Até algum tempo atrás, a melhor descrição da minha postura a respeito de profecias seria a de uma atitude mista.
Eu tinha interesse por aquelas profecias diretas e fáceis de entender, mas muitas outras, para minha mente desinformada, pareciam algo beirando o enigmático.
Também havia o meu preconceito contra os ensinamentos de alguns “ministérios proféticos” que partem de uma plataforma bíblica mas quase sempre descambam em especulação.
Por um lado, eu estava ciente de que aproximadamente 30% da Bíblia são profecias preditivas, e que elas certamente foram incluídas nas Escrituras por razões válidas.
Portanto, empenhei-me em descobrir quais eram essas razões.
Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias. De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo.
O Significado da Profecia
Então, o que aprendi?
Vamos começar com as coisas fundamentais.
A Profecia tem dois significados bíblicos.
O termo se refere, em uma definição mais abrangente, a tudo que Deus tem a dizer para Suas criaturas racionais.
A Bíblia, portanto, como revelação específica de Deus à humanidade, é um livro completamente profético (2 Pe 1.19-21).
Trata-se da proclamação de Deus acerca das coisas que não poderíamos saber de outra maneira.
A Profecia também inclui a predição de Deus, ou seja, as revelações que nos permitem saber o que vai acontecer.
A habilidade de prever o futuro, como dissemos, diz respeito a quase um terço das Escrituras, e é declarada por Deus como sendo a maior prova de que somente Ele é Deus:
“...Eu sou Deus e não há outro; Eu sou Deus e não há outro semelhante a mim, que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam...” (Is 46.9-10).
Quase todas as profecias preditivas falam sobre Israel e a vinda do Messias.
De fato, Deus declara aos israelitas que eles seriam um sinal para o mundo, glorificando-se a Si mesmo neles e através deles (Is 46.13).
Em Isaías 43.10 Deus lhes diz: “Vós sois as minhas testemunhas... o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.”
Em outras palavras, Deus usará aos judeus e à sua terra como “testemunhas”, tanto para eles mesmos quanto para o mundo.
Isso se dá não somente quanto à Sua existência, como também mostrando que Ele está ativamente envolvido em desenvolver a história de Israel e a cumprir Seu propósito para toda a humanidade.
A Profecia declara o plano de Deus de antemão.
E o propósito é que nós todos possamos “conhecê-lO”, crer nEle e “entender” que somente Ele é Deus.
A Profecia é a prova convincente não apenas da existência de Deus, mas também de que a Bíblia é exatamente o que diz ser – a Palavra de Deus.
Profecia, Promessa e Obediência
Aqui está um exemplo do testemunho profético de Deus através de Israel: Ele declarou a Abraão (Gn 12.1; 15.18), a Isaque (Gn 26.3), e posteriormente a Jacó (Gn 28.13) que lhes daria a terra “desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates” (Gn 15.18), e que essa Terra Prometida seria deles e dos seus descendentes para sempre (Js 14.9).
É um fato histórico, como registra o livro de Josué, que os israelitas possuíram a terra que Deus lhes prometera.
A promessa de Deus era irrevogável, contudo, eles foram avisados por Deus de que, se não Lhe obedecessem, Ele os tiraria da terra por algum tempo: os israelitas desobedientes seriam “desarraigados da terra à qual passais para possuí-la” (Dt 28.63).
O povo foi desobediente e Deus fez o que dissera – resultando no cativeiro do Reino do Norte (Israel) na Assíria e no cativeiro do Reino do Sul (Judá) na Babilônia.
Jeremias profetizou que os cativos retornariam da Babilônia para Jerusalém “quando se cumprirem os setenta anos” (Jr 25.12).
Mesmo assim, uma dispersão dos judeus ainda mais devastadora foi anunciada: “O Senhor vos espalhará entre todos os povos, de uma à outra extremidade da terra...” (Dt 28.64).
Esta, a última e maior Diáspora (Dispersão), ocorreu quando os exércitos romanos sob o comando de Tito arrasaram Jerusalém no ano 70 d.C.
Os judeus foram realmente dispersos por todo o mundo, como a Bíblia predisse, e a Palavra de Deus também nos fornece detalhes de como eles seriam tratados: “...fá-los-ei um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra; e os porei por objeto de espanto, e de assobio, e de opróbrio entre todas as nações para onde os tiver arrojado” (Jr 29.18).
Hoje isso é conhecido como anti-semitismo, no entanto, foi profetizado por Moisés (Dt 28.37) há 3.500 anos atrás!
O Cumprimento das Profecias
Poderia parecer que essa dispersão, juntamente com as perseguições e as tentativas de aniquilação da raça judaica que a acompanharam, teria colocado Deus numa situação insustentável.
Afinal de contas, Ele prometeu incondicionalmente a Abraão que a Terra Prometida “...que vês, Eu ta darei a ti e à tua descendência, para sempre” (Gn 13.15).
O Senhor declarou também que apesar de Israel não ficar sem punição, Ele não daria cabo dele completamente, mas ...“te livrarei das terras de longe e à tua descendência das terras do exílio; Jacó [Israel] voltará...” (Jr 30.10-11).
O fato de que uma minoria perseguida e dispersa possa ter vivido por dois mil anos entre outras raças sem ter sido absorvida por elas (especialmente quando, se o aceitasse, teria evitado uma perseguição sem fim) e permanecido um grupo étnico identificável, é inconcebível – certamente isso não foi por acaso e é algo sem precedente na história do mundo.
Adicione-se a isso o fato assombroso de que eles seriam posteriormente ajuntados do mundo todo e trazidos de volta para a terra que Deus lhes havia prometido há mais de três mil anos atrás.
Contudo, como o mundo sabe, isso aconteceu
“oficialmente” em 1948, quando Israel foi reconhecido como nação independente.
O Retorno de Israel à Terra Prometida
Desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel. Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!
Com relação a essa restauração profetizada, a Bíblia fornece numerosos detalhes do que aconteceria quando os judeus retornassem à sua terra.
Por exemplo, o livro de Isaías afirma: “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo” (Is 27.6).
Oséias acrescenta que os israelitas retornarão: “...voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano” (Os 14.7).
No final do século XIX, o escritor norte-americano Mark Twain, visitando a Terra Santa, notou que ela estava quase que totalmente deserta.
No entanto, desde o retorno dos judeus a agricultura tem sido um dos maiores empreendimentos econômicos de Israel.
Esse país tão pequeno é agora o maior exportador de frutas e vegetais para a Europa e até manda flores para a Holanda!
.. O Senhor dos Exércitos Guerreia porIsrael
Os profetas hebreus também previram que Israel teria uma capacidade militar impressionante:
“Naquele dia, porei os chefes de Judá como um braseiro ardente debaixo da lenha e como uma tocha entre a palha; eles devorarão à direita e à esquerda, a todos os povos em redor...
Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o Anjo do Senhor diante deles” (Zc 12.6,8).
Até uma análise superficial das três guerras nas quais Israel lutou para se defender da ameaça de destruição por parte dos países árabes, mostrará evidências esmagadoras de que elas são o cumprimento das palavras dadas por Deus a Zacarias.
Na guerra de 1948-49, que se seguiu à Independência, Israel foi vitorioso apesar de ter um contingente de soldados e armas
desesperadamente menor.
A assombrosa vitória de Israel, portanto, foi nada menos do que um milagre.
A Guerra dos Seis Dias, em 1967, foi ganha tão rápida e decisivamente por Israel, contra todas as probabilidades, que a revista “Newsweek” publicou a respeito um artigo intitulado “Espada Veloz e Terrível”.
A Guerra do Yom Kippur encontrou Israel novamente com um número muito inferior de soldados, e, dessa vez, pelo fato do ataque ter ocorrido num feriado religioso, o povo foi pego de surpresa.
No entanto, apesar de terem sofrido muitas baixas, esses beneficiários das promessas de Deus puseram as forças árabes para correr.
Uma Pedra Pesada Para Todos os Povos
Um último item profético com respeito a Israel e Jerusalém (entre muitos que poderiam ser mencionados) tem relação com sua posição no mundo de hoje.
Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3).
Essa profecia foi particularmente assombrosa porque, no tempo em que foi feita, a situação de Jerusalém era tal que, na melhor das hipóteses, a faria parecer ridícula.
Uma parte dos israelitas tinha recentemente retornado do cativeiro na Babilônia, para uma Jerusalém que tinha estado em desolação por 70 anos.
Seus muros estavam destruídos, seus campos não tinham sido lavrados, e o povo remanescente enfrentava problemas até na reconstrução do Templo, porque não conseguia se livrar do assédio contínuo dos samaritanos da região.
Contudo, aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.
Cerca de 480 a.C., Zacarias escreveu que Jerusalém se tornaria “...um cálice de tontear... uma pedra pesada para todos os povos...” (Zc 12.2-3), e aproximadamente 2.500 anos mais tarde, Jerusalém realmente tem se tornado “um cálice de tontear” para este mundo aflito, “uma pedra pesada” que, a menos que os problemas ali sejam resolvidos, poderá levar a uma guerra nuclear sobre todo o planeta.
A Profecia e a Salvação
Deus é o Deus da Profecia.
Ele é também o Deus da nossa salvação; e a Profecia sublinha e aponta para a salvação.
Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo:
...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).
Quando o apóstolo Paulo fez as suas viagens missionárias, seu método em cada cidade que visitava era inicialmente entrar na sinagoga judaica e pregar que Jesus era o Messias que Deus havia prometido.
Na sinagoga da cidade grega de Beréia, os judeus foram elogiados não somente por ouvirem o que o apóstolo tinha a dizer, mas mais especificamente porque examinavam “...as Escrituras todos os dias [para discernir] se as coisas [que ele dizia concernentes ao Messias] eram, de fato, assim” (Atos 17.11).
Apesar de não termos os detalhes do que ele pregava, sabemos que há centenas de profecias messiânicas às quais ele poderia ter-se referido.
As Profecias Concernentes ao Messias
Sem dúvida, Paulo enumerou para eles os critérios proféticos necessários para que aspirantes à messianidade se qualificassem como o Cristo de Deus, o Salvador de toda a humanidade:
- Ele deve ter nascido em Belém (Mq 5.2);
- ser da tribo de Judá (Gn 49.10);
- ser da linhagem do rei Davi (Is 11.1);
- ter nascido de uma virgem (Is 7.14);
- realizar milagres (Is 35.4-6);
- morrer pelos pecados do mundo (Is 53.5,6,10);
- permanecer três dias e três noites na sepultura (Jo 1.17);
- ressuscitar dentre os mortos (Sl 6.10).
Israel foi escolhido por Deus para o propósito primário de trazer o Messias ao mundo: ...“para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3.17).
Somente Jesus Preenche Todos Esses Requisitos
Para os bereanos do primeiro século, desejosos de mais informações sobre a morte sacrificial do Messias, Paulo poderia ter fornecido tantos detalhes descritivos tirados das profecias do Antigo Testamento (escritas de 1500 a 400 anos antes do acontecido), que eles teriam se sentido como se fossem testemunhas oculares dos fatos.
Considere o seguinte:
* Daniel nos dá a data exata em que o Messias entraria em Jerusalém para ser proclamado Rei de Israel (Dn 9.25).
* Zacarias nos conta que Ele viria montado num jumento (Zc 9.9) e que seria traído por trinta moedas de prata (Zc 11.12); o traidor seria um amigo (Sl 41.9).
* Isaías prediz que Ele ficaria silencioso perante Seus acusadores e seria afligido e cuspido por eles (Is 53.7; 50.6).
* Moisés indicou que Ele seria crucificado (Dt 21.22-23).
* O salmista nos fala que a multidão presente à Sua crucificação iria escarnecer e zombar dEle, sacudindo suas cabeças à Sua vista (Sl 22:7-8; 109.25);
*que Seus amigos olhariam de longe (Sl 38.11);
* que soldados lançariam a sorte pelas roupas dEle (Sl 22.16-18);
* que para matar Sua sede Lhe ofereceriam vinagre (Sl 69.21);
* Suas mãos e pés seriam traspassados (Sl 22.16);
* nenhum de Seus ossos seria quebrado (Sl 34.20);
* as palavras exatas que Ele diria ao Pai são registradas (Sl 22.1; 31.5).
* Zacarias escreve que o Seu lado seria furado (Zc 12.10).
* Isaías declara que Ele morreria entre ladrões (Is 53.9,12) e que seria sepultado na sepultura de um homem rico (Is 53.9).
* Além disso, Isaías nos dá as razões pelas quais o Filho de Deus foi para a cruz: Ele foi “...ferido pelas nossas iniqüidades”; “...o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós”; “quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado...” (Is 53.5,6,10).
Repetindo: só Jesus tem as credenciais para ser o nosso Salvador.
O que dizer, então, de todas as profecias ainda a serem cumpridas?
Como aquilo que estava predito com relação à primeira vinda de Jesus foi perfeitamente cumprido, podemos estar absolutamente confiantes de que Deus também fará acontecer tudo o que predisse para o futuro.
A Importância das Profecias Bíblicas
Portanto, que utilidade há na Profecia?
Emprestando uma frase da Epístola aos Romanos: “Muita, sob todos os aspectos” (Rm 3.2).
O Senhor declara: “Quem há, como eu, feito predições... Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as coisas futuras, as coisas que hão de vir! Não vos assombreis nem temais; acaso desde aquele tempo não vo-lo fiz ouvir, não vo-lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas...” (Is 44-7-8).
A Profecia Bíblica nos assegura que Deus existe e que somente Ele sabe as “coisas que estão por vir”, e que nós, que cremos nEle, não temos razão para andar temerosos.
Mais do que isso, nós devemos ser as “testemunhas” de Deus, usando a profecia bíblica como testemunho da verdade revelada nas Escrituras e prova de que exclusivamente a fé em Jesus, Seu Filho Unigênito, é a esperança da humanidade para a salvação.
Vamos, portanto, compartilhar as Boas Novas com entusiasmo: “...o Evangelho de Deus, o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Escrituras Sagradas, com respeito a Seu Filho” (Rm 1.1-3)! (T.A. MacMahon - TBC 11/01 - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 2002.
Fonte: www.chamada.com.br Comentário do editor do blog:
Não dá para crer em Deus, não dá para crer na Palavra de Deus, a Bíblia, e dizer que não crê nas Profecias que Ele inspirou [soprou para] os Profetas as escreverem.
O artigo de hoje é rico em detalhes a respeito do cumprimento das profecias em relação à primeira vinda de Jesus como nosso Único e Suficiente Salvador e Senhor; e não é menos convincente em relaçao ao que ainda vai ocorrer; e ocorrerá com a exatidão profetizada por Deus.
Richard Rogers, pastor na virada do século XVI, em Wettersfield, Essex, condado do sul da Inglaterra, foi perguntado por que era tão preciso [detahista]. Ele respondeu: "Ó, senhor, eu sirvo a um Deus preciso" (Entre os Gigantes de Deus, pág. 122).
Sim, eu concordo com ele, Deus foi minucioso, foi exato, foi detalhista, foi preciso, foi perfeito para fazer tudo, e Ele não vai querer de nós algo diferente disso. Ele não quer meio crente, meio cristão.
Assim, creio firmemente que as profecias para os últimos dias já estão em cumprimento, e serão completadas nos próximos meses, quando a "largada" será dada com a assinatura de um acordo de paz (Daniel 9. 27), entre o anticristo [ainda não revelado] e muitos de Israel.
Na metade do período o que detém o anticristo, os convertidos a Jesus, chamados de Igreja, serão arrebatados.
Entao o anticristo se revela, senta-se no trono como se fosse o próprio Deus, e inicia-se a Grande Triblação de três anos e meio, que culminará com a segunda vinda de Jesus, para reinar sobre as nações, a partir de Jerusalém, isso depois de derrotar o anticristo com o sopro de sua boca.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
A Bíblia fala tanto sobre a destruição de Jerusalém e a dispersão do povo de Israel, quanto da restauração de seu país.
Ambas as profecias se cumpriram nos mínimos detalhes. Comentário do editor do blog:
Estamos trazendo hoje mais um vídeo de palestra pronunciada pelo irmão Norbert Lieth, no Congresso Internacional sobre a Palavra Profética, realizado anualmente em Israel, e, também no Brasil.
Vimos, nessa breve palavra, que o Israel atual prova, mais uma vez, a verdade da Palavra Profética de Deus: o povo voltou ao seu território, a terra de Canaã dos tempos bíblicos, ali estabeleceu o seu Governo.
Abrindo um parêntese, o mais notável de tudo isso é que não só o povo voltou ao seu lar, o povo voltou a se constituir em Nação, conforme resoluçao da ONU, mas o que é mais importante e singular [não ocorreu isso com nenhum outro povo antes] é que foi adotada a mesma língua do passado.
Ao estudarmos as profecias, principalmente aquelas que se referem a Israel [a maior parte], devemos estar sempre com o Jornal do dia aberto, tendo em vista que os acontecimentos atuais apontam para os dias finais, que já estamos vivendo, e se aproxima o tão esperado momento do "acordo de paz", que será celebrado pelo anticristo [ainda não revelado] com muitos de Israel (Daniel 9. 27), passo indispensável para que se desenrolem os acontecimentos previstos para o dia final.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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Num dos fragmentos da coletânea Pensées, o matemático, físico e filósofo Blaise Pascal (1623-1662) apresentou o que se conhece hoje como a aposta de Pascal.
Trata-se de uma proposta de decisão, colocada na forma de uma aposta incontornável, isto é, da qual ninguém pode fugir.
Esta aposta pode ser resumida da seguinte forma:
Como alguém que escolhe ser cristão pode perder?
Se, ao morrer, constatar que Deus não existe e sua fé foi em vão, não perdeu nada -- pelo contrário, viveu uma vida com mais percepção de sentido e esperança do que um descrente.
Se, no entanto, há um Deus e um céu e um inferno, então ganhou o céu, ao passo que um descrente perdeu tudo.
Com sua aposta, Pascal não pretende provar a existência do Deus da Bíblia, como conjecturam alguns.
Aliás, Pascal enfatiza num parágrafo introdutório que não se pode provar a existência de Deus pela razão.
Em outro fragmento de Pensées ele explica que uma prova da existência de Deus precisa ser relacional:
“Nós conhecemos Deus somente através de Jesus Cristo...
Todos que afirmam conhecer Deus, e o provam sem Jesus Cristo, tem somente provas débeis.
No coração de cada ser humano há um vazio dado por Deus, que somente ele pode preencher através de seu filho Jesus Cristo”.
Há os que criticam Pascal por desconsiderar a fé de outras religiões na aposta.
Pascal o fez, presumivelmente porque no restante de Pensées (e em outras obras) examinou alternativas e concluiu que, se alguma fé está correta, seria a fé cristã.
Assim como Pascal, o físico e químico Michael Faraday (1791-1867) também escolheu ser cristão.
Referindo-se a Jesus, Faraday disse a jornalistas durante entrevista:
“Eu confio em certezas. Sei que meu Redentor vive, e porque ele vive eu também viverei”.
O testemunho de Faraday ilustra como a aposta de Pascal já em vida pode resultar em certeza, a certeza inabalável da fé.
• Karl Heinz Kienitz é doutor em engenharia elétrica pela Escola Politécnica Federal de Zurique, Suíça, em 1990, e professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. www.freewebs.com/kienitz
Fonte: www.ultimato.com.br Comentário do editor do blog:
Este artigo apresenta algumas opiniões de cientistas a respeito da fé, a respeito de Deus e seu Filho Unigênito Jesus Cristo, que veio a este mundo, espontaneamente, para dar a sua vida em nosso lugar, para derramar sobre toda a humanidade a Graça de Deus, recebida por nós mediante a fé em Seu Filho.
Queremos aproveitar a oportunidade para mencionar o que disse um dos maiores Pregadores Cristãos, Dr. Stanley Jones:
"Se no final, ao chegar lá, eu descobrir que não há céu, direi:
´bem universo, você me desapontou, você dava a impressão do eterno e do real, mas vejo que não há céu, nada além de um zero, um vazio.
Mas não me arrependo de ter sido um Cristão´".
Dê-me a oportunidade de fazer novamente as minhas escolhas e eu direi: ´com ou sem céu, sou um cristão por convicção e escolha.
Não é preciso haver um céu para que eu me alegre nisso´".
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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Jamais me sentira tão desamparo como naquele 16 de março; meu primeiro dia como interno no centro de recuperação de mendigos da Missão Vida. Em nenhuma outra ocasião, nem na prisão, odiara tanta gente ao mesmo tempo; desesperei.
Não pude suportar a entrevista, o quarto 18, os outros internos, o jantar, o culto; eu perdera. Falira em todas as minhas tentativas de ser feliz sem Deus; nada de bom pra recordar. Um derrotado de volta à casa de Deus, meus juramentos estavam quebrados; de volta à presença d’Aquele que eu tentara ignorar.
Já tarde, no quarto 18 eu entendi o porquê da frase: "Passar um filme em minha cabeça". Naquela noite tive sessão dupla; falar pelos outros internos não posso, mas afirmo que o primeiro pensamento geral é: "Como vim parar aqui?" E o filme em nossas cabeças, certamente tem dado respostas contundentes, desconcertantes.
Longe de dizer que me desapontara com a Missão Vida, tudo aqui é pensado visando o conforto e a praticidade, nada está fora do lugar; é quase a nossa casa, guardadas as proporções. Aqui é possível passar a noite quase em paz.
Não era a Missão Vida o problema, mas eu, e a minha vida sem meio e, quase no fim. Minha dolorosa tarefa era tentar compreender a minha própria trajetória, começando no dia no qual engolira dois comprimidos, uma dose de run, e jurara ser o mundo. Assim resumi: Viciado, ladrão, cobrador do tráfico, cão de guarda... Crente, estudante, cinegrafista, evangelista, seminarista, missionário... Relapso, arrogante, soberbo, alcoólatra, mentiroso, desempregado, ladrão, mendigo... Ladrão de mendigos.
Era muito, era demais para os meus 38 anos, alguns destes sendo crente; era pra arrumar a trouxa e me mandar, “Nem o Deus da Missão Vida podia me ajudar!” Aquilo tudo, aquele papo de perdoar deveria ser bom pra outros; não servia pra mim. Passei.
Era tão perdedor que nem mesmo o afeto do pastor Arnaldo, a paciência amorosa do pastor Domingos e o amor exigente e cheio de broncas do pastor Antônio Silva me faziam reagir. Aquilo parecia não ter futuro.
Tentaram encaixar-me na construção civil, mas eu não conseguia erguer a lata de 20 quilos. Valentemente resisti por três dias; compadecida, Dª Cleide me mandou varrer o chão, serviço leve, mas a sensação de “espaço aberto” me enjoava. Tremia em lugares abertos.
Insone, dependente de 19 comprimidos/dia em troca de duas horas de sono ruim; arrastava-me. Passar o dia no arrozal espantando passarinhos da plantação era a minha terapia, e começava, sem que eu percebesse, a tornar-se a mão de Deus em mim.
O pavor de cobras me fez pensar em orar, nunca orara com responsabilidade, mas eram tantas as cobras que apareciam no arrozal, que “Só Deus na causa!” E então fiz aquilo que era meu costume: li todos os livros sobre oração; só não orei.
Até encontrar uma cascavel, eu e ela, e o temido guiso, (mamãe disse que é chocalho) e não tive escolha, orei como nunca orara antes e não sei de onde arranquei coragem, e matei a cascavel. Foi um evento! Guardei a cobra, depois esfolei a dita cuja, guardei o couro (me furtaram o couro) e dei o guiso pro Joninhas chaveiro, e jamais fui tão grato a Deus.
Assim eu descia todos os dias, orando em voz alta (cobra escuta?); por estes tempos o pastor Arnaldo me visitou no arrozal, foi o gesto mais amigável que me lembro; eu era um restolho, complicado até pra falar, e ele ficou ali, quis ouvir e ouviu a minha história, e disse coisas que só o coração de pai que só ele tem poderia dizer. Quando se foi, deixou um homem transtornado.
Procurei minhas raivas, ressentimentos e, nada. Até do pastor Antônio Silva eu começara a gostar, e da Dª Joana; no início era impossível não sentir raiva deles, meu coração se fechava cada vez que os encontrava, olhava pro chão e seguia; um sentimento de revolta me invadia, sempre.
Após o culto final do retiro de homens daquele ano (leia: A despeito de nós – 26/02/2009 – nesta seção) eu simplesmente passei a orar, simples assim, o episódio com a cascavel despertara-me quanto à necessidade de orar, mas agora eu sabia que sem oração não iria muito longe.
Poder afirmar, sem rodeios, que sou um milagre custou caro; ao Cristo custou a cruz; custou-me entender, crer, querer, submeter. Sou um milagre não por deixar de beber álcool combustível, roubar ou mendigar somente, mas por deixar de ser otário e aceitar que, sem Deus eu nunca fui nem serei alguém que valha algo. Deus me ama!
Nesta hora nada é mais importante do que tentar expressar gratidão! É isso que tento agora, ser grato a Deus, dizer isso a Ele, totalmente sem jeito já que não aprendi a mostrar gratidão nos seguidos anos de vício e roubo e violência; ser grato ao pastor Wildo por ter atendido o chamado de Deus e dedicar sua vida, toda ela a cuidar de gente como eu. Ser grato aos que nos alimentam na Missão Vida enquanto somos recuperados para um dia, poder voltar pra casa.
Magno Aquino
(ex-interno do centro de recuperação de mendigos – Missão Vida)
Magno Aquino
www.mvida.org.br conheça-nos!
link abaixo recebido por e-mail do próprio autor
Fonte: www.ultimato.com.br
Comentário do editor do blog:
Esta é uma história contada de próprio punho pelo autor, Magno Aquino, um "ex muita coisa", como ele próprio diz:
"Viciado, ladrão, cobrador do tráfico, cão de guarda... Crente, estudante, cinegrafista, evangelista, seminarista, missionário... Relapso, arrogante, soberbo, alcoólatra, mentiroso, desempregado, ladrão, mendigo... Ladrão de mendigos".
Certa vez ouvimos do "Gregório - o gordo" ex chefe do tráfico nas favelas do Rio de Janeiro, que o amor [agape] de Deus o encontrara, e agora ele era um ex-traficante,um ex-bandido, um ex-criminoso, um ex-marginal, "ex que tudo se tornou novo" (sic), fazendo alusão a um versículo bíblico que diz:
"E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram, eis que tudo se tornou novo" (II Coríntios . 17).
Vez em quando, trocando opinião com um amigo, ele diz que a pessoa que está na marginalidade, no crime, não tem solução.
Argumentamos que sim, tendo em vista que conhecemos casos de pessoas que estavam nessa situação, não criam em nada, e foram transformadas pelo Evangelho de Jesus, e foram restauradas pela Graça de Deus, e, a título de exemplo, lembramos do Gregório - o gordo; nos lembramos do Paulinho bang-bang, hoje pastor, como pastor também se tornara o Gregório.
Aí está outro exemplo de recuperação de uma vida, através do amor de pessoas cristãs que trabalharam em seu coração com a pregação, com o ensino, com o testemunho da Palavra de Deus.
E, hoje, ele é quem dá o seu testemunho, sendo nosso companheiro no site da Revista Utimato.
Eles nos enviou o link para acessarmos e lermos o seu artigo. Acesse e confira: Clique aqui
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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O artigo acima referido, hoje será exposto verbalmente pelo irmão Norbert Lieth, diferentemente dos demais dias, nos quais apresentamos a mensagem escrita, a respeito da Palavra Profética de Deus, quanto ao "tempo do fim" com a volta [segunda vinda] de Jesus à terra para reinar sobre as nações, a partir de Israel.
Talvez, quem sabe, você, querido leitor, nos veja no auditório em que essa Palavra de Deus foi pregada.
Sim, a Palavra de Deus, tendo em vista que o preletor não se baseia em teólogos, mas exclusivamente no que Deus nos disse e está registrado na Bíblia.
O assunto é uma parte (7 minutos) de uma palestra de 60 minutos em que a Palavra de Deus foi estudada com os participantes do Congresso Internacional sobre a Palavra Profética.
Na oportunidade, Norbert Lieth, mostra, com clareza, pelo texto bíblico, que foi profetizada a volta dos israelenses à sua terra, Israel, e a primeira vez já ocorreu, mas Deus está cumprindo, nos dias de hoje, a sua promessa e pela segunda vez o povo de Israel está retornando à sua Pátria.
Há uma razão clara para este segundo retorno dos judeus para a sua terra, da mesma maneira em que houve uma razão específica para o primeiro retorno, este 70 anos depois do cativeiro babilônico, e o segundo nos dias atuais: para receber Jesus.
Ouça a mensagem, se necessário mais de uma vez, e entenda bem a clareza e a literalidade da Palavra de Deus, que prometeu [profetizou] as duas vindas de Jesus à terra [Israel], tendo a primeira se cumprido no Seu nascimento, em Belém; e a segunda se dará, em breve, na cidade de Jerusalém.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
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E viveu Enoque sessenta e cinco anos, e gerou a Matusalém.
E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas.
E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos.
E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou (Gn : 5. 21-24).
A Bíblia nos mostra um relacionamento entre Deus e um homem chamado Enoque.
Este mísero mortal que obteve de Deus um grande testemunho. Assim como tantos outros.
Mas com uma diferença : Enoque andou com Deus ; e Deus o tomou para sí ; diz a Palavra.
Enoque andava com Deus, assim como eu e você andamos com uma outra pessoa nesse mundo.
Enoque desfrutava da mesma intimidade e confiança que temos em nossos melhores amigos,cônjuges, pais etc.
A cada novo dia que iniciava, descia Deus aonde Enoque residia e com ele passava o dia todo, chegando o final do dia, eles retornavam para a casa de Enoque, onde Deus se despedia dele, até encontrá-lo no dia seguinte novamente.
Pois esta é a visão que posso ter , olhando pela revelação de Deus que temos hoje.
Onde o Espirito de Deus habita continuamente no homem.
Com isso quero te levar a entender que o nosso Deus ama o ser por Ele criado.
E nos leva a pensar profundamente em ter um relacionameto mais sério e de total intimidade com Ele.
E estes dois personagens marcaram a sua história na Biblia com um relacionamento que acaba neste mundo mas permanece na eternidade.
Um certo dia Deus no final de mais uma caminhada chega para Enoque e fala: Chega de todo dia a gente se despedir e Eu só te encontrar no dia seguinte.
E a Biblia diz: E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.
Este tomou para si, não quer dizer que Enoque se viu forçado por Deus a estar com ele.
Eu vejo isso como um relacionamento perfeito entre o Criador e o ser criado.
Enoque foi em sua geração um homem irrepreensível e sincero, puro, santo, não se deixou levar pelas influências daquele povo, mas influenciou-os com seu comportamento.
Encontrar hoje pessoas com este perfil, ou seja, sinceridade, não é fácil, é sim possível.
Deus não mais podia deixar Enoque no meio de uma geração perversa e corrupta.
Assim como a igreja não ficará perdida em um mundo onde a corrupção vai imperar.
O Senhor nos tomará para sí.
Enoque tinha sobre sí uma autoridade profética, pois andava com Deus.
Condenava o pecado e vivia uma vida de santidade:
Judas 1:14-15: “Para estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de santos, para executar juízo sobre todos e convencer a todos os ímpios de todas as obras de impiedade, que impiamente cometeram, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram”.
Enoque, como diz a Palavra, pelo seu andar com Deus foi transladado, ou seja, transportado para os céus.
Vamos ser uma geração como a de Enoque, aquela que anda com Deus, tem caráter, obediência, fé e autoridade profética.
A recompensa de Enoque foi a maravilhosa .
Não passou pela morte, viveu continuamente e até hoje vive com o Senhor.
Que possamos ser também uma geração que anda com Deus.
www.semeandoapalavra.net
Por: Pr. Adélcio Ferreira
Natércia - MG
Fonte: www.ultimato.com.br Comentário do editor do blog:
Muito oportuno o artigo do Pr. Adélcio Ferreira, nosso irmão e companheiro de Ultimato, discorrendo sobre a amizade, a intimidade [comunhão] de Enoque com Deus.
Como muito bem colocado no artigo acima, Deus trasladou Enoque para viver eternamente com Ele, pois Enoque era um homem de Deus, na verdadeira acepção da palavra.
Cremos que Enoque vivia com Deus 24 horas por dia, conforme já dissemos, anteriormente, que o Cristão deve andar.
E, então, diz o artigo, Deus o levou [arrebatou] sem que ele passasse pela morte, e é isso o que vai acontecer com os verdadeiramente convertidos a Jesus [a Igreja], seremos transportados todos para o encontro com Jesus nos ares, entre nuvens conforme temos afirmado sempre neste espaço.
Deus é Fiel e Justo, e não deixará que os seus fiquem aqui, neste mundo tão corrupto, nem deixará que passemos pela "Grande tribulação" que jamais ocorreu igual antes, nem voltará a ocorrer, como anunciou o Senhor Jesus (Mateus 24. 21).
É por isso que temos que estar sempre falando sobre isso, para que todos não sejam pegos desprevenidos [como as virgens que saíram para comprar óleo para suas lâmpadas].
Os sinais que estamos vendo nos dias atuais, guerras, rumores de guerra, abalos sísmicos, tsunamis, doenças [epidemias, pandemias], como Jesus orientou, apontam para o início das dores, que antecedem o tempo do fim.
Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves -editor do Sê Fiel
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