Enquanto os governos do Rio de Janeiro ainda tentam resgatar sobreviventes dos deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas, igrejas e organizações evangélicas se veem assustadas devido à proximidade da tragédia e se esforçam para socorrer as famílias.
Elas abrem suas portas para abrigar as vítimas, arrecadam alimentos, donativos e material de saúde.
É o caso da Igreja Presbiteriana Betaninha, em Niterói (a cidade mais atingida).
Em um comunicado por e-mail, a igreja destaca que as doações são de “extrema urgência”. “Por isso, anotem e levem as doações até nossa igreja, que em seguida repassará ao posto oficial da prefeitura”, diz a mensagem.
Missionários da organização Jovens com uma Missão (Jocum) trabalham sem parar no morro do Borel, localizado no bairro Tijuca, na zona norte do Rio, para encaminhar desabrigados e assisti-los em suas necessidades básicas.
A Igreja Batista Itacuruçá, também localizada no Borel, está arrecadando doações.
Já o Exército de Salvação montou equipes de emergência para atuarem em alguns bairros do Rio e em Niterói (mais precisamente no morro do Bumba, um antigo lixão onde moram cerca de 200 pessoas).
O Exército de Salvação está também convocando os cristãos para que se unam em oração no próximo domingo (11/04) em favor dos seus funcionários e voluntários que estão ajudando as vítimas.
“Deus pode usá-los para serem meios de conforto e esperança para aqueles que não possuem mais nada para servir de apoio”, diz o major Teófilo Chagas.
Em carta publicada na internet, o teólogo Ariovaldo Ramos confessa que em situações como esta é difícil receber consolo.
“Não há consolo possível. Nessa hora, retoma-se a coragem, fertiliza-se a esperança, e a gente retoma a vida, mas consolo… difícil!”
A Igreja Batista do Rio Comprido, em Santa Teresa, Rio, que também sofre com os deslizamentos, começou a acolher pessoas e arrecadar donativos.
“Desde ontem temos mantido contato direto com a comunidade e a igreja abriu seu templo para acolher desabrigados.
Os membros da igreja abriram suas casas e acolheram muitas pessoas, tanto para dormir, quanto com alimentação.
Conseguimos edredons, mas não colchões para todos”, relata o pastor Clemir Fernandes.
A Rede SOS Global, especializada em emergências como essa, lançou a campanha SOS Rio e montou uma base de socorro em São Gonçalo, onde 40 casas foram destruídas.
A coordenação está arrecadando medicamentos, fraldas para bebê e geriátricas, leite, material de limpeza e de higiene pessoal, além de cobertores.
Toda a ajuda será canalizada pelos departamentos de missões de duas igrejas parceiras da rede em São Gonçalo.
O temporal que provocou a tragédia no Estado do Rio começou no final da tarde de segunda-feira (5).
A capital e a região metropolitana praticamente ficaram paralisadas na terça-feira. Somente nesse dia, choveu mais do que o esperado para todo o mês, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os números mais atuais da Defesa Civil do Estado informam que a quantidade de desabrigados em municípios das regiões metropolitana, Baixada Fluminense, Baixada Litorânea e Serrana é de 3.262, enquanto que o total de desalojados já soma 11.439 pessoas. Somente na capital, são cerca de 5 mil desabrigados.
Veja como fazer doações para vítimas das chuvas no Rio de Janeiro
Ajude a ajudar
• Exército de Salvação: www.exercitodesalvacao.org.br
• Rede SOS Global: newsletter@sosglobal.org.br
• JOCUM Borel: www.jocumborel.org.br
• Mais informações de como ajudar: http://noticias.uol.com.br
EM SÃO PAULO
"Se você está em (...) SÃO PAULO poderá entregar sua doação à Ministério Aviva Brasil, que está se dispondo a receber e encaminhar todo o material destinado às vitimas das enchentes as Igreja Presbiteriana Betânia e Nova Vida em Jardim Alcântara.
O endereço em São Paulo é:
Ministério Aviva Brasil
Pr. Pablo Aragão
R. Gen.Francisco Borges de Faria, 65 –Jd.Bonfiglioli
Fone: 11-2649-3353 / 6592-1061
O que doar?
Ao doar, leve em consideração os itens mais necessários para atender aos desabrigados nesse momento:
• Água potável;
• Alimentos não perecíveis de fácil manuseio: leite em pó, sardinhas em lata, salsicha em lata;
• Material de higiene pessoal: escovas, pastas de dente, sabonetes, absorventes femininos e fraldas descartáveis;
• Roupas;
• Calçados (amarre os cadarços);
• Agasalhos;
• Roupas de cama; e,
• Colchonetes
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Isaías 58:5-14
5 Será esse o jejum que escolhi, que apenas um dia o homem se humilhe, incline a cabeça como o junco e se deite sobre pano de saco e cinzas? É isso que vocês chamam jejum, um dia aceitável ao SENHOR?
6 "O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?
7 Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
8 Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do SENHOR estará na sua retaguarda.
9 Aí sim, você clamará ao SENHOR, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. "Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar;
10 se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia.
11 O SENHOR o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam.
12 Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias.
13 "Se você vigiar seus pés para não profanar o sábado e para não fazer o que bem quiser em meu santo dia; se você chamar delícia o sábado e honroso o santo dia do SENHOR, e se honrá-lo, deixando de seguir seu próprio caminho, de fazer o que bem quiser e de falar futilidades,
14 então você terá no SENHOR a sua alegria, e eu farei com que você cavalgue nos altos da terra e se banqueteie com a herança de Jacó, seu pai." É o SENHOR quem fala.
"Se o esperto soubesse como é bom servir a Deus, por esperteza O serviria!" (Autor Desconhecido)
"Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos" (Pv 16. 3).
"Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça" (Sl 92. 14 e 15)
Ao completar 80 anos em 2008, fiz algumas reflexões que me levaram a uma avaliação sobre o como vivi todos esses anos e, como trilhei os caminhos que Deus me concedeu em sua sabedoria e bondade.
Conclui que Ele foi misericordioso, deu-me mais do que fiz por merecer.
Deu-me o conhecimento de que somos Seus filhos, deu-me formação, deu-me família, deu-me trabalho e, especialmente, deu-me a oportunidade de Conhecê-lo e Servi-lo.
Mesmo errando muito em minha fraqueza, mesmo buscando e orando ao Senhor, tenho que me arrepender pelos muitos erros que cometi e deixar nas mãos de Deus a minha vida que se entendeu por Sua misericórdia.
Trabalhei demais quando deveria dedicar mais tempo ao serviço do Senhor e à família.
Mas há remédio se, mesmo tardiamente, O buscarmos mais.
REMÉDIO PARA NÃO ENVELHECER
Alguns de nós envelhecemos, de fato, porque não amadurecemos.
Envelhecemos quando nos fechamos a novas idéias e nos tornarmos radicais.
Envelhecemos quando o novo nos assusta.
Envelhecemos quando pensamos demasiadamente em nós próprios e nos esquecemos de Deus e dos outros.
Envelhecemos quando deixamos de lutar pelo que é bom. Ora, todos estamos matriculados na escola da vida onde o mestre é o tempo.
E, a vida só pode ser compreendida olhando-se para trás. Mas, só pode ser vivida, olhando-se para frente.
Na juventude, aprendemos; com a idade, compreendemos.
Os homens são como os vinhos: a idade estraga os maus, mas melhora os bons.
Envelhecer não é preocupante.
Ser olhado como velho é que o é.
Envelhecer é passar da paixão à compaixão.
Nos olhos do jovem arde a chama.
Nos olhos do velho brilha a luz.
Não existe, pois idade, já que a criamos.
Se não acreditares na idade não envelhecerás até ao dia da morte.
Pessoalmente, não tenho idade: tenho vida!
Não deixe que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.
A vida não é curta, as pessoas é que ficam mortas tempo demais.
A passagem do tempo deve ser uma conquista e não uma perda.
Entregue sua vida ao Senhor e Viva.
Professor Ivanildo Miranda
Fonte: recebido por e-mail do próprio autor
Comentário do editor do blog:
"Agora, vos digo: dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus. E concordaram com ele"(Atos 5. 38-39).
1. Honra-nos muito postar a auto-biografia [modesta sobretudo] de nosso irmão em Cristo, Professor Ivanildo Miranda, possivelmente o nosso leitor e incentivador mais idoso, e, por certo, o mais fiel.
Quando atingimos o boletim nº 600, ele nos escreveu: "vou receber o 1.000", e Deus cumpriu o desejo deste cristão por excelência, e hoje ele nos brinda com um texto de sua autoria, escrito a nosso pedido para esta edição.
É um homem de muita cultura, muitos títulos, muita fé, mas a sua humildade, que supera tudo, o fez deixar de lado esse enfoque em relação à sua vida.
Uma coisa ele não disse, e queremos destacar: Deus preservou sua vida nas 23 cirurgias delicadas a que se submeteu.
2. Sendo hoje o 5º aniversário do Sê Fiel, e por sugestão de minha esposa, Míriam, estamos fazendo uma retrospectiva [uma mensagem devocional de cada ano] desse período em que Deus esteve à frente inspirando-nos [soprando em nossos ouvidos] tudo aquilo que deveríamos postar [ou escrever].
Além das 5 devocionais, publicamos um artigo de "Opinião", e uma "Notícia" ["Informação"], ambas do 4º aniversário (2009). Isso além do testemunho acima.
Foi um período de lutas, de muito trabalho, mas Deus nos amparou em todos os momentos, fazendo-nos lembrar da história de uma pessoa que olhando as pegadas na areia, reclamou de Deus ao ver as marcas de apenas dois pés:
- "o Senhor me abandonou nesse percurso!" - ao que Deus lhe respondeu:
- "Toda vez em que você vir apenas duas pegadas de pés, e não quatro, é porque eu lhe carregava no colo".
É verdade, e podemos dizer sem reservas: "Até aqui nos ajudou o Senhor" (I Samuel 7. 12b).
Estamos certos de que se prosseguirmos na linha por Ele traçada, e se continuarmos recebendo a unção das orações de todos vocês, esse trabalho permanecerá, conforme o versículo bíblico de hoje (Atos 5. 38-39), e a partir desta data em que adentramos para cumprir o nosso Ministério no sexto ano.
Agradecemos a vocês nos terem acompanhado nesse percurso, e oramos para que Deus abençoe a todos.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
A União Européia pressiona explicitamente a que Israel ceda e faça esforços para a implementação da "solução Dois Estados" o mais rápido possível.
Israel se recusa a se curvar diante de exigências que firam o seu direito de existir.
Os Estados Unidos deixam claro sua posição hostil perante o novo Primeiro Ministro Israelense, Netanyahu.
"tanto da Casa Branca quanto do Departamento de Estado Americano estão completamente comprometidos com o estabelecimento rápido de um estado palestino".
"Tony Blair tem feito declarações diárias advertindo sobre um rompimento com Israel se o governo de Netanyahu não se alinhar".
Fiquem atentos
abraço a todos
Sandro Acabando Com a Legitimidade Condicional de Israel
Jerusalem Post 06/04/2009
Nas chancelarias da Europa, aparentemente, os dados foram jogados.
Chegou o tempo de se lançar uma guerra diplomática, usando todos os recursos possíveis, contra Israel.
Quer dizer, chegou o tempo para começar a se desvendar a aceitação da União Européia (UE) do direito de Israel existir.
Na última sexta-feira, em antecipação à posse do novo governo de Netanyahu, os ministros das relações exteriores da UE se encontraram em Praga e discutiram de que forma eles poderiam usá-lo injustamente contra os judeus.
De acordo com relatos da mídia, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram que eles congelarão o processo para melhorar as relações da UE com Israel até que o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu explicitamente comprometa seu governo com o estabelecimento de um estado palestino e aceite que a única política legítima, que um governo israelense pode ter, é a solução denominada de "dois estados".
O Ministro das Relações Exteriores tcheco, Karel Schwarzenberg, cujo país exerce a presidência rotativa da UE, segundo noticiado, resumiu o novo enfoque, dizendo, "não haverá nenhum progresso nas relações entre Israel e a União Européia até que o governo israelense torne clara sua postura na criação de um estado palestino".
Operacionalmente, os ministros e diplomatas lá reunidos decidiram cancelar a reunião de cúpula Israel-UE, programada agora para o fim de maio, até que Israel se curve à exigência da Europa.
A decisão européia de lançar um ataque preventivo contra o governo de Netanyahu, antes mesmo que fosse empossado, na terça-feira, veio reforçar o plano de fundo de seu crescente entusiasmo por abrir laços formais com o Hamas.
Como o jornal The Jerusalem Post informou, na quinta-feira, o namoro diplomático da Europa com o grupo terrorista genocida patrocinado pelo Irã está sendo encabeçado pela Suécia e pela Suíça. Mas, eles estão longe de serem os únicos.
O Ministro das Relações Exteriores da Inglaterra, David Miliband, tem, nas últimas semanas, clamado abertamente pelo reconhecimento do Hamas.
A França está usando, segundo noticiado, seu envolvimento nas tentativas para afiançar a libertação do refém israelense, Gilad Schalit, dos seus raptores controlados pelo Hamas, para fazer avançar seus próprios laços bilaterais com o grupo jihadista (N.T. jihad é a "guerra santa" islâmica).
Por fim, no encontro de sexta-feira, soube-se que o Ministro das Relações Exteriores belga, Karel De Gucht, também pediu à Europa que estabelecesse laços com o Hamas.
Em seu movimento para isolar Israel - e, realmente, tratar o único país livre do Oriente Médio como se fosse moral e politicamente inferior ao Hamas - a UE acredita, declaradamente, estar agindo em sintonia com a administração Obama.
Desde que foi empossada, e de forma crescente nas últimas semanas, a administração Obama foi sinalizando, direta e indiretamente, que adotará uma posição hostil a Netanyahu e a seu governo.
Fontes não declaradas do congresso e da administração, do partido Democrático, têm advertido Israel, através da mídia, que a administração americana não aceita o direito dos eleitores israelenses, de estabelecer uma nova agenda para o governo que está entrando agora, que rejeite a subordinação dos interesses nacionais de Israel ao estabelecimento de um estado palestino, ao contrário do governo Olmert-Livni.
A própria administração declarou através de porta-vozes, tanto da Casa Branca quanto do Departamento de Estado, que está completamente comprometida com o estabelecimento rápido de um estado palestino - qualquer que seja a posição de Israel no assunto.
Outros formadores de política global também tiveram seu peso. O ex-primeiro-ministro britânico e atual mediador para o Oriente Médio do Quarteto, Tony Blair, tem feito declarações diárias advertindo sobre um rompimento com Israel se o governo de Netanyahu não se alinhar.
Por exemplo, na quarta-feira, Blair ameaçou, "não há qualquer alternativa para uma solução de dois estados, exceto a solução de um estado. E se houver uma solução de um estado, vai haver uma grande briga".
Os palestinos estão gostando do jogo. Sábado passado, o negociador do Fatah, Saeb Erekat, publicou um editorial de opinião, no jornal The Washington Post, onde ele retratou Netanyahu como mais radical do que o Hamas, e exigiu que os EUA mostrem que é um verdadeiro "mediador honesto" tratando Israel e os terroristas palestinos como iguais, moral, política e estrategicamente.
O líder do Fatah, Mahmoud Abbas, também deu sua contribuição, anunciando que ele boicotará o governo de Netanyahu, até que o mesmo entre na linha.
Talvez o aspecto mais notável da histeria internacional com relação ao governo de Netanyahu é a escolha do momento para se dizer alguma coisa sobre ele.
O clamor pelo isolamento internacional de Israel, a decisão de tratar Israel como uma nação-indecente-e-pária muito pior do que o Hamas, emergiu antes mesmo que o governo de Netanyahu fosse empossado.
Como este estado de coisas injusto e inaceitável ocorreu?
Por que a única democracia do Oriente Médio está sendo tratada pior do que a Coréia do Norte, o Irã, a Síria, o Sudão, o Hamas e o Hizbullah?
A responsabilidade para este horrendo estado de coisas é devida principalmente aos antecessores de Netanyahu - o ex-primeiro-ministro Ehud Olmert, e a líder da oposição, Tzipi Livni.
Durante seus mandatos, Olmert e Livni efetivamente abraçaram a opinião dos inimigos de Israel, de que diferentemente da OLP e mesmo do Hamas, Israel não tem nenhum direito independente de existir.
Na verdade, não só eles aceitaram esta opinião, como eles a transformaram na política oficial do governo.
Na época em que o primeiro-ministro Ariel Sharon sofreu um derrame, em janeiro de 2006, Olmert e Livni começaram afirmando que a própria legitimidade de Israel dependia do rápido estabelecimento de um estado palestino.
Por exemplo, em seu discurso, na conferência de Herzliya, em janeiro de 2006, Livni declarou, indiscutivelmente, que até, e a menos que, um estado palestino seja estabelecido, esculpindo-o a partir da terra atualmente controlada por Israel, o estado judeu não pode esperar que o mundo aceite seu direito de existir.
Olmert fez esta observação, explicitamente, em uma série de entrevistas para a mídia, nos últimos meses.
Livni manteve sua concordância com o ponto de vista de que um estado palestino é mais legítimo do que Israel, quando, durante conversas sobre a coalizão com Netanyahu, estipulou que, da mesma forma que a UE e a OLP, ela só aceitaria a legitimidade do governo Netanyahu, e, desse modo, concordaria em participar dele, se o mesmo aceitasse o paradigma de dois estados.
Para entender plenamente o significado do que Livni e Olmert fizeram, é necessário entender a fonte da frase "solução de dois estados".
O termo foi criado pela OLP. Quando a OLP discutiu o assunto, a questão em debate não era se seria construído, ou não, um estado palestino, mas se seria aceita, ou não, a existência de um estado judeu.
Quer dizer, o debate sobre se seria aceita a "solução de um estado" ou a "solução de dois estados" não girou em torno do estabelecimento de um estado palestino - que existiria em qualquer caso.
Estava em questão se seria aceita a existência de Israel.
Para os palestinos então, e para aqueles que apóiam o paradigma de dois estados, como Blair e seus parceiros europeus e americanos, é a existência de Israel, e não a existência do estado palestino, que é condicional.
Israel entrou no caminho para aceitar a posição da OLP quando aceitou a legitimidade da OLP, com o lançamento do processo de paz de Oslo, em 1993.
A primeira vez em que Israel aceitou explicita e formalmente o estabelecimento de um estado palestino, porém, só aconteceu em 2004, com a aceitação qualificada de governo Sharon do assim chamado "plano do mapa do caminho", do Quarteto do Oriente Médio, para o estabelecimento de um estado palestino.
Aquela aceitação não era incondicional. Como tanto as restrições do governo quanto as declarações repetidas de Sharon tornaram claro, Israel só aceitaria o eventual estabelecimento de um estado palestino depois que a Autoridade Nacional Palestina desmantelasse todos os grupos terroristas, operando na sociedade palestina, o que inclui seus próprios grupos terroristas do Fatah.
Quer dizer, para o governo Sharon, era o estado palestino, e não o estado judeu cuja legitimidade dependia de suas ações.
A inovação do governo Olmert-Livni foi descartar esta posição.
Em novembro de 2007, Olmert e Livni entusiasticamente assinaram sua adesão à fórmula de Anápolis para a criação do estado palestino, que nada mais era além de uma repetição automática da posição da OLP.
A então Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, especificamente exaltou a fórmula de Anápolis, porque ela removeu a exigência de que os palestinos desmantelassem todos os grupos terroristas, operando em seu território, antes de receber sua cidadania.
Quer dizer, ela aplaudiu o fato de que, em Anápolis, a meta de fomentar uma coexistência pacífica entre palestinos e Israel foi suplantada pelo estabelecimento de um estado palestino como a meta do assim chamado "processo de paz".
Pela adoção da assim chamada plataforma de "dois estados" de Anápolis, então, o governo Olmert-Livni aceitou a posição da OLP de que é Israel, e não a OLP e seus grupos terroristas associados, cuja legitimidade depende de seu comportamento.
Não é a OLP que precisa deixar o negócio do terror para ser aceitável. Israel precisa aceitar a OLP - e para esta questão o Hamas - qualquer que seja seu comportamento, se deseja que qualquer um até mesmo considere a possibilidade de reconhecer sua existência.
Devido à aceitação incondicional do governo Olmert-Livni da posição da OLP, hoje a aceitação condicional israelense do estabelecimento eventual de um estado palestino, seguindo as linhas da aceitação condicional do mapa do caminho do governo Sharon, não é mais suficiente.
Agora, como a Europa, os EUA e atores regionais estão tornando claro, Israel tem que aceitar que seu próprio direito de existir depende do estabelecimento de um estado palestino - independente de seu caráter ou da identidade da liderança palestina.
Quer dizer, se Israel não aceitar a legitimidade de um Hamas ou de um estado palestino terrorista governado pelo Fatah, em Judéia, Samária, Jerusalém e Gaza, então não tem nenhum direito de existir.
Esta realidade, é claro, foi evidenciada, na quarta-feira, pela forte reação pública provocada pela denúncia oficial do Ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, com relação à fórmula de Anápolis.
Afinal de contas, Lieberman não disse nada particularmente anti-palestino.
De fato, ele esclareceu que o governo Netanyahu permanece comprometido com o estabelecimento de um estado palestino.
Tudo o que Lieberman disse foi que o governo de Netanyahu não aceitará um estado palestino terrorista.
Ou seja, tudo que ele disse foi que o apoio de Israel ao estado palestino depende do comportamento palestino.
Além disso, Lieberman corretamente destacou que a própria posição internacional de Israel foi prejudicada, em lugar de melhorada, por sua disposição de fazer concessões em relação às suas posições e aceitar as de seus adversários palestinos.
O que o clamor popular às observações de Lieberman - de Livni e seus partidários domésticos, e da comunidade internacional - tornou claro é que será sumamente difícil o governo Netanyahu se afastar das posições anti-israelenses adotadas por seu antecessor imediato.
Mas, também demonstra quão urgentemente essas posições precisam ser rejeitadas.
Durante os últimos 16 anos, da primeira aceitação, por parte de Israel, da OLP como ator legítimo, até a aceitação de Israel da posição da OLP de que é o estado judeu e não o estado palestino cuja legitimidade é condicional, a posição internacional de Israel tem se tornado cada vez mais tênue, da mesma forma que as perspectivas de paz cada vez mais remotas.
O governo de Netanyahu foi eleito para acabar com essa tendência desastrosa.
É encorajador observar que, sem hesitação, desde o portão de largada, ele está trabalhando para realizar esta tarefa essencial.
Fonte: recebido por e-mail de Sandro Cescato, israelense convertido a Jesus
Sobre o que ocorreu nesse último domingo, em Israel, a recordação dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas.
Os parênteses são meus.
Shalom a todos
Sandro
A Recordação das Vítimas do Holocausto paralizou Israel nesse domingo
Por La Nacion – Argentina 12/04/2010
Durante dois minutos, o som das sirenes deteve a todos os cidadãos israelenses ao largo do país, com em cada ano no dia de Yom Hashoá.
Jerusalém ( EFE ) – Nesta manhã ( domingo ) e como a cada ano no Dia de Yom Hashoá, as sirenes soaram por todo o país, em recordação aos seis milhões de judeus assassinados durante o genocídio nazista.
O tráfego se paralizou com ordem e os condutores saíram de seus automóveis para guardar os dois solenes minutos de silêncio.
Nas ruas e calçadas, os pedestres paralizaram sua caminhada e o comércio emudeceu durante 120 segundos.
Escolas, lojas, supermercados, shoppings e todo tipo de lugar público em todo país acenderam hoje seis velas, que repousam sobre as seis pontas da Estrela de David, em recordação aos seis milhões de mortos do povo israelita, na II Guerra Mundial.
O Dia de Yom Hashoá ( Dia da Memória do Holocausto ) começou em Israel sábado a noite e contou com uma emotiva celebração em Yad Vashem ( Museu do Holocausto ), em Jerusalém, ao que assistiram o Presidente Shimon Peres e o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu.
Ambos fizeram referência ao que percebem como uma nova e grande ameaça ao povo judeu : o programa nuclear do Irã.
“Peço a todas as nações ilustradas a levantar-se e condenar as intenções destrutivas iranianas e a atuar com verdadeira determinação para deter seu armamento nuclear”, disse Netanyahu.
“Os líderes iranianos trabalham laboriosamente no desenvolvimento de armas atômicas e expressam abertamente sua vontade de destruir Israel”, disse Netanyahu.
“A contundente condenação por parte da comunidade internacional que deveria esperar-se, não chega.
O mundo está aceitando as chamadas iranianas para destruir Israel”, lamentou.
Peres pediu à Comunidade Internacional “não repetir a indiferença que custou milhões de vidas”, durante o Holocausto e exigiu da ONU “permanecer alerta ante as ameaças de extermínio” do
presidente iraniano Mahmoud Ahmadinechad, contra Israel.
A ONU designou o dia 27 de fevereiro, o dia da liberação do campo de concentração de Auschwitz, em 1945, como o dia internacional da Memória do Holocausto.
Israel, porém, recorda o Holocausto no dia 27 do mês judaico de Nissan, uma semana antes do dia da Independência, para celebrar assim a criação do Estado Judeu sobre as cinzas do Holocausto.
Em uma declaração de comemoração do Dia do Holocausto, o Presidente americano Barack Obama instou à Comunidade Internacional a permanecer atenta contra o antisemitismo e o genocídio.
“A memória das vítimas do Holocausto nazista serve como uma lembrança constante para honrar seu legado mediante a renovação do nosso compromisso para prevenir o genocídio e confrontar o antisemitismo e preconceitos em todas as suas formas”, acrescentou.
Obama declarou que o mundo não deve tolerar “os odiosos estereótipos e preconceito contra o povo judeu que tragicamente ainda continuam nos dias de hoje”.
Fonte: Agência Efe - traduzido e enviado por Sandro Cescato, um israelense convertido ao Senhor Jesus Comentário do editor do blog:
Não deixe de ler [acima] as importantes manifestações locais e internacionais sobre o dia de Yom Hashoá ( Dia da Memória do Holocausto ), ao qual nos referimos no sábado.
A matéria nos foi enviada pelo nosso irmão, no Senhor Jesus, Sandro Cescato, israelense convertido ao Senhor Jesus.
Temos que atender os apelos dos dirigentes israelenses e mundiais de deter a fúria destruidora de Mahamoud Ahmadinejad [presidente do Irã] que quer "varrer Israel do Mapa".
E, nós cristãos, devemos fazer isso orando ao Senhor nosso Deus, que é um Deus de Amor, de Paz, de Misericórdia.
Relembrando ... dia 27 de Nissan ( 11 de abril de 2010 ).
Shalom a todos
Sandro
A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a A Hebraica, com o apoio da Sherit Hapleitá do Brasil e da Associação Brasileira dos Participantes da Marcha da Vida promovem, neste domingo, 11 de abril de 2010, às 18h30, no Teatro Anne Frank, o “Grande Ato de Yom Hashoá”, em memória aos seis milhões de judeus assassinados durante o Holocausto.
O Ato, que será aberto à toda comunidade, contará com o acendimento de velas por sobreviventes do Holocausto e jovens dos movimentos juvenis, performance do Grupo Carmel, leitura de poesia, discursos e apresentação musical conduzida pelo Maestro Carlos Slivskin.
No dia 27 de Nissan (11 de abril), celebra-se o Yom Hashoá - Dia do Holocausto e o Heroísmo, quando se honra a memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra.
Neste dia, em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se dois minutos de silêncio, sob o lema de "lembrar e recordar - jamais esquecer".
Um poema, escrito por Eva Pickova, 12, anos, no Gueto de Terezin ( Eva foi deportada para Auschwitz em 1943, onde faleceu ).
Ao irromper a Segunda Guerra Mundial havia 90 mil judeus na Bohêmia e Morávia, dos quais cerca de 80 mil foram mortos no Holocausto.
A maioria pereceu no gueto de Terezin ou foram deportados de Terezin para Auschwitz.
Hoje já não existem mais judeus nessas duas regiões.
O Poema
Hoje o gueto tem um medo diferente,
sombrio. A morte espreita lá na frente
O mal em sua passagem espalha o terror,
As vítimas de suas sombras se encolhem de pavor.
Hoje o coração de um pai dispara assustado
E as mães escondem a cabeça nas mãos.
Aqui as crianças sufocam e morrem de tifo,
Pagam um preço muito alto por existirem.
Meu coração ainda bate no meu peito
enquanto amigos partem para outros mundos.
Talvez seja melhor – quem pode dizer?
Que assistir a isso, morrer hoje mesmo?
Não, não, meu D´us, queremos viver!
Não para ver nossos números diminuírem.
Queremos ter um mundo melhor.
Queremos viver – não devemos morrer!
Fonte; recebido por e-mail de Sandro Cescato -Israelense convertido a Jesus