Como vencer o diabo?
"Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:
Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.
Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida" (Ap 12.10-11).
Essa passagem fala, em princípio, do tempo da Grande Tribulação, e se refere àqueles que saem dela como vencedores.
Contudo, nesses versículos também podemos aprender alguns princípios para a vida em nossa época.
Todos que crêem em Jesus Cristo se defrontam com o mesmo acusador, e só podemos vencê-lo da maneira como lemos nessa passagem.
Quem é nosso adversário na batalha espiritual?
Em Apocalipse 12.9, o inimigo é descrito da seguinte maneira: "...o grande dragão, a antiga serpente, que se chama Diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo..."
Ele é o acusador, que nos acusa de dia e de noite diante de Deus.
Com olhar maligno ele nos observa em tudo que fazemos ou deixamos de fazer e se empenha ao máximo para poder nos acusar constantemente diante de Deus.
A tática de Satanás é a mesma de sempre: primeiro ele faz com que pequemos com facilidade, e depois torna o perdão muito difícil.
A situação de muitos crentes hoje em dia não é nada fácil.
No mundo espiritual estão acontecendo muitas coisas, pois Jesus voltará em breve.
Por isso também sentimos o aumento das tribulações em nosso espírito.
A maldade dos tempos finais aumenta, e esses ventos também chegam às portas dos cristãos.
Muitos têm se queixado de depressão, melancolia, estado de irritação e desânimo – outros sentem-se cansados, miseráveis e não têm mais capacidade para nada.
As acusações mútuas, assim como as auto-acusações, têm aumentado.
Muitos estão prestes a resignar.
As tentações de todo tipo quase não podem ser mais superadas.
Tudo isso acontece porque o Senhor virá em breve, e a influência demoníaca em nosso mundo tem aumentado.
O caminho da vitória
Justamente diante das crescentes tribulações em nossos dias, é necessário vencer triunfalmente o inimigo no dia-a-dia.
Em Apocalipse 12.11 nos é mostrado claramente o caminho triplíce para isso:
"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida".
1. Pelo sangue do Cordeiro
"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro..."
Diante do sangue do Cordeiro, o diabo tem de parar. Ali ele está vencido. Ali qualquer acusação perde seu peso. Essa verdade nos é apresentada de maneira figurada na catedral de Bamberg (Alemanha):
Nela há uma representação do Juízo Final esculpida na rocha. O anjo do juízo tem uma balança na mão. No prato da balança se encontram livros grossos, evidentemente o registro dos pecados. Pequenos diabinhos se penduram neste prato e tentam puxá-lo para baixo.
Mas eles não o conseguem, embora o outro prato esteja quase vazio.
Nele se encontra apenas um pequeno cálice da Santa Ceia.
O sangue de Jesus pesa mais do que todos os nossos pecados.
É muito importante que nos firmemos no perdão que nos foi outorgado, que creiamos firmemente nele e nos gloriemos no sangue de Jesus.
O sangue de Jesus Cristo derramado no Calvário é o poder que rasgou e cancelou a nossa nota promissória (Cl 2.14).
Uma dívida que foi liquidada por ter sido paga não pode mais ser utilizada como acusação contra nós.
2. Por causa da palavra do testemunho que deram
"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram..."
A Bíblia Viva diz: "Eles o derrotaram pelo sangue do Cordeiro e pelo testemunho deles; pois não amaram as suas vidas, mas as entregaram a Ele."
Não apenas é importante confiar no sangue de Jesus e conhecer o seu poder, mas também aplicá-lo no testemunho.
Em outras palavras: a vitória sobre o inimigo acontece baseada na morte de Cristo e em nosso testemunho a respeito do valor dessa morte.
Precisamos saber que o poder está sempre na Palavra de Deus.
No momento em que reivindicamos a Palavra de Deus para nós, o sangue de Jesus torna-se eficaz.
É como no caso de uma herança que você recebeu de presente.
Para que o inimigo não mais possa reivindicá-la e a herança passe a ser sua ou se torne eficaz para você, é preciso um testamento escrito.
Esse documento com a assinatura do testador lhe garante a herança.
Nenhuma outra pessoa pode reivindicar ou tirar-lhe esta herança.
Todas as acusações ricocheteiam quando confrontadas com a Palavra de Deus.
A respeito, um relato interessante:
O porteiro de um hotel lia muito em sua Bíblia, principalmente durante a noite.
Quando não a estava usando, ele a carregava sempre no bolso sobre o peito.
Um dia ele foi assaltado.
O delinquente atirou nele – mas a bala, que estava destinada ao seu coração, ficou cravada na sua Bíblia. A Bíblia salvou a sua vida!
Quando somos assaltados por tentações ou quando o inimigo nos acusa, fazemos bem em buscar a Palavra de Deus. Davi orou:
"Ao meu coração me ocorre: Buscai a minha presença, buscarei, pois, Senhor, a tua presença" (Sl 27.8).
O Senhor Jesus nos anima a orar com base na Palavra de Deus e a confiar nela:
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco" (Mc 11.24).
É uma honra para Deus se confiamos na Sua Palavra, e da nossa parte trata-se de expressão da nossa fé.
Consideremos a Sua Palavra como verdade (Sl 119.142).
3. Por estarem crucificados juntos com Ele
"Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida".
Para alcançarmos uma vitória real, devemos, sem dúvida, entregar nossa própria vida.
Ao seguirmos o Cordeiro de Deus, o amor a nós mesmos é o maior empecilho no trabalho para o Senhor.
Muitas brigas, intolerância, acusações e irritação só se manifestam porque ainda amamos tanto a nossa própria vida.
Os crentes mencionados em Apocalipse 12.11,
"...mesmo em face da morte, não amaram a própria vida."
O caminho após o Cordeiro é um caminho de morte. É o mais difícil, mas também o mais frutífero. A morte de Jesus produziu o maior fruto (comp. Is 53.11-12).
Por isso a essência do discipulado é tornar-me semelhante a Jesus em Sua morte (Fp 3.10).
Porém, como pode ser trágico quando filhos de Deus não seguem o caminho após o Cordeiro integralmente.
Se seguem a Jesus pela metade, de uma maneira desleixada, isso produz um grande peso tanto para eles como para o meio em que vivem.
Através de coisas insignificantes, por ninharias, o velho inimigo consegue prendê-los repetidamente.
Por isso o profeta Jonas, que no início não quis seguir o caminho da obediência total, clamou na barriga do grande peixe:
"Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia" (Jn 2.8, Ed. Corrigida e Revisada).
E o apóstolo Paulo testemunha em sua segunda carta a Timóteo:
"Fiel é a palavra: Se já morremos com ele, também viveremos com ele" (2 Tm 2.11).
Aos cristãos de Roma ele escreveu: "Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis" (Rm 8.13).
Por isso somos conclamados: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5).
Resumindo: a vitória sobre a maldade dos tempos finais, o caminho da vitória, a conquista da vitória na vida espiritual consiste única e exclusivamente em seguir a Jesus de maneira absoluta.
E essa caminhada se apóia na obra consumada por Jesus na cruz do Calvário (sangue), em um testemunho fiel (confiança e fé) e na disposição de entregar a própria vida à morte (ser crucificado com Cristo).
Faça isso, e você vencerá o diabo e todos os seus ataques traiçoeiros! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 1998.

Norbert Lieth será um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.
Comentário do editor do blog:
Observadores e estudiosos da Palavra Profética constatam, claramente, a atuação do diabo no curso da história, inclusive com maior ênfase nos dias de hoje, que já podem ser chamados de "o princípio das dores" (Mateus 24. 8).
A Palavra de Deus deixa bem registrado que "o mundo jaz no malígno" (I João 5. 19), ou seja, o diabo está no comando de muita coisa que acontece.
A atuação dele vai ficar cada vez mais visível, pois ele não se conforma com a derrota que lhe será impingida no final dos tempos, quando não só ele será enviado para o fogo ardente do inferno, assim como os seus dois "ajudadores": o falso profeta, e o anticristo, formando a "trindade malígna".
Então, em síntese, ele está atuante "como um leão que ruge, buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5. 8), motivo pelo qual o mesmo versículo nos recomenda que sejamos sóbrios e vigilantes.
Com a sobriedade, jamais poderemos ser vítimas de sua ações malignas, pois sobriedade é decorrente do fruto do Espírito [Santo de Deus] em nós, quais sejam os seus atributos: "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio" (Gálatas 5. 22-23), e "contra essas coisas não há lei", é o que nos diz a Palavra de Deus logo em seguida à sua citação.
Muitas pessoas não gostam de admitir essa presença indesejada, e há até quem não acredite em sua existência, aliás, estratégia do próprio satã de convencer às pessoas de que ele não existe, o que facilita a sua ação de "matar, roubar e destruir" (João 10. 10).
Só há um modo de vencer o diabo, e é a Palavra de Deus que nos orienta como fazê-lo, quando diz: "resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4. 7).
Mas como resistir a um ente tão malígno, tão forte, tão sutil, tão "poderoso" até?
É o mesmo texto que nos dá a orientação de como "resistir" ao dizer antes: "Sujeitai-vos, portanto a Deus" (Tiago 4. 7), e a submissão a Deus é que produz em nós o fruto do Espírito, acima já citado.
Para finalizar, vamos ressaltar um trecho do artigo acima, quando o seu autor coloca a situação de uma maneira que não nos pode deixar dúvidas:
Porém, como pode ser trágico quando filhos de Deus não seguem o caminho após o Cordeiro integralmente.
Se seguem a Jesus pela metade, de uma maneira desleixada, isso produz um grande peso tanto para eles como para o meio em que vivem.
Através de coisas insignificantes, por ninharias, o velho inimigo consegue prendê-los repetidamente.
Assim, fica o apelo a todos que estão lendo este artigo no sentido de que nos sujeitemos a Deus, ficando assim protegidos contra as astutas ciladas do diabo, que daqui para frente estará mais furioso, mais ativo, pois sabe que lhe resta pouco tempo, eis que se aproxima o dia em que Jesus vai voltar para reinar sobre este mundo, a partir de Jerusalém.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 26-08-2009
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A estratégia mundial de Satanás
Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29).
Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante.
Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante.
Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.
Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13).
Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra.
Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial.
A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo.
Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.
O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
A Negação da Revelação Divina
O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6).
Foi por isso que Jesus chamou Satanás de “príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30).
João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).
Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível.
Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.
As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro.
Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial.
Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.
Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa.
O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.
No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade.
Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.
Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves consequências na sociedade e no mundo.
Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero.
Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida.
A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida.
Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.
A Negação dos Absolutos Morais
A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais.
O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade.
Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.
O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral.
Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia.
Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco.
O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma.
Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.
A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões
A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade.
Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade.
Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra.
A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.
A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado.
Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado.
Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente.
Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento.
Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.
Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.
Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo.
Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores.
Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.
A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.
A Redefinição da Tolerância
Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância.
A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas
pacificamente.
Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.
Porém, a tolerância passou por uma redefinição.
O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei.
Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei.
Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”.
Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão.
Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo.
[Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]
Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade.
Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito.
O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.
Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado?
Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos?
Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.
Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá consequências drásticas.
As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto.
Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?
O Desejo de Unidade
A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade.
O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível.
O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.
A Deificação da Humanidade
A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade.
Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5]
O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]
Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade.
Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Notas:
1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association[www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
2. Idem.
3. Ibidem.
4. Ibidem.
5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
6. Idem.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2002.
Fonte: www.chamada.com.br
Comentário do editor do blog:
O artigo acima, muito claro e detalhado, aponta para o cumprimento em nossos dias da Palavra Profética de Deus, em relação à mudança de padrões, abrindo caminho para as astutas ciladas do diabo.
Já estamos vivendo diante de mudanças de princípios éticos, princípios morais, princípios sociais, e, o que é pior, de princípios espirituais.
Caminhamos para a legalização de tudo o que é condenável, desrespeitoso, imoral e escarnecedor.
Em alguns países já há leis aprovadas, no sentido de tornar normal o que sempre foi condenado pela Palavra de Deus, a Bíblia; e no sentido de se tornar proibido aquilo que sempre foi uma prática sadia.
A "permissividade", na verdadeira acepção da palavra, vem se tornando prática comum para quem contraria os princípios de Deus e da própria natureza.
Como exemplos citamos:
- aborto
- união civil de pessoas do mesmo sexo, etc.
A "condenação" já vem se tornando legal e legítima, em algumas nações, em relação a questões recomendadas pelo bom senso, pelos "princípios" de quaisquer naturezas [morais, éticos, sociais, espirituais], e até pelos princípios bíblicos.
Como exemplos podemos citar:
- não criar limites de ação para as pessoas, nem mesmo para a educação das crianças, que devem agir de acordo com as suas próprias e individuais vontades (respeitar o "eu"), levando os pais a um indiferença total em relação à educação dos filhos.
- não pregar "religião" [não gostamos desta palavra] para pessoas que, de acordo com princípios bíblicos, estão sendo induzidas ao "engano", ou seja não fazer "proselitismo".
Ora, se somos de fato cristãos, via de consequencia cremos ser a Palavra de Deus a única norma aceitável para estabelecer princípios [éticos, morais, sociais, e, principalmente, espirituais]; logo seria omissão de nossa parte [e desamor] deixar de obecer ao que Jesus disse, antes de ascender aos céus, que chamamos de "A grande Comissão"
- fazer discípulos, ensinando-os (Mateus 28. 19).
- pregar a toda criatura (Marcos 16. 15).
- testemunhar ...até aos confins da terra (Atos 1. 8).
Temos, pois, que concluir que estamos no tempo do fim, pois as Escrituras apontam há, aproximadamente, 2.000 anos para os fatos hodiernos, já considerados normais, desconsiderando-se qualquer ensino da Verdade, que é Cristo Jesus.
Falar em "tempo do fim" lembra que se aproxima a segunda vinda do Senhor Jesus, para governar as nações a partir de Jerusalém.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].
Edmar Torres Alves -editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 25-08-2009
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A arma mais poderosa de Israel: A Oração
Um apelo em tempos de angústia
A arma mais poderosa de Israel: a oração
O Muro das Lamentações – principal local de oração dos judeus: "estando eles angustiados, cedo me buscarão" (Os 5.15b).
Michael Freund, jornalista e conselheiro político do ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, publicou no jornal israelense "Jerusalem Post" um artigo sobre a melhor arma defensiva de Israel: a oração ao Deus de Israel.
A seguir publicamos a tradução desse comovente apelo:
A melhor defesa de Israel
Parece que as notícias não nos deixam em paz.
A cada hora ouvimos sobre novos atentados, novas vítimas, mais lágrimas e mais derramamento de sangue.
Tornamo-nos dependentes do rádio e da TV como um alcoólatra da bebiba, completamente atordoados por tantas informações, mas mesmo assim incapazes de fugir de sua influência inclemente.
Parece que a cada dia cresce o perigo a que Israel está exposto – e cresce nosso desespero.
Todos nós queremos ajudar, queremos mudar alguma coisa em favor de nosso povo nessas horas críticas.
Mas falta-nos qualquer ideia do que poderíamos ou deveríamos fazer.
As costumeiras listas de atividades pró-israelenses
– contatos com políticos, campanhas contra a mídia tendenciosa ou apoio financeiro – parecem não produzir mais resultados.
Pessoas morrem nas ruas, são fuziladas a caminho de seu trabalho ou despedaçadas na pizzaria da esquina.
Mas ainda deve haver algo, alguma coisa que cada um de nós possa fazer e que vá mudar a situação – independentemente de quem somos ou de onde quer que estejamos.
Sim, existe algo assim!
Seja como for a designação que você dá a si mesmo – judeu ou cristão, incrédulo ou que tem dúvidas – a chave para a vitória de Israel poderia estar em suas mãos, ou melhor, nas palavras de seu coração.
A melhor defesa de que Israel dispõe é o poder da oração, e é chegado o tempo de usarmos essa arma com todo o nosso empenho e firmeza.
Isso pode soar como algo arcaico aos ouvidos modernos, ou simplista demais.
Mas as soluções modernas falharam vergonhosamente nos últimos anos, a diplomacia e as manobras de Estado nos conduziram à beira do precipício.
Apesar de toda a nossa avançada tecnologia e do destemor militar de nossa nação, Israel parece incapaz de sair do beco sem saída em que se encontra.
Talvez tenha chegado a hora de nos desfazermos de todo o cinismo e de todas as reservas, passando a fazer aquilo que as pessoas sempre fizeram nas horas de angústia: dirigir-se ao Pai no céus pedindo por ajuda.
Os palestinos declararam publicamente que todos [os judeus] são alvos potenciais.
A "Frente Popular Para a Libertação da Palestina", cujo líder foi morto por Israel recentemente, avisou:
"As chamas vão atingir os sionistas em qualquer lugar" (o que já foi cumprido parcialmente com o assassinato do ministro do Turismo de Israel em 17 de outubro de 2001 – NR).
Isso significa, em última instância, que todos nós que apoiamos Israel tornamo-nos soldados na luta pela salvação do Estado judeu.
E assim como não existem ateus dentro das trincheiras, também não deveria haver lábios que permanecem mudos na presente batalha.
Israel deveria iniciar uma campanha internacional, uma operação "Escudo de Davi", que unisse judeus, cristãos e membros de outras religiões para orarem pela causa do país.
O livro dos Salmos, escrito pelo rei Davi, sempre foi uma das mais eficazes armas no arsenal espiritual de Israel.
É chegada a hora de tirar o pó dessa obra poderosa e de fazer soar ao redor do globo terrestre suas palavras de consolo e socorro.
Em sinagogas, igrejas e locais de cultos deveríamos orar regularmente, lendo salmos específicos relacionados à causa de Israel, o que poderia ter seu ponto culminante no "Dia Internacional de Oração" junto ao Muro das Lamentações em Jerusalém.
Dezenas ou até centenas de milhares de vozes, levantando-se ao mesmo tempo pelo mundo inteiro, ecoarão não apenas nos centros de poder como Washington ou Moscou, mas, e isso é o mais importante, terão seu eco também no céu.
Em contraste com diversas outras atividades, a oração é algo que cada um de nós pode fazer.
Ela não custa dinheiro, não exige muito tempo e permite que cada um se expresse de maneira pessoal e individual.
E a oração tem o poder de nos unir – mesmo que seja por apenas um instante – em uma experiência solene e significativa, que ultrapassa nossas limitações pessoais e nos aproxima uns dos outros como intercessores pela causa de Israel.
"Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora as mãos de Moisés eram pesadas; por isso... Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos..." (Êx 17.11-12). Desenho de Yossi Rosenstein.
Sem dúvida, os críticos irão zombar dessa sugestão, talvez com a afirmação de que orar é sinal de fraqueza ou de desespero.
Mas quando um povo está contra a parede (ou, em nosso caso, de costas para o Mar Mediterrâneo), nenhuma sugestão deveria ser descartada precipitadamente.
O fato é que, na década que passou, demos uma chance aos políticos, e eles falharam.
Agora é chegado o tempo de darmos uma chance a Deus.
Pois contrariamente aos políticos, podemos confiar que Ele cumpre Sua Palavra.
Devemos lembrar que essas palavras foram escritas por um judeu que ainda não conhece o Messias, mas elas não são animadoras?
Deus usa o conflito com os palestinos para que Israel comece a buscá-lO!
Apesar de suas grandes conquistas na ciência e na tecnologia, Israel parece incapaz de acabar com os distúrbios e os atos de violência por parte dos palestinos.
Será que essa situação é dirigida por Deus para fazer com que o povo judeu comece novamente a ler a Bíblia e a orar?
O Senhor conduz a Israel pelo caminho que Ele escolheu, até que o último remanescente O aceite e retorne a Jerusalém.
Talvez esta também seja uma ilustração da situação de Israel durante a Grande Tribulação: quando nada mais der certo, quando todos os povos se voltarem contra Israel, em sua angústia, esse povo clamará a Deus.
E então o Senhor voltará ao Monte das Oliveiras, salvará Seu povo e destruirá seus inimigos!
Atualmente vemos grandes acontecimentos futuros já lançando as suas sombras diante de si.
Continuemos orando por Israel, pedindo ao Senhor que mais judeus levantem suas vozes, conclamando o povo a buscar ao Senhor!
Quando os israelenses começarem a ler a Bíblia e a crer nela, eles poderão encontrar a Jesus, pois Ele mesmo disse a Seu povo:
"Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porque ele escreveu a meu respeito" (Jo 5.46). ( Conno Malgo - http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, novembro de 2001.
Fonte: www.chamada.com.br
Comentário do editor do blog:
A proposição à época, 2001, quando era Primeiro Ministro o atual premiê, Benyamin Netaniahu, era do povo levantar um clamor em orações, no sentido de que o Deus Altíssimo tivesse misericória de Israel, em relação à paz que sempre falhara através dos encontros, acordos humanos, etc.
Todas as iniciativas humanas entre grupos rivais, entre Israel e a OLP, entre os dois lados dos conflitos com Nações estrangeiras, nada deu resultado, pois os "acordos" não são cumpridos, são esquecidos.
Hoje mesmo, os Estados Unidos veem exigindo de Israel algumas condições que já foram objeto de acordos anteriores, assinados pelos Presidentes americanos anteriores, que Israel vem cumprindo, mas o novo Presidente Barack Obama, como se desconhecesse, vem exigindo, como ponto de partida para uma solução negociável, que Israel deixe de fazer o que antes fora formalmente acordado que seria adotado, como é o caso da expansão dos assentamentos.
Não há solução amigável, pois, para se chegar a um acordo que seja lucrativo para todas as partes envolvidas.
Assim, com Netanyahu novamente no Poder, cremos que a melhor solução foi aquela que, em 2001, um assessor do Primeiro Ministro propôs: ORAÇÃO.
Através do Salmista, Deus, há milênios, já recomendara que "se orasse pela paz em Jerusalém" (Salmo 122. 6).
Em outra oportunidade Deus falou:
Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (II Crônicas 7. 14).
Se a proposição anterior, de Israel, for dada como a única opção para a solução do sofrimento de israelenses e palestinos, Deus que não mente, Deus que honra as suas promessas, atenderá o pedido de oração que Ele aconselhou no Salmo 122. 6.
Nós, cristãos, filhos do mesmo Deus de Israel, devemos nos juntar ao povo judeu, em oração, e Deus vai ouvir, como prometeu que ouviria.
Aí poderíamos nos jubilar, tendo em vista que sabemos que a segunda vinda de Jesus está profetizada para acontecer após o desfecho dos problemas do Oriente Médio.
O acordo (Daniel 9. 27) será assinado, será rompido, o anticristo se revela, haverá, então, a Grande Tribulação (Mateus 24. 21), e, então Jesus voltará para derrotar o anticristo, e estabelecer o Seu Reino de Paz sobre as Nações.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.ultimato.com.br, , em 21-08-2009
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Acesso livre a Deus
Acesso Livre a Deus
Peter Malgo
A Sexta-Feira da Paixão foi o dia em que se rasgou o véu do templo em Jerusalém:
"Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo..." (Mt 27.51).
Em 1 Coríntios 11.26 está escrito: "...anunciais a morte do Senhor, até que ele venha."
Mesmo que os sofrimentos de Jesus Cristo e Sua morte na cruz sejam o centro das pregações nas igrejas nos dias da Páscoa, quando não se inclui o final do versículo, "...até que ele venha", isso é somente tradição cristã sem esperança viva.
Quando Jesus estava dependurado na cruz, cheio de dores, carregando os seus e os meus pecados, no momento de Sua morte, o véu do templo rasgou-se de cima a baixo.
Tão inimaginável quanto foi o véu abrir-se sozinho e rasgar-se em duas partes, também será extraordinária a volta do Senhor.
Quando Jesus, naquela ocasião, passou da vida para a morte, pela Sua morte Ele abriu esse véu do templo.
Posteriormente Ele próprio entrou no Santo dos Santos:
"Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos..., porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus" (Hb 9.24).
Quando Ele disse triunfalmente "Está consumado!" (Jo 19.30), e por último gritou em alta voz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!" (Lc 23.46), o véu do templo rasgou-se em duas partes (v.45).
Ao comemorarmos a Sexta-Feira da Paixão e a Páscoa, deveríamos prestar atenção também no véu, na cortina do santuário!
Permitam-me comparar figuradamente o que aconteceu no Calvário com a volta de Jesus Cristo, mesmo que a sequência dos fatos seja invertida.
A volta de Jesus – quem sabe quão breve – terá seu início com um alto brado:
"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem... descerá dos céus..." (1 Ts 4.16).
Deveríamos ter sempre em mente esses dois contrastes – a morte de Jesus e Sua volta.
Pois então vemos, por um lado, o acesso aberto ao Santo dos Santos, onde Jesus entrou, e, por outro lado, figuradamente falando, parece que o véu move-se novamente porque Ele está retornando.
Parece que Jesus se prepara para Sua volta.
Ele descerá dos céus dada a Sua palavra de ordem, ao ressoar da trombeta.
O sumo sacerdote no Antigo Testamento tinha pequenas campainhas na bainha de suas vestes: "...para que se ouça seu sonido, quando entrar no santuário diante do Senhor e quando sair..." (Êx 28.35).
Parece que o sonido das campainhas já se faz ouvir detrás da cortina:
"Ele vem! Ele virá em breve!"
Se você prestar atenção à Bíblia, se você ficar atento à Palavra Profética, pressentirá que Sua volta está próxima!
Deus deu a Seus filhos o encargo: "...anunciais a morte do Senhor...", e isso sempre tendo diante dos olhos Sua volta: "...até que ele venha."
Como podemos fazer isso?
Principalmente através de nossa maneira de viver.
O véu que se rasgou no templo é uma ilustração do acesso ao Lugar Santíssimo pelo sangue de Jesus.
Assim somos exortados a repensar nossas convicções.
Vivemos realmente no Santo dos Santos?
Ou nos encontramos do lado de fora do véu?
Se considerarmos essa situação, as palavras de Filipenses 3.20 tornam-se muito esclarecedoras:
"Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo."
Mesmo vivendo nesta terra, deveríamos viver como se estivéssemos detrás do véu, dentro do Lugar Santíssimo.
Isso é viver na pátria celestial, isso é viver na luz!
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2000.
Fonte: www.chamada.com.br
Comentário do editor do blog:
A Palavra de Deus é muito clara em relação à questão da segunda vinda de Jesus ao mundo, agora não para dar a sua vida, como a deu na primeira vez, mas para reinar sobre as Naçoes, a partir de Jerusalém.
Por isso o autor do texto acima esclarece que nao é suficiente que nós apenas anunciemos a morte de Jesus, em meu, em seu, em nosso lugar, mas temos que nos basear na palavra que diz "até que Ele venha".
Ou seja, temos que deixar bem definida para os que sofrem distantes de Deus, que ainda não se converteram a Jesus, que ainda há lugar para eles no "santuário" [na presença de Jesus].
O véu de separaçao foi rasgado, quando da morte de Jesus na cruz, abrindo a oportunidade de nosso acesso livre a Deus, por nossa própria iniciativa, para nossa própria felicidade, para nossa própria salvação, e não há Salvação em nenhum outro, a não ser em Jesus (João 14. 6).
O tempo é hoje, a "porta" está aberta, Deus ainda nos ouve, Ele ainda está perto, e já nos deu, pela Graça, a grande oportunidade de passarmos a eternidade diante dEle.
Isso ainda é possível hoje, enquanto a plenitude dos gentios ainda não se deu, ou seja enquanto o rebanho que Deus espera para Si ainda está incompleto.
Ainda falta alguém, quem sabe você, querido leitor, para se completar a plenitude dos gentios?
A oportunidade ainda está dada, embora não saibamos a hora, não saibamos o dia, mas Jesus vai arrebatar para o encontro com Ele nos ares, entre nuvens, aqueles que são seus.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves - Fonte: www.chamada.com.br, , em 20-08-2009
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Preterismo e Zacarias 12-14
Há algum tempo ministrei um curso sobre Escatologia (profecia bíblica) no Chafer Theological Seminary (Seminário Teológico Chafer, na cidade de Orange, California/EUA).
Como o preterista* Ken Gentry mora perto do Seminário Chafer, eu o convidei a vir para falar à classe.
Apesar do Seminário Chafer ser uma escola dispensacionalista, achei que seria saudável expor os alunos a uma posição oposta aos nossos pontos de vista, através da visita do Dr. Gentry.
O Dr. Gentry foi bastante cortês em vir e nos dar uma apresentação de sua visão preterista do livro de Apocalipse.
Levantando a questão
Durante um tempo de perguntas, indaguei-lhe sobre a relação entre Zacarias 12-14 e o preterismo.
Primeiro lhe perguntei se, como preterista, ele acreditava que Zacarias 12-14 era uma passagem paralela ao “Sermão Profético” de Jesus (Mt 24-25; Mc 13; Lc 21.5-36).
Ele disse que concordava.
Observei, então, que Zacarias fala de “todos os povos” (Zc 12.2), “contra ela, (Jerusalém) se ajuntarão todas as nações da terra” (Zc 12.3), e “eu ajuntarei todas as nações
para a peleja contra Jerusalém” (Zc 14.2).
Argumentei que esses versículos não pareciam estar falando dos romanos em 70 d.C.
Mais adiante, Zacarias continua dizendo:
“Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém” (Zc 12.8) e: “Então sairá o Senhor e pelejará contra as nações, como pelejou no dia da batalha” (Zc 14.3).
Concluí que tudo isso não se encaixa com o que aconteceu a Jerusalém em 70 d.C., quando os romanos conquistaram Israel.
Finalmente, a passagem diz que o Senhor salvará Israel naquele dia (Zc 14.3), ao passo que, em 70 d.C., o Senhor julgou Israel como está escrito em Lucas 21.20-24.
Perguntei ao Dr. Gentry:
“Como os preteristas podem dizer que Zacarias fala de 70 d.C. se, nessa passagem, o Senhor está salvando o Seu povo?”
Posição preterista
É importante lembrar que o Dr. Gentry é um dos mais importantes preteristas do planeta.
Sua resposta, em resumo, foi dizer que a Igreja havia substituído Israel.
Isso é parecido com o que o falecido David Chilton disse em seu comentário preterista sobre o Apocalipse:
Outra passagem paralela a essa é Zacarias 12, que retrata Jerusalém como um cálice de tontear para todos os povos (Zc 12.2; cf. Ap 14.8-9), um braseiro ardente que consumirá os pagãos (Zc 12.6; Ap 15.2).
A ironia é que no Apocalipse, como temos visto repetidamente, o próprio Israel do primeiro século tomou o lugar das nações pagãs nas profecias, sendo consumido no braseiro ardente – o Lago de Fogo – enquanto a Igreja, tendo passado pelo holocausto, herda a salvação.[1]
“Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém” (Zc 12.8).
Interpretando o texto
Falei ao Dr. Gentry que sua resposta não passava de “divagação teológica”.
Ele havia chegado a uma mera conclusão teológica sobre o assunto, mas tinha falhado em dar uma interpretação textual.
Perguntei-lhe objetivamente:
“O senhor pode dar uma interpretação textual dessa passagem em Zacarias?”
Ele respondeu: “Não”.
Os preteristas não conseguem dar uma interpretação textual de Zacarias 12-14 porque acreditam que a passagem se refere ao julgamento de Deus sobre Israel através dos romanos em 70 d.C. – o que é seu primeiro erro.
Greg Beale diz: “Zacarias 12 não profetiza o julgamento de Israel e, sim, a sua redenção”.[2]
Zacarias 12-14 fala claramente de um tempo quando Israel será salvo pelo Senhor de um ataque de “todas as nações da terra”, não somente dos romanos – e esse é o segundo erro.
Nesse contexto, evidentemente, “Israel” tem de ser uma referência a Israel (e não à Igreja).
Como essa é a verdade, o evento de Zacarias 12-14 ainda não aconteceu na História.
Isso significa que se trata de um evento futuro.
O Dr. Beale faz um comentário sobre Daniel que se aplica também a Zacarias:
O ônus da prova recai sobre os preteristas, para que forneçam um raciocínio exegético, tanto no que diz respeito a trocarem uma nação pagã por Israel como objeto principal do julgamento final de Daniel, como por limitarem o julgamento final principalmente a Israel e não o aplicarem universalmente.[3]
A posição textual (futurista, bíblica)
Tanto os preteristas quanto os futuristas (como eu) acreditam que em Lucas 21.20-24 Jesus profetizou a destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d.C.
Usando Lucas 21.20-24 como base, observe os contrastes entre essa passagem e Zacarias 12-14, conforme observado por Randall Price:
Contrastes entre Lucas 21.20-24 e Zacarias 12-14
Lucas 21.20-24:
- Cumprimento passado: “levados cativos para todas as nações” (Lc 21.24).
- Dia da devastação de Jerusalém (Lc 21.20).
- Dia de vingança contra Jerusalém (Lc 21.22).
- Dia de ira contra o povo judeu (Lc 21.23).
- Jerusalém pisada por gentios (Lc 21.24).
- Tempo de domínio dos gentios sobre Jerusalém (Lc 21.24).
- Grande aflição na terra (Lc 21.23).
- Israel cairá a fio da espada (Lc 21.24).
- Jerusalém destruída (70 d.C.) “para se cumprir [no futuro] tudo o que está escrito” [em relação ao povo judeu] (Lc 21.22).
A desolação de Jerusalém tem um limite de tempo: “até que os tempos dos gentios se completem”(Lc 21.24).
Isso significa que haverá um tempo de restauração para Jerusalém.
O Messias virá com poder e grande glória para ser visto pelo povo judeu somente depois “destas coisas” – os eventos de Lucas 21.25-28 – que são posteriores [futuros] aos acontecimentos de Lucas 21.20-24.
Zacarias 12-14:
- Cumprimento escatológico – “naquele dia” (Zc 12.3,4,6,8,11; 13.1-12; 14.1,4,6-9).
- Dia de livramento para Jerusalém (Zc 12.7-8).
- Dia de vitória para Jerusalém (Zc 12.4-6).
- Dia de ira contra as nações gentias (Zc 12.9; 14.3,12).
- Jerusalém transformada por Deus (Zc 14.4-10).
- Tempo de submissão dos gentios em Jerusalém (Zc 14.16-19).
- Grande libertação para a terra (Zc 13.2).
- As nações trarão suas riquezas para Jerusalém (Zc 14.14).
- Jerusalém salva e redimida, para que tudo que está escrito [em relação ao povo judeu] possa se cumprir (Zc 13.1-9; Rm 11.25-27).
O ataque a Jerusalém é a ocasião para a destruição final dos inimigos de Israel, encerrando, assim, "o tempo dos gentios” (Zc 14.2-3,11).
O Messias virá em grande poder e glória durante os eventos da batalha (Zc 14.4-5).[4]
Em razão das diferenças apontadas entre as passagens, é impossível harmonizar Zacarias 12-14 com eventos que já aconteceram.
Trata-se de uma tentativa que agride a lógica.
Mas algumas das maiores sumidades do preterismo continuam insistindo nesse absurdo.

Alto-relevo no Arco de Tito que mostra os romanos conduzindo os utensílios do templo em triunfo (70 d.C.).
Israel e as nações
O preterista Gary DeMar recentemente tentou uma interpretação de Zacarias 14.[5]
Como era de se esperar, ele disse que Zacarias 14 “descreve eventos que antecedem a devastação e, inclusive, a própria destruição de Jerusalém em 70 d.C.”[6]
DeMar não consegue mostrar a destruição de Jerusalém no texto de Zacarias.
Ele interpretou a passagem de uma forma que eu chamaria de abordagem temática.
Ele “pulou” e “dançou” em torno da passagem, desnudando-a do seu contexto.
Pior ainda, ele a reembalou num falso contexto.
Analisando apenas Zacarias 14, DeMar falha em oferecer qualquer evidência de que Deus está submetendo Israel ao juízo, como é claramente perceptível em Lucas 21.20-24.
Na verdade, Deus está julgando as nações, pois o texto diz:
“Procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zc 12.9), e: “Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém... sairá o Senhor e pelejará contra essas nações” (Zc 14.2-3).
Ao contrário do que diz DeMar, Deus está defendendo (Zc 12.8) e salvando (Zc 14.3) Israel dessas nações.
Exatamente como em Mateus 24, em nenhum lugar o texto fala do Senhor vindo em julgamento contra o Seu povo.
Tanto Zacarias quanto Mateus estão falando da salvação de Israel (Mt 24.31), e é por isso que o cumprimento das profecias de ambas as passagens será no futuro.
Conclusão
A única maneira que os preteristas encontram para lidar com Zacarias 12-14 é não considerar as palavras e frases no seu contexto literário, mas simplesmente declarar – como fizeram Chilton e Gentry – que a Igreja substituiu Israel.
O texto das Escrituras deve ser a base sobre a qual
desenvolvemos a sã teologia.
Ao invés disso, os preteristas impõem suas crenças teológicas falsas sobre a Palavra infalível de Deus.
Walt Kaiser é muito feliz ao fazer o seguinte comentário sobre o texto de Zacarias:
Em nenhum outro capítulo da Bíblia a interpretação de “Israel” é mais importante do que em Zacarias 14.
Dizer que “Israel” significa a “Igreja”, como muitos têm feito, levaria a uma grande confusão nesse capítulo e no final do capítulo 13.
Por exemplo, Zacarias 13.8-9 afirma que dois terços de toda a terra (Israel) morrerão, mas poucos se arriscam a dizer que dois terços da Igreja sofrerão um massacre no dia final.
É muito claro que “Israel” se refere à unidade geopolítica atualmente conhecida como o Estado de Israel.[7]
A Palavra de Deus exorta Sua Igreja a viver na expectativa de um futuro seguro e na certeza da vitória.
Mantendo essa perspectiva, os crentes podem viver confiantes no presente por causa do futuro.
O passado é igualmente importante.
No entanto, uma falsa visão do passado roubará do crente, no presente, a esperança de que precisamos para viver
corajosamente para o nosso Senhor.
Maranata! (Thomas Ice - http://www.beth-shalom.com.br)
Notas:
1. David Chilton, The Days of Vengeance: An Exposition of the Book of Revelation (Fort Worth: Dominion Press, 1987), pp. 385-86.
2. G.K. Beale, The Book of Revelation: A Commentary on the Greek Text (Grand Rapids: Eerdmans, 1999), p. 26.
3. Beale, Revelation, p. 45.
4. Randall Price, Charting the Future (San Marcos, Tex.: gráficos com publicação privada), n.p.
5. Gary DeMar, Last Days Madness: Obsession of the Modern Church (Atlanta, American Vision: 4th edition, 1999), pp. 437-43.
6. DeMar, Madness, p. 437
7. Walter C. Kaiser, The Communicator´s Commentary: Micah-Malachi (Dallas: Word, 1992), p. 417.
* Os preteristas ensinam que a maior parte, ou até mesmo todas as profecias já se cumpriram.
Eles dizem que as principais porções proféticas das Escrituras (como o Sermão Profético e o livro de Apocalipse) se cumpriram nos eventos relacionados à destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 d. C.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, Fevereiro de 2002
Fonte: www.chamada.com.br
Comentário do editor do blog:
Como recebemos uma consulta sobre este assunto, isto é, se as profecias já teriam sido cumpridas em sua totalidade ou se, de fato, uma grande parte delas se refere ao futuro, que chamamos de "últimos dias"; além dos esclarecimentos que prestamos por e-mail, estamos publicando este artigo, muito esclarecedor.
Como muito bem esclareceu Thomas Ice, conferindo Bíblia com Bíblia (Atos 17. 11), e não "teologando", os textos de Zacarias, assim como muitos outros, tratam de fatos que ainda vão ocorrer no tempo do fim.
Há eventuais casos em que houve um cumprimento parcial, mas Deus está reservando os fatos mais importantes para os dias que precedem à segunda vinda de Jesus para reinar sobre todas as Nações, a partir de Jerusalém.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 19-08-2009
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Os antecedentes do Israel moderno
Os antecedentes do Israel moderno
Ataques odiosos a Israel perpassam quase todos os fóruns de discussão da internet. Continuamente se questiona se Israel tem direito à existência.
Muitas perguntas são lançadas repetidamente há anos: se o Estado judeu não deveria ser imediatamente anulado por causa de seus “crimes” e se Israel não seria, de qualquer forma, um “país artificial”.
O sionismo é apresentado como ideologia criminosa, supostamente tão pernicioso como as concepções racistas do nazismo.
Mesmo assim, o sionismo não é nada mais que o movimento nacional dos judeus.
Ele surgiu pelo final do século 19 em reação aos pogroms (movimentos populares de violência contra os judeus) na Rússia e às discriminações na Europa Ocidental.
Os sionistas passaram, desde então, a definir os judeus como povo e nação, com reivindicação de um Estado soberano próprio.
Uganda, Argentina e Madagascár foram discutidos como possível pátria judaica.
No final, porém, prevaleceu a consciência histórica judaica de aspirar um Estado na antiga pátria bíblica.
Chaim Weizmann conseguiu, em 1917, mover os britânicos à “Declaração Balfour”, com a qual prometeram aos judeus uma “pátria nacional” ainda antes que a região fosse conquistada dos otomanos.
Os árabes na área do Mandato Britânico na Palestina, liderados pelo mufti de Jerusalém Hadj Amin el Husseini, tentaram enxotar os judeus de Jerusalém e Hebron por meio de pogroms sangrentos.
Mais tarde, em cooperação com Hitler, quiseram impedir os judeus fugitivos da Europa e Rússia de entrar em Israel.
Em 1947 as animosidades haviam se tornado tão intensas que a ONU, por recomendação dos britânicos e por votação majoritária, decidiu pelo estabelecimento de um Estado judeu (ao lado de um Estado palestino) na Palestina.
A resolução 181 foi a legitimação do Direito Internacional para os judeus proclamarem seu Estado em 14 de maio de 1948, ainda antes do início do shabbat, depois que os últimos britânicos haviam deixado Haifa ao meio-dia.
As Nações Unidas podem ter votado majoritariamente pelo estabelecimento de um Estado judeu por estarem impressionadas pelo Holocausto.
Porém, sem os antecedentes históricos e sem os preparativos da comunidade judaica na Palestina sob mandato britânico esse Estado jamais teria surgido.
Os árabes, que passaram a se definir como “palestinos” apenas a partir de 1964, no âmbito de seu movimento nacionalista, eram contrários a esse Estado judeu porque não queriam tolerar nenhum “corpo estranho”.
Os países árabes, tanto na guerra de 1948 como na de 1967, perseguiam o alvo de destruir o Estado judeu e de “lançar os judeus ao mar”.
Por rejeitarem Israel, os árabes não podiam concordar com o estabelecimento de um Estado judeu na Margem Ocidental do Jordão, até 1967 ocupada pelos jordanianos, e na Faixa de Gaza, administrada pelos egípcios.
Uma virada na postura árabe se delineou apenas em 1977, quando Sadat, o presidente do Egito, aceitou Israel como fato e começou as negociações de paz.
Yasser Arafat, o então chefe da OLP, anunciou em 1988 em Genebra que iria se contentar com a Margem Ocidental e a Faixa de Gaza e que não mais almejava a destruição de Israel.
Esse anúncio trouxe à OLP o tão almejado reconhecimento pelos Estados Unidos, e foi pré-requisito para as conversações de paz de Oslo entre Israel e a OLP no início dos anos 1990.
Hoje, portanto, quem ainda duvida do direito de existência de Israel e da legitimidade do Estado judeu ignora até desenvolvimentos ocorridos dentro da OLP e de países árabes como o Egito e a Jordânia, que assinaram com Israel um tratado de paz internacionalmente legitimado e reconhecido. (US)
Mesmo que os pais do sionismo não tenham sido crentes no sentido bíblico, Deus usou esse movimento para cumprir Sua Palavra, fazendo com que centenas de milhares de judeus retornassem para Eretz Israel (a terra de Israel).
O retorno de Israel à sua pátria se deu e ainda se dá, em grande parte, com seu coração incrédulo; o segundo passo será a conversão de Israel.
E se Deus fez a primeira parte, certamente também fará a segunda!
Somos lembrados das palavras do Novo Testamento que diz:
“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
Tanto no Antigo como no Novo Testamento existem passagens claras (por exemplo, Ez 11.19-20; Ez 37.14; Rm 11.26) que dizem que todo o remanescente de Israel será salvo.
O que Deus começa, Ele também finaliza! ( Conno Malgo
- http://www.beth-shalom.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2008.
Fonte: www.chamada.com.br
Comentário do editor do blog:
Se o mundo rejeita o Direito de Israel de ter o seu lar reestabelecido na terra que Deus lhe deu, não entendendo que essa decisão de Deus seja eterna, deveria, pelo menos aceitar uma Resolução da ONU (181) que reconheceu o Direito dos israelenses se constituirem como Nação.
E esse reconhecimento se deu não apenas em face do holocausto, como uma contrapartida, mas se deu levando em conta a História, o passado.
Não fosse só isso, Israel em ocasiões em que entrou em guerra contra os árabes, para se defender de ataques sofridos, ao vencer a guerra expandiu, por conquista, a sua terra [a antiga terra de Canaã, hoje denominada Palestina], e obteve por acordo com alguns países árabes, acima citados, o reconhecimento dos seus direitos.
Finalmente, profetizado está, também no Novo Testamento, e com maior ênfase em Romanos 11, que Israel será salvo, os seus remanescentes, em relação à Tribulação dos últimos dias, se converterão a Jesus, reconhecendo-o como Messias.
Ele voltará para governar sobre as Nações, a partir de Jerusalém.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 17-08-2009
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