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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Sobre a religiosidade ( 1 e 2) - Pr. Caio Fábio
Sobre a religiosidade ( 1 ) - Pr. Caio Fábio -

Cada um de nós, sejamos tão somente discípulos de Jesus, gente que não tenha na mente nenhum outro valor, significado, importância que não sejam aquelas do evangelho.

O que não for parecido com Jesus não tem nada a ver com a gente.

O que não for conforme o modo de Jesus dizer, tratar, incluir, se relacionar, ser amigo, perdoar, silenciar, sair, entrar, acolher pessoas não tem nada a ver com gente.




Sobre a religiosidade ( 2 ) - Pr. Caio Fábio -



Fonte: You Tube - recebido por e-mail de Marcelo Barros Torres Alves

Deus próximo
Deus próximo

JAVIER ECHEVARRÍA
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Dentre os motivos de agradecimento a Bento 16, gostaria de ressaltar a sua constante ação por dar a conhecer o Deus próximo

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COMPLETAM-SE hoje cinco anos da eleição do cardeal Joseph Ratzinger como sucessor de são Pedro à frente da Igreja Católica.

Dentre os motivos de agradecimento a Bento 16, gostaria de ressaltar a sua constante ação por dar a conhecer o Deus próximo.

Essa expressão -extraída do título de um livro seu sobre a eucaristia- é um modo afetuoso de falar do Criador, que a fé nos mostra amoroso e próximo, interessado pelas suas criaturas, como afirmava um santo dos nossos dias.

De fato, são Josemaria recordava com frequência que, em meio à agitação cotidiana, às vezes "vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado.

E está como um pai amoroso -quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer a seus filhos-, ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando... e perdoando" ("Caminho", 267).

Deus, que não está sujeito ao tempo, assume o tempo em Jesus Cristo e entrega-se à humanidade.

Como relembra frequentemente o papa, Deus fez-se homem para que pudéssemos mais facilmente acolhê-lo e amá-lo.

E, ao longo desses anos, mostrou, de modo incisivo, incansavelmente, que Deus é amor e que ninguém começa a ser cristão em razão de uma decisão ética ou de uma grande ideia, mas pelo encontro com uma pessoa -Jesus de Nazaré- que abre um horizonte novo à vida ("Deus Caritas Est", 1).

Jesus percorre os caminhos da Palestina e nota a dor dos seus contemporâneos.

Por isso, quando se conhece e se ama ao "Deus próximo", o cristão não fica indiferente à sorte dos demais.

É o "círculo virtuoso" da caridade: a proximidade com Deus alimenta a proximidade com os homens, provoca a
"disponibilidade para os irmãos e para uma vida entendida como tarefa solidária e jubilosa" ("Caritas in Veritate", 78).

Como Bento 16 entende a sua missão de cabeça da Igreja universal?

Na missa do início do pontificado, explicava que a missão do pastor poderia parecer pesada, mas na verdade apresentava-se como uma tarefa "bela e grande, porque é um serviço à alegria, à alegria de Deus que quer entrar no mundo".

Naquela mesma ocasião, afirmava que "não há nada mais belo do que ser alcançados, surpreendidos, pelo Evangelho, por Cristo", e que "não há nada de mais belo do que conhecê-Lo e comunicar com os outros a Sua amizade" (Homilia, 24/4/2005).

Assim vê o papa a sua missão: comunicar aos demais a alegria que procede de Deus.

Despertar no mundo um novo dinamismo de compromisso na resposta humana ao amor de Deus.

Nesses cinco anos de pontificado, não faltaram ao papa ataques promovidos por quem está empenhado em arrancar o Criador do horizonte da sociedade civil; também não estiveram ausentes os sofrimentos diante da incoerência e dos pecados de algumas pessoas chamadas a ser "sal da terra" e "luz do mundo" (Mt 5, 14-16).

Nada disso nos deve assustar, pois as dificuldades fazem parte do itinerário normal do cristão, já que não é o discípulo maior que o mestre, como afirmou Jesus Cristo:

"Se me perseguiram, também vos perseguirão"" (Jo 15, 20).

Ao mesmo tempo, não esqueçamos que o Senhor acrescentou:
"Se guardaram a minha doutrina, também guardarão a vossa" (ibidem).

Aqui reside o otimismo indestrutível do cristão, sustentado pelo Espírito Santo, que nunca desampara a Igreja.

"Historia docet": quantas vezes, ao longo de 20 séculos, levantaram-se vozes agoureiras, anunciando o fim da Igreja!

No entanto, sob o impulso do Paráclito, tão logo se superaram as dificuldades, ela se mostrou mais jovem e mais bela, mais cheia de energias para conduzir os homens pelos caminhos da salvação.

Constatamo-lo nesses anos: a autoridade moral e intelectual do papa, a sua proximidade e o seu interesse por aqueles que sofrem, a sua perseverança na defesa da verdade e do bem, sempre com caridade, fortaleceu homens e mulheres de todas as crenças.

O romano pontífice continua sendo um foco que ilumina as complexas vicissitudes terrenas.

No exercício da minha tarefa episcopal, milhares de pessoas -católicos, não católicos e também numerosos não cristãos- testemunharam-me que as respostas sólidas e cheias de esperança de Bento 16 diante dos diversos dramas da humanidade significaram para eles confirmação no Evangelho ou motivo para aproximarem-se da Igreja e, sobretudo, um renovado interesse por descobrir o "Deus próximo" que o papa proclama.

Somos muitos os que nos sentimos diariamente enriquecidos por esse anúncio alegre de Bento 16, enriquecido pela luz da fé, exposto com todos os recursos da inteligência, com uma linguagem clara e com o testemunho da sua relação pessoal com Jesus Cristo.

Que o Senhor o conserve por muitos anos como guia da Igreja, para o bem da humanidade inteira.
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DOM JAVIER ECHEVARRÍA , 77, doutor em direito civil e em direito canônico, membro da Congregação para as Causas dos Santos, é o bispo prelado do Opus Dei.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1904201008.htm

Das Águas Amargas para a Água da Vida


A caminho das águas amargas

É muito impressionante passear pelo deserto de ônibus com ar condicionado, ou mesmo fazer uma caminhada de algumas horas no deserto.

Mas foi algo bem diferente quando um povo de vários milhões de pessoas, com suas crianças, seus animais e seus utensílios domésticos, andou pelo deserto durante três dias, padecendo com o calor, os perigos, a fome, a sede, o cansaço e a exaustão.

É verdade que eles conseguiram escapar dos patrões egípcios que os mantinham como escravos e o exército egípcio foi "tragado de todo" pelo mar, como diz Hebreus 11.29.

Em Êxodo 15.1 está escrito: "Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro."

Que grande livramento foi esse milagre de Deus!

Por detrás de Israel estava a poderosa e protetora mão de Deus, que afugentava os inimigos; sobre o povo de Israel estava a nuvem da glória que dirigia, conduzia e indicava a presença de Deus; diante dele estava a Terra Prometida que oferecia leite e mel – mas debaixo de seus pés só havia areia quente e pedras!

Assim eles vaguearam pelo deserto de Sur e não encontraram água.

As gargantas estavam secas, as crianças choravam, os animais berravam.

Então, depois de três dias – e não foi uma miragem! – eles viram muita água.

Com alegria e expectativa eles correram depressa para lá.

Água! Água! Mas, que horror! Ela era muito amarga, um líquido intragável e venenoso.

Todos gritaram: "Mara! Mara!" (= amargor!). Que dolorosa e amarga decepção!

"Moisés, o que é isso? Tu nos guiaste até aqui para que morramos de sede?", gritaram as pessoas indignadas.

"E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?" (Êx 15.24).

Agora reinava a indignação e a raiva no meio daquela grande multidão sedenta.

Até mesmo uma multidão disciplinada pode fugir ao controle quando é exigida além de suas capacidades.

Mas nem ao povo escolhido de Deus, nem a nós é permitido fazer-Lhe a pergunta repreensiva:

"Por que permites que teus filhos experimentem tanta frustração e amargura?!"

Nós cristãos também passamos por decepções de vez em quando, decepções por parte de pessoas ou de circunstâncias adversas.

Como conseguimos nos arranjar com essas amargas frustrações?

Como reagimos quando somos sacudidos e perdemos o rumo por falta de vigilância interior?

Reagimos segundo a natureza do Cordeiro, de Jesus, que deveria ser também a nossa natureza, ou ficamos indignados?

A amargura é uma erva daninha que procura nos sufocar, uma raiz que sempre procura se alastrar em nossas vidas.

Mas em nós não deve acumular-se muita "água de amargura", pois quando ela fica represada em nosso íntimo, Satanás prontamente estará a postos transformando essa amargura em rebelião e ira.

Ele, porém, não deve alcançar esse objetivo!

"Atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados", adverte-nos o Senhor em Hebreus 12.15.

Quando falamos com amargura sobre outras pessoas, contaminamos os que estão ao nosso redor e nos tornamos culpados, pois pecamos.

Jesus quer libertar-nos desse pecado! Quem não quer vencer ou abandonar a amargura em nome de Jesus, não precisa admirar-se quando fica melancólico e triste.

Conheci pessoas que se afogaram no "lago da amargura".

Mas na cruz de Jesus há poder para a vitória!

Quem afirma que ao seguirmos a Jesus estamos livres de temores e decepções, está mentindo.

Jesus disse: "No mundo passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (Jo 16.33).

Devemos reivindicar para nós essa vitória sobre a amargura em nome de Jesus, devemos tomar posse dela pela fé.

O apóstolo Paulo, aprovado no discipulado de Jesus, testemunha: "...que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus" (At 14.22).

Andar no caminho estreito e penoso tem valor eterno, pois ele conduz ao alvo celestial:

"Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós" (Rm 8.18), garante-nos Paulo.

Um poeta lírico escreveu uma oração muito bonita, que também deve ser a nossa:

"Faze com que eu me aquiete, meu Senhor e Deus.

Que eu ouça somente a Tua voz na felicidade e na aflição.

Estende Tuas mãos caridosas sobre meu caminhar, faze com que minha vista e meus pensamentos estejam direcionados somente para Ti".

Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos

Por que Deus levou Seu povo pelo deserto, ao invés de conduzi-lo pelo caminho direto, plano e cômodo junto ao litoral, em direção à Terra Prometida?

Encontramos uma primeira explicação em Êxodo 13.17: "Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho da terra dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito."

Naturalmente Deus, que sonda os corações, conhecia Seu povo e sabia das suas limitações.

Oxalá nós mesmos conheçamos nossas limitações!

No deserto eles não tinham outra alternativa do que seguir a nuvem que ia adiante deles.

Mas existem ainda duas explicações mais profundas porque o povo de Israel foi conduzido exatamente nesse caminho em sua jornada para a Terra Prometida.

- Encontramos uma delas em Isaías 60.16:
"...saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, o teu Redentor, o Poderoso de Jacó."

Agora, nessa situação, o alvo de Deus era levá-los a conhecer esse Salvador e Redentor.

Eles deveriam aprender a confiar nEle!

Será que nós também conseguimos ver e reconhecer a ação de Deus em nossas vidas, ensinando-nos e levando-nos a reconhecer Sua intenção mais elevada para conosco?

Até o dia de hoje é assim, pois Deus não deixa Seus filhos seguirem sempre por caminho cômodos e sem obstáculos.

Cantamos em um hino: "Ele apenas quer que sejamos aprovados em meio ao temor e à aflição".

Jesus nos diz: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela" (Mt 7.13-14).

São os caminhos de morte, os caminhos estreitos, que conduzem para a vida!

- O próprio Deus dá também a segunda explicação:

"Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos" (Dt 8.2).

"Para saber o que há no seu coração!", esse é o alvo mais profundo quando Ele conduz você por provações!

Para ilustrar, encha um copo de água, coloque um pouco de terra nele, e deixe-o assim por algum tempo.

Ao agitar o copo, o sedimento sobe.

Às vezes, Deus sacode Seus filhos e os submete à prova de fé.

Então, quando sobe o sedimento escuro em nosso coração, podemos reconhecer o que há em nós.

A fé precisa ser provada pela obediência. Está escrito claramente em Êxodo 15.25, que o Senhor provou Seu povo.

Quando o Senhor nos prova, não precisamos ficar com medo, pois então Ele também assume plena responsabilidade por nós.

Ele não abandona nenhum de Seus filhos. "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13).

E o desfecho da provação foi maravilhoso para Israel!

O importante é aprendermos as lições através de algum problema pelo qual estejamos passando no momento, o essencial é que cresçamos e amadureçamos: "...para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo" (1 Pe 1.7).

Esse também é o tema central do apóstolo Paulo, que nos adverte insistentemente: "Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" (Ef 4.15).

Se não quisermos passar por provações, tornar-nos-emos superficiais e indiferentes e perderemos as maiores bênçãos.

Uma lição divina

Deus apresenta Israel diante dos nossos olhos como um espelho!

Aliás, enxergamos muito melhor as fraquezas e os defeitos na vida dos outros do que em nossa própria vida.

Israel ainda conhecia muito pouco a seu Deus quando passou por essa situação de angústia.

Mas a ajuda do Senhor não estava longe.

Temos um Deus clemente e misericordioso, que gosta de ajudar no tempo oportuno.

Ele também nos anima a vir a Ele: "Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4.16).

Em relação a Israel está escrito: "Na verdade, amas os povos; todos os teus santos estão na tua mão; eles se colocam a teus pés e aprendem das tuas palavras!" (Dt 33.3).

Também Jeremias conhecia e sabia da benevolência de Deus. Ele pôde anunciar em nome do Senhor:

"Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem" (Jr 32.41).

O socorro no deserto estava preparado: "Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces" (Êx 15.25).

Será que conseguimos entender isso? Não era truque, não era mágica! Deus queria mostrar de onde vem o socorro.

Um exemplo: quando acontece alguma coisa grave a uma criança e ela fica caída imóvel no chão, a amorosa mão do pai levanta sua cabecinha e diz: "Olhe para mim, não se preocupe, eu ajudo você".

Deus, nesse caso, realizou um trabalho didático, educando Seu povo, dizendo-lhe:

"Não o esqueçam: voltem-se para Mim, eu ajudo vocês. Não murmurem! Não reclamem!"

O que significa essa árvore que transformou a água amarga em água doce?

A ação realizada por Moisés tem por base um significado profético muito profundo.

Já naquele tempo muito remoto da história de Deus com a humanidade, a árvore foi uma forte referência àquele madeiro do Calvário, onde nosso Salvador nos tirou da miséria do pecado e da perdição.

Mais tarde o cajado de Moisés teve o mesmo significado.

Vamos continuar lembrando desse fato, pois ele levou a Israel e a nós ao acontecimento central da salvação, ele nos conduz à cruz.

Para Israel, a árvore que Moisés lançou nas águas foi a salvação!

Qualquer um que, em sua angústia e aflição, vier até a cruz, experimentará ajuda abundante.

No madeiro maldito aconteceu nossa salvação, a libertação dos laços do pecado e da morte.

Nosso louvado Senhor e Salvador, que na cruz consumou o ato mais difícil e grandioso, também é capaz de solucionar a nossa miséria e as perturbações pelas quais estivermos passando no momento.

Nossas dificuldades são Suas oportunidades.

Acheguemo-nos à cruz com elas! A água amarga tornou-se doce em um instante, no momento em que entrou em contato com a árvore.

Esse é um convite insistente para que nos abriguemos debaixo da cruz! Jesus transforma aquilo que é amargo em doce.

Jesus também ofereceu essa água doce à mulher samaritana no poço de Jacó. Creia-me, essa água viva também jorra para você. Beba abundantemente dela!

O médico celestial

Nesse primeiro estágio da peregrinação de Israel encontramos também a conhecida e incompreendida, e muitas vezes citada declaração: "...eu sou o Senhor que te sara" (Êx 15.26).

Gostamos de reivindicar essa maravilhosa promessa para nós ou consolamos a outros com ela, sem avaliar toda a sua profundidade.

Evidentemente é maravilhoso conhecer o médico celestial.

Mas, de modo superficial, frequentemente a interpretamos assim: "Esse médico está disponível para consultas a qualquer hora, ele sempre apresenta o diagnóstico correto, cura qualquer enfermidade com certeza absoluta, não onera a previdência social nem o nosso bolso, pois não cobra honorários".

De fato, temos um glorioso médico celestial. Mas quão pouco atentamos para as condições ao marcarmos a nossa consulta!

Devemos ler todo o versículo e tomá-lo em consideração! Deus disse: "Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, efizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara" (Êx 15.26).

Esse é o nosso maior problema. Obedecer, ou não obedecer.

Desejamos a cura, mas será que obedecemos ao Senhor?

Entretanto, não queremos sustentar nenhuma teoria antibíblica barata, que diz: aquele que teme a Deus vai bem, e só o pecador fica doente.

A questão não é tão simples assim! Pois nós não conhecemos os desígnios e planos de Deus com cada pessoa individualmente.

"Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, e na sétima o mal te não tocará" (Jó 5.17-19).

"Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11.33).

Elias não adoeceu – ele subiu ao céu num redemoinho.

Mas Eliseu morreu de uma enfermidade.

Na verdade, Deus quer um povo sadio, mas Ele também quer obediência.

Caso Ele nos conduza por um caminho de sofrimentos, bem-aventurados somos se pudermos dizer: "Senhor, seja feita a Tua vontade!"

E bem-aventurados somos se soubermos que temos uma igreja que intercede por nós.

Quando Jesus ouviu que Seu querido amigo Lázaro estava enfermo, Ele fez uma declaração muito importante, que também é muito significativa para nós:

"Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta
enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado" (Jo 11.4).

Isso também vale para nós! Em caso de enfermidade podemos pedir sinceramente a cura, mas devemos deixar por conta do Senhor o Seu proceder, seja curando-nos pela fé, seja ajudando-nos por meio de tratamento médico, ou seja até tomando-nos para Si.

De qualquer maneira, tudo deve ser para a honra de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado em nossas vidas!

Infelizmente, muitos filhos de Deus estão fixados apenas na cura física e não pensam que na enfermidade Deus também pretende dizer e ensinar-nos muitas coisas que servem para o nosso bem.

Assim como Deus conduziu Seu povo com mão segura através do deserto para a Terra Prometida, Ele também quer preparar-nos para o lar celestial, tanto em dias de saúde como em dias de enfermidade.

Confiemos nEle em obediência à Sua Palavra! (Burkhard Vetsch - http://www.apaz.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, Fevereiro de 2000.

Fonte:
http:///mensagens/das_aguas.html

A covardia de um mundo hipócrita
A Covardia De Um Mundo Hipócrita

Por Daniel Barenbein


Esta semana, em Israel, comemora-se o Dia de Lembrança As Vitimas Do Holocausto e Dia Do Heroísmo.

Fora de lá não há nada a se comemorar ou se lembrar.

Vivemos em um mundo hipócrita que não aprendeu as lições de setenta anos atrás.

Somente lá as vítimas são verdadeiramente honradas.

No Sudão, Somália, Nigéria e em outros lugares não há o que se comemorar.

Estas vidas nada valem. Como não valem as vítimas de Sderot.

O silêncio cruel deste mundo hipócrita se torna sarcástico quando se pensa que é o mesmo mundo que esperneia por meia dúzia de passaportes falsificados supostamente utilizados para se matar um terrorista.

Será que Adorno teria razão quando disse que a humanidade morreu em Auschwitz?

O que diriam as vítimas de ontem sobre nossos dias ?

Nunca Mais. Frase batida. Dia e redita. Muitas vezes de coração.

Pelas vítimas e seus filhos. Seus descendentes.

Na maioria das vezes da boca para fora, por políticos de um mundo que não está nem aí para o que ela significa.

Não temos mais Der Sturmer.

Mas quem precisa de jornaleco antissemita, quando a mídia mundial se encarrega de espalhar os boatos sobre os judeus e Israel?

Onde vimos nos últimos anos textos revisionistas do Holocausto, ou comparando a situação de Israel atual no conflito com os palestinos com aquela de setenta anos, senão nos principais jornais do mundo?

Do que adianta palavras hipócritas ditas em sinagogas por líderes de países em dias de lembrança, se logo após estão dispostos a dar a mão a líderes genocidas, tiranos, que escravizam e oprimem minorias, negam o Holocausto, estão se preparando para tentar mais um novo?

As mentiras verdadeiras de quem se nega a depositar flores no túmulo de um ideólogo fundador de um país, mas dá todas as honras a um fundador de um partido terrorista que manteve seu povo na miséria, abusou da corrupção e tem as mãos manchadas de sangue?

O que dizer da Europa, que não aprendeu a lição?

A Europa que vira e mexe vem com seus boicotes a produtos e a acadêmicos de Israel, e que aplaude a "resistência" de terroristas que usam suas crianças como escudos humanos e bucha de canhão, que pregam o suicídio e a martirização, que falam para quem quiser escutar ( e são poucos os dispostos a reconhecer isso) que seu alvo são os judeus do mundo todo?

A Europa que discrimina judeus que se defendem e aplaude aqueles que os agridem. O que mudou? Nada!

O mundo se calou por oito anos quando foguetes choviam nas escolas de Sderot.

Quando crianças não podiam ter aulas.

Quando bunkers se tornaram praças públicas.

Mas e daí? Qual a novidade disso?

O mundo não se calou quando quase dois milhões de crianças morreram nos campos da morte na Polônia?

Cadê a imprensa para falar da perseguição aos cristãos em países árabes?

Ninguém fala que agora neste momento, cristãos estão sendo presos e martirizados por governos islâmicos, mas isso não importa a ninguém.

Ou para apontar a falta de direitos humanos em Cuba? Na Coréia do Norte?

O tráfico de escravas brancas e de crianças na Arábia Saudita?

A falta de imprensa livre, a perseguição aos bahais, aos homossexuais no Irã?

O problema é Israel. É sempre Israel.

Porque de fato seria melhor para o subconsciente coletivo mundial que o país não existisse.

O silêncio do mundo na segunda guerra mundial provou que para uma grande parte da humanidade melhor seria mesmo se Hitler tivesse conseguido fazer o que muitos ocultamente queriam: acabar com o "problema judaico" ali.

Por isso incomoda. Por isso, Israel e seu exército são os únicos verdadeiros e honrados tributos as vítimas da perseguição.

Porque é o país que transformou a estrela amarela usada na vergonha em uma questão de orgulho, em uma estrela de David azul vibrante e viva em sua bandeira.

Porque Israel se importa. Porque desde sua fundação o país se preocupa com vítimas de outros genocídios do mundo (aquelas dos "nunca mais" que estão por ai). Recebendo refugiados. Os abrigando.

Porque Israel não se esquece dos sofrimentos de outros seres humanos.

Faz parte do "DNA judaico" ( antes que os racistas digam algo, é forma de se expressar) não fechar os olhos a outras vítimas de todo tipo de tragédias do mundo.

Sejam vítimas de perseguição, de acidentes naturais, da fome, do frio....foram em pouco mais de 60 anos de existência, mais de 4 mil ações de ajuda humanitária.

Inclusive a países de maioria muçulmana.

Mas isto não é notícia porque não combina com a imagem de monstro a ser pintada de Israel.

Como as evoluções de medicina e tecnológica do país em prol da humanidade também são varridas para debaixo do tapete.

Adorno errou. A humanidade esta sendo reconstruída depois de Auschwitz. Mas somente por aqueles que aprenderam as lições desta. Eles dão o exemplo.

Ao contrário da podridão que assola veículos de mídia, governos, instituições mundiais, ONGS, grupamentos de esquerda, para os quais por exemplo, a sanha assassina que rola solta no Sudão, com a morte de mais de 500 mil pessoas, estupros coletivos e públicos, valas comuns e a expulsão de dois milhões de pessoas nada significa.

Quem se calou com judeus ontem, pode se calar com negros hoje. Com homossexuais no Irã e países árabes, com os direitos das mulheres, destruição de Igrejas, etc.... O que for....

No dia de lembrança as vítimas do Holocausto e dia do Heroísmo, um pequeno tributo de verdade a todas as vítimas da intolerância ao redor do planeta, ontem e hoje.

E que aqueles que de alguma maneira contribuem para que estes vírus continuem a se espalhar pelo nosso planeta, pelo menos respeitem este dia e se calem.

Nós, os verdadeiros combatentes da praga do preconceito, seja na mídia ou fora dela, agradecemos.

Hoje não é dia para política. Hoje não é dia para hipocrisia. Hoje não é dia para frases feitas. Hoje é dia para respeito e consternação.

In Memoriam...


Fonte: recebido por e-mail de Sandro Cescato, israelense convertido ao Senhor Jesus


Comentário do editor do blog:

Não bastasse o sofrimento que esse povo vem vivendo há milênios, hoje o mundo o ignora; isto é, se lembra dele para transferir-lhe a culpa de todas as mazelas do planeta.

Esse povo, heroicamente [e amparado pelo Deus criador] vem vencendo todas as crises, todas as batalhas, todas as guerras; e isso acontecia até e quando ele era inferior em recursos bélicos [homens e armamentos].

Atruibui-se a Israel a "culpa" pela morte de Jesus, abstraindo-se de que os romanos também estavam envolvidos; e mais, a morte de Jesus aconteceu por que Ele se deu por nós, pois fazia parte do plano de salvação da humanidade, escrito por Deus através de seus profetas.

O mundo que estabelecer um "culpado", isso porque o mundo ignora que o culpado sou eu, o culpado é você, os culpados somos todos nós; somos nós porque pecamos, somos nós porque alguém precisava pagar o meu pecado, o seu pecado, o nosso pecado; e Jesus espontaneamente se entregou por nós naquela cruz.

Ele próprio disse: "Errais por não conhecerdes as Escrituras!"

Aquela cruz não era dEle, era nossa!...

Hoje, nega-se a esse povo o direito sobre as suas terras, terras que lhe foram dadas , em caráter perpétuo, por Deus; terras que eles construiram, e continuam construindo; terras que reconquistaram em guerras que venceram, quando se defenderam dos ataques inimigos.

O mundo odeia Israel, Satanás odeia Israel; esse ódio só tem uma motivação: querer impedir a volta de Jesus [segunda vinda], que se dará em Israel.

Mas o plano de Deus já está traçado, e todo Israel [remanescente] será salvo, e reinará com Jesus e sua Igreja.

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Depois do Calvário, o Sepulcro vazio - Júbilo de P


“Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.5).

Através da morte de Jesus abriu-se a porta do céu para nós.

Os três dias entre a Sexta-Feira da Paixão e a Páscoa, entre a morte e a ressurreição de Jesus, não são apenas os dias mais importantes da Sua vida, mas também os mais importantes para toda a humanidade.

Se esses dois acontecimentos não tivessem ocorrido, seríamos as criaturas mais miseráveis do mundo.

Não teremos vida eterna no céu a não ser que entreguemos nossas vidas a Jesus durante nossa existência terrena.

Que permuta abençoada!

Você está disposto a entregar ao Senhor sua vida pecaminosa?

Em troca Ele lhe dará Sua vida eterna!

De outro modo, Jesus não precisaria ter suportado a crucificação por nós.

Prezado leitor, tenha consciência disto: a morte e a ressureição de Jesus têm consequências pessoais para seu futuro eterno.

Pense no caminho de salvação pelo qual Deus conduziu Israel no passado, e que teve cumprimento em Seu Filho Jesus.

Avalie as implicações para sua vida e tome uma decisão!

Nosso modelo: o procedimento de Deus com Israel

Israel comemora na páscoa (pessach) o que nós lembramos na Sexta-Feira da Paixão.

Mas, infelizmente, Israel ainda não entende a Páscoa.

A festa judaica de pessach é uma festa memorial da noite anterior à libertação do cativeiro e da escravidão no Egito, que duraram 430 anos.

Deus havia ordenado ao povo da Sua aliança que passasse o sangue de um cordeiro nas ombreiras e vergas das portas de suas casas, para poupar da morte os primogênitos dos hebreus, levando-os à libertação do jugo egípcio.

Com esse sangue Israel foi protegido do juízo de Deus sobre o Egito e salvo para partir em liberdade.

Isso teve grande significado profético, pois assim Deus anunciou nossa salvação a ser realizada no Calvário.

Deus ordenou ao povo da Sua aliança que mantivesse viva a lembrança dessa libertação maravilhosa e comemorasse anualmente a festa da páscoa como recordação.

Essa maravilhosa história é contada no livro do Êxodo.

Também Jesus sempre comemorava a festa da páscoa.

Da última vez, Ele a comemorou consciente de Sua morte iminente, quando Ele próprio seria o Cordeiro Pascal, conforme a vontade de Seu Pai.

Assim como a salvação de Israel aconteceu por meio de um sacrifício de sangue, é necessário o sangue de Jesus para nossa salvação eterna.

Deus disse ao povo da Sua aliança:

“Porque a vida da carne está no sangue.

Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida” (Lv 17.11).

Hebreus 9.22 confirma: “...sem derramamento de sangue, não há remissão”.

Precisamos ter em mente: o perdão dos nossos pecados sempre depende do sangue expiatório inocente.

Essa é a eterna e imutável lei de Deus!

Por essa razão, na Antiga Aliança foram derramados rios de sangue de animais, conforme as leis dos sacrifícios.

Esse sangue cobria o pecado, mas não podia eliminá-lo.

Incontáveis animais inocentes morreram pelas pessoas.

Que coisa desagradável, brutal e macabra!

Mas para Deus o pecado é ainda mais repugnante, brutal e macabro!

E naturalmente a morte de animais inocentes tinha de acontecer por imolação.

Quando se conta essa história às crianças, inevitavelmente elas dizem que os animais inocentes não tinham culpa e sentem pena deles.

Certo! Mas justamente esse é o significado do sacrifício.

Trata-se de bem mais que um simples ritual, porque somente sangue inocente pode produzir expiação.

Jesus estava disposto a oferecer Sua vida singular, inocente e santa em sacrifício no altar.

Por você e por mim!

Só por esse caminho foi possível realizar a expiação pelos seus e pelos meus pecados.

Isto não existe em nenhuma outra religião: plena libertação do fardo do pecado.

A Epístola aos Hebreus explica a respeito de Jesus:

“Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb 9.12).

A morte de Jesus não é algo vago

Em outras palavras: a morte de Jesus não deve deixar indiferentes, neutros ou apáticos nem aos judeus nem aos gentios, nem a você nem a mim.

Pois, em primeiro lugar, a morte de Jesus está diretamente relacionada com nosso pecado e, em segundo lugar, todos nós teremos de comparecer diante dEle e prestar contas de nossos atos e das nossas omissões.

“Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte...”

Você já meditou a respeito do Calvário, também chamado de Monte da Caveira, onde Jesus expirou com as palavras “Está consumado!”?

É algo profundo e emocionante lembrar desse lugar tão significativo!

Mas meditar e chorar pelo fato histórico da morte brutal de Jesus não é nada mais que uma emoção passageira, se você não estiver completamente identificado com Jesus, caso você não se tenha tornado um com Cristo em Sua terrível morte.

Isso vale para todos nós, independentemente do lugar em que vivemos.

A Bíblia Viva diz em Romanos 6.5:

“Vocês são agora uma parte dEle, e assim é que morreram com Ele, por assim dizer, quando Ele morreu, e agora participam da sua vida nova, e ressuscitarão como Ele ressuscitou.”

Para você (e naturalmente também para mim) isso significa, falando de maneira bem simples: é preciso tornar-se um com Cristo em Sua morte.

O que quer dizer isso?

É preciso ser crucificado?

Não! Alguém já fez isso por você!

O apóstolo Paulo diz: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Rm 6.6), e:

“Estou crucificado com Cristo” (Gl 2.19).

Quem recebeu de Jesus o perdão de seus pecados e uma nova vida, tem a imperiosa necessidade de agradecer ao seu Salvador e, mais ainda, de ficar íntima e eternamente em comunhão com Ele.

Essa é a característica de uma conversão verdadeira.

Uma pessoa renascida reconhece pelas Sagradas Escrituras que tem a possibilidade e a obrigação de entregar sua vida na morte de Jesus.

Por exemplo, quando um crente é batizado e submerso nas águas, isso significa simbolicamente para ele:

“Estou sendo batizado na morte de Jesus no sepulcro das águas. Entrego à morte minha natureza adâmica pecaminosa. Separo-me de minha velha vida de pecados e vou levantar na certeza da ressurreição. Sepultado com Cristo, ressurreto com Cristo!”

Isso é salvação!

Isso é certeza de salvação!

“Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16.16).

Porém, o batismo em si não tem poder de salvar e também não nos torna “melhores”, pois a fé em Jesus Cristo é a condição para a salvação.

“Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.4).

A morte de Jesus, portanto, não deve continuar sendo indiferente para nós, ela não deve nos deixar apáticos, mas precisa manifestar-se em nós de maneira salvadora pela entrega consciente de nossa vida ao Salvador.

“...certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição”

Desviemos nosso olhar do Calvário para o sepulcro.

Ele está aberto, a pedra se foi.

Pode-se entrar.

Nem o cadáver nem os ossos foram jamais encontrados ali dentro, pois o sepulcro estava vazio.

“Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia” (Mt 28.5-6).

Mais tarde Ele apareceu a Seus discípulos temerosos, sem censurá-los por não terem sido fiéis até o fim.

Ele colocou-Se em seu meio saudando: “Shalom! Paz!”

Jesus, que esteve antes dependurado na cruz, rompeu as correntes da morte e saiu do sepulcro como herói ressurreto.

Que enorme poder foi manifestado ali!

Jamais, no Universo inteiro, havia entrado em ação uma energia tão grande, milhões de vezes superior a qualquer energia atômica.

A morte, o último inimigo, foi vencida por Jesus!

Todos os descendentes de Adão estavam sujeitos a ela, que fazia da terra um cemitério.

Muitos ignoram a morte, lançando-se em prazeres, agitação e euforia.

Outros lutam desesperadamente contra a morte, mas ela prende a todos em sua maldição.

Quaisquer tratamentos de rejuvenescimento, toda a revolta contra a morte, qualquer resistência, são inúteis: a morte alcança a todos com implacável certeza:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto o juízo” (Hb 9.27).

Jamais conseguiremos avaliar a profundidade dos sofrimentos da morte de Jesus.

Nunca poderemos entender a gravidade da ira de Deus sobre o pecado, a gravidade do juízo que Jesus tomou sobre Si.

Esse foi o preço que Ele pagou pela vitória da ressurreição:

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade” (Hb 5.7).

A Bíblia Viva diz: “Ainda mais, enquanto estava aqui na terra, Cristo suplicou a Deus, orando com lágrimas e agonia de alma ao único que O salvaria da morte (prematura).

E Deus ouviu as orações dEle por causa do seu intenso desejo de obedecer a Deus em todos os momentos.”

O profeta Isaías já profetizou 700 anos antes:

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.4-5).

Como foi grande o Seu amor por nós, fazendo-O tomar o amargo cálice do sofrimento até a última gota!

Só isso levou ao triunfo: “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hb 2.9).

Ele fez isso por você e por mim!

Será possível que um amor tão grande deixe você indiferente?

Desde o Calvário, todos os filhos de Deus são incluídos no triunfo da ressurreição de nosso Salvador Jesus Cristo:

“...o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2 Tm 1.10).

Quem nasceu de Deus é participante da ressureição e da vida eterna na glória:

“Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).

Um ser humano jamais poderia afirmar algo assim a respeito de si mesmo.

Mas essas são palavras ditas na autoridade suprema e com o poder dAquele que venceu a morte.

Agora a morte não consegue mais reter nenhum filho de Deus.

Aqueles que são propriedade de Jesus, que têm fé no Senhor, não verão a morte nem o inferno quando falecerem.

Nem o purgatório ou algum “fogo purificador” são mencionados em qualquer parte da Palavra de Deus.

Caso existisse essa possibilidade após a morte, Jesus nos teria informado a respeito.

Mesmo ao malfeitor na cruz o Senhor disse:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).

Se morrermos na fé em Jesus Cristo, estaremos com o Senhor e ficaremos eternamente com Ele.

Se não morrermos no Senhor, então as orações também não nos levarão ao céu, pois entre o céu e o inferno existe um abismo intransponível.

Encontramos a confirmação desse fato na história do rico e de Lázaro no Evangelho de Lucas, capítulo 16.

Júbilo de Páscoa

Paulo, o apóstolo judeu, estava seguro em sua esperança eterna ao dizer:

“Estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (2 Co 5.8).

Então, se você é propriedade de Jesus, alegre-se, pois vale para você aquilo que Jesus falou a Seus discípulos:

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar” (Jo 14.1-2).

Portanto, não se assuste, prezado filho de Deus, e não tenha medo do sepulcro!

Se viveu no Senhor, você também vai morrer no Senhor, e ressuscitará quando a trombeta soar.

Então também o seu sepulcro estará vazio!

Quem foi crucificado com Cristo também ressuscitará com Ele:

“Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.

Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4.14-16).

Esse é o nosso júbilo de Páscoa!

O que você ainda tiver de sofrer – sofra-o com Jesus!

O Vencedor da morte o conduzirá em Sua vitória para muito além do sepulcro, até a grandiosa glória do céu!

Ressurreição e renascimento de Israel

Em Israel, em Jerusalém, aconteceu o maior erro judiciário de todos os tempos.

Um judeu absolutamente inocente, Rei e Messias de Israel, Filho de Deus, foi executado como criminoso.

Israel, como povo, até aos dias de hoje ainda está cego e morto em seus pecados, por ter rejeitado o Messias.

Preocupa-nos que Israel não conheça a Páscoa, com exceção dos judeus que creem no Messias.

Mas no fim dos dias, quando Israel clamar por ajuda em meio à sua maior aflição, quando Zacarias 12-14 estiverem cumpridos, e quando tiver sido tirado o véu de seus olhos, eles verão Aquele a quem traspassaram – vão reconhecê-lO e aceitá-lO.

Esse será o renascimento e a conversão de Israel.

Então Israel passará a ser um testemunho confiável e uma bênção para o mundo todo – e nós entoaremos juntamente com eles o júbilo de Páscoa: Jesus vive, e com Ele eu também vivo!

(Burkhard Vetsch - http://www.beth-shalom.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2000.

Fonte:
www.beth-shalom.com.br

Os filhos de Deus vão passar pelo juízo final?
Os filhos de Deus vão passar pelo juízo final?

Pergunta:
"Por favor, será que vocês poderiam me esclarecer se os cristãos renascidos, filhos de Deus, ainda passarão pelo juízo final descrito em Apocalipse 20.11-15?"

Resposta: Não, filhos de Deus não passarão pelo juízo final, pois já foram reconciliados com Deus pelo sangue do Cordeiro.

Filhos de Deus julgaram a si mesmos quando reconheceram e confessaram: `Eu sou um pecador e não tenho a glória que deveria ter diante de Deus, e por isso aceito a obra de salvação em Jesus Cristo.´

Seremos, isto sim, colocados em julgamento, mas não no juízo final.

E é desse julgamento diferenciado que falam 1 Coríntios 3.12 e os versículos seguintes.

Naquela ocasião será avaliado aquilo que construímos, se foi com ouro, prata ou pedras preciosas, ou se edificamos com madeira, feno ou palha – e a recompensa será de acordo!

Você certamente fez essa pergunta porque em Apocalipse 20 é mencionado o Livro da Vida.

A pergunta seria por que o Livro da Vida ainda será aberto se naquela ocasião os crentes não serão julgados?

Essa é uma boa e justa pergunta. A resposta, segundo nosso entender, só pode ser uma: porque Deus é justo!

E cada um que tiver de comparecer ali diante do grande trono branco terá de reconhecer e confessar:

"Não tenho mediador, não tenho quem me defenda diante de Deus porque não aceitei a obra de salvação de Jesus Cristo. Por isso o juízo e a minha condenação são justos."

Pergunto ao leitor destas linhas: o seu nome está inscrito no Livro da Vida?

Se não estiver, conscientize-se da seriedade de sua situação e se apresse em conseguir o perdão de seus pecados! (Elsbeth Vetsch)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1997.

Fonte:
http://www.chamada.com.br/mensagens/juizo_final.html



Comentário do editor do blog:

Temos sido enfáticos, em quase todos os nossos artigos e/ou comentários de artigos de terceiros que o "convertido ao Senhor Jesus [o cristão]" não passará por segundo julgamento para efeito de "salvação".

A Salvação é alcançada pela Graça [favor imerecido] de Deus, através da fé em Jesus; quem se arrepende de seus pecados, confessa-os a Deus, deixa-os, recebe Jesus no coração como seu único e suficiente Salvador e Senhor é salvo da vida eterna longe de Deus, melhor dizendo: alcança a eternidade na presença de Deus [céu].

Há inúmeras passagens bíblicas que nos levam a esta convicção, como por exemplo:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça” (I João 1. 9).

“O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”(Provérbios 28. 13).

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”(II Coríntios 5. 17).

É sempre bom lembrar as palavras do próprio Senhor Jesus:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3. 16).

"Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado [condenado conforme outra tradução], porquanto nao crê no nome do unigênito Filho de Deus" (João 3. 18).

Então que julgamento é esse em que todos comparecerão [lembre-se todos é todos mesmo!], inclusive os cristãos?

A resposta é que esse julgamento é para recebimento de
"galardões" [honra] dependendo da fidelidade na obediência à Palavra de Deus:

- uns receberão mais e melhores galardões de acordo com a "qualidade" da obra espiritual que tenham feito.

- Se obras que sejam consideradas semelhantes a ouro, prata, pedras preciosas os galardões serão garantidos e bons;

- se obras forem equiparadas a madeira, feno e palha, galardões garantidos, mas de menor valor; serão salvos, todavia, como que através do fogo [que consumiu as suas obras de madeira, feno e palha], conforme I Coríntios 3. 10 a 15).

Que esse momento se aproxime!

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!
Edmar Torres Alves- editor do Sê Fiel

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