferentes denominações cristãs, entendem o Deus Criador e Redentor em Jesus Cristo como o Deus de toda a criação. Declaramos nossa paixão pela evangelização do mundo, compartilhamos e Evangelho e colocamos nossas vidas a serviço de Deus. A proclamação da Palavra de Deus e a administração dos sacramentos são o centro de nosso culto de domingo”, conta o rev. Jairo Monteiro que, toda semana, percorre de trem 1250 quilômetros para dirigir as cinco congregações. Às quartas, o pastor realiza os trabalhos na cidade de Berna; às sextas, em Olten; aos sábados em Bienne e Lausanne e aos domingos, ministra os cultos na Comunidade de Genebra.

De acordo com o rev. Jairo, atualmete, a Comunidade conta com os ministérios de Louvor, Estudo Bíblico, Leitura, Liturgia, Escola Dominical e Sociedade de Jovens. Entre os planos para o futuro estão o prosseguimento ao desenvolvimento de grupos inter-relacionados, com o objetivo de criar espaços de acampamento que permitam ao pastor ou ao líder motivar os irmãos e demonstrar meios para o desenvolvimento de dons e ministérios. Os interessados em saber mais sobre a Comunidade Cristã Latino-americana de Genebra devem acessar o site: www.metodistadegenebra.ch.

Fonte: www.metodista.com.br

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