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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Mordomia - O que temos é do Senhor


Igrreja Presbiteriana do Brasil > Curitiba

Rua Comendador Araújo - Centro

Curitiba, 15 de agosto de 2010 Boletim nº 3047

Tema do Ano: Compromisso Integral * Tema do Mês: Na Mordomia dos Dons

O que temos é do Senhor


Mordomia cristã não tem a ver somente com finanças, mas, também, tem.

Mordomia, no sentido bíblico, diz respeito a todos os recursos que Deus confiou a nós: dons, talentos, oportunidades, o tempo, os relacionamentos e recursos financeiros, também.

Para sermos bons mordomos, devemos tomar cuidado com algumas coisas:

Querer enriquecer rapidamente.

Certamente você já foi convidado a participar daquelas correntes da felicidade que afirmam que em poucos meses você receberá uma fortuna.

Em nossos dias, o mercado financeiro é uma tentação.

Mas é bom, antes, ouvir a Palavra de Deus: “Não acumuleis tesouros onde a traça e a ferrugem corroem” (Mateus 6.19).

Seguir os padrões financeiros do vizinho.

Estamos entrando numa área muito delicada, que é a inveja.
“Seja a vossa vida sem avareza;contentai-vos com o que tendes” (Hebreus 13.5).

Comprar coisas desnecessárias.

As técnicas de venda são sedutoras.

Você é capaz de comprar, de uma vez só, 10 blusas de frio em pleno verão.

Comprar a prazo.

Poderíamos parafrasear Marx, dizendo que “o crediário é o ópio do povo”.

Por vezes, fazemos dívidas, muito além da nossa capacidade de pagar.

Devemos nos apegar aos seguintes princípios bíblicos:

Tudo o que temos pertence a Deus

(Salmo 24.1). A casa, os móveis, os eletrodomésticos, as roupas, o carro, o saldo bancário, tudo é do Senhor.

A vida é uma dádiva de Deus. E tudo o que podemos obter procede do Altíssimo.

Somos administradores dos bens divinos.

Deus nos constituiu em mordomos daquilo que é dEle.

Ora, se somos zelosos com o que é nosso, muito mais com o que é de Deus. Um bom exemplo disto, nos vem da Parábola dos Talentos (Mateus 25.24-30).

É preciso estabelecer um sistema de valores baseado na Palavra de Deus

A Bíblia é riquíssima nesta matéria. É pena que governos e governantes não se pautem por suas orientações quando estabelecem planos econômicos.

A sociedade e o mundo têm os seus valores, mas nós somos cidadãos do Reino (Mateus 6.33).

É fato que as leis econômicas podem coincidir com os princípios da Palavra, mas quando há confronto, bem sabemos que lado devemos seguir.

Devemos fazer tudo para a glóriade Deus.

Nada de fazer distinção: isto é santo, aquilo não; fazer oração é sinal de santidade, mas como eu lido com o dinheiro é mundano.

“Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer coisa (ganhar ou gastar o dinheiro, por exemplo), fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10.31).

Uma questão que pode interessar a muitos: como sair de dívidas?

A melhor forma de sair de dívidas é nunca entrar nelas.

Deus nunca elogiou a dívida; Cristo morreu por causa das nossas dívidas; seria uma incoerência divina asseverar que fazer dívidas seja uma necessidade inescapável.

É vital ter um bom planejamento para os gastos.

Nele devem se destacar as prioridades; há coisas precípuas, como alimentação e educação, e há coisas secundárias, como um passeio ou uma roupa nova.

E é bom não esquecer da pontualidade nos pagamentos.

Que o Senhor nos abençoe, a fim de honrarmos a Deus com os dons que Ele nos concede.

Rev. Juarez Marcondes Filho
--
Fonte: Igrreja Presbiteriana do Brasil > Curitiba
por e-mail de Nahôr Aguiar Caruso



Comentário do editor do blog:

Este é uma assunto delicado, pois, via de regra, envolve finanças; e é aí que reside o perigo, pois nos preocupamos em juntar tesouros [corruptíveis] na terra, esquecendo-nos de juntar tesouros no céu [incorruptíveis].

Mas o importante é abordar quanto à mordomia que nos foi confiada por Deus: a de gerir tudo o que Ele nos dá, principalmente os dons, que nos são dados, a cada um, como Lhe apraz, e sempre para um fim proveitoso (I Coríntios 12. 11 e 7).

Foi citada, no texto acima, a Parábola dos Talentos, e é ela mesma que nos ensina que a administração dos dons que Deus nos dá tem que ser feita com seriedade, com amor, com fidelidade, como se os "talentos" fossem para nossa exclusiva realização pessoal.

Deus nos dá, conforme dissemos acima, dons conforme lhe aprás e sempre para um fim proveitoso; um fim proveitoso não para nós, mas para Ele, seu trabalho aqui na terra, seu Reino.

Os dons que recebemos têm que ser empregados de forma a multiplicarem, e não a ficarem enterrados para que não sejam furtados ou não se deteriorem.

Temos vidas a levar aos pés de Jesus, e muitas, para que sejam convencidas, pelo Espírito Santo, em relação ao pecado, à justiça e ao juízo; essas vidas, através da ação do Espírito Santo, precisam ser convertidas a Jesus, pois é vontade de Deus que nenhum se perca.

Seremos cobrados sim, no dia do julgamento para entrega de galardões [prêmios], e receberemos de acordo com o que tivermos feito em benefício do próximo para que ele alcance a vida eterna ao lado de Jesus, diante de Deus.

Os convertidos a Jesus, temos dito isso antes, não entrarão em julgamento "para salvação", tendo em vista que já foram absolvidos, já foram perdoados, já foram salvos, no momento em que receberam a Jesus no coração como seu único e suficiente Salvador e Senhor; momento em que já passaram à condição de Filhos de Deus, de membros da Família de Deus, conforme evangelhode João 1. 12. [antes éramos criaturas, agora somos Filhos].

E o dia da prestação de contas está se aproximando, estejamos alertas!

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Clamando ao Senhor pelas Eleições 2010


CLAMANDO AO SENHOR PELAS ELEIÇÕES 2010

A ti, pois, filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte.
(Ezequiel 33:7)

O Senhor nos chamou como atalaias (intercessores) para clamarmos por nossas cidades, estados e por nossa nação.

Quero convidar você a responder “SIM, EIS-ME AQUI” para o Senhor e dobrar os seus joelhos intercedendo pelas próximas eleições, um momento tão especial e decisivo para os brasileiros.

A escolha do presidente, dos senadores, deputados e governadores tem que ser tomada na total direção do Senhor e nós, como Igreja, precisamos clamar para que todo o processo eleitoral seja conduzido pelo Senhor Jesus.

Colheremos o fruto das nossas orações nos próximos quatro anos, por isso, precisamos semear com nossas lágrimas e o nosso clamor na terra onde o Senhor nos plantou.

Seria muito importante se você pudesse estabelecer esses momentos juntamente com sua família, com seus filhos, pois eles colherão os benefícios de uma escolha segundo o coração de Deus para a nossa nação.

Com certeza, nossa casa será a primeira a ser abençoada!

Se puder, compre uma bandeira do Brasil e coloque no quarto de oração, ou uma pequena bandeira em sua bíblia e até as eleições vamos, EM UNIDADE, clamar e proclamar a Palavra que está em II Crônicas 7:14-16 que diz:

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se HUMILHAR, e ORAR, e ME BUSCAR, e SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, então EU ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.

Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar.

Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente; e nela estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.


Vamos encerrar o momento de adoração proclamando Isaías 62 sobre o Brasil:

ISAÍAS 62

Por amor de (nome do seu Estado) não me calarei e, por amor do BRASIL, não me aquietarei, até que saia a sua justiça como um resplendor, e a sua salvação, como uma tocha acesa.

BRASIL - As nações verão a tua justiça, e todos os reis, a tua glória; e serás chamada por um nome novo, que a boca do Senhor designar.

BRASIL - Serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real na mão do teu Deus.

BRASIL - Nunca mais te chamarão Desamparada, nem a tua terra se denominará jamais Desolada; mas chamar-te-ão Minha-Delícia; e tua terra, Desposada; porque o Senhor se delicia em ti; e a tua terra se desposará.

Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus.

Sobre os teus muros, oh BRASIL, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão; vós, os que fareis lembrado o Senhor, não descanseis, nem deis a ele descanso até que restabeleça o BRASILe o ponha por objeto de louvor na terra.

Jurou o Senhor pela sua mão direita e pelo seu braço poderoso:

BRASIL, nunca mais darei o teu cereal por sustento aos teus inimigos, nem os estrangeiros beberão o teu vinho, fruto de tuas fadigas.

Mas os que o ajuntarem o comerão e louvarão ao Senhor; e os que o recolherem beberão nos trios do meu santuário.

Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aterrai, aterrai a estrada, limpai-a das pedras; arvorai bandeira aos povos.

Eis que o Senhor fez ouvir até as extremidades da terra estas palavras:

Dizei AOS HABITANTES (NOME DO SEU ESTADO): Eis que vem o teu Salvador; vem com ele a sua recompensa, e diante dele, o seu galardão.

BRASIL - Chamar-vos-ão Povo Santo, Remidos-Do-Senhor; e tu, (NOME DO SEU ESTADO) serás chamada Procurada, Cidade-Não-Deserta.

Separamos 3 grupos de intercessão e você pode escolher fazer parte de um deles de acordo com sua disponibilidade de tempo:

1º grupo: 1 vez ao dia

Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre. (Salmo 145:2)

No seu devocional todos os dias, separe um tempo de intercessão específica pelo Brasil. Clamando os textos citados e adorando ao Senhor.

2º grupo: 3 vezes ao dia (como Daniel intercedia por Israel)

Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. (Daniel 6:10)

Pela manhã, à tarde e ao anoitecer clame ao Senhor, proclame a Palavra (os textos citados) e adore ao Senhor.

3º grupo: 7 vezes ao dia (como sugere o salmista)

Sete vezes no dia, eu te louvo pela justiça dos teus juízos (NO BRASIL). (Salmo 119:164)

Será uma benção se você tiver a oportunidade de se ajoelhar sete vezes diante do Senhor!

Clame pelo Brasil, declare a Palavra e adore, como uma sentinela. (os textos citados) Interceda trazendo a existência o que está no coração de Deus para o seu estado e para a nossa NAÇÃO.

Tenho certeza que seremos surpreendidos pelo Senhor!

Eu irei adiante de ti, endireitarei os caminhos tortuosos, quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro; dar-te-ei os tesouros escondidos e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. (Isaías 45:2 - 3)

Faça a sua inscrição! Neste período estaremos cobrindo também a sua vida em oração.

Estamos juntos, alistados neste exército!

Que o Senhor te abençoe!

Um abraço,

Pra. Ezenete Rodrigues
Líder de Intercessão do Ministério Diante do Trono e Igreja Batista da Lagoinha

extraido do site http://www.diantedotrono.com.br/MATERIA/lst_materia.asp?nCodMateria=1397

Vamos participar orando pelas eleições
Sheila



Comentário do editor do blog:

É muito oportuna esta proposta da pastora Ezenete Rodrigues [Igreja Batista da Lagoinha-BH], no sentido de nos unirmos em oração pelas Eleições 2010, para que Deus coloque a sua mão sobre nós eleitores [aproximadamente 100 milhões de brasileiros], e votemos sob Sua Direção e Orientação, a fim de que nosso País seja liberto das forças do mal que o dominam há décadas.

Não é de hoje que nosso País está nas mãos de forças do mal; não estamos nos referindo, apenas, ao governo atual e ao do seu antecessor; referimo-nos, inclusive, aos governos anteriores à revolução de 1964, aos governos militares, e a seus sucessores; enfim, a situação dos poderes das trevas estarem sendo consultados, ouvidos e cultuados vem de longe.

É sabido que ministros de estado, presidentes, deputados, senadores nada fazem sem consultar um vidente, cartomante, pai de santo, mãe de santo, como é o caso da falecida "tia Neiva" [tia deles].

Transcrevemos, abaixo, trecho do livro "Nos bastidores dos espíritos" - 1982 - de autoria do Pr. Caio Fábio d'Araújo Filho - pág. 50 - esse livro conta a história de um médium amazonenze [Héber Soares], que se tornou o segundo Zé Arigó, após a morte do primeiro, o médium que, supostamente, criam as pessoas, "incorporava" o Dr. Fritz [na verdade, era um espírito demoníaco se fazendo passar pelo famoso médico já falecido].

"Não foram poucos os serviços que os médicos do Astral prestaram em Brasília a eminentes autoridades do Governo.

A influência de Héber era tal que, em determinado momento de escolha de governadores no país, havia, em um dos estados, três nomes com possibiidades de serem escolhidos e o médium foi solicitado.

Hospedado num excelente hotel, ele deveria, em transe, receber dos espíritos a indicação de qual dos nomes era o mais viável em face do nevrálgico momento político daquela região." [Nota do editor do blog: Òbviamente que essa narrativa se refere à época das "eleições" indiretas pelo Colégio Eleitoral].

Em outro trecho (pág. 50) diz: "Nessas sessões, em Botafogo, Héber mostrou todo o poder dos médicos do astral e isto fez com que sua fama crescesse ainda mais entre as altas camadas do Governo.

E não demorou muito a que fosse chamado à Presidência da República para atender ao chefe maior da Nação, que estava sofrendo de uma enfermidade na perna. É claro que este fato nunca veio ao conhecimento público."

Além desse livro de um autor digno de crédito, a quem o médium contou sua história [depois se converteu a Jesus], há outras publicações, já meio antigas, que informam que "após o expediente, em gabinetes de Ministros, fechadas as portas, eram realizadas sessões de macumba e outros ritos malígnos."

Um ex-presidente informou, à época, que era cartesiano [seguidor do matemático e filósofo francês Renê Des Cartes (1596/1650) ], candomblé e "vodu", este é um conhecido boneco/ritual, no qual se espetam agulhas/alfinetes para fazer mal a alguém [a quem o boneco representa no riitual] -

O Vodu é um sistema de magia negra e branca, muito antigo e primitivo, que deriva da teologia e cerimonial africano.

Há histórias antigas e há histórias da atualidade, que mostram quem "domina" sobre o nosso Brasil, quais são as forças que são invocadas e consultadas pelas nossas autoridades.

Isso justifica a situação de miséria, de penúria de grande parte da população brasileira, entregue que está, por seus líderes, nas mãos de demônios, de espíritos malígnos.

Se nós, cristãos, nos dobrarmos em orações diante de Deus, Ele há de escutar e livrar-nos desses poderes satânicos que rondam nossa Pátria há décadas, quiçá séculos.

Sabemos que essas coisas estão profetizadas para os últimos dias, e estamos vivendo o tempo do fim.

A Palavra Profética deixa claro tudo isso que está ocorrendo, mas não é por isso que vamos nos "avestruzar" e deixar de pedir a Deus que tais "poderes" sejam afastados dos cristãos, até que venha o momento do nosso arrebatamento para o encontro com Jesus nos ares, entre nuvens; quando, então o anticristo se revelará e governará por 3 anos e meio; sendo derrotado por Jesus na sua segunda vinda.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Sobre a sexualidade cristã


Sobre a sexualidade cristã

Wolfhart Pannenberg



Sobre o amor


-- Pode o amor ser pecaminoso?

Toda tradição doutrinária cristã ensina que há uma coisa chamada amor invertido, pervertido.

Os seres humanos são criados para o amor como criaturas de Deus, que é amor.

Ainda assim, essa ordenação divina é corrompida sempre que as pessoas se afastam de Deus ou amam outras coisas mais do que a Deus.

Sobre o casamento

-- A união indissolúvel do casamento é o alvo da nossa criação como seres sexuais (Mc 10.2-9).

Visto que, quanto a esse princípio, a Bíblia não é temporal, as palavras de Jesus são o critério e o fundamento para todo pronunciamento cristão sobre a sexualidade, não somente para o casamento, mas também para nossa identidade como seres sexuais.

De acordo com o ensinamento de Jesus, a sexualidade humana como macho e fêmea tem como alvo a união indissolúvel do casamento.

Sobre a homossexualidade

-- As determinações bíblicas quanto à prática homossexual são claras e não dão margem à ambiguidade quanto à rejeição de tal prática.

Todas as afirmações sobre esse assunto concordam mutuamente, sem exceções [...].

Sobre esse assunto, o judaísmo sempre se viu como distinto de outras nações.

Essa mesma distinção continuou a determinar as afirmações do Novo Testamento sobre a homossexualidade, em contraste à cultura helenista, que não via problema algum com as relações homossexuais.

Em Romanos, Paulo inclui o comportamento homossexual entre as consequências de se afastar de Deus (Rm 1.27).

Em 1 Coríntios, a prática homossexual está, junto com a fornicação, o adultério, a idolatria, a avareza, a bebedeira, o furto e o roubo, entre os comportamentos que impedem a entrada no reino de Deus (1Co 6.9-10).

O Novo Testamento não contém nenhuma passagem que possa contrabalançar essas afirmações paulinas.

Assim, o testemunho bíblico inclui a prática do homossexualismo, sem exceção, entre os tipos de comportamento que expressam notavelmente a humanidade afastada de Deus.

Esse resultado exegético coloca amarras estreitas na visão sobre a homossexualidade que uma igreja sob a autoridade do Espírito Santo pode ter.

Sobre o papel da igreja

-- A igreja tem de conviver com o fato de que, na área sexual, assim como em outras áreas, desvios de norma não são excepcionais, mas, antes, comuns e difundidos.

A igreja deve agir com tolerância e compreensão para com todos os envolvidos, mas também deve levá-los ao arrependimento.

Ela não pode abandonar a distinção entre a norma e o comportamento que se desvia da norma.

Aqui estão os limites de uma igreja cristã que está sujeita à autoridade das Escrituras.

Aqueles que argumentam que a igreja deve mudar essa norma devem estar cientes de que estão promovendo divisões: se uma igreja se deixar levar a ponto de não considerar a atividade homossexual como um desvio da norma bíblica e reconhecer as uniões homossexuais como uma parceria possível de amor equivalente ao casamento, tal igreja não estaria sobre bases bíblicas, mas contra o testemunho inequívoco das Escrituras.

Uma igreja que desse esse passo, deixaria de ser a igreja una, santa, católica e apostólica.

Traduzido por Vitor Grando da Silva Pereira.

• Wolfhart Pannenberg, teólogo protestante alemão nascido na Polônia, é professor de teologia sistemática da Universidade de Munique e diretor do Instituto de Teologia Ecumênica. É autor de “Teologia Sistemática” (Paulus).

Fonte: www.ultimato.com.br



Comentário do editor do blog:

Deve ou não a Igreja mudar a sua postura diante da eventual aprovação [legalização] da união civil entre pessoas do mesmo sexo?

Para respondermos a esta pergunta, com sinceridade, temos que fazer outra pergunta:

- O que é que rege a Igreja? A Constituição Federal ou a Palavra de Deus?

Òbviamente que a Igreja [Instituição Jurídica], enquanto pessoa de Direito, está sujeita às normas do Estado, e, como tal, deve exercer os atos civis dentro da fiel observância dos preceitos legais.

Não é menos óbvio que, como parte do Corpo de Cristo, deve obedecer aos mandamentos bíblicos, e estes determinam, como expressão do desejo maior de Jesus, que amemos a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

Cabe aqui outra pergunta: "O homossexual é o nosso próximo?"; e a resposta é SIM.

Estamos, agora, entre a "cruz" e a "calderinha"!!! Será?

Não nos parece que haja aí uma situação difícil de solucionar!

Como Instituição, a Igreja há de respeitar a Lei Máxima do País, e dessa forma deve exercer o seu direito de expressão para evitar que essa Lei venha a ser aprovada.

Se, no entanto, apesar de nossos "protestos" a Lei for votada e aprovada no Congresso, e sancionada pelo senhor Presidente da República, cabe a nós [Igreja] respeitar as "sociedades afetivas" que se constituirem sob a égide da Lei.

Nesse caso, não pode a Instituição proibir que os dois companheiros sejam arrolados em seu rol; mas teremos aí apenas membros nominais [não convertidos a Jesus], tendo em vista que a Palavra de Deus nos afirma:

"E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas"

A continuidade, a perpetuidade da situação pecaminosa é sinal inequívoco de que não houve a conversão a Jesus.

Assim, cabe à Igreja o cumprimento da grande comissão que Jesus nos deixou:

- ensinar (Mateus 28. 19);

- pregar (Marcos 16. 15);

- testemunhar (Atos 1.8).

Isso para que os "companheiros" [consortes] dessa união espúria, à Luz da Palavra de Deus, se convençam do pecado, se arrependam, confessem-no e o deixem, nos termos definidos na Bíblia:

"O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" (Provérbios 28. 13).

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça." (I João 1. 9)

Cumpriu assim, a Igreja [instituição ou Corpo de Cristo] com a fidelidade devida à Palavra de Deus, Deus esse que ama o pecador, embora abomine o pecado.

Essa deve ser a postura, o papel da Igreja: amar o pecador, suportá-lo [dar suporte, principalmente espiritual], e exercer o seu papel de Corpo de Cristo procurando levar os pecadores à conversão a Jesus, sejam eles heterossexuais, homossexuais, fornicadores, prostitutos, adúlteros; e ainda: mentirosos, falsos, homicidas, ladrões, traficantes, cobiçosos, maledicentes, caluniadores, e todos os outros tipos de pecadores [que também não são convertidos a Jesus].

Cumprida a Palavra de Deus, e aceita por quaisquer tipos de pecadores, eles serão novas criaturas, deixando as coisas velhas para trás [abandonando-as], em troca de um valor maior que é o Reino de Deus.

Entrando, como é nosso costume, pela parte escatológica da Palavra de Deus, toda essa situação, que se nos avizinha, está perfeitamente enquadrada na Palavra Profética para os últimos dias, e estamos vivendo os últimos dias, de uma desordem moral geral, a qual foi considerada por Jesus como o "princípio das dores", sinal claro de que Ele está às portas.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Desafiando o Deus de Israel




Abraão foi chamado de “amigo de Deus” (Tg 2.23), uma expressão que não é usada para referir-se a qualquer outra pessoa na Bíblia.

Como resultado desse relacionamento, Deus fez com esse
“amigo especial” uma “aliança perpétua” (Gn 17.7,13,19; 1 Cr 16.16-18; Sl 105.8-12, etc.), que durante o decurso da História é estendida aos seus descendentes.

Essa aliança envolvia:

(1) a Terra Prometida e

(2) o Messias prometido.

Somente através do Messias Deus poderia cumprir o que prometera a Abraão, Isaque e Jacó: “em ti [e na tua
descendência] serão benditas todas as famílias [nações] da terra” (Gn 12.3; 22.18; 26.4; 28.14).

A promessa de Deus em relação à terra foi clara: “porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.15);

“...fez o SENHOR aliança com Abrão ...À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gn 15.18); “toda a terra de Canaã, em possessão perpétua...” (Gn 17.7-8).


“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, e nos teriam engolido vivos...”
(Sl 124.2-3).


Abraão teve vários filhos.

De Hagar, a serva egípcia de Sara, gerou a Ismael.

Com Sara, teve Isaque.

Seis outros nasceram de Quetura, com quem se casou após a morte de Sara (Gn 25.1-2).

Sara era estéril. Nem ela nem Abraão podiam crer na promessa de Deus de que ela teria um filho (Gn 16.1-4).

Abraão estava satisfeito com Ismael e pediu que a aliança com Deus fosse cumprida através dele (Gn 17.18).

Porém, Ismael era um filho ilegítimo, nascido da falta de fé de Abraão e de Sara, e não o filho que Deus havia prometido a eles.

Rejeitando o apelo de Abraão, Deus declarou enfaticamente:

“De fato, Sara, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança, aliança perpétua para a sua descendência.

Quanto a Ismael... abençoá-lo-ei... A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz” (Gn 17.19-21).

Isaque Recebeu a Promessa

As Escrituras repetem de forma clara que através de Isaque, nascido milagrosamente de Abraão e Sara, seriam cumpridas as promessas de Deus a respeito da terra e do Messias.

A Bíblia também mostra que Ismael não era o filho cujos descendentes iriam possuir a Terra Prometida.

Essas declarações são tão claras e repetidas na Palavra de Deus, que não podem ser honestamente questionadas.

Mesmo assim, os árabes, que afirmam ser descendentes de Ismael, reclamam para si as promessas feitas por Deus a Isaque e, através dele, aos judeus.

A afirmação do islã, de que Ismael era o filho da promessa, não apenas contradiz as Escrituras, mas, de maneira irracional, dá prioridade ao filho ilegítimo sobre seu meio-irmão, que é o verdadeiro herdeiro.

Ao distinguir Isaque dos outros filhos de Abraão, sem sombra de dúvidas, Deus o chama de o “único filho” de Abraão e ordena que o sacrifique no monte Moriá (Gn 22.2).

Isaque, submetendo-se ao mandamento de Deus, permitiu que seu pai o amarrasse sobre o altar.

Então, Deus o livrou no último instante, quando já havia comprovado a completa obediência tanto do pai quanto do filho (Gn 22.1-14).

Esse é o testemunho das Escrituras: “Deus não pode mentir” (1 Sm 15.29; Sl 89.35; Tt 1.2, etc.) e Seus “dons e a vocação... são irrevogáveis” (Rm 11.29).

Esaú e Jacó

Isaque teve dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó.

Contrariando o costume daqueles tempos, ao invés de Esaú, o primogênito, Deus escolheu Jacó, o filho mais novo, através de quem Suas promessas seriam cumpridas.

Antes dos gêmeos nascerem, Deus revelou especificamente à mãe deles, Rebeca, o que aconteceria com os seus descendentes:

“Duas nações há no teu ventre, dois povos... o mais velho servirá ao mais moço” (Gn 25.23).

A profecia não tratava de Esaú e Jacó como indivíduos (na verdade, Esaú nunca serviu a Jacó enquanto viveram), mas referia-se às nações que descenderiam deles.

Os árabes são os descendentes tanto de Ismael quanto de Esaú, pois este e seus descendentes casaram com a descendência de Ismael (Gn 28.9).

A Promessa Renovada

Os judeus, por outro lado (isolados no Egito por 400 anos e levados à Terra Prometida como um grupo étnico distinto), são os descendentes de Abraão através de seu filho Isaque e de seu neto Jacó, o qual teve seu nome mudado por Deus para Israel.

A promessa da terra e do Messias foi renovada por Deus a Isaque:

“a ti e a tua descendência darei todas estas terras... Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra” (Gn 26.3-4).

Deus também disse a Jacó (Israel):

“A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência. A tua descendência será como o pó da terra; estender-te-ás para o Ocidente e para o Oriente, para o Norte e para o Sul.

Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra” (Gn 28.13-14).


Os judeus, isolados no Egito por 400 anos e levados à Terra Prometida como um grupo étnico distinto, são os descendentes de Abraão através de seu filho Isaque e de seu neto Jacó, o qual teve seu nome mudado por Deus para Israel.

Sem dúvida alguma, a terra de Israel (“desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” – Gn 15.18) foi entregue perpetuamente aos judeus.

Deus declarou: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois para mim estrangeiros e peregrinos” (Lv 25.23).

Em flagrante desobediência, os líderes de Israel têm trocado terras por “paz” com os palestinos, que juraram exterminar Israel.

O povo de Israel abandonou a convicção bíblica expressa pelo seu primeiro premiê, David Ben Gurion:

Nosso direito a esta Terra Santa está totalmente assegurado, é inalienável e eterno... Este direito... não pode ser retirado sob circunstância alguma... [os israelitas] não têm poder nem jurisdição para negá-lo às gerações vindouras... até que venha a grande redenção, nunca devemos abrir mão desse direito histórico.[1]

O Povo Escolhido

Para assegurar que toda a humanidade entenda que os judeus são o povo escolhido de Deus, a palavra “Israel” predomina na Bíblia, sendo citada 2.565 vezes em 2.293 versículos.

Em contraste, os árabes são mencionados apenas dez vezes.

Qualquer pessoa que afirma acreditar na Bíblia deve entender que existe apenas uma nação e um povo - somente os judeus - a quem Deus entregou a terra e fez promessas específicas e perpétuas.

Os judeus são o único povo que continua existindo enquanto nação (mesmo quando foram dispersos), que tem sua genealogia preservada nas Sagradas Escrituras e que é identificável no mundo de hoje.

Se não fosse assim, milhares de promessas feitas por Deus não seriam cumpridas e Ele seria um mentiroso.

Yahweh não é Alá


“Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam” (Sl 122.6).

Já documentamos em outras oportunidades que o Deus da Bíblia (Yahweh, Javé) e o Alá do Corão não são o mesmo.

Yahweh refere-se a si mesmo 12 vezes como “o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó”.

Por um número impressionante de vezes, 203 em 201 versículos (de Êxodo 5.1 até Lucas 1.68), Ele é chamado de “Deus de Israel”, mas nunca de “Deus de Ismael”.

Em contraste, o islã e Alá expressam seu ódio por Israel e por todos os judeus.

Apenas esse fato já seria suficiente para distinguir Alá de Yahweh.

O Corão e a tradição islâmica citada no hadith repetidamente vilificam os judeus:

“...judeus... destinamos... [a] ...eles um castigo doloroso” (Sura 4.160-161); Alá “os amaldiçoou por sua descrença” (4.46). “que Deus os combata” (9.30) “Estão condenados ao aviltamento onde quer que se encontrem...” (3.112); “A ressurreição dos mortos não ocorrerá até que os muçulmanos guerreiem contra os judeus e os matem; as árvores e as rochas dirão: ó muçulmano... há um judeu atrás de mim, venha e o mate”.[2]

Perseguição aos Judeus

Infelizmente os árabes, persistindo na sua falsa alegação de que Ismael era o filho legítimo da promessa, rebelaram-se contra a Palavra de Deus.

Seu ódio ciumento dos descendentes de Isaque (exacerbado pelos ensinamentos e pelos exemplos de Maomé e do islã) deixou uma mancha na História da humanidade, que não encontra comparação nem mesmo com o que Hitler fez.

Por 1300 anos os judeus sofreram tratamento desumano e demonstrações periódicas de violência nos territórios
muçulmanos.

Tomemos o Marrocos como exemplo do que ocorreu em grande parte das áreas dominadas pelos árabes.

Lá os judeus foram forçados a viver em guetos chamados de mellahs.

Um historiador escreveu que estupros, agressões, queima de sinagogas, destruição de rolos do Torá e assassinatos eram “tão frequentes que é impossível listar a todos”.[3]

Usando apenas mais um exemplo, na cidade de Fez, em 1032, cerca de 6.000 judeus foram assassinados e muitos outros
“destituídos de suas mulheres e propriedades”.[4]

Esse tipo de massacre continuou periodicamente naquela cidade e em todo o Marrocos(bem como em outros países muçulmanos).

Curiosamente, a feroz perseguição de 1640, na qual mulheres e crianças foram assassinadas, foi chamada de al-Qaeda [o mesmo nome do grupo terrorista de Osama bin Laden].

Chouraqui (p. 39) diz que os judeus sofreram “tamanha repressão, restrições e humilhações que sobrepujaram qualquer coisa que possa ter ocorrido na Europa”.[5]

A Esperança de Redenção

A maioria dos judeus de hoje não acredita nas promessas que Deus fez a Abraão, Isaque e Jacó.

Mesmo assim, através dos séculos sempre existiu uma minoria que creu nessas promessas e chegou até mesmo a reconhecer e admitir que a dispersão dos judeus era um sinal do julgamento de Deus sobre eles.

Maimônides, o famoso médico e filósofo judeu, cuja família teve de fugir da perseguição islâmica na Espanha, justamente para a cidade de Fez (tendo que fugir posteriormente do Marrocos), escreveu em sua “Epístola Para o Iêmem” (1172):

Um... dos principais aspectos da fé de Israel é que o futuro redentor de nosso povo irá... reunir nossa nação, ajuntar todos os exilados, redimir-nos de nossa degradação... Tendo em vista o grande número de nossos pecados, Deus nos espalhou em meio a esse povo, os árabes, que nos perseguiram furiosamente... Nunca uma nação nos perturbou, degradou, rechaçou e nos odiou tanto quanto eles...[6]

A Perseguição Continua

Essa perseguição continua contra os poucos milhares de judeus que ainda não escaparam dos países muçulmanos.

Em uma carta datada de 10 de julho de 1974, escrita ao então Secretário-Geral das Nações Unidas Kurt Waldheim, Ramsey Clark declarou:

“Os judeus que vivem na Síria hoje estão sujeitos às perseguições mais cruéis e desumanas...

Jovens, mulheres e crianças são arrastados pelas ruas. Os velhos são agredidos. Casas são apedrejadas... Eles não podem mais viver em paz e são incapazes de ter vidas dignas... Muitos foram presos, detidos, torturados e mortos”.

Os muçulmanos alegam falsamente que a animosidade contra os judeus é o resultado da fundação do Estado de Israel.

Mas, obviamente, esse não é o caso, tornando essa mentira realmente embaraçosa.

As denúncias religiosas oficiais do Corão contra os judeus já existiam há mais de 1200 anos antes do ressurgimento de Israel.

Joan Peters escreveu em seu livro “From Time Immemorial” [Desde Tempos Imemoráveis]:


“Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais...” (Êx 7.7-8). Na foto: jovens na rua Ben Yehuda, em Jerusalém.

O falecido rei Faisal da Arábia Saudita disse a Henry Kissinger [um judeu]:

“...antes que o Estado judeu fosse estabelecido, não existia nada que pudesse prejudicar as boas relações entre árabes e judeus...”

Ironicamente, nenhum judeu podia entrar e viver na Arábia Saudita [pois Maomé os havia matado ou vendido como escravos] e isso continua válido até hoje.

O rei Hussein da Jordânia afirmou: “os relacionamentos que possibilitaram que árabes e judeus vivessem juntos por séculos como vizinhos e amigos foram destruídos pelas idéias e atitudes sionistas”.

Entretanto, a Constituição da Jordânia declara que “um judeu” não pode tornar-se cidadão da Jordânia.[7]

A Jordânia anexou a maior parte do território da “Palestina” que a resolução 181 das Nações Unidas havia destinado para os
“palestinos” em novembro de 1947, destruindo os locais de culto judaicos e expulsando todos os judeus, meses antes do nascimento do Estado de Israel.

Ódio aos Judeus

O ódio aos judeus, por parte dos muçulmanos obedientes a Maomé, e o maligno apoio que recebem da maior parte do mundo continuam até hoje numa determinação satânica de exterminar o Estado de Israel.

Esse ódio indica qual é a chave para os problemas no Oriente Médio, que seriam resolvidos se os muçulmanos e o mundo aceitassem e obedecessem ao que está escrito claramente na Bíblia.

É óbvio que o mundo está entregue a uma imoralidade crescente e busca cegamente a “concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 Jo 2.16).

Isso demonstra sua contínua rebelião contra Deus.

Até mesmo os ímpios sabem (Rm 1.32) que todos que participam dessas coisas serão considerados culpados pelo “Juiz de toda a terra” (Gn 18.25; Jo 5.22; Ap 20.12-15).

Entretanto, existe outra grave demonstração de desobediência a Deus, que chega a ser um desafio aberto, na qual todo o mundo está unido: o apoio aos descendentes de Ismael para o estabelecimento de um “Estado Palestino” dentro de Israel.

A persistência dessa exigência ilegítima, apoiada pelo resto do mundo, constitui uma rejeição clara do testemunho das Escrituras e rebelião contra Deus.

Esses dois crimes deram origem à crise que o Oriente Médio enfrenta hoje.

Em seu livro Personal Witness [Testemunha Ocular], Abba Eban registrou que, na ocasião em que o presidente americano Harry Truman queria reconhecer Israel, George C. Marshall, seu secretário de Estado, declarou com aspereza: “Eles não merecem ter seu próprio Estado, eles roubaram aquele país”.

As Profecias se Cumprem

O duplo cumprimento das profecias bíblicas sobre Israel, que podemos acompanhar nos noticiários diários, está se aproximando do clímax predito para nosso tempo – o final dos “últimos dias”.

Em outras publicações temos mostrado o pano de fundo dessas profecias e o alcance geral da sua consumação atual, especialmente através do nazismo e de seu parceiro e atual sucessor no anti-semitismo e terrorismo, o islã (veja os livros
“Hitler – O Quase-Anticristo” e “Jerusalém – Um Cálice de Tontear”).

O cumprimento das profecias bíblicas nos eventos atuais é um assunto de grande interesse para os não-cristãos: ele oferece provas irrefutáveis da existência de Deus e de que a Bíblia é Sua Palavra infalível para a humanidade.

Desse modo, trata-se de um excelente instrumento de evangelismo.

Esperamos que nossos leitores façam amplo uso dos materiais que oferecemos com esse propósito.

O “peso” profético de Israel e de Jerusalém continuará aumentando até ameaçar esmagar todo o mundo em um conflito global.

Tragicamente, uma prévia desse conflito já se manifestou através do flagelo do terrorismo internacional.

Também nesse caso, Israel tem sido o bode expiatório.

O Único Deus

Yahweh afirma repetidas vezes que Ele é o único Deus verdadeiro:

“Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça” (Is 44.6,8).

Ele também declarou: “fora de mim não há salvador” (Is 43.11; Os 13.4).

Isaías profetizou que o Messias prometido, que viria para pagar a penalidade pelo pecado conforme exigia Sua própria justiça, seria “Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6).

Por isso, Jesus declarou “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30).

Ele alertou que todos que negarem que Ele é Yahweh, o Salvador, perecerão e ficarão eternamente afastados dEle e do céu:

“...se não crerdes que Eu Sou,* morrereis nos vossos pecados” (Jo 8.24), mas também prometeu:

“Se alguém guardar a minha palavra, não provará a morte, eternamente” (Jo 8.52b).

Precisamos fazer com que essa mensagem do Evangelho fique clara para todos. (Dave Hunt - TBC 1/02 - http://www.beth-shalom.com.br)

* Para entender melhor as implicações dessa afirmação de Jesus, é necessário analisar todo o contexto em João 8.12-59.

No versículo 58 Jesus disse: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”.

A respeito, Charles Ryrie diz na Bíblia Anotada:

“A expressão Eu Sou denota existência eterna absoluta, não apenas existência anterior à de Abraão.

É uma reivindicação de ser o Javé do A.T. A reação dos judeus (v. 59) a esta suposta blasfêmia demonstra que eles entenderam claramente o significado desta reivindicação de Cristo” (N.R.).

Notas:

1. - “Betrayal”, American Friends of Women for Israel´s Tomorrow, Norfolk, VA (757) 857-4708, anúncio no The International Jerusalem Post, 30/11/2001, p.11.

2. - Moshe Ma´oz, The Image of the Jew in Official Arab Literature and Communications Media (Hebrew University of Jerusalem, 1976), p.14.

3. - H. Z. Hirschberg, A History of the Jews in North Africa (Leiden, Holanda, 1974).

4. - Livro de Orações Diárias, Ha-Siddur Ha-Shalem (New York, 1972), pp. 456-457.

5. - Andre Chouraqui, Between East and West: A History of the Jews of North Africa (Philadelphia, PA, 1968), p. 51.

6. - Isadore Twersky, ed., A Maimonides Reader (New York, 1972), pp. 456-457.

7. - Joan Peters, From Time Immemorial (...), p.72.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, abril de 2002.

Fonte: www.chamada.com.br



Comentário do editor do blog:

A História já foi escrita por Deus, há milênios, e a insaciável vontade dos povos de destruir Israel não se concretizará, pois Deus deixou bem claro em sua Palavra Profética que "Israel jamais será desarraigada ou destruida" (Jeremias 31. 40b).

Estamos vivendo dias em que por todos os meios, e até pela Internet, circulam vaticínios contra o cristianismo e o judaismo, que seriam esmagados pelos inimigos tanto de Israel, quanto do cristianismo.

Previsões, com base em índices de natalidade dos países ocidentais em relação ao número de filhos, por casal, dos islâmicos levam a cálculos de extinção da sociedade Ocidental [e com ela o cristianismo] e ao domínio religioso do Islã.

Os radicais da Palestina, e com eles faz coro o Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, prometem varrer Israel do mapa, sob a alegação de "o motivo ser o fato de que Israel se reconstituiu como Nação" [em 1948 mediante a resoluçao 181 da ONU, de novembro de 1947] .

Essa argumentação é frágil, não resiste sequer a uma rápida consulta ao Corão, escrito cerca de 1.200 anos antes, conforme informa o artigo acima, que já prescrevia a determinação de exterminar o povo israelense.

Não estamos fazendo apologia de guerras, não as queremos, mas elas têm sido uma realidade desde 1948, quando o povo de Israel voltou para a terra de Canaã [hoje chamada de Palestina], pelo fato dos árabes não terem aceito o ressurgimento de Israel como Nação, quando passaram a atacá-lo constantemente, e perdido todas as guerras, pois Israel
"milagrosamente" venceu-as todas, mesmo à época em que era inferior em tropas e armamentos.

Já que os habitantes da "Palestina" não são acolhidos, nunca foram, em seus Países de Origem, e desejam se constituir em Nação Palestina, que o sejam, é um direito deles, mas que Israel seja deixado em paz, como em paz quer viver, e por isso sempre toma as iniciativas unilaterais e voluntárias de entregar terras a troco de paz.

Mas os inimigos não querem paz, nem querem terras: o objetivo está bem claro em seus documentos, em seus discursos: exterminar Israel, varrê-lo do mapa; e aí invocamos a leitura da Palavra de Deus, dada a Jeremias, capítulo 31, especialmente dos versos 34 a 40; quando Deus deixa claro que somente quando as leis fixas da natureza, sobre o sol, a lua, as estrelas, o mar, etc., deixarem de existir "Israel deixará de ser uma Naçao diante dEle", terminando por dizer, repetimos, "Israel jamais será desarraigada ou destruida".

Edmar Torres Alves- editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Realidade na relação Israel/Gaza


10/08/2010 - 00h28

Documentário mostra a realidade da relação entre Israel e os habitantes de Gaza


Thomas L. Friedman


Eu acabei de assistir a um documentário dirigido por Shlomi Eldar, o repórter da rede de notícias israelense Canal 10 para a Faixa de Gaza.

Intitulado “Precious Life” (“Vida Preciosa”), o filme narra a história de Mohammed Abu Mustafa, um bebê palestino de quatro meses que sofre de uma rara deficiência imunológica.

Comovido com o sofrimento do bebê, Eldar ajuda Mohammed e a mãe dele a irem da Faixa de Gaza para o Hospital Tel Hashomer para que a criança receba um tratamento de medula capaz de salvar a sua vida.

A operação custa US$ 55 mil (R$ 96 mil).

Eldar fez um apelo por doações na TV israelense e em uma questão de horas um judeu israelense cujo próprio filho foi morto durante o serviço militar doou todo o dinheiro.

No entanto, o documentário passa por uma reviravolta dramática quando a mãe do bebê palestino, Raida, que está sendo desprezada pelos outros cidadãos da Faixa de Gaza devido ao fato de o seu filho ter recebido tratamento em Israel, afirma impulsivamente que espera que, quando cresça, a criança torne-se um homem-bomba suicida para ajudar a recuperar Jerusalém.

Raida diz a Eldar: “Desde o menor bebê, menor até do que Mohammed, até a pessoa mais velha, nós nos sacrificaremos por Jerusalém.

Nós sentimos que temos o direito de fazer isso.

Temos liberdade para sentir raiva. Portanto, sintamos raiva”.

Eldar ficou arrasado com a declaração da mulher, e parou de fazer o filme.

Mas esse não é um filme de propaganda israelense.

O drama da salvação do garoto palestino em um hospital israelense é contraposto às retaliações israelenses aos foguetes lançados da Faixa de Gaza; retaliações que matam famílias palestinas inteiras.

O médico Raz Somech, o especialista que trata Mohammed como se este fosse o seu próprio filho, é convocado para serviço militar de reserva na Faixa de Gaza quando as filmagens estão pela metade.

A corrida de israelenses e palestinos para salvar uma vida é inserida na rotina mais ampla das duas comunidades que se destroem mutuamente.

“Está claro para mim que a guerra na Faixa de Gaza foi justificada – nenhum país pode permitir que o ataquem com foguetes Qassam –, mas eu não vi muita gente entristecida devido à perda de vidas do lado palestino”, declarou Eldar ao jornal israelense Haaretz.

“Como estávamos tão furiosos com o Hamas, tudo o que a população israelense desejava era arrasar com a Faixa de Gaza...

Foi só depois do incidente envolvendo o doutor Abu al-Aish – o médico da Faixa de Gaza com quem eu falei ao vivo na televisão imediatamente após um projétil de artilharia ter atingido a casa dele, matando as suas filhas; ele estava gritando de desespero e medo – que eu descobri a maioria silenciosa israelense que sente compaixão pelas pessoas, incluindo os palestinos.

Eu descobri que muitos telespectadores israelenses compartilham os meus sentimentos”.

Assim, Eldar terminou o documentário sobre como a vida de Mohammed foi salva em Israel.

O seu filme não editado reflete o Oriente Médio que eu conheço – um lugar repleto de surpreendente compaixão, mesmo entre inimigos, e de uma crueldade estarrecedora, mesmo entre vizinhos.

Eu escrevo sobre isso porque existe algo de podre no ar.

Eu me refiro a uma tendência, tanto deliberada quanto involuntária, de deslegitimar Israel – de transformar Israel em um Estado pária, especialmente após a guerra de Gaza.

Nós escutamos o diretor Oliver Stone dizendo coisas malucas sobre como Hitler matou mais russos do que judeus, mas, não obstante, os judeus conquistaram mais atenção por dominarem a mídia e porque o lobby deles controla Washington.

Ouvimos o primeiro-ministro britânico descrevendo a Faixa de Gaza como um enorme “campo de prisioneiros” israelense e o primeiro-ministro da Turquia afirmando ao presidente de Israel:

“Quando o negócio é matar, vocês sabem muito bem como fazer isso”.

Vemos cantores cancelando shows em Tel Aviv.

Quem tivesse acabado de chegar de Marte poderia achar que Israel é o único país do mundo que matou civis em guerras – jamais o Hamas, o Hezbollah, a Turquia, o Irã, a Síria ou os Estados Unidos.

Eu não estou aqui para defender o mau comportamento de Israel. Muito pelo contrário.

Eu argumento há muito tempo que os assentamentos coloniais israelenses na Cisjordânia são suicidas para Israel como democracia judaica.

Eu acredito que os amigos de Israel precisam dizer isso com a maior frequência e intensidade possível.

Mas existem dois tipos de crítica.

- A crítica construtiva começa deixando claro: “Eu sei em que mundo vocês estão vivendo”.

Eu sei que o Oriente Médio é um local em que sunitas massacram xiitas no Iraque, o Irã mata os seus próprios eleitores, a Síria supostamente assassina o primeiro-ministro do país vizinho, a Turquia massacra os curdos e o Hamas lança foguetes indiscriminadamente e se recusa a reconhecer a existência de Israel.

Eu sei de tudo isso. Mas o comportamento de Israel, às vezes, só piora a situação – tanto para palestinos quanto para israelenses.

Se dissermos aos israelenses que entendemos o mundo em que eles vivem, e a seguir fizermos críticas, eles escutarão.

A crítica destrutiva fecha os ouvidos dos israelenses.

Ela diz aos israelenses: não há como explicar o comportamento de vocês, e os seus erros são tão unicamente errados que eles eclipsam todos os erros dos outros.

A crítica destrutiva classifica a Faixa de Gaza de prisão israelense, sem sequer mencionar que caso o Hamas tivesse decidido – após Israel ter se retirado unilateralmente da Faixa de Gaza – transformar o território em um Dubai, em vez de em uma Teerã, Israel também teria se comportado de forma diferente.

A crítica destrutiva só fortalece os elementos mais destrutivos em Israel, que argumentam: “Nada que Israel faz tem importância, sendo assim por que mudar?”.

Que tal todos respirarem fundo, colocarem uma cópia de
“Precious Live” nos seus aparelhos de DVD e assistirem a esse documentário sobre o Oriente Médio real?

E, caso alguém ainda queira fazer uma crítica (como eu quero), que faça uma crítica construtiva.

Uma quantidade bem maior de israelenses e palestinos dará ouvidos a quem agir dessa maneira.

Tradução: UOL
Fonte: http://noticias.uol.com.br/blogs-colunas/colunas-do-new-york-times/thomas-friedman/2010/08/10/documentario-mostra-a-realidade-da-relacao-entre-israel-e-os-habitantes-de-gaza.jhtm



Comentário do editor do blog:

Quem dera aparecessem opiniões equilibradas, como a de hoje, a respeito da verdadeira relação Israel e Gaza.

O fato narrado, neste artigo de opinião, mostra a realidade dos fatos: os dois povos se ajudam mutuamente; mas também se agridem nos momentos de raiva; e a raiva não é a melhor amiga do bom senso.

A mãe de uma criança palestina, de poucos meses de vida, após o bebê ser salvo pela ajuda de um israelense, diz que deseja que, quando o filho crescer, seja ele um "homem-bomba" para resgatar Jerusalém!!!

Essa mãe não tem um sentimento de não agradecida, essa mãe não é uma assassina "dolosa" [a que deseja, premedita, executa o crime]; essa mãe aprendeu, desde a tenra idade, que o Corão determina a morte dos "infieis" [judeus e cristãos]; e que fazendo isso o "martir" vai para o "Paraíso", onde tem à sua disposição mais de 70 virgens!...

E essa mãe quer que seu filho seja um "martir"!...

Ela, então, é agradecida em relação à pessoa do seu benfeitor, mas acima disso está o Corão, está a ordem de Maomé, está a obrigação "religiosa" de matar o "herege".

Os palestinos, já dissemos aqui, não querem terras; querem paz!

Todavia os grupos terroristas [Hamas, Hysbollah] querem a guerra (jihad), não por terras, mas para varrer Israel do mapa; e a ação deles no mundo tem demonstrado que o seu alvo não é só Israel, mas também outros povos, principalmente do Ocidente.

São sinais, também já dissemos neste espaço, do "tempo do fim", pois todas essas coisas estão profetizadas na Palavra de Deus, acontecerão; e só depois da Grande Tribulação (Mt. 24. 21), é que Jesus voltará para reinar sobre todas as Nações, a partir de Israel; e é isso que satanás quer evitar [mais uma vez], e trabalha intensamente com esses grupos terroristas para evitar a volta de Jesus.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

A Psicologia dos atentados por homens-bomba




Pierre Rehov é um cineasta francês que já tinha feito seis documentários sobre a intifada (rebelião) durante viagens ocultas a terras palestinas.

Seu filme “Suicide Killers” [“Assassinos Suicidas”, lançado nos Estados Unidos no começo de 2006] é baseado em entrevistas com familiares de assassinos suicidas e com homens-bomba cujos atentados fracassaram, numa tentativa de descobrir os motivos que levam essas pessoas a cometer tal tipo de atentado.

Após um debate na rede de TV americana MSNBC, Pierre Rehov aceitou responder algumas das minhas perguntas.

Pergunta: O que o inspirou a produzir “Suicide Killers”, seu sétimo filme?

Resposta: Eu comecei a trabalhar com vítimas de ataques suicidas para fazer um filme sobre PTSD (Perturbação Pós-traumática do Stress) e fiquei fascinado pela personalidade daquelas pessoas que perpetravam esse tipo de crime, considerando as descrições que as vítimas faziam repetidamente deles.

Especialmente pelo fato de esses homens-bomba estarem sempre sorrindo um segundo antes de se explodirem.

– Por que esse filme é particularmente importante?


Mulher-bomba com seu filho.

– As pessoas não compreendem a cultura devastadora que se esconde por detrás desse fenômeno inacreditável.

Meu filme não é politicamente correto, pois ele aborda o problema real: mostra a verdadeira face do Islã.

Ele mostra e acusa uma cultura de ódio, na qual pessoas sem qualquer educação sofrem uma lavagem cerebral de tal ordem que sua única solução na vida passa a ser matar a si mesmos e a outros em nome de Alá, cuja palavra, segundo lhes disseram outros homens, tornou-se sua única segurança.

– Que tipo de percepção íntima você adquiriu a partir do filme? O que você sabe agora que outros especialistas não sabem?

– Eu cheguei à conclusão de que estamos vivendo uma neurose ao nível de uma civilização inteira...

Nesse caso, estamos falando de crianças e jovens que vivem suas vidas em pura frustração...

Como o Islã descreve o céu como um lugar onde tudo será finalmente permitido – e promete 72 virgens a esses garotos frustrados – matar outras pessoas e matar a si mesmos para alcançar a redenção torna-se a única solução.

– Como foi a experiência de entrevistar os homens-bomba frustrados em seus ataques, os seus familiares e as vítimas sobreviventes dos atentados?

Foi uma experiência fascinante e aterradora ao mesmo tempo.

Você está lidando com pessoas aparentemente normais, de muito boas maneiras, com sua lógica própria e que, até certo ponto, pode fazer sentido já que elas estão convencidas de que o que dizem é verdade.

É como lidar com a simples loucura, entrevistando pessoas num sanatório: o que elas dizem é, para elas, a mais absoluta verdade.

Eu ouvi uma mãe dizendo: “Graças a Alá, meu filho está morto”.

Seu filho havia se tornado um shahid (mártir), o que para ela era uma fonte de orgulho maior do que se ele tivesse se tornado um engenheiro, um médico ou um ganhador do Prêmio Nobel.

Esse sistema de valores é completamente invertido, sua interpretação do Islã valoriza a morte muito mais do que a vida.

Você está lidando com pessoas cujo único sonho, cujo único objetivo é realizar aquilo que elas acreditam ser seu destino: ser um shahid ou parente de um shahid.

Eles não veem as pessoas inocentes que são assassinadas, eles enxergam apenas os “impuros” que têm de destruir.

–Você disse [no debate anterior na MSNBC] que os homens-bomba experimentam um momento de poder absoluto, acima de qualquer punição. Seria a morte o poder supremo?

– Não a morte como um fim, mas como uma passagem para o
“além-vida”. Eles buscam a recompensa que Alá lhes prometeu.

Eles trabalham para Alá, a autoridade máxima, acima de toda e qualquer lei dos homens.

Assim, eles experimentam esse momento único e ilusório de poder absoluto, em que nada de mau pode atingi-los pois eles se tornaram a espada de Alá.


Foto de meninos vestidos como combatentes no “Festival da Criança Palestina” no Iêmen (publicada no site do Hamas).

– Existe um perfil típico da personalidade de um homem-bomba? Descreva essa psicopatologia.

– A maioria são jovens entre 15 e 25 anos que carregam inúmeros complexos, geralmente complexos de inferioridade.

Eles certamente foram doutrinados religiosamente.

Geralmente não têm uma personalidade bem desenvolvida. São usualmente idealistas bastante impressionáveis.

No mundo ocidental, eles facilmente se tornariam viciados em drogas – mas não criminosos.

É interessante, eles não são criminosos porque eles não
enxergam o bom e o mau como nós enxergamos.

Se eles tivessem crescido na cultura ocidental, eles detestariam a violência.

Mas eles batalham constantemente contra a ansiedade da própria morte.

A única solução para essa patologia tão profundamente arraigada é querer morrer e ser recompensado numa vida após a morte, no paraíso.

– Os homens-bomba são motivados principalmente por convicção religiosa?

– Sim, esta é a única convicção que eles possuem.

Eles não agem assim para conquistar um território, ou para encontrar liberdade, ou mesmo dignidade.

Eles apenas seguem Alá, o juiz supremo, e aquilo que ele manda que façam.

– Todos os muçulmanos interpretam a jihad (guerra santa) e o martírio da mesma maneira?

Todos os muçulmanos religiosos acreditam que, no final, o Islã prevalecerá sobre a terra.

Acreditam que a sua é a única religião verdadeira e não há qualquer espaço, em suas mentes, para interpretações.

A principal diferença entre muçulmanos moderados e extremistas é que os moderados não acreditam que irão testemunhar a vitória absoluta do Islã durante o tempo de suas vidas e, assim, eles respeitam as crenças dos outros.

Os extremistas acreditam que a realização da profecia do Islã e seu domínio sobre todo o mundo, como descrito no Corão, é para os nossos dias.

Cada vitória de Bin Laden convence 20 milhões de muçulmanos moderados a se tornarem extremistas.

– Descreva-nos a cultura que forja os homens-bomba.

– Opressão, falta de liberdade, lavagem cerebral, miséria organizada, entrega a Alá do comando sobre a vida cotidiana, completa separação entre homens e mulheres, ...destituição de qualquer tipo de poder às mulheres e total encargo dos homens de zelar pela honra familiar, o que diz respeito principalmente ao comportamento de suas mulheres.

– Quais as forças sócio-econômicas que sustentam a perpetuação dos homens-bomba?

– A caridade muçulmana é geralmente um disfarce para a assistência a organizações terroristas.

Mas deve-se observar igualmente que países como o Paquistão, a Arábia Saudita e o Irã, que também dão apoio às mesmas organizações, utilizam-se de métodos diferentes.

O irônico, no caso dos terroristas suicidas palestinos, é que a maior parte do dinheiro chega através do apoio financeiro fornecido pelo mundo ocidental, doado a uma cultura que, no fim das contas, odeia e rechaça o Ocidente (simbolizado principalmente por Israel).

– Existe uma rede de incentivo financeiro para as famílias dos homens-bomba? Em caso positivo, quem faz os pagamentos e qual o peso desse incentivo sobre a decisão [de animar um filho a se tornar um assassino suicida]?


Homens-bomba suicidas posando com o Corão.

– Havia um incentivo financeiro à época de Saddam Hussein (US$ 25.000 por família) e Yasser Arafat (valores menores), mas isso já é passado.

É um erro acreditar que essas famílias sacrificariam seus filhos por dinheiro. Entretanto, os próprios jovens, que são muito presos às suas famílias, costumam encontrar nessa ajuda financeira uma outra razão para se tornarem homens-bomba.

É como comprar uma apólice de seguro e, depois, cometer suicídio.

– Por que tantos homens-bomba são jovens do sexo masculino?

– ...a sexualidade é fator soberano. Também o ego, pois esse é um caminho certo para se tornar um herói.

Os shahid são os cowboys ou os bombeiros do Islã.

Ser um shahid é um valor positivamente reforçado nessa cultura. E qual criança nunca sonhou ser um cowboy ou um bombeiro?

– Qual o papel desempenhado pela ONU nessa equação terrorista?

– A ONU está nas mãos dos países árabes, dos países do Terceiro Mundo ou de antigos regimes comunistas. É uma instituição de mãos atadas.

A ONU já condenou Israel mais vezes do que qualquer outro país do mundo, incluindo os regimes de Fidel Casto, Idi Amin ou Kadafi.

Agindo dessa forma, a ONU deixa sempre o caminho livre, já que não condena abertamente as organizações terroristas.

Além disso, através da UNRWA [Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina] a ONU está diretamente conectada a organizações terroristas como o Hamas, que representa 65% de todo seu aparelhamento nos assim chamados campos de refugiados palestinos.

Como forma de apoiar os países árabes, a ONU vem mantendo os palestinos nesses campos, na esperança do “retorno” a Israel, por mais de 50 anos – fazendo, assim, com que seja impossível assentar essa massa populacional que ainda vive em condições deploráveis.

Quatrocentos milhões de dólares são gastos anualmente, subsidiados principalmente por impostos dos EUA, para sustentar 23.000 funcionários da UNRWA, muitos dos quais sabidamente pertencem a organizações terroristas (sobre esse assunto, consulte o meu filme “Hostages of Hatred” [Reféns do Ódio]).

– Você disse anteriormente que um homem-bomba é, simultaneamente, uma “bomba estúpida” e uma “bomba inteligente”. Pode explicar o que isso significa?

– Diferentemente de um artefato eletrônico, um homem-bomba tem, até o último segundo, a capacidade de mudar de idéia.

Na verdade, ele é nada mais que uma plataforma política representando interesses alheios a si mesmo – ele apenas não se dá conta disso.

Como podemos dar um fim na perversidade desses ataques suicidas e do terrorismo em geral?

Parando de ser politicamente corretos e parando de acreditar que essa cultura é uma vítima da nossa.

O islamismo radical hoje é simplesmente uma nova forma de nazismo. Ninguém tentava justificar ou desculpar Hitler na década de 1930.

Nós tivemos que destruí-lo para que fosse possível a paz com o povo alemão.

– Esses homens têm viajado em grande número para fora de suas regiões nativas? Com base em sua pesquisa, você diria que estamos começando a assistir a uma nova onda de ataques suicidas fora do Oriente Médio?

– Cada novo ataque terrorista bem sucedido é considerado uma vitória pelos radicais do Islã.

Em todos os lugares para onde o Islã se expande há conflitos regionais. Agora mesmo há milhares de candidatos ao martírio fazendo fila nos campos de treinamento da Bósnia, do Afeganistão, do Paquistão.

Dentro da Europa, centenas de mesquitas ilegais preparam o próximo passo da lavagem cerebral em jovens rapazes perdidos, que não conseguem encontrar uma identidade satisfatória no mundo ocidental.

Israel está muito melhor preparado para lidar com essa situação do que o resto do mundo jamais estará.

Sim, haverá mais ataques suicidas na Europa e nos EUA. Infelizmente, isso é apenas o começo. (Andrew Cochran,
“The Antiterrorism Blog” – extraído de
www.DeOlhoNaMidia.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, outubro de 2006

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/homens_bomba.html

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