CORTE NEGA APELO AOS PASTORES MENONITAS
Corte vietnamita nega apelo aos pastores menonitas
VIETNÃ (3º) - O juiz presidente Nguyen Xuan Phat manteve a sentença de três anos para o rev. Nguyen Hong Quang e a sentença de dois anos ao evangelista Pham Ngoc Thach, em uma audiência de apelo realizada no dia 12 de abril. Os co-acusados Quang e Pham não tiveram permissão para falarem em sua própria defesa.
Os procedimentos da corte violaram as próprias regras de apelo do Vietnã, conforme observadores legais notaram, já que a corte não enviou as notificação requeridas oficialmente e o convite às famílias. A esposa de Quang, Le Thi Phu Dung; e o pai de Pham, Pham Van Khanh, puderam participar do julgamento só depois da intervenção feita pelo advogado de Quang, Nguyen Van Dai.
De acordo com o Artigo 242 das leis de apelo da corte, o tribunal deve notificar os acusados através de uma carta oficial pelo menos 15 dias antes do julgamento. Entretanto, a notificação oficial não foi enviada ao advogado de Quang até dia 4 de abril, apenas uma semana antes da data do julgamento.
O advogado Bui Duc Truong, que defendia os prisioneiros menonitas no julgamento de 12 de novembro de 2004, não recebeu permissão para participar deste julgamento, mesmo apesar de ter sido oficialmente contratado pela família de Pham. Na audiência de novembro, Quang e cinco colegas foram acusados de “resistência a oficiais legais que faziam sua obrigação”, em conexão com o incidente de 2 de março de 2004, envolvendo dois agentes governamentais à paisana, designados para manter a casa e a igreja do pastor sob vigilância. Em novembro, a corte sentenciou Quang, secretário geral da Igreja menonita do Vietnã, a três anos de prisão.
Bem cedo, na manhã do julgamento, várias unidades policiais e forças de segurança carregando cassetetes, chegaram em veículos policiais e foram colocadas em torno do tribunal.
“Era uma preparação para receber os 200 cristãos que chegariam ao tribunal por volta das 8 da manhã, para demostrarem solidariedade aos prisioneiros menonitas, através de uma vigília de oração silenciosa!” disse um observador. Cerca da metade daqueles que vieram para a vigília eram líderes menonitas e cristãos das minorias étnicas vietnamitas das Regiões Montanhosas Centrais.
Líderes da Igreja Menonita do Vietnã e da Aliança Evangélica do Vietnã para igrejas domésticas (VEF) também participaram.
Entre aqueles que vieram para mostrar sua solidariedade, estavam o padre católico ativista Chan Tin , o professor Nguyen Chinh Ket e dois sobrinhos do padre recém-liberto Nguyen Van Ly, que foi anteriormente defendido pelo pastor Quang no julgamento.
No dia 9 de abril, o Comitê do Povo do 2º Distrito foi à casa de Quang e ao escritório da igreja e deu um ultimato a Sra. Quang, para que encerrasse as operações do escritório da igreja até 11 de abril. No dia 11 de abril, a Sra. Quang foi levada até a delegacia do 2º Distrito e foi insultada por escrever e circular um apelo urgente aos cristãos de todos os lugares, para jejuarem e orarem, a fim de que a justiça fosse feita ao seu marido e aos outros prisioneiros menonitas. Um número de líderes da VEF também foi levado para interrogatório e seguido em todo lugar por policiais à paisana, na seqüência do julgamento. Um líder de igreja local observou: “Está bem claro que isso teve a intenção de intimidar os cristãos que estavam próximos do pastor Quang”.
Três dos “seis menonitas” – como Quang e seus companheiros se tornaram conhecidos – foram libertados depois de cumprirem suas respectivas sentenças. Eles disseram que foram escolhidos para tortura e privação (de alimentos, por exemplo) porque eram cristãos – e foram persuadidos para testemunharem contra Quang.
Líderes menonitas disseram: “Protestamos contra esse julgamento por causa da clara violação da corte às suas próprias regras de procedimento e por sua recusa em admitir a evidente inocência do rev. Quang e do evangelista Pham preparada por seus advogados. Exigimos que os prisioneiros menonitas restantes sejam soltos imediatamente, particularmente a srta. Le Thi Hong Lien que foi abusada enquanto em custódia da prisão a ponto de ter perdido sua sanidade”.
Devido aos abusos sofridos enquanto estava sob a custódia da polícia, Le está sofrendo de severos traumas físicos e emocionais. Seus pais dizem que sua filha, uma professora bíblica de 21 anos, “perdeu o controle das suas funções corporais”. Oficiais da prisão aparentemente disseram ao casal que sua filha está mentalmente desordenada.
Tradução: Daila Fanny
O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.
Fonte: www.portasabertas.org.br - fone (11) 5181-3330
postado por Edmar Torres Alves, , em 06-05-2005
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CAMPANHA NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO 2005
CAMPANHA NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO
MAIO 2005
A Igreja Metodista no Brasil lança no mês de Maio, com o tema – “Jesus nossa maior segurança” - a Campanha Nacional de Evangelização tem a intenção de sinalizar o amor de Deus por meio da proclamação, do testemunho, da ação e da mobilização do povo metodista em todo o território nacional, na expectativa de salvação de novas vidas.
Desarmamento
Diante da violência que assola o nosso país, estamos fazendo às Igrejas Metodistas uma proposta diferente durante a Campanha de Evangelização: que as igrejas tornem-se postos de recolhimento de armas, como apoio à Campanha Nacional de Desarmamento.
O objetivo desta campanha é reduzir a violência urbana nas cidades, a criminalidade, promover a paz, a vida. Sendo assim, a Igreja é chamada à ora-ação – “Orai pela paz da cidade” – e à ação, promovendo a conscientização quanto à necessidade do desarmamento da população, envolvendo-se no recolhimento de armas e entregando-as às autoridades credenciadas para destruí-las.
Para que a igreja local também participe desse movimento, é preciso seguir algumas normas estabelecidas pela campanha:
- Inscrever sua igreja como posto de recolhimento, na Polícia Federal ou órgão credenciado.
- Criar infra-estrutura apropriada para o recolhimento na igreja local, reservando uma sala ou outro espaço seguro para guardar as armas.
- Envolver a igreja e a comunidade na campanha.
- Colocar uma faixa diante do templo, comunicando o dia e o horário para o recolhimento das armas.
- Desenvolver palestras, seminários sobre o tema da violência e conscientização quanto à necessidade do desarmamento em uma ação profética da missão da igreja.
- Assessorar as novas igrejas participantes com o trabalho de pastores/as e autoridades de igrejas que já estão participando da campanha.
- Promover reuniões de oração e vigílias pela paz, pela solidariedade, contra a violência. “Nós, metodistas, cremos que Deus age em resposta às nossas orações”.
- Convocar pessoas da igreja local para assumir a responsabilidade de recolher as armas.
- Observar todas as instruções da Polícia Federal e não participar da campanha sem que a igreja local tenha condições de atender a todas as exigências.
- Procurar uma ONG em sua cidade ou estado que esteja envolvida na campanha para obter informações e trabalhar em parceria.
- Obter maiores informações sobre a ação metodista na Campanha de Desarmamento com a Igreja Metodista de Cascadura, Rio de Janeiro, que está participando ativamente da mesma. Rev. Carlos Alberto Rodrigues, Rua Padre Telêmaco, 34 – Cascadura – Rio de Janeiro – RJ – CEP 21311-050. Telefones: (21) 2269-7383 / 9925-5168 / 2269-8298.
Obtenha também maiores informações sobre a Campanha Nacional de Desarmamento nos sites www.dpf.gov.br , www.desarmamento.com ou no telefone 0800 729 0038.
(Extraído do Manual da Campanha Nacional de Evangelização 2005)
Fonte: www.metodista.com.br
© Copyright 2004 – Associação da Igreja Metodista • 3ª Região Eclesiástica
postado por Edmar Torres Alves, , em 05-05-2005
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POR QUE O DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA? (3)
Por que o Domingo da Igreja Perseguida?* (3)
BRASIL (*) - Porque apoiar a Igreja Perseguida é participar do esforço missionário mundial.
Todos sabem que o esforço missionário se faz de perto e de longe. Quer dizer, a conversão ao evangelho é resultado do evangelismo pessoal, da pregação pública e da presença em países distantes. O Espírito Santo alcança pessoas através da manifestação de Cristo pelos cristãos e isso se dá de maneiras variadas, sem uma receita única.
Desde sempre, têm-se conhecido inúmeros movimentos que visam completar a “grande comissão” de Mateus 28. Mais recentemente, ao aproximar-se o ano 2000, esta tendência se acentuou e havia um objetivo, compartilhado por muitas lideranças, de completar a tarefa antes da entrada no novo milênio, fosse pela mera motivação de concluir o trabalho, fosse por alguma interpretação apocalíptica do ano 2000.
Nesse sentido, muito se tem trabalhado para prepararem-se missionários, para conseguirem-se vistos, para montarem-se estratégias não convencionais, como “fazedores de tendas”, para fortalecerem-se os departamentos e as juntas missionárias das denominações.
Tudo isso é altamente positivo e merece a intercessão e o apoio de todos os que prezam o crescimento do Reino. Ao mesmo tempo, há um outro aspecto que precisa ainda ser melhor aproveitado no esforço missionário mundial.
Há um contexto em que pode-se trabalhar muito pelo evangelismo sem muito deslocamento de pessoas e sem muito preparo para atuação trans-cultural, simplesmente apoiando os cristãos locais que estão fortemente empenhados no evangelismo de seus patrícios.
Um contexto em que os agentes principais já dominam a cultura e o idioma, já estão no local de evangelismo e, mais importante de tudo, estão prontos para pagar o preço de falar do Evangelho onde pregar é proibido.
Claro, está-se falando da Igreja Perseguida. Eles não são missionários num sentido estrito pois, segundo o reverendo John Stott, fazer missões implica enviar**. Mesmo assim eles são evangelistas e estão atuando. Na Coréia do Norte, na Arábia Saudita, no Vietnã, no Laos e nos outros países da “Classificação dos Países por Perseguição”, nos dias atuais não haveria crescimento do evangelho se não fosse pela disposição dos irmãos perseguidos de viver Cristo, de manifestá-Lo e de oferecê-Lo a outros.
Sem dúvida, no passado, houve missionários que levaram a Palavra a estes lugares, mas, já há muito tempo, os missionários foram expurgados destes países e, hoje, o ministério de evangelismo está entregue aos remanescentes.
Estes irmãos têm condições naturais de se fazerem instrumentos da obra e, mesmo assim, faltam-lhes muitas vezes, elementos essenciais como Bíblias e literatura de discipulado. Mas, mais do que recursos materiais, para terem plenas condições, faltam-lhes duas coisas vitais: intercessão e solidariedade.
Em uma palavra, falta-lhes apoio. Apoio de seus irmãos que vivem fora destas áreas restritas e que, humanamente, não a única fonte de onde podem esperar ajuda.
22 de maio de 2005, Domingo da Igreja Perseguida: porque apoiar a Igreja Perseguida é participar do esforço missionário mundial.
Douglas Monaco - Secretário Geral Portas Abertas Brasil
O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
www.portasabertas.org.br - Fone (11) 5181-3330
postado por Edmar Torres Alves, , em 05-05-2005
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TRÊS ESTUDANTES RECEBEM BOLSA NAS FILIPINAS
Três estudantes recebem bolsa de Portas Abertas nas Filipinas
FILIPINAS (*) - O Ebenezer Bible College é uma escola bíblica e foi fundada em 1926, nas Filipinas. Existem 9 unidades e na cidade de Zamboanga, região sul, há três estudantes que recebem bolsa de Portas Abertas. Leia como a sua ajuda tem ajudado a mudar as vidas desses irmãos.
Peter tem 27 anos e nasceu em uma família muçulmana. Apesar disso, não era praticante da religião, mas respeitava os costumes. Seu irmão mais velho foi o primeiro a se converter e, no começo, a família não aceitou, mas decidiram não expulsá-lo, achando que isso logo passaria e que ele voltaria a ser muçulmano.
Mas o que aconteceu foi exatamente o contrário. Não só o irmão continuou firme na fé, como toda a família se converteu, inclusive Peter.
Como todo estudante, após dois anos de seminário, Peter foi fazer um estágio, parte do currículo da escola, e escolheu voltar para a sua tribo e trabalhar com os muçulmanos.
A experiência foi enriquecedora para seu crescimento espiritual. Algumas pessoas não quiseram ouvi-lo quando descobriam que ele era cristão. Mas ele sabe que isso sempre fará parte do seu ministério.
Peter não sabe ainda o que Deus quer que ele faça após o término do seminário, mas tem uma fé absoluta que Deus tem o melhor para ele.
Aldwin tem uma história um pouco diferente. Ele é filho de Pastor e desde pequeno conhece bem o preço por seguir a Jesus.
Seu pai, Pastor em uma tribo Sama, sofreu muitas ameaças, e uma vez a ameaça tornou-se realidade.
Um dia, voltando para casa, dois homens tentaram seqüestrá-lo. Por um milagre, seu pai conseguiu fugir, mas por muitos dias a família não conseguia nem dormir de tanto medo.
Aldwin disse que aprendeu muito com seus colegas ex-muçulmanos, principalmente a amar esses povo. Seus sonhos para o futuro incluem casar-se com uma jovem que possa acompanhá-lo em seu ministério: ensinar crianças.
Mapul, 25 anos, está no último ano do seminário e tem uma certeza sobre seu futuro. Quer ser luz para o mundo servindo a Deus, custe o que custar.
Ele sabe o que isso significa. Qualquer um que escolha ter um ministério entre os muçulmanos em Zamboanga sabe que isso pode custar um alto preço.
Mas, com a seriedade de um ancião e um sorriso de menino, Mapul diz que sabe que é o que Deus quer para a vida dele.
Ele também veio de um lar muçulmano, e apenas ele e seu irmão são cristãos. Apesar disso, sua família direta os respeita. São os parentes mais distantes que não entendem muito bem essa decisão.
Mapul aceitou Cristo com oito anos, quando seu irmão, que tinha uma vida desregrada converteu-se e teve uma transformação notável em sua vida.
Uma noite sua irmã mais nova foi picada por uma cobra venenosa e seu irmão orou. A menina foi curada e Mapul entendeu o poder de Deus.
Em breve Mapul estará de volta a sua tribo, onde começará seu ministério como pastor. Ele não sabe exatamente como será, mas sabe que Deus está no controle.
Ore por esses três estudantes, que agradecem o apoio de Portas Abertas e as orações dos irmãos de todo o mundo.
Essas entrevistas foram feitas pela Gerente de Comunicação de Portas Abertas Brasil, durante sua viagem às Filipinas em fevereiro de 2005.
O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.
* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
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postado por Edmar Torres Alves, , em 05-05-2005
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PASTOR CONTINUA DESAPARECIDO NA INDONÉSIA
Pastor continua desaparecido na Indonésia
INDONÉSIA (37º) - A família do pastor Jokran Ratu, seqüestrado há quatro meses em uma ilha remota do arquipélago da Indonésia, ainda não sabe se ele encontra-se vivo. Nenhum pedido de resgate foi recebido e a polícia ainda não tem idéia do paradeiro dos seqüestradores.
Ratu foi o pastor da Gereja Pantekosta da Indonésia (GPDI), igreja localizada na vila de Labuan na ilha da Buru, em Malukus.
Na manhã do dia três de dezembro de 2004, oito homens bateram à sua porta. Quando o pastor abriu, homens com máscaras invadiram apontando uma arma para Ratu e sua esposa pedindo por dinheiro.
Segundo o reverendo Henry Lolean, chefe da Igreja GPDI em Ambon, Ratu tinha acabado de receber uma doação de aproximadamente USD 1.086,00 para a construção do novo prédio da igreja.
Ratu disse aos seqüestradores que ele tinha depositado em duas contas diferentes, no Banco Mandiri e no Negara. Os invasores pediram pelos comprovantes dos depósitos, que mais tarde foram encontrados no chão em algum lugar da Vila Labuang.
Os seqüestradores então pegaram Ratu, assegurando à sua esposa de que ele seria devolvido.
Os habitantes da vila saíram em busca do pastor mas só encontraram a camiseta vermelha que ele estava vestindo, com dois furos de balas de revólver, pelo que parecia, abandonada na praia.
A polícia prendeu um suspeito de imediato depois do seqüestro. Entretanto, o suspeito foi liberado logo em seguida do interrogatório com a polícia não tomando nenhuma atitude depois disso.
O caso começou então a se esfriar, embora a Lolaen dissesse que as investigações ainda estão sendo feitas. “Sempre perguntamos à polícia se algum progresso foi feito a respeito da busca do pastor”.
Outras fontes em Ambon disseram que a polícia não tem ido à frente com esse caso. A província passou a entregar o caso aos oficias da polícia da ilha de Buru, um sinal claro de que encontrar os seqüestradores não mais é uma prioridade.
A única esperança para uma resolução é a promessa do Coronel Hadi Widodo, o novo comandante da polícia para a ilha, que pretende seguir a frente com o caso.
Lolaen também disse que vários incidentes mal explicados tinham ocorrido na região de Malukus desde o seqüestro.
“Parece que existe um esforço para manter o conflito em Malukus. Mas agora as pessoas perceberam aonde isso vai levar, sendo que eles não mais reagem da mesma forma”.
No dia 31 de março, um relatório emitido pela ONU da Coordenação Humanitária para a Indonésia citou que atos violentos esporádicos continuam na região de Malukus, e que a tensão entre cristãos e muçulmanos em Ambon, capital da província, continua alta.
A violência entre cristãos e muçulmanos em Malukus surgiu pela primeira vez em janeiro de 1999, parcialmente como resultado de uma nova política de governo. Essa região era de maioria cristã, mas uma quantidade enorme de muçulmanos mudou-se, resultando em inúmeras disputas e mortes.
As atividades de um grupo separatista, a Republik Maluku Selatan (RMS), também provocou tensões entre cristãos e muçulmanos na ilha de Ambon. Muçulmanos alegam que a RMS era um grupo cristão, mas os líderes cristãos negaram várias vezes.
Os membros da RMS ainda celebram o Dia da Independência no dia 25 de abril. No ano passado, eles levantaram a bandeira da RMS nessa data, provocando conflitos. Pelo menos vinte pessoas morreram e parte de alguns prédios – incluindo casas, igrejas e mesquitas – foram queimados.
Felizmente, o incidente não alcançou residentes em outras partes da região de Malukus. Muitos estão cansados da violência e querem ver uma paz permanente de volta à ilha.
Oficiais da polícia enviaram uma equipe da elite a Ambon para prevenir maiores atos de violência no dia da comemoração da RMS.
Segundo Lolaen, as condições na ilha de Buru estão relativamente pacíficas. Entre 200 a 300 famílias muçulmanas e 75 famílias cristãs vivem em comunidades separadas na mesma ilha. A igreja de Ratu está entre as pequenas comunidades, cerca de vinte, que se encontram para adorarem a Deus.
Tanto cristãos como muçulmanos continuam perplexos pelo seqüestro da Ratu. Entretanto a medida que o tempo passa, uma resolução ao caso parece ser pouco provável.
Tradução: Fabio Caruso Melo
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postado por Edmar Torres Alves, , em 04-05-2005
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NOVA AUDIÊNCIA PARA O PASTOR QUANG
Nova audiência para o Pastor Quang
VIETNÃ (3º) - Advogados atuando em favor do reverendo Nguyen Hong Quang informaram à sua esposa semana passada que o apelo ante a Suprema Corte Popular do Vietnã foi remarcado para o dia 12 de abril. O apelo, que também foi apresentado em favor do companheiro do pastor menonita, Pham Ngoc Thach, foi cancelado sem explicações apenas um dia antes de seu acontecimento, originalmente no dia 2 de fevereiro.
A nova data dá à defesa apenas 12 dias de preparo para a audiência.
Quang e cinco colegas foram acusados de “resistência a oficiais legais que faziam sua obrigação”, em conexão com o incidente de 2 de março de 2004, envolvendo dois agentes governamentais à paisana, designados para manter a casa e a igreja do pastor sob vigilância. Em novembro, a corte sentenciou Quang, secretário geral da Igreja menonita do Vietnã, a três anos de prisão.
Três dos “seis menonitas” – como Quang e seus companheiros se tornaram conhecidos – foram libertados depois de cumprirem suas respectivas sentenças. Eles disseram que foram escolhidos para tortura e privação (de alimentos, por exemplo) porque eram cristãos – e foram persuadidos para testemunharem contra Quang.
As autoridades vietnamitas têm estado engajadas em intensos esforços para aplacarem a crítica internacional às restrições do país à liberdade religiosa. Desde o primeiro julgamento e acusação dos seis menonitas em 12 de novembro, o governo publicou uma nova Ordenança sobre Religião e um decreto sobre a implementação de suas provisões.
O Primeiro Ministro também emitiu “Instruções Acerca dos Protestantes”, no dia 4 de fevereiro. Essas ações, de acordo com a classificação feita pelo Departamento dos EUA sobre o Vietnã em setembro passado, são consideradas como sendo um “País de Preocupação Particular” por sérias ofensas à liberdade religiosa.
“A crítica internacional tem conseguido ganhar claramente a atenção do Vietnã”, uma fonte disse a Compass. “Mas não é certo o que o anúncio dessas novas medidas significará para os cristãos enlutados do Vietnã – especialmente as minorias étnicas que representam a maioria dos protestantes cristãos”.
“Nas últimas semanas entrevistamos cristãos hmongs apavorados, das províncias do noroeste, que fugiram para países vizinhos sob ameaças. E o registro recente de várias centenas de igrejas montagnards nas Áreas Montanhosas Centrais pode ser duramente visto como um progresso significante”.
Enquanto isso, o jornal vietnamita Viet Bao publicou afirmações do embaixador dos EUA ao Vietnã, Michael Marine, relacionadas aos seis menonitas, que parecem ser inconsistentes com o apoio dos EUA aos direitos humanos e liberdade religiosa no Vietnã.
De acordo com o Viet Bao, Michael se encontrou com um grupo vietnamita em San Francisco no dia 21 de março. O grupo perguntou a Michael se a prisão de Quang não era uma evidência da contínua perseguição religiosa.
Viet Bao disse que Michael respondeu dizendo que Quang havia se oposto violentamente à política de segurança. “Nos Estados Unidos, se alguém se opõe à política, ele também será detido”, foi o que Michael disse, de acordo com o reportado. “A América continuará sempre a idealizar os direitos humanos, mas reconhece que cada país faz as coisas a sua própria maneira”.
Uma fonte do Departamento de Estado confirmou dia 4 de abril a Compass que a reunião de San Francisco aconteceu e descreveu a discussão como “aberta e justa”. Entretanto, a fonte descreveu as notas produzidas pelo Viet Bao como uma “coleção de comentários selecionados” que representam erroneamente as afirmações do embaixador Michael.
De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Michael não disse que Quang se opusera à política de segurança, mas apenas admitiu que “Nos Estados Unidos, se alguém impedir um oficial de polícia, essa pessoa será objeto de processo”.
O embaixador, segundo as notícias, acrescentou: “Os EUA apóiam fortemente as normas internacionais de proteção aos direitos humanos. Está claro que o Vietnã não está observando essas normas no momento”.
A fonte do Departamento de Estado disse que Michael afirmou então que ele está confiante de que o governo vietnamita melhorará seus registros de direitos humanos quando se convencer de que deve agir assim.
O embaixador Michael em pessoa destacou a questão de Quang junto ao governo do Vietnã, pedindo um julgamento e tratamento humanitário aos prisioneiros. Ele, conforme foi dito, arranjou para que um dos seis menonitas, a srta. Le Thi Hong Lien, seja transferida para o Hospital Psiquiátrico de Bien Hoa no final de fevereiro.
Devido aos abusos sofridos enquanto estava sob a custódia da polícia, Le está sofrendo de severos traumas físicos e emocionais. Seus pais dizem que sua filha, uma professora bíblica de 21 anos, “perdeu o controle das suas funções corporais”. Oficiais da prisão aparentemente disseram ao casal que sua filha está mentalmente desordenada.
Depois de visitar Le no dia 23 de março, seu pai disse: “Estou convencido de que durante as nossas visitas, os policiais modificam seu comportamento e falam gentilmente. Mas na maior parte do tempo, na verdade, eles ameaçam a minha filha como uma prisioneira desprezada, um caso de débil mental, alguém abaixo deles”.
“Também acredito que eles violaram os direitos das mulheres e sua privacidade, especialmente os de minha filha. Cada vez que a visito, vejo que não lhes dão comida o suficiente. Eu disse a minha família que é como se minha filha estivesse encurralada por lobos”.
Com os pastores Quang e Thach encarando seu julgamento de apelo e a srta. Le em um hospital psiquiátrico, os cristãos no Vietnã observarão jejum e oração no dia 11 e 12 de abril para expressarem solidariedade aos prisioneiros. Eles convidaram outras pessoas em todo o mundo para se unirem a eles.
Tradução: Daila Fanny
O número ao lado do país mostra sua posição na Classificação de Países por Perseguição, que indica o grau de intolerância para com os cristãos no mundo. O levantamento das informações é feito pela Portas Abertas. Veja a lista no site abaixo citado.
Fonte: www.portasabertas.org.br Fone 5181-3330
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