As profecias de Nostradamus sempre foram colocadas como presságios do fim, mas que nunca se cumpriram com a exatidão que seus intérpretes querem lhe atribuir. Mas agora estão em evidência as profecias dos maias referindo o ano de 2012 como o início do fim do mundo. O que a Bíblia diz a esse respeito?
As profecias de Daniel referem que falta uma semana de 7 anos para a volta do Senhor Jesus para o estabelecimento de seu reino milenar (Daniel 9.27). Mas nesse texto também há a menção da manifestação do anti-Cristo na metade desse período o que reporta o cumprimento de Apocalipse 6.1 e 2, quando o primeiro cavaleiro que sai vencendo e para vencer assume o trono das nações dominando sobre todos os povos, tribos, línguas e nações (Apocalipse 13.7 e 8).
A partir desse momento, depois da metade dos sete anos da aliança árabe-israelense que determina a troca de territórios pela paz, a divisão de Jerusalém (Obadias 11) e a reconstrução do Templo para adoração israelita (Amós 9.11) e conversão maciça do povo retornando para o seu Deus (Oséias 3.5) é que haverá a abertura dos selos de Apocalipse 6 e os demais eventos que sobrevirão ao mundo com as catástrofes profetizadas na Bíblia, como o próprio Senhor Jesus relata em Lucas 21. 20 a 28, mencionando o abalo catastrófico dos poderes dos céus, tsunamis com homens desmaiando de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo e perseguição implacável ao povo israelita pela ação do anti-Cristo seduzindo todas as nações.
Assim, na entrada de 2010, ainda estamos no mínimo há 3 anos e seis meses da manifestação do anti-Cristo e das manifestações apocalípticas.
E esse tempo será determinado a partir da aliança árabe-israelense determinada por Deus em Daniel 9.27 e Obadias 11, o que não está na iminência de acontecer segundo as negociações no Oriente Médio, apesar dos esforços internacionais.
Dessa forma, os maias também estavam errados, assim como Nostradamus e todos os outros falsos profetas que se levantaram marcando datas para o fim do mundo.
É verdade que estamos já vivendo o “princípio das dores”, com guerras, fomes, terremotos em vários lugares (Mateus 24. 6 a 8), além de epidemias, coisas espantosas e também grandes sinais do céu (Lucas 21.11).
Mas ainda não estamos vivendo a plenitude do cumprimento profético quanto aos tempos do fim.
A Bíblia é a única verdade que traz os fatos como se cumprirão e no tempo e maneira determinados por Deus.
Cabe à Igreja que está presenciando o cumprimento profético desses últimos dias, conhecer os tempos e as épocas pelo entendimento mais claro das palavras ensinadas na Bíblia e assim o fazendo, sair da postura de comodismo e de buscar apenas "as bênçãos" de Deus para levantar-se em obediência à grande comissão dada pelo Senhor Jesus em Mateus 28. 18 a 20, com ousadia e determinação para alcançar essa geração perdida e enganada por tantos profetizadores de mentiras.
Se a Igreja não se levantar com posicionamento firme nesses dias, correremos o risco de Deus levantar as pedras para clamarem, ou ainda sermos repreendidos por "mulas", assim como Deus está levantando incrédulos para anunciar que estamos vivendo nos tempos do fim.
Que Deus nos abençoe com sua misericórdia e graça para cumprirmos os seus propósitos como sua Igreja.
Maranata! Ora, vem Senhor Jesus!
Pastor Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves
hakel@uol.com.br / www.arevelacao.com.br
Fonte: www.ultimato.com.br e You Tube
Terremoto no Chile em 2010
Jesus [Mateus 24] disse, referindo-se a esses sinais, entre outros, que estão ocorrendo em nossos dias, que seriam o "princípio das dores".
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
Ainda era cedo de manhã, mas Pôncio Pilatos, o governador romano da Judeia, já se deparava com uma lista cheia de causas a serem julgadas.
Ele não queria ser incomodado com as intrigas do sumo sacerdote dos judeus e seu conselho de anciãos, o Sinédrio.
Na Judeia sempre faz calor desde o início do dia e Pilatos já estava suado e irritado, antes mesmo que os membros do conselho judaico se apresentassem diante dele arrastando consigo aquele profeta judeu, pregador do deserto ou seja lá o que fosse.
Pôncio Pilatos costumava ficar no palácio de Herodes quando visitava a cidade de Jerusalém.
Era a ocasião em que os judeus celebravam uma de suas festas religiosas e ele começava a ter uma sensação de que esse era um caso do qual não conseguiria se esquivar.
É verdade que ele odiava Jerusalém, bem como os judeus com seus costumes religiosos e suas prescrições insuportáveis, além de odiar a atitude obstinadamente defensiva desse povo no que dizia respeito ao seu templo.
Porém, ele sabia que não podia correr o risco de melindrar o Sinédrio, sem dúvida, não agora.
Afinal de contas, uma multidão de judeus se reunira do lado de fora do Pretório, junto com os principais sacerdotes e sua ordem religiosa de mestres da Lei.
Eles não sairiam dali enquanto ele não julgasse o caso daquele sujeito chamado Jesus.
Quando Pilatos olhou para o acusado, que estava diante dele manietado e quieto, percebeu que uma “justiça brutal” já tinha sido administrada contra tal homem.
As vestes de Jesus estavam rasgadas e era evidente que ele tinha sido espancado.
Não há nada de estranho nisso, pensou Pilatos. A não ser por uma coisa. Algo relacionado com o comportamento daquele homem.
Será que se poderia chamar aquilo de dignidade?
Dificilmente. Um pregador errante; vestido de trapos.
Bem, o que quer que fosse, começava a enervar Pilatos.
O governador se sentia cada vez mais pressionado a tomar uma decisão.
Mas aquele homem, em pé diante dele com um olhar sereno e implacável, sem um pingo de medo ou ansiedade, apesar de ensanguentado e de provavelmente ter que enfrentar a pena de morte, tornava a situação ainda mais difícil.
Com o objetivo de fazer uma demonstração de força em Jerusalém e assumir o controle pela intimidação, Pilatos, na calada da noite, ordenou que suas tropas hasteassem estandartes ou bandeiras romanas no contorno de uma determinada área, todas elas com a imagem de César estampada.
Pilatos não podia ajudar; só conseguia relembrar seu histórico mal-sucedido em Jerusalém.
Ele tinha sido convocado à Judeia para reassumir o controle da região.
Seu antecessor, Arquelau, um dos filhos de Herodes, o Grande, cometeu um erro sórdido na tentativa de governar aquele território.
Esse governante herodiano enviara suas tropas aos pátios do templo a fim de controlar uma rebelião violenta e acabou por massacrar três mil pessoas.
Poucas semanas depois, Arquelau ausentou-se tranquilamente de Jerusalém para fazer uma viagem a Roma e outra rebelião estourou.
Essa última insurreição foi, finalmente, subjugada pelos romanos, depois que estes crucificaram dois mil habitantes locais ao redor das muralhas da cidade.
Pilatos pensava que podia fazer melhor. Afinal de contas, quando ele chegou a Jerusalém, pela primeira vez, na qualidade de governador, pensara consigo mesmo: César exige paz e ordem nos territórios de sua ocupação – e eu estou pronto a oferecer-lhe o que exige.
Mas, então, a realidade chegou.
Pilatos, na intenção de sufocar um distúrbio, teve de enviar tropas para dentro da área do templo, as quais mataram muitos galileus, de modo que o sangue destes, derramado sobre o piso pedregoso, acabou por se misturar com o sangue dos animais que tinham acabado de ser sacrificados.
Em seguida, aconteceu o fiasco dos estandartes.
Com o objetivo de fazer uma demonstração de força em Jerusalém e assumir o controle pela intimidação, Pilatos, na calada da noite, ordenou que suas tropas hasteassem estandartes ou bandeiras romanas no contorno de uma determinada área, todas elas com a imagem de César estampada.
Ele nem se importou com o fato de que levantara imagens
“idólatras” nas proximidades do templo.
Como resultado, irrompeu outra rebelião.
Dessa vez um enorme contingente de judeus marchou na direção norte até o quartel-general de Pilatos em Cesaréia e exigiu que os estandartes romanos com a imagem de César fossem removidos.
Naquele momento, quando Pilatos deu ordens para que seus soldados se dirigissem contra a turba de judeus, os últimos homens da multidão descobriram seu pescoço, desafiando o governador a matá-los.
Até mesmo os centuriões ficaram impressionados.
Pilatos ficou ainda mais intimidado quando se lembrou da maneira pela qual teve de voltar atrás.
Contudo, o que mais ele poderia fazer?
A sobrevivência política nesse território abandonado da Judéia obviamente exigia sutileza diplomática, algo que ele considerava insultante.
Ele preferia a força bruta. Era mais rápido – mais objetivo.
Entretanto, Roma desejava a estabilidade naquela região.
Agora Pilatos perguntava a si mesmo se algum dia isso seria possível.
Ele encarou Jesus outra vez. Aquele judeu tinha acabado de confessar que era um “rei”.
Mas Pilatos era esperto o suficiente para saber que aquele rabi (mestre) itinerante falava acerca de alguma espécie de reino religioso – não de um reino político.
Os principais sacerdotes o constrangiam a usar sua autoridade para sentenciar o acusado à pena capital, pela alegação de que Jesus cometera traição.
Porém, Pilatos sabia que, pelo rigor da lei romana, aquele homem não representava risco nenhum de provocar uma revolta.
Então ele ouviu o grito de um dos escribas (ou era um dos sacerdotes? Talvez ele fosse ambas as coisas) que dizia algo sobre o modo pelo qual Jesus incitara o povo na Galiléia.
Pilatos pensou: Herodes Antipas, o tetrarca da Galiléia, está aqui em Jerusalém para a festa.
Esse Jesus procede do território que está sob a jurisdição de Herodes. Que Herodes julgue esse caso. Por que deveria eu decidir tal questão?
Nesse momento, ao dar novamente uma olhada em Jesus de Nazaré, o governador romano finalmente começou a esboçar um sorriso, que desapareceu de seu rosto quando ele contemplou os olhos fitos de Jesus nele como uma chama de fogo que arde no papiro seco, queimando a fina cobertura que ocultava as motivações políticas de Pôncio Pilatos.
Diz a história
Esse enredo dramático pode ou não refletir com exatidão os mais íntimos pensamentos de Pilatos.
Contudo, é coerente com o relato dos quatro Evangelhos e com consideráveis registros da história antiga acerca do julgamento romano de Jesus.
Afinal, duvidar da historicidade do julgamento de Cristo perante Pilatos é o mesmo que questionar se a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou o caso Dred Scott antes da Guerra da Secessão.
A existência histórica do Sinédrio é evidente e a família dos Herodes está solidamente comprovada nos escritos do historiador judeu Flávio Josefo, o qual também escreveu sobre o julgamento de Jesus perante Pilatos.
A identidade do governador romano é atestada até mesmo fora dos relatos bíblicos e nos registros de Josefo.
Nos idos de 1950, numa escavação em Cesaréia, onde se localizava a residência oficial de Pilatos, descobriu-se uma inscrição em pedra.
Embora uma parte dela tenha se perdido, as seguintes palavras ainda podiam ser lidas nitidamente: “Pôncio Pilatos, o Governador da Judeia”.
Já ouvi a argumentação daqueles que duvidam da Bíblia, alegando que a prática de Pilatos em conceder à multidão o direito de escolha, pelo voto verbal, entre Jesus e Barrabás, mencionada nos quatro Evangelhos, não era usual, nem histórica.
Contudo, essa prática de indultar ou perdoar criminosos pelo voto popular realmente existiu.
Um papiro do primeiro século (Papirus Forentinus), originário do Egito sob a ocupação romana, trouxe à luz que a mesma prática foi usada no ano 85 d.C.
Uma amizade misteriosa
O processo judicial romano reconhecia o direito de ficar em silêncio e a inocência do acusado até que se provasse o contrário. Antigos registros daquela época, transcritos de processos civis romanos, demonstram uma semelhança impressionante com o processo judicial nas cortes de justiça atuais.
Entretanto, há uma pergunta intrigante que nem as Escrituras Sagradas nem a história responderam.
Após Pilatos ter enviado Jesus a Herodes para que este desse continuidade ao processo judicial, por que razão a Bíblia declara:
“Naquele mesmo dia, Herodes e Pilatos se reconciliaram, pois, antes, viviam inimizados um com o outro” (Lc 23.12).
Será que Herodes simplesmente desejava ser cordial? Isso parece pouco provável.
O antigo escritor Fílon [de Alexandria, c. 20 a.C. - 50 d.C.] relatou que certa feita Pilatos instalou seus escudos distintivos dourados no palácio de Herodes.
Herodes Antipas, ultrajado por tal situação, registrou uma queixa perante Tibério César, o qual ordenou que Pilatos removesse seus escudos daquele palácio.
Com essa inimizade amargurada entre eles, só mesmo um motivo extremamente interesseiro, que garantisse o benefício de ambos, poderia ter curado a ruptura.
Então, será que houve, de fato, uma conspiração entre Herodes e Pilatos?
Se a resposta for afirmativa, contra quem seria?
Há uma possível explicação. Jesus permaneceu calado perante Herodes. Herodes o mandou de volta a Pilatos, porque não achou nele crime algum “digno de morte” (Lc 23.15).
No entanto, segundo o texto de Atos 4.27, tanto Herodes quanto Pôncio Pilatos se voltaram contra Jesus.
Ao harmonizarem-se tais versículos, chega-se à seguinte possibilidade: Herodes, embora desejasse secretamente livrar-se de qualquer pessoa (em especial, de Jesus) que representasse uma ameaça às suas ambições políticas, talvez tenha pensado que podia usar Jesus como um joguete, um peão no seu magistral jogo de xadrez – com o intuito de dar o xeque-mate no poder crescente do sumo sacerdote e do Sinédrio.
Ao mesmo tempo, Pilatos queria simplesmente evitar mais uma decisão impopular e pode ter visto Herodes como um expediente de auxílio.
Afinal de contas, Pilatos era uma pessoa moralmente baixa, além de ser um pragmático cruel.
O grande veredito
A despeito dos motivos de ambos, nem Herodes nem Pilatos conseguiram o que desejavam.
Herodes, posteriormente, foi deposto por Calígula no ano 39 d.C. e Pilatos, depois de muitos fracassos, foi substituído em sua função de comando por ordens de Roma.
Todavia, Jesus, condenado sem razão e cruelmente crucificado, foi sepultado no túmulo de um homem rico e, três dias depois, ressuscitou triunfalmente.
A tarefa de Pilatos, como governador romano, era a de exercer justiça.
Mesmo nos territórios de ocupação romana esperava-se que a justiça prevalecesse.
O processo judicial romano reconhecia o direito de ficar em silêncio e a inocência do acusado até que se provasse o contrário.
Antigos registros daquela época, transcritos de processos civis romanos, demonstram uma semelhança impressionante com o processo judicial nas cortes de justiça atuais: a presença dos advogados, a apresentação das provas documentais e testemunhais, bem como a formulação de elaborados argumentos legais.
Pilatos, porém, desconsiderou todas as salvaguardas, ao permitir – e até mesmo ordenar –a execução de um homem que ele mesmo já tinha declarado inocente de qualquer crime passível de morte (Lc 23.14-15,22).
A última interrogação de Pilatos a Jesus registrada nos Evangelhos, pergunta essa que deve ter sido feita num tom de frustração e arrogância ultrajante, foi a seguinte:
“Não sabes que tenho autoridade [poder] para te soltar e autoridade para te crucificar?” (Jo 19.10).
Mas a resposta de Jesus a Pilatos deve ter penetrado até a medula, quando ele lembrou ao governador romano que Deus é o Outorgante Supremo da autoridade (v. 11).
A partir de então, Pilatos redobrou seus esforços para evitar que o fiasco legal e político se desenrolasse na sua presença, mas tudo foi em vão (v. 12).
Entretanto, Jesus não foi morto por causa do fracasso de Pilatos em exercer justiça, nem por causa da conspiração de Herodes, nem mesmo em virtude da má fé de seus acusadores ligados ao Sinédrio.
O sangue de Jesus foi voluntária e propositalmente “derramado em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mt 26.28).
O princípio fundamental da justiça romana espelhava-se numa máxima popular (a qual, posteriormente, foi coligida nas Institutas de Justiniano) que Pilatos, sem dúvida, conhecia, mas optou por ignorar:
“A justiça é o propósito determinado e constante de retribuir a cada um o que lhe é devido”.
Assim, portanto, também há uma decisão pessoal diante de cada um de nós: após considerarmos as alegações, feitas por Jesus, de ser ele o Messias, o Filho de Deus em carne, o Salvador, a perfeita e definitiva oferta pelo pecado, será que nós – eu e você
– temos retribuído a Jesus “o que lhe é devido”?
(Craig L. Parshall - Israel My Glory - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2007.
Há algum tempo visitei o Wartburg, o castelo onde Lutero traduziu a Bíblia.
Há muitas coisas interessantes para ver ali – além da sala onde Lutero trabalhou.
Por exemplo, nas paredes há retratos de todo tipo.
Chama a atenção que as mulheres se apresentam em seus melhores trajes.
E os homens usam vestimentas ricamente enfeitadas com medalhas, ou então magníficos uniformes ou armaduras.
As pessoas faziam-se retratar em toda a sua dignidade, principesca ou real.
Diz o ditado popular: “O hábito faz o monge”.
De fato, muitas vezes as roupas dizem algo a respeito do caráter de uma pessoa, suas idiossincrasias ou preferências.
É bem verdade que há pessoas ricas e influentes que se vestem de forma simples, mesmo que os tecidos que usam sejam muito caros.
Assim, uma simples olhada de relance realmente pode dar uma impressão errada.
As estrelas e celebridades da nossa época normalmente não poupam esforços nem dinheiro a fim de se apresentarem com as melhores e mais chamativas roupas, apenas para continuarem in e para que se fale delas.
Como o Senhor Jesus, o Rei dos reis e Senhor do senhores, estava vestido no dia de Sua morte (crucificação)?
Ele usou seis vestimentas diferentes.
Em minha opinião, Deus quer nos transmitir uma mensagem por meio delas.
Vamos analisá-las uma a uma.
A roupa resplandecente
As estrelas e celebridades da nossa época normalmente não poupam esforços nem dinheiro a fim de se apresentarem com as melhores e mais chamativas roupas, apenas para continuarem in e para que se fale delas.
Quando Pôncio Pilatos descobriu que Jesus era da Galiléia, e que Herodes, cujo domínio incluía a Galiléia, estava em Jerusalém naquele momento, ele enviou o Senhor até Herodes (Lc 23.6-7).
Fazia tempo que este desejava ver um sinal milagroso realizado por Jesus.
Mas como o Senhor não respondeu às suas perguntas (v.9) nem realizou milagres, o aparente interesse por Jesus imediatamente se transformou em zombaria e gozação:
“E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e tornou a enviá-lo a Pilatos” (v.11, RC).
Outras traduções chamam esta roupa de “manto esplêndido”, “manto branco” ou “manto real”.
É óbvio que Herodes queria usar isso para expor a reivindicação da realeza de Jesus ao deboche público.
Pois, pouco antes Jesus tinha respondido à pergunta de Pilatos: “És tu o rei dos judeus?” com “Tu o dizes” (v.3).
Todo o Sinédrio reunido naquele lugar tinha escutado essas palavras, e os mesmos homens agora acusavam Jesus diante de Herodes, com certeza também pela Sua reivindicação de ser o Rei dos judeus (cf. Lc 23.3,10).
Com esta roupa resplandecente que Herodes tinha mandado que vestissem em Jesus, ele O tinha exposto à zombaria das pessoas.
Elas zombavam dEle por causa daquilo que Jesus realmente era: o Rei dos judeus; a verdade absoluta e comprovada a respeito de Jesus foi debochada.
Algo muito parecido acontece hoje: inúmeras publicações sobre Jesus arrastam a verdade a respeito de Sua Pessoa na lama.
Nenhuma outra religião é tão vilipendiada quanto o verdadeiro cristianismo, pois a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo que ela prega é a verdade.
Por trás disso está o pai da mentira, o diabo (Jo 8.44), que combate essa verdade com todos os meios de que dispõe.
Inúmeras publicações sobre Jesus arrastam a verdade a respeito de Sua Pessoa na lama. Nenhuma outra religião é tão vilipendiada quanto o verdadeiro cristianismo.
A roupa resplandecente colocada sobre Jesus também significa que o Senhor tomou sobre si todos os pecados, mesmo aqueles que o ser humano tanto gosta de usar, mas que não o fazem feliz: roupas maravilhosas, esplêndidas, e jóias preciosas.
Os homens gostam de se apresentar com elas, mas, na maioria das vezes, por baixo só estão escondidos egoísmo, orgulho e uma ambição ilimitada.
A “roupa resplandecente” dos homens tenciona esconder a sua miséria e natureza pecaminosa, o “manto branco” precisa ocultar a hipocrisia, o “manto esplêndido” tenta neutralizar o mau cheiro da debilidade humana e o “manto real” procura testemunhar imortalidade, mesmo que o ser humano seja totalmente mortal.
Jesus vestiu, tomou sobre si e carregou tudo isso.
Agora Ele transforma qualquer pessoa que crê nEle em “rei e sacerdote” (cf. Ap 1.5-6).
O manto escarlate
Depois que Pilatos tinha mandado açoitar Jesus (Mt 27.26), o texto continua:
“Logo a seguir, os soldados do governador, levando Jesus para o pretório, reuniram em torno dele toda a coorte. Despojando-o das vestes, cobriram-no com um manto escarlate” (vv. 27-28).
Outras traduções falam em “manto de púrpura”,
“capa de soldado púrpura” ou “manto vermelho”.
Tratava-se de uma capa vermelha do tipo usado por soldados.
Foi uma capa dessas que colocaram nos ombros de Jesus.
Sem saber, em seu deboche e zombaria os soldados fizeram algo cujo significado mais profundo indica o motivo do sacrifício de Jesus.
Afinal, o “manto vermelho” ou “escarlate” nos lembra todo aquele sangue derramado sobre a terra, as incontáveis guerras e as muitas vítimas inocentes.
Ele proclama que o homem não se entende com seu próximo, que há apenas brigas entre eles.
Ele nos lembra assaltos, violência, poder desmedido e injustiça, assassinatos e homicídios e o espírito assassino inventivo da humanidade.
Ele nos lembra as grandes guerras (entre os povos) e as pequenas guerras (nas famílias, entre vizinhos, etc.).
O “manto escarlate” do soldado representa ódio e vingança, retaliação, busca por poder e exercício da tirania.
Mas ele também expressa que o homem não vale nada para os outros homens.
Esse “manto vermelho do soldado” deveria estar sempre diante dos nossos olhos.
O “manto vermelho” proclama que o homem não se entende com seu próximo, que há apenas brigas entre eles. Ele nos lembra assaltos, violência, poder desmedido e injustiça, assassinatos e homicídios e o espírito assassino inventivo da humanidade.
Jesus quis tomar nossa culpa sobre si de forma voluntária, e fez isso de forma consequente.
Essa era a Sua missão, a Sua tarefa.
Jesus tomou sobre si a culpa de todas as discórdias do relacionamento humano, todo ódio e todo assassinato: esta é a verdade ilustrada pelo “manto vermelho do soldado”, que Ele permitiu que fosse colocado em Seus ombros.
Suas próprias roupas
“E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-lhe a capa, vestiram-lhe as suas vestes e o levaram para ser crucificado” (Mt 27.31, ACF).
As roupas de Jesus eram feitas por mãos de homem, para serem usadas por homens; eram de material terreno. Jesus usou essas roupas durante a Sua vida.
Sendo Deus, Ele vestiu essa “roupa” para se tornar completamente homem.
Ele praticamente “vestiu nossa pele” e assumiu humanidade completa.
E como Jesus usou essas roupas feitas por homens, elas também realizaram milagres.
Uma mulher tocou a bainha da Sua roupa e imediatamente ficou curada (Mc 5.25ss.).
As roupas de Jesus indicam que Ele se tornou homem, e nos ensinam que Ele quer tornar a nossa humanidade completa.
E quando nós O convidamos a preencher nossa humanidade, Cristo, a esperança da glória (Cl 1.27), vive em nós.
Suas roupas se transformaram em símbolo da redenção, pois quatro soldados as tomaram e dividiram entre si (Jo 19.23).
As roupas de um condenado à cruz eram despojos dos carrascos.
Assim, as roupas de Jesus, crucificado vicariamente pela nossa culpa, transformaram-se em “vestes de salvação” para nós (Is 61.10).
Tiraram dele a “capa” e “vestiram-lhe as suas vestes”.
Jesus não era nem como Herodes (manto esplêndido) nem como os soldados (capa).
Ele os usou e depois foi despido delas.
Mas Ele continuou sendo verdadeiro homem.
A túnica
“Os soldados, pois, quando crucificaram Jesus, tomaram-lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram também a túnica.
A túnica, porém, era sem costura, toda tecida de alto a baixo.
Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá – para se cumprir a Escritura: Repartiram entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados” (Jo 19.23-24).
A túnica de Jesus não tinha costuras. O sacerdócio de Jesus é indivisível, não há nenhuma costura que possa ser desfeita, ele é uma unidade.
O texto diz expressamente que essa túnica tinha sido tecida sem usar qualquer costura.
As roupas do sumo sacerdote também eram feitas dessa forma:
“Farás também a sobrepeliz da estola sacerdotal toda de estofo azul.
No meio dela, haverá uma abertura para a cabeça; será debruada essa abertura, como a abertura de uma saia de malha, para que não se rompa” (Êx 28.31-32).
A diferença estava no fato de que o sumo sacerdote usava essa peça por cima de todas as outras, e Jesus a usava por baixo.
Isso também tem um significado mais profundo: Jesus Cristo é o verdadeiro Sumo Sacerdote, ainda ocultado.
Ele veio ao mundo como Filho de Deus e revelou-se como Messias de Israel em Seus atos.
Mas era preciso que também ficasse claro que Ele era mais que isso: o eterno Sumo Sacerdote de Seu povo.
No fim de Sua vida ficou claro qual era o Seu destino inicial.
O povo celebrou-O como Filho de Davi, louvou-O como Messias e grande Profeta.
Contavam com a vitória sobre os romanos e o estabelecimento de um reino messiânico.
Mas eles não perceberam que primeiro Jesus teria de morrer pelos pecados dos homens, como o Cordeiro de Deus.
Podemos chegar a Ele, o Senhor crucificado e ressuscitado, com toda a nossa culpa.
Ele intercede por nós, é nosso Advogado diante do Pai celeste: Seu sacrifício vale perante Deus. Jesus é tudo de que nós precisamos!
A túnica de Jesus não tinha costuras.
O sacerdócio de Jesus é indivisível, não há nenhuma costura que possa ser desfeita, ele é uma unidade.
Seu sacerdócio não pode ser dividido com Maria, outra assim chamada mediadora, nem com os sacerdotes eclesiásticos, nem com o papa nem com nenhuma outra religião.
Somente Ele é o eterno e verdadeiro Sumo Sacerdote, o único Mediador entre Deus e os homens (cf. 1 Tm 2.5-6).
O pano
Como Jesus fora despido de Suas roupas e de Sua túnica, Ele ficou dependurado na cruz coberto apenas por um pano. Estava praticamente nu.
O Salmo 22.17-18 O descreve desta forma: “Posso contar todos os meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim. Repartem entre si as minhas vestes e sobre a minha túnica deitam sortes”.
Hermann Menge traduziu a última parte do versículo 17 desta forma: “...mas eles olham para mim e se deleitam com a visão”.
A nudez retrata pecado e vergonha. Ela personifica o pecado original.
Desde Adão todos nós nascemos em pecado, por isso chegamos ao mundo nus.
Em Gênesis 3.7 lemos: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”.
Adão disse a Deus: “Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi” (v.10).
E Deus respondeu: “Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (v.11).
O primeiro Adão pegou o fruto proibido da árvore, e tornou-se o pecador cuja iniquidade pesa sobre todos os homens.
O último Adão foi pendurado num madeiro e “feito pecado” (2 Co 5.21).
Jesus tomou sobre si a culpa original do pecado a fim de eliminar a culpa do homem.
Quem crê em Jesus não tem somente o perdão de seus pecados, mas também do pecado original, no qual todos nós nascemos.
Os lençóis
“Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis (de linho) com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro” (Jo 19.40).
O linho era usado nas vestes sacerdotais (Lv 6.10).
Também os tapetes, toalhas e cortinas do tabernáculo eram feitos de linho (Êx 26.1,31,36; cf. também 1 Cr 15.27).
Era costume que os judeus mortos fossem sepultados enrolados em lençóis de linho.
Jesus foi “sepultado” como um verdadeiro judeu.
Mais tarde, quando Jesus ressuscitou, o texto diz:
“Então, Simão Pedro, seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar à parte” (Jo 20.6-7).
Em minha opinião, os lençóis nos lembram as obras da lei, o sacerdócio do Antigo Testamento, o tabernáculo, as leis e prescrições, as obras e os esforços dos judeus que seguiam a lei.
Jesus foi colocado no túmulo envolto em linho, mas na Sua ressurreição Ele deixou os lençóis para trás.
Ele cumpriu a lei de forma completa. Ele é o cumprimento da lei (Mt 5.17). Nele qualquer pessoa que Lhe pertença é tornada completa.
Aplicação pessoal
Jesus usou o manto esplêndido de Herodes, o orgulho e a soberba da humanidade sem Deus.
O Senhor permitiu que Lhe colocassem o manto vermelho dos soldados, o ódio abismal e a brutalidade do ser humano.
Jesus usou Suas próprias roupas: Ele se tornou completamente homem.
Ele usou uma túnica sem costuras: Ele é o verdadeiro Sumo Sacerdote.
Na cruz Ele foi coberto somente com um pano.
Jesus levou não somente os pecados, mas o pecado original.
Na morte o Senhor usou os lençóis de linho, depois despidos na ressurreição. Jesus é o cumprimento da lei.
Agora toda pessoa renascida é chamada a despir o velho homem e vestir o novo homem em Cristo:
“...[despojai-vos] do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e [renovai-vos] no espírito do vosso entendimento, e [revesti-vos] do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Ef 4.22-24).
“...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13.14). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2007.
Norbert Lieth será um dos preletores do 12º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Poços de Caldas/MG de 20 a 23/10/2010.
Celso Amorim foi ao Irã para conversar sobre questões nucleares e a visita de Lula ao país
Dez dias após a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fez uma rápida visita ao Irã para continuar as conversações que tiveram início em Brasília, inclusive sobre o controvertido programa nuclear do Irã.
Amorim chegou ao Irã partindo de Genebra, na Suíça, onde havia participado de uma rodada de negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), e passou um dia inteiro em conversações com Ahmadinejad e o ministro do Exterior iraniano, Manouchehr Mottaki [tratando, entre outros assuntos, da visita de Lula ao Irã, prevista para maio].
Além do encontro de Amorim com Ahmadinejad, o presidente brasileiro, quando em visita à Alemanha, conclamou a comunidade internacional a manter conversações com o Irã: “O melhor (...) é nos empenharmos nas negociações e sermos pacientes. Penso que (...) aumentar a pressão a cada dia pode não resultar em algo positivo.
Precisamos de mais paciência para elevar o nível de conversação com o Irã”, afirmou Lula, logo depois que a chanceler alemã, Angela Merkel, havia dito que há possibilidades [dos países ocidentais] “perderem a paciência” com o Irã devido às posições iranianas.
A visita de Ahmadinejad ao Brasil provocou controvérsias, uma vez que o presidente iraniano chamou Lula de “meu amigo”, que defendeu o direito do Irã de desenvolver um programa nuclear para propósitos pacíficos.
Ahmadinejad assegurou que a usina de enriquecimento de urânio em seu país não tem objetivos militares. Entretanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) aprovou uma resolução em 27 de novembro censurando o programa nuclear do Irã pela construção de uma usina de enriquecimento de urânio suspeita de ter propósitos militares. (extraído de Xinhua)
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, advertiu os países latino-americanos sobre as consequências de “flertar” com o Irã:
“Esperamos que pensem duas vezes. Relacionar-se com o Irã é realmente uma má idéia”, afirmou, revelando que espera que os países reconheçam que o Irã “é um dos maiores promotores e exportadores de terrorismo no mundo de hoje”.
Além disso, no dia 14 de dezembro, esteve no Brasil o subsecretário de Estado dos EUA para a América Latina, Arturo Valenzuela. Ele veio para conversar sobre as inquietações americanas devido ao crescente relacionamento dos países latino-americanos com o Irã.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, janeiro de 2010.
Fonte: www.chamada.com.br Comentário do editor do blog:
Comentamos ontem sobre a postura do Presidente brasileiro em se oferecer para mediar o conflito israelo/palestino com um parceiro já definido, Mahamoud Ahmadinejad, Presidente do Irã, que anuncia aos quatro ventos que quer "varrer Israel do mapa"; não bastasse isso quebra o protocolo ao não comparecer na cerimônia protocolar de colocar uma coroa de flores no túmulo do inspirador do movimento pacífico "Sionismo".
No entanto, do outro lado, compareceu à colocação de flores no túmulo de Yasser Arafat que também sempre deixou claro que o seu objetivo era eliminar Israel.
Não bastasse isso, compareceu a este último evento trajando o célebre manto de Yasser Arafat.
Sua visita ao Irã, prevista para maio, tem sido muito discutida e contestada, tendo em vista que Lula se tornou um "aliado preferencial" de governantes perigosos e não democráticos, tais como: o ex-Presidente Fidel Castro [que é quem ainda manda em Cuba], o Presidente da Venezuela, o irrascível Hugo Chávez, e Mahamoud Ahmadinejad, já comparado a Adolf Hitler; aliás, por falar nele, há quem acredite que se o mesmo governasse a Alemanha hoje, com os mesmos princípios e métodos da época em que esteve à frente do governo, nosso Presidente, por certo, se aliaria a ele.
Marchamos para um regime de força, totalitário e anti-democrático no Brasil se aprovado o PNDH3, Plano Nacional de Direitos Humanos, que contém 501 propostas de alterações constitucionais, entre elas com os seguintes efeitos:
- "mordaça na mídia";
- "criação de uma "Força Policial" desvinculada das Forças Armadas, e com poderes especiais, emanados do próprio Presidente da República;
- eliminação do Direito à Reintegração de Posse dos imóveis invadidos, tendo em vista que o proprietário não poderá mais recorrer à Justiça, até que um grupo da "sociedade" [obviamente oriundo das "forças" invasoras] julgue o caso;
-término da liberdade religiosa, tendo em vista a proibição de padres e pastores se referirem a determinados pecados, justamente os que Deus mais condena; etc.
Então, finalizando, não é nenhuma surpresa para ninguém essa desconfortável visita ao Irã.
Em sua visita a Israel, Lula não quis depositar uma coroa de flores no túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista.
Chegando aos “territórios palestinos”, colocou uma coroa de flores na tumba do terrorista-mor Yasser Arafat.
Não há ninguém que não deseje a paz para o conflito do Oriente Médio, até mesmo por algum milagre.
O cansaço do mundo está à espera de uma solução para dar fim às tragédias que ali se confrontam há mais de 50 anos.
Não há, pois, nenhuma restrição às tentativas do presidente do Brasil de promover o entendimento entre dois povos que, tivessem conseguido conviver em paz, já teriam transformado a região em uma das mais prósperas do planeta.
O que não falta ali são cérebros, mão de obra abundante e também – como dádiva da natureza inóspita – tenacidade, espírito de luta e perseverança.
Até este momento, o que se ouviu não passou de retórica, a mesma retórica que o presidente usa em seus pronunciamentos internos no Brasil.
Não há nada de novo na sua proposta de dois estados – Israel e Palestina – lado a lado, cada qual se comprometendo com a segurança do outro.
É a partilha aprovada na memorável sessão da ONU, presidida por Oswaldo Aranha, em 1948.
Os judeus proclamaram seu Estado, os países islâmicos discordaram da partilha e foram à guerra para impedi-la.
Até hoje, com exceção de Egito e Jordânia, nenhum deles reconhece Israel e mantêm declaradamente sua intenção de “varrer do mapa a entidade sionista”.
Sequer o nome do país eles se permitem dizer.
Dentro deste quadro é improvável qualquer acordo, apenas fazendo conversar israelenses e palestinos.
Por mais bem-vindos que sejam os “vírus da paz”, que o presidente Lula diz possuir no DNA, não é aderindo ao belicismo nuclear do Irã, inclusive lhe fornecendo urânio, que ele há de provar a sinceridade de sua oferta de mediação.
Abbas, o sucessor de Arafat, é quase sempre apresentado como moderado - mas sua tese de doutorado na Universidade de Moscou foi sobre a negação do Holocausto.
Mais: cheira até a hipocrisia no momento em que a delegação brasileira recusou publicamente a inclusão de visita ao túmulo de Theodor Herzl, cujo sesquicentenário de nascimento comemora-se este ano.
Herzl nasceu no Império Austro-Húngaro e engajou-se no nacionalismo alemão até cobrir o Caso Dreyfus, em Paris.
Pouco integrado à vida judaica, chocou-se com a brutalidade do antissemitismo que havia levado o oficial francês, judeu “assimilado” como ele, à degradação, falsamente acusado de traição à Pátria.
Concluiu que a solução do chamado “problema judaico” era a reconstrução do Lar Nacional em Israel – o retorno a Sion, daí o nome sionismo ao movimento que já existia há muitos séculos, com o apoio inclusive de líderes cristãos.
Ao escrever um livro, o “Estado Judeu” e convocar um congresso em Basileia, Suíça, em 1897, Herzl conseguiu dar corpo ao movimento e traçar um programa de ação.
Como Moisés, porém, não estava destinado a realizar o sonho.
Fracassaram suas tentativas de entendimentos com o Império Otomano, a cuja soberania o Oriente Médio, então, estava submetido.
Morreu em 1904. Só mais de quatro décadas e 6 milhões de mortos depois, tocado pela barbárie do Holocausto promovido pelos nazistas é que o mundo civilizado concordou com a sua tese.
Sionismo é apenas isso, não a fantasia sadomasoquista de terrorismo que a esquerda demente, no permanente exercício de seu ódio visceral, tem se esforçado por incutir nas pessoas desavisadas.
Herzl jamais explodiu ou ordenou que alguém explodisse uma bomba para matar pessoas inocentes e indefesas.
Lula não quis visitar seu túmulo, mas depositou flores no túmulo de Yasser Arafat e, daqui a alguns meses, vai apertar de novo a mão de Mohamed Ahmadinejad.
É a escolha de Lula. (Jayme Copstein, www.jaymecopstein.com.br - http://www.beth-shalom.com.br)
Fonte: www.beth-shalom.com.br
Comentário do editor do blog:
Ninguém nega o direito de um Governo se oferecer para mediar um debate, um conflito entre dois povos: israelenses e palestinos; embora já haja suficientes protagonistas nessa mediação: Estados Unidos, ONU, União Europeia e Rússia [e Tony Blair, ex 1º Ministro do Reino Unido, escolhido para representar o grupo junto ao Oriente Médio].
Agora, o que se questiona é a "imparcialidade", a sinceridade de propósitos (*) desse oferecimento, eis que o Presidente Lula teve algumas atitudes que não o credenciam para o diálogo:
- negou-se a participar de uma "protocolar" cerimônia de colocação de flores no túmulo de Theodor Herzl, criador do movimento pacifista denominado Sionismo, movimento muito bem definido no artigo acima;
- de pronto, cumpriu o "protocolo" de colocar coroa de flores no túmulo de Yasser Arafat, isso do lado dos palestinos [dois pesos e duas medidas], o que comprova que ele quer entrar no debate com uma "carta marcada".
Arafat, o mundo todo sabe, tinha como objetivo
"destruir Israel", tendo se negado a assinar acordos de paz, quando Israel ofereceu, espontaneamente, muito mais do que os palestinos solicitavam; era tido como guerrilheiro terrorista;
- marcou viagem ao Irã, para maio, para continuar as conversas com Mahamoud Ahmadinejad, que, também, anuncia de viva voz, a todo o momento que quer "varrer Israel do mapa".
O presidente Lula, nadando contra a correnteza, vem manifestando apoio à política do Irã de produzir armas nucleares [objetivo oculto], sob o manto do uso do urânio para fins pacíficos, entre eles objetivos medicinais.
Indubitavelmente esse, o Presidente Lula, não é um interlocutor confiável a Israel.
(*) Está claro, em todo o mundo, que Lula quer ser escolhido Secretário Geral da Onu, e quanto mais ele estiver na vitrine internacional, mais ele se credencia para tal.
Fonte: www.beth-shalom.com.br e You Tube Comentário do editor do blog: Ontem apresentamos o discurso do Primeiro Ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, em sua viagem aos EUA [só o texto - vide quadro abaixo], hoje estamos mostrando em vídeo esse mesmo discurso, que empolgou os amigos de Israel pela sua sinceridade, por sua transparência, mostrando ao mundo tudo o que a Mídia Internacional não diz.
Como dissemos ontem, há um acordo, embora não formal, da Mídia Internacional em minimizar, se não conseguir esconder, os atos terroristas dos inimigos de Israel, mas quaisquer atitudes do Governo de Israel, por mínimo que seja, e sempre em resposta aos ataques sofridos, a Mídia Internacional escandaliza para que o mundo continue tomando partido contra os judeus.
Isso não é novo, vem acontecendo há milênios, e se explica facilmente: satanás vem movendo céus e terra para "banir Israel do mapa", e isso exclusivamente, se possível fora, para evitar a segunda vinda de Jesus, que se dará lá, no Monte das Oliveiras.
Ele [satanás] já fez tudo, no passado, para evitar a primeira vinda de Jesus [seu nascimento], não logrou êxito; mas, agora, o seu intento é não permitir a segunda vinda, que está às portas, e ele será derrotado novamente por Jesus.
Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br