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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Babelismo - doença incurável




Babelismo, uma doença incurável

A atração pelas coisas grandes é uma doença da humanidade e parece incurável.

Começou a mais de 2 mil anos antes de Cristo, quando a sociedade de então se reuniu e decidiu:

"Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus.

Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra" (Gn 11.4).

Porém, a famosa Torre de Babel, a primeira torre a ser construída, não foi terminada.

Qualquer projeto ambicioso no tamanho (feito para ser “o maior do mundo”) e na intenção (feito para ter nome famoso) poderia chamar-se “babelismo”.

O babelismo moderno está construindo o “Oasis of the Seas”, o maior transatlântico do mundo, que terá dezesseis andares e poderá hospedar 5.400 turistas, e a “Freedom Tower”, a mais alta torre habitada do mundo.

Essa torre terá 541 metros e está sendo construída no mesmo lugar onde estavam as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, derrubadas por terroristas em 2001.

Os crentes precisam tomar cuidado com as megaigrejas.

Elas podem ser portas abertas para o babelismo em sua versão religiosa.

Elben M. Lenz César

Fonte: www.ultimato.com.br

Sede vigilantes!


Sede vigilantes
Norbert Lieth


Entre os médicos cresce a curiosidade acerca do inexplicável sucesso dos curandeiros, paranormais, médiuns e outros terapeutas espirituais.

Sua fama é discutível, sua situação legal é duvidosa, mas mesmo assim eles registram uma grande afluência de "pacientes": curandeiros estão em alta.

E agora eles estão buscando trabalhar em conjunto com a pesquisa e a medicina tradicionais.

Uma paciente entusiasmada relatou que seu câncer regrediu depois que lhe impuseram as mãos, uma alcoólatra alega ter sido liberta pelos espíritos e um paciente que sofria do Mal de Parkinson diz ter sido curado de sua doença.

Tudo ilusão.

A mulher que tinha câncer não apresentou nenhum boletim médico; o doente curado do Mal de Parkinson mencionou na frase seguinte seu breve retorno à clínica espiritualista.

E a libertação do vício do álcool por forças espirituais "é muito duvidosa", afirma Harald Wiesendanger: curas desse tipo não resistem a um primeiro exame superficial... (SZ, nov/96)

Em nossos dias cresce a busca por poderes ocultos, a visita a curandeiros e paranormais; um verdadeiro boom pode ser observado atualmente.

Mas nessa mesma proporção as pessoas vão se afastando mais e mais da Bíblia e de Deus.

O cristianismo não é mais valorizado; o esoterismo está na moda.

A Bíblia nos alerta, falando dos dias queantecedem a volta de Jesus, com as palavras:

"...o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira" (2 Ts 2.9).

A terra cada vez mais é preparada para o dia em que o anticristo pisar no palco deste mundo, para fazer "sinais e prodígios da mentira".

É o que mostra, por exemplo, um artigo do boletim "Topic" (5/96):

Pesquisa da revista "Focus": de cada dois alemães, um se interessa por esoterismo

Uma pesquisa realizada pela revista alemã "Focus" revelou que quase a metade da população alemã acredita que sua vida pode ser enriquecida através de técnicas de meditação ou sabedoria oriental.

Da mesma maneira a metade dos alemães é adepta de métodos alternativos de terapia, como o Ayurveda indiano ou a terapia dos florais de Bach.

Quase 40% dos entrevistados disse ter certeza de que existem pessoas com poderes ocultos (médiuns, curandeiros, videntes, etc).

Conforme a análise da "Focus", agora a Nova Era colhe os seus frutos sob a forma de uma avalanche esotérica.

O esoterismo se alastra cada vez mais nas diversas áreas da vida.

Assim, academias de ginástica tradicionais passaram a oferecer cursos de ioga.

Empresas enviam seus funcionários a seminários esotéricos, e os adeptos da alta tecnologia dançam quase o puro esoterismo na forma de rituais de dança xamanistas.

Atualmente o esoterismo movimenta valores na altura de 10 milhões de dólares por ano apenas na Alemanha.

William McDonald escreve o seguinte acerca do inimigo que está por trás de todos os fenômenos ocultos:

Seus truques

Estamos plenamente conscientes dos planos de Satanás.

Pensemos apenas nos métodos que ele utiliza:

Engano: Ele é o pai da mentira e mentiroso desde o princípio (Jo 8.44).

Ele se mostra como anjo de luz e envia seus mensageiros camuflados como servos da justiça (2 Co 11.14-15).

Ele torce a Palavra de Deus (Gn 3.1ss).

Ele realiza milagres e sinais enganosos (2 Ts 2.9).

Ele tenta semear dúvidas e difamação e procura afastar os filhos de Deus de uma entrega séria e pura a Cristo (2 Co 11.3).

Ele leva as pessoas à mentira (At 5.3).

Difamação: Ele acusa os irmãos dia e noite (Ap 12.10).

Imitação: Ele imita tudo que é divino.

Ele deu aos magos egípcios o poder de imitarem os milagres de Moisés (2 Tm 3.8).

O joio no reino (filhos do mal) imita o trigo (filhos do reino) (Mt 13.38).

J. Oswald Sanders escreve:

"Não é sem motivo que Agostinho o chama de "simius dei", o macaco ou imitador de Deus.

Ele tem sua própria trindade: o diabo, a besta e o falso profeta; sua própria igreja:

- a sinagoga de Satanás (Ap 2.9);

- seus próprios servos: os servos de Satanás (2 Co 11.15);

- seu próprio evangelho: um outro evangelho (Gl 1.6);

- sua própria teologia: ensino de demônios (1 Tm 4.1);

- seus sacrifícios: sacrifícios de demônios (1 Co 10.20);

- seu próprio cálice e mesa (1 Co 10.21-22)."

Os dois últimos servos de Satanás, o falso profeta (a outra besta) e o anticristo (a besta), são descritos da seguinte forma em Apocalipse 13.13-14:

"Também [a outra besta] opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.

Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu."


No fim dos tempos as pessoas serão seduzidas porque não creem mais no único Deus verdadeiro, o qual quer ajudá-las e Se revelou em Jesus Cristo.

As pessoas O rejeitaram.

Em Apocalipse 9.20-21 as mesmas são descritas da seguinte forma:

"Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar, nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos."

Mas a possibilidade de voltar atrás, de se libertar das amarras do ocultismo existe, e existem pessoas que o fazem.

Um exemplo disso é a notícia publicada em "Topic" (11/96):

Famosa astróloga de Hamburgo se torna cristã

Para consultá-la vinham industriais, pessoas da zona de meretrício, bailarinos do Balé de Hamburgo, estudantes, atores e jornalistas de televisão.

Sabine von der Wense, hoje com 66 anos de idade, era uma astróloga renomada.

Quando criança ela foi educada na fé cristã; em sua juventude, se dirigiu às religiões orientais e entrou para uma seita hinduísta.

Mais tarde começou a se ocupar com a astrologia e a praticá-la.

Mas também na astrologia Sabine von der Wense não achou a salvação pessoal de sua alma.

Um culto evangélico foi o primeiro passo em relação ao seu caminho para Cristo.

De volta a Hamburgo ela pediu a Deus que lhe permitisse um relacionamento com Jesus Cristo.

Pouco tempo depois, ela se tornou cristã e começou a ler a Bíblia.

Em pouco tempo, ela notou que "para Deus a busca de repostas nos astros é uma abominação, e que Ele o proíbe a seus filhos."

Depois de algumas lutas, ela se despediu de sua "sabedoria".

Hoje a ex-astróloga faz palestras alertando as pessoas para os perigos da astrologia:

"A astrologia é uma visão de mundo que devora tudo.

Ela é fria e legalista.

Mas acima de tudo ela cria vínculos com um mundo de escuridão."

Para toda pessoa que vier com seus pecados a Jesus, continua valendo o que está escrito em 1 João 1.9:

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."
(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 1997.


Norbert Lieth foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.


Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Hoje a tradição, o mundo comemora o dia da mentira, do engano, motivo pelo qual deixamos para a data de hoje a matéria acima, na qual Norbert Lieth trata com bastante propriedade o assunto da mentira, do engano que dominam a sociedade, de um modo geral.

As profecias apontam para o crescimento de tais procedimentos, nos dias do fim, quando as pessoas deixarão a prática da verdade para se deixarem levar por espíritos enganadores e ensino de demônios.

A pergunta que se faz é "se Satanás cura", e sabemos que sim, para enganar o coração dos incautos, dos desesperados à busca de soluções para seus problemas.

Satanás, nos ensina a Palavra de Deus, foi chamado de "anjo de luz", e assim ele se transforma para capturar a alma daqueles que estão buscando soluções para seus problemas.

Ele cura, ele afasta dos vícios, ele que é o pai da mentira, ajuda os que padecem sofrimentos, e o seu preço é muito alto, a alma do enganado, do que se tornou sua presa ao obter uma solução para seu grave problema.

A Bíblia diz que ele é como o leão que ruge, buscando a quem possa tragar.

Então temos visto a inflação de benzedeiros, de curandeiros, de gurus, de falsos profetas que, se possível for, enganarão aos próprios eleitos, como Jesus mesmo alertou.

É hora de estarmos vigilantes, não só para não sermos vítimas do engano, mas para estarmos ensinando, pregando, testemunhando de Jesus, única verdade, único que salva, único que cura,e, concomitantemente devemos estar apontando a mentira para aqueles que estão trilhando essa via, cujo fim é o precipício, é a separação final e eterna de Deus.

São os sinais do tempo do fim, que a Bíblia descreve, alerta, ensina.

Já estamos vivendo as primeira dores, conforme mencionamos há alguns dias, como palavras proferidas por Jesus para definir tais acontecimentos.

Temos que estar alertas para quando o Senhor Jesus vier buscar os seus, não nos encontre "fazendo assim" [apostatando e abraçando as práticas demoniacas].

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel - www.sefiel.com.br

Eu serei contigo


Sob uma máscara de terminologia cristã, uma variada gama de psicoterapias está assolando a Igreja, levando os crentes a afastarem-se de Deus e a voltarem-se para si mesmos.

Dentre elas, as mais nocivas são as terapias regressivas, criadas para sondar o inconsciente do indivíduo à procura de lembranças escondidas que supostamente causam males que vão desde a depressão, os acessos de ira e até as más condutas sexuais, e por isso devem ser reveladas e "curadas".

Estas ramificações de teorias freudianas e jungianas, baseadas no ocultismo e que há décadas vêm causando um impacto destrutivo na sociedade, estão agora fazendo estragos dentro da Igreja.

A "cura interior"

Uma forma popular de terapia de regressão é a chamada "cura interior", introduzida na Igreja pela ocultista Agnes Sanford (veja A Sedução do Cristianismo).

Depois de sua morte, [essa terapia] foi levada avante pelos que foram influenciados por ela, tais como os terapeutas leigos Ruth Carter Stapleton (irmã do ex-presidente americano Jimmy Carter – N. R.), Rosalind Rinker, John e Paula Sandford, William Vaswig, Rita Bennett e outros.

A cura interior, no início predominante entre igrejas carismáticas e liberais, espalhou-se amplamente nos círculos evangélicos, onde é praticada de forma mais sofisticada por psicólogos como David Seamonds, H. Norman Wright e James G. Friesen, e igualmente por terapeutas leigos como Fred e Florence Littauer.

A insistência veemente dos Littauer de que rara é a pessoa "que pode dizer que verdadeiramente teve uma infância feliz", certamente condiciona seus aconselhados a recobrar memórias traumáticas e infelizes.

Mesmo que fosse possível, com precisão e segurança, deveríamos sondar o passado para trazer à tona memórias esquecidas?

Notoriamente, a memória é enganosa e está a serviço do ego.

É fácil persuadir alguém a "lembrar-se" de algo que jamais pode ter ocorrido.

Pela sua própria natureza, tal como outras formas de psicoterapias, a cura interior cria falsas memórias.

Além disso, por que deverá alguém revelar a lembrança de um abuso passado para que possa ter um bom relacionamento com Deus?

Onde se encontra isto na Bíblia?

Se parcelas do passado devem ser "lembradas", por que não cada detalhe?

Essa tarefa se mostraria impossível.

Entretanto, uma vez aceita esta teoria, jamais se terá certeza de que algum trauma não continue escondido no inconsciente – um trauma que detém a chave do bem-estar emocional e espiritual!

"...as coisas antigas já passaram..."

Contrastando com esta idéia, Paulo esquecia-se do passado e prosseguia para o prêmio prometido (Fp 3.13-14) a todos quantos amam a vinda de Cristo (2 Tm 4.7-8).

As consequências do passado são insignificantes se os cristãos são verdadeiramente novas criaturas, para quem "as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17).

Investigar o passado de alguém a fim de achar uma "explicação" para o seu comportamento atual choca-se com o ensino completo das Escrituras.

Se bem que possa parecer uma ajuda por algum tempo, na realidade, está tirando da pessoa a solução bíblica através de Cristo.

O que importa não é o passado, e sim o nosso relacionamento pessoal com Cristo agora.

Mesmo assim, muitas pessoas afirmam ter sido ajudadas pela terapia regressiva.

Descobrir a "causa" em um trauma passado (seja real ou uma "memória" implantada por sugestão no processo terapêutico) pode produzir uma mudança de atitude e de comportamento por algum tempo.

No entanto, mais cedo ou mais tarde, voltará a depressão ou a ira, a frustração ou a tentação, levando a pessoa a renovar a busca no passado para descobrir o trauma "chave" cuja lembrança ainda não foi revelada.

E assim continuamente.

"Hiatos de memória"?

Em harmonia com o princípio freudiano de toda "cura interior", o livro Freeing your Mind from Memories that Bend (Libertando Sua Mente de Memórias que Aprisionam) de Fred e Florence Littauer apresenta a tese de que revelar as memórias ocultas é a chave para o bem-estar emocional e espiritual.

Eles sugerem que quaisquer "hiatos de memória" da infância indicam a probabilidade de abuso (com grande possibilidade de ser na área sexual).

Por esta definição, todos nós fomos abusados, pois a maioria de nós não se consegue lembrar de cada casa em que moramos, de cada escola onde estudamos, de cada professor e colega de aula, de cada passeio com a família quando éramos crianças.

Ensinar que estes "hiatos de memória" indicam períodos de abuso encobertos na lembrança, como fazem os Littauer, é contrário ao senso comum, sem respaldo científico e sem apoio bíblico.

Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade


Os Littauer, como tantos outros autores neste campo, baseiam sua abordagem nos chamados quatro temperamentos.

Essa teoria sobre a personalidade, já há muito desacreditada, surgiu da antiga crença grega de que o universo físico era composto de quatro elementos: terra, ar, fogo e água.

Empédocles relacionou-os com quatro divindades pagãs, enquanto Hipócrates associou-os aos que eram considerados, na época, os quatro humores do corpo: sangue (sangüíneo), fleuma (fleumático), bílis amarela (colérico) e bílis negra (melancólico).

Estas características eram ligadas aos signos do zodíaco.

Apesar da falta de base científica para os quatro temperamentos, muitos psicólogos cristãos e "curadores" leigos, no entanto, confiam neles plenamente e fazem deles a base para
"classificação da personalidade" e a chave para o discernimento comportamental.

Contudo, como salientam Martin e Deidre Bobgan em seu excelente livro Four Temperaments, Astrology & Personality Testing (Quatro Temperamentos, Astrologia e Testes da Personalidade):

A palavra temperamento vem do latim temperamentum, que significava "combinação apropriada".

A idéia era que se os fluidos corporais fossem temperados, isto é, reduzidos em sua intensidade contrabalançando os humores uns com os outros, então ocorreria a cura...

Pensava-se que até mesmo as posições dos vários planetas alteravam para melhor ou pior tais fluidos...

Os quatro temperamentos já tinham sido virtualmente descartados após a Idade Média... até que alguns extravagantes os descobriram no baú do passado e os colocaram no mercado na linguagem do século XX...

[Recentemente] os temperamentos experimentaram um renascimento... entre astrólogos e cristãos evangélicos...

Os quatro temperamentos são a parte da astrologia tornada palatável para os cristãos.

Versículos fora do contexto

Tal como outros psicólogos cristãos e praticantes leigos da cura interior, a teoria e prática dos Littauer não provêm de uma exegese cuidadosa das Escrituras, mas eles citam, de vez em quando, um versículo isolado na tentativa de dar aparência de apoio bíblico.

Por exemplo, eles citam parte de um versículo – "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos [do homem]" (Jr 17.10) – que aparece logo abaixo do título do segundo capítulo:

"Examinando-nos a nós mesmos".

Na realidade, esse texto bíblico opõe-se à idéia de nos esquadrinharmos a nós mesmos.

Somente Deus pode compreender e esquadrinhar os nossos corações.

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração... para dar a cada um segundo... o fruto de suas ações" (Jr 17.9,10).

O contexto destes dois versículos desmente a aplicação feita não só pelos referidos autores, mas também por outros bem-intencionados "praticantes da cura interior".

Deus amaldiçoa quem confia em qualquer outra coisa e abençoa aqueles que confiam exclusivamente nEle.

Quanto a estes, segundo a Sua promessa, "serão como árvore plantada junto às águas, e [nunca] deixarão de dar fruto" (Jr 17.8).

Uma vida frutífera (amor, alegria, paz, etc.) é produzida pela obra do Espírito de Deus na vida dos que submetem a Ele seus corações enganosos!

Em lugar algum a Bíblia diz que fazer testes de personalidade e conhecer o "temperamento" de alguém ajuda Sua obra em nós.

Os Littauer têm extrema dificuldade em encontrar textos, ainda que remotamente apropriados, e por isso são forçados ao mau emprego da Bíblia.

Tomando mais um exemplo, o capítulo intitulado "As Lembranças Mais Remotas" é iniciado com o versículo "Lembro-me destas coisas – e dentro de mim se me derrama a alma" (Sl 42.4).

Davi, na realidade, nem se refere às suas "lembranças mais remotas", e sim às críticas e ao escárnio atuais que está sofrendo daqueles que "dizem continuamente [isto é, presentemente]:

O teu Deus, onde está?"

O versículo "Escreve num livro todas as palavras que eu disse" (Jr 30.2), é citado logo abaixo do título do capítulo
"Pronto, Objetivo, Escreva".

Este capítulo fala sobre "examinar o seu passado" e "anotar as suas emoções" – nada poderia estar mais distante de Jeremias escrevendo as Escrituras sob a inspiração do Espírito Santo!

Leão, castor, lontra e cão de caça?

Os autores mencionados são apenas um exemplo dentre um exército de praticantes da cura interior, quer sejam psicólogos cristãos ou cristãos leigos, os quais, embora possam ser sinceros, estão desviando milhões de cristãos.

Gary Smalley e John Trent, sucessos de vendas na área de psicologia-pop, fortemente promovidos por James Dobson, apresentaram os seus próprios temperamentos, baseando-se em quatro tipos de animais: leão, castor, lontra e cão de caça!

Tipos de personalidade

Presumivelmente, descobre-se "o tipo de personalidade" ou "temperamento" de um indivíduo através de um teste do perfil da personalidade, tais como: Indicador do Tipo Myers-Briggs (ITMB), Análise do Temperamento Taylor-Johnson (ATTJ), Sistema do Perfil Pessoal (SPP), Teste do Perfil da Personalidade (TPP), Perfis Pessoais Bíblicos (PBB), etc.

Os testes de personalidade, embora populares, são duvidosos.

A personalidade humana com sua capacidade de escolha e um coração do qual Deus diz que é "mais enganoso do que todas as coisas" resistem às fórmulas predicativas e são por demais complexos para serem enquadrados em categorias.

Até mesmo as classificações supostamente promissoras de pessoas como Personalidades do Tipo A (suscetíveis a ataques cardíacos), Tipo B (menos suscetíveis) e Personalidades Suscetíveis ao Câncer, etc., estão sendo rejeitadas pela impossibilidade de correlacionar cientificamente a doença com "o tipo de personalidade".

Um grande número de autores cristãos populares e palestrantes como o psicólogo H. Norman Wright e o analista financeiro Larry Burkett são os responsáveis pela promoção destes testes incorretos e nocivos.

As teorias dos quatro temperamentos e da classificação da personalidade banalizam a alma e o espírito humanos e fornecem desculpas para um comportamento não-cristão.

O foco está no eu, analisando-se as emoções, a personalidade e a infância da pessoa na tentativa de descobrir por que ela pensa e faz o que faz.

O foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra

Ao contrário, a Bíblia coloca o foco em Deus, em Cristo e em Sua Palavra, transferindo-o de nós para Ele, do passado para o serviço presente, e para a esperança da volta de Cristo.

Ao invés de procurar identificar a personalidade e o temperamento, consultando sistemas especulativos relacionados à psicologia, astrologia e ocultismo, devemos deixar que nossos pensamentos e ações sejam governados pela suficiente e inerrante Palavra de Deus.

A Sua promessa é que, se observarmos a doutrina em Sua Palavra, Ele dirigirá nossa vida através de "repreensão, correção e educação na justiça" (2 Tm 3.16).

Como resultado, homens e mulheres de Deus tornam-se maduros, aperfeiçoados e preparados para toda boa obra (v. 17).

Pedro nos assegura que Deus "nos tem doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2 Pe 1.3).

Jesus declara que aqueles que permanecem em obediência à Sua Palavra são Seus verdadeiros discípulos, que "conhecem a verdade" e a quem a verdade libertará (Jo 8.31-32).

Somente os que duvidam de tais promessas ou não querem seguir o caminho da cruz voltam-se para teorias e terapias humanas.

Exemplos bíblicos

A Bíblia jamais faz alusão aos tipos de personalidade, nem classifica as pessoas segundo habilidades ou fraquezas como meio de identificar-lhes a capacidade e prognosticar-lhes o sucesso ou o fracasso na obra de Deus.

Rejeitando a armadura de Saul, com apenas uma funda e cinco pedras, Davi subiu contra Golias, poderosamente armado, que aterrorizava todo o exército de Israel.

Qual foi o segredo?

"Eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos... Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos" (1 Sm 17.45-46).

A confiança de Davi estava no Senhor e não em si próprio.

Mesmo que Davi não fosse hábil na funda, Deus o capacitaria a acertar o alvo.

Paulo chegou ao ponto de afirmar que Deus lhe dissera que o Seu poder se aperfeiçoava na fraqueza de Paulo.

Daí sua declaração: "...quando sou franco, então, é que sou forte" (2 Co 12.10).

Tais afirmativas refutam todo o fundamento lógico dos testes de personalidade, da identificação dos temperamentos, da auto-estima e do aumento do valor-próprio.

A Bíblia está repleta de exemplos de homens e mulheres odiados, abusados e renegados pelos seus próprios familiares – homens e mulheres solitários, sem amigos, faltos de talentos ou capacidade, mas que triunfaram nas maiores adversidades porque confiavam em Deus.

Estes heróis e heroínas da fé desmentem a focalização no ego humanista e antibíblica, que é a base de todas as psicologias pop da cura interior.

Moisés é apenas um exemplo dentre muitos outros.

O libertador Moisés

Quando Deus o chamou para ir ao Egito para libertar o Seu povo, Moisés alegou ser incapaz de tal missão e pediu-Lhe que escolhesse outra pessoa (Êx 3.11; 4.10-13).

Por acaso Deus lhe aplicou algum teste de personalidade para mostrar que Moisés tinha aptidão?

O Senhor tratou da frágil auto-estima de Moisés ou do seu baixíssimo valor-próprio?

Ele lhe receitou a cura interior para libertá-lo das memórias encobertas por ter sido abandonado pelos seus pais e criado num lar adotivo, e da falta de identidade própria resultante disto?

Foi-lhe ministrado um curso de auto-aperfeiçoamento, autoconfiança e sucesso?

Pelo contrário, Deus lhe prometeu:

"Eu serei contigo"!

O "aconselhamento" bem-intencionado daqueles que tentam ajudar os cristãos a se compreenderem pela focalização no eu, na realidade, está privando os aconselhados da presença e do poder divinos que Moisés experimentou.

As forças e fraquezas humanas são irrelevantes neste caso.

O que vale é se o poder do Espírito Santo de Deus é ou não manifesto na vida da pessoa.

Muitos, se não a maioria dos personagens bíblicos, bem como dos heróis da fé mais recentes, desde os primeiros mártires até os grandes pioneiros missionários do século XIX, provavelmente falhariam nos atuais testes dos perfis de personalidade.

Na verdade, Deus não escolheu Moisés por sua elevada qualificação, mas por ser ele o homem mais manso na face da terra (Nm 12.3).

Por que Deus escolheria tal pessoa para enfrentar Faraó, o mais poderoso imperador da época, no seu próprio palácio, para libertar Israel de suas garras?

Ele o fez para ensinar os israelitas a confiar nEle e não em homens para seu livramento!

Os heróis da fé sem "terapias"

Jamais se encontra alusão de que José, Davi, Daniel, ou qualquer outro herói da fé precisasse de terapias como as que estão por aí, consideradas hoje tão vitais e eficazes.

Foi quando Jó teve um vislumbre de Deus e disse:

"Eu me abomino [odeio] e me arrependo no pó e na cinza" (Jó 42.6), que ele foi restaurado pelo Senhor.

Foi também quando Isaías teve a visão de Deus e clamou: "Ai de mim! Estou perdido! (Is 6. 1-8) que Deus pôde usá-lo.

Precisamos mudar o foco de nossa atenção, volvendo os olhos para o Senhor e não para nós mesmos.

Manifestação do poder de Deus em nossa fraqueza

Tenha sede de Deus!

Procure conhecê-lO!

O fruto do Espírito não vem como resultado de compreendermos a nós mesmos através do uso de técnicas ou análises humanistas, mesmo revestidas de linguagem bíblica, mas pela manifestação do poder do Espírito Santo em nossa fraqueza.

Seja fraco o suficiente para que Ele possa usá-lo! (TBC 2/93, traduzido por David Oliveira Silva)

Dave Hunt

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1998.

Fonte: www.chamada.com.br

Comentário do editor do blog:

Já esboçamos, em 2001, um princípio de livro a respeito deste assunto.

Não podíamos concordar que pessoas com problemas "da alma" [psique] fossem encaminhadas para psicólogos, psicoterapeutas, e, até mesmo, para psiquiatras, quando a solução de todos os problemas da espécie humana está na Palavra de Deus, a Bíblia.

Se pudéssemos afirmar que Deus tem "especialidades", diríamos que "problemas da alma" são da especialidade exclusiva de Deus.

As pessoas, mais especificamente, os cristãos não necessitam ouvir uma "segunda voz", a voz do Pastor [Jesus] elas [as ovelhas] conhecem, e lhe seguem, mas a voz do ladrão elas não conhecem e nem obedecem, é o que nos ensina o Senhor Jesus.

Temos que pensar e crer que essa "pseudo-ciência" é uma ardilosa teoria para afastarem dos cristãos a crença única e exclusiva em Deus.

Freud [Sigmund], e Jung {Carl Gustav], embora nascidos em famílias cristãs, se rebelaram contra Deus, tornaram-se não só "ateus", mas principalmente zombeteiros do cristianismo.

Como, pois, aceitar que nós cristãos precisemos ir "beber em uma 2ª fonte", justamente aquela cujas vozes mais "autorizadas" são de dois "inimigos de Deus"?

Como aceitar que "regressões uterinas", e até "regressões a vidas passadas" sejam a solução de problemas da alma?

Sequer aceitamos que haja vidas passadas [para se regredir], e o fazemos com base bíblica, que nos diz que "ao homem está destinado viver uma só vez, e depois disso o juízo"(Hebreus 9. 27).

Nada temos contra as pessoas dos psicólogos, a quem amamos, por quem oramos para que encontrem Jesus verdadeiramente, ficando assim livres dessa "pseudo-ciência", que tem afastado muita gente de Deus, as quais, depois, ficam jogadas nas
"estradas" do abandono e do desespero, pois a "segunda voz" depois de um certo tempo as deixa de lado.

E aí nem uma coisa e nem outra: desilusão em relação a terapias, e descrença de um "Deus" que as direcionou para o caminho da falta de soluções.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel - www.sefiel.com.br

A natureza humana
A natureza humana


A expressão “natureza humana” aparece dez vezes nos dezessete primeiros versos de Romanos 8, na Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

Essas palavras referem-se aos pendores naturais do ser humano -- como ele vive, age, reage e se comporta em qualquer lugar, tempo, etnia (ou raça) e cultura.

Há anos várias ciências estudam a natureza humana -- a antropologia, a biologia, a psicologia, a sociologia, a filosofia, a teologia, a linguística --, cada uma com suas próprias explicações, respostas e conclusões.

Cientistas, escritores, artistas, jornalistas e religiosos -- todos referem-se à natureza humana, pois ela é sempre estranha, confusa e preocupante.

Deixada à vontade, ela é capaz de causar grandes estragos, quase sempre irreversíveis.

A obrigação imposta por Jesus Cristo de negar-se a si mesmo é o único dique capaz de barrar os impulsos negativos da natureza humana (Mc 8.34).

Em última análise, a natureza humana é responsável por todas as desgraças que têm assolado a sociedade, desde a incorrigível injustiça social até a sucessão interminável de conflitos bélicos.

Ela explica também o feminicídio, “termo cunhado para denominar a eliminação sistemática de mulheres”.

O mais constrangedor é que, conforme a Organização Mundial de Saúde, 70% das mulheres assassinadas são vítimas de seus próprios companheiros.

É a natureza humana indomável que explica tanto o que aconteceu em Joaçaba, SC, como o que aconteceu em Viçosa, MG, em outubro de 2008.

No primeiro caso, dois jovens de 18 anos e um de 16 estupraram uma menina de 15.

Eles filmaram o ocorrido e divulgaram as imagens pela internet.

No segundo caso, um idoso de 74 anos estuprou uma menina de 10 e manteve contatos voluptuosos com outra de 9.

A natureza humana negativa está presente tanto em jovens quanto em idosos, tanto em famílias de classe média (caso dos rapazes de Joaçaba) quanto nas de classe pobre (caso do aposentado de Viçosa).

São esses acontecimentos que levam certas pessoas a pôr a mão na ferida humana.

Em entrevista à “Folha de São Paulo”, o psicanalista britânico Adam Phillips disse que “pessoas que parecem normais podem ser mais loucas que os loucos”.

O jornalista Lúcio SantAna propõe:

“Independentemente da teoria mais correta, certo é que o homem, em qualquer tempo, é mau por natureza.

É um predador que apenas entende de valorizar suas vontades e desejos.

Como centro de um microuniverso, o homem persegue suas ambições e não encontra limites para elas”.

No que diz respeito à natureza humana, nenhuma análise é mais esclarecedora e lúcida que a da teologia.

Ela trata do assunto de forma ampla.

A natureza humana está contaminada e dominada pelo mal, embora não tenha perdido por completo alguns lampejos do bem.

O ser humano foi criado santo por Deus, mas caiu dessa posição com o pecado de Adão:

“Por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores” (Rm 5.19).

O primeiro pecado afetou toda a raça humana.

Imediatamente após a queda, houve inveja, ciúme, raiva, orgulho, violência, mentira e insolência, estranha bagagem que todos carregamos dentro de nós e que só não sairá de lá se trancarmos todas as portas, de modo decisivo e contínuo.

Pelo menos os cristãos têm a obrigação de não viverem de acordo com sua natureza humana.

Eles precisam viver de acordo com o Espírito de Deus, que habita neles (Rm 8.13).

Fonte: www.ultimato.com.br - Autor não citado (mas cremos ser do rev. Elben M. Lenz César)

Comentário do editor do blog:

Temos que concordar que nem tudo de errado que acontece com as pessoas seja de origem satânica, há os pecados que cometemos por estarem no nosso "DNA".

A Palavra de Deus nos ensina que "todos pecaram, e destituidos estão da glória de Deus" (Romanos 3. 23) e diz ainda "Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um" (Salmo 14. 3).

Mas a Palavra de Deus nos garante "que Deus nos ama tanto, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3. 16).

Já dissemos, todavia, que o plano de Deus para nós é simples: crer, arrepender, confessar e deixar o pecado, e tudo o que era antes [antigo, velho] se faz novo (II Coríntios 5. 17).

Não há preço a pagar pela salvação em Jesus, único e suficiente Salvador e Senhor, pois a Graça de Deus foi derramada sobre nós, mediante a fé em Cristo Jesus.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Libelo de sangue
Libelo de sangue

Nesses dias em que nos aproximamos da Páscoa, um assunto muito triste ainda é comentado e ainda difundido por pessoas que ainda insistem em se manter radicalmente afastadas e ignorantes ao povo judeu.

O tema "libelo de sangue", frase que foi amplamente divulgada durante toda a História do Judaísmo, e que ganhou força durante a Idade Média ( a Idade das Trevas), ainda hoje perdura em alguns locais do planeta :

"Libelo de sangue" é uma acusação repetida com frequência contra os judeus, que eles raptavam e matavam crianças cristãs por ocasião de Pessach ( a Páscoa Judaica ) para usar seu sangue na preparação do pão ázimo ( o pão sem fermento ) que seria comido nessa festa.

Esta mentira é tão ridícula que seria engraçada se não tivesse tido consequências tão trágicas para os judeus.

Apesar de sua óbvia falsidade a qualquer pessoa familiarizada com o Judaísmo, milhares de judeus foram assassinados por causa da ira provocada pelo "libelo de sangue".

Na Europa Oriental, vilas e bairros inteiros de judeus eram destruídos, seus habitantes massacrados, queimados vivos, durante a época da Páscoa, por causa dessa mentira.

Na Rússia, a entrada de judeus em áreas cristãs era proibida, durante o período da Páscoa Cristã, até meados do séc. XX.

Muitos guetos judaicos surgiram por causa dessas mentiras.

Os judeus estão proibidos de ingerir qualquer sangue e têm muito trabalho para removê-lo e evitar comê-lo.

Os judeus tem grande respeito pelo sangue de qualquer ser vivo, enterrando-o, e removendo cuidadosamente todo e qualquer resquício de sangue da carne, lavando-a e salgando-a enquanto crua ( se for considerada apta para consumo ).

Quando ocorre algum acidente com qualquer pessoa ( em Israel ou nas proximidades de qualquer comunidade judaica ), e há derramamento de sangue, todo esse sangue é completamente removido e enterrado.

Se há morte, todo sangue derramado é também recolhido e enterrado junto com o corpo.

Quando acontece um atentado terrorista em Israel, e há derramamento de sangue, há uma equipe especial de judeus ortodoxos encarregados de vasculhar todos os escombros à procura de qualquer sinal de sangue e restos humanos ( na TV é possível identificá-los, eles usam os famosos coletes amarelos e se vestem com talits e cobrem suas cabeças com kipás ).

Eles são recolhidos com tecidos especiais, cuidadosamente analisados, entregues à família e enterrados.

É lei em Israel.

Para todas as vítimas, independente da religião.

Conforme a lei Judaica, alguns versos que justificam esses atos :

"E sangue não comereis em todas as vossas moradas, seja de ave ou de quadrúpede.

Toda alma que consumir sangue - será banida de seu povo." Levítico 7:26-27

"E qualquer homem da Casa de Israel ou peregrino que habitar entre eles e comer algum sangue - porei Minha ira sobre a pessoa que comer o sangue, a banirei de seu povo.

Pois a alma da criatura se acha ligada ao sangue e Eu a dei sobre o altar para expiar pelas vossas almas; pois é o sangue que expiará pelas almas.

Portanto Eu disse aos Filhos de Israel:

"Qualquer pessoa dentre vós não pode consumir sangue; e o peregrino que habitar entre eles não pode comer sangue."

Qualquer pessoa dos Filhos de Israel e o peregrino que habitar entre eles que caçar algum animal que seja permitido comer, deve derramar seu sangue e cobri-lo com terra.

Pois a vida de qualquer criatura - seu sangue representa sua vida, portanto Eu digo aos Filhos de Israel:

"Não comerás o sangue de qualquer criatura; pois a vida de qualquer criatura é o seu sangue, e aquele que o comer será banido." Levítico 17:10-14

"Mas não comerás o sangue; o derramarás na terra, como água... apenas seja forte para não comer o sangue - pois o sangue é a vida - e não comerás a vida com a carne.

Não o comerás, deves derramá-lo no solo como água.

Não o comas, para que esteja bem contigo e teus filhos depois de ti, quando tu fizeres o que é certo aos olhos de Deus." Deuteronômio 12:16, 23-25

A proibição bíblica contra ingerir sangue é levada muito a sério pelos judeus.

É repetida em toda a literatura e tradição judaicas e os diversos métodos de evitar a ingestão de sangue têm desempenhado um papel importante na vida judaica.

Quando um animal é abatido ritualmente, ou seja, abatido para consumo segundo a Lei Judaica, o sangue do animal deve ser coberto como uma forma de enterro como está descrito em Levítico 17:13-14.

Ainda é praticado até hoje pelos açougueiros judeus, quando abatem animais para o consumo.

Alguns produtos de exportação do Brasil já tem no rótulo essa especificação ( que o animal foi abatido conforme as prescrições bíblicas, ou seja, é um alimento "kasher", "puro" ou "apto" ).

São estas precauções e a obsessiva restrição ao consumo de sangue pelos judeus que torna as acusações dos libelos de sangue tão absurdos.

Algo que não poderia estar mais longe da verdade.

No entanto, a verdade nunca foi motivo de preocupação para pessoas ignorantes e furiosas, e que, conduzidas por satanás, tem apenas um único objetivo : matar.

Shalom a todos

Sandro

Fonte: recebido por e-mail, de Sandro Cescato, um israelense convertido a Jesus.

Comentário do editor do blog:

O relato do irmão Sandro, um israelense convertido a Jesus, o Messias, é muito interessante, pois mostra a contradição entre a realidade e o que diz o mundo [sempre] contra os israelenses.

Esse é um povo que sofre pelas constantes perseguições pelas quais passa durante toda a sua história.

Às vezes, nós cristãos, que deveríamos amá-los somos os primeiros a criticá-los, a jogar-lhe pedras não entendendo que eles não teem culpa pela crucificação de Jesus.

Tal acontecimento se deu porque Ele se deu para morrer em nosso lugar, e disse que a sua vida ninguém a tira, mas que Ele a dá.

Era a sua Missão, nascer de uma virgem, morrer e ressuscitar como o "Cordeiro de Deus" que tira o pecado do mundo.

Pouca gente se lembra da participação e efetivação dos romanos em sua morte.

Mas, os romanos também não são culpados.

Ele se deu, era o plano de Deus, o anjo anunciou quando Ele nasceu.

Não tivesse Ele tomado sobre si as nossas dores e enfermidades, os nossos pecados, as nossas maldições, e seríamos nós os "sacrificados", sem salvação para a Vida Eterna.

Ele se tornou a ponte de ligação, sobre o abismo, entre Deus e a humanidade pecadora.

A Palavra de Deus deixa claro tudo isso, e ainda que "os que o receberem [no coração] passarão a ter o direito de serem feitos filhos de Deus (João 1. 12).

Assim, se o mundo parar de perseguir os israelenses, e dar a eles o que lhe é devido, temos certeza de que a Paz é possível.

Mas isso não ocorrerá assim, pela vontade dos homens, será feito de acordo com o que as profecias dizem.

Haverá o "acordo de 7 anos", quando haverá falsa paz durante os 3 anos e meio iniciais (Daniel 9. 27), e quando estiverem falando em "paz e segurança" haverá repentina destruição, com a igreja [os convertidos a Jesus, independente da denominação cristã a que se filiaram] sendo arrebatada para o encontro de Jesus nos ares, entre nuvens antes do aparecimento do iníquo (o anticristo) que se revela aos 3 anos e meio do acordo, após a igreja ter sido levada.

Aí haverá nesse período intensa perseguição, principalmente aos israelenses, e no término desse período Jesus volta com os seus, para estabelecer o seu reino aqui na terra, a partir de Jerusalém.

Assim é hora de deixarmos para trás as diferenças com o próximo, principalmente com os de Israel, para pregarmos a Palavra a toda a criatura, seja oportuno ou não (II Timóteo 4. 2), pois é vontade de Deus que nenhum se perca.

Maranata! (ora vem Senhor Jesus).
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Lições de três décadas de paz
Lições de três décadas de paz

GIORA BECHER

Israel sempre fará a paz quando o outro lado decidir abandonar o caminho da violência e seguir o caminho das negociações


HOJE, 26 de março, comemoramos o 30º aniversário da assinatura do primeiro acordo já assinado entre Israel e um país árabe.

Em 1979, os líderes de Israel, Begin, do Egito, Sadat, e dos Estados Unidos, Carter, deram um aperto de mão que prometia mudar o Oriente Médio.

Apesar de essa promessa ainda necessitar ser totalmente cumprida, a data apresenta uma oportunidade de honrar essa realização histórica e examinar alguns princípios que levaram ao sucesso daquele processo de paz.

Hoje, quando a paz parece um objetivo difícil de ser alcançado, é importante lembrar o passado.

Os esforços de Israel para obter a paz precederam o próprio estabelecimento de Israel, que, desde seus primeiros dias, sonha em viver em paz com seus vizinhos.

Com a visita de Sadat a Jerusalém (1977), essa visão finalmente teve uma chance de se tornar realidade.

Para alcançar a paz com o Egito, Israel tomou medidas sem precedentes e devolveu o Sinai, correspondente a 91% da área ganha na Guerra dos Seis Dias, território três vezes maior que sua área atual.

Naquele local, Israel havia construído cidades e aldeias agrícolas com mais de 7.000 habitantes, hotéis, instalações militares e um campo petrolífero, cuja entrega significou o abandono da única chance de se tornar independente no campo da energia.

Na era cínica da atualidade, é difícil imaginar a euforia com que Israel saudou a visita de Sadat.

Mesmo durante os meses de difíceis negociações, nós nunca perdemos o foco de nosso tão ansiado sonho.

Hoje, a mesma esperança existe, mas experiências amargas têm nos tornado mais cautelosos.

Em 2000, nas negociações de Camp David, os palestinos tiveram a chance de finalmente terminar o conflito, mas Arafat rejeitou as propostas e lançou a segunda Intifada, que custou milhares de vidas israelenses e palestinas.

Naquele mesmo ano, Israel saiu completamente do Líbano para ser recompensado, em 2006, com 4.000 mísseis do Hizbollah lançados contra suas cidades no Norte.

Em 2005, fez o desengajamento unilateral de Gaza, mais uma vez retirando famílias israelenses de seus lares.

Nós tínhamos a esperança de que esse passo daria aos palestinos uma oportunidade de pacificamente plantar as fundações de seu Estado.

Em vez disso, testemunhamos o crescimento do extremismo do Hamas e de disparos de foguetes contra o Sul de Israel.

Apesar desses acontecimentos, o governo de Israel sempre terá o apoio da população para fazer a paz, desde que os israelenses acreditem que o resultado será a paz genuína.

Sadat, por ser o primeiro líder árabe a reconhecer Israel, perdeu sua vida.

Anos depois, o primeiro-ministro de Israel Rabin deu sua vida pela causa da paz iniciando o processo de Oslo.

Esses líderes sabiam que sua responsabilidade em relação ao futuro de seus povos era o mais importante.

Israel sempre fará a paz quando o outro lado decidir abandonar o caminho da violência e seguir o caminho das negociações.

Durante o processo de Oslo, apesar de suas promessas, Arafat nunca abandonou a violência.

Esse foi o motivo principal pelo qual o processo de paz com os palestinos falhou durante sua liderança e a verdadeira explicação de sua recusa em aceitar as propostas feitas por Israel.

Da mesma forma que Sadat foi assassinado por fundamentalistas islâmicos por fazer a paz com Israel, hoje em dia os radicais estão tentando acabar com qualquer chance de paz com os palestinos.

O Hamas, apoiado pelo Irã, rejeita todas as negociações de paz por uma questão de princípios e continua comprometido com seu objetivo de destruir Israel, sendo assim uma barreira para qualquer chance de paz, condenando os palestinos a um futuro de conflito constante e o domínio do fundamentalismo.

As negociações diretas têm provado ser a garantia para o progresso.

Os tratados de paz com o Egito e a Jordânia são a prova de que os líderes árabes desejam conversar diretamente com Israel.

A paz é possível.

A pressão externa não influencia as políticas de Israel em relação à paz.

Ainda assim, quando existe uma chance para a paz, a pressão interna é mais do que suficiente.

Para uma democracia como Israel, a confiança pública nas negociações de paz é crucial.

Os israelenses acreditam que a paz verdadeira pode ser obtida com os palestinos e outros vizinhos.

Apesar das presentes dificuldades, os israelenses sonham que logo outro líder israelense se levantará ante o mundo e repetirá as palavras de Begin na cerimônia de assinatura há 30 anos:

"Não mais guerra, não mais derramamento de sangue, não mais luto, paz sobre vocês,
"shalom", "salaam", para sempre".


GIORA BECHER, 59, mestre em ciências políticas, é embaixador de Israel no Brasil.

Fonte: www.folha.com.br

Comentário do editor do blog:

Giora Becher, embaixador de Israel no Brasil, faz um relato de 30 anos de tentativas de paz entre israelenses e palestinos.

De fato, Annuar Sadat (Egito) foi o primeiro a celebrar um acordo com Israel, mas pagou com a vida tê-lo feito.

Nesses 30 anos outras tentativas veem sendo feitas: Oslo, Camp David, onde sempre a parte árabe não assina o tão desejado acordo, apesar de, para consumo público, teremm apertado as mãos na hora das fotos.

Israel, todavia, vem cedendo sempre territórios, unilateralmente, em troca de paz, mas sempre os palestinos continuam a enviar bombas, foguetes, e até homens bomba (meninos).

Essas crianças foram ensinadas desde o berço que ao se sacrificarem [destruindo os infieis, leia-se os israelenses e os cristãos] irão para o "Paraíso", onde terão à sua espera 70 virgens para servi-los, além de outras "delícias" do Paraíso.

Confiamos que Israel cumprirá a sua parte, tendo em vista que há profecias a respeito, e cada uma delas, no decorrer da história, veem se cumprindo literalmente, como já tivemos oportunidade de comentar em artigos anteriores.

Nosso papel, como cristãos, é obedecer à recomendação que Deus nos dá, através do salmista: "Orai pela paz em Jerusalém".

Essa Paz será alcançada. Será alcançada quando Jesus, na sua segunda vinda, vier para reinar sobre as nações, a partir de Jerusalém.

Maranata! [Ora vem Senhor Jesus]

Edmar Torres Alves
Editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

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