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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Fique longe dessa cabana


Recentemente, as vendas do livro A Cabana aproximaram-se de [sete] milhões de cópias.

Já se fala em transformar o livro em filme.

Mas, enquanto o romance quebra os recordes de vendas, ele também rompe a compreensão tradicional de Deus e da teologia cristã.

E é aí que está o tropeço.

Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

Quem é o autor?

- William P. Young [Paul], um homem que conheço há mais de uma década.

Cerca de quatro anos atrás, Paul abraçou o “Universalismo Cristão” e vem defendendo essa visão em várias ocasiões.

Embora frequentemente rejeite o “universalismo geral”, a idéia de que muitos caminhos levam a Deus, ele tem afirmado sua esperança de que todos serão reconciliados com Deus, seja deste lado da morte, ou após a morte.

O Universalismo Cristão (também conhecido como a Reconciliação Universal) afirma que o amor é o atributo supremo de Deus, que supera todos os outros.

Seu amor vai além da sepultura para salvar todos aqueles que recusaram a Cristo durante o tempo em que viveram.

Conforme essa idéia, mesmo os anjos caídos, e o próprio Diabo, um dia se arrependerão, serão libertos do inferno e entrarão no céu.

Não pode ser deixado no universo nenhum ser a quem o amor de Deus não venha a conquistar; daí as palavras: reconciliação universal.


William P. Young, autor de A Cabana.

Muitos têm apontado erros teológicos que acharam no livro.

Eles encontram falhas na visão de Young sobre a revelação e sobre a Bíblia, sua apresentação de Deus, do Espírito Santo, da morte de Jesus e do significado da reconciliação, além da subversão de instituições que Deus ordenou, tais como o governo e a igreja local.

Mas a linha comum que amarra todos esses erros é o Universalismo Cristão.

Um estudo sobre a história da Reconciliação Universal, que remonta ao século III, mostra que todos esses desvios doutrinários, inclusive a oposição à igreja local, são características do Universalismo.

Nos tempos modernos, ele tem enfraquecido a fé evangélica na Europa e na América.

Juntou-se ao Unitarianismo para formarem a Igreja Unitariana-Universalista.

Ao comparar os credos do Universalismo com uma leitura cuidadosa de A Cabana, descobre-se quão profundamente ele está entranhado nesse livro.

Eis aqui algumas evidências resumidas:

1) O credo universalista de 1899 afirmava que “existe um Deus cuja natureza é o amor”.

Young diz que Deus “não pode agir independentemente do amor” (p. 102),[1] e que Deus tem sempre o propósito de expressar Seu amor em tudo o que faz (p. 191).

2) Não existe punição eterna para o pecado.

O credo de 1899 novamente afirma que Deus
“finalmente restaurará toda a família humana à santidade e à alegria”.

Semelhantemente, Young nega que “Papai” (nome dado pelo personagem a Deus, o Pai) “derrama ira e lança as pessoas” no inferno.

Deus não pune por causa do pecado; é a alegria dEle “curar o pecado” (p. 120).

Papai “redime” o julgamento final (p. 127).

Deus não “condenará a maioria a uma eternidade de tormento, distante de Sua presença e separada de Seu amor” (p. 162).

3) Há uma representação incompleta da enormidade do pecado e do mal.

Satanás, como o grande enganador e instigador da tentação ao pecado, deixa de ser mencionado na discussão de Young sobre a queda (pp. 134-37).

4) Existe uma subjugação da justiça de Deus a seu amor – um princípio central ao Universalismo.

O credo de 1878 afirma que o atributo da justiça de Deus “nasce do amor e é limitado pelo amor”.

Young afirma que Deus escolheu “o caminho da cruz onde a misericórdia triunfa sobre a justiça por causa do amor”, e que esta maneira é melhor do que se Deus tivesse que exercer justiça (pp. 164-65).


Será que um trabalho de ficção cristã precisa ser doutrinariamente correto?

5) Existe um erro grave na maneira como Young retrata a Trindade.

Ele afirma que toda a Trindade encarnou como o Filho de Deus, e que a Trindade toda foi crucificada (p. 99).

Ambos, Jesus e Papai (Deus) levam as marcas da crucificação em suas mãos (contrariamente a Isaías 53.4-10).

O erro de Young leva ao modalismo, ou seja, que Deus é único e às vezes assume as diferentes modalidades de Pai, Filho e Espírito Santo, uma heresia condenada pela igreja primitiva.

Young também faz de Deus uma deusa; além disso, ele quebra o Segundo Mandamento ao dar a Deus, o Pai, a imagem de uma pessoa.

6) A reconciliação é efetiva para todos sem necessidade de exercerem a fé.

Papai afirma que ele está reconciliado com o mundo todo, não apenas com aqueles que creem (p. 192).

Os credos do Universalismo, tanto o de 1878 quanto o de 1899, nunca mencionaram a fé.

7) Não existe um julgamento futuro.

Deus nunca imporá Sua vontade sobre as pessoas, mesmo em Sua capacidade de julgar, pois isso seria contrário ao amor (p. 145).

Deus se submete aos humanos e os humanos se submetem a Deus em um “círculo de
relacionamentos”.

8) Todos são igualmente filhos de Deus e igualmente amados por ele (pp. 155-56).

Numa futura revolução de “amor e bondade”, todas as pessoas, por causa do amor, confessarão a Jesus como Senhor (p. 248).

9) A instituição da Igreja é rejeitada como sendo diabólica.

Jesus afirma que Ele “nunca criou e nunca criará” instituições (p. 178).

As igrejas evangélicas são um obstáculo ao universalismo.

10) Finalmente, a Bíblia não é levada em consideração nesse romance.

É um livro sobre culpa e não sobre esperança, encorajamento e revelação.

Logo no início desta resenha, fiz uma pergunta:

“Será que um trabalho de ficção precisa ser doutrinariamente correto?”

Neste caso a resposta é sim, pois Young é deliberadamente teológico.

A ficção serve à teologia, e não vice-versa.

Outra pergunta é:

“Os pontos positivos do romance não superam os pontos negativos?”

Novamente, se alguém usar a impureza doutrinária para ensinar como ser restaurado a Deus, o resultado final é que a pessoa não é restaurada da maneira bíblica ao Deus da Bíblia.

Finalmente, pode-se perguntar:

“Esse livro não poderia lançar os fundamentos para a busca de um relacionamento crescente com Deus com base na Bíblia?”

Certamente, isso é possível.

Mas, tendo em vista os erros, o potencial para o descaminho é tão grande quanto o potencial para o crescimento.

Young não apresenta nenhuma orientação com relação ao crescimento espiritual.

Ele não leva em consideração nem a Bíblia, nem a igreja institucional com suas ordenanças.

Se alguém encontrar um relacionamento mais profundo com Deus que reflita a fidelidade bíblica, será a despeito de A Cabana e não por causa dela.

(extraído de uma resenha de James B. De Young, Western Theological Seminary - The Berean Call - http://www.chamada.com.br)

Nota:

1.
As páginas citadas são as da edição original em inglês.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2009.

Fonte: www.chamada.com.br


Comentário do editor do blog:

Estamos diante de duas realidades muito marcantes, bastante visíveis, deveras muito claras no que diz respeito a este assunto do livro "A cabana", que deverá virar filme em breve.

Uma delas é que o ser humano tem o coração extremamente corrupto; ele não quer crer em Deus, o Deus que fez o céu, a terra, as trevas, a luz, as águas, o ser humano, e tudo o mais, tudo foi feito pela Palavra [Jesus] de Deus.

Jesus e o Espírito Santo estavam com o Pai no momento da criação, e tiveram participação efetiva em tudo.

O texto bíblico é claro nesse assunto, ao dizer em Gênesis, usando o plural, "façamos o homem à nossa imagem e semelhança", o que é confirmado no Evangelho de João:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus".

Jesus é o Verbo e o texto do capítulo primeiro de João é claro ao se referir a Jesus, como o Verbo, que estava com Deus na criação.

Mas o ser humano não quer crer nisso, e prefere criar "fábulas", crer em "lendas", em "vãs e sutis filosofias", e adota deuses inexistentes, sim porque o nosso Deus diz que Ele é o único Deus, e que fora dEle não existe outro Deus.

Acreditamos em Deus que diz tudo isso, que profetiza que as coisas aconteceriam, como de fato estão acontecendo, ou vamos crer em "deuses" que têm boca, mas não falam; têm pés, mas não andam; têm ouvido, mas não ouvem, como nos dizem as Escrituras [Palavra de Deus]?

A outra figura bastante clara em todo esse contexto de desacreditar Deus, desde o Gênesis, é o corruptor, é aquele que Jesus diz que veio "para matar, roubar e destruir", qual seja satanás.

E ele tentou várias vezes desacreditar Deus, desmerecer Deus, colocando dúvidas nos corações dos seres humanos, a começar com Eva, depois com o próprio Jesus no deserto, e em várias ocasiões ele agiu para evitar a existência do Messias [Jesus], a partir, inclusive, do nascimento, quando foram mortas as crianças de menos de dois anos, tendo Jesus escapado por aviso de um anjo, que fez com que José, Maria e Jesus fossem para o Egito.

Ele está agindo agora, incansavelmente, em várias frentes, para evitar a volta do Messias, que ele sabe que virá [conforme prometeu] e pisará em Jerusalém, o que justifica sua ação para levar homens, como Mahmoud Ahmadinejad, a pregar sempre que "Israel deve ser varrido do mapa".

E não temos a menor dúvida de que livros, filmes que tem surgido ultimamente, e já comentamos alguns deles em artigos anteriores, estão sendo produzidos para incutir dúvidas nos corações humanos.

O tal livro, conforme o artigo acima analisa, contém várias situações contrárias ao que Deus diz, e está escrito em Sua Palavra, e já começa na aparição de uma criança morta, como se possível fosse os mortos se comunicarem com os vivos; fato totalmente contestado na Palavra de Deus: "ao homem está destinado viver uma só vez, e depois o Juízo", não havendo pois contatos com pessoas mortas, nem reencarnações incontáveis.

Não nos iludamos, vão surgir ainda outros livros, outros filmes, outras fábulas, outras filosofias, sempre de maneira sutil, e se possível enganarão "até os próprios eleitos" [os cristãos, os convertidos a Jesus).

Tudo isso já são sinais de que estamos vivendo no tempo do fim, e Jesus breve virá, e derrotará esses falsos mestres, falsos profetas, falsos deuses.

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Não sei lidar com Deus- 2ª parte
Não sei lidar com Deus (2ª parte)

Segunda parte da carta que Magno aquino escreveu para o seu pastor,rev. Edson, abrindo a sua alma, revelando os seus medos e declarando-se confuso a respeito do perdão e do amor de Deus.

Já não sofro os "grandes pecados" de blasfêmia, violência e roubo e sangue, ou mortes; amedrontam-me os miúdos, com cara de ingênuos, mas que ferem, desapontam deixando um gosto ruim na boca das pessoas da igreja que lutam consigo mesmas pra não me odiarem mais.

Passo horas, dias gasto na improdutiva tarefa de listar nomes e ofensas; se me deprimo só de lembrar, fico imaginando o que vai pela cabeça das pessoas.

Angustio-me; minhas cólicas pioram de tanto pensar nisso.

Sofro pra dedéu, é sério, sofro.

Por quanto tempo um crente pode ouvir mentiras, ofensas, insultos e perdoar, e estender a mão, e sorrir e ajudar de novo como se ajudasse pela primeira vez, e até saudar com a paz do Senhor?!

Escrevo intermináveis cartas com pedidos de perdão, pedidos sinceros; por prudência não as envio, as pessoas certamente sofrerão segunda vez por se lembrarem o quão vil me portei.

Se bem que de onde vim tem um ditado:

“Quem bate esquece, quem apanha não esquece.”

Orei e jejuei nos últimos dias; nunca me aborreci tanto.

Pensei que orando e jejuando encontraria Deus em dias melhores, mais atencioso tal; qual nada!

Até o Domingos que me tratava bem me escamou por ninharias.

Por causa de um interno folgado o pr. Arnaldo me disse poucas e boas!

E parece que todos os internos têm um plano pra me atazanar.

Porque as pessoas jejuam?

Nada de bom acontece durante o jejum.

Com o Senhor Espírito Santo as coisas vão bem; na oração até falei:

“Meu velho novo amigo, Senhor Espírito Santo...”

Quando falo com Ele, e tenho conversado com Ele nas madrugadas, eu sempre O trato por Senhor Espírito Santo, bem formal; é Deus.

Ainda não consigo orar por mim, mas aprendo que orar pelas pessoas é uma forma de presenteá-las, poupá-las, protegê-las com a presença constante do Senhor; como não é pra mim mesmo disparo pedindo, peço lá pra casa, pra sua casa pastor e pra casa do Paulo.

Orar pelas pessoas tem essa vantagem, Ele ouve, e atende.

Não sei se estou mais perto de Deus; certo é que passo muito tempo pensando em Deus, é quase uma convivência; sinto-me tranquilo às vezes, sinto-me quase filho, tipo assim, o pastor deve sentir isso por inteiro; mas nunca fui lá grande coisa como filho, nem pra mamãe, nem pra Deus.

Na boa pastor, sei que não sou a ovelha dos sonhos de ninguém, nem do senhor, sem grilo, sei quem sou.

Obedecer me submeter, acatar as ordens docemente, é o que o Paulo me propôs, anotei tudo; mas obedecer do jeito que ele quer, isso leva tempo; gasto tempo considerável pra me organizar mentalmente e obedecer todo mundo aqui e em silêncio, sem questionar; tarefa espinhosa pra um sujeito que passou a vida desobedecendo a mãe, o mundo, o pastor, a Igreja.

Sou interno da Missão Vida, eu obedeço, não preciso gostar de obedecer, só tenho que obedecer, mesmo com muita raiva, ainda assim, obedeço, aqui funciona assim; mesmo quando eu não gostar vai continuar funcionando desse jeito, então me calo de vez, me submeto.

Tem hora que sou muito infeliz aqui na Missão Vida, não é toda hora, mas tem hora que é difícil demais da conta ser interno e ficar.

Dª Eunice falou que é possível levar a vida inteira pra começar a aprender a obedecer (ela ligou, no celular do pr. Arnaldo, putzgrila! Alegrou o meu dia!).

Dª Álmen disse que a disciplina pode me fazer um sujeito feliz, eu falo sujeito, mas Dª Álmen não chamaria alguém de sujeito.

Dª Noeme, também numa carta disse que Deus vai atender as minhas necessidades, pois eu ponho-me e a minha fé a serviço dos irmãos; ela falou assim, ela é uma mulher santa e só fala coisa boa, até de mim.

Paulo e Lúcia, unânimes: “Minha vida muda quando as atitudes mudarem.” Sempre à queima-roupa.

Aí pastor, o senhor disse que eu reúno todas as condições pra não estar vivo.

Todo mundo tá certo, até Dª Noeme com o negócio lá da fé a serviço dos irmãos, afinal eu oro por eles né?

A dificuldade maior mesmo é com Deus, é complicado tratar as coisas com Ele, e não tem escape, cedo ou tarde terei que despregar os olhos do chão, e olhar pra Ele; o difícil rev. Edson é que Ele tá sempre desapontado; e eu não consigo, não posso fazer nada pra mudar isso, imagine o desespero pastor!

Até me preparo pra dizer alguma coisa boa, mas já tem sempre uma pá de coisa que não presta que fiz, falei, pensei; aí trava tudo.

Saio de cena, olho pro chão.

Eu queria mesmo era uma chance de orar direito, fazer tudo direito.

Quem sabe receber um olhar de aprovação.

Continua...

(ex-interno do centro de recuperação de mendigos – Missão Vida)

www.mvida.org.br Conheça-nos!

www.sola-scriptura.com O prazer da leitura bíblica!

Por: Alexandre Magno Aquino Duarte
Sobradinho - DF


Fonte: www.ultimato.com.br


Comentário do editor do blog:

Pouca coisa vamos acrescentar ao que já dissemos na semana passada.

Esta é a 2ª parte da história de um ex-interno do Centro de Recuperação de Mendigos - Missão Vida, resgatado pelo Senhor Jesus Cristo, e que hoje é Missionário da mesma Missão que o acolheu.

É nosso companheiro, escrevendo semanalmente no Site Ultimato.

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

“Liquidação! 900 Reais por uma unção financeira!”
“Liquidação! 900 Reais por uma unção financeira!”

Fiquei estarrecido ao ver o Silas Malafaia e o Morris Cerullo na TV comercializando uma tal unção de prosperidade financeira ao custo de R$ 900,00.

E olha que o programa teve horas de duração totalmente focadas no comércio desta suposta unção financeira.

Esta fórmula de se fazer dinheiro parece mesmo funcionar, pois o programa foi reprisado várias vezes.

É o famoso “ligue já” de Walter Mercado e de outros mercadores da fé.

Cerullo apelou para numerologia para propor a oferta de 900 Reais, dizendo que estamos em 2009, e que 9 representa plenitude, de modo que os que ofertassem 900 receberiam, ainda este ano, uma prosperidade plena, algo jamais visto, o cumprimento de todas as promessas de Deus para as suas vidas.

Uma oferta realmente tentadora para justificar um investimento alto!

Mesmo assim, não ficou claro porque ele induz o telespectador a contribuir com 900 e não com apenas 9 Reais, visto não estarmos no ano de 2900, mas, sim, em 2009!

Marqueteiro que nem ele só, Cerullo chegou ao disparate de afirmar que os ofertantes receberiam uma Bíblia de brinde que valeria mais de 900 Reais.

Trata-se de uma peça rara ou não passa de uma peça que estão querendo pregar na gente?

Lutero deve ter se revirado no túmulo, pois o protestantismo surgiu exatamente contra a comercialização do sagrado. Suas 95 teses protestavam contra a abominável prática católica de cobrança para concessão de perdão de pecados.

A salvação é de graça e as bênção de Deus são gratuitas:

“vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite” (Is 55.1).

Certa vez, um mágico chamado Simão, maravilhado com os prodígios operados no ministério de Pedro, quis negociar com o apóstolo, oferecendo dinheiro para adquirir aquele dom espiritual.

Sabe como Pedro reagiu àquela proposta indecente?

Indignado, "Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus. Não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus. Arrepende-te, pois da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração” (At 8.18-22).

“De graça recebestes e de graça dai” (Mt 10.8), disse Jesus, que em outra ocasião ficou muito irado com aqueles que praticavam comércio das coisas espirituais, tanto que, com um chicote na mão, expulsou os vendilhões do templo, chamando-os de
“ladrões e salteadores”.

Jesus estava sempre advertindo seus seguidores a respeito do cuidado que se deve ter contra os mercenários (Jo 10.1,12).

O Apóstolo Pedro também advertiu a igreja a respeito dos falsos profetas espertalhões que “movidos por avareza”, procurariam fazer comércio da boa fé do povo de Deus. (2Pe 2.3).

Isto é fruto da maldita teologia da prosperidade que o que produz na verdade é a prosperidade de seus pregadores.

O Apóstolo Paulo alerta a Igreja contra os falsos profetas e pastores que ensinam heresias por pura ganância:

"Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância." [Tt 1:11].

A teologia da prosperidade é produto desta sociedade de consumo, prometendo conceder através da fé tudo aquilo que as propagandas dizem que uma pessoa precisa ter para ser feliz.

Transforma a fé em uma varinha de condão e faz do nome de Jesus, uma espécie de abracadabra ou lâmpada de Aladim para a realização de todos os sonhos despertados pela sociedade de consumo.

Diante da grande mentira de que o prazer, o sucesso e o bem-estar físico, econômico e social são o grande alvo da vida e que tudo isto está acessível a todos.

Iludido, o freguês busca no consumo a realização imediata deste ideal, mas tem de lidar com a realidade de uma vida de privações, injustiças, lutas e muitos sofrimentos.

Frustrado, desamparado e só está o freguês, que se sente fracassado e oprimido pela ditadura do ter.

Agora, nem na igreja, encontra ele respostas para a sua dor, mas apenas ainda mais culpa por não ter tido fé suficiente para ter sido bem sucedido na vida profissional ou para ter sido curado de algum mal.

Mas, as vítimas deste golpe não são tão inocentes assim, como bem falou o Apóstolo Paulo dizendo que “... os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (1Tm 6.4-11).

A espiritualidade cristã não pode ser confundida com prosperidade financeira, nem com sucesso e nem com saúde.

Pois, fosse este o caso, não poderíamos considerar nem a Jesus e nem os apóstolos como homens espirituais, visto que eram pobres, ficavam doentes, passaram muitas necessidades, sofreram perseguições, foram presos, desprezados pelo mundo e foram martirizados.

Jesus mesmo disse que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20) e não tinha dinheiro sequer para pagar o imposto, tendo que solicitar a Pedro que pescasse um peixe que teria uma moeda dentro de si que serviria para pagar esta divida (Mt 17.24-27), pois sabemos que Jesus, sendo rico se fez pobre (2 Co 8.9).

Pedro e João disseram claramente que não possuíam ouro nem prata (At 3.6).

Paulo experimentou período de pobreza (Fl 4.11, 2 Co 6.10, Tg 2.5).

Comunidades inteiras de cristãos do Novo Testamento eram muito pobres (2 Co 8.2, Rm 15.26, Ap 2.9).

A própria Maria, entre todas as mulheres a mais agraciada, não teve um lugar descente para dar a luz ao seu Filho bendito.

Todas as portas se fecharam e apenas a porta do curral foi a que se abriu para ela e para José seu esposo.

Ela não ficou murmurando e nem ficou rejeitando aquele lugar fétido e incipiente.

Ela não ficou ali inconformada reivindicando um lugar condizente a sua condição de bendita entre todas as mulheres. Ela, pelo contrário, aceitou a sua própria cruz, acolheu a bendita graça de padecer por Cristo e não de somente crer nEle (Fl 1.13).

Foi naquele curral e naquela manjedoura improvisada de berço que se fez Natal.

A noite mais feliz da história humana!

Eis aí mais um exemplo do privilégio de participar dos sofrimentos de Cristo e completar o que falta de suas aflições (Co 1:24).

Perguntaram a William Booth, fundador do Exército de Salvação, qual era o segredo do seu sucesso, ele respondeu:

"Deus teve de mim tudo o que Ele quis".

Infelizmente os evangélicos seduzidos pelo consumismo têm feito o contrário: exigem de Deus tudo o que eles querem.

Com isto, não queremos dizer que Deus não possa prosperar ou curar.

Dizer que Deus pode não é o mesmo que dizer que ele deva.

A teologia da prosperidade nega a soberania de Deus, quando ensina que o uso da expressão “se for da Tua vontade” anula a fé e destrói a oração.

Mas Deus tem vontade própria!

Somos nós quem devemos nos sujeitar a vontade dele e não ele a nossa.

Enquanto a Teologia da Prosperidade ensina a orar exigindo e reivindicando coisas de Deus, a Bíblia ensina que nós não sabemos orar como convém (Rm 8.26), por isso é que a gente, às vezes, pede e não recebe, porque pede mal (Tg 4.3).

Portanto, devemos orar de acordo com a vontade de Deus assim como orou Jesus no Getsêmani:

“Não seja feita a minha vontade, mas a tua (Lc 22.42), pois “esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5:14).

Concluo trazendo à nossa memória o texto de Daniel 3.15 a 18 que mostra que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não eram adeptos da teologia da prosperidade, mas, sim, da teologia da “possibilidade”.

Pois eles confessavam crer no poder de Deus para libertá-los das mãos do Rei, mas entendiam que Deus poderia ter outro plano e estavam dispostos a entregarem-se totalmente à vontade de Deus seja ela qual fosse.

“Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei.

Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste”.

Portanto, cuidado com os ensinos e artimanhas dos falsos profetas (Mt 7.5, 15; 24.11; Mc 13.22; 2Tm 4.1-5).

Por ldo Mello

Meus Blogs:
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Perfil

José Ildo Swartele de Mello
Casado com Ana Cristina, pai de 3 filhos: Samuel, Daniel e Rafael, é também Professor de Teologia, Escatologia e Evangelização na Faculdade Metodista Livre. Formado em Bacharel pela Faculdade Metodista Livre, cursou Mestrado em Teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo e fez Doutorado em Ministério na Faculdade Teológica Sul Americana. Pastor desde 1986 (Cidade Ademar 86-88; Vila Guiomar 89; Vila Bonilha 90-97, Aeroporto 98-2004), serve atualmente como Pastor da Imel de Mirandópolis, como Bispo da Igreja Metodista Livre do Brasil e como presidente do Concílio Mundial de Bispos. Visite o site da Igreja: http//www.metodistalivre.org.br

Fonte: recebido por e-mail de nossa querida irmã Ana Paula Mendes, e, posteriormente, do próprio autor, Bispo José Ildo Mello, autorizando a publicação, autorização esta solicitada por nós.

QUADRO DE MENTIRAS
QUADRO DE MENTIRAS

Hoje, enquanto escrevo, é quinta-feira, antevéspera do primeiro feriado prolongado do segundo semestre de 2009.

Está chegando o dia que comemoramos a “Independência do Brasil”.

Aprendi umas coisas na escola sobre este dia; no livro havia uma figura do quadro de Pedro Américo, aquela onde o príncipe regente esta montado em um cavalo branco com pose de imperador.

Bom, a verdade é que se passaram muitos anos desde que aprendi sobre este fato.

Naquele tempo eu morava numa cidade do interior do Paraná e qualquer cidade de interior que se preze, pelo menos naquela época, tinha um “Desfile de Independência”.

Os alunos das escolas desfilavam, marchando de uniforme novinho; os soldados do quartel da cidade também marchavam.

Ficava ansioso por este dia e acho que mais alguém marchava, mas só me lembro dos alunos e dos soldados.

Era a época da ditadura.

Voltando ao fato acontecido no dia 7 de setembro de 1822, descobri mais tarde que os historiadores contestam praticamente tudo que aprendi na escola: o grito, o local do grito, o dia do grito, os modos do príncipe, sua roupa e até o cavalo é contestado.

Pior que podemos contestar a própria “independência”; nos desligamos de quem nos colonizava quase que sem luta, por acordos e um tremendo endividamento junto a Grã-Bretanha.

Só ganhamos um novo tutor.

Independência?

Uma mentira.

O fato como me foi ensinado e estão ensinando isto para o meu filho em sua escola na verdade, é uma mentira, um golpe, um grande golpe.

Enfim, Pedro Américo pintou um quadro décadas depois do acontecido.

A obra é verdadeira, mas a cena é falsa.

Algo aconteceu em relação à “independência do nosso país”, mas não o que está no quadro.

Um quadro verdadeiro de uma cena falsa.

O que isto tem a ver conosco? Tudo.

Primeiro, porque somos brasileiros, ou uns poucos estrangeiros, mas que moram aqui.

Segundo porque como seres humanos pecadores, apesar de sabermos a verdade tendemos à mentira e até gostamos dela, chegando a vivê-la como se fosse verdade.

Sinto-me tão incomodado com isto que às vezes tenho vontade de gritar.

Alguns de vocês que lêem este texto também sentem este incômodo.

Não gostamos disso, mas acontece o tempo todo.

Tem sempre alguém em nosso círculo de relacionamento lidando com uma mentira, mentindo para nós ou pior ainda, ouvindo uma de nossas mentiras.

Que cena da sua vida você pintou (ou permitiu que pintassem sobre você) que não é verdadeira?

Pense um pouco em sua vida.

Há um quadro seu, que todos vêem, no qual a cena é falsa?

Há uma mentira que de alguma forma te beneficia?

A cena falsa pode ter uma ligação com o seu passado, com seu casamento, com sua família, seu trabalho, seu relacionamento com Deus.

Se este é o seu caso, ou o caso de alguém próximo de você, saiba isso:

“Só a verdade te libertará”.

Nunca, nunca haverá paz enquanto usarmos a mentira como ferramenta.

A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira.

Ele usa a mentira para nos prender, usa para acabar com a paz.

Enquanto os quadros falsos, mentirosos, da sua vida não forem contestados você será refém do pai da mentira.

Grite!

Dê um grito.

Conteste os quadros de cenas falsas que perduram em sua vida!

Grito de liberdade: “Independência ou morte”.

Diga: “Em nome de Jesus não quero mais depender de mentiras para conquistar ninguém.

Quero uma vida de paz, gerada na verdade.

Quero a verdadeira paz!”


Cansado de ver e ouvir mentiras, Sinval Junior.

Fonte: boletim do mês de setembro da CCBN - Comunidade Cristã Boas Novas

Não sei lidar com Deus- 1ª parte


Não sei lidar com Deus. 1ª parte

Carta escrita por um crente caido, quando já se encontrava em recuperação. Verídica.

Amado pastor, saude e bem!

Gastei os últimos anos olhando para a cruz; diante da autoridade da cruz o homem arrogante, violento e acostumado a dar as cartas foi demolido, desmontado; o sujeito de olhar ruim e armas sempre ao alcance das mãos, diluiu-se enfim.

Face a face com a cruz vivi momentos de tribulação e esvaziamento; mas sentia uma paz e regozijo que pude afirmar que outro ou mais excelente estado não poderia existir: ser crente.

Baixei a guarda pra nunca mais reerguê-la, depus as armas pra nunca mais empunhá-las contra meu semelhante.

Por qualquer ângulo eu era outra pessoa.

Um crente.

Se orgulharia se tivesse visto aspegirem água sobre mim; batismo.

Ao receber o amor de Cristo, de uma única vez me fiz presa desse amor e servo desse Reino.

Dispus-me ao serviço do meu Senhor; sem, no entanto aprender o significado de descansar n´Ele.

Sempre devedor intruso; persona non grata diante do trono da graça.

No meio do seu povo eu cheirava diferente, falava diferente e era, de forma angustiante, diferente.

Crente feito às pressas.

Durante quase duas décadas venho amando Jesus e cada palavra dita por Ele e sobre Ele; a Bíblia eu trato por “Santo Livro.”!

Mas não relaxo na presença da Deus, falo muito, falo sandices e pra consertar, erro de novo.

Fui maluco até pra me queixar de um resfriado.

Insano.

Agora só falta me queixar da dor de dente, das cólicas ou doencinhas sem perigo.

Não sei lidar com Deus.

É grande demais pra alguém tão ninguém; puro demais pra alguém sujo demais; santo demais pra alguém pecador demais; belo demais pra mim.

Simples demais pra ser só simples e amoroso, só e pronto; não dá pra entender como Deus pode ser assim!

Se não fosse tão bom seria mais fácil ir embora.

Um de nós está sempre longe; no lugar ou na prosa desencontrada.

Por temor e respeito sempre interrompo a oração quando suspeito que outro ora um assunto de maior importância e está a seqüestrar-Lhe a atenção; deixo pra lá, minha conversa não é importante, nunca é.

Li, estudei tanto sobre oração que posso criar um manual de oração, informação é que não me falta; ao observar com que pressa Ele atende quando por outros peço, por mim quase peço!

Mas quando é pra mim eu me travo; "pedidor insolente, inoportuno, crentezinho de outro dia, pensa que vai chegando e Deus vai atender."; ralho-me e calo, desvio o olhar e o assunto e desando a falar do céu e do mar e do calor, até aleluia eu falo, pra disfarçar a falta de tato; e sob o olhar de soslaio me ausento.

Num primeiro instante eu creio, pra em pouco tempo apoucar-me a fé que antes de tão densa fazia-me quase tocá-Lo; mas recolho a mão, quase desdigo a prece, peço perdão por medo; pois se não der certo o assunto da oração pode ser que eu murmure, aí se murmurar peco e de pecar estou farto.

Reaprendi a desviar o olhar, olho pro chão; é menos doloroso e menos humilhante do que olhar pra cima e dar de cara com o olhar d´Ele olhando pra outro rumo e não pra mim.

Não é preciso que diga que não sei orar, eu digo e disso faço meus dias; sem sonhos grandes, nem pequenos.

Olho a cruz vazada no “Terra Nova” e estremeço, oro em voz alta, é um jeito novo de orar, e se percebo que estou desagradando mudo de assunto, pra não encher.

Deus sem dúvida é muito ocupado.

Queria confiar igual o senhor, que gosta do salmo 40,"Esperei confiantemente!" Eu também creio, me entusiasmo até que venha o terror de deixar de crer, e confiar; a fé que tenho é pouca, quase nada e pode secar, e aí?

Com esse quase nada eu sobrevivo, mas só com o nada vou viver com o quê?

Continua...

(ex-interno do centro de recuperação de mendigos – Missão Vida)

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www.sola-scriptura.com O prazer da leitura bíblica.

Por: Alexandre Magno Aquino Duarte
Sobradinho - DF

Fonte: www.ultimato.com.br

Cantando vitória
Cantando Vitória

Não existe uma área na qual Satanás tenha trabalhado com maior sucesso do que na mente desta geração cristã psicologizada.

Nenhum crente é tão espiritual que não possa ser assaltado mentalmente pelo inimigo de Deus.

Se Cristo, o Homem-Deus, foi assaltado pelo Diabo, o qual desejava desviá-Lo da cruz, imaginem o que pode acontecer a nós, miseráveis pecadores.

Os hospitais psiquiátricos estão repletos de pessoas que seriam mentalmente sãs, caso não tivessem caído sob os dardos do maligno.

Parece que, hoje em dia, temos mais doenças mentais do que físicas atacando a cristandade...

Haja vista a quantidade de psicoterapeutas nas igrejas cristãs.

As seitas vivem agrilhoando os seus adeptos, instalando neles o complexo de culpa, o qual pode desequilibrá-los mentalmente.

As comunicações com os chamados “espíritos guias” (que são anjos decaídos) podem conduzir suas vítimas à loucura, através do domínio da mente.

Os líderes das seitas ignoram completamente as Cartas de Paulo.

Em Gálatas 5:1, lemos: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”.

A canção “Maravilhosa Graça” foi escrita por John Newton.

Dizem que ele havia estado numa instituição psiquiátrica, escondido dentro de uma cela escura, completamente destruído pelas drogas e pelo álcool consumidos durante sua negra vida de pecados.

Conquanto existam algumas dúvidas sobre o tempo que ele ali passou, não existe qualquer dúvida sobre a sua vida pregressa.

Mesmo assim, tendo escutado e aceitado o Evangelho que lhe foi pregado, John Newton foi totalmente curado.

Em seguida, ele escreveu algo assim:

“Maravilhosa Graça, quão mavioso é o som que me salvou, a mim, um miserável pecador.

Eu era perdido, mas fui encontrado.

Eu era cego e agora vejo... ".

Satanás havia usado e abusado de sua mente, através de uma vida pecaminosa, o que tem acontecido a tantas pessoas na sociedade moderna.

Os entretenimentos (até mesmo dentro das igrejas) e os programas de TV (desde as novelas até os shows eróticos) têm corrompido os cristãos, tornando-se a perigosa arma do Diabo, cujo objetivo é poluir as mentes ocidentais.

Qualquer coisa que o inimigo de nossas almas faz, no sentido de nos afastar de Deus, pode causar escravidão mental e espiritual, tornando-se um vício igual aos demais.

As notícias mundiais sobre as catástrofes e o aquecimento global podem causar depressão em quem não estiver solidamente embasado na fé em Cristo.

Precisamos aceitar o convite que Jesus nos faz em Mateus 11:28-29:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas”.


Por que poluir nossas mentes com notícias trágicas, deixando de confiar no grande Deus e Salvador, atraindo escuridão para nossas mentes?

A melhor maneira de conservar nossas mentes puras é através da leitura diária da Palavra de Deus.

Ela “é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2 Timóteo 3:16-17).

Nossa mente fica impura, quando praticamos o oposto do que a Palavra nos ensina.

Uma pessoa que tem Cristo como Salvador e Senhor de sua vida é habitada pelo Espírito.

O objetivo máximo de Satanás é assaltar os cristãos, mas Deus nos legou o remédio infalível de Sua Palavra, através da qual conhecemos e amamos o Seu Filho.

Nossa obrigação é examinar tudo e reter o bem.

O mundo jaz no maligno; portanto, devemos filtrar o que ele nos ensina através da mídia.

Satanás tem usado a Psicologia, para afastar os nossos olhos de Jesus, o autor e consumador de nossa fé.

Seu ataque é tão violento que precisamos nos empenhar diligentemente em batalhar pela fé entregue aos santos, conforme Judas 3.

Para isso, precisamos atentar no que Paulo nos ensina na 2 Coríntios 10:3-5:

“Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne.

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”.


Este é o tipo de vida triunfante que a geração moderna precisa aprender.

Trata-se de uma vida cheia do Espírito Santo, sem qualquer inclusão do misticismo importado dos “santos" da Era Medieval, agora tão propalado pelo Movimento dos Apóstolos e Profetas.

O engodo espiritual tem se alastrado dentro das igrejas do Senhor.

Satanás tem usado o “novo evangelho” dos místicos para enganar e atrair os cristãos, tendo conseguido um enorme avanço nos meios pentecostais, sob capa de “espiritualidade contemplativa.”

A era do Anticristo está chegando e o Diabo está usando os seus últimos recursos para nos afastar da verdade que liberta do engodo religioso.

Conforme lemos em Apocalipse 12:12-b: “Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo”.

Precisamos proteger nossas mentes da mentira religiosa, lendo diligentemente a Bíblia, a qual é o único antídoto contra o mal que se alastra.

Não devemos esperar que o pastor da igreja nos supra de todas as nossas necessidades espirituais.

Nossa fonte de água pura deve ser principalmente a Palavra da Verdade.

Pelo poder da Palavra de Deus, que é viva e eficaz para nos conduzir à salvação, e orando sinceramente ao nosso Deus, seremos mais que vencedores, cantando vitória através do sangue do Cordeiro, pelo poder do Espírito Santo que em nós habita.

Mary Schultze, 09/09/2009.

Artigo inspirado no sermão “Demoniac Curses Against the Mind” de Joseph Chambers, 08/09/2009.

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" 1 Cor 9:16

"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo". 2 Cor 4:6.

Fonte: recebido por e-mail diretamente da autora Sra. Mary Schultze

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