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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
A bússola de ouro - advinhação e demônios para cri


Baseado no best seller de Philip Pullman, A Bússola de Ouro conta a primeira história da trilogia Fronteiras do Universo.

A adaptação para o cinema da controvertida trilogia de um autor ateu causa alvoroço; mas será que “matar Deus” é o verdadeiro perigo?

Para os que ainda não conhecem esse filme e todo o evento de mídia relacionado a ele, um comunicado distribuído à imprensa esclarece:

“Baseado no best seller de Philip Pullman, A Bússola de Ouro conta a primeira história de sua trilogia Fronteiras do Universo (FDU).

Esta excitante aventura de fantasia se passa num mundo alternativo povoado por ursos falantes vestidos com armaduras, feiticeiras, gípcios e dimons.

No centro da história está Lyra, uma garota de 12 anos que começa tentando salvar um amigo e termina numa busca épica para tentar salvar não só o seu próprio mundo, mas o nosso também”.



Um dos principais instrumentos usados por Lyra, a heroína da trilogia, é o “Aletiômetro” (a “Bússola de Ouro”). Da mesma forma que um rabdoscópio – ou varinha mágica – ou uma tábua Ouija, o mecanismo usa símbolos, indicadores e a “força do pensamento” para adivinhar a verdade (em grego, Alethéia) sobre uma determinada questão. Na foto: Lyra tentando ler o “Aletiômetro”.

Parece familiar?

Crianças iluminadas (desprezadas ou excluídas pela família ou pela sociedade) tropeçam num segredo por acaso, e são escolhidas para salvar o mundo usando quaisquer meios permitidos por sua imaginação e sendo auxiliadas por alguma forma de poder ancestral ou sobrenatural ou entidade espiritual.

Essa idéia está tão disseminada, que muitos a chamam de “ mito universal”.

Entretanto, não importa qual seja a época ou o local, o tema do jovem herói continua a fascinar o público e a vender mais produtos que qualquer outra trama jamais concebida.

Então, por que tanto alvoroço por causa desse filme?

Bem, para começo de conversa, como a página oficial na internet informa, “no mundo da Bússola de Ouro, a alma de uma pessoa vive fora do corpo, sob a forma de um dimon, um espírito animal que acompanha a pessoa por toda a vida”.

Embora espíritos-guias na forma de animais sejam tão universais e antigos quanto o próprio xamanismo, os livros de Pullman são talvez os primeiros a popularizarem uma criatura como uma manifestação do espírito pessoal de alguém, e não como uma entidade “auxiliadora” independente ( como uma fada, um elfo, um anjo ou um “mestre iluminado”).

Também é notável o atrevimento de chamar esses espíritos de “dimons”* (que é exatamente o que eles são, de acordo com o entendimento bíblico a respeito do nosso mundo real).

Fica claro que esse “dispositivo literário” cheira a ocultismo.

Por essas e muitas outras razões, fica difícil engolir o alegado ateísmo de Pullman como genuíno naturalismo humanista.

Embora afirme que “esta vida é tudo o que temos”, ele criou um “universo paralelo” pseudocientífico, baseado na teoria quântica e na metafísica.

Esses princípios idênticos formam a base do “conhecimento
secreto” das religiões esotéricas, refletidas em outras histórias pós-modernas, como a trilogia Matrix e O Show de Truman, onde a “verdadeira realidade” é encontrada através de um processo de rebelião contra a “autoridade”, renascimento e autodescoberta.

O extremo desprezo que Pullman tem pelo Catolicismo não é nem disfarçado: a hierarquia do mal estabelecida pela
“Autoridade” da trilogia FDU (o eufemismo que a trilogia usa para se referir a Deus) não é outra senão o “Magistério”.

Não admira que a perversão do Evangelho bíblico e a perseguição aos verdadeiros crentes tenham destruído a fé de muitos ao longo dos séculos – inclusive, aparentemente, a esperança de Pullman de obter a redenção.

Os evangélicos bem informados conhecem muito bem todo o mal perpetrado em nome de Deus.

Além disso, a perspectiva de Pullman também foi distorcida pelas torturas e assassinatos cometidos em nome do Calvinismo.

Por essa razão, não admira que ele não consiga distinguir o Cristianismo bíblico das formas falsificadas que o mundo vem adotando há muito tempo.

É esse preconceito que forma o alicerce da FDU, no que talvez seja o mais poderoso ataque para arrasar a percepção da próxima geração a respeito do Cristianismo.


A editora de Pullman é a Scholastic, um vasto império da mídia que se descreve como “o maior publicador e divulgador de livros infantis do mundo”. Na foto: o prédio da Scholastic.

Sem dúvida, as crianças ficarão encantadas com o filme e suas engenhocas fascinantes, e assim serão atraídas para os romances de Pullman, exatamente como aconteceu com as crianças do Flautista de Hammelin.

Um dos principais instrumentos usados por Lyra, a heroína da trilogia, é o “Aletiômetro” (a “Bússola de Ouro”).

Da mesma forma que um rabdoscópio – ou varinha mágica – ou uma tábua Ouija, o mecanismo usa símbolos, indicadores e a “força do pensamento” para adivinhar a verdade (em grego, Alethéia) sobre uma determinada questão.

Uma extraordinária versão digital desse instrumento diverte os visitantes que acessam a página oficial do filme na internet.

Lá também existe um perfil de personalidade composto de 20 perguntas que, depois de preenchido, anuncia dramaticamente: “Seu dimon foi encontrado”.

As crianças e outros visitantes são convidados a se inscreverem numa comunidade online especial de onde podem baixar ícones (avatares)representando seu dimon pessoal.

Parece que Pullman fez um grande esforço para inverter a Palavra de Deus, torcendo paralelos bíblicos até transformá-los na verdadeira antítese do relato bíblico.

Como comenta um crítico: “A Luneta Âmbar (último livro da trilogia FDU) reformula o relato da Tentação e do Pecado Original, mostrando-os como o início da verdadeira liberdade humana”.

Mais uma vez, isso é xamanismo revivido; muitas religiões ainda reverenciam a Serpente como o ser que “traz a luz”, como fazem as seitas e sociedades esotéricas modernas.

A editora de Pullman é a Scholastic, um vasto império da mídia que se descreve como “o maior publicador e divulgador de livros infantis do mundo, incluindo o estrondoso sucesso Harry Potter®, Animorphs®, Goosebumps® e Clifford, o Gigante Cão Vermelho® [...].

A Scholastic alcança 32 milhões de crianças, 45 milhões de pais, e praticamente todas as escolas dos Estados Unidos.

A Scholastic é uma empresa de multimídia, com um capital de 2 bilhões de dólares e 10.000 empregados, que opera globalmente nos segmentos de educação, entretenimento e publicidade [...] vendendo para crianças, pais e professores”.

Isso é um autêntico exército das trevas.

É compreensível que muitos cristãos estejam alarmados com o modo como Pullman caracteriza Deus: um ser finito, débil, frágil, assustado e impostor (muito parecido com o homem por trás da cortina em O Mágico de Oz).

Contudo, muitos desses mesmos crentes dão apoio a uma espiritualidade mística e baseada no ocultismo em suas próprias igrejas – incluindo ioga, oração centrante e outras “disciplinas espirituais” enganosas.

É o Cavalo de Tróia de Satanás dentro da igreja, perseguindo o mesmo objetivo que Fronteiras do Universo procura alcançar no mundo: questionar a autoridade e a suficiência da Palavra de Deus, ao mesmo tempo em que olha para dentro, em busca do Eu.


Philip Pullman autografando seu livro.

Pullman revelou um pouco do que está em seu coração quando um repórter perguntou qual seria o seu dimon pessoal, se ele tivesse um:

“Provavelmente, seria uma gralha ou outra ave da família dos corvos, porque esses são os pássaros que normalmente se interessam por coisinhas brilhantes e vão pegá-las.

Eles realmente não sabem distinguir entre um anel de diamante e um pedaço de papel dourado, desses de embrulhar bombons” (Pv 16.16).

Infelizmente, Pullman se traiu ao reconhecer sua incapacidade de distinguir entre a inestimável sabedoria da Escritura e o “ouro de tolo” (1 Co 2.14).

Sua abordagem “Frankenstein” da espiritualidade (costurando partes mortas da religião com outras da “falsa ciência”) deu o sopro de vida a um Demônio de proporções infernais.

Ao criar um Deus magro e exaurido, que sofre uma “misericordiosa” eutanásia em seu romance, Pullman mudou “a verdade de Deus em mentira” (Rm 1.25) e mudou “a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis” (Rm 1.23).

Rejeitando comparações com a trilogia épica de J. R. R. Tolkien, Pullman insiste em afirmar:

“O que estou fazendo é completamente diferente. Tolkien teria odiado”.

Embora os evangélicos estejam divididos a respeito dos méritos de As Crônicas de Nárnia, a ira de muitos deles se acende ainda mais diante do franco desprezo que Pullman tem por C. S. Lewis, a quem ele agride juntamente com todos os cristãos:

“Estou tentando minar as bases da fé cristã. – diz Pullman – O senhor Lewis diria que estou fazendo o trabalho do Diabo”. (Mark Dinsmore, The Berean Call - http://www.chamada.com.br)

*. No original inglês, “daemons”, outra grafia para “demons”, demônios. (N. da T.)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2008.


Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Temos comentado nos diversos artigos que vimos publicando, recentemente, a respeito da New Age (Nova Era) um movimento não institucional, precursor do anticristo, e que está incrustrado em todos os segmentos da sociedade: educação, cultura, medicina, direito, filosofia, psicologia, política, artes, economia, "religiões", etc., nos quais, de maneira dissimulada, vem introjectando seus conceitos esotéricos, ocultistas, pagãos, superticiosos, ação que não começou em tempos recentes, mas, pelo menos, a partir da década de 60, embora haja raízes em tempos mais longinquos.
O artigo de hoje, sobre o filme "A bússola de ouro" originalmente escrito no ano passado, quando do lançamento do filme, que estava e ainda está seduzindo milhões de pessoas, e o que é pior, principalmente as crianças.
Trata-se de um filme inteiramente nocivo à educação das crianças de acordo com princípios cristãos, que já veem sendo "debochados" pelo mundo, conforme dissemos em artigo anterior, que os consideram "estória da Carochinha".
Assim, nosso papel como pais e avós tem que ser despertado, no sentido de acompanhar as crianças nas coisas que estão sendo incutidas em suas mentes, quer na própria escola, quer nos filmes, quer nos desenhos animados na TV, os quais já estão bem contaminados com os valores do "engano" [satanás].
Os pais precisam "ficar de olho", inclusive, nos livros escolares, pois, de acordo com notícias recentes, foram infiltrados nas escolas públicas de São Paulo livros impróprios, inadequados para crianças, tudo por um descuido da "Autoridade" encarregada de triar o material escolar.
Tudo isso, repetimos, são sinais da aproximação do tempo do fim, conforme profetiza a Bíblia, que tais coisas estariam acontecendo, antecedendo as profecias que estão em cumprimento ou a cumprirem-se:

- apostasia;
- celebração de um acordo de paz (Daniel 9.27);
- arrebatamento dos convertidos a Jesus, para o encontro com Ele nos ares, entre nuvens;
- manifestação do iniquo (anticristo), que se assentará no trono, como se fosse o próprio Deus;
- grande tribulação, sobre a qual incusive Jesus profetizou (Mateus 24. 21);
- segunda vinda de Jesus, que derrotará o anticristo com o sopro de sua boca;
- estabelecimento do Reino de Deus na terra, sobre as nações, a partir de Israel.

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus}.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

O empenho dos perversos: negar o Criador


O físico inglês Stephen Hawking nasceu exatamente 300 anos após a morte de Galileu.

Ele é professor de Matemática em Cambridge, venerado como
“pensador genial”, elogiado como “popstar” da Física e
considerado o “herói espiritual” dos intelectuais.

Hawking é autor do bestseller “Uma Breve História do Tempo”.

Uma revista alemã escreveu a seu respeito:

Stephen Hawking sofre de paralisia gravíssima.

Ele está preso a uma cadeira de rodas.

Há muito tempo não consegue falar, pois sua enfermidade é progressiva, mas seu pensamento praticamente não tem fronteiras.

Segundo suas próprias palavras, o objetivo de sua vida é:

“Eu gostaria de descobrir a origem do Universo.

Como e quando ele começou.

Como ele acabará e, se acabar, como será esse fim”.

Sua maior ambição, desde o início da juventude, consiste em provar que o Cosmo pode ter surgido sem um deus.

“O mais elegante seria eliminar o criador do mundo”, declarou Hawking, “se vivemos num Universo perfeitamente fechado em si mesmo, sem início e sem fim”.

A respeito, um comentarista disse: “...infelizmente, o Universo imaginado por ele, no qual até mesmo o tempo perde o sentido, continua sendo apenas uma teoria.

Ao contrário, as mais recentes observações dos astrônomos praticamente não confirmam as previsões de Hawking”.
(Focus, 48/2006)

A mais breve história do tempo não é encontrada na obra de Hawking, mas exatamente no livro a que ele não dá crédito.

Há os que dizem zombeteiramente que o livro de Hawking é o mais vendido e menos lido desde a Bíblia.

Isso, naturalmente, não é verdade, pois a Bíblia é lida atualmente por milhões de pessoas.

A Palavra de Deus adverte: “Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo” (Colossenses 2.8).


O físico inglês Stephen Hawking.

O empenho do professor é em vão, pois seu desejo jamais se concretizará.

Todos que querem destroçar a rocha da Palavra de Deus acabarão, eles mesmos, destruídos.

A Bíblia anuncia, sem sombra de dúvida, que Jesus Cristo é o Criador de todas as coisas.

As tentativas vãs, realizadas há séculos, de demonstrar que não é assim, são justamente uma prova de que as afirmações bíblicas são verdadeiras.

Combatê-las equivale a querer destruir uma bigorna com golpes de pena.

O Eterno o diz da seguinte maneira no Salmo 112.10:

“O perverso vê isso e se enraivece; range os dentes e se consome; o desejo dos perversos perecerá”.

A Escritura afirma claramente que Deus é o Criador do Universo:

“E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas.

Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.

E assim se fez.

E chamou Deus ao firmamento Céus.

Houve tarde e manhã, o segundo dia” (Gênesis 1.6-8, veja também os versículos 14-19).


Como Criador, Deus, o Senhor, é infinitamente grande, e Ele mesmo habita acima do céu, de modo a olhá-lo desde o alto:

“Excelso é o Senhor, acima de todas as nações, e a sua glória, acima dos céus.

Quem há semelhante ao Senhor, nosso Deus, cujo trono está nas alturas, que se inclina para ver o que se passa no céu e sobre a terra?” (Salmo 113.4-6).


O Salmo 104.1-2 explica que o Universo não é fechado em si mesmo, mas que teve início e terá fim: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Senhor, Deus meu, como tu és magnificente: sobrevestido de glória e majestade, coberto de luz como de um manto. Tu estendes o céu como uma cortina”.

Da mesma forma como uma cortina tem início e fim, também foi e será com o Universo – mesmo que para nós ele seja incomensurável.

E o Senhor, em Sua grandeza infinita, está muito acima dele.

Em Colossenses 1.16 é respondida a pergunta de Stephen Hawking, com relação a Jesus Cristo:

“pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades.

Tudo foi criado por meio dele e para ele”.


O ser humano gostaria tanto de ter um Universo sem Deus, de pura matéria, ao qual não seria necessário prestar contas e diante do qual o pecado não teria significado.

O homem está fugindo desesperadamente de um Deus que nos segue a cada passo com Seu amor e nos confronta com incontáveis provas de Sua existência em todos os lugares.

Muitas pessoas se comportam como embriões no útero, que – supostamente – não têm noção de nada além do mundo em que se encontram.

Elas fazem cálculos e procuram provas para negar uma existência fora do que conhecem.

Mas, do mesmo modo como os embriões não podem provar que não existe uma mãe que os sustenta, o ser humano não pode provar que existe um Universo sem Deus.

O contrário é que é verdadeiro: a capacidade de viver dos pequenos seres é a evidência de que há um ser maior que os envolve, uma vida que os mantém vivos.

Nossa existência e capacidade de viver é a prova evidente de que há um Deus Criador, que nos envolve e mantém com vida.

Por isso, o Salmo 100.3 nos conclama:

“Sabei que o Senhor é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio”.

O Universo, cujo Criador se pretende ignorar, é ele mesmo uma confirmação clara da Sua existência, pois ele fala, proclama e manifesta, dia após dia, com palavras cuja mensagem não pode deixar de ser ouvida mesmo sem acústica:

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos.

Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite.

Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo.

Aí, pôs uma tenda para o sol” (Salmo 19.1-4).


O fato de um surdo não conseguir ouvir não é uma confirmação de que não existem melodias.

Se um cego não consegue ver, isso não prova que não há cores.

Entretanto, apenas porque o ser humano é cego e surdo, e até mesmo morto espiritualmente, não haveria um Deus?

Realmente, é muito estranho que certas pessoas estejam continuamente tentado demonstrar que não existe um Criador.

Elas O negam de antemão, porque não querem saber nada dEle.

Por isso, em sua opinião, Ele não pode existir. Elas lutam contra Sua existência real.

Se não houvesse Deus, não seria preciso lutar contra Ele.

Até mesmo “os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas” (Salmo 2.2-3).

Deus, porém, fez ainda mais do que revelar-se apenas na criação.

Ele comprovou Seu amor por nós, pois Jesus Cristo deixou o céu e veio à terra para nos salvar:

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8).

Não são as tentativas de achar explicações e os raciocínios desesperados que nos revelam como o Universo começou e como será seu fim.

Quem o faz é a Bíblia, que diz:

“Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.

Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão.

Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça.

Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (2 Pedro 3.10-14).
(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 2007.

Norbert Lieth será um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.


Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Negar o Criador!

Como se diz popularmente: "Parece que já vimos este filme!"

Sim, esse negócio de negar a Palavra de Deus, de negar o próprio Deus não é coisa contemporânea tão somente, isso começou lá no Éden, quando satanás travestido de serpente, enganou a mulher, esta por sua vez conseguiu convencer o homem, e o pecado entrou no mundo, através da desobediência.

Depois de tantas outras tentativas de satanás para evitar o nascimento do "Cordeiro que tira o pecado do mundo" [Jesus], ele passou a tentar o próprio Senhor Jesus.

Ofereceu-lhe vantagens, ofereceu-lhes milagres, mas Jesus, firme na Palavra de Deus, venceu a tentação e o diabo teve que se retirar.

Desistiu?

Não, nunca ele desiste, estando até hoje querendo desviar-nos de Deus, de sua Palavra, e surgem por aí alguns "gênios de plantão" a tentar torcer, distorcer, negar as Escrituras Sagradas.

Infelizmente conseguem eles, com sua "genialidade" (sic) levar de roldão os "indecisos", os "duvidosos", os que creem mais em vãs filosofias do que na Palavra verdadeira e única de Deus.

Mas, como dissemos ontem, se a "ciencia" [arqueologia] vem provando a cada dia que a Bíblia está correta, o fato de ainda haver uma boa parte ainda "carecendo de provas", para os "Tomés da vida", isso não pode nos induzir a negar a sua veracidade, a sua exatidão, a sua literalidade.

Sendo Palavra de Deus, ou é tudo verdade [por se ter provado uma parte dela] ou é tudo "estória da carochinha" como dizem os increus.

E é crendo nessa Palavra, crendo nas profecias já cumpridas, nas que estão se cumprindo hodiernamente, é que cremos que todas as outras profecias, sobre o "fim dos tempos", serão cumpridas, no seu devido tempo (o tempo de Deus não é o nosso tempo], e serão cumpridas na sua inteira e vera literalidade.

Logo, aproxima-se a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, em glória, para governar as nações, a partir de Israel.

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus].

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

A mortífera teologia da evolução


O ponto de vista criacionista não devia ser ensinado nas escolas, pois, a despeito do que possa ser dito em contrário, o “Criacionismo Científico” desemboca diretamente na religião.[1]

Sempre que há um debate público sobre o ensino das origens do universo e dos seres vivos, a alegação acima é uma das que mais ecoam.

Todavia, por alguma razão, os evolucionistas nunca são rotulados de fanáticos religiosos.

Em consequência disso, o ponto de vista evolucionista domina o debate sobre a questão das origens.

Uma vez que a separação entre Igreja e Estado é um dos fundamentos constitucionais dos EUA [e da maior parte dos países ocidentais], os defensores do ponto de vista criacionista enfrentam uma luta desigual, até mesmo para serem ouvidos no âmbito público.

O campo de jogo não parece equilibrado.

Afinal, pressupõe-se que a ciência evolucionista é neutra e objetiva, enquanto a ciência criacionista não passa de um dogma religioso disfarçado.

Será que essa história mudaria se a evolução fosse tratada como uma religião?

Até que ponto a evolução é apenas o ensino errôneo de que toda manifestação de vida na Terra se originou numa progressão natural a partir de seres vivos menos complexos para seres vivos mais complexos?

Na verdade, os evolucionistas fazem isso soar como se uma força superior estivesse em operação para levar adiante o processo evolutivo.

Alguns deles chegam a tratar essa força invisível como se fosse um deus.

A filósofa Mary Midgley demonstra esse fato com muita propriedade em seu livro Evolution as a Religion [A Evolução Como Uma Religião].

Sua pesquisa revelou que na maioria dos textos científicos sobre evolução há afirmações que não são científicas, mas sim religiosas.

Midgley comenta sobre esses textos:

“Eles fazem insinuações espantosas sobre uma vastidão de assuntos tais como a imortalidade, o destino humano e o sentido da vida”.[2]

Querendo ou não, os autores desses textos fizeram uma combinação de análise científica e aplicação espiritual.

Aí está o sinal evidente de uma religião!

Embora Midgley não demonstre nenhuma simpatia pelo cristianismo, ela inteligentemente identificou a hipocrisia daqueles que negam a natureza religiosa do evolucionismo.

A Fonte da Teologia da Evolução


Darwin revelou quem era o seu deus. Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade ‘a seleção natural’”.

Não é preciso ir muito além dos escritos de Charles Darwin, o pai da moderna teoria evolucionista, para encontrar a fonte da teologia da evolução.

Em dado momento, Darwin cogitava ingressar no clero da Igreja Anglicana, mas essa trajetória mudou radicalmente depois que ele passou cinco anos (1831-1836) navegando e explorando a diversidade de seres vivos nas ilhas Galápagos, localizadas próximo à costa do Equador.

Em sua autobiografia, Darwin escreveu que nessa época estava num conflito para aceitar a presença do mal num mundo criado por Deus, conforme explica:

Parece-me que há muita miséria no mundo. Eu não consigo me convencer de que um Deus benevolente e onipotente tenha intencionalmente criado a Ichneumonidae [i.e., espécie de vespa] com o expresso propósito de parasitar larvas vivas de outros animais para delas se alimentar, nem criado um gato com a finalidade de caçar um camundongo.[3]

Em 1859, Darwin publicou seu livro intitulado The Origin of the Species by Means of Natural Selection [A Origem das Espécies Por Meio da Seleção Natural], no qual expõe detalhadamente sua concepção de que a vida, em todas as suas manifestações, não provém da mão de um criador, mas origina-se no processo de sobrevivência do mais apto.

Dessa forma, Darwin revelou quem era o seu deus.

Numa carta escrita a um amigo, ele chegou a denominar e escrever com todas as letras: “Minha divindade ‘a seleção natural’”.[4]

Darwin expressou suas concepções religiosas numa carta que escreveu quando já estava velho e doente:

A ciência não tem nada a ver com Cristo, exceto na maneira pela qual a pesquisa científica torna o homem mais cauteloso em reconhecer a evidência.

Quanto a mim, não creio que tenha existido alguma revelação. No que diz respeito à existência de uma vida futura, cada ser humano deve julgar, por si mesmo, entre probabilidades remotas e conflitantes.
[5]

Não é de admirar que ele tenha escrito o seguinte:

Nessa época, ou seja, entre 1836 e 1839, eu gradativamente chegara à compreensão de que o Antigo Testamento não era mais confiável do que os livros sagrados dos hindus [...]

Aos poucos, passei a desacreditar no cristianismo como uma revelação divina [...]

Assim a descrença lentamente penetrou em mim até que me tomasse por completo.

O processo foi tão devagar que nem cheguei a sentir angústia.
[6]

Há pouquíssima evidência, para não dizernenhuma, de que Darwin tenha mudado de idéia.

O caminho que ele percorreu está descrito em Romanos 1.21-23:

“Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato.

Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis”.>/i>

Deus criou todas as pessoas com um conhecimento nato sobre Ele.

Porém, devido ao fato de que o ser humano se dispôs contra Deus, as pessoas O rejeitam e passam a fabricar suas próprias divindades para adorar.

Os seres humanos são instintivamente adoradores, contudo muitos adoram ídolos.

O declínio de Darwin, ao deixar de professar o cristianismo para se tornar o pioneiro da evolução, tem atraído muitos seguidores.

Não há nada mais conveniente do que substituir a consciência do Deus único e verdadeiro pelo postulado divino da seleção natural.

O Caráter da Teologia da Evolução

O deus da evolução é a estupenda força da natureza que, segundo se supõe, conduz gradativamente todos os seres vivos ao aperfeiçoamento.

Essa divindade é impessoal, complacente e isenta dos constrangimentos inerentes a um relacionamento pessoal.

Ninguém faz orações ao deus da seleção natural.

Embora os livros didáticos não definam a doutrina da teologia da evolução, seus contornos e pontos culminantes podem ser identificados de três maneiras.

Em primeiro lugar, a teologia da evolução forma a base para o dogma do humanismo secular, segundo consta no Manifesto Humanista I e Manifesto Humanista II.

O documento do Manifesto Humanista I, escrito em 1933, inicia com uma conclamação para a necessidade de se criar uma nova religião que se adapte à era vindoura.

Seus dois primeiros pilares de fé consideram “o universo como auto-existente e não criado” e propõem que o ser humano “é uma parte da natureza, o qual surgiu como resultado de um processo contínuo [i.e., evolução]”.[7]


Ao partir do pressuposto de que o ser humano é simplesmente um “animal superior”, o estudo do comportamento animal interpreta elementos de equivalência para o comportamento humano.

Quarenta anos mais tarde, em 1973, acrescentou-se ao documento a necessidade de se depositar fé no progresso humano, apesar do surgimento do nazismo e de outros regimes totalitários que emergiram após a primeira edição do Manifesto Humanista em 1933:

Os humanistas ainda creem que o teísmo tradicional, particularmente a fé no Deus que ouve orações e que, supostamente, ama e cuida das pessoas, escuta e entende suas orações, e que é capaz de fazer algo em favor delas, é uma fé reprovada e obsoleta.

O salvacionismo [...] ainda se mostra nocivo, distraindo as pessoas com falsas esperanças de um céu após a morte.

Mentes racionais confiam em outros meios para sobreviver [...]

Nenhuma divindade nos salvará; temos que nos salvar a nós mesmos.
[8]

A religião dos humanistas é a fé na evolução e, para eles, somente os mais aptos sobreviverão.

Em segundo lugar, Darwin acreditava que a moralidade se originou a partir do mesmo processo que originou todos os seres vivos, a saber, através daquilo que ele admitiu ser o seu deus, a seleção natural.

Na luta pela sobrevivência, vencem os mais aptos pelo simples fato de que esses demonstram elevados valores morais, não necessariamente valores corretos.

Portanto, a moralidade depende de determinada situação e não possui nenhum fundamento externo que regule aquilo que é certo ou errado.

A maioria dos cientistas sociais considera a seleção natural como a doutrina fundamental que orienta suas pesquisas no campo da moralidade.

Ao partir do pressuposto de que o ser humano é simplesmente um “animal superior”, o estudo do comportamento animal interpreta elementos de equivalência para o comportamento humano.

“As ciências biológicas continuam a revelar novas descobertas sobre a natureza dos seres humanos em sua relação com o restante do mundo animal”.[9]

Tal mentalidade gera uma ética situacionista e uma moralidade que se baseia no momento.

Não é de admirar que nos Estados Unidos se leia nos adesivos de pára-choque dos carros os dizeres:

“Não fique surpreso se nossos filhos agirem como animais, já que eles aprenderam que são descendentes destes”.

Em terceiro lugar, alguns teólogos desejam fazer a união da evolução com o Deus da Bíblia.

Leia estas palavras de acomodação:

Uma visão de futuro biblicamente inspirada oferece uma estrutura mais adaptável tanto para a ciência evolutiva quanto para a busca religiosa por significado [...]

Em vez de atribuir a Deus um plano “inflexível” para o universo, a teologia evolucionista prefere considerar a “visão” de Deus para o mesmo [...]

O Deus da evolução não determina as coisas de antemão, nem egoisticamente esconde apenas para Si a alegria de criar.

Pelo contrário, Deus compartilha com todas as criaturas da própria abertura destas quanto a um futuro indeterminado.
[10]

Mais uma vez, o ser humano cria um deus à sua imagem e semelhança.

Faça uma comparação com aquela época caótica do período dos Juízes em Israel, quando “...cada um fazia o que achava mais reto” (Jz 21.25).

O Resultado da Teologia da Evolução

Os riscos são altíssimos nessa batalha; as consequências são vida eterna ou morte eterna.

O capítulo 17 do livro de Atos descreve o modo pelo qual o apóstolo Paulo lutou uma batalha semelhante em Atenas, que era o centro da filosofia e cultura grega no primeiro século.

Paulo andou pela cidade de Atenas e percebeu uma abundância de templos dedicados a muitos deuses.

Ele abordou os filósofos no Areópago mencionando a religiosidade do povo ateniense.

Paulo usou com perspicácia a realidade do altar dedicado “Ao Deus Desconhecido” para prosseguir seu discurso e explicar a verdade bíblica sobre esse Deus – o Deus verdadeiro.

Entretanto, para que pudesse proclamar o evangelho de Jesus Cristo, Paulo antes tinha que demolir a concepção grega das origens.

Naquele dia, Paulo estava diante de filósofos das escolas estóica e epicurista, “duas eminentes correntes filosóficas greco-romanas que eram essencialmente evolucionistas”.[11]

O apóstolo Paulo começou a desmantelar o ponto de vista evolucionista e politeísta de seus ouvintes ao mencionar, por três vezes, a atividade criadora de Deus:

“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas.

Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação” (Atos 17.24-26).

Somente depois de construir uma perspectiva da criação baseada no relato do livro de Gênesis, Paulo pôde pregar a mensagem sobre Jesus Cristo e o julgamento eterno.


Satanás encontrou um meio de convencer a humanidade de que as pessoas são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, elas não são responsá­veis perante qualquer ser divino.

O plano de Satanás é tremendamente sagaz; ele encontrou um meio de convencer a humanidade de que as pessoas são produto de uma força evolutiva impessoal e que, portanto, elas não são
responsáveis perante qualquer ser divino.

O conflito não é simplesmente acerca das origens, mas acerca dos destinos.

Os crentes em Cristo nunca devem permitir que os defensores da evolução mantenham a batalha no âmbito da ciência.

Trata-se, em última análise, de uma guerra religiosa que envolve fé, valores morais e adoração.

Os cristãos adoram o Deus que criou todas as coisas, “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (2 Co 4.6).

Devemos nos unir aos seres celestiais em louvor a Deus, dizendo:

“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4.11).

(William L. Krewson - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

William L. Krewson é professor do Instituto de Estudos Judaicos de The Friends of Israel na Philadelphia Biblical University (EUA).

Notas:

1. Michael Ruse, Darwinism Defended: A Guide to the Evolution Controversies, Reading, MA: Addison-Wesley Publishing, 1982, p. 322.

2. Mary Midgley, Evolution as a Religion, Edição Revisada, Nova York: Routledge, 2002, p. viii.

3. Francis Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, Nova York: Dover Publications, 1958, p. 249.

4. Francis Darwin, org., The Life and Letters of Charles Darwin, Nova York: Basic Books, 1959, 2:165.

5. Ibid., 1:277.

6. Darwin, org., The Autobiography of Charles Darwin and Selected Letters, p. 62.

7. Humanist Manifesto I, publicado no site: www.americanhumanist.org/about/manifesto1.html.
8. Paul Kurtz, org., Humanist Manifestos I and II, Buffalo, NY: Prometheus Books, 1973, p. 13, 16.

9. Carl N. Degler, In Search of Human Nature: The Decline and Revival of Darwinism in American Social Thought, Nova York: Oxford University Press, 1991, p. 327.

10. John F. Haught, God After Darwin: A Theology of Evolution, Boulder, CO: Westview Press, 2000, p. 190-191.

11. Henry M. Morris, The Long War Against God, Grand Rapids: Baker Book House, 1989, p. 211. Na discussão do tema (p. 211-218), Morris faz menção da obra intitulada Timaeus, da autoria de Platão, que revela uma antiga explicação das origens com base no acaso (c. 400 a.C.).

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 2009.

Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

O evolucionismo ainda não conseguiu provar cientificamente a sua "teoria", e é permitido o seu ensino nas escolas como se ciência o fosse; todavia, o criacionismo, Palavra de Deus, várias vezes já comprovada cientificamente [arqueologia] não é permitida como uma matéria escolar sob a falácia de que somos um "estado laico" (sic)!

O "estado laico" é teórico e circunstancial, tendo em vista que a letra fria da Lei [Constituição Federal de 1988] às vezes é inobservada, servindo ao "governo de plantão"; no entanto, quando não conveniente, o Cristianismo [religião "oficial" do País] é ignorado, conforme vem ocorrendo em relação a diversos temas:

- "Revitalização do Rio São Francisco" [um sacerdote católico quase morreu em uma greve de fome, e, depois, foi ganho na conversa, cujo compromisso do governo com ele foi descumprido]

- "Permissividade em relação ao jogo [serão reabertos os bingos, que "são piores do que prostituição infantil", na "palavra" do governo em 2004]

- "União civil entre pessoas do mesmo sexo"

- "Aborto", etc.

Quanto à teoria da evolução, de Charles Darwin, não resiste muito tempo, com as descobertas que vem sendo feitas pela Ciência, mostrando o ridículo que é dizer que tudo surgiu da explosão de algo [e quem criou o algo? a bolha? sabe-se lá mais o quê?].

Conta-se, embora a maioria discorde, que Darwin, no leito da morte, teria chamado seus discípulos e confessado a eles que sua teoria não era verdadeira, e que eles se incumbissem de desmenti-la em nome dele, mas os "discípulos" acharam mais vantajoso o silêncio em relação ao assunto.

O fato é que a "estratégia satânica" de sempre procurar torcer, dissimular, desmentir a Palavra de Deus, estratégia que vem se tornando vitoriosa [até quando?] com várias gerações de crianças já "doutrinadas" quanto e contra à verdade bíblica, que vem sendo mostrada a elas como se fosse "estória da carochinha"!...

Isso também não é novidade, tendo em vista que a Palavra Profética de Deus alerta que nos dias do fim essas coisas aconteceriam, e cada "estória da carochinha" (sic) vem se cumprindo literalmente para honra e glória de Deus "que não é homem para mentir" (Números 23. 19).

Assim, voltando aos fatos já comprovados pela arqueologia, se uma frase da Bíblia é verdadeira, por comprovações científicas, logo toda ela é verdadeira, sendo inadmissível "fatiar" a Palavra de Deus em um "joguinho": certo, errrado, certo, errado...

A Palavra de Deus é viva e eficaz: aconteceu, acontece e acontecerá literalmente tudo o que está escrito.

E, em sendo assim, com os "sinais" sendo cumpridos nos dias de hoje [e o evolucionismo é um deles], o dia final se aproxima, e a segunda vinda de Jesus vai se concretizar.

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves- editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Da insegurança política à certeza profética


O poder mundial é limitado pela impotência humana.
A onipotência é ilimitada em virtude da autoridade divina.
Ou, como diz a Bíblia:

“O Senhor frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. O conselho do Senhor dura para sempre; os desígnios do seu coração por todas as gerações. Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança” (Sl 33.10-12).

Da insegurança política


A insegurança das nações reflete-se hoje em muitas áreas:

nas discussões políticas sobre as mudanças climáticas: a única certeza, sempre manifestada por unanimidade, é a concordância em marcar a próxima reunião.

na economia: há orgulho por causa do progresso, enquanto grandes bancos quebram e perdem bilhões.

na instabilidade militar: a Guerra Fria volta a tomar forma.

na mente das pessoas: a espiral de toda sorte de perturbações emocionais aumenta de forma crescente.

Os psicoterapeutas prosperam.

nas questões religiosas com relação à pergunta sempre relevante: O que é a verdade?

As negociações entre Israel e os palestinos são constantemente apresentadas como perspectivas de se chegar a uma “paz justa” no mundo.

O então presidente George W. Busch afirmou durante a conferência de paz de Annapolis:
“Queremos estabelecer o fundamento de uma nova nação, de um Estado palestino democrático, que possa conviver com Israel em paz e segurança”.[1]

Apesar de todas as declarações positivas, a realidade é outra, e a Bíblia não deixa dúvidas sobre o que virá:

“Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como veem as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1 Ts 5.3).

Os esforços humanos, por mais bem intencionados que sejam, encontram barreiras praticamente intransponíveis.

Um comentário da revista alemã Stern revela esse desamparo diante das grandes questões da humanidade:

“No Ocidente, hoje mais do que há algumas décadas, vê-se com mais clareza que a política e a ciência estão sendo exigidas além de suas capacidades no esforço para se criar um mundo justo”.[2]

O povo de Israel sempre sofreu decepções quando confiou em homens e na política mundial.

O fato desse povo ainda existir deve-se apenas ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, graças às promessas que Ele lhe fez.

Essas promessas, registradas na Sua Palavra, são o penhor de que o futuro dessa nação tão atacada está assegurado.

Mas Israel não encontrará segurança real enquanto não se voltar de todo o coração para seu Messias, Jesus.

Alguém disse com razão: “Não precisamos de um programa, precisamos de uma pessoa”.

E essa Pessoa é Jesus Cristo, “o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes” (1 Pe 3.22).

Mas não é só o mundo como um todo e Israel como nação atacada que se ressentem da falta de segurança.

Essa insegurança está aninhada nos corações dos homens individualmente, e nós, cristãos, temos toda a razão em buscar – e achar – a segurança que a Palavra de Deus nos concede.

Segurança profética


“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados” (Is 40.3-4).

Estaremos nos baseando no livro de Isaías ao analisarmos o tema desta mensagem.

Isaías é o legítimo “evangelista” dentre os profetas.

Seu livro também costuma ser chamado de Bíblia em formato reduzido:

• O livro de Isaías tem 66 capítulos, e a Bíblia tem 66 livros.

• O livro de Isaías tem duas partes principais, escritas pelo mesmo autor – a Bíblia também tem duas partes, inspiradas pelo Espírito Santo.

• Os primeiros 39 capítulos de Isaías têm como tema central o juízo divino sobre os pecados. Os 27 capítulos da segunda parte falam mais de graça e restauração; essa parte também é chamada de “grandiosa poesia messiânica”.

A Bíblia, por sua vez, tem 39 livros do Antigo Testamento, muitas vezes falando do juízo.

E ela tem 27 livros do Novo Testamento, cujo tema central é a graça de Deus.

• O livro de Isaías é citado ou mencionado mais de 210 vezes no Novo Testamento – apenas os capítulos 40 a 66 por mais de 100 vezes. [3]

Os 27 capítulos da segunda parte de Isaías harmonizam-se surpreendentemente com os livros do Novo Testamento.

Isso não pode ser mero acaso.

Vejamos alguns exemplos:

• Isaías 40 é o primeiro capítulo da segunda parte do livro; corresponde ao 40º livro da Bíblia, ou seja, ao primeiro livro do Novo Testamento (Evangelho de Mateus).

Está escrito: “Voz do que clama no deserto:

Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.

Todo vale será aterrado, e nivelados, todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos, aplanados.

A glória do Senhor se manifestará e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse” (Is 40.3-5).

Em contraposição, lemos no Evangelho de Mateus:

“Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mt 3.3).

Isso refere-se a João Batista.

E no Evangelho de João está escrito: “...vimos a sua glória...” (Jo 1.14).

• Isaías 44 corresponde ao 44º livro da Bíblia, que é Atos dos Apóstolos: “Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes de águas. Um dirá: Eu sou do Senhor; outro se chamará do nome de Jacó; o outro ainda escreverá na própria mão: Eu sou do Senhor, e por sobrenome tomará o nome de Israel” (Is 44.3-5).

Essa é uma maravilhosa indicação do tema central de Atos dos Apóstolos: o derramamento do Espírito Santo, as primeiras conversões e a mudança de rumo dos gentios, voltando-se para o Deus de Israel.

• Em Isaías 45 prenuncia-se o 45º livro da Bíblia, que á a Carta aos Romanos.

Nesse capítulo do livro de Isaías a palavra “justiça” é salientada de forma especial, pois aparece seis vezes.

Também se menciona que Israel será salvo (v.25).

Isso corresponde com exatidão ao assunto da Carta aos Romanos.

• Na seqüência, Isaías 49 corresponde à Carta aos Efésios.

Nesse capítulo vemos a salvação sendo oferecida também aos gentios e a declaração de que o Senhor foi dado como luz para os gentios (vv.1,6).

Este é exatamente o tema da Carta aos Efésios: os gentios sendo incorporados à Igreja dos salvos (Ef 2.16-18; 3.5-6).


O rolo de Isaías com seu texto completo foi encontrado em Qumran em 1947. Esse achado foi datado como sendo do segundo século antes de Cristo, confirmando que essa escritura é inspirada por Deus em sua totalidade.

Outro tema é descrito assim: “Tirar-se-ia a presa ao valente? Acaso, os presos poderiam fugir ao tirano? Mas assim diz o Senhor: Por certo que os presos se tirarão ao valente, e a presa do tirano fugirá, porque eu contenderei com os que contendem contigo e salvarei os teus filhos” (Is 49.24-25).

Comparemos essas palavras com Efésios 4.8:

“Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens”.

Jesus tomou a presa do valente e tirano, que é o Diabo, e deixou os cativos livres.

Nenhum crente continua sendo uma presa da morte.

• Isaías 66 corresponde ao último livro da Bíblia, que é o Apocalipse.

“...porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome” (Is 66.22).

O tema do Apocalipse é a introdução no novo céu e na nova terra:

“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra já passaram, e o mar já não existe.

Vi também a cidade santa, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo” (Ap 21.1-2).

O rolo de Isaías com seu texto completo foi encontrado em Qumran em 1947.

Esse achado foi datado como sendo do segundo século antes de Cristo, confirmando que essa escritura é inspirada por Deus em sua totalidade.

Os rolos de Qumran foram descobertos justamente na época da fundação do Estado de Israel, o que deixa transparecer uma óbvia direção divina, e o texto de Isaías recebeu muito destaque nesse achado de inestimável valor histórico.

Tudo leva a crer que o Deus de Israel estava querendo estabelecer um sinal.

E o que isso significa para você, pessoalmente?

Significa que você pode contar com esse Deus, que pode entregar sua vida a Ele e olhar para o futuro confiando nEle!

Baseados em Isaías 40 e 41, examinemos a confiança que Deus oferece.

Mas prestemos atenção a um fato: as profecias de Isaías têm um cumprimento duplo, pois retratam juntamente a primeira e a segunda vinda de Jesus.

O duplo sofrimento e o duplo consolo


Depois de Sua volta em poder e glória junto com Sua Igreja, o Messias apascentará Seu povo como Bom Pastor (veja Is 40.11).

“Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.

Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados” (Is 40.1-2).

Quando a iniquidade de Israel estará perdoada, quando Israel receberá o perdão por seus pecados?

Depois que Jerusalém receber em dobro das mãos do Senhor.

Então o Senhor voltará a Sião para afastar de Israel a sua impiedade (veja Rm 11.25; Ez 36.33).

Jerusalém suportou uma dose dupla: o cativeiro babilônico e o cativeiro romano (em 70 d.C.), a destruição do primeiro Templo e a destruição do segundo Templo.

Duas vezes Jerusalém foi consolada: uma vez por ocasião do retorno do cativeiro babilônico sob Zorobabel e Esdras (veja Zc 4; Ag 2), e pela segunda vez no retorno do cativeiro mundial, da volta da Diáspora (Dispersão) no fim dos dias (em 1948); agora, a Igreja deveria assumir esse consolo.

No passado, tratava-se da primeira vinda de Jesus, que João Batista anunciava no espírito de Elias; hoje trata-se de Sua volta, que a Igreja apregoa (veja Is 40.3-5).

No passado, Jesus veio em humildade; apenas uma única vez Jesus deixou entrever Sua glória, o que aconteceu no monte da Transfiguração (veja Jo 1.14; Mt 17.1,13; 2 Pe 1.16-18).

Ele não voltará em humildade, mas em poder supremo e glória majestosa (veja Mt 24.30).

O caminho para o retorno do Senhor em glória

A volta de Cristo se anuncia em diversas etapas:

1. O contraste entre a insegurança dos povos e a segurança da eterna Palavra de Deus torna-se cada vez mais evidente (veja Is 40.6-8).

Essa Palavra é retomada por Pedro, que a aplica a nosso tempo e à Igreja (veja 1 Pe 1.23-25).

2. O Arrebatamento da Igreja se delineia (veja Is 40.9-11).

De Sião partiu originalmente a boa-nova do Evangelho (v.9).

Ao próprio Israel precisa-se anunciar hoje:

“Eis aí está o vosso Deus!” (v.9).

Ele não decepciona jamais!

O Arrebatamento está às portas.

“Eis que o Senhor virá com poder...” (Is 40.10).

Em outras palavras, Jesus voltará em glória (veja Mt 24.30). “...e o seu braço dominará” (Is 40.10).

Isso significa o domínio do Messias, Ele é o braço de Deus em ação. “...eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa” (v.10).

Que galardão, que recompensa é essa?

É a Igreja de Jesus, já arrebatada, que voltará com Ele em glória, sendo ela o penoso fruto do trabalho de sua alma (veja Is 53.12; 2 Ts 1.7; Ap 19.11ss.).

Depois de Sua volta em poder e glória junto com Sua Igreja, o Messias apascentará Seu povo como Bom Pastor (veja Is 40.11).

3. A Grande Tribulação se anuncia (veja Is 40.15-17).

Ao ler uma passagem assim, muitos acusam a Deus de lidar cruelmente com a humanidade.

Em seu orgulho cego e sua rejeição da vontade de Deus, essas pessoas não percebem que é Deus quem as acusa.

Nações são como um grãozinho de pó para Ele.

O que o homem imagina que é?

Deus deixará as nações consternadas por causa de seu orgulho; não apenas as ilhas, mas até os céus e a terra serão abalados (veja Hb 12.26-27).

A insegurança que se avizinha assumirá proporções nunca vistas.

Catástrofes naturais se multiplicarão, ameaças de guerra aumentarão, a economia experimentará novas e profundas quedas, a paz e a segurança anunciadas para a região de Israel se converterão no contrário.


A insegurança que se avizinha assumirá proporções nunca vistas. Catástrofes naturais se multiplicarão, ameaças de guerra aumentarão, a economia experimentará novas e profundas quedas, a paz e a segurança anunciadas para a região de Israel se converterão no contrário.

A segurança do Deus incomparável

“Com quem comparareis a Deus? Ou que coisa semelhante confrontareis com ele?” (Is 40.18).

Israel busca segurança em muitos e muitos lugares por ter perdido de vista a segurança do incomparável Deus.

Mas apenas no Deus único e verdadeiro, o Deus que escreveu a profecia e se revelou em Jesus, o homem encontra seu alvo.

E precisamos dessa segurança mais do que nunca!

Israel é eleito: “Os países do mar viram isto e temeram, os fins da terra tremeram, aproximaram-se e vieram” (Is 41.5): Insegurança.

“Mas tu, ó Israel, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo” (Is 41.8): Segurança.

A eleição de Israel baseia-se na amizade de Deus com Abraão (veja Tg 2.23) e encontra seu ponto máximo no Servo Jesus Cristo.

Por isso, Deus não termina Sua amizade, pois não é como nós, seres humanos, como os políticos do mundo (veja Gl 3.17).

Existe algo melhor do que ter a Deus como amigo?

Se Ele é por você, quem será contra você?

Nem mesmo a morte pode separá-lo do Senhor (veja Rm 8.37-39).

Jesus diz: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14).

A amizade fiel de Deus ficou provada: “tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei” (Is 41.9).

Primeiramente, Deus conduziu Seu amigo Abraão das extremidades da terra (de Ur na distante Caldéia) até Canaã e prometeu-lhe a terra por possessão eterna (veja Gn 17.8).

O profeta Isaías não limitou sua declaração a Abraão, Ele a estendeu profeticamente até a volta final da última semente de Abraão, que é o povo judeu.

Esse é o sentido da profecia para Israel e o contexto do livro de Isaías.

Por isso, Isaías fala no plural: “que eu tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos... eu te escolhi, e não te rejeitei...”.

Abraão, afinal, não veio das extremidades da terra nem dos seus recantos mais remotos – seus descendentes, sim.

É o que vemos acontecendo há algumas décadas (veja Dt 30.4ss.).

Essas gerações que descendem de Abraão não foram rejeitadas; por isso elas existem!

O fato de Israel existir novamente como Estado é uma prova visível da fiel amizade de Deus com Abraão (veja Gl 3.17).

Israel não teria motivos para temer:

“não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10).

Essa conclamação a não temer é repetida nos versículos 13 e 14. o profeta antevê que seu povo sentirá medo repetidamente, até nos tempos finais; a história o confirma.

É medo da opressão, do abandono, do isolamento e da insegurança.

Por isso, as repetidas respostas de Deus a esses temores de Seu povo.

Aqui, em Isaías, a segurança que vem de Deus ergue sua voz e fala para a situação de insegurança de Israel.


“tu, a quem tomei das extremidades da terra, e chamei dos seus cantos mais remotos, e a quem disse: Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei” (Is 41.9)

Existem seis razões porque no futuro o remanescente crente de Israel não precisará temer.

E essas razões são melhores do que o exército israelense, a política, a ONU, os EUA ou a UE:

1. “eu sou contigo”.

2. “eu sou o teu Deus”.

3. “eu te fortaleço”.

4. “e te ajudo”.

5. “e te sustento”.

6. “com a minha destra fiel”.

Essas razões são concretizadas pelo Messias de Israel, que é Jesus Cristo.

Ele é a destra fiel, e por Sua morte e ressurreição trouxe justiça.

Em Sua volta reside a garantia de segurança para Israel.

Podemos tomar essa promessa pessoalmente, aplicando-a à nossa própria vida.

As nações, essas sim, têm motivos para temer.

“Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que estão indignados contra ti; serão reduzidos a nada, e os que contendem contigo perecerão.

Aos que pelejam contra ti, buscá-los-ás, porém não os acharás; serão reduzidos a nada e a coisa de nenhum valor os que fazem guerra contra ti.

Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo:

Não temas, que eu te ajudo” (Is 41.11-13).

Leon de Winter escreveu: “Os países islâmicos jamais poderiam aceitar o Israel de hoje como seu igual...

Israel está cercado pelo Irã, pela Síria, pelo Hezb´allah (Partido de Alá) e pelo Hamas, e o porta-voz deles, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, expressa com clareza seus desejos mais profundos: eliminar Israel, castigar a arrogância de Israel e degradar os judeus à condição de minoria sob domínio islâmico”.[4]

Mas, apesar das mais infames calúnias, das mais duras perseguições e das mais brutais tentativas de aniquilação durante sua dispersão de quase dois mil anos, o povo judeu não pereceu – pelo contrário!

Os inimigos de Israel de ontem, hoje e amanhã passaram, passam e passarão ainda mais mal.

Durante sua campanha pelo Oriente Médio, há 200 anos, Napoleão disse: “A História não se decide no Ocidente, mas no Oriente!”[5]

Peter Scholl-Latour cita seu professor de árabe, Jacques Berque: “O destino de Jerusalém não é uma questão política; o destino de Jerusalém é uma sentença de juízo final![6]

E Siegfried Schlieter comenta: “A questão de Jerusalém é politicamente insolúvel. Ela será decidida apenas no dia do juízo final”.[7]

O deserto florido e a existência das cidades israelenses são a prova de que Deus atua nos dias de hoje, e agirá no futuro:

“Os aflitos e necessitados buscam águas, a não as há, e a sua língua se seca de sede; mas eu, o Senhor, os ouvirei, eu, o Deus de Israel, não os desampararei.

Abrirei rios nos altos desnudos e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em açudes de águas e a terra seca, em mananciais.

Plantarei no deserto o cedro, a acácia, a murta e a oliveira; conjuntamente, porei no ermo o cipreste, o olmeiro e o buxo, para que todos vejam e saibam, considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso, e o Santo de Israel o criou” (Is 41.17-20).


Israel está cercado pelo Irã, pela Síria, pelo Hezb´allah (Partido de Alá) e pelo Hamas, e o porta-voz deles, o presidente Mahmoud Ahmadinejad, expressa com clareza seus desejos mais profundos: eliminar Israel...

Podemos confiar na palavra profética de Deus.

“Anunciai-nos as coisas que ainda hão de vir, para que saibamos que sois deuses; fazei bem ou fazei mal, para que nos assombremos, e juntamente o veremos.

Eis que sois menos do que nada, e menos do que nada é o que fazeis; abominação é quem vos escolhe” (Is 41.23-24).

A nulidade de todas as religiões, a falta de autenticidade e credibilidade da política, seus prognósticos inviáveis e seus esforços vacilantes e duvidosos estão em flagrante contraste com a confiabilidade das revelações divinas acerca do futuro.

Lemos acerca da confiança que a profecia bíblica merece:

“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade; que chamo a ave de rapina desde o Oriente e de uma terra longínqua, o homem do meu conselho.

Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei.

Ouvi-me vós, os que sois de obstinado coração, que estais longe da justiça.

Faço chegar a minha justiça, e não está longe; a minha salvação não tardará; mas estabelecerei em Sião o livramento e em Israel, a minha glória” (Is 46.9-13).

Com Jesus, a justiça de Deus, começará um novo capítulo para Israel e o mundo inteiro.

Por isso, todas as promessas serão cumpridas, toda a profecia é inteiramente segura e Israel tem um futuro garantido.

E este Jesus é Aquele que oferece segurança eterna também a você.

Sem Jesus você não tem um chão firme debaixo de seus pés.

A seguinte história ilustra essa realidade:

Quando Henrique VIII da Inglaterra (1491-1547) jazia em seu leito de morte, mandou chamar o bobo da corte... O rei disse: “Meu amigo, devo partir”. “Para onde?”, perguntou o bobo. –“Não sei”. “Quando voltareis?” – “Não vou voltar mais”. “Quem vai convosco?” – “Ninguém”. “Vos preparastes para a viagem?” – “Não”. Então o bobo da corte pegou seu cetro de bufão e seu barrete, jogou-os sobre a cama do rei e explicou:
“Majestade, vós me ordenastes que eu deveria entregar meu cetro de bobo da corte a alguém que fosse mais bobo do que eu. Vós sois esse alguém, pois ides embora sem saber para onde e não tendes acompanhante”.[8]

Agarre a justiça de Deus, ela está perto de seu coração.

É o Senhor Jesus.

Ele quer ser seu acompanhante, Ele quer ser sua segurança.

Entre com Ele em uma nova vida! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Notas:

1. Berliner Privat-Infos, anexo de P.-D. 50/07.

2. View, encarte de Stern, 4/2007.

3. ‑A.M. Hodkin, Die Schriften geben Zeugnis von mir, Dillenburg, p. 244.

4. Israelnetz.de, 3/1/2007.

5. ‑Siegfried Schlieter, Am Ende der Zeit, Schwengeler, p. 116.

6. ‑Peter Scholl-Latour, Lügen im Heiligen Land, Goldmann, p. 168.

7. ‑Siegfried Schlieter, Am Ende der Zeit, Schwengeler, p. 121.

8. Idea-Spezial, 7/2007, encarte de IdeaSpektrum 48/07.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 2008.


Norbert Lieth será um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.

Fonte: www.chamada.com.br


Comentário do editor do blog:

Vive o mundo hoje uma crise sem proporções; sabe-se sempre quando começa, mas nunca se sabe no que vai dar, como acabará.

Embora haja uma séria crise política nacional, girando agora em torno do Senado Federal, há, ainda, a crise economico-financeira.

O momento no País ainda é de segurança, mas ninguém pode afirmar mais que se trata de uma "marolinha": grandes empresas sofreram perdas enormes, a classe média vem passando por momentos difíceis de perda de empregos, por exemplo; e as camadas menos abastadas, abaixo da linha da pobreza, continua recolhendo no lixo o alimento de cada dia, agora não mais nos grandes "lixões", mas à porta de cada um de nós.

O que esperar para o futuro?

Jesus, em seu sermão profético, profetizou muitas das coisas que hoje estão acontecendo, alertando que seriam os sinais dos dias do fim, que Ele chamou de "princípiodas dores".

Nesse sermão profético Ele nos aconselhou a prestar atenção aos sinais dos tempos.

Não há porque não estudar profecias, não acompanhar o cumprimento literal delas, e não ficar alertas aos acontecimentos, a maioria dos quais, neste tempo que se chama "hoje", são sinais muito claros de que o dia final está às portas.

Israel, apesar de Netanyahu [muito firme quanto ao que quer para seu povo], será fortemente pressionado pelos Estados Unidos, pela União Europeia, pela ONU, enfim pelas nações estrageiras a ceder terras, a não expandir as colônias[assentamentos] de refugiados, a aceitar a criação do Estado Palestino, e uma vez firmado o acordo de Paz (Daniel 9. 27), a largada, a precipitação dos acontecimentos marcham para o momento tão aguardado pelos cristão: a segunda vinda do Senhor Jesus, para reinar sobre as nações, a partir de Israel.

O artigo acima, do Norbert Lieth, é rico em detalhes em relação à Palavra Profética, fazendo uma excelente comparação do livro do profeta Isaias com os livros do Novo Testamento.

E é com exatidão que ele apresenta seis pontos que apontam para a salvação final [dos remanescentes] de Israel:

“eu sou contigo”.

“eu sou o teu Deus”.

“eu te fortaleço”.

“e te ajudo”.

“e te sustento”.

“com a minha destra fiel”.

São promessas eternas que Deus fez a Israel, e Deus não é homem para mentir (Números 23. 19).

Maranata! [Ora vem, senhor Jesus]

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Israel/Palestina: perguntas e respostas (3)
Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

14. Quais foram, ao longo de todo o processo, a tese, a postura, os atos e medidas dos árabes e dos palestinos em relação a Israel? Quais seus objetivos e estratégias?



Chaim Weizmann.

Os árabes como um todo (durante a maior parte de duração do conflito, os palestinos têm sido uma minoria sem muita expressão na política árabe) foram resgatando seus vários Estados nacionais das potências colonialistas que dominavam o Oriente Médio e o Norte da África.

No início desse processo, alguns poucos líderes árabes chegaram a admitir a convivência com a realização nacional judaica em Eretz Israel (o Emir Feisal entendeu-se sobre isso, por escrito, com o então presidente da Organização Sionista, Chaim Weizmann).

Mas a condição para essa convivência era a aceitação, por parte das principais potências coloniais, Inglaterra e França, das reivindicações árabes.

Alegando não terem sido atendidas suas exigências por essas potências, os árabes que ainda mantinham algum diálogo com os judeus abandonaram sua postura conciliatória para com o ideal nacional judaico.

A partir de então, a oposição consolidou-se em rejeição, depois ódio, depois ataques e pogroms, e na recusa programática de qualquer conciliação do nacionalismo árabe com o judaico na Palestina.

Todo o conflito árabe-judaico no Oriente Médio nunca teve como causa a recusa judaica de aceitar um Estado árabe palestino.

Isso foi aceito pelos judeus

(1) em 1922, quando a Inglaterra entregou toda a Transjordânia à família haxemita de Abdallah, bisavô do atual rei da Jordânia;

(2) em 1937, quando a Comissão Peel propôs a partilha entre árabes e judeus do que restara da Palestina (a oeste do Jordão) após a cessão de sua parte maior a Abdallah;

(3) em 1947, quando a ONU decidiu pela partilha;

(4) nas propostas aventadas por Rabin e Peres no processo de Oslo, a partir de 1993; e

(5) em 2000, quando o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak, aceitou todas as condições que poderiam levar ao estabelecimento do Estado palestino em Gaza e na Judéia e Samaria.

O conflito existe porque os árabes em geral, e os árabes palestinos em particular, não se satisfaziam com a instalação de um Estado Árabe-Palestino, mas tinham como objetivo a eliminação do Estado judeu.


Nas negociações de Camp David, no ano 2000, o então primeiro-ministro Ehud Barak ofereceu aos palestinos até mesmo um regime especial para Jerusalém, que lhes permitiria estabelecer ali sua capital.

Por isso, os exércitos de cinco países árabes invadiram o recém-proclamado Estado de Israel em 1948.

Por isso, a partir do armistício, os árabes seguiram uma política de antagonismo, boicote e sabotagem a Israel.

Por isso, criaram-se organizações terroristas para "libertar" a Palestina, organizações que praticaram o terror durante dezenas de anos (atentados e assassinatos de civis, inclusive mulheres e crianças, sequestros de aviões, carros-bomba, etc).

Por isso, os árabes fundaram em 1964 uma Organização para a Libertação da Palestina (libertação da existência de um Estado judeu, pois as terras destinadas ao Estado árabe estavam em mãos árabes: a Jordânia anexara a Cisjordânia e o Egito a Faixa de Gaza).

Por isso, os árabes não criaram nenhum Estado palestino nas terras que permaneceram árabes, mantendo os refugiados em penúria e educando-os no ódio a Israel, como forma de pressão, enquanto os israelenses absorviam, como cidadãos plenos, os refugiados judeus expulsos de terras árabes, tão numerosos quanto aqueles (cerca de 700.000).

Toda essa postura teve expressão oficial na Carta Palestina de 1964, antes, portanto, da ocupação da Cisjordânia e de Gaza por Israel na Guerra de 1967.

Nela se declarava oficialmente que o objetivo estratégico era a liquidação de Israel e a expulsão ou o aniquilamento de todo judeu que lá tivesse chegado depois de 1917.

Assim, a esperança de um futuro pacífico para o Oriente Médio sempre girou em torno da perspectiva dos árabes, e especificamente dos palestinos, mudarem sua postura e aceitarem a convivência de dois nacionalismos na região. (© Museu Judaico/RJ,
http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)


Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Como se percebe, no texto acima, há grupos minoritários, entre os árabes [um povo bom e trabalhador] que fomentam toda essa provocação, toda essa guerra contra Israel, inclusive "guerra de nervos" para levar Israel a revidar ataques de bombas e foguetes, e atingir grupos civis inocentes [como recentemente aconteceu em Gaza] tendo em vista que eles montam as suas bases, por exemplo, junto a escolas, hospitais, etc., para que as armas de Israel atinjam inocentes.

Com isso, toda a mídia internacional volta-se contra Israel tendo em vista não só a "desproporcional" defesa, mas o fato de civis inocentes terem sido atingidos.

É uma estratégia inadequada e que prova que tais grupos radicais não têm compromisso nenhum com o reconhecimento dos palestinos como Nação, mas apenas com a idéia fixa de destruir Israel, bani-lo do mapa, como também prega Mahmoud Ahmadinejad, presidente reeleito do Irã.

Nós cristãos, sejamos de qualquer nacionalidade: brasileiros, americanos, europeus, árabes, israelenses temos que à uma só voz clamar ao Deus altíssimo para que tenha misericórdia desses povos sofridos, e complete seu Plano de Salvação, arrebatando os salvos em Jesus, para posterior retorno (2ª vinda de Jesus).

Maranata! (Ora, vem Senhor Jesus).

Edmar Torres Alves- editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Israel/Palestina: perguntas e respostas (2)
Os Fatos Sobre Israel e o Conflito no Oriente Médio

12. O que é a questão dos refugiados palestinos? Quem é responsável por ela?



O problema dos refugiados não teria sido criado se a guerra de 1948 não tivesse sido forçada sobre Israel pelos países árabes e pela população árabe local.

O problema dos refugiados palestinos tem sido uma difícil matéria social e humanitária no Oriente Médio durante mais de 50 anos.

A causa imediata do problema foi a rejeição árabe da Resolução 181 (o plano de partilha) da Assembléia Geral da ONU em 1947 e a guerra resultante, que levou à independência de Israel.

Muitos palestinos que viviam em áreas onde se travaram batalhas abandonaram seus lares – seja por causa de solicitação dos líderes árabes (que lhes prometiam que voltariam após a vitória sobre os judeus), seja por causa do medo de lutar, ou por não desejarem viver sob as regras judaicas, ou, no caso de pequena parte deles, sob pressão das forças judaicas.

Mas o problema dos refugiados não teria sido criado se esta guerra não tivesse sido forçada sobre Israel pelos países árabes e pela população árabe local.

Em outras palavras, se os árabes tivessem aceito a Resolução 181, não haveria refugiados.

Os países árabes, com a exceção da Jordânia, perpetuaram o problema dos refugiados para que lhes servisse de arma política na sua luta contra Israel.

Enquanto os refugiados judeus expulsos dos países árabes (em número equivalente aos refugiados árabes que saíram de Israel) eram absorvidos com imenso custo e esforço, e integrados como cidadãos israelenses, os refugiados árabes continuaram a viver em campos repletos, em estado de pobreza e desespero.

Nenhuma tentativa foi feita para integrá-los nos vários países e comunidades da região.

Milhares de refugiados permanecem hoje em dia em inúmeros países árabes, sem qualquer direito, sejam políticos, econômicos ou sociais.

Os países árabes alegam que a Resolução 194 da Assembléia Geral da ONU oferece aos refugiados o "direito ao retorno" para Israel.

Entretanto, como toda Resolução da Assembléia Geral, ela não é legalmente obrigatória para o país implicado.

Diversos pontos devem ser lembrados:

a) A Resolução não declara que exista um "direito" ao retorno.

Muito pelo contrário, determina certas condições e limites para o retorno.

Por exemplo, os refugiados devem desejar viver pacificamente com seus vizinhos.

A pré-condição da sua aplicação é a viabilidade de implementação: ao não estipular um prazo, ela define que deve ser concretizada "na data mais próxima possível em que puder ser posta em prática".

A experiência mostra que esta não é uma população que deseja viver em paz com seus vizinhos judeus e, de acordo com a presente condição demográfica e geográfica, o influxo de um grande número de refugiados na área certamente não é praticável.

A volta de milhões de refugiados reivindicada pelos palestinos é prática, política e economicamente inviável, e até mesmo impossível.

b) A Resolução usa a designação geral de
"refugiados" e não se refere especificamente a refugiados "árabes".

Com isso, cobre também os refugiados judeus expulsos dos países árabes logo após a proclamação da independência de Israel, em número equivalente ao dos refugiados árabes (cerca de 600.000 a 700.000), configurando uma verdadeira "troca de refugiados", fato comum na história dos conflitos mundiais.

Esses 700.000 judeus foram forçados a deixar os países árabes e se dirigiram para Israel, deixando para trás muitas propriedades, pelas quais não foram indenizados.

Eles foram absorvidos e se tornaram cidadãos reabilitados com direitos integrais no Estado de Israel.

Estatisticamente, houve um número maior de refugiados judeus que deixaram os países árabes do que de refugiados árabes que deixaram Israel.


c) A Resolução estipula que compensações para os refugiados que decidirem não retornar, e para aqueles cujas propriedades foram danificadas ou destruídas, deverão ser providas "pelos governos ou autoridades responsáveis."

A demanda por compensação não especifica Israel pelo nome e fica claro que a redação rejeita qualquer argumentação palestina de que o ônus pela compensação deve recair exclusivamente sobre Israel.

Além disso, deixa claro que deveria haver também compensação dos países de origem para os 700.000 refugiados judeus que foram para Israel, pelos bens e propriedades que foram obrigados a deixar, o que equilibraria a troca decompensações, e até mesmo poderia fazê-las pender em benefício dos refugiados judeus.

d) O parágrafo 11, que discute esta matéria de retorno e compensação, é apenas um dos 15 parágrafos incluídos na Resolução.

Em resumo, os palestinos têm usado seletivamente os elementos da Resolução 194 que lhes oferecem benefícios políticos e retóricos.

Ao mesmo tempo, outros aspectos das matérias envolvidas são ignorados.

Em qualquer dos casos, Israel sustenta que a Resolução não é uma solução apropriada a essa complicada matéria humanitária.

Israel não é responsável pela criação e
perpetuação do problema dos refugiados.

Portanto, não pode declarar, mesmo na forma de um gesto simbólico, responsabilidade pelo problema.

Tal declaração viria sustentar as reivindicações palestinas de que se conceda direito de retorno a centenas de milhares (na conta dos palestinos, alguns milhões) de árabes para dentro das fronteiras de Israel.

O influxo desses árabes se tornaria uma ameaça à existência de Israel como um Estado judeu independente.

Finalmente, os israelenses e os palestinos concordaram que, como parte do processo de paz, a questão dos refugiados, assim como outras matérias, deveria ser considerada integrante dos acordos permanentes entre ambos os lados.

Israel mantém suas obrigações.

É, portanto, inapropriado que essa matéria seja levantada em outros fóruns.

Além de aceitar a volta de um número limitado de descendentes de refugiados como parte de um programa humanitário de reunião de famílias, Israel continua a se empenhar para a solução do problema na base da cooperação entre os países árabes e a comunidade internacional. (© Museu Judaico/RJ, http://www.museujudaico.org.br - http://www.beth-shalom.com.br)

Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

A análise da História, sob o ângulo que for, aponta para o fato de que o problema dos refugiados foi criado por eles próprios, quando da guerra em 1948, o ataque a Israel, ocasião em que os palestinos foram incitados, pelos próprios árabes, à fuga, sob promessas de que voltariam após a guerra.

Terminada a guerra, o"status quo" vem sendo mantido por 61 anos, com vistas a haver pretextos para reclamar junto aos Organismos Internacionais o "retorno", quando o correto seria cada nação envolvida receber como cidadãos seus os refugiados de sua nacionalidade.

Israel acolheu os dele, por que os árabes não?

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

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