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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
A diferença entre adivinhações e profecias bíblica

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).

Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção.

Por isso podemos ter absoluta confiança nelas.

Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento!

Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas.

O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas.

Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso.

As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe.

Dois exemplos:

- em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque.[1]

O matemático Michael Kunkel (deMainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte.

- Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia:

"Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo".

É quase impossível falar de maneira mais genérica.

Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.

A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil.

Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios.

Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica.

O reformador Martim Lutero declarou, com razão:

"O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".

Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito:

"Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.

Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos".


A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:

As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas:

1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21;

2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia;

3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos;

4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos;

5. dos encantadores – Sl 58.4-5;

6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7;

7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e

8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos.

Duas coisas precisam ser mantidas em mente:

1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e

2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).

Profecia bíblica

Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:

- A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos.

A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça.

Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino.

O profeta Isaías O engrandece: " Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1).

O próprio Senhor afirma: "lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).

- A adivinhação interpreta algum tipo de sinal.

A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.

- As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações.

A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.

- O apóstolo Pedro escreve: "Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).

Tim LaHaye e Thomas Ice afirmam:


A adivinhação interpreta algum tipo de sinal.

Falsas religiões e idéias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia.

Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz: "...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19).

Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética?

Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos: "sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21).

Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro.

Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".[2]

- Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade.

Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24).

E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer: "Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).

- A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram.

Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada.

Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima.

Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.[3]

- Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo.

Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17:

"...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..."

Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte.

Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito.

Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação.

Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada.

Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus?

A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.

- A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo.

Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões.

A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança.

Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus:

"Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a).

- Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada.

Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3:

"E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também". (Norbert Lieth -http://www.chamada.com.br)

Notas:

1. Idea Spektrum, 1/2 2004.

2. Tim LaHaye/Thomas Ice, Countdown zum Finale der Welt.

3. Factum, Edição Especial 1995

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 2004.


Norbert Lieth será um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.


Fonte: www.chamada.com.br

Falso profeta
Falso profeta

“No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, isto é, no ano quarto, no quinto mês, Hananias, filho de Azur e profeta de Gibeão, me falou na Casa do Senhor, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo:

Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia.

Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia.

Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da Babilônia”


Uma profecia de vida abundante a um povo que pecava contra o Senhor continuamente. Não seria isso maravilhoso para quem quer viver uma vida em conformidade com este século?

Claro que sim.

Pois é assim mesmo que muitos estão vivendo hoje em dia no evangelho.

Alimentados por pessoas que não tem a Palavra de Deus para denunciar o pecado e sim traz consigo uma palavra Humana para acariciar as iniquidades cometidas no meio do povo.

O falso profeta Hananias apresentava uma mensagem maravilhosa e tinha tanta ousadia, que não se sentia envergonhado de proclamá-la abertamente.

Quando certo profeta do Senhor chamado Jeremias ouviu esta mensagem ele disse:

O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor”.

Isso certamente não agradou o falso profeta.

O interessante é que ele não se intimidou e tomou os canzis do pescoço de Jeremias, o profeta, e os quebrou; e falou na presença de todo o povo:

Assim diz o Senhor: Deste modo, dentro de dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações.


Jeremias tomou seu caminho e saiu andando.

Certamente pensando consigo mesmo e com Deus naquelas mentiras que o falso profeta dizia.

Assim como nós mesmo pensamos quando vemos tais barbaridades anunciadas por aqueles que se dizem ser de Deus.

Para Jeremias certamente a opção mais segura e evidente seria se afastar.

Mas esta não era uma questão para passar em branco diante de Deus e o Senhor disse a Jeremias que voltasse e falasse ao falso profeta as seguintes palavras:

Assim diz o SENHOR: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farás jugos de ferro.

Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel:

Jugo de ferro pus sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei de babilônia, e servi-lo-ão, e até os animais do campo lhe dei.

E disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias:

Ouve agora, Hananias: Não te enviou o SENHOR, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras.

Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; este ano morrerás, porque falaste em rebeldia contra o SENHOR.

E morreu Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.


Muitas questões precisam ser tratadas no nosso meio.

E Deus vai fazer isso.

Assim como em Jerusalém caíram todas as palavras de Hananias e a cidade foi saqueada, muitas pessoas não se libertam do jugo de satanás por que não escutam mais a Palavra que liberta e sim aquela que faz sonhar.

Andar nas nuvens é o ideal cristão deste século mal.

Estamos cercados por más notícias.

Indo de encontro a isso, prega-se em muitos lugares um evangelho imaginário que ignora esses fatos.

Pessoas só pensando em prosperidade, curas, sinais, etc.

Não estamos longe da apostasia de muitos homens/mulheres de Deus.

Se hoje se prega sobre santidade tem que ter cuidado com a mensagem por causa do fulano ou do beltrano que tem uma vida irregular mas tem um ótimo dízimo e ou posição na igreja.

Então não pode ofendê-lo.

Somos profetas desta geração.

E para nós não pode existir mensagem pra massagear o ego de ninguém e sim a Palavra que vem de Deus.

É assim que devemos agir e pregar.

Que se levantem os porta vozes de Deus.

A falsa profecia não fica longe dos trabalhos de feitiçaria e adivinhações.

Basta você crer naquilo que o ser humano diz que tudo vai ficar bem.

A mensagem de exortação do Evangelho não é mencionada, e em vez disso espalha-se um evangelho do “sentir-se bem”.

Mas não devemos apontar para os outros sem olhar para nós mesmos, antes queremos aceitar essas exortações para nossa própria vida.

Muita gente hoje no evangelho só quer saber das bênçãos.

Cultos de exortação à santidade e ao temor não se faz mais.

Aquele que permanece indiferente a Jesus Cristo, e só quer as bênçãos que Jesus pode nos dar comete um erro que não poderá ser perdoado nem neste século nem no vindouro!

Para nossa meditação:

Judas 1:

1. Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo:

2. Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados. Contra os falsos mestres

3. Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.

4. Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo.

5. Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;

6. E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;

7. Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.

8. E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades.

9. Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.

10. Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.

11. Ai deles! porque entraram pelo caminho de Caim, e foram levados pelo engano do prêmio de Balaão, e pereceram na contradição de Coré.

12. Estes são manchas em vossas festas de amor,banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas;

13. Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.

14. E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;

15. Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.

16. Estes são murmuradores, queixosos da sua sorte, andando segundo as suas concupiscências, e cuja boca diz coisas mui arrogantes, admirando as pessoas por causa do interesse.

17. Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que vos foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;

18. Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências.

19. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito.

20. Mas vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,

21. Conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

22. E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento;

23. E salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne.

24. Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,

25. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.

E ainda mais um pouco;

“Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” (2 Co 11.13).

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras...” (2 Pe 2.1).

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).

“Porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm 16.18).

Pr. Adelcio Ferreira

Fonte: Link recebido por e-mail do autor.
http://semeandoapalavra.net/mes87.htm

Entendendo o Sermão Profético


As instruções de Jesus aos Seus discípulos no Monte das Oliveiras (o Sermão Profético) aparecem em Mateus 24-25, Marcos 13 e Lucas 17.20-37.

Esses são alguns dos textos mais importantes da Bíblia porque não apenas nos apresentam o último discurso do Senhor, mas também o Seu ensinamento profético mais extenso.

O Sermão Profético revela como Jesus interpreta as passagens proféticas cruciais do Antigo Testamento a respeito de Israel e das nações.

Ele serve como um inspirado esboço dos eventos do fim dos tempos.

Além disso, explica o julgamento divino de Israel , especialmente Sua restauração prometida no advento do Rei Messias e o estabelecimento do Seu reino messiânico.

Se interpretado adequadamente, o Sermão Profético permite à Igreja nesta época distinguir a si mesma da nação de Israel na Tribulação – o futuro “tempo da angústia de Jacó” – e dos eventos que vão caracterizar esse período anterior ao retorno de Cristo ao mundo.

Muita confusão profética tem resultado da falha em entender que o Sermão Profético envolve Israel, não a Igreja, e refere-se ao tempo (escatológico) futuro, não ao passado ou ao presente.

Mateus 24.1-14 explica o panorama histórico (vv. 1-3) que precipitou o discurso profético e descreve os sinais, ou “dores de parto” (juízos divinos da primeira metade da Tribulação, vv. 4-13) e a evangelização global que será proclamada na metade desse período (v. 14).

O cenário foi a última ocasião de Jesus e Seus discípulos na jornada a Jerusalém para adorar no Templo.

Cientes do pronunciamento de Jesus contra a nação e particularmente contra os escribas e fariseus (Ele tinha acabado de dizer: “Eis que a vossa casa vos ficará deserta” [Mt 23.38]), os discípulos talvez pensassem que um apelo pela unidade nacional simbolizada pelo Templo poderia amenizar a disposição de Jesus em relação ao julgamento da nação.

De fato, algumas seitas judaicas, como a de Qumran, esperavam que o Templo fosse destruído porque ele tinha um sacerdócio ilegítimo e tinha sido corrompido ritualmente; mas os discípulos sabiam que Jesus continuava a reverenciar o Templo como a
“casa de meu Pai” (veja Jo 2.16).[1]

Os discípulos também estavam impressionados, como a maioria naquele tempo, com a magnificência incomparável do Templo, que se tornara origem de orgulho nacional:

“Falavam alguns a respeito do templo, como estava ornado de belas pedras e de dádivas” (Lc 21.5).

Os discípulos fizeram a sua declaração nacional a Jesus assim que Ele deixou os limites da área do Templo.

Lá, esperando-O, eles começaram a chamar a atenção para os últimos acréscimos na estrutura do edifício que, de acordo com João 2.20, tinha sido edificado durante 46 anos:

“Mestre! Que pedras, que construções!” (Mc 13.1).


Vista do Monte das Oliveiras.

Talvez os discípulos também pensassem, como Aristeas em sua carta a Filócrates (Carta de Aristeas, 100- 101 a.C.), que o Templo era inviolável e invencível.

Consequentemente, eles estavam tentando compreender as afirmações de Jesus sobre o juízo.

Em todo caso, Jesus recorreu a ambas as idéias em Sua resposta inesperada de que todas essas pedras que eles Lhe haviam mostrado ruiriam violentamente no tempo do juízo.

Sem dúvida, enquanto os discípulos pensavam nessas palavras, concluíram que Jesus se referia ao ataque final a Jerusalém predito por Zacarias para o fim dos tempos, quando o Senhor destruirá as nações gentias e estabelecerá o reino messiânico (Zc 14.3-9).

Os discípulos acreditaram que esses eventos já estavam em andamento e logo aconteceria o clímax com a revelação pública de Jesus e o Seu reinado como Messias.

Entretanto, enquanto caminhavam com Ele na subida para o Monte das Oliveiras, o círculo íntimo dos discípulos decidiu que precisava de esclarecimento, especialmente em relação ao assunto da destruição do Templo e ao tempo para o qual Jesus tinha predito esses eventos.

Por isso, em Marcos 13.4, em particular, esses discípulos Lhe fizeram duas perguntas:

- “Dize-nos, quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se”.

A primeira questão diz respeito ao tempo específico da destruição do Templo; a segunda (composta de duas partes relacionadas), refere-se aos “sinais” que marcariam o advento de Jesus a Israel (no grego, parousia, “presença corporal”), como Messias no final dos tempos.[2]

A resposta de Jesus a essas questões constitui o ensino profético do Sermão Profético.

A primeira questão é tratada em Lucas 21.10-24 e a segunda em Mateus 24.4-31 e Marcos 13.1-27.


O Muro das Lamentações, a única porção do Segundo Templo que ainda hoje se encontra em pé.

Tem havido discussões consideráveis sobre se o Sermão Profético cumpriu-se no passado ou ainda está para se cumprir, como acreditam os futuristas.

Historicistas têm assegurado que a maioria dos eventos descritos (com exceção do advento de Cristo) já se cumpriu.

Preteristas afirmam que todos os eventos (incluindo o advento) foram especificamente cumpridos em 70 d.C.

Os discípulos também presumiram uma conexão entre a destruição do Templo e o advento do Messias.

Jesus proferiu o Sermão Profético para corrigir esses mal-entendidos e para proteger Seus discípulos do engano.

Eles poderiam equivocar-se por causa dos eventos que ocorreriam em sua geração, já que Jesus não viria corporalmente para restaurar Israel e estabelecer Seu reino messiânico depois que os romanos arrasassem o Templo.[3]

Portanto, Jesus começou Seu discurso com uma advertência:

“Vede que ninguém vos engane” (Mc 13.5).

Deixando de entender essa advertência, os preteristas têm-se perdido em sua interpretação, sendo obrigados a espiritualizar a profecia numa tentativa de forçar um cumprimento no primeiro século.

Entretanto, Jesus explicou que aquilo que os discípulos viam como eventos conectados, eram acontecimentos cronológicos e sequenciais, mas que não ocorreriam todos no mesmo espaço de tempo.


“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24.14).

Apesar das terríveis condições da Tribulação, é predito um dos maiores esforços evangelísticos na história :

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24.14).

Essa mensagem global, mesmo tendo os mesmos elementos do Evangelho da graça, ou seja, a fé em Jesus como Salvador, enfatiza o arrependimento concernente à vinda do Messias para derrotar as nações e estabelecer o reino messiânico para Israel.

Esse arrependimento é que reverterá a condição de desolação da casa de Israel (Mt 23.38-39; confira At 3.19-21).

Essa foi a mesma mensagem inicialmente pregada por João Batista e por Jesus durante Seu ministério terreno.

Entretanto, “o Evangelho do reino” não poderá ser proclamado novamente até que a nação [de Israel] retorne aos limites cronológicos da 70ª semana de Daniel.

O termo grego para “mundo”, em Mateus 24.14, significa “a terra habitada”, mas não pode limitar-se a uma região particular, pois deve incluir o mundo inteiro ocupado pelos gentios.

Esse é o “mundo” que Cristo virá julgar (At 17.31), o que está implícito na frase “Então virá o fim” (Mt 24.14).

Por essa razão essa evangelização global não pode ser limitada ao Império Romano do primeiro século.

Também não pode ter sido realizada entre 25 ou 30 anos após a ascensão de Cristo.

Do mesmo modo, a Grande Comissão não pode ter sido cumprida até 70 d.C., como afirmam os preteristas.

As boas-novas que o Senhor Jesus tem deixado para os que crerem no tempo futuro da angústia de Jacó é que as “dores de parto” não vão impedir o Evangelho do reino.

Em vez disso, os julgamentos irão magnificar sua mensagem, reforçar sua urgência e cumprir a promessa da profecia de Jeremias de que Israel “será livre dela” (Jr 30.7). (Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Randall Price é escritor e arqueólogo. Ele é presidente de World of the Bible Ministries.

Notas:

1. Para mais detalhes veja Randall Price, The Coming Last Days Temple (Eugene, OR: Harvest House, 1999).

2. Gerald B. Stanton, Kept From the Hour (Grand Rapids: Zondervan, 1956), 21.

3. Randolph O. Yeager, “Matthew 19- 28” em The Renaissance New Testament (Gretna, LA: Pelican Publishing Company, 1998), 277.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2008.

Fonte: www.chamada.com.br

Falsos profetas


Desde a queda no pecado existem brigas, ódio, assassinatos, homicídios, inveja, falsidade e engano. O autor do livro de Eclesiastes escreveu com razão: “...nada há que seja novo debaixo do sol” (Ec 1.9).

Já na época de Jeremias havia profetas pouco sóbrios, irrealistas e falsos, que desencaminhavam o povo com profecias enganosas.

Mesmo quando as nuvens da tempestade do juízo se ajuntavam mais densas do que nunca sobre Jerusalém, eles acalmavam o povo.

Suas declarações eram muito positivas e soavam edificantes, até mesmo encorajadoras aos ouvidos das pessoas.

Eles prometiam muito, inclusive a vitória.

Em comparação, os ouvintes recebiam as mensagens de Jeremias como destrutivas, austeras e deprimentes, e só percebiam nelas a perspectiva do juízo.

Tratava-se da justiça de Deus e da injustiça do povo, da sua falta de arrependimento e conversão.

Como Jeremias deve ter se sentido diante deles?

O falso profeta Hananias apresentava uma “mensagem maravilhosa” e tinha a ousadia, e até mesmo a insolência, de proclamá-la abertamente:

“No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, isto é, no ano quarto, no quinto mês, Hananias, filho de Azur e profeta de Gibeão, me falou na Casa do Senhor, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo:

Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia.

Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia.

Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da Babilônia” (Jr 28.1-4).


A isso Jeremias respondeu:

“Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém!

Assim faça o Senhor; confirme o Senhor as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do Senhor e todos os exilados. (...)

O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor” (vv. 6,9).


Hananias não ficou nem um pouco impressionado, mas fez o seguinte:

“Então, o profeta Hananias tomou os canzis do pescoço de Jeremias, o profeta, e os quebrou; e falou na presença de todo o povo:

Assim diz o Senhor: Deste modo, dentro de dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações.

E Jeremias, o profeta, se foi, tomando o seu caminho” (vv. 10-11).


Para Jeremias a única opção era o afastamento.

Mas o Senhor orientou-o para que voltasse até Hananias e lhe dissesse, entre outras coisas:

“...O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras.

Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor.

Morreu, pois, o profeta Hananias, no mesmoano...” (vv. 15-17).


Todas as profecias mentirosas de Hananias foram soterradas pela areia da fantasia, pois Jerusalém foi definitivamente conquistada e todos os utensílios foram retirados do templo.


A mensagem de exortação do evangelho não é mencionada, e em vez disso espalha-se um evangelho do “sentir-se bem”.

Em uma carta, Jeremias teve de escrever o seguinte aos líderes de Israel e a todo o povo que Nabucodonosor tinha levado para a Babilônia:

“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhadores, que sempre sonham segundo o vosso desejo; porque falsamente vos profetizam eles em meu nome; eu não os enviei, diz o Senhor” (Jr 29.8-9).

É interessante a proximidade significativa entre as falsas profecias e a adivinhação.

A situação hoje não é muito diferente: profecias bíblicas estão para se cumprir.

A princípio as perspectivas não são boas, pois as nuvens da tribulação que se aproximam estão cada vez mais densas.

Estamos cercados por más notícias.

Indo de encontro a isso, prega-se em muitos lugares um evangelho puramente “positivo”, que ignora esses fatos e é recebido com atenção crescente:

– Avivamentos e curas são prometidos em larga escala.

E embora, depois das reuniões, os doentes sejam tirados dos palcos ainda nas mesmas cadeiras de rodas nas quais chegaram, quase ninguém nota isso.

O importante é o show!

– Faz-se do pecado algo inofensivo e fortalece-se a fé em si mesmo.

– A mensagem de exortação do Evangelho não é mencionada, e em vez disso espalha-se um evangelho do “sentir-se bem”.

Menciono alguns paralelos:

As advertências dos apóstolos são claras em relação aos últimos tempos, e não podemos negar que elas sejam cada vez mais pertinentes aos nossos dias:

“Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” (2 Co 11.13).

“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras...” (2 Pe 2.1).

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).

“Porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm 16.18).



As maiores heresias, opiniões equivocadas e seitas surgiram pela interpretação errada da Palavra de Deus.

Mas não devemos apontar para os outros sem olhar para nós mesmos, antes queremos aceitar essas exortações para nossa própria vida.

É claro que o Senhor pode falar de forma muito pessoal conosco por meio de uma palavra qualquer; provavelmente todo cristão pode testemunhar que isso acontece, alegrando-se com esse fato.

Ainda assim não podemos aplicar os versículos bíblicos de forma aleatória e tola à nossa própria situação.

Um exemplo: há algum tempo precisei ir com urgência à cidade de Hannover para conduzir um funeral.

A previsão do tempo era a pior possível, havia alerta de tempestade, fortes nevascas, as ruas estavam escorregadias e os voos estavam muito atrasados ou eram até cancelados.

Alguns irmãos na fé aconselharam-me a não voar de jeito nenhum; seria muito melhor se eu viajasse com o trem noturno.

Quanto mais eu prestava atenção aos amigos e ao meu próprio amedrontamento, mais inseguro ficava.

Naquela noite tivemos uma reunião de oração.

Alguns minutos antes do início abri minha Bíblia na esperança de, talvez, encontrar uma resposta ali.

Meu olhar caiu sobre Lamentações 1.1-2:

“...Tornou-se como viúva... Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console...


Lembrei da minha esposa – e fiquei ainda mais inseguro.

Será que eu deveria viajar de avião?

Conversei com ela em casa e ela disse que, em sua opinião, eu deveria voar despreocupadamente, pois voltaria são e salvo para casa.

E, graças a Deus, foi o que aconteceu.

Essa insegurança pode surgir quando arrancamos as passagens de seu contexto.

É preciso estar atento para que tudo aquilo que ensinamos, pregamos ou aprendemos em nossa “hora silenciosa” corresponda ao fundamento bíblico e não seja arrancado de seu contexto.

A Palavra de Deus não pode ser simplesmente moldada a fim de confirmar nossa opinião pré-concebida.

Infelizmente, algumas traduções, versões ou comentários da Bíblia não raro são adaptadas a certas tradições.

Tenta-se manter e endurecer opiniões tradicionais próprias por meio de versículos bíblicos.

Mas assim a Bíblia é rebaixada a objeto e nós mesmos nos elevamos à condição de sujeitos.

Basta lembrar da questão do sábado, da observação das festas e feriados judaicos, da ingestão de alimentos, do batismo e de outros temas semelhantes.

Não importa se parece positivo ou negativo: se não corresponder ao ensino geral da Escritura Sagrada, não vale nada.

Mesmo o diabo tentou fazer com que Jesus caísse usando versículos da Palavra de Deus arrancados de seu contexto (Mt 4.3ss).

E, como ele fazia e ainda continua fazendo isso, tudo o que ele diz é mentira, mesmo se referindo à Palavra de Deus.

As maiores heresias, opiniões equivocadas e seitas surgiram pela interpretação errada da Palavra de Deus.

Mais um exemplo de como não se deve agir: um filho de Deus querido e devotado às vezes sofre com pensamentos depressivos.

Durante uma dessas fases ele teve dúvidas acerca da certeza de sua salvação.

Ele conta que pensou várias vezes nos versículos de Hebreus 12.16-17, que dizem:

“nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura.

Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado”.


Mas no caso de Esaú não se tratava de um filho de Deus que tinha pecado, mostrado contrição e, ainda assim, se perdido.

Não: Esaú era antes de mais nada um ímpio, que vivia dessa forma e tinha desprezado conscientemente o seu direito à primogenitura.

Esaú estava muito próximo da promessa destinada a ele, mas a rejeitou com desprezo, não a considerou e nem tomou posse dela.

Mais tarde ele também quis herdar uma bênção, mas não era a bênção de Deus.

As lágrimas de Esaú não foram derramadas em contrição.

Ao contrário, ele tentou obter a bênção por meio de lágrimas – sem arrependimento.

O caso de Judas foi parecido, pois ele sentiu remorso, mas não se arrependeu (Mt 27.3-5, veja também 2 Co 7.10).

Em outro trecho, a Bíblia diz a respeito de Esaú:

“Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” (Rm 9.13).

Isso significa que não havia nada em Esaú que o Senhor pudesse ter amado: nenhuma sinceridade, nem um pingo de integridade ou de busca pelo favor do Senhor, bem ao contrário de Jacó, que no auge do sofrimento de sua alma orou:

“...Não te deixarei ir se me não abençoares” (Gn32.26).

É assim que a ira de Deus se manifestou contra Esaú e permanece sobre qualquer pessoa que rejeita a fé em Jesus (cf Jo 3.36).

Portanto, a questão não é se um nascido de novo pode se perder, mas que uma pessoa que não nasceu de novo, que vive sem Deus, que está perto da redenção (como Esaú) e tem a promessa, perde a salvação porque, em última instância, rejeita a opção e não a aceita para si.

Muitos judeus, a quem a Epístola aos Hebreus fora dirigida, só se importavam com as bênçãos, isto é, as vantagens do cristianismo (Hb 10.29), mas não com Jesus.

Aquele que permanece indiferente a Jesus Cristo, a indizível dádiva de Deus, comete um erro que não poderá ser perdoado nem na eternidade! (Norbert Lieth
http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2006.

Norbert Lieth será um dos preletores do 11º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 21 a 24/10/2009.


Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Recentemente, em nossos comentários, abordamos a situação de haver questionamentos sobre a pregação das profecias dadas por Deus, através dos profetas bíblicos.

Chegamos a citar o versículo, abaixo, que nos orienta a ouvir, ler e guardar as profecias:

Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo" (Apocalipse 1. 3)

Poder-se-ia dizer que a orientação bíblica é tão somente "ler",
"ouvir" e "guardar".

Temos que recorrer ao que Deus disse, através de Paulo:

Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue?" (Romanos 10. 14).

Para que alguém ouça é necessário haver quem pregue.

E o versículo alerta: pois o tempo está próximo.

Há que se falar sobre as profecias no sentido de alertar que o fim está próximo, os acontecimentos mundiais, principalmente no Oriente Médio apontam para isso.

Todas as profecias já cumpridas aconteceram exatamente como elas foram pregadas.

As que estão se cumprindo, nos dias de hoje, também acontecem literalmente como nos foram deixadas pelo Senhor.

Não há porque não crer que não se cumprirão as que ainda não aconteceram, que são exatamente as que se referem aos dias do fim.

Se Deus foi exato no passado, tem sido no presente, sê-lo-á no futuro [bem próximo aliás].

Mas é preciso estarmos alertas para os "falsos profetas", como muito bem explanou, acima, o autor Norbert Lieth.

Todo profeta deve ser testado, conforme nos ensina a Palavra de Deus, e se ele não declarar, de própria voz, que Jesus Cristo é o Filho de Deus, que veio em carne para salvá-lo, é um falso profeta (I João 4. 12).

Já alertamos, também, para os que pregam um palavra "fácil", evitando mostrar a Verdade em função de querer agradar os ouvidos dos interlocutores, afagar-lhes o "ego" (Só dizer o politicamente correto).

Deus anuncia, também, além do amor, da paz, da misericórdia, da graça salvadora através da fé em Jesus, dias difíceis, a tribulação para os que não aceitaram o Senhor Jesus como Salvador, não se tornaram "família de Deus", não seguiram as recomendações bíblicas, e, por isso, não serão arrebatados, ficando para trás, via de consequência passando pela grande tribulação referida por Jesus (Mateus 24. 21).

Mas, no final da Tribulação, do dia mau, do dia da ira, Ele voltará com os salvos, para reinar sobre as nações, a partir de Israel.

Maranata! [Ora vem Senhor Jesus].

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Israel e a Europa


Voltei recentemente de uma viagem à Alemanha onde atuei como conferencista num congresso profético. Muitos participantes daquele encontro demonstraram interesse em conhecer o papel desempenhado pela Europa na profecia bíblica, bem como queriam saber se a União Européia poderia ter alguma relação com o futuro reino do Anticristo.

Eu lhes respondi que há a possibilidade de que a União Européia seja uma espécie de preparação para o reino do Anticristo durante a Tribulação.

Suponho que, no fim, os Estados Unidos se envolverão cada vez menos na tentativa de solucionar o problema de Israel no Oriente Médio e que a União Européia se envolverá cada vez mais nesse processo.

Um ou dois dias depois de chegar em casa, li a seguinte manchete na internet:

“A União Européia espera exercer um papel na segurança de Israel”.[1]

<>A União Européia envolve-se em Israel

No artigo citado, Aaron Klein relata que fontes de informação lhe revelaram a existência de negociações secretas em andamento entre autoridades do governo israelense de Olmert, representantes palestinos do governo do presidente Abbas, o Egito na qualidade de mediador e a União Européia, com a contribuição dos Estados Unidos.

Klein faz a seguinte observação: “Ao falar sob a condição de que seu nome não fosse revelado, um assistente de Javier Solana, chefe de política externa da União Europeia, declarou que haverá uma evolução e mudanças políticas históricas nas negociações, num prazo de algumas semanas ou poucos meses, algo que não se via desde as conversações de paz de Camp David em 2000”.[2]

(Nunca se esqueçam de que o Tratado de Oslo também foi negociado em sigilo para, depois, vigorar sobre o povo israelense praticamente como uma imposição).

“Segundo fontes diplomáticas, Israel teria concordado em entregar a Cisjordânia aos palestinos num acordo com o presidente Abbas”.[3]

Voltamos de novo ao mesmo ponto, à fracassada política de ceder terras em troca de paz, que sempre tem trazido mais morte do que paz para Israel.



Cartaz da União Européia: “Europa - muitas línguas, uma voz” - uma clara referência a Babel.

De acordo com essas informações, a maior parte da Cisjordânia passaria ao controle palestino numa transição durante a qual a Cisjordânia, a princípio, sairia do controle israelense para o mando da União Europeia e, por fim, seria entregue ao governo palestino.

Com a União Europeia que, pelo que parece, encontra-se no limiar de substituir os Estados Unidos na qualidade de principal influência externa no Oriente Médio (pelo menos em Israel), as coisas podem se encaminhar para uma realidade muito mais próxima daquela que a Bíblia prevê para os personagens que estarão envolvidos na aliança que marcará o início do período da Tribulação.

Os personagens envolvidos são Israel e o revivificado Império Romano, do qual a União Europeia parece ser a precursora nessa montagem do palco.

Klein nos conta o seguinte:

“Fontes da União Europeia em Israel informaram ao WorldNetDaily que seus gabinetes aqui [i.e., em Israel] estão contratando novos funcionários a fim de lidarem com questões de segurança, relações públicas, diplomacia e coordenação regional.

Elas afirmam que a expectativa é de que haja um aumento na carga de trabalho em virtude das iniciativas diplomáticas sigilosas que, segundo dizem, podem resultar numa retirada israelense da Cisjordânia”.[4]

A aliança de Israel com a morte

O texto de Daniel 9.27 declara:

“Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana; na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”.

O pronome “ele”, mencionado no início do versículo, refere-se ao vindouro Anticristo.

Por quê?

Porque o antecedente mais próximo é uma nítida referência dele, conforme se lê: “e povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário” (Dn 9.26).

Tal predição diz respeito à destruição de Jerusalém e do templo no ano 70 d.C.

Portanto, o pronome “ele” faz alusão a alguém que viria depois daqueles que destruíram a cidade de Jerusalém e seu templo em 70 d.C.

Esse alguém é o Anticristo, o qual, na qualidade de representante do ressurgido Império Romano, cumprirá os eventos descritos em Daniel 9.27 na metade da septuagésima semana de Daniel, conhecida como a Tribulação, que ainda está por vir.

Mais informações detalhadas sobre esse ressurgimento do Império Romano podem ser encontradas nos capítulos 2 e 7 do livro de Daniel.


Uma versão da moeda de 2 euros (aquela que representa a Grécia) ostenta a figura da mulher montada na besta.

O profeta Isaías enuncia a razão pela qual o povo de Israel concordará em fazer tal aliança com o Anticristo (Is 28.14-22).

Como sempre ocorreu em sua história pregressa, a nação de Israel aceitará a aliança com o Anticristo na tentativa de obter segurança e proteção contra os inimigos que a acossarão de todos os lados.

O versículo 15 afirma: “Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte e com o além fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque, por nosso refúgio, temos a mentira e debaixo da falsidade nos temos escondido”.

Ao invés de firmar uma aliança de vida, como os líderes de Israel pensarão ter feito, a nação terá nesse pacto o marco inicial da Tribulação, o qual, na realidade, se constituirá numa “aliança com a morte” (Is 28.15,18).

Em vez de ganhar proteção com a supervisão européia, Israel sofrerá o “dilúvio do açoite” (Is 28.15,18), uma metáfora que descreve a invasão militar.

O versículo 18 diz: “A vossa aliança com a morte será anulada, e o vosso acordo com o além não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, sereis esmagados por ele”.

Mais tarde, por ocasião da metade do período da Tribulação, esse Anticristo romano, que no início da Tribulação dará garantia de proteção à nação de Israel, voltar-se-á contra o povo judeu e começará uma era de perseguição como nunca se viu (cf. Mt 24.15-22; Ap 12.1-7).

Entretanto, será exatamente em meio a esse “açoite”, ao passarem pela experiência de serem “esmagados”, que os judeus, por fim, constatarão o fato de que Jesus de Nazaré era o seu Messias e O invocarão em busca de livramento.

O mundo inteiro parece mover-se rapidamente em direção a esse momento, o tempo da Tribulação.

A União Européia e os símbolos satânicos

Também é interessante observar que a União Europeia parece ser atraída por símbolos bíblicos que são utilizados para representar os oponentes de Deus.

É fato que a bandeira da União Europeia possui doze estrelas, as quais são uma idéia originária do inegável símbolo da mulher mencionada em Apocalipse 12.1; porém, o sentido contextual da colocação daquelas doze estrelas é diferente do sentido das Escrituras Sagradas.

No contexto da União Européia, eles se aproveitaram de um símbolo divino e o perverteram para identificá-lo como o principal símbolo de sua união.






A Torre de Babel (pintura de Brueghel) e o prédio do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França) - observe o formato de torre inacabada.

Outro importante símbolo da União Européia é o da Europa – uma mulher montada numa besta.

Isso tem nítida relação com o texto de Apocalipse 17, onde a mulher é identificada como uma prostituta montada na besta, uma simbologia que retrata o Anticristo e seu reino.

Uma versão da moeda de 2 euros (aquela que representa a Grécia) ostenta a figura da mulher montada na besta.

Por que há um fascínio tão forte por essa simbologia claramente satânica?

Os governantes da União Européia são homens inteligentes, de boa formação educacional.

A realidade é que tais líderes devem conhecer muito bem o significado bíblico dos símbolos que utilizam para representar a UE.

Eu creio que eles, deliberada e intencionalmente, escolheram esses símbolos porque aspiram uma posição muito elevada para a União Europeia.

No conjunto de suas ambições encontra-se o governo mundial.

O edifício-sede do Parlamento Europeu em Estrasburgo

Durante nossa recente viagem à Alemanha, tomamos a decisão de ir à França para ver com nossos próprios olhos o novo prédio do Parlamento Europeu em Estrasburgo.

Eu já tinha ouvido falar a respeito dele, mas queria vê-lo pessoalmente, enquanto estava de viagem naquela região.

Exatamente como outros disseram, seu projeto arquitetônico assemelha-se a uma Torre de Babel inacabada.

A implicação aludida nessa semelhança é a de que a União Europeia está a caminho de, finalmente, unir o mundo inteiro.

Esse, naturalmente, será o desejo e o objetivo do Anticristo...

Eu estava lá exatamente no momento em que se abria uma nova sessão do Parlamento; havia um burburinho de vozes oriundo dos membros em atividade e do pessoal da segurança.

Foi realmente impressionante ver esse lugar.

Conclusão

Percebemos em nossos dias o crescente isolamento de Israel no cenário mundial, o que leva o povo judeu a realizar esforços para fazer alianças humanas que lhe proporcionem segurança, em vez de buscar a estabilidade no Senhor.

Virá o dia no qual surgirá um líder europeu que, aparentemente, solucionará a crise no Oriente Médio pela instrumentalidade de uma aliança.

Enquanto isso, Deus, através dos acontecimentos atuais, prepara o ressurgimento do Império Romano, que será a etapa final do reino humano, caracterizada pelos mais desmedidos esforços na luta contra o Deus Todo-Poderoso.

Por toda parte ao nosso redor, há indícios precisos de uma efetiva montagem do cenário mundial.

Para percebê-los, basta que saibamos olhar na direção certa e da maneira correta.

Essa sequência de acontecimentos abre caminho para os eventos maiores que se desenrolarão durante a Tribulação.

Enquanto Deus prepara o mundo em que vivemos para o juízo, o crente em Cristo deve estar continuamente pronto para o serviço do Senhor; numa espera vigilante da iminente volta de nosso Senhor nas nuvens, para arrebatar a Sua noiva.

Maranata! (Thomas Ice - Pre-Trib Perspectives - http://www.beth-shalom.com.br)

Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center em Lynchburg, VA (EUA). Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profética.

Notas:

1. Aaron Klein, “EU expecting role in Israel s security”, publicado no WorldNetDaily, edição de 24 de janeiro de 2007.

2. Idem.

3. Ibidem.

4. Ibidem.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 2008.

Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Note-se que o artigo acima é de julho de 2008 (data da publicação), bem anterior, pois, à eleição de Barack Obama como presidente dos EUA, o que aparentemente não mudou muita coisa.

Embora esteja se destacando agora, início do seu mandato, quando pretende forçar Israel a ceder terras e a admitir a criação da Nação Palestina, na verdade [quase que sigilosamente] o representante da União Europeia para assuntos do Oriente Médio, Tony Blair, tem feito movimentos muito importantes para alcançar a Paz mediante acordo entre Israel e a Autoridade Palestina.

Há que se lembrar, ainda, que pelo contexto bíblico, será o Império Romano restaurado a peça mais importante nesses momentos finais; não podemos esquecer, também, que Blair, ex-Primeiro Ministro da Inglaterra, é de origem judia.

Poderá ser ele o lider europeu que instrumentalizará a aliança [nos termos bíblicos].

O que se nos apresenta é o "palco" montado para os dias finais, quando Jesus voltará para reinar sobre as Nações a partir de Israel.

Maranata! [ora vem Senhor Jesus]

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

O futuro governo mundial

Dentro de pouco tempo, um governo cruel, perverso e totalitário, mas com um discurso impecável de paz, amor e fraternidade, tomará conta do planeta Terra.

Nada pode impedir que isso aconteça.

Os Estados Unidos, depois de um colapso repentino e misterioso, serão impotentes, um mero peão no desenrolar dos acontecimentos.

Mas será que essa transformação será provocada pelos lendários Trilateralistas?

Não!

A conspiração é muito maior do que isso e poderosa demais para ser controlada pelos Trilateralistas.

Há muitos rumores alarmistas de que importantes líderes políticos de Washington estariam envolvidos numa conspiração para trair os interesses nacionais dos Estados Unidos.

Esses homens, todos membros ou ex-membros da Comissão Trilateral e/ou do Conselho de Relações Exteriores (CFR, em inglês), estariam trabalhando lado a lado com certos líderes comunistas importantes numa conspiração internacional para estabelecer um governo mundial [...].

Não há dúvida de que esses relatos têm um fundo de verdade.

Mas as pessoas invariavelmente exageram quando se referem aos Trilateralistas e ao pessoal do CFR, parecendo atribuir onisciência e onipotência aos “internacionalistas”.

De fato, membros de várias organizações políticas importantes, tanto nos EUA como no exterior, fazem parte de uma conspiração internacional para estabelecer um governo mundial.

Mas será que isso é tão ruim assim?

De que outra forma pode haver uma paz mundial justa e duradoura?

Com certeza, um governo mundial não seria considerado algo ruim, mas sim a maior esperança de se evitar um holocausto nuclear.

Porém, muitos argumentam que esse governo só poderia ser estabelecido através do sacrifício de liberdades preciosas para o Ocidente [...].

Em vários de seus livros, H. G. Wells parece ter previsto com precisão assustadora os passos que levarão ao surgimento do futuro governo mundial.

Embora defendesse um socialismo internacional benevolente, ele não tinha ilusões com relação ao Comunismo, que rejeitou com estas palavras:

Na prática, vemos que o Marxismo [...] recorre a atividades perniciosamente destrutivas e [...] é praticamente impotente diante de dificuldades materiais.

Na Rússia, onde [...] o Marxismo foi testado [...] a cada ano fica mais claro que o Marxismo e o Comunismo são desvios que se afastam do caminho do progresso humano [...].

O principal erro dessa teoria é a suposição simplista de que pessoas em situação de desvantagem se sentirão compelidas a fazer algo mais do que a mera manifestação caótica e destrutiva de seu ressentimento [...].

Nós rejeitamos [...] a fé ilusória nesse gigante mágico, o Proletariado, que irá ditar, organizar, restaurar e criar [...].

Em vez disso, Wells previu que a nova ordem mundial estaria nas mãos de “uma elite de pessoas inteligentes e com um pensamento religioso”.

A religião desses conspiradores sinceros, que Wells explicou e confessou seguir, é exatamente o que a Bíblia descreve como a religião do futuro Anticristo!

Mas poucas pessoas perceberão isso, pois todos estarão muito empenhados em salvar o mundo do holocausto nuclear.

Seus objetivos serão tão sinceros e parecerão tão lógicos: uma paz genuína e duradoura só pode ser obtida através do controle mundial sobre os interesses nacionalistas que, de outra forma, geram disputas por territórios, recursos, riqueza e poder, provocando guerras para atingir seus objetivos [...].

Criado pela mãe para ser evangélico, Wells tornou-se um apóstata inimigo de Cristo.

Amigo íntimo de T. H. Huxley, Wells era ateu e ávido evolucionista.

Porém, tinha uma religião, uma crença de que uma elite de homens-deuses evoluiria no tempo oportuno, “tomaria o mundo em suas mãos e criaria uma ordem racional”.

O mundo seria transformado através dessa religião apóstata.

Duvido que Wells soubesse que estava profetizando o cumprimento de uma profecia bíblica:

“Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição”.

Entretanto, Wells parecia saber que isso não aconteceria em sua geração, mas ocorreria provavelmente na seguinte:


Alguma coisa importante está tomando forma – um imenso e crescente movimento popular cujo caráter é mais religioso do que político, embora não no sentido comum da palavra.

Para a minha geração, desempenhar o papel de João Batista deve ser a maior ambição.

Podemos proclamar e revelar o advento de uma nova fase da fé e do esforço humano.

Podemos indicar o caminho cuja descoberta tem sido o trabalho de nossa vida [...].

Aqui – dizemos – está a base para um mundo novo.

A idéia de um governo mundial está em circulação há muito tempo.

A novidade hoje é o fato de que quase todo mundo está chegando à mesma conclusão e, no desespero do momento, milhões de pessoas estão fazendo algo a respeito [...].

Como H. G. Wells previu, a “conspiração” agora se tornou um movimento evidente que envolve centenas de milhões de
“crentes”.

A maioria desses “conspiradores declarados”, como Wells profetizou, tem em mente uma unidade mundial baseada mais no relacionamento interpessoal do que propriamente num governo, como querem os internacionalistas.

A maior demonstração de que isso já é totalmente possível são as redes formadas por milhares de grupos de cidadãos comuns trabalhando em conjunto, no mundo inteiro, no novo e poderoso movimento pela paz.

Isso também parece ter sido previsto por Wells, que escreveu:

“O que estamos procurando alcançar é a síntese, e esse esforço comunal é a aventura da humanidade”.

Alguma coisa importante está tomando forma – um imenso e crescente movimento popular cujo caráter é mais religioso do que político, embora não no sentido comum da palavra.

É uma nova espiritualidade, um misticismo grande demais para ser confinado nos limites estreitos de qualquer religião.

O Dr. Fritjov Capra, brilhante físico-pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley, declarou:

Vivemos hoje num mundo interconectado globalmente [...] que requer uma perspectiva ecológica [...] uma nova visão da realidade, uma transformação fundamental das nossas idéias, percepções e valores [...].

É interessante o que H. G. Wells declarou, ao escrever sobre a “conspiração declarada” que acabaria por estabelecer a nova ordem mundial:

“Esta é a minha religião [...] a verdade e o caminho da salvação [...].

Ela já está se desenvolvendo em muitas mentes [...] uma imensa e esperançosa revolução na vida humana [...]”.

Existem evidências suficientes de que o que Wells previu está finalmente acontecendo.

Isso não é obra do acaso e já está grande demais para ser controlado pelos Trilateralistas [...].

Estamos diante não só de um futuro governo mundial, mas também de uma futura religião mundial.

Na era espacial, ela precisará ter o aval da ciência.

Mas que religião seria essa?

Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que, se a Bíblia chama seu líder de Anticristo, então ela tem que ser anticristã.

Entretanto, o próprio Senhor Jesus avisou que esse homem fingiria ser o Cristo e que seu disfarce seria tão astuto e convincente que enganaria “se possível, os próprios eleitos”.
(Dave Hunt, The Berean Call - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, abril de 2009.

Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do Sê Fiel
Nova Ordem Mundial


Esta expressão já é repetida por governantes mundiais, no mínimo, desde a década de sessenta.

Também vem da mesma época o fato de que a New Age [Nova Era] vem "fazendo a cabeça" da humanidade para isso, incrustada que está em todos os segmentos da sociedade: social, educacional, cultural, econômico, espiritual, etc.

Mas a New Age não tem planos apenas no campo político, no sentido de implantar um Governo Mundial Único, ela espera o "novo Avatar", o senhor Maytréa, o Cristo da Nova Era; ou seja, ela espera o anticristo que há de governar o mundo nos dias do fim, como já temos comentado em artigos anteriores, e será também o "messias" da nova religião mundial [a Nova Era].

A humanidade já está tão habituada com o vocabulário da Nova Era, com os "costumes" que ela vem introduzindo nas diversas camadas sociais, inclusive, e principalmente, nas religiões, que já se torna difícil saber quem é ou não é um dos seus.

Na questão "religiosa" ela admite qualquer credo, qualquer religião, qualquer doutrina, desde que não seja parte da "cultura judaica ou cristã".

Ela prega a falsa doutrina que todos os caminhos conduzem a Deus, o que é radicalmente contrário ao que crê o cristianismo, que ensina o que Jesus disse:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6), e também não encontra respaldo no judaismo, tendo em vista que o Deus é o mesmo dos cristãos, o qual disse que é o único Deus (Deuteronômio 6. 4 - Marcos 12. 29), e que fora dele não há salvação (Atos 4. 12).

Há indagações da razão pela qual falar em "arrebatamento",
"tribulação", "manifestação do anti-cristo", "segunda vinda de Jesus", etc.

Por que não só falar que "Deus é amor"; que "Deus nos ama tanto que deu seu filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"; que "a salvação é pela graça, e não por obras para que ninguém se glorie"?

Seria excelente limitar a pregação somente a essas verdades bíbicas, mas o mundo está tão conturbado, tão avesso a ouvir falar em salvação, e, simultaneamente, ouvir tantas falsas doutrinas que pregam uma salvação "fácil", pois baseada no "engano" proposto por Satanás, que não podemos e nem devemos deixar de alertá-la.

Pregar, ensinar, testemunhar sobre as profecias, principalmente as do tempo do fim é bíblico (Apocalipse 1. 3) sendo necessário estudar, ensinar, falar sobre elas, sobre o dia do fim que se aproxima:

"Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo".

É importante que a humanidade saiba que quem não estiver em Cristo será deixado para trás, passará pela tribulação, será perseguido e morto pelo anticristo, e na segunda vinda de Jesus será separado à esquerda, como "cabritos", pois do outro lado ficam as "ovelhas" [os cristãos] que adentrarão ao Reino (Mateus 25. 31 a 46).

A Nova Era, movimento não institucional, ainda não é uma religião, mas assim se tornará, quando o anticristo se manifestar, e os sinais presentes estão mostrando que cada vez estamos mais próximos dos acontecimentos finais, anunciados nas profecias, o que culminará com a volta de Jesus para reinar sobre as nações, a partir de Israel.

Maranata! (Ora vem Senhor Jesus)
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

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