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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Programa de Direitos Humanos é
Quinta-feira, 28 de janeiro de 2010, 10h25 | Atualizada em 29 de janeiro de 2010, 11h06

Programa de Direitos Humanos é "desumano", afirma jurista

Leonardo Meira
Da Redação



O jurista Ives Gandra Martins

O Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) contém uma série de diretrizes inconstitucionais que pode desestabilizar o equilíbrio de Poderes no Brasil.

O alerta é lançado pelo jurista Ives Gandra Martins, doutor em Direito com reconhecimento internacional e mais de 40 livros publicados e traduzidos em mais de dez línguas em 17 países.

"É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana", salienta.

Entre as propostas polêmicas contidas no Programa, ações que pretendem descriminalizar o aborto, reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, garantir o direito de adoção por casais homoafetivos, impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, desestabilizar o direito à propriedade privada (com a criação de câmaras de conciliação dos conflitos, sejama grários ou urbanos), bem como a regulamentação profissional da prostituição.

Ives é taxativo: "Eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta.

Ele leu e disse: `Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor´.

Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale".

Nesta entrevista exclusiva ao noticias.cancaonova.com, o jurista explica os pontos cruciais do PNDH-3 e aponta a inconstitucionalidade das propostas.

noticias.cancaonova.com: Como o senhor avalia o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)?

Ives Gandra Martins:
Na minha opinião, o decreto que institui o PNDH-3 é inteiramente inconstitucional. Ele é editado pelo Poder Executivo, mas atinge aspetos que dizem respeito às prerrogativas próprias do Poder Legislativo, contra o artigo 49 da Constituição Federal (CF):

"É da competência exclusiva do Congresso Nacional: [...] V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa".

O pior é que tudo isso é uma escarrada repetição da Constituição Venezuelana. Em outras palavras, é o regime marxista que temos na Venezuela que nossos aprendizes de ditadores, aprendizes de revolução chavóide [Hugo Chávez, presidente da Venezuela] estão pretendendo colocar no Brasil.

O que se pretende é dar um novo status jurídico ao Brasil, a caminho da ditadura, em que o Poder Executivo é tudo e os outros poderes são nada.

É um programa de direitos desumanos, o que menos tem é dignidade humana, através do qual só pode falar nesse país quem for materialista, ateu, não acreditar em Deus e se pautar pela cartilha desses cidadãos.

noticias.cancaonova.com: Mas um dos principais argumentos do governo é exatamente o pluralismo do plano, que incorpora resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos (realizada em Brasília entre 15 e 18 de dezembro de 2008), bem como propostas aprovadas em mais de 50 conferências nacionais temáticas promovidas desde 2003.

Em sua nota de esclarecimento, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos (Sedh) explica que mais de 14 mil pessoas estiveram envolvidas diretamente na elaboração do programa, além de consulta pública.

Ives Gandra:
Uma sociedade de 190 milhões de habitantes não é representada por 14 mil amigos do rei.

Por outro lado, quando eles colocam esses números, evidentemente nós sabemos que essas ONG´s e outras organizações são quase todas montadas, monitoradas, organizadas por eles mesmos.

E eu não acredito que haja um número em que todos tenham opinado com consciência. Eu posso formar um grupo maior e apenas uns poucos decidirem por todos, como em uma reunião de uma sociedade em que ninguém vai mas a diretoria publica as decisões em nome de todos.

Tenho minhas sérias dúvidas se essas 14 mil pessoas estiveram presentes para dizer que eram favoráveis a essa tomada de posição.

Na verdade, eu lembraria o que disse Agripino Grieco [crítico literário] quando lhe deram um livro de um mau poeta. Ele leu e disse: "Eu aconselho a queimar a edição e, em caso de reincidência, a queimar o autor".

Eu não sou tão cáustico à reincidência de queimar o autor, mas que vale a pena queimar a edição desse programa, vale.

noticias.cancaonova.com: Esse Programa deveria ser elaborado com base no modelo da democracia deliberativa, em que o peso dos argumentos de grupos distintos é o que importa, e não sua representatividade?

Ives Gandra:
Um plano de Direitos Humanos tem que ser elaborado pelos representantes do povo. Não existe, a meu ver, uma democracia deliberativa que possa decidir independentemente dos verdadeiros representantes do povo.

Eu só acredito em democracia em que haja equilíbrio de poderes.

Toda democracia que elimina o Legislativo, elimina o Judiciário, mesmo com consultas populares, é uma ditadura, é permitir que o povo seja manipulado permanentemente por plebiscitos e referendos em que, na verdade, não se discute nada com profundidade.

Eu pergunto sim e não para o povo, mas não discuto todos os meandros que só podem ser discutidos efetivamente pelo Poder Legislativo.

Então, isso significa dizer que faço um plano sobre determinados direitos e excluo aqueles que estão vinculados a esses direitos.

noticias.cancaonova.com: O senhor poderia citar exemplos da inconstitucionalidade do decreto?

Ives Gandra:
O decreto em si também fere por inteiro a Constituição. Direitos que eles consideram humanos são tratados de modo distinto na CF.

Por exemplo, a CF garante que é inviolável o direito à vida do ser humano. Logo, o aborto, o homicídio uternino, a morte de nascituros entra em choque com o que garante o Artigo 2º do Código Civil: "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".

Com o PNDH-3, o homicidio uterino como "direito humano" fica consagrado.

A prostituição é uma chaga para a sociedade.

Não se pode dizer que, como direito humano, o governo federal valorizará a prostituição, o lenocícino, o meretrício.

Deve-se trabalhar para que essas mulheres encontrem uma profissão digna.

Um decreto que valorize isso é evidentemente algo que afeta a dignidade humana, que está na essência dos direitos humanos.

O cidadão tem uma casa, é invadida por alguém, a partir desse momento, o invasor tem mais direito que o proprietário, pois se ele pretender uma reintegração de posse, o Poder Judiciário deixa de estar habilitado para fazê-lo.

Uma comissão, formada pelo invasor, decide se o Poder Judiciário poderá, ou não, executar a reintegração.

Ora, a CF declara, no artigo 5º: "XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito".

No PNDH-3, por exemplo, defende-se que sindicatos e centrais de trabalhadores terão mais força que os parlamentares na definição de programas, fazendo com que plebiscitos e referendos, como acontece na Constituição Venezuelana, tenham muito mais importância que a própria representação do Parlamento ou Poder Judiciário, que é aquele que faz respeitar a lei.

Isso faz com que se adote aquele modelo que prevalece hoje na Venezuela, isto é, Poder Executivo e povo consultado e manipulado por esse Poder, sendo os outros Poderes secundários, sem nenhum valor.

Com relação à família, a CF, no artigo 226, diz: "A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. § 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento".

Fica claro que ela deve ser constituída por um homem e uma mulher, bem como o homem e a mulher e seus decendentes em caso de separação e viuvez.

Mesmo assim, a família sempre tem origem na união entre o homem e a mulher.

Quando se busca dar o mesmo status de família para casais homoafetivos, pode-se dizer que a CF nada vale, pois se quer mudar uma cláusula pétrea, dizendo que é família a união entre dois homens ou duas mulheres que não podem gerar filhos.

Se a família tem o sentido de garantir perpetuação da espécie, criação da prole, educação, formação da sociedade, casais de homens e mulheres não tem, até por questões biológicas, condições de gerar filhos.

Isso fere, portanto, a meu ver, uma cláusula pétrea.

noticias.cancaonova.com: O que caracteriza uma cláusula pétrea?

Ives Gandra:
Na cláusula pétrea, os direitos individuais não podem ser modificados. Se o artigo 226 coloca a família como base da sociedade, vale dizer que toda a CF é formada para a sociedade, que só existe com base na família.

Se eu não posso modificar dispositivos como o direito à privacidade, com muito mais razão aquilo que é a própria essência da sociedade também não pode ser modificado.

Qualquer mudança nesse sentido é inconstitucional, pois cláusula pétrea nem uma emenda constitucional pode alterar.

noticias.cancaonova.com: Em nota emitida pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, afirma-se que: "Ao apoiar projeto de lei que dispõe sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo e ao prever ações voltadas à garantia do direito de adoção por casais homoafetivos, o PNDH-3 tem como premissa o artigo 5º da Constituição (Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...).

Considera ainda as resoluções da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, marco histórico no tema. O programa também está em consonância com tendência recente da própria jurisprudência, que vem reconhecendo o direito de adoção por casais homoparentais".

Ives Gandra:
Eles mesmos dizem que a união entre duas pessoas do mesmo sexo é uma opção sexual.

A opção sexual só pode acontecer depois de se ter, enfim, crescido e adotado essa opção.

A opção natural é de um homem gostar de uma mulher.

Essa opção natural, biológica, aquela que permite a geração de filhos, é da união entre um homem e uma mulher, como a CF previu.

Ora, se é uma opção, como se permitir a adoção de uma criança, que primeiro teria que ter sua opção biológica, se ela já começar a ser trabalhada por uma casal que já fez sua opção sexual e preparará a criança no sentido de ter a mesma opção, contra a natural?

É evidente que para o cidadão que queira viver com outro cidadão, existem mecanismos na lei, de contratos, de direitos obrigacionais, mas não como uma família.

O que se está pretendendo é transformar a família, contra a natureza biológica e contra aquilo que a própria CF diz e não pode ser mudado.

Logo, isso de dizer que todos são iguais, não podem ser iguais contra a CF, que elenca as hipóteses em que ela, através de cláusulas pétreas, diferencia aquelas desigualdades que fazem com que o princípio da igualdade seja observado.

Uma das formas, efetivamente, de preservar o princípio da igualdade é permitir que ele se realize no limite das desigualdades das pessoas.

noticias.cancaonova.com: Uma das ações do PNDH-3 prevê mecanismos que impeçam a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União. A Sedh explica: "O PNDH-3 tem como diretriz a garantia da igualdade na diversidade, com respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado brasileiro, prevista na Constituição Federal".

Ives Gandra:
No momento em que o próprio decreto prevê que símbolos religiosos devem ser afastados, em um país que 97% das pessoas acreditam em Deus [citando dados de uma pesquisa do DataFolha], é como se dissessem:

"Há uma ditadura de 3% da sociedade e vamos impor aos outros a obrigação de não ter nas repartições públicas símbolos religiosos".

É como quem dissesse: "Estado laico é Estado ateu, e somente quem não acredita em Deus e não tem religião pode opinar. Vocês podem, escondidos, sem mostrar para os outros, acreditar em Deus, mas não queremos ter símbolos que representam valores".

Afinal, é evidente: quem quer valorizar a prostituição não pode aceitar valores e símbolos religiosos que objetivam a união e a fraternidade entre os povos.

noticias.cancaonova.com: Existe algum dispositivo legal que garanta os crucifixos nestes locais?

Ives Gandra:
Não existe nenhum dispositivo legal que determine, mas também a criação de um dispositivo que elimine seria, a meu ver, contra aquilo que caracteriza a tradição do país.

Considero que a CF percebe a religião como depositária de valores, de valores superiores do ser humano, de valores que elevam a dignidade da pessoa humana, e não a desvalorização da pessoa humana.

noticias.cancaonova.com: Outros segmentos religiosos também poderiam evocar a tradição como justificativa para expor seus símbolos em locais públicos?

Ives Gandra:
Acredito que não, pois são valores que entraram posteriormente.

Nos tribunais, sempre foi tradição ter o crucifixo, que tem um aspecto inclusive emblemático, pois representa o símbolo da justiça e, ao mesmo tempo, leva todo o magistrado a pensar permanentemente naquele que foi o julgamento mais injusto da história.

O símbolo serve como ponto de reflexão e transcende a própria religião. Isso me parece que, independentemente das religiões, deveria ser sempre mantido.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que cabe a cada tribunal decidir se deseja ou não manter o crucifixo. Neste particular, se o magistrado for um ateu e não quiser o crucifixo, ele tem o direito de não colocar. Isso vale para toda a magistratura do Brasil e me parece adequado. Agora, impor que mesmo os que queiram ter não possam ter é, evidentemente, fazer a ditadura do agnosticismo, ateia, daqueles que não acreditam.

noticias.cancaonova.com: Então, o que se tem é um entendimento errado do que seja Estado Laico? Como viver, de forma sadia, a dimensão pública da religião?

Ives Gandra:
A Introdução da CF expressa:

"Nós, representantes do povo brasileiro, [...] promulgamos, sob a proteção de Deus".

Que Deus é esse? Toda a CF foi promulgada sob a proteção de Deus.

Na verdade, o que eu vejo é que todos tem o direito de não acreditar em Deus. Se todos tem essa liberdade, por que tentar impor, dizendo que Estado laico é aquele em que não se pode ter nenhuma demonstração religiosa?

Eles confundem Estado laico com Estado ateu.

No laico, as deliberações não são tomadas à luz da religião, todos tem liberdade e os valores e tradições são conservados.

Já no ateu, o que se busca é substituir símbolos religiosos pela visão que não quer símbolo nenhum.

noticias.cancaonova.com: Qual a sua opinião sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigaria a responsabilidade de atos criminosos praticados durante o período da ditadura militar?

Ives Gandra:
Nós estamos vivendo um momento em que o Brasil pode se projetar com paz para o futuro, encontrar caminhos novos, discutir em uma eleição programas futuros de crescimento.

Não é preciso voltar à década de 60, à realimentação do ódio. Nós temos tortura hoje, nos diversos estados, na polícia, e é isso que tem que ser procurado.

Temos que por uma pedra no passado e tentar equacionar o Brasil de hoje.

noticias.cancaonova.com: O Governo Federal poderia ter apresentado o Plano dessa forma?

Ives Gandra:
Tudo isso, de rigor, já ganhou um formato jurídico que não deveria ter; deveria ser, no máximo, uma proposição, que passaria ou não no congresso. Da forma como foi feito, eu acredito que vai haver discussões preliminares no Congresso, quando projetos forem enviados.

O Decreto, embora tenha o contorno de carta de intenções, já tem o formato de comando jurídico.

Enfim, é um plano com viés ideológico bem claro, de pessoas que se realimentam do ódio passado, mas que, felizmente, por todas as suas deficiências, não tem chance de passar no Congresso. É nisso que eu acredito.

O que é o PNDH-3?

O Programa foi apresentado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (Sedh) da Presidência da República em 21 de dezembro de 2009; é visto como uma ação integrada de governo e política de Estado, que não deve ter sobressaltos com a alternância de poder.

Estão previstas mais de 500 ações programáticas em diversas áreas, elencadas em um texto com mais de 200 páginas.

O documento é estruturado em seis eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas.

A primeira versão do Programa (PNDH-1) foi lançada em 1996, com especial ênfase em direitos civis e políticos.

Em 2002, o texto foi revisto e publicado o PNDH-2, que destacou direitos econômicos, sociais e culturais. A revisão agora proposta buscaria tratar de forma integrada múltiplas dimensões dos Direitos Humanos.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=275347


Ouça toda a entrevista: depois de clicar abaixo, clique no link de áudio no final da entrevista no site Canção Nova.

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Avatar ganha Oscar´s e mentes para o esoterismo


“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (O apóstolo Paulo – Romanos 1.25).

O filme "Avatar" (Estados Unidos, 2009) quase confirmou sua fama de arrasa-quarteirão. Após abocanhar o troféu de melhor filme temático e melhor direção no Globo de Ouro, não conseguiu levar o Oscar de melhor filme e nem de melhor direção para James Cameron. "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor.

Porém, como consolo, "Avatar" ganhou três estatuetas, todas de categorias técnicas.

Assisti-o com minha esposa e o premiaria também com a estatueta de "Oscar de melhor filme esotérico de 2009"'.

“Avatar” destaca-se do ponto de vista tecnológico e esotérico.

O enredo

Um bom roteirista pode criar um filme para passar a mensagem que desejar, de forma explícita ou sutil.

Qualquer narrativa pode enaltecer o bem ou o mal, fazer-nos beber água limpa ou podre e nos emocionar ao ponto de rirmos ou chorarmos.

“Avatar” é uma ficção científica inundada com água dos esgotos espirituais.

Em um planeta chamado Pandora, a anos-luz da Terra, existe uma substância chamada unobtainium que é de grande valor para os humanos que viajaram até lá para conquistá-la.

No entanto, os nativos de Pandora, chamados de Na´vis,* são um obstáculo nessa conquista, pois um grupo deles está assentado em uma área exatamente sobre a maior reserva de unobtainium do planeta.

O malvado coronel Miles Quaritch (interpretado por Stephen Lang) deseja usar a força e eliminar logo os Na´vis. Já a boa cientista, doutora Grace Augustine (interpretada por Sigourney Weaver), acredita na diplomacia e que os humanos e Na´vis venham a ser amigos.

Os humanos criam, então, avatares Na´vis que se infiltram entre os nativos com o objetivo de convencê-los a saírem daquele local. Esses avatares são basicamente humanos em corpos de Na´vis.



O principal avatar é Jake Sully (interpretado por Sam Worthington), que tem sucesso em se infiltrar, mas acaba sendo seduzido pela maneira de viver dos Na´vis, apaixona-se por uma Na´vi, vira a casaca e passa a lutar com os nativos contra os abomináveis humanos. Isso me fez lembrar um pouco da trama do “O Último Samurai”.

Os Na´vis amam a natureza, adoram a deusa Eywa (que é uma força espiritual que mantém o equilíbrio da natureza) e são conectados a ela através de uma espécie de sonda que sai da parte posterior de suas cabeças, como se fossem longas tranças dos seus cabelos.

A inevitável batalha final é ganha pelos Na´vis e, graças à deusa Eywa, Jake Sully tem um novo nascimento e passa a ser não mais um avatar-na´vi, mas um Na´vi de verdade.

A narrativa do filme foi de certa forma pobre em conteúdo para quase três horas de duração. O que salta aos olhos é o espetáculo de tecnologia e esoterismo.

A tecnologia de Avatar

O diretor James Cameron superou todas as expectativas, ao esperar mais de dez anos para produzir “Avatar”. Pois, quando idealizou essa película, ainda não existia tecnologia suficiente para produzi-la.

Cerca de 70% do filme foi gerado em computador, mas não parece. Criado especificamente para ser assistido em 3D, “Avatar” vem à tona com cores vivas e as imagens do planeta Pandora parecem ser bastante reais. Muitas das cenas onde os humanos interagem com as criaturas de Pandora foram gravadas em frente a uma tela verde, mas com tamanha precisão que confesso, com algumas exceções, não consegui distinguir visualmente o real do irreal.

A propósito, realidade neste filme é outra coisa. Se o leitor está procurando o mundo real, é melhor ler a Bíblia.

A doutrinação do filme Avatar

Se a película “Avatar” foi pobre em diálogos, o mesmo não pode ser dito sobre sua visão de mundo esotérica.

Neste artigo quero salientar apenas dois aspectos.

Uma análise mais abrangente será feita no livro “Ah! Deliciosos Filmes Anticristãos – Volume 4”. [negrito do blog].

1) A popularização da palavra “avatar”

Para qualquer cristão que estuda esoterismo, sempre que se depara com a palavra “avatar”, uma luz vermelha se acende na mente.

A Bíblia nada fala sobre “avatar”, porém citações sobre avatares (ou avataras) aparecem na Bhagavad-Gita, que é o mais popular livro do hinduísmo. A Bhagavad-Gita esclarece: “Há várias espécies de avataras [...] mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avataras”.



Originalmente, a palavra “avatar” vem do indiano antigo, chamado sânscrito, e no hinduísmo significa “o Deus que desceu do Céu para a Terra”: seria a “aparição” ou “manifestação” ou
“encarnação” de um deus na Terra. Por exemplo, o deus hinduísta Vishnu diz ter inúmeros avatares.

A propósito, a cor azul clara dos Na´vis me lembrou de Krishna.

Um outro significado para a palavra “avatar” tornou-se popular com o advento de jogos na internet. Cada participante cria o seu próprio “avatar”, dotando-o das características que achar necessário.

São corpos virtuais criados pelos jogadores. Além disso, a companhia Nintendo tem uma linha de videogames intitulada “Avatar”. O “Avatar” do diretor James Cameron cai nesta definição de uma criatura produzida para ser manuseada com fins específicos, como nos jogos dos internautas.

Os avatares de Cameron são entidades biológicas idênticas aos Na´vis, mas com algum DNA humano.

2) A popularização do monismo e do panteísmo

Numa cena de “Avatar” ficamos sabendo que o planeta Terra já foi tão verde quanto o planeta Pandora, mas que os humanos tinham devastado tudo.



A mensagem do filme resume-se à luta do povo bom e espiritual da floresta (os Na´vis) contra os terríveis e abomináveis humanos. A palavra Na´vi lembra foneticamente a palavra inglesa “naive” que quer dizer “ingênuo”. “Avatar” é a luta dos supostamente ingênuos contra os humanos perversos.

Ao término, ficamos satisfeitos com a morte do Coronel Quaritch e com a destruição do seu exército. Os humanos que sobreviveram foram enviados de volta ao já moribundo planeta Terra para lá morrerem. Torcemos contra os humanos. Que maravilha!

O tema do filme é claro: “Louve a natureza e seja um com ela!”. Este longa-metragem nos ensinou que os humanos já destruíram a natureza do planeta Terra e estão destruindo o meio-ambiente de outros planetas, perdendo a oportunidade de conhecerem a visão espiritual de serem um com todas as criaturas.

Aprendemos também neste filme que todas as coisas criadas têm um espírito e que todas as coisas vivas estão interconectadas entre si e com a “mãe deusa Eywa”. Isso me trouxe à memória o desenho animado “Pocahontas”.

Uma das fortes cenas onde essa mensagem é transmitida ocorre quando todos os Na´vis estão sentados no chão, conectados a ele com suas tranças-sondas, balançam, como uma dança, recitando um cântico que mais parece um mantra à deusa Eywa.

Imagine só? A cientista Grace Augustine chegou a descobrir que todas as árvores da floresta de Pandora têm conexões eletro-químicas entre elas e que juntas formam uma grande rede elétrica igual às sinapses do nosso cérebro. É uma pseudo-ciência tentando justificar de forma racional a doutrina esotérica do
“monismo-panteístico”.

Monismo (do grego mono, “um”), é uma visão de mundo que assegura que toda a realidade, tanto a material quanto a espiritual, é concebida como um todo unificado. Em última análise, não existem distinções reais entre as coisas. Popularmente falando: “Tudo é um, um é tudo”.

Panteísmo (do grego pan, “tudo”, e theos, “deus”) é uma visão de mundo que identifica todas as coisas com Deus e Deus com todas as coisas. Todas as coisas são partes de Deus e, portanto, divinas. Não existe uma pessoa ou qualquer coisa que esteja separada ou distinta de Deus. Popularmente falando: “Deus é tudo, tudo é Deus”.

Quando unimos as definições de monismo e panteísmo, teremos a principal doutrina do Movimento da Nova Era (The New Age): o monismo-panteístico. Popularmente falando: “Tudo é Um, Um é Tudo, Tudo é Deus”.

O monismo-panteístico é o dogma principal do filme “Avatar”.

Então, a “salvação” dos Na´vis é um estado de consciência iluminado onde a pessoa descobre que é um com todas as coisas (monismo). Dando esse primeiro passo, a pessoa também descobre que ela é um com Deus e que pode participar desta vida divina sem a necessidade de um mediador entre Deus e ela. Pois, todas as coisas são divinas (panteísmo) e não há razão para aceitar a obra redentora de Jesus Cristo.

Já do ponto de vista cristão, existe uma total separação entre o Deus puro e Suas criaturas impuras. O pecado separou as pessoas de Deus e o acesso do indivíduo a essa reconciliação com o Deus Pai só acontece quando ele é lavado pelo sangue redentor de Jesus Cristo (o nosso Mediador).

“O homem igual a Deus” é a velha mentira do Jardim do Éden: “sereis iguais a Deus”, com a qual a Serpente seduziu Eva. Costumo dizer que o fruto que Eva comeu foi a maior cachaça que a humanidade já tomou. No Éden, o ser humano caiu neste conto e passou a viver espiritualmente tonto, desnorteado, tateando no escuro, até os dias de hoje. “Avatar” nos oferece esse mesmo pileque.

Conclusão – um “blockbuster” esotérico

“Avatar” é um incrível blockbuster para superar todos os outros blockbusters. Vem batendo todos os recordes de arrecadação financeira e caminha a passos largos para ser o filme mais assistido de todos os tempos.

“Avatar” nos trouxe a má e caduca notícia da “divindade interior” e vem iludindo milhões de pessoas que lotam os cinemas por este mundo afora.

Sim, com certeza temos tratado muito mal o meio-ambiente e estamos pagando caro por isso. Mas, existe uma boa notícia que os humanos não contaram aos Na´vis, e esta é que tudo isso é consequência do nosso pecado e que Deus já pagou a nossa dívida na cruz ao enviar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós.

Tudo que temos de fazer é reconhecer nossa podridão e deixar-nos lavar pelo sangue do Cordeiro de Deus.

“O homem sendo um com Deus”, que enganação!

“Que perversidade a vossa! Como o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe” (Isaías 29.16).

Quem somos nós para questionarmos a Deus?

“Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9.20).

A frase mais repetida na noite da entrega do Oscar foi “... and the winner is...” (“... e o vencedor é...”). Gostaria de repeti-la mais uma vez nesta minha fictícia entrega do “Oscar de melhor filme esotérico de 2009”: “E o vencedor é AVATAR!”. (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

* No filme, a palavra Na´vi é usada tanto para o singular quanto para o plural. Para efeitos didáticos usarei Na´vi para o singular e Na´vis para o plural.

Fonte:
http://www.chamada.com.br/mensagens/avatar_oscar.html

Os desaparecidos


Os Desaparecidos

Em uma tarde de verão, como parte de nosso culto familiar, li o quarto capítulo de 1ª Tessalonicenses. Antes de me retirar para descansar, sentei-me na minha poltrona preferida e meditei nos últimos versículos do capítulo.

Enquanto meditava, adormeci profundamente e tive um sonho maravilhoso. Em minha mente tudo parecia estar claro e nítido, e minhas faculdades intelectuais eram mais fortes e hábeis do que normalmente.

Sonhei que tinha acordado de manhã e ficado um tanto surpreso ao ver que minha esposa não estava do meu lado como sempre. Imaginando, no entanto, que sua ausência era temporária, aguardei, esperando seu breve retorno ao nosso quarto; mas depois de um espaço de tempo que eu considerei razoável, como ela não apareceu, me levantei e me vesti.

As roupas de minha esposa se encontravam onde ela as tinha deixado quando foi dormir, e eu estava certo de que ela estaria em algum lugar da casa. Então fui ao quarto de minha filha Júlia, imaginando que ela pudesse saber por onde andava a sua mãe, mas depois de bater na porta várias vezes sem obter resposta, entrei e descobri que ela também tinha desaparecido. "Estranho, muito estranho", disse comigo mesmo; onde será que elas podem estar?"

Então fui ao quarto do nosso filho Frank, e encontrei-o de pé e já vestido, o que era algo bastante raro para ele assim tão cedo de manhã. Ele disse que tinha tido uma noite perturbada e achou que seria melhor levantar. Eu contei-lhe da ausência de sua mãe e irmã e pedi que desse uma olhada pela casa para ver se as encontrava. Enquanto isso, eu rapidamente terminei de me arrumar e logo Frank retornou dizendo que as desaparecidas não estavam em lugar algum e que todas as portas que davam para a rua estavam seguramente trancadas, como na noite anterior. Nós não conseguíamos pensar em mais nada e não sabíamos o que fazer a respeito desse estranho acontecimento.

Quando novamente fomos ao quarto de Júlia, encontramos na mesinha de cabeceira sua Bíblia aberta e marcada. Um versículo destacado atraiu minha atenção: "Por isso ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do homem virá" (Mt 24.44).

Minha esposa sempre dizia que essa passagem referia-se à vinda de Cristo para os Seus santos, a Igreja redimida, enquanto eu insistia em dizer que ela significava simplesmente a preparação para a morte. Mas, estou fugindo do assunto. Frank e eu concluímos que, sem tomar nosso café da manhã, deveríamos cada um seguir uma rota diferente e visitar alguns dos nossos amigos mais íntimos em busca de nossas queridas.

Primeiro, fui à casa da irmã da minha esposa, a Sra. E., e do seu marido, que eram pessoas boas e respeitáveis, membros de uma igreja cristã, embora com mentes um pouco mundanas. Depois que toquei a campainha várias vezes e esperei um tanto impacientemente, ela apareceu e pediu desculpas pela demora, dizendo que estava com um monte de problemas e teve que preparar ela mesma o café da manhã porque sua empregada, a quem sempre havia considerado uma boa cristã, tinha feito uma brincadeira de mau gosto: "Ela saiu para algum lugar sem nem sequer colocar a chaleira no fogo ou dizer uma palavra para qualquer um de nós. Mas, o que nos deixa confusos é como ela saiu da casa, porque todas as portas estão trancadas e as chaves estão aqui dentro, exatamente como nós as havíamos deixado ontem à noite quando voltamos da festa da Sra. B."

"É verdade", eu disse, "é realmente muito estranho", e então lhe expliquei o motivo da minha visita matinal. Quando ouviu sobre o desaparecimento misterioso da minha esposa e de Júlia, ela ficou tão nervosa que fiquei feliz em mudar de assunto dizendo que, como eu não tinha tomado café da manhã, me juntaria a eles para o desjejum. Quando o seu marido ouviu a minha história, ele não deu muita importância, dizendo que minha esposa estava somente fazendo uma brincadeira para fazer com que eu me levantasse mais cedo de manhã. Ele estava certo de que as desaparecidas tinham se escondido em algum lugar da casa, e que quando eu voltasse as encontraria bem.

Enquanto nos sentávamos à mesa, a Sra. E. disse que teríamos que tomar café sem leite, já que o leiteiro, que até então tinha sido muito confiável, não tinha aparecido. Então a campainha tocou, e Frank entrou na casa em estado de grande nervosismo, dizendo que tinha ido a todos os lugares perguntando pela mãe, e em quase todas as casas havia encontrado um problema semelhante ao nosso. Quase todo mundo estava ansiosamente procurando por pessoas desaparecidas. Ele também disse que as ruas estavam cheias de pessoas agitadas, andando de um lado para outro, muitas delas chorando amargamente.

Nem conseguimos terminar o café da manhã antes que aparecessem pessoas na porta perguntando sobre vizinhos desaparecidos. Entre os que telefonaram estava o Sr. H., que nos deixou atônitos quando nos disse que seus dois filhos menores, de dez e doze anos de idade, tinham sumido juntamente com a avó, que tinha estado de cama por mais de seis anos. Diante dessa afirmação, o Sr. E. ficou visivelmente alarmado e nos relatou uma conversa que tinha achado um tanto herética: um amigo dele insistia que uma grande maioria dos membros das igreja nos dias de hoje não eram nada além de cristãos nominais, "antes amigos dos prazeres que amigos de Deus", e que o amor das massas pelas coisas espirituais tinha alcançado um nível muito baixo. "Meu amigo também me assegurou", disse o Sr. E., "que as Escrituras claramente ensinam que quando o número de eleitos da Igreja de Cristo estivesse completo, Cristo viria tão inesperadamente como um ladrão na noite, e chamaria os Seus santos, mortos e vivos, para encontrá-lO nos ares. A transformação seria efetuada em um piscar de olhos; e embora a chamada seria feita com um grito e o som de uma trombeta, ninguém além daqueles aos quais ela fosse destinada a ouviria. Eu temo que esse tempo já chegou e, infelizmente, nós estamos entre os que ficaram!"

Por causa do avançado da hora nos foi sugerido que fôssemos aos nossos lugares de trabalho. Frank já tinha ido para seu escritório, e eu, com o coração pesado, fui caminhando pela avenida em meio a uma multidão estranha de homens e mulheres cujos rostos demonstravam intenso sofrimento.

No centro comercial da cidade, observei que muitas lojas estavam fechadas, e aquelas que continuavam abertas não pareciam ter muito serviço. Cada bar pelo qual eu passava estava aberto, como sempre, com grupos de homens do lado de fora, aparentemente engajados em sérias discussões. Quando passei pelo prédio da prefeitura da cidade, não havia uma diminuição perceptível da multidão costumeira de "apadrinhados" políticos em volta do edifício.

Quando cheguei à minha própria loja, percebi que meu contador e o velho e fiel porteiro, que tinham me servido por tantos anos, ainda não tinham aparecido. Meus outros dois vendedores estavam por ali, não fazendo nada; e eu também não estava com ânimo de pedir-lhes que fizessem alguma coisa. Então, fui à Bolsa de Valores, e encontrei o maior ajuntamento de negociantes que já tinha visto ali em meses. Ao invés da balbúrdia e barulheira de compras e vendas, dos funcionários e mensageiros correndo de um lado para outro, havia uma tristeza solene espalhada sobre todos os presentes. Por consentimento unânime, e em conseqüência da grande calamidade que tinha tomado a comunidade, foi votado que "seria permitido um adiamento de três dias sobre todos os contratos que vencessem naquele dia."

Não vou tentar explicar as razões e especulações que foram levantadas como sendo a causa dessa situação tão problemática, mas todos concordamos que o acontecimento era sobrenatural, e que, de alguma forma, nós que fomos deixados na terra, éramos culpados por isso. À tarde, por consentimento geral, trabalhos de todos os tipos foram suspensos, exceto nas redondezas dos bares, onde prevalecia uma grande desordem. Aqui e ali havia grupos de pessoas em conversas sérias. Em um deles estava um homem que parecia ser bem versado nas Escrituras e enquanto eu me aproximava ele estava dizendo: "Hoje é o dia sobre o qual Jesus falou, mas no qual nenhum de nós creu. E agora nós estamos começando a perceber o quanto fomos tolos."

Naquela noite, quase todas as igrejas da cidade ficaram abertas e superlotadas. Todo mundo estava ansioso para saber a causa e o significado da "grande visitação" e para saber como as esperanças perdidas poderiam ser recuperadas. Muitos dos pastores também tinham desaparecido, mas alguns estavam presentes em suas igrejas. Toda ordem do culto foi esquecida e reinava uma confusão barulhenta. Incriminações e recriminações eram trocadas entre os pastores e o povo. As pessoas diziam que, se os pastores tivessem feito o seu trabalho e ensinado ao seu rebanho as verdades plenas da Bíblia, ao invés de fazê-los dormir com mensagens filosóficas e morais, eles não estariam agora nesta triste condição.

Na minha própria igreja, o pastor estava presente, junto com muitas outras pessoas que eu raramente via nas reuniões da igreja. A maioria dos servos ativos e dos adoradores constantes estavam ausentes. Ocasionalmente se ouviam gemidos e suspiros profundos de várias partes do recinto. Alguns estavam lamentando a perda de filhos, outros de maridos, de esposas, de pais e mães. O pastor estava falando quando entrei no salão, e pedia à audiência que tentasse acalmar seus sentimentos. Ele disse: "Nenhum de vocês pode entender o desapontamento profundo que estou experimentando com esse resultado do meu trabalho. Estou sendo acusado de ter pregado demais sobre os assuntos desta vida e muito pouco sobre o lar celestial e as coisas por vir; e de tê-los mantido na ignorância da iminência da terrível visitação que tem se manifestado entre nós neste dia. Em resposta a essas acusações, só posso dizer que tenho ensinado a vocês a mesma teologia que me foi ensinada no seminário, que é: tratar a Bíblia basicamente como um livro de simbologias e alegorias espirituais." "Mas agora confesso que infelizmente eu estava enganado, porque depois do que aconteceu não posso deixar de acreditar que a Palavra de Deus significa exatamente o que ela diz. Estou feliz em dizer-lhes, no entanto, para o seu consolo, que desde hoje de manhã, após fazer um exame das Escrituras, em espírito de oração, quanto à nossa presente condição, constatei que ainda temos esperança."

Então um coro de vozes exclamou: "Graças a Deus por isso!" O pastor continuou: "Embora tenhamos perdido o glorioso privilégio dos santos arrebatados, a salvação ainda pode ser nossa se, humilde e verdadeiramente, a aceitarmos. Talvez tenhamos que passar por provações e tribulações maiores do que qualquer uma que o mundo tenha algum dia experimentado, antes que alcancemos o Reino, mas aquele que perseverar até o fim será salvo."

Aí, de repente a luz elétrica apagou e todos gritaram tão amedrontados que eu pulei, fiquei em pé, apavorado – e – acordei!

Minha esposa, que estava em uma sala ao lado, ouvindo o meu súbito pulo, correu para ver qual era o problema. Oh!, como fiquei feliz em vê-la e perceber que essa terrível experiência na minha poltrona tinha sido apenas um sonho! Mas, quanto mais eu pensava a respeito depois, mais solenes pareciam ser as verdades bíblicas que ele continha, e eu fiquei cada vez mais impressionado com a importância de termos nossas lâmpadas limpas e acesas, prontos para ir ao encontro do Noivo. (Pre-Trib Perspectives, 3/95, traduzido por Ebenézer Bittencourt)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 1996.

Fonte:
http://www.chamada.com.br/mensagens/desaparecidos.html

Ouça esta mensagem
Querido leitor:

"Ouça esta mensagem, eu não poderia ficar com ela só para mim" (sic).

Nunca ouvi uma pregação tão significativa, tão forte, tão importante.

Recebi-a do meu grande amigo e irmão na fé, Sérgio Luiz Settanni, há poucos minutos, após eu ter terminado minha mensagem no blog, quando eu disse que Jesus dirá para muitos de nós que nos consideramos cristãos: "Nunca vos conheci".

E o Sérgio disse exatamente o que eu disse acima:

Repassando...

Recebi esse e-mail e depois de ouvir, percebi que não poderia ficar com ele só pra mim.

A mensagem é séria. Vale à pena ouvir e meditar no que ele diz, dura quase 1 hora + tenho certeza que fará você reavaliar sua vida.
http://www.youtube.com/watch?v=N5lw809gB94&feature=fvw

Um grande abraço

Serginho


Ouça, reflita, cheque na Palavra de Deus (Atos 17. 11) e depois decida!

Depois que encerramos a edição de hoje do Blog, bem como seu boletim, recebemos de um grande amigo e irmão em Cristo [Sérgio Luiz Settanni] uma mensagem muito importante, chamada de "mensagem chocante".

Ouvimo-la e a consideramos inteiramente "Bíblica" e pedimos a vocês, caros leitores que a ouçam com muita atenção. Depois, sejam como os cristãos de Bereia, que foram considerados "mais nobres do que os de Tessalônica" porque iam checar nas Escrituras tudo o que o Apóstolo Paulo lhes ensinava (Atos 17. 11); e era Paulo quem lhes ensinava e não um de nós, e não um simples pregador ou evangelista dos tempos atuais.

Tempos difíceis pois já "não se pode mais pregar assim" (sic).

Temos que dizer o que agrada aos ouvidos dos nossos interlocutores. É o chamado "politicamente correto".

Não nos sentimos minimamente confortáveis com os dias de hoje, embora saibamos que é exatamente assim que a Palavra de Deus profetizou há milhares de anos que iria acontecer.

Os "ouvidos" não querem mais escutar a Verdade [II Timóteo 3. 1 a 9], querem mensagens que lhes satisfaça o "ego", querem mensagens que lhes validem seus atos, querem mensagens que lhes deixem trilhar o "caminho largo", que leva à perdição.

Não nos referimos a nenhuma denominação específica da Religião Cristã, muito menos nos referimos a outras religiões não Cristãs em particular; o "fenômeno", com raríssimas exceções, está atuando de maneira generelizada, em todos os segmentos da Sociedade [Educação, Cultura, Política, Economia, Filosofia, Princípios Sociais, Morais, Éticos, e, principalmente Espirituais],
tendo como "carro chefe" a Nova Era [New Age], movimento não formal, mas, no nosso entendimento, o movimento precursor do anti-cristo.

(Ouçam toda a mensagem, em vídeo do You Tube, na seção"opinião" do blog).

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br




Não deixem de ler, também, a importante mensagem abaixo, que havia sido postada antes e independente desta mensagem recebida depois.

A agonia dos Grandes Estados Unidos


A América não é mencionada nenhuma vez na Bíblia, sugerindo que será de alguma forma mutilada ou retirada do cenário (Glenn Beck, abril de 2009).

Uma questão importante na profecia bíblica é: onde estão os Estados Unidos no final dos tempos?

Já me fizeram essa pergunta tantas vezes que decidi escrever um livro para abordar todas as questões relacionadas com os EUA na profecia bíblica.

O livro se chama The Late Great United States: What Bible Prophecy Reveals about America´s Last Days (A Agonia dos Grandes Estados Unidos: o Que a Profecia Bíblica Revela Sobre os Últimos Dias da América).

A tese do livro é que a América não é mencionada na Bíblia, seja direta ou indiretamente, e que esse silêncio é significativo.

As Escrituras revelam que a principal superpotência no final dos tempos, pelo menos na época do meio da Tribulação, será um Império Romano reunificado (Apocalipse 13.4).

Essa dominação européia apenas pode ser explicada à luz do declínio da América.

John Walvoord não vê um papel importante para os EUA no final dos tempos.

“Embora as conclusões relativas ao papel da América na profecia do final dos tempos sejam inevitavelmente baseadas em suposições, as evidências bíblicas são suficientes para se concluir que naqueles dias os EUA não serão uma superpotência e aparentemente não figurarão com proeminência nos aspectos político, econômico ou religiosos do mundo”.[1]

Charles Ryrie concorda:

A Bíblia deixa bem claro o destino de muitas nações.

A Babilônia, a Pérsia, a Grécia, Roma, o Egito, a Rússia, Israel... Mas não acontece o mesmo com os Estados Unidos. (...)

O silêncio da Bíblia no que se relaciona ao futuro dos Estados Unidos pode muito bem significar que eles não terão nenhum papel de relevo no drama do final dos tempos.

Não é necessário que o nome de uma nação seja mencionado para que ela seja identificada na profecia bíblica.

Quando Ezequiel descreveu a futura invasão russa, ele usou a frase “das bandas do norte” (Ez 38.15).

Certamente algum profeta teria predito algo sobre aqueles países ou povos nas partes longínquas do Ocidente se Deus tivesse pretendido um papel importante para eles no Hemisfério Ocidental no final dos tempos.

O fato é que nenhum profeta o fez...

Em vez disso, somos levados a concluir que os Estados Unidos serão neutralizados, subordinados ou eliminados, tendo assim uma atuação pequena ou nenhuma atuação nos assuntos políticos e militares do final dos tempos.[2]

Para falar a verdade, eu não quero ver a decadência dos Estados Unidos. Amo este país; contudo, parece-me improvável que os Estados Unidos terão um papel-chave no final dos tempos.

Mas, o que poderia reduzir a América a um papel subalterno?

Que tipo de acontecimento poderia fazer com que a América caísse de joelhos?

Embora não possamos falar com certeza sobre isso, uma vez que a Bíblia não oferece esclarecimentos a respeito, podemos fazer algumas suposições baseadas em um certo conhecimento.

Vários cenários plausíveis se encaixam na atual situação mundial.

Eles poderiam ocorrer individualmente ou em uma combinação fatal.

No último ano temos testemunhado grandes transformações em três frentes que ameaçam a continuação do papel da América como a superpotência mundial.

Essas três frentes são a condição moral interna dos EUA, a ameaça externa por meio do terrorismo nuclear, e o perigo econômico de um papel cada vez mais reduzido para a América e para o dólar.

Vejamos de modo resumido alguns dados atualizados sobre essas áreas.

Sinto dizer que a notícia não é boa.

Combustão Interna

Robert Bork, em seu livro Slouching Towards Gomorrah (Despencando em Direção a Gomorra) diz:

“A cultura americana é complexa e se recupera com facilidade. Mas também não se deve negar que há muitos aspectos de quase todos os ramos de nossa cultura que estão piores do que jamais estiveram e que a podridão está se alastrando”.

É triste, mas é verdade. O desastre nacional de quase 50% de nascimentos de filhos ilegítimos, uma indústria de pornografia de 12 bilhões de dólares ao ano, e 50 milhões de abortos desde 1973 são flagelos terríveis no cenário nacional americano.

Além disso, o movimento homossexual continua a impulsionar suas ações, confirmando tragicamente a descida cada vez mais intensa para dentro da espiral mortal do julgamento descrito em Romanos 1.24-31.

O casamento homossexual foi legalizado em Massachusetts e em Connecticut já há algum tempo, e outros estados o estão legalizando agora.

A Suprema Corte de Iowa anulou a proibição legal do casamento gay em abril de 2009.

Casamentos de pessoas do mesmo sexo foram legalizados em Iowa em 27 de abril de 2009.

Vermont, que permite uniões civis de gays e lésbicas há dez anos, tornou-se o primeiro estado a aprovar uma lei sancionando casamentos de pessoas do mesmo sexo.

A assembléia legislativa do estado reuniu votos suficientes para suplantar o veto do governador.

Casamentos entre pessoas do mesmo sexo serão legalizados naquele estado a partir de 1º de setembro de 2009.

Maine também aprovou casamentos de pessoas do mesmo sexo.

Outros estados estão considerando uma legislação semelhante à medida que os dominós continuam a cair.

A revolução sexual de Romanos 1.24-25 foi seguida com uma rapidez chocante pela revolução homossexual de Romanos 1.26-27.

A ridicularização e o escarnecimento da miss Califórnia no concurso Miss Estados Unidos e a legislação federal para crimes de ódio são outros dois exemplos da corrida acelerada para silenciar qualquer fala ou ação oposta à homossexualidade e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A América está sofrendo de uma hemorragia interna.

Bárbaros e vândalos da podridão moral estão avançando sobre nós.

A Frente Nuclear


A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.

O Paquistão está em perigo crescente de tornar-se o Talibanistão. A região Noroeste do país já poderia ser descrita como um “pequeno” Talibanistão.

Há um medo real e crescente de que o governo instável do Paquistão possa estar correndo o risco de se render ao Taliban.

O dailymail.co.uk informou que “o Paquistão chegou à beira de um colapso, quando os guerrilheiros do Taliban ameaçaram devastar aquele volátil país”.

O LA Times (8 de maio de 2009) publicou um artigo intitulado “O Paquistão no Precipício?”

O general David Petraeus, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, admoesta que o Taliban representa uma ameaça “contra a própria existência do estado paquistanês”.

A prioridade número um dos Estados Unidos é salvaguardar o arsenal nuclear de Islamabad.

O arsenal nuclear do Paquistão totaliza pelo menos 55 ogivas nucleares. Permitir que essas armas caiam nas mãos do Taliban não é uma opção.

Além da ameaça do Paquistão, a Coreia do Norte continua a insultar o mundo com seu programa nuclear, e o Irã está próximo de cruzar a linha de chegada nuclear.

A horrenda ameaça de um onze de setembro nuclear está aumentando.

É a Economia, Estúpido!

Thomas Macauley, um parlamentar britânico, escreveu em 1857 estas palavras sensatas sobre os Estados Unidos: “Sua República será tão terrivelmente despojada e devastada pelos bárbaros do Século XX quanto foi o Império Romano no Século V, com a seguinte diferença – os bárbaros e os vândalos que assolaram o Império Romano vieram de fora, e os seus bárbaros e vândalos estarão engendrados em seu próprio país”.

Tragicamente, estamos testemunhando isso hoje, tanto na frente moral quanto na econômica.

O tsunami econômico está sendo alavancado pelos poderosos líderes mundiais como uma oportunidade incrível de mover drasticamente o mundo em direção a uma economia global e a uma moeda mundial.

A recente reunião do G20 em Londres, denominada “A Cúpula de Londres 2009”, confirmou essa virada brusca para a esquerda, para longe da proeminência americana e em direção à globalização.

Em 6 de abril de 2009, a revista Time publicou o artigo “Será que o Todo-Poderoso Dólar Está Arruinado?”, uma crônica sobre o consenso cada vez maior de que o sistema de reserva do dólar está com os dias contados.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown disse que os dias da primazia dos Estados Unidos acabaram e que “problemas globais requerem soluções globais”.

A reunião do G20 é a onda do futuro. Ela tem sido chamada de “o arquétipo das futuras negociações globais”.

“É a passagem de uma era”, disse Robert Hormats, vice-presidente da Goldman Sachs International, que ajudou a preparar as reuniões de cúpula dos presidentes Gerald R. Ford, Jimmy Carter e Ronald Reagan.

“Os Estados Unidos estão se tornando menos dominantes enquanto que outras nações estão se tornando mais influentes”.[3]


O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando.

O fato de que as reservas da América estão diminuindo não é uma grande surpresa. O débito nacional da América está agora nos inacreditáveis $11 trilhões de dólares... e aumentando.

Os números no infame relógio de débito da América, próximo à Times Square em Nova Iorque, têm dado tantas voltas quanto os ponteiros do medidor de energia elétrica de Clark Griswold [personagem fictício da comédia Férias em Las Vegas, estrelado por Chevy Chase].

As principais instituições financeiras foram nacionalizadas.

Muitos observaram que a América está a caminho do socialismo.

A matéria de capa que chamou a atenção na revista Newsweek de 16 de fevereiro de 2009 foi: “Agora Somos Todos Socialistas”.

Aquela mesma edição da Newsweek publicou um artigo intitulado
“O Governo Onipresente Está de Volta – Com Toda a Força”, que destaca o fato de que mais e mais americanos estão esperando que o governo lhes dê suporte financeiro.

Direitos que vão do berço à sepultura levaram ao que está sendo apelidado de “um estado-babá”.

As palavras de Thomas Jefferson são um severo lembrete e uma admoestação:

“Um governo que é grande o suficiente para dar a você tudo o que você quer, é forte o suficiente para tomar de você tudo o que você tem”.

De acordo com a Bíblia, esse é exatamente o lugar para onde tudo finalmente rumará sob o poder do Anticristo.
(Destaque do Blog Sê Fiel).

A recessão nos Estados Unidos está tendo um efeito devastador sobre as conquistas sociais.

Em 2008, o débito dos Estados Unidos era de 41% da economia; em 2010 será de 62% da economia – um aumento de 50% em apenas dois anos.

Esse tipo de endividamento é insustentável.

O Sistema de Saúde já está pagando mais que recebendo. Isso começou a acontecer pela primeira vez no ano passado.

O fundo de reserva instituído para atender ao Sistema de Saúde ficará insolvente em 2017.

A Seguridade Social estará pagando mais do que recebendo em 2016 e estará falida em 2037.

A revista Time (24 de março de 2008) pode estar certa:

“O século XXI subverterá muitos dos nossos pressupostos básicos sobre a vida econômica.

O século XX viu o final da dominação européia sobre a política e a economia globais.

O século XXI verá o fim da dominação americana”.

O Fim da América

Acrescente o Arrebatamento a todos estes problemas e a América se tornará uma nação de segunda categoria em um piscar de olhos.

O Arrebatamento mudará tudo!

Embora haja crentes em todas as nações, os EUA possuem uma porcentagem maior de crentes do que qualquer outra nação na terra.

Pense no Dow Jones no dia seguinte ao Arrebatamento.

Na falência dos bancos. A retirada imediata do sal e da luz dos Estados Unidos pode ser o julgamento final de Deus sobre a América.

O Que Podemos Fazer?

Ninguém sobre a terra sabe quando o Arrebatamento irá acontecer e quando a América cairá.

Nesse ínterim, os americanos não devem esquecer de seguir a política doméstica de Deus para a sua nação, através da oração sincera por ela e pelos seus líderes (1 Timóteo 2.2) e de uma vida de retidão (Provérbios 14.34); lembrando-se também de cumprir com a política de Deus para os estrangeiros, através do compartilhamento das boas novas com as nações (Romanos 10.15) e abençoando o povo judeu (Gn 12.1-3).

Devemos nos lembrar que o destino de uma nação não depende em último caso da política, dos poderes militares, mas da justiça, da bondade e da misericórdia. (Pre-Trib Perspectives - Mark Hitchcock - http://www.chamada.com.br)

O Dr. Mark Hitchcock é pastor da Faith Bible Church (Igreja Bíblica da Fé) em Edmond, OK (EUA). Ele é autor de diversos livros sobre as profecias bíblicas e membro do Grupo de Estudos Pre-Tribulacionistas.

Notas:


1. John F. Walvoord, The Nations in Prophecy (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1967), 175.

2. Charles C. Ryrie, The Best is Yet to Come (Chicago: Moody, 1981), 109-110.

3. Rich Miller and Simon Kennedy, “G-20 Shapes New World Order With Lesser Role for U.S”., Markets Bloomberg (April 3, 2009).

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2009.

Fonte:
http://www.chamada.com.br/mensagens/agonia_eua.html


Comentário do editor do blog:

Estamos destacando, do artigo acima, as duas frases a seguir por ser uma grande verdade para a qual os povos [quer o norte-americano, quer o brasileiro, entre outros] estão se
"avestruzando", ou seja, estão fazendo vista grossa, "gozando do dia de hoje", aparentemente bom, pois os governos vão lhes suprindo as necessidades primárias, mas vai chegar o dia quando sabidamente essas "garantias sociais" lhes serão tiradas:

“Um governo que é grande o suficiente para dar a você tudo o que você quer, é forte o suficiente para tomar de você tudo o que você tem”.

"De acordo com a Bíblia, esse é exatamente o lugar para onde tudo finalmente rumará sob o poder do Anticristo".


A crise mundial, aparentemente com um "final feliz" para quase todos os países, na verdade, criou "rombos" enormes, quase que impossíveis de terem uma solução racional; os Estados Unidos estão com deficit´s superiores a 10 trilhões de dólares, com tendencia de crescimento.

Outro ponto muito importante e interessante é o que diz que o Arrebatamento dos convertidos a Jesus fará com que a situaçao se agrave, principalmente nos EUA, tendo em vista o caos que ocorrerá com a retirada da terra de sua maioria de habitantes.

Não sabemos se é um ponto rigorosamente verdadeiro, tendo em vista que estatísticas não enchem o Céu de moradores; sabe-se que a maioria, dos que se dizem "cristãos", o são nominalmente, e o que a Bíblia diz com relação a um grande número de "salvos" [Palavras de Jesus] é que Jesus dirá a muitos "nunca vos conheci".

Motivo maior para que o"ide" [indo] de Jesus seja levado a sério por todos nós, que devemos fazer discípulos, ensinando-os o Evangelho (Mateus 28. 19); devemos pregar a Palavra de Deus a toda criatura (Marcos 16. 15); e devemos testemunhar de Jesus para todos, até aos confins da terra (Atos 1. 8), sem o que o dia final será terrível [mais terrível do que descrito pelos estudantes de escatologia, e pior do que anuncia a Palavra Profética de Deus].

Todos os sinais descritos na Bíblia, todos os sinais descritos no artigo acima, estão acontecendo, bem verdade que sempre aconteceram, mas estão se acelerando.

Talvez nunca tenhamos tido um início de ano com tantas catástrofes. Pense nisso, querido leitor!

O Dia da Segunda Vinda de Jesus está se aproximando!

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Conferindo o futuro


Os futuristas estão divididos: o discurso do Monte das Oliveiras (o Sermão Profético de Jesus – N.R.) já foi parcialmente cumprido?

A discordância polariza-se neste ponto: Mateus 24.4-14 descreve características gerais do período da Igreja ou tão somente dos sete anos da Tribulação vindoura?

Esses versículos falam de “guerras e rumores de guerras” (v. 6); “fomes e terremotos” (v. 7); tribulação, martírio, traição, ódio, falsos profetas e corrupção (vv. 9-12).

Apesar daquilo que alguns ensinam atualmente, os versículos de 4 a 14 só podem ser escatológicos e, por vários motivos, só podem estar se referindo aos acontecimentos da primeira metade da Tribulação.

As Condições

As condições descritas precisam ser entendidas como julgamentos divinos e não como desastres “naturais”, seguindo o padrão de revelação estabelecido no Velho Testamento.

Jesus disse que “...tudo isto é o princípio das dores[literalmente, “dores de parto”] (v. 8).

No Velho Testamento a palavra hebraica para “dores de parto” é usada pelos profetas para simbolizar as terríveis calamidades associadas ao Dia do Senhor (Is 21.3; Is 26.17-18; Is 66.7; Jr 4.31; Mq 4.10), particularmente ao “tempo da angústia de Jacó” (Jr 30.6-7), ao qual Jesus faz referência em Mateus 24.21, quando descreve a Grande Tribulação.

Muitos judeus, nos dias do Segundo Templo, esperavam um tempo de sofrimentos imediatamente antes do fim.

A seita judaica de Qumran (os essênios – N.R.) atribuía a essa angústia “dores, como de parto”.

Igualmente, o judaísmo rabínico cita as “dores de parto (em hebraico, chavalim) [relacionadas à vinda] do Messias” como uma série de convulsões globais que anteciparão a Era Messiânica.

No Talmude, a lista dessas condições desastrosas (espirituais, morais, políticas, sociais e ecológicas – que caracterizam “a geração em que virá o Filho de Davi”, Sanhedrin 97a) em muito se assemelha à lista de Mateus 24.4-14.

Como o Novo Testamento indica que a Igreja não enfrentará o juízo preparado por Deus para o Dia do Senhor (1 Ts 5.9; Ap 3.10), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

A Sequência

Em segundo lugar, Jesus declarou que esses acontecimentos não seriam “o final” do juízo, mas apenas “o princípio” (v. 8).

As dores iniciais serão seguidas de dores mais intensas, no clímax do parto.

Como a Tribulação não virá imediatamente após o Arrebatamento da Igreja, pois seu início está previsto para o começo da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27), os versículos de Mateus não podem estar descrevendo acontecimentos da Era da Igreja.

Correlação – Quadro 1

Existe um paralelismo entre certos versículos de Mateus 24 e Lucas 21 com versículos no Apocalipse, conforme mostra este quadro.

Condição Evangelhos Apocalipse 6

Falsos messias/profetas Mt 24.5,11 v. 2

Guerras Mt 24.6-7 vv. 2-4

Discórdia internacional Mt 24.7 vv. 3-4

Fomes Mt 24.7 vv. 5-8

Epidemias/Pestilência Lc 21.11 v.8

Perseguição/martírio Mt 24.9 vv. 9-11

Terremotos Mt 24.7 v. 12

Fenômenos cósmicos Lc 21.11 vv. 12-14

Adaptado de “Chronology and Sequential Structure of John’s Revelation” em When the Trumpet Sounds (Thomas Ice e Timothy J. Demy).

O maior argumento de que esses versículos se referem ao contexto da Tribulação surge na comparação dos mesmos (vv. 4-14) com os cinco primeiros selos de juízo em Apocalipse 6 (confira o Quadro 1).

Essas condições paralelas demonstram que, assim como os selos de Apocalipse 6 são seguidos pelo juízo mais intenso das trombetas e das taças, o “princípio das dores” descrito em Mateus 24.4-14 vem seguido das “dores de parto finais”, mais intensas, descritas em Mateus 24.15-26, que culminarão na vinda do Messias (vv. 27-31).

Além disso, o próprio Senhor Jesus fez referência à profecia da 70ª Semana de Daniel:

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).


Mateus 24.4-14 descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

Tanto Mateus quanto Marcos (Mc 13.14) apontam o texto de Daniel para esclarecimento da profecia feita no Monte das Oliveiras.

Conclui-se que Jesus usa a profecia da 70ª Semana de Daniel como patamar para os eventos cronológicos apresentados em resposta às perguntas dos discípulos.

Isso também acontece na seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19), onde Jesus, o Autor da visão recebida pelo apóstolo João (Ap 1.1), concede-a com divisões estruturalmente semelhantes à 70ª Semana de Daniel.

Colocando os textos lado a lado (veja o Quadro 2), descobrimos que o “princípio das dores” de Mateus 24.4-14 se ajusta ao juízo dos selos de Apocalipse 4-6, aonde ambos (1) focalizam eventos terrenos; (2) cabem na primeira metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27a); e (3) culminam na profanação do Templo (o “abominável da desolação”) tanto em Mateus 24.15 quanto em Marcos 13.14, o ponto central da 70ª Semana de Daniel(Dn9.27b).

Em seguida, os eventos intensificam-se e conduzem às dores de parto finais de Mateus 24.16-26, que (1) identificam-se com Apocalipse 7-19, (2) enfocam a dimensão celestial, e (3) culminam no surgimento do “sinal” celestial, que anuncia a vinda do Messias para julgar o mundo (Mt 24.27-31; Ap 19).

Esses acontecimentos cabem na segunda metade da 70ª Semana de Daniel (Dn 9.27b), que termina na destruição do desolador do Templo (“o príncipe, que há de vir”, o Anticristo, Dn 9.26).

Se os versículos de Mateus 24.4-14 predizem sinais da futura Tribulação e tratam principalmente do povo judeu nesse período, seu cumprimento não pode estar no passado, especificamente, na queda de Jerusalém em 70 d.C. Ao comparar os eventos descritos nos versículos torna-se evidente que eles não se identificam com fatos históricos do primeiro século.

A passagem descreve guerras entre diferentes nações e reinos, não apenas entre uma única nação (Roma) e Israel, como aconteceu na Primeira Revolta do povo judeu contra Roma (66-74 d.C.).

As Escrituras também dizem que muitos se levantarão dizendo ser o Cristo (Messias).

Mas não existe evidência histórica de alguém que se declarasse messias no primeiro século, até Simão Bar-Kokhba (135 d.C.), um único indivíduo.

Esses sinais também não devem ser usados pela Igreja “como sinais dos tempos”,apontando a aproximação da volta do Senhor.

Muitos cristãos têm usado o aparente aumento de terremotos, apostasia na Igreja, e o declínio moral generalizado da sociedade como indicadores de estarmos rapidamente nos aproximando do Arrebatamento e dos últimos dias.

Contudo, o Arrebatamento não será precedido por sinais; e como as dores de parto somente começarão quando Israel entrar no “tempo da angústia de Jacó” (e não sabemos quanto tempo isso levará depois do Arrebatamento), devemos usar de cautela ao tentar prever a aproximação de eventos escatológicos, baseando-nos na presença dessas condições na era presente.

Na Era da Igreja, essas condições gerais (apresentadas em 1 Tm 4.1-3; 2 Tm 3.1-9; 1 Jo 2.18; 1 Jo 4.1-3) servem de alerta quanto a estarmos “nos últimos dias”.

Mas durante a Tribulação, as condições dos versículos 4-14 serão sinais específicos dos tempos finais, e os judeus convertidos poderão localizar-se dentro da 70ª Semana e perseverar até o final da Tribulação: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” – literalmente liberto do cárcere, quando da vinda do Messias (v. 13).

Correlação – Quadro 2

Há correlação entre o discurso do Monte das Oliveiras e a seção de juízos do livro do Apocalipse (capítulos 4-19) com as divisões estruturais da 70ª Semana de Daniel no Antigo Testamento.

Lembre que essa “semana” profética representa sete anos.

Primeira Metade da Semana

Dn 9.27a Início, dores de parto
(foco terreno)

Ap 4-6 Juízo dos selos

Mt 24.4-14; Mc 13.4-13; Lc 21.8-19 Sinais preliminares

Segunda Metade da Semana

Dn 9.27b Eventos principais

Ap 7-13 Juízos das trombetas

Mt 24.15; Mc 13.14-23; Lc 21.20-24 O abominável da desolação

Conclusão da Semana

Dn 9.27b Dores de parto finais
(foco celestial)

Ap 14-19 Juízos das taças

Mt 24.29-31; Mc 13.24-27; Lc 21.25-28 A parousia (“presença física”) e o encerramento dos tempos finais

Adaptado de The Desecration and Restoration of the Temple as an Eschatological Motif in the Tanach, Jewish Apocaliptic Literature and the New Testament (Randall Price).

Serão esses sinais – especialmente o acontecimento descrito no versículo 15, “o abominável da desolação” – que permitirão aos santos da Tribulação perseverarem física e espiritualmente enquanto esperam a libertação prometida para o final da 70ª Semana de Daniel.

(Randall Price - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:


* Veja John F. Walvoord, Matthew: Thy Kingdom Come (Chicago: Moody Press, 1974).

* Para estudo adicional veja Randall Price, “Old Testament Tribulation Terms”, em When the Trumpet Sounds, ed. Thomas Ice e Timothy J. Demy (Eugene, OR: Harvest House, 1995).

* David H. Stern, Jewish New Testament Commentary (Clarksville, MD: Jewish New Testament Publications, Inc., 1996).

* Thomas Ice, “The Olivet Discourse”, em The End Times Controversy, ed. Tim LaHaye e Thomas Ice (Eugene, OR: Harvest House, 2003).

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

Fonte:
http://www.chamada.com.br/mensagens/conferindo_futuro.html


Comentário do editor do blog:

Esta é um discussão antiga: "o Sermão Profético de Jesus já teria sido cumprido?" e temos um importante artigo detalhando com clareza o que teria acontecido e o que ainda vai acontecer.

Costumeiramente, esclarecemos que nosso ponto de vista, baseado exclusivamente na Bíblia [e não em teólogos] é de que a tribulação é de 3 anos e meio, e não de sete anos como a maioria dos teólogos da escatologia prega.

Daniel 9. 27 fala em 7 anos de "acordo", e deixa claro que há duas partes de 3 anos e meio cada uma:

- a primeira um período de aparente "paz e segurança"
[mencionada em outros textos],

- e na segunda parte, aí sim, após a revelação do anti-cristo, a tribulação tem início.

A recompensa para o justo é que ele será retirado da terra, antes da revelação do anti-cristo, e antes da tribulação, para o encontro com Jesus nos ares, entre nuvens [Arrebatamento da Igreja, os convertidos a Jesus].

Entre outras porções da Bíblia, por exemplo, Romanos 8. 1 estabelece com bastante clareza que os que estão em Cristo Jesus não serão vítimas da "Tribulação":

Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.

Assm, mesmo que a Bíblia não esclarecesse a questão da duração da tribulação, seríamos de opinião, como somos, de que os salvos não passarão por esse segundo período do acordo, ou seja da tribulação daqueles dias, pois o arrebatamento se dará antes da tribulação e antes da manifestação do anti-cristo.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

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