Festa de Natal no Tempo em Jerusalém
O nascimento de Jesus foi o acontecimento mais significativo da História.
Com Sua vinda a este mundo, confirmou-se a esperança de salvação, a promessa de luz sobre as trevas e a certeza de que Deus não se esquecera da humanidade.
Jesus, como legítimo menino judeu, foi submetido a todos os rituais exigidos pela Lei de Moisés.
Acompanhando os acontecimentos iniciais de Sua vida, podemos ter uma idéia mais clara da importância deles e do cuidado extremo de Deus em fazer com que Seu próprio Filho cumprisse tudo que Ele havia ordenado ao povo de Israel.
O sacrifício de purificação de Maria
Maria e as ordenanças da Torá para mães no período pós-parto
Depois do nascimento de Jesus em Belém (relatado em Mateus 2.1ss., Lucas 2.1ss.), Maria foi considerada ritualmente impura por 40 dias segundo a lei para parturientes em Levítico 12.1-8 (veja também Lv 15.5-8).
Sete dias depois de dar à luz, no final do dia, ela deveria imergir em um banho ritual.
Normalmente uma pessoa que se submetia a essa cerimônia era considerada pura na noite do dia seguinte, mas no caso do parto as normas eram outras.
A parturiente somente poderia ser considerada purificada pelo banho ritual na noite do 40º dia [após o parto], ou seja, no final de um “longo dia” de 33 dias (conforme citado no Comentário de Rashi, erudito judeu, sobre Levítico 12.4).
No dia seguinte ela podia apresentar sua oferta de purificação no Templo.
Para isso Maria e José se dirigiram com o bebê a Jerusalém, ao Templo do Senhor (Lucas 2.22-24):
“Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor:
Todo primogênito ao Senhor será consagrado; e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos” (veja também Levítico 12.8).
A Lei do Senhor ordenava: “Consagra-me todo primogênito; todo que abre a madre[1] de sua mãe entre os filhos de Israel, tanto de homens como de animais, é meu” (Êxodo 13.2).
Oferta de pessoas pobres
A Torá exige que a mãe que teve um filho traga um cordeiro de um ano para o holocausto e uma rola[2] ou um pombinho[3] para o sacrifício pelos pecados (Levítico 12.6).
Mas se alguém fosse muito pobre e não pudesse trazer esse sacrifício, a Lei permitia trazer apenas duas rolas ou dois pombinhos, um para o holocausto e o outro para a oferta pelo pecado (Levítico 12.8).
A palavra “rola” significa “pomba adulta”, diferente dos
“pombinhos” da mesma espécie.[4]
Maria no átrio das mulheres
Maria e José viviam em pobreza, de modo que não tinham condições financeiras para apresentar os sacrifícios usuais.[5]
Maria dirigiu-se ao átrio das mulheres e depositou o valor correspondente ao seu sacrifício de aves nos gazofilácios número III e IV, que tinham a inscrição: “Ofertas de Aves” e “Pombas Para o Holocausto”.
Enquanto um sacerdote sacrificava as pombas no altar e as apresentava como sacrifício, seguindo prescrições detalhadas, Maria, depois de subir a escadaria de quinze degraus, encontrava-se diante da porta de Nicanor.[6]
Como não estava trazendo sacrifícios que exigissem a imposição de mãos, ela não precisava passar pela porta que ficava ao norte, nem pela área da Shekiná (= átrio interno) para chegar ao local de sacrifício no altar.
Após a apresentação do sacrifício, Maria estava ritualmente limpa (Levítico 12.8).

Vista do átrio das mulheres
1. Porta de Nicanor
2. Pódio do coro do Templo e da orquestra
3. Átrio das Colunas com os treze gazofilácios
4. Galeria das mulheres
5. Candelabro
6. Câmara das Pedras de Cantaria
A mãe impura e a criança pura
Nesse contexto, prestemos atenção ao seguinte: segundo a Lei, após o nascimento a criança não era considerada impura, somente a mãe o era.
Por isso, apenas a mãe tinha de ser purificada pelo banho ritual e pelos sacrifícios no Templo.
Esses detalhes nas prescrições dos rituais de purificação nos trazem lições espirituais bem mais profundas: Maria era pecadora como todas as outras pessoas (Romanos 3.23).
Ela também precisava de um Salvador, o que testificou maravilhosamente no seu cântico em Lucas 1 (v. 47).
Somente a criança, Jesus, era imaculada e perfeita em todos os aspectos (2 Coríntios 5.21; 1 João 3.5).
Cumprimento da profecia messiânica de Malaquias relativa ao Templo
Esse foi um dia extremamente especial dentro do contexto do Plano de Salvação.
Nessa ocasião cumpria-se pela primeira vez a profecia do último profeta do Antigo Testamento, que havia dito que o Messias viria “de repente” ao seu Templo (Malaquias 3.1).
A profetisa Ana no Templo
Para uma mulher judia, a visita ao átrio das mulheres era um acontecimento extraordinário.
Ela não podia se aproximar do Templo além desse ponto, a não ser que o sacrifício que queria trazer ao Senhor exigisse a imposição de mãos, para o que teria de entrar pela porta das mulheres, que ficava no átrio interno ao Norte, dirigindo-se ao lugar do holocausto no altar.
Quando as mulheres iam ao Templo para orar, ficavam no átrio das mulheres.
Lucas, ao relatar o nascimento de Jesus e a purificação ritual de Maria que aconteceu mais de um mês depois, fala também de uma profetisa que sempre podia ser encontrada no Templo, a viúva Ana, da tribo de Aser:
“Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara e que era viúva de oitenta e quatro anos.
Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.
E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém” (Lucas 2.36-38).
Ana e o primeiro século antes de Cristo
Por ocasião do nascimento de Jesus, Ana tinha 84 anos de idade.
Concluímos que ela vivenciou pessoalmente a maior parte da história emocionante e turbulenta do povo de Israel no primeiro século antes de Cristo, período marcado por forte expectativa pela vinda do Messias.
O nascimento de Ana
Ela nasceu no final do reinado de Alexandre Janeu (103-76 a.C.).
Este era descendente da dinastia dos macabeus e assumiu indevidamente o título de rei.
Como seu irmão Aristóbulo (104-103 a.C.), ele também transgrediu o princípio bíblico da separação de poderes e unificou o reinado e o sacerdócio, o que só deveria acontecer na pessoa do Messias.

O Monte do Templo hoje
1. Área do Átrio das Mulheres
2. Localização da escadaria de quinze degraus diante da Porta de Nicanor
3. Localização do altar
4. Localização da Porta dos Primogênitos
Invasão romana de Jerusalém
Após a morte de Janeu, Alexandra, sua viúva, assumiu o governo (76-67 a.C.).
Foi uma era dourada muito breve.
Os filhos de Alexandra, Hircano II (reinou em 67 e de 63 a 43 a.C.) e Aristóbulo II (67-63 a.C.) disputaram o poder, dando aos romanos pretexto para marchar sobre Jerusalém para restabelecer a ordem.
Os edomitas tomam o poder
Por volta de 47 a.C., Júlio César fez de Antipater procurador da Judéia.
Mas este foi morto em 43 a.C.
Seus filhos Herodes e Fasael deram continuidade à sua política.
Após a vitória de Otaviano (filho adotivo de César, o futuro imperador César Augusto) sobre os inimigos de seu pai em 42 a.C. em Filipos (na Macedônia), Fasael e Herodes foram nomeados “Tetrarcas da Judéia”.
No ano de 40 a.C. a Judéia foi ocupada pelos partas.
Estes fizeram de Antígono (40-37 a.C.; filho de Aristóbulo II) rei-sacerdote em Jerusalém.
Em Roma, Herodes foi nomeado “Rei dos Judeus” pelo Senado.
Após três meses de sítio, Herodes conseguiu conquistar Jerusalém com tropas romanas em outubro de 37 a.C., no dia do Yom Kippur.
Antígono foi executado.
Começava o domínio sangrento de Esaú (através de seus descendentes, os edomitas) sobre o povo de Jacó.
O primeiro encontro com o Messias no Templo
Depois de apenas sete anos de casamento, Ana tornou-se viúva.
Ela tinha uma percepção bem nítida da época em que vivia e tornou-se uma mulher de oração.
O Segundo Templo era, por assim dizer, sua segunda casa, onde ela esperava pelo Consolador prometido a Israel.[7]
Depois de décadas de espera ansiosa pela interferência de Deus, ela teve o privilégio de se encontrar pessoalmente com o Messias quando este, com poucas semanas de vida, fez sua primeira visita ao Templo.
Esse acontecimento, a que poucos dão atenção, tem grande significado no Plano de Salvação e causou no coração de Ana uma gratidão muito profunda para com Deus.
Quando viu o bebê, ela começou a falar sobre o cumprimento das profecias messiânicas dadas pelo Senhor no Antigo Testamento a todos os moradores da cidade de Jerusalém que também esperavam pelo Salvador prometido .[8]
Na Porta dos Primogênitos
A apresentação dos filhos primogênitos
Depois do nascimento do Salvador em Belém, Maria estava ritualmente impura por mais de um mês.
Ela teve de purificar-se através de um banho de imersão e através dos sacrifícios prescritos na Lei.
No 41º dia após o nascimento, ela, José e o menino vieram ao Templo em Jerusalém para apresentar os sacrifícios exigidos em Levítico 12.
Esse momento era oportuno para resgatar o filho primogênito através do ritual de Pidjon Ha-Ben (em hebraico significa resgate do filho).[9]
O significado da primogenitura em Israel
Para entender o significado desse procedimento, são necessárias algumas observações prévias:
Após a execução do juízo divino sobre os primogênitos egípcios, o Senhor declarou propriedade especial Sua todos os primogênitos israelitas, uma vez que estes haviam sido poupados por causa do sangue do cordeiro, imolado em seu lugar.
A partir de então, os filhos mais velhos passaram a ser consagrados para o ministério do Senhor.[10]
A tribo de Levi em lugar dos primogênitos
Depois de ter recebido oralmente a lei no monte Sinai, a nação de Israel falhou tragicamente ao adorar o bezerro de ouro (Êxodo 32).
Nessa situação de crise, a tribo de Levi demonstrou especial fidelidade e dedicação a Deus (Êxodo 32.26-29).
Em razão dessa atitude, o Deus Eterno elegeu essa tribo para exercer o sacerdócio e para ministrar no santuário, ocupando a posição que era dos primogênitos de todas as doze tribos de Israel (Números 3.12; 8.16,18).[11]
Os primogênitos dos levitas não precisavam ser resgatados logo após seu nascimento, mas os primogênitos das outras onze tribos tinham de ser resgatados por cinco siclos de prata.
Esse valor destinava-se ao sustento dos sacerdotes.
O resgate podia ser efetuado a partir do 31º dia após o nascimento (Números 18.16).
Porém o dia específico para esse ritual não é definido pela Torá.
O dinheiro do resgate
Esse ritual é praticado ainda hoje no judaísmo.
Nos Estados Unidos é costume dar os cinco siclos na forma de cinco dólares de prata.
A prática de hoje é como naquela época: os pais escolhem o sacerdote que receberá o dinheiro e proferirá a bênção sobre o recém-nascido.
Maria e José cumpriram as duas ordenanças na mesma oportunidade: a apresentação do primogênito e a purificação da mãe após o parto.
Assim, no 41º dia de vida do menino Jesus, realizaram os dois rituais exigidos pela Lei de Moisés.
Entrada pela porta do meio
O texto de Lucas diz que os pais levaram o menino a Jerusalém e o apresentaram ao Senhor.
Por onde eles entraram para cumprir o mandamento do Pidjon-Ha-Ben?
Sabemos que a porta do meio da edificação de acesso ao Templo no lado Sul do átrio era chamada de “Porta dos Primogênitos” (sha´ar ha-bekhoroth).[12]
Portanto, Maria e José vieram do Sul e subiram pelas escadas, entrando pela porta do meio em direção à área da Shequiná.
O Messias nos braços do sacerdote
No mesmo dia em que Maria e José tinham de cumprir suas obrigações no Santuário, Simeão o Justo também veio ao Templo.
Na Porta dos Primogênitos ele tomou o menino nos braços – como se costumava fazer por ocasião do resgate dos primogênitos.
Seguramente Simeão era um sacerdote que, movido pelo Espírito Santo, veio ao Templo justamente nesse momento, tendo a oportunidade de praticar com o Messias a cerimônia de Pidjon Ha-Ben.
Ele já havia esperado com muita ansiedade a chegada do Salvador prometido, e foi o escolhido para cumprir a tarefa sacerdotal de resgatar o primogênito (Lucas 2.22-35).
Viagem a Jerusalém
“Passados os dias da purificação segundo a Lei de Moisés,[13] levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, conforme o que está escrito na Lei do Senhor: Todo primogênito[14] ao Senhor será consagrado [Êxodo 13.2]; e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida Lei: Um par de rolas ou dois pombinhos” [Levítico 12.8] (Lucas 2.22-24).
Simeão o Justo
“Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel;[15] e o Espírito Santo estava sobre ele.
Revelara-lhe o Espírito Santo que não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
Movido pelo Espírito, foi ao templo...” (Lucas 2.25-27a).
Oração na Porta dos Primogênitos
“...e, quando os pais trouxeram o menino Jesus para fazerem com ele o que a Lei ordenava, Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo:
Agora, Senhor, podes despedir[16] em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação,[17] a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel.
E estavam o pai e a mãe do menino admirados do que dele se dizia” (Lucas 2.27b-33).
Bênção sobre os pais
“Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino:
Eis que este menino será destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2.34-35).
O menino não recebeu bênção
Que singular cerimônia de Pidjon Ha-Ben!
Normalmente o sacerdote designado para proferir a bênção abençoava a criança.
Simeão, propositalmente, não o fez.
Em lugar da criança ele abençoou os pais (Lucas 2.34).
Ele estava observando o princípio espiritual expresso em Hebreus 7.7:
“Evidentemente, é fora de qualquer dúvida que o inferior é abençoado pelo superior”.
O velho Simeão não tinha o direito de abençoar o Messias.
Diante de Deus, ele era inferior ao menino de 41 dias de idade, pois este era o eterno Filho de Deus que se tornara homem.
Maria e José, sim, podiam ser abençoados por ele.
Maria, como mãe de Jesus, e José como pai de criação do Messias, eram pessoas normais como todos nós.
Eles simplesmente haviam sido escolhidos pelos desígnios soberanos de Deus para realizar tarefas específicas.

A Torá exige que a mãe que teve um filho traga um cordeiro de um ano para o holocausto e uma rola ou um pombinho para o sacrifício pelos pecados (Levítico 12.6).
O Messias e o sacerdócio levítico
Os cinco siclos de prata entregues a Simeão, que certamente iria morrer em breve, foram a contribuição do Messias com o sacerdócio levítico, que por sua vez era uma sombra do futuro ministério messiânico, que viria a ter nEle seu cumprimento pleno.
O Messias nasceu para morrer.
Na cruz Ele iria oferecer a Si mesmo como sacrifício, para nos resgatar sem o uso de “coisas corruptíveis, como prata ou ouro... mas pelo [Seu] precioso sangue” (1 Pedro 1.18-19).
A identificação de Jesus com Seu próprio povo, sua submissão aos rituais e ordenanças da Lei, tudo isso nos comove e enche nosso coração de gratidão.
Ele se identifica conosco, sabe quem somos, conhece nossas dores e nossos anseios.
Neste tempo de Natal, só nos resta agradecer de todo o coração a Ele, por ter se feito homem por nós e por ter assumido como Sua a nossa culpa. (Dr. Roger Liebi - http://www.beth-shalom.com.br)
Notas:
1. Isto é, o primeiro filho que nasce de parto normal.
2. trygon significa pomba-rola em grego.
3. Em grego nossoi peristêron significa filhote de pomba. Em Lucas 2.24 essa expressão é usada para traduzir o conceito hebraico bnei jonah que significa “pomba jovem”, literalmente
“filhos de pomba”.
4. TB Chulin 22a-22b (TB é o Talmude Babilônico). Essas aves eram consideradas “pombas jovens” (bnei jonah em hebraico) enquanto suas penas não adquirissem um brilho dourado. Assim que elas brilhassem, passavam a ser chamadas de thorim (“pombas-rolas”).
5. Essas considerações nos levam a concluir que os sábios do Oriente, os populares Reis Magos, com seus preciosos presentes em forma de ouro, incenso e mirra ainda não haviam chegado nessa ocasião, ou seja, 41 dias após o nascimento do Salvador (Mt 2.1ss.).
6. Talmude Babilônico, Tamid V 6.
7. Lucas relata que Ana não se afastava do Templo nem de dia nem de noite. Pelo visto ela tinha um alojamento na área anexa ao Templo herodiano.
8. A forma imperfeita do durativo elalei (= falava) que aparece em Lucas 2.38 expressa uma ação constante e rotineira.
9. Em hebraico pidjon ha-ben, resgate do filho.
10. Êx 13.1-2,11-16,22,29b; 24.5; 34.19-20; Nm 3.13.
11. Os primogênitos da tribo de Levi não precisavam ser resgatados (veja CHILL: Die Mitzwoth, Zurique, 1991, p. 51).
12. Talmude Babilônico, Middoth I, 4; bekhoroth é o plural de bekhorah, que significa primogenitura ou direito de primogenitura.
13. Conforme Levítico 12.7, mais 33 dias.
14. Isto é, que nasce de modo natural, onde a criança rompe o canal vaginal através das contrações do parto. No judaísmo até hoje as crianças que nascem através de operação cesariana não são submetidas ao ritual de resgate porque nesse caso o bebê não “rompeu a madre” (veja CHILL: Die Mitzwoth, ibid, p. 51).
15. Designação para o Messias, que deveria trazer consolo por toda a opressão que o povo de Israel enfrentou durante sua história. Em referência a Lamentações 1.16 o Messias é chamado de “Menachem” (= Consolo) no Talmude Babilônico, em Sanhedrin 98b.
16. Em grego apolyô, deixar morrer.
17. Nessa declaração encontra-se uma relação com o nome
“Jesus”. Ele significa “O Senhor é salvação” (em hebraico Yeshua ou Yehoshua).
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, dezembro de 2004.
Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/festa_de_natal.html
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: http://www.beth-shalom, , em 11-12-2009
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Grande Alegria Para Todo o Povo [vale a pena ler d
“É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
Muitas vezes do sofrimento brota a alegria, como por ocasião do nascimento de um bebê.
O milagre do Natal também foi assim.
Havia chegado o ano da salvação quando o milagre divino do nascimento de Jesus adentrou nosso tempo vindo das esferas supra-temporais.
Deus se compadeceu de nosso sofrimento e da miséria do pecado das pessoas que criara, e lhes enviou o Salvador.
Aconteceu aquilo que Deus havia planejado, exatamente de acordo com Seu plano perfeito.
Gálatas 4.4 diz: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.
Deus já havia mandado Isaías profetizar esse grande evento, fazendo-o falar como se o Natal já tivesse acontecido:
“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram” (Is 61.1-2).
Esse acontecimento supremo da história da humanidade e do Plano de Salvação, o nascimento do Salvador Jesus, teve consequências tão transformadoras que, desde então, começou uma nova contagem de tempo para o mundo.
Quem pode derrubar essa realidade?
Todos têm de aceitar que a vinda de Jesus foi revolucionária.
Outra data igualmente importante para a humanidade será o dia de Sua volta a este mundo.
Filho de Deus e Filho do Homem
Jesus não força a entrada do nosso coração, mas espera ser convidado para entrar: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20).
O Filho de Deus, em sua pré-existência Deus e Criador do mundo, entrou na estreita estrada de mão-única de nossa vida e deseja renovar e transformá-la radicalmente.
Mas para isso precisamos abrir a porta de nosso coração para que possa entrar, uma vez que Ele não vem como ladrão arrombando-a.
Ele não força a entrada, mas espera ser convidado para entrar:
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo”, como está escrito em Apocalipse 3.20.
O apóstolo Paulo descreve a seu filho na fé, Timóteo, o mistério da vinda de Jesus como Filho do Homem da seguinte maneira:
“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória” (1 Tm 3.16).
Segundo o sábio desígnio de Deus, para nossa salvação o Senhor Jesus deveria tornar-se homem e cumprir a mais difícil de todas as tarefas.
Jesus aceitou o plano de Deus, concordou com os desígnios divinos e entregou Sua vida em sacrifício de resgate por nós.
Somente Ele, que não tinha pecado, podia assumir essa incumbência.
Em 1 Pedro 2.24 está escrito: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”
Pessoa alguma consegue imaginar o que custou para nosso amado Senhor Jesus Cristo assumir e suportar esses cruéis sofrimentos e a morte por nós.
Mas o eterno Filho de Deus se dispôs a deixar Sua glória celestial para assumir a forma humana e morrer por nós pecadores como cordeiro de sacrifício!
Essa é a amarga realidade – mas também a realidade salvadora, que não deve nem pode ser calada no Natal.
O que César Augusto jamais sonhou
Para que o Natal viesse a se realizar, Deus tomou providências no céu e na terra, providências que incluíam até o imperador romano.
O poderoso César Augusto pode ter se iludido com a idéia de que a primeira contagem e o recenseamento da população de Canaã, juntamente com seus súditos, tenha sido fruto de sua própria sabedoria.
Mas na realidade isso não foi nada mais que a execução do sábio plano divino.
Entre os judeus Deus encontrou José e Maria, um casal que era temente ao Senhor e que humildemente permitiu ser guiado pela mão divina.
Em Nazaré, José jamais teria tido a idéia de viajar com sua esposa grávida até a distante cidade de Belém.
O que ele iria fazer ali, num lugar tão pequeno e afastado?
No máximo, visitar seus parentes.
José, descendente do rei judeu Davi, vivia em Nazaré como modesto carpinteiro (tecton em grego, alguém que trabalha em edificações), em fraqueza humana mas com o caráter de um tsadiq, um justo.
Deus se agradava dele, e José permitiu que anjos divinos o conduzissem através das maiores complicações, fazendo-o superar grandes obstáculos.
Maria, uma jovem judia íntegra e sincera foi eleita pela soberana vontade do Senhor para ser a mãe de Jesus.
Deus “contemplou na humildade da sua serva” (Lc 1.48).
O Senhor realizou através dela o maravilhoso milagre da concepção virginal.
Isso já havia sido predito 700 anos antes pelo profeta Isaías:
“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14).
O mundo se escandaliza e não aceita esse grande acontecimento como sendo real.
Mas se derrubamos essa verdade, a Verdade toda cai por terra!
Como poderia Deus, que criou todo o universo e as leis da natureza, ser incapaz de suspendê-las para cumprir Seus desígnios?
Ele, a quem todos os elementos da natureza estão sujeitos, não precisa nos perguntar se pode fazer alguma coisa ou não.
Ao realizar milagres e atos sobrenaturais, Deus está testando nossa fé e nossa disposição de confiar nEle de todo o coração.

Nazaré, cidade onde viviam José e Maria.
Caso as Sagradas Escrituras contivessem uma única inverdade, ela seria inverossímil como um todo e não poderia mais ser chamada de Palavra de Deus.
A própria Escritura explica que, no caso dessa gravidez, a natureza não esteve em ação mas foi o Espírito Santo que agiu:
“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.35,37).
Já em Gênesis está escrito: “Acaso, para o Senhor há coisa demasiadamente difícil?” (Gn 18.14).
Se Maria soubesse
Jamais, de forma alguma, Maria foi aquilo que a igreja, com seus dogmas, fez de sua pessoa.
Maria foi estilizada e elevada à posição de “deusa” a quem as pessoas dirigem suas orações.
Ao fazer isso, estão roubando a honra do único Deus verdadeiro e do Salvador Jesus Cristo!
Como sentimos compaixão desse povo enganado!
Maria ficaria extremamente chocada se soubesse o que fizeram dela.
A própia Maria louva o Senhor com humildade de coração:
“A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva...” (Lc 1.46-47).
Maria! Como deixaríamos de honrar sua memória?
Mas nada além disso! Deus a considerou digna de ser a mãe do Messias mas depois de Jesus ela teve outros filhos, cujos nomes são citados pela Bíblia (Mt 13.55-56).
Da manjedoura para a cruz
Em pensamento acompanhemos o jovem casal, Maria e José, em sua longa e penosa jornada até Belém.
Pois lá – e em nenhum outro lugar do mundo! – deveria nascer o Salvador da humanidade como uma criança judia.
Deus o predisse ao profeta Miquéias 700 anos antes:
“E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Belém-Efrata, um pequeno lugarejo situado entre vinhedos e olivais, é a cidade judaica onde nasceu o rei Davi.
Exatamente ali nasceu também o Messias, o futuro Rei dos reis.
Belém significa casa do pão e Efrata quer dizer frutífero.
Belém, pequena cidade!
Como esse lugar é precioso para nós!
Como nos faz feliz a época do Natal!
Mas para o Messias, para o Rei e Senhor, não se achou um abrigo ou um lugar de acordo com sua importância.
Estrebaria e manjedoura não têm relação alguma com romantismo e meiguice, pois testemunham amarga pobreza.
Porém, Deus o quis assim.
O Senhor planejou que Seu Filho não tivesse um palácio à disposição.
Sua vida sobre a terra foi, desde o primeiro momento, caracterizada por pobreza e privação.
O caminho de Jesus nesta terra começou em uma manjedoura e terminou na cruz do Calvário.
Como o único sacrifício determinado por Deus, Ele trouxe expiação para nossos pecados através de Seu sangue.
No madeiro maldito Ele trouxe salvação para nós pecadores.
Isaías o profetizou muito tempo antes: “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7).
Dessa forma Deus nos presenteou Seu Filho Jesus no Natal – e o que fizemos de Seu aniversário?
Uma festa de consumo e luxo!
Será que pensamos em Seu nascimento quando estamos sentados à mesa da ceia do Natal, rodeados de familiares e amigos ou na hora em que abrimos nossos presentes?
Belém! Aqui, neste lugar, o céu se abriu e os anjos trouxeram as boas-novas a um grupo de humildes e amedrontados pastores que guardavam suas ovelhas durante a noite.
A mesma mensagem que encheu seus corações de alegria é anunciada a cada um de nós ainda hoje:
“E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.9-14).
Será que pensamos no nascimento de Jesus quando estamos sentados à mesa da ceia de Natal rodeados de familiares e amigos ou quando abrimos nossos presentes?
Agora Ele havia chegado!
A prometida luz, a brilhante estrela da manhã, da qual os profetas falaram:
“O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2).
Em cumprimento de profecias do Antigo Testamento, Jesus falou a Seu povo:
“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 8.12; 12.46).
Ele fala hoje a você e a mim!
Quem permitir que a luz da graça de Deus, que é Jesus, ilumine sua vida, participará do Seu reino de paz e alegria.
O berço do cristianismo ontem e hoje
Belém! Lugar de feliz memória, berço do cristianismo!
Como nosso coração se comove quando pensamos na vinda do Messias a esse lugar tão singelo.
Mas hoje? É um lugar de miséria e desconsolo, dominado pelo islã.
O poder do mal tenta apagar a luz do Evangelho.
Tudo o que lembra a história judaica está sendo destruído e aniquilado com brutal violência em Belém.
Onde nasceu o Filho de Deus, hoje se ouve gritar
“Alá akbar!”
No Corão, na Sura 9.30, está escrito: “...os cristãos dizem: `O Messias é o filho de Deus.´
Essas são suas asserções.
Erram como erravam os descrentes antes deles.
Que Deus (Alá) os combata!”.
Será que o Corão de fato triunfará sobre a eterna Palavra de Deus?
Por que Jesus permite que o lugar de Seu nascimento seja profanado?
Será que pessoas que se dizem cristãs fizeram de Belém um santuário, venerando um lugar ao invés de honrar o próprio Senhor em obediência de fé?
Será que estamos dando mais honra ao que foi criado do que ao próprio Criador?
Deus não deixa que Lhe roubem Sua glória
Jesus odiava e censurava toda a hipocrisia e as cerimônias meramente exteriores.
Hoje não é diferente.
Ele procura por corações sinceros, que produzam gestos de amor movidos pelo Espírito.
Colossenses 1.10 nos conclama: “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus”.
Todos os gestos apenas exteriores são uma abominação para Deus:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque edificais os sepulcros dos profetas, adornais os túmulos dos justos” (Mt 23.27-29).
De que adianta ajoelhar-se no local onde Jesus nasceu?
O que trazem as peregrinações para a Terra Santa se a imundícia dentro do coração não é reconhecida e muito menos tirada?
De que servem as pomposas festas de Natal se a impureza e a desobediência continuam a crescer desordenadamente em nosso coração?
Se desejamos que Deus se agrade de nossa vida, precisamos andar humildemente pelo caminho estreito, seguindo os passos de Jesus em nosso viver e em nosso querer.
Jesus entra onde encontra corações receptivos.
Pessoas de coração aberto para Deus têm a promessa de O verem face a face.
Jesus não quer apenas ser convidado de honra em uma festa; Ele deseja ser o Senhor de nossa vida e reinar em nossos corações!
Por isso, preparar a obrigatória festa em dezembro não resolve nosso problema interior mais profundo.
Só a entrada de Jesus em nosso próprio coração nos traz aquilo que tanto ansiamos e esperamos.
O “menino Jesus” vai voltar!
Em todos os Natais, quando celebramos o nascimento de Jesus, não fiquemos apenas pensando no pequeno e indefeso bebê na manjedoura.
Jesus é o Senhor, o Rei de todos os reis, que em breve voltará triunfante.
É para esse acontecimento grandioso que devemos direcionar nossa atenção.
Jesus é a prometida luz, a brilhante estrela da manhã, da qual os profetas falaram: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2)
Onde ainda impera a escuridão do pecado, a luz da Sua graça pode iluminar cada recanto.
Ele mesmo diz em João 8.12: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida”.
Hoje, mais do que nunca, Jesus envia pessoas que levam mundo afora a clara luz do Evangelho, mensageiras da paz àqueles que vivem angustiados por seus pecados ainda não perdoados.
O poder das trevas se levanta e tenta impedir que a luz avance e que o plano de paz divino se concretize em muitos corações.
Mas Jesus é o Vencedor!
Coloquemo-nos do Seu lado!
O que Isaías ouviu Deus dizer a respeito de Seu Filho Jesus irá se cumprir integralmente:
“Pouco é seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra” (Is 49.6).
Logo, Zacarias 2.10 é válido também para nós e podemos nos alegrar juntamente com Israel:
“Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o Senhor”.
Nossa alegria será plena quando virmos Israel se alegrando conosco pela volta de Jesus.
O Natal deste ano poderá ser um Natal muito feliz, apesar das dificuldades e problemas, para todos os que experimentaram o perdão dos pecados através do sangue de Cristo.
Em Jesus, desejo a você um Natal de genuína alegria, com as bênçãos de Deus! (Burkhard Vetsch - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2004
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/grande_alegria.html
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 10-12-2009
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Por que celebramos o Natal?
A festa de Natal é uma das mais populares do mundo.
Muitos aproveitam a oportunidade para dar e receber presentes, mas quem mais usufrui dessa data é o comércio, que a cada ano começa mais cedo com a decoração natalina e sugere presentes para todos os bolsos e gostos.
Mas será que ainda se sabe a verdadeira razão do Natal?
Quem conhece sua origem?
Será que é apenas uma festa de família, um momento de celebrar laços de amor e amizade?
Para muitos, o Natal significa estresse, para outros representa solidão e um tempo onde o vazio interior é percebido com mais intensidade.
Será que essa festa perdeu todo o seu sentido?
Vejamos porque devemos celebrar o Natal:

Jesus é a luz no fim do túnel, a libertação da escravidão do pecado e a única garantia de futuro. Quem encontra Jesus é alguém que andou errante e finalmente achou o caminho de volta ao lar. E isso é motivo de intensa alegria, da maior alegria!
O Natal é a maior alegria que um ser humano pode encontrar
Encontramos este testemunho em Mateus 2.10-11:
“E, vendo eles [os magos] a estrela,alegraram-se com grande e intenso júbilo.
Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe...”
Ainda antes do nascimento de Jesus, Maria já exclamou: “o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador” (Lc 1.47).
E o anjo falou aos pastores de Belém: “Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lc 2.10).
A desgraça do pecado é imensa, mas a alegria pela salvação em Jesus é incomparavelmente maior.
Quantas vezes já sentimos grande júbilo e profundo alívio quando superamos um fracasso!
Mas quando nos achegamos a Jesus, nos livramos de
toda a culpa e das nuvens escuras da desesperança que pairam sobre nossa vida.
Quando recebemos a Jesus, os raios do amor divino nos alcançam trazendo júbilo e alegria maiores que qualquer sofrimento, culpa ou frustração.
Jesus é a luz no fim do túnel, a libertação da escravidão do pecado e a única garantia de futuro.
Quem encontra Jesus é alguém que andou errante e finalmente achou o caminho de volta ao lar.
E isso é motivo de intensa alegria, da maior alegria!
Levantar a bandeira da paz, fazer marchas, passeatas e demonstrações em prol da paz igualmente será em vão. Agostinho, um dos pais da Igreja, formulou de maneira muito adequada o que traz paz ao coração: “Nosso coração fica inquieto até encontrar a paz em Ti, Senhor!”
O Natal é a maior ação de busca e salvamento da história da humanidade!
Lemos no Evangelho de Mateus: “Ela [Maria] dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele [Jesus] salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21).
E no Evangelho de Lucas está escrito que “hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
A maior catástrofe da humanidade foi sua queda em pecado.
Ela foi tão terrível que não havia outra possibilidade de salvação a não ser Jesus Cristo tornar-se homem.
Deus, o Criador, tornou-se homem em Jesus e morreu por nós.
Ele deu Seu sangue e Sua vida para termos o perdão.
A grandeza dessa operação de salvamento manifesta a enormidade de nossa culpa e a grandiosidade do amor de Deus.
Quem não consegue ou não quer crer nessa verdade é como alguém que se acidentou por sua própria culpa mas não quer aceitar ajuda de ninguém e permanece preso às ferragens do carro.
O Natal é a maior paz que podemos usufruir
A base do Natal está alicerçada na misericórdia de Deus: “graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz” (Lc 1.78-79).
Como clama por paz o nosso mundo!
Os grandes e poderosos estão empenhados por ela, mas enquanto cada um, pessoalmente, não tiver paz dentro de si, o mundo continuará agitado.
Trevas e sombras de morte caracterizam a imagem dos nossos dias.
Todas as guerras e revoltas, todos o conflitos familiares e interpessoais são expressões da inquietação que habita em nossos corações.
O grande pintor Michelângelo já dizia: “Não é a pintura nem a escultura que saciam a alma sedenta”.
Todo o empenho em edificar e construir a paz não trará ao mundo essa tão esperada dádiva.
Levantar a bandeira da paz, fazer marchas, passeatas e demonstrações em prol da paz igualmente será em vão.
Agostinho, um dos pais da Igreja, formulou de maneira muito adequada o que traz paz ao coração:
“Nosso coração fica inquieto até encontrar a paz em Ti, Senhor!”
Somente Jesus poderá dirigir nossos passos pelo caminho da paz.
Quem encontrou a paz com Deus através de Jesus Cristo tem uma paz inigualável no coração, e os efeitos não se farão esperar, “porque ele é a nossa paz...” (Ef 2.14)
Nos campos de Belém os anjos declararam:
“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14).
Jesus é o Salvador de todos que O aceitam, e trouxe a luz da eterna esperança aos salvos. Através dEle a escuridão da alma se transforma em luz.
O Natal é a maior esperança que alguém pode ter
Segurando o menino Jesus em seus braços, o idoso Simeão louvou a Deus, dizendo: “porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo de Israel” (Lc 2.30-32).
Ele tinha a esperança de ver o Salvador prometido, e teve o privilégio de segurá-lO em seus braços.
Jesus é a esperança do mundo.
Jesus é o Salvador de todos que O aceitam, e trouxe a luz da eterna esperança aos salvos.
Através dEle a escuridão da alma se transforma em luz.
Quando conhecemos Jesus, nossos olhos se abrem.
Sua Palavra nos proporciona tesouros espirituais inimagináveis, que Ele adquiriu para nós ao ressuscitar: vida eterna nas mansões celestiais junto de Deus, o Pai; felicidade eterna sem jamais ficarmos tristes; harmonia eterna sem a existência de pecado ou conflito; o fim do medo, da angústia, do estresse, das dúvidas e inquietações.
Quem deixa Jesus guiar sua vida também poderá ver as coisas desta vida terrena a partir de outra perspectiva, de um ângulo diferente, iluminado por Deus.
Jesus é o maior presente que alguém pode receber
Por isso está escrito na Palavra de Deus: “Graças a Deus pelo seu dom [presente] inefável!” (2 Co 9.15).
“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).
O Natal é a festa dos presentes.
Gostamos de dar e de recebê-los.
Mas todo presente precisa ser aceito.
Ficamos decepcionados quando alguém rejeita o que preparamos e entregamos com muito amor e carinho.
Não há presente maior que o amor de Deus, que vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus.
Não há presente maior que o amor de Deus, que vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus.
Não há esplendor maior, não há bem material, luxo terreno ou qualquer coisa que possa, de alguma forma, ser minimamente comparado ao que Jesus nos dá.
Ele veio do céu à terra para nos presentear com a vida eterna.
Você aceita esse presente?
Ou prefere ficar enlaçado com coisas terrenas que com o tempo se vão?
Você quer receber esse presente de Deus?
O presente do perdão de todos os seus pecados, o presente da vida eterna?
Se você o aceitar, Jesus Cristo transformará toda a sua vida – pois para Ele tudo é possível!
O Natal pode começar a fazer sentido para você.
Jesus quer se tornar a maior festa de sua vida.
Ele lhe diz agora mesmo: “Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.10,13-14). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2006.

Norbert Lieth foi um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/por_que_natal.html
Comentário do editor do blog:
Diz o autor e, de fato, é isso o que Deus diz em sua Palavra, através do evangelista João, que "Jesus é o Salvador de todos que O aceitam, e trouxe a luz da eterna esperança aos salvos".
Em João 1. 12 nós lemos que "aqueles que recebem a Jesus [nos corações] têm o poder de serem feitos filhos de Deus".
Diz também o autor que "Não há presente maior que o amor de Deus, que vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus".
Isso é o que se chama "Graça", a era em que estamos vivendo [era da Igreja], e que se iniciou quando Deus deu a todo o mundo o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna" (João 3. 16).
A Escritura, como estamos vendo é muito clara, não nos deixa nenhuma dúvida: Deus nos deu um presente, o mais valioso que poderia existir: o seu Filho, e só nos cabe uma coisa: "receber o presente", porque se não o recebermos continuaremos sendo criaturas de Deus, e não seus filhos.
É Natal, estamos a poucos dias dele, é momento de reflexão sobre o que Deus diz, sobre o que Ele fez, transformando-se em homem para dar a sua vida no nosso lugar.
Ele nos convida a aceitar o presente, Ele não nos obriga a nada, temos o livre arbítrio de escolher entre passar a eternidade com Ele ou longe dEle.
O dia é hoje, amanhã pode ser muito tarde, hoje Cristo nos quer libertar, conforme diz um hino cristão.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 09-12-2009
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Advento no Plano de Salvação
"O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz."
A palavra "advento" significa literalmente "vinda, chegada".
O período do Advento abrange os quatro últimos domingos antes do Natal, que dão início ao chamado ano litúrgico.
Ele sempre começa no Primeiro Domingo do Advento e se estende até o fim de novembro do próximo ano.
Naturalmente trata-se apenas de uma tradição eclesiástica.
Além disso, sabemos que o nascimento de Jesus não ocorreu no dia 25 de dezembro.
Na verdade, a comemoração do Natal passou a ser algo rotineiro, destituído do verdadeiro significado, e é cada vez mais comercial.
Quando o ano está chegando ao fim, começa o tempo de expectativa para a comemoração da primeira vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas não devemos esquecer que também quanto ao Plano de Salvação encontramo-nos no tempo do Advento, atualmente mais do que nunca!
Estamos hoje no período em que rumamos claramente em direção ao dia da segunda vinda do Senhor.
Bem-aventurados aqueles que vivem conscientemente também neste tempo de Advento do Plano de Salvação, pois o Senhor diz deles:
"Bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá"
(Lc 12.37).
Que palavras grandiosas!
Afinal, o que faz com que o tempo de Advento seja tão especial?
Há nele três coisas importantes:
– o tempo da alegria antecipada
– o tempo da espera
– o tempo da preparação
O tempo da alegria antecipada
Naturalmente o tempo da alegria antecipada no Advento tem diferentes aspectos.
Mas para nós, filhos de Deus, trata-se em primeiro lugar da grande alegria – do nascimento de Jesus!
Realmente temos razão para nos alegrar, pois está escrito no livro do profeta Isaías, onde é prometido o Príncipe da Paz:
"O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos" (Is 9.2-3).
Certamente está claro para cada um de nós, como filhos de Deus, que o Natal é a festa da alegria e justamente por isso podemos nos alegrar de todo o coração no tempo do Advento.
Se o tempo do Advento que se repete a cada ano já nos enche com tanta alegria por nos recordarmos da primeira vinda de nosso Senhor, o Advento do Plano de Salvação – o tempo de expectativa pela Sua segunda vinda – não deveria nos encher de muito mais alegria?
Vivemos hoje num momento avançado do Advento do Plano de Salvação, e esperamos que a volta do Senhor não demore.
Será que nos alegramos com isso?
Nossos corações exultam tanto em relação à iminente segunda vinda de nosso Salvador como em relação à próxima festa do Natal?
Se não for assim, somos semelhantes a pessoas das quais Paulo diz em 1 Coríntios 15.19:
"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens."
Certamente a vida com Cristo aqui na terra pode proporcionar muitas vezes um antegosto do céu, mas está longe de ser o próprio céu.
O melhor ainda está por vir!
E deveríamos finalmente começar a nos alegrar de todo o coração com isso!
Por que, afinal, alegramos-nos tão pouco pelo céu?
Porque pouco ou nada nos ocupamos com ele.
Quando alguma coisa nos interessa e nos envolvemos com ela, por exemplo, com um hobby especial, essa ocupação nos satisfaz.
Exatamente o mesmo acontece com o céu.
Se neste tempo do Advento do Plano de Salvação, no qual vivemos agora, nos ocupássemos mais com o céu, a nossa alegria antecipada também seria muito maior!
O Senhor Jesus disse: "Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração"
(Lc 12.34).
Com isso Ele quer nos dizer que essas duas coisas não podem ser separadas.
Onde está o nosso coração, ali também estão as coisas com que mais nos ocupamos; e onde estiverem essas coisas, também estará sempre o nosso coração.
Portanto, ocupe-se intensamente com aquilo que ainda virá.
Direcione o seu coração intensivamente para o céu, pois então ele se tornará um tesouro para você!
Isso lhe dará a verdadeira alegria antecipada, que é tão importante neste tempo de Advento do Plano de Salvação.
Por isso: "Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração" (Sl 32.11) – pois nosso Senhor virá em breve!
O tempo da espera
Sabemos muito bem por que nestes dias as crianças vivem numa espera tão ansiosa: por causa dos presentes e doces que receberão.
Aliás, essa ansiedade também acontece com muitos adultos.
Mas, seja como for, o fato é que o tempo do Advento é caracterizado pela espera.
Por isso, muitos filhos de Deus também almejam novas bênçãos justamente neste tempo do Advento.
Isso é perfeitamente correto, sobretudo porque no tempo do Advento vivemos em direção ao Natal.
Almejamos um ponto culminante, e quando ele acontece esperamos um novo fortalecimento para nossa vida espiritual.
Esperamos que o nascimento de Jesus Cristo, que aconteceu há quase dois mil anos, torne-se tão novo e real para nós que disso resulte um novo proveito interior.
Desfrutaremos desse proveito se tivermos a posição correta em relação à festa de Natal.
Ao mesmo tempo, porém, não precisamos apenas pensar em bênçãos que já recebemos – por exemplo, por ocasião do último Natal –, mas podemos almejar bênçãos ainda maiores e melhores.
Pois a verdadeira espera sempre tem relação com o desejo de possuir mais do que se tem no momento.
Com toda a certeza, nesta questão também podemos esperar pela fé, com ousadia, por mais do que já temos recebido.
A respeito, vamos lembrar um exemplo de tempos antigos: o rei Amazias de Judá preparou-se para a guerra contra os homens de Seir.
Ele passou em revista 300.000 homens escolhidos de Judá (2 Cr 25.5).
"Também tomou de Israel a soldo cem mil homens valentes por cem talentos de prata" (v.6).
Mas um homem de Deus veio a ele dizendo-lhe que perderia a guerra se não mandasse de volta para casa esses mercenários (v.7-8).
Amazias estava perfeitamente disposto a mandá-los novamente para casa, mas preocupou-se com os cem talentos de prata já pagos:
"Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel?" (v.9a).
A maravilhosa resposta foi: "Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor" (v.9b).
Em outras palavras: "Amazias, esses cem talentos de prata são valiosos – mas o que é isto para o Senhor?! Ele pode lhe dar muito mais; espere somente nEle."
Da mesma maneira, também podemos viver nessa ansiosa expectativa, principalmente porque podemos esperar novas e maiores bênçãos, olhando para o Filho de Deus, que veio para esta terra há quase dois mil anos.
Mas voltemo-nos novamente para o futuro e perguntemo-nos: o Advento do Plano de Salvação também é caracterizado por expectativas?
Com certeza.
Pois no fim deste tempo do Advento esperamos Jesus Cristo em pessoa.
Filipenses 3.20 nos diz de maneira maravilhosa:
"Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".
E em Tito 2.13 está escrito: " Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus."
Ou pensemos numa outra grandiosa esperança, da qual fala Pedro:
"Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pe 3.13).
O Advento no Plano de Salvação é marcado por grandiosas esperanças!
Mas por que, então, vivemos geralmente como se não partilhássemos dessa expectativa maravilhosa, mesmo sabendo que já estamos bem adiantados no Advento do Plano de Salvação?
Vamos ver isso através dos exemplos de duas pessoas que nos mostram literalmente o que significa viver em atitude de espera no Advento do Plano de Salvação: Simeão e Ana.
Ambos moravam em Jerusalém e ali esperavam pela primeira vinda do Messias:
"Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão; homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele...
Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Jesus... o tomou nos braços e louvou a Deus, dizendo: Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra; porque os meus olhos já viram a tua salvação...
Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser...
Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações.
E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém" (Lc 2.25-38).
Essas duas pessoas – antes de terem visto o menino – viviam literalmente no Advento do Plano de Salvação, pois esperavam a primeira vinda do Senhor, como nós esperamos pela Sua segunda vinda.
Por isso, justamente elas são o melhor exemplo para nós no que se refere à questão do que é a esperança do Advento no Plano de Salvação.
Para responder a essa pergunta, só precisamos destacar duas características dessas duas pessoas.
Do velho Simeão lemos: "...homem este justo e piedoso que esperava a consolação de Israel" (v.25a), e da profetisa Ana: "...Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações" (v.37).
A força dessas duas pessoas consistia delas não apenas esperarem pelo Senhor, mas de cultivarem, cuidarem e alimentarem sua expectativa.
Por isso, o seu anseio pelo Senhor era ardente e genuíno.
Simeão não somente esperava pela "consolação de Israel", pois ao mesmo tempo ele era "justo e piedoso."
Dessa maneira ele alimentava a sua espera.
A profetisa Ana "...não deixava o templo, mas adorava a Deus... dia e noite."
Assim ela cuidava da sua espera e a mantinha ardente e viva.
Por que, entretanto, a expectativa de muitos ainda é tão morna, embora também vivam no Advento do Plano de Salvação?
A razão está no fato de não alimentarem esse anseio em seu íntimo.
Por isso, o fogo da espera quase se apaga, quase se extingue, porque não se alimenta essa chama.
Assim, não é de admirar que quase não se sinta mais nada a respeito.
Portanto, será que não está na hora de começar a alimentar e avivar a espera em seu coração, para que ela passe a ser novamente ardente?
Talvez você até precisa ir para a UTI espiritual, ou seja, começar a ocupar-se com Jesus de uma maneira totalmente nova e, talvez pela primeira vez, a pensar em Sua iminente volta.
Comece desde já! Pois somente assim o seu anseio no Advento do Plano de Salvação se renovará, ficará forte e cheio de expectativa.
Somente assim você se tornará um cristão ansioso pela volta do Senhor, porque nutrirá grandes esperanças por esse glorioso dia.
Afaste seus olhos de todas as coisas temporais, de tudo aquilo que nos cerca aqui, porque a glória que nos espera na Eternidade não pode ser comparada com nada neste mundo.
Pois então se cumprirá integralmente o que o homem de Deus disse a Amazias: "Muito mais do que isso pode dar-te o Senhor."
Mas a escolha é sua.
Você pode avivar essa espera até à paixão ardente, se começar a alimentá-la e cultivá-la.
Portanto, ocupe-se muito, ocupe-se intensamente com Jesus e com Sua palavra, com Sua iminente volta – e você verá que um grande anseio se acenderá em seu coração!
O tempo da preparação
Nestes dias de Advento, antes do Natal, muitas coisas ainda precisam ser preparadas.
Por toda parte há muito para se fazer e terminar.
De maneira geral, as semanas do Advento deveriam ser dias de meditação e reflexão.
Mas acontece justamente o contrário.
Realmente é impressionante a intensa atividade antes do Natal.
Não me refiro somente aos esforços deste mundo com as muitas decorações natalinas, cheias de brilho e de luz, para vender o máximo possível.
Mas observe por um momento o seu próprio lar e o seu local de trabalho.
O que você vai encontrar ali?
Inusitada atividade, muito trabalho e muitas coisas que ainda precisam ser feitas.
Por que há tanta agitação nestas semanas antes do Natal, que deveriam ser de calma e reflexão?
Porque na noite do dia 24 pretende-se ter tudo pronto e preparado para festejar o Natal com a família, sem mais correrias.
Tudo isso se aplica também ao Advento no Plano de Salvação, no qual nos encontramos hoje.
Pois, da mesma maneira como se avalia erradamente o tempo de Advento antes do Natal, muitas vezes também não se avalia corretamente o Advento no Plano de Salvação.
Muitos pensam que esta época deve ser comemorada em paz, quietude e reflexão.
Mas esse período também exige muito trabalho e preparação.
É isso que o Advento no Plano de Salvação exige de cada um de nós, filhos de Deus!
Mas é doloroso perceber que muitos não notam que hoje nos encontramos no último trecho do caminho.
Já é tempo de nos darmos conta de que o Advento no Plano de Salvação exige tudo de nós e realmente devemos nos preparar com toda a presteza para a iminente vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!
Mas como devemos nos preparar?
Nesse contexto, pensei num relato em 2 Reis.
Ali se fala de uma mulher que sempre convidava o profeta Eliseu para as refeições.
Acerca dela lemos em 2 Reis 4.9-10: "Ela disse a seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto, obra de pedreiro, e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali."
Esta mulher esperava o profeta Eliseu e preparou-se convenientemente para a sua chegada.
Primeiro, junto com seu marido, ela preparou um quarto para ele.
Que figura gloriosa do espaço que devemos dar ao Senhor em nossa vida!
Ele realmente tem recebido tudo o que merece em sua vida?
Justamente agora, neste Advento no Plano de Salvação, faz parte dos preparativos mais importantes realmente darmos todo o espaço ao Senhor!
Além disso, essa mulher (com a ajuda do seu marido) colocou uma cama para o profeta no quarto.
Com isso ela quis dizer: "Eliseu, não fique apenas uma noite, mas fique sempre conosco!"
Você também tem dito sempre a Deus: "Senhor, eu nunca mais quero viver sem Ti. Fica sempre comigo"?
O casal também colocou uma mesa e uma cadeira no quarto.
Isso indica: "Eliseu, também trabalhe conosco!"
Se você deu ao Senhor todo o espaço que Ele merece, também deveria permitir que Ele trabalhe em seu coração!
Você está disposto a isso?
Por fim, a mulher ainda colocou um candeeiro no quarto, o que dá a entender:
"Eliseu, fique conosco também quando vem a noite".
Justamente hoje – neste Advento no Plano de Salvação – é extremamente necessário reconhecer que este mundo ficou muito escuro.
Por isso, peça ao Senhor, insista com Ele, para ficar com você.
Diga-Lhe como disseram outrora os discípulos de Emaús: "Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina" (Lc 24.29a).
Fazendo isso, você estará se preparando para a iminente vinda do Senhor, que lhe diz: "Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor, quando vier, os encontre vigilantes; em verdade vos afirmo que ele há de cingir-se, dar-lhes lugar à mesa e, aproximando-se, os servirá" (Lc 12.37). ( Marcel Malgo - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2000.
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/advento.html
Comentário do editor do blog:
Advento - explica o autor - é "vinda", "chegada" e é um tempo de espera por Jesus, nosso único e suficiente Salvador.
A primeira vinda já ocorreu, há 2.000 anos, e a comemoramos anualmente [dezembro] no Natal, embora saibamos que Jesus não nasceu neste mês, mas por volta de abril.
A expectativa, agora, é pelo Advento no Plano de Salvação:
"Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam; mas a todos quantos o receberam [no coraçao] deu-lhes o direito de serem feitos filhos de Deus; a saber os que creem em seu nome" (João 1. 10-13).
Jesus trata o assunto da conversão a Ele, como um nascimento novo, não o nascimento no sangue e na carne [em uma família humana] mas o nascimento na água e no Espírito, o nascimento na família de Deus.
Então os cristãos, ou seja, os convertidos a Jesus [nascidos de novo], enquanto aqui estiverem, além de estarem celebrando o nascimento de Jesus, sua morte e sua ressurreição, devem estar no aguardo, na espectativa pela sua segunda vinda, o seu segundo advento, pisando na terra [monte das Oliveiras] para estabelecer o seu Governo sobre as Nações, a partir de Israel, conforme tratamos ontem.
Há que se lembrar que os convertidos a Jesus não estarão aqui para recepcioná-lo, pois seremos retirados antes da Grande Tribulação, para o encontro com Ele nos ares, entre nuvens (I Tessalonicenses 4. 17), mas viremos com Ele [somos os seus santos].
Assim, a época do Advento deve ser não somente para a espera da celebração do Natal [aniversário de Sua primeira vinda], mas muito mais para estarmos aguardando o nosso encontro final com Ele, e preparando- nos para tal.
Maranata! Ora vem, Senhor Jesus
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 08-12-2009
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Como Jerusalém está relacionada à Segunda Vinda?
Onde a Bíblia ensina que Jesus voltará ao Monte das Oliveiras?
No primeiro capítulo de Atos lemos sobre a ascensão de Jesus do Monte das Oliveiras, depois da ressurreição e de ter passado 40 dias com os discípulos.
Enquanto os discípulos observavam a ascensão, dois anjos lhes apareceram dizendo que Jesus voltaria para o mesmo lugar:
"e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu virá do modo como o vistes subir" (Atos 1.11).
O retorno de Cristo, ou a Segunda Vinda (não o Arrebatamento), foi profetizado por Zacarias quase 600 anos antes da Sua primeira vinda, ou seja há 2600 anos atrás, em Zacarias 14.4:
"Naquele dia, estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o Monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade para o sul."
Pelo fato de Cristo ter feito no Monte das Oliveiras o Seu grande discurso profético sobre Sua Segunda Vinda, conclui-se que Sua volta será no mesmo local (Mateus 24-25).
Sessenta anos depois da ascensão, o apóstolo João também escreveu sobre a Segunda Vinda de Cristo à terra em Apocalipse 19.11-16, apesar de não mencionar especificamente o Monte das Oliveiras.
A Segunda Vinda não deve ser confundida com o Arrebatamento, que acontece sete anos antes e é registrado em 1 Tessalonicenses 4.14-17. (*)
Essas duas vindas são eventos bem separados e distintos.[1]
A Segunda Vinda é diferente do Arrebatamento?
É depois do Arrebatamento que a Tribulação de sete anos começa. (*)
Portanto, a Segunda Vinda de Cristo acontece no fim da Tribulação.
Há muitas passagens que diferenciam os dois eventos e os numerosos contrastes.
No Arrebatamento, Jesus não volta a Jerusalém nem à Terra, mas encontra a Igreja nos ares.
Na Segunda Vinda, Cristo volta com os santos à Terra e a Jerusalém, como previsto em Zacarias 14.4-5 e Mateus 24.27-31.[2]
Por que Cristo volta a Jerusalém e não a uma outra cidade?
Cristo voltará a Jerusalém para julgar o mundo e estabelecer Seu reino milenar.
Ele também reinará no trono de Davi para cumprir as profecias do Antigo Testamento que prometiam um Rei Messias da linhagem de Davi a Israel.
Embora seja um reino universal, ele será centrado em Jerusalém por causa do trono de Davi e da restauração de Israel.
O Dr. Walvoord escreve:
Seu reinado sobre a casa de Israel será a partir de Jerusalém (Isaías 2.1-4), e do mesmo local reinará como Rei dos Reis e Senhor dos Senhores sobre toda a terra (Salmos 72.8-11, 17-19)...
O Milênio será a hora da restauração final de Israel.
No começo do reino milenar Israel terá seu ajuntamento final e permanente (Ezequiel 39.25-29; Amós 9.15).
O reinado de Cristo sobre Israel será glorioso e um cumprimento completo e literal de tudo que Deus prometeu a Davi (Jeremias 23.5-8).[3]
Nenhuma outra cidade permitiria o cumprimento da profecia ou admitiria o domínio e a restauração de Israel.
A importância bíblica, profética e mundial de Jerusalém continuará e aumentará com a Segunda Vinda de Cristo. (Thomas Ice & Timothy Demy - http://www.chamada.com.br)
Notas:
1. Thomas Ice e Timothy Demy, A Verdade Sobre o Arrebatamento (Porto Alegre: Actual Edições, 2001).
2. Ibid.
3. John F. Walvoord, Major Bible Prophecies: 37 Crucial Prophecies that Affect You Today (Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1991), pp. 390-91.
Extraído do livro A Verdade Sobre Jerusalém na Profecia Bíblica.
Fonte: www.chamada.com.br
(*) Respeitamos a posição dos autores, sem o que não publicaríamos este artigo, mas nos reservamos o direito de dizer que a tribulação, conforme entendemos da literalidade das Escrituras, será de 3 anos e meio [segunda metade do acordo de paz, prevista em Daniel 9. 27, este sim de 7 anos].
O arrebatamento será antes da tribulação, que começa aos 3 anos e meio da vigência do acordo, quando o anticristo se revela.
Comentário do editor do blog:
Sem Israel não há segunda vinda de Jesus!
E não havendo segunda vinda, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, Deus teria faltado com a verdade.
Seria isso possível, ou sequer admissível? (...)
Não, isso jamais ocorrerá, pois "Deus não é homem para mentir..." (Números 23. 19), afirma-nos a própria Palavra de Deus.
No momento em que um "til" ou um "jota" deixar de ser verdade, toda a Escritura estará em cheque, estará totalmente desacreditada, pois ou ela é a verdade de capa a capa, ou ela é mentira de Gênesis ao Apocalipse.
E a Palavra Profética aponta para o retorno de Jesus em Jerusalém, no Monte das Oiveiras, situação deixada clara pelo artigo acima.
E o Anjo, no momento seguinte à ascenção de Jesus, disse aos que permaneceram ali, olhando para o Céu, de que da mesma maneira em que o viram subir, o verão descer ali mesmo, no mesmo lugar.
Não pairam dúvidas sobre o que ainda vai acontecer, as profecias apontam os fatos futuros com exatidão; e, nos mínimos detalhes, tudo vem se cumprindo até aqui.
Se a Palavra Profética já teve grande parte cumprida com riqueza de detalhes, podemos afirmar, com absoluta convicção, que tudo o mais ainda virá, como descrito, e via de consequência, o Senhor Jesus voltará para reinar sobre as Nações a partir de Israel.
Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 07-12-2009
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Distinção entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda
“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras... Certamente, venho sem demora” (Ap 22.12,20).
O encontro nos ares
Essas palavras, as últimas de Cristo que foram registradas por escrito, confirmam Sua promessa anterior:
“...voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3).
Paulo faz referência ao cumprimento dessa promessa:
“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, ...e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; ...depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).
Como resposta a essas promessas de Cristo, “o Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17); ao que João adiciona, jubilante:
“Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20b).
Quem é essa Noiva?
Após declarar que esposo e esposa são “uma só carne”, Paulo explica: “Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.32).
A qualquer momento
As palavras de Cristo, do mesmo modo como as de João, do Espírito e da Noiva, não fariam sentido se essa vinda para levar os crentes para Si mesmo tivesse que esperar a revelação do Anticristo (perspectiva pré-ira) ou a consumação da Grande Tribulação (perspectiva pós-tribulacionista).
Uma vinda de Cristo “pós-qualquer coisa” para Sua Noiva simplesmente não se encaixa nessas palavras das Escrituras.
Afirmar que a Grande Tribulação deve ocorrer primeiro, para que o Espírito e a Noiva digam: “Vem, Senhor Jesus”, é como exigir o pagamento de uma dívida que vai vencer somente em sete anos!
Um Arrebatamento “pós-qualquer coisa” vai contra várias passagens das Escrituras que demandam claramente a vinda de Cristo a qualquer momento (iminente).
O próprio Jesus disse: “Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a).
Esse mandamento seria ridículo se Cristo pudesse vir para o Arrebatamento apenas após os sete anos da Tribulação.
A vinda que a Noiva de Cristo tanto deseja levará à ressurreição dos mortos e à transformação dos corpos dos vivos.
Isso fica bem claro não somente em 1 Tessalonicenses 4, mas também através de outras passagens:
“...de onde (os céus) aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da sua glória” (Fp 3.20-21).
Muitas outras passagens também incentivam os crentes a vigiar e esperar com intensa expectativa.
Essas exortações somente fazem sentido se a possibilidade de Cristo levar Sua Noiva para o céu puder ocorrer a qualquer momento:
“...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Co 1.7);
“...deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro, e para aguardardes dos céus o Seu Filho...” (1 Ts 1.9-10);
“...aguardando a bendita esperança e a manifestação do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2.13);
“...aparecerá segunda vez ...aos que o aguardam para a salvação” (Hb 9.28);
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor” (Tg 5.7).
Diferentes opiniões sobre o Arrebatamento não afetam a salvação, mas deveríamos procurar entender o que a Bíblia diz.
A Igreja primitiva estava claramente esperando o Senhor a qualquer momento.
Estar vigiando e esperando por Cristo, se o Anticristo deve aparecer primeiro, é como esperar o Pentecoste antes da Páscoa.
No entanto, Cristo exortou:
“Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25.13);
“...para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai” (Mc 13.36-37).
A surpresa da Sua vinda
A seguinte afirmação de Jesus também não se encaixa numa vinda pós-tribulacionista:
“Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.44).
É absurdo imaginar que qualquer pessoa sobrevivente da Grande Tribulação, que tenha visto:
- os eventos profetizados (as pragas e julgamentos derramados na terra;
- a imagem do Anticristo no Templo;
- a marca da besta imposta a todos que quiserem comprar e vender;
- as duas testemunhas testificando em Jerusalém, sendo mortas, ressuscitadas e levadas ao céu;
- Jerusalém cercada pelos exércitos do mundo, etc.), tendo contado os 1260 dias (3 anos e meio) de duração da segunda metade da Grande Tribulação (preditos em Apocalipse 11.2-3;12.14), poderia imaginar naquela hora que Cristo não estaria a ponto de retornar!
Após todos esses acontecimentos, isso será por demais evidente.
Portanto, simplesmente não há como reconciliar uma vinda de Cristo pós-tribulacionista com Seu aviso de que virá quando não estiver sendo esperado.
Distinção entre Arrebatamento e Segunda Vinda
Somente essa afirmação já distingue o Arrebatamento (a retirada da Igreja da terra para o céu) da Segunda Vinda (para resgatar Israel durante o Armagedom); pois este último acontecimento não vai surpreender quase ninguém.
Contrastando com Seu aviso de que mesmo muitos na Igreja não O estarão esperando, as Escrituras anunciam outra vinda de Cristo quando todos os sinais já tiverem sido cumpridos e todos souberem que Ele está voltando.
A um Israel descrente, Cristo declarou: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.33).
Até o Anticristo saberá: “E vi a besta e os reis da terra, com os seus exércitos, congregados para pelejarem contra aquele que estava montado no cavalo e contra o Seu exército” (Ap 19.19).
“Cingido esteja o vosso corpo, e acesas as vossas candeias, sede vós semelhantes a homens que esperam o seu senhor” (Lc 12.35,36a)
Ou Cristo está se contradizendo (impossível!), ou Ele está falando de dois eventos.
Jesus disse que virá num tempo de paz e prosperidade quando até Sua Noiva não estará esperando por Ele:
“Ficai também vós apercebidos, porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Lc 12.40).
Não somente as [virgens] néscias, mas até as sábias estarão dormindo: “E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt 25.5).
No entanto, a Escritura diz que o Messias virá quando o mundo estiver quase destruído pela guerra, fome e os juízos de Deus, e quando Israel estiver quase derrotado.
Então, Yahweh declara: “olharão para aquele a quem traspassaram” (Zc 12.10b), e todos os judeus vivos na terra reconhecerão seu Messias que retornará como “Deus forte, Pai da Eternidade” (Is 9.6): exatamente como os profetas previram, Ele veio como homem, morreu pelos seus pecados, e retornará, dessa vez para salvar Israel.
Sobre esse momento culminante, Cristo declara:
“Aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13).
Paulo adiciona: “...todo o Israel [ainda vivo] será salvo”... (Rm 11.26).
Dois eventos distintos
Não podemos escapar ao fato de que duas vindas de Cristo ainda se darão no futuro: uma que surpreenderá até mesmo Sua Noiva e outra que não será uma surpresa para quase ninguém.
As duas não podem ser o mesmo evento.
Mas onde o Novo Testamento diz que ainda há duas vindas a serem cumpridas?
Todo cristão crê em duas vindas de Cristo: Ele veio uma vez à terra, morreu pelos nossos pecados, ressuscitou dentre os mortos, retornou ao céu e voltará.
Contudo, em nenhum lugar o Antigo Testamento diz que haveria duas vindas distintas.
Esse fato causou confusão para os rabinos, para os discípulos de Cristo e até para João Batista, que era “cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1.15, 41,44), João tinha testificado que Jesus era “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29).
No entanto, este último dos profetas do Velho Testamento, de quem não havia ninguém maior “nascido de mulher” (Lc 7.28), começou a duvidar:
“És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.3).
Somente uma vinda do Messias era esperada.
Ele iria resgatar Israel e estabelecer Seu Reino sobre o trono de Davi em Jerusalém.
Por essa razão os rabinos, os soldados e a multidão zombaram dEle na cruz (Mt 27.40-44; Mc 15.18-20; 29-32; Lc 23.35-37).
Apesar de todos os milagres que Jesus tinha feito, os discípulos, da mesma forma, tomaram Sua crucificação como a prova conclusiva de que Ele não poderia ter sido o Messias.
Os dois na estrada de Emaús disseram: “...nós esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir Israel” (Lc 24.19-21) – mas agora Ele estava morto.
Cristo os repreendeu por não crerem “ tudo o que os profetas disseram!” (Lc 24.25).
Este era o problema comum: deixar de considerar todas as profecias.
Israel tinha uma compreensão unilateral da vinda do Messias (e continua assim atualmente), que lhe permitia ver apenas Seu reino triunfante e o deixava cego para Seu sacrifício pelo pecado.
Até mesmo muitos cristãos estão tão obcecados com pensamentos de “conquista” e “domínio” que imaginam ser responsabilidade da Igreja dominar o mundo e estabelecer o Reino de Deus, para que o Rei possa retornar à terra para reinar.
Eles se esquecem da promessa que Ele fez à Sua Noiva de levá-la ao céu, de onde ela voltará com Ele para ajudá-lO a governar o mundo.
O Arrebatamento ocorrerá antes da Tribulação
Como poderia Cristo executar julgamento sobre a terra, vindo do céu “entre suas santas miríades (multidões de santos)” (Jd 14), se primeiro não as tivesse levado para o céu?
Aqui temos outra razão para um Arrebatamento anterior à Tribulação.
Incrivelmente, Michael Horton, em seu livro “Putting Amazing Back into Grace”, imagina que 1 Tessalonicenses 4.14 (“assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem”) refere-se à Segunda Vinda de Cristo “com os santos”.
Ao contrário, na ocasião do Arrebatamento Jesus trará a alma e o espírito dos cristãos fisicamente mortos para serem reunidos com seus corpos na ressurreição, levando-os para o céu juntamente com os vivos transformados.
Na Segunda Vinda Ele trará consigo de volta à terra os santos vivos, que já foram ressuscitados e previamente levados ao céu no Arrebatamento.
Antes da volta de Cristo com os Seus santos haverá a celebração das Bodas do Cordeiro com Sua Noiva (Ap 19.7).
Tendo passado pelo Tribunal de Cristo (1 Co 3.12-15); (2 Co 5.10 ), os santos estarão vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.8).
Certamente eles devem ser também o exército vestido de linho fino, branco e puro (Ap 19.14) que virá com Cristo para destruir o Anticristo.
Quando eles foram levados ao céu?
É claro que isso não ocorrerá durante a própria Segunda Vinda, pois não haveria tempo suficiente nem para o Tribunal de Cristo, nem para as Bodas do Cordeiro.
O Arrebatamento deve ter ocorrido anteriormente.
Aqueles que estão com seus pés plantados na terra, esperando encontrar um “Cristo”, esquecem que o verdadeiro Cristo virá nos buscar para nos encontrarmos com Ele nos ares e nos levará para a casa de Seu Pai.
Eles se esquecem também que o Anticristo estabelecerá um reino terreno antes que o verdadeiro Rei volte para reinar.
Infelizmente, os que se empenham em estabelecer um reino nesta terra estão preparando o mundo para o reino fraudulento do “homem do pecado”.
A Escritura registra duas vindas
Como alguém nos tempos do Velho Testamento poderia saber que haveria duas vindas do Messias?
Somente por implicação. Ou os profetas se contradisseram quando profetizaram que o Messias seria rejeitado e crucificado e que Ele também seria proclamado Rei sobre o trono de Davi para sempre, ou eles falavam de duas vindas de Cristo.
Não há forma de colocar dentro de um só evento o que os profetas disseram.
Simplesmente tem de haver duas vindas do Messias: primeiro como o Cordeiro de Deus, para morrer pelos nossos pecados, e depois como o Leão da Tribo de Judá (Os 5.14-15; Ap 5.5), em poder e glória para resgatar Israel no meio da batalha do Armagedom.
A mesma coisa acontece no Novo Testamento.
Note as muitas contradições, a menos que estes sejam dois eventos:
1) Ele vem para Seus santos e numa hora que ninguém espera; mas vem com Seus santos quando todos souberem que Ele está vindo.
2) Ele não vem à terra mas arrebata os santos para se encontrarem com Ele nos ares (1 Ts 4.17); por outro lado, Ele vem à terra: “naquele dia, estarão Seus pés sobre o monte das Oliveiras” (Zc.14.4), e os santos vem à terra com Ele.
3) Ele leva os santos para o céu, para as muitas mansões na casa de Seu Pai, para estarem com Ele (Jo.14.3); mas traz os santos do céu (Zc 14.5, Jd 14).
4) Ele vem para Sua Noiva num tempo de paz e prosperidade, bons negócios e prazeres (Lc 17.26-30); mas volta para salvar Seu povo Israel quando o mundo já terá sido praticamente destruído, em meio ao pior conflito já visto na terra, a batalha do Armagedom.
Rebatendo as críticas ao Arrebatamento
Cristo declarou: “Assim como foi nos dias de Noé ...comiam, bebiam, casavam-se...
O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre...
Assim será no dia em que o Filho do Homem se manifestar” (Lc 17.26-30).
Essas condições mundiais por ocasião do Arrebatamento só podem se referir ao período anterior à Tribulação; certamente não ao final dela!
Arrebatamento?
Há críticos afirmando que a palavra “Arrebatamento” nem está na Bíblia!
Isso não é verdade, pois a versão latina da Bíblia (Vulgata), feita por Jerônimo no quinto século, traduziu o grego harpazo (arrancar subitamente) pela palavra raptus (raptar), da qual deriva “Arrebatamento”.
Foi o que Cristo nos prometeu em João 14: levar-nos para o céu.
“Certamente, venho sem demora”(Ap 22.20).
Outros críticos papagueiam o mito propagado por Dave MacPherson, de que o ensino do Arrebatamento antes da Tribulação apareceu apenas no início do século XIX através de Darby, que o teria aprendido de Margaret MacDonald.
Ela o teria recebido de Edward Irving, e este, por sua vez, o teria encontrado nos escritos do jesuíta Emmanuel Lacunza.
Isso simplesmente não é verdade.
Muitos escritores anteriores expressaram a mesma convicção.
Um deles foi Ephraem de Nisibis (306-373 d.C.), bem conhecido na história da igreja da Síria.
Ele afirmou: “Todos os santos e eleitos de Deus serão reunidos antes da tribulação, que está por vir, e serão levados para o Senhor...”
Seu sermão com essa afirmação teve ampla circulação popular em diferentes idiomas.
Sim, há uma vinda do Senhor após a Tribulação: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias... verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt 24.29-30).
A referência aos anjos “reunindo Seus escolhidos dos quatro ventos” (vv. 29-31) certamente não significa Cristo arrebatando Sua Igreja para levá-la ao céu, pois trata-se do ajuntamento do Israel disperso, de volta à sua terra quando da Segunda Vinda.
Cristo associou o mal com o pensamento de que Sua vinda se atrasaria:
“Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu Senhor demora-se” (Mt 24.48; Lc 12.45).
Novamente, essa afirmação não tem sentido se o Arrebatamento vem após a Tribulação.
Não existe motivo maior para uma vida santa e um evangelismo diligente do que saber que o Senhor poderia nos levar ao céu a qualquer momento.
Que a Noiva acorde do seu sono, apaixone-se novamente pelo Noivo, e de coração diga continuamente por meio da sua vida diária:
“Vem, Senhor Jesus!” ( Dave Hunt - TBC - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2002
Fonte: http://www.chamada.com.br/mensagens/distincao.html
Comentário do editor do blog:
Dave Hunt foi de uma clareza muito grande ao ensinar a diferença entre o Arrebatamento dos convertidos ao Senhor Jesus, e a Segunda Vinda dEle para salvar os israelenses, remanescentes da Grande Tribulação, e implantar o seu Reino aqui na terra [como os judeus esperavam na primeira vinda e não ocorreu, e ainda esperam hoje].
Na primeira vinda Ele não veio para implantar seu Reino, como queriam os de Israel, mas buscar e salvar o perdido.
No arrebatamento Ele não pisa na terra [essa é uma das grandes diferenças entre uma coisa e outra], mas os seus santos [os convertidos a Ele], primeiro os mortos que ressuscitarão, e depois nós os vivos, somos arrebatados para o encontro com Ele nos ares, entre nuvens (I Tessalonicenses 4. 17).
Na Segunda Vinda, em companhia dos seus Santos, antes arrebatados, Ele pisa aqui na terra, no Monte das Oliveiras, e vem para implantar o Seu Reino sobre as Nações, a partir de Jerusalém.
O arrebatamento se dá antes da Grande Tribulação, e a segunda vinda após a Grande Tribulação, outro ponto muito claro para distinguir um evento do outro.
Então, o que nós aguardamos é o dia de Cristo, o Arrebatamento, para irmos com Ele morar, como Ele prometeu:
"pois vou preparar-vos lugar".
Os judeus que permanecerem aqui, passarem pela Tribulação e sobreviverem, aguardam e contemplarão a Sua Segunda Vinda, o Dia do Senhor.
Dia de Cristo e Dia do Senhor, portanto, têm significados distintos, o primeiro é o Arrebatamento, e o segundo é a Sua segunda Vinda.
Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 04-12-2009
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