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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Barack Obama e o anti-Cristo
Barack Obama e o anti-Cristo

A imprensa internacional chegou a afirmar que Barack Obama não estaria tomando posse da Presidência dos Estados Unidos, mas assumindo a Presidência do mundo, e o que passou a se ver é uma verdadeira idolatria, segundo fontes leigas.

Isso porque foram colocadas nele a esperança de uma "Nova Era", como se ele pudesse tomar medidas para conter a crise econômica mundial, bem como resolver o conflito no Oriente Médio entre árabes e israelenses, já que sua ascendência, incluindo o seu nome mulçumano, possibilitaria que a imagem norte-americana do "grande Satã" pudesse ser transformada em um aliado que fará pressão para que Israel negocie a paz abrindo mão dos territórios ocupados militarmente para ser criado definitivamente o Estado Palestino com a futura divisão da cidade de Jerusalém.

Acessores políticos de Barack Obama, anti-israelitas declarados, Zbigniew Brzezinski e Robert Malley, abriram negociações com a Síria e com o Irã, durante a campanha política pré-eleições, segundo o artigo publicado no "Jerusalem Post" - Coluna UM, por Caroline Glick, no último mês de dezembro, alertando aos israelenses sobre os perigos que a eleição de Barack Obama irá trazer a Israel e aos judeus de todo o mundo, mencionando também informações do "The Washington Post" nessa mesma direção.

No discurso de posse, Barack Obama, mencionou por três vezes a intenção de aproximação com o mundo islâmico, o que o tornaria conhecido como o "príncipe da paz" para o mundo, bem como o "salvador do mundo" ao diminuir os efeitos da crise econômica global, ao criar mecanismos de controle do déficit norte-americano e diminuir as perdas nas bolsas de valores em todo o mundo.

Alguns mais atentos não vão entrar nessa euforia mundial, enquanto outros vão desconfiar das propagandas de um "cristo de uma nova era", que biblicamente conhecemos como a pessoa do anti-Cristo.

Será Barack Obama o anti-Cristo?

Não, apesar de haver pontos coincidentes.

O anti-Cristo descrito nas profecias é um homem que "virá caladamente e tomará o reino com intrigas" (Daniel 11.21), ou seja, tem uma identidade camuflada, apesar de ser um grande líder mundial.

Ele também fará parte da aliança árabe-israelense que determinará a troca de terras ocupadas militarmente por Israel por "paz e segurança" por um período de sete anos (Daniel 9.27), após as resoluções de uma Conferência Internacional com os estrangeiros tirando os bens de Israel e lançando sortes sobre Jerusalém (Obadias 11 a 14), para dividi-la entre o Estado de Israel e o futuro Estado Palestino.

O anti-Cristo será o mediador do plano de paz, mas não a figura principal, vindo caladamente, pois somente na metade da aliança de sete anos é que se manifestará rompendo o acordo e tomando o reino com intrigas (Daniel 9.27), exigindo adoração e culto de todas as nações e destruindo o seu próprio povo israelense (Isaías 14.20) que vai recusar essa adoração por esperar o verdadeiro Messias (Daniel 11.32 a 34; Zacarias 12.10; Lucas 21. 12 a 24).

Assim o anti-Cristo não será descendente mulçulmano, como Barack Obama, mas será um descendente de Israel que se apresentará para ser adorado no futuro Templo reconstruído em Jerusalém (2ª Tessalonicenses 2. 4, Mateus 24.15), que depois perseguirá o seu próprio povo (Apocalipse 12. 1 a 6 e 13 a 18), que reconhecerá o verdadeiro Messias, Jesus, e recusando adorar o falso Cristo.

O anti-Cristo de ascendência judaica, embora vindo caladamente e sem o reconhecimento internacional que se trata de um descendente judeu, não será um norte-americano, mas será o décimo-primeiro rei do Império Romano restaurado (Daniel 7. 23 a 25), ou seja, um líder europeu que tomará o reino com intriga ao derrubar três outros reis do mesmo reino, como atualmente vemos a Europa estar caminhando para uma Constituição Europeia em detrimento das constituições nacionais, após a assinatura do Tratado de Lisboa, e quer definir eleitoralmente o primeiro Presidente do Conselho Europeu em 2009 não com todos os países que estão se unindo economicamente na "Zona do Euro", mas uma união política, com quatro dentre os dez "dedos de ferro e barros" (Daniel 2.40 a 44) atualmente estarem determinando o futuro da União Europeia, a saber, Alemanha, França, Itália e Grã-Bretanha, três dos quais cairão diante do anti-Cristo (Daniel 7.24).

Barack Obama é uma esperança para o mundo e poderá ter grandes realizações para que o verdadeiro anti-Cristo esteja caminhando paralelamente e caladamente até tomar o reino com intrigas e submeter todos os povos ao seu domínio (Apocalipse 13.7 e 8).

À Igreja cabe discernir que muitos anti-Cristos têm surgido na última hora (1ª João 2.18), alguns com sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos (Mateus 24.24).

É tempo da Igreja proclamar que a única salvação está no nome de Jesus e não há salvação em nenhum outro (Atos 4.12), nem em Barack Obama ou qualquer outro líder mundial.

Que Deus nos dê sabedoria e entendimento.

Pr. Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves

www.arevelacao.com.br

Entrevista sobre o tempo do fim


Abaixo, entrevista concedida pelo Pr. Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves para o jornal da Comunidade Cristã Reviver (Curitiba) e para o Jornal Cidade Gospel (Bauru).

1) Os acontecimentos atuais estão apontando para a volta iminente de Jesus?

Atualmente e cada vez mais não podemos dizer que alguma coisa não esteja apontando para a volta iminente de Jesus.

Os acontecimentos mundiais são como uma colcha de retalhos que estão se unindo para formar o mesmo pano de fundo de um contexto global de necessidades, apontadas pelo Senhor Jesus em Mateus 24. 6 a 14 e em Lucas 21. 8 a 28, como guerras e rumores de guerras, revoluções, fome, epidemias, terremotos em vários lugares, ira contra o povo de Israel, cerco a cidade de Jerusalém, sinais no sol, na lua e nas estrelas, com o abalo dos poderes dos céus, tsunamis, etc.

2) Mas guerras, fomes, epidemias, terremotos não existiram várias vezes na história da humanidade?
O que há de sinais diferentes que demonstram que os fatos atuais não são a penas outros desses acontecimentos iguais aos anteriores?
Como podemos entender que estamos próximos à volta de Jesus?


Todos os acontecimentos realmente já existiram e se repetem na história, é verdade.

Mas a freqüência e a intensidade estão maiores dos terremotos, das epidemias, da multiplicação da fome e da miséria de nações inteiras.

O exemplo mais claro está no tsunami que arrasou o sudeoeste asiático em dezembro de 2004, que matou milhares de pessoas em diversos países.

Quando se teve notícia de algo tão intenso antes?

Talvez somente o dilúvio nos tempos de Noé, mas não tão forte depois disso.

Os terremotos estão aumentando suas intensidades e freqüência no decorrer dos séculos.

São esperados ainda os maiores da história na região de Los Angeles e também na região de Nova Iorque nos Estados Unidos, ondem existem falhas geológicas imensas e não se sabe com exatidão quando virá o chamado "The Big One", para destruir cidades inteiras.

Há uma profecia em Apocalipse 11.13 de um grande terremoto em Jerusalém, onde há também uma grande falha geológica que atravessa a cidade.

O aquecimento global está promovendo aquecimento do mar e mudança do clima com a formação de tormentas e furacões cada vez mais devastadores, sem falar em enchentes e multiplicação de epidemias em vários lugares.

Há diversos vulcões em atividade em vários lugares do planeta que os geólogos esperam que entrem em erupção destruindo grandes áreas populacionais, e isso sem falar nas explosões solares que a cada 11 anos emitem labaredas de gás que podem engolir dezenas do planeta terra, além de diversos meteoros catalogados com rota de colisão com a órbita terrestre.

Isso tudo são estudos científicos que preveem um futuro sombrio para o planeta em curto e médio prazo.

Alguns falam do ano de 2012 e 2013 como os limítrofes para o planeta voltar à idade da pedra com as destruições e cataclismáticas que estão previstas, muitas delas extremamente compatíveis com as descrições do livro do Apocalipse, conforme comparadas pelos próprios cientistas, falando que são catástrofes "apocalípticas".

3) Como podemos interpretar a Guerra na Faixa de Gaza no contexto do tempo do fim?

O texto de Zacarias 9.3 a 8 fala da destruição de Gaza, bem como de Asquelom, Ecrom, Tiro e Sidom, as cidades litorâneas que guerreiam contra o povo judeu.

Zacarias 9.9 faz menção da primeira vinda de Jesus, montado humilde em um jumentinho para entrar em Jerusalém e no versículo 10 menciona a sua segunda vinda para estabelecer o Reino de paz sobre todas as nações, como igualmente as profecias dos capítulos seguintes (10 a 14) são claras quanto a vinda de Jesus para estabelecer o seu Reino, ou seja, falam da segunda vinda.

O conflito em Gaza de 27 de dezembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009, além do contexto de destruição das cidades como profetizado, proporcionou o aumento do ódio aos judeus, pelo argumento da morte dos civis, inclusive diversas crianças, ódio esse declarado na profecia de Zacarias 12.2 e 3, bem como declarado pelo Senhor Jesus em Lucas 21.23 e 24.

Mas também além do sentimento de ódio aos judeus, aumentou a pressão internacional para que haja o acordo de paz profetizado em Daniel 9.27 e em Obadias 11, pois todos colocaram no centro de suas atenções a necessidade de criar-se o Estado Palestino e dividir a cidade de Jerusalém, tirando os territórios da possessão de Israel para entregá-los aos palestinos.

Essas coisas estão mais intensas do que nunca e a disposição internacional é resolver isso com urgência, antes que maiores vítimas sejam afetadas com o aumento do terrorismo, não somente na região, bem como em nível internacional.

4) E o que a eleição de Barack Obama afeta esses acontecimentos ?
Alguns já especulam que ele pode ser o anti-Cristo. Isso tem algum fundamento?


Barack Obama é a nova atração internacional.

Alguns cientistas políticos referiram que ele não estava sendo empossado na Presidência dos Estados Unidos, mas sendo tratado como o novo Presidente do mundo, com uma idolatria internacional e como fonte de esperança de uma "nova era".

Ele é filho de pai muçulmano e tem nome mulçumano.

Já tem negociado por meio de acessores com o Irã e com a Síria e discursou em sua posse de modo conciliatório com o mundo islâmico e tem possibilidades de ser aceito como nenhum outro Presidente norte-americano, que pode deixar a imagem dos Estados Unidos de "grande Satã", mas de um aliado que pode pressionar Israel para que ceda suas terras e divida Jerusalém, conforme predito nas profecias bîblicas.

Igualmente a sua postura de resolver a crise econômica americana vai refletir na crise econômica global , que já é a maior que qualquer outra.

Mas Barack Obama não é "o salvador do mundo" e nem "o príncipe da paz", títulos que vão ser requeridos pelo verdadeiro anti-Cristo, que ao invés de descendência muçulmana, será descendente judeu, bem como será um líder europeu, segundo as profecias de Daniel.

Barack Obama está focado pelos holofotes internacionais e esse é o propósito para desviar a atenção da Igreja quanto ao levantamento do verdadeiro anti-Cristo.

Aguardamos a evolução dos fatos.

5) Como os cristãos devem se preparar nesse período em que vivemos?

Os acontecimentos estão anunciando que o maior derramento do Espírito Santo está chegando, bem como o arrebatamento da Igreja antes da tribulação que sobrevirá a todo o mundo (Apocalipse 3.10).

É hora de nos despertarmos para viver em santidade e necesitamos ficar firmes na fé e com ousadia cada vez maior para anunciarmos a salvação por intermédio de Jesus Cristo nesses últimos dias.

Obrigado.

Pr. Haroldo.

Enganando os escolhidos
Enganando os escolhidos

"Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias" (Mc 13-20).


O poder de enganar, até os escolhidos, está indo em frente a uma alta velocidade. E está tão grande a velocidade, que muitos não estão conseguindo acompanhar.

Sutilmente temos visto pelos meios de comunicação diversas maneiras de ensinar princípios errados para o ser humano, e por que não dizer aos cristãos desta época.

Paulo nos chama a estar preparados para lutar contra o presente século.

O apóstolo nos ensina em sua carta a não conformar com este mundo.

Quando estamos levando para dentro de nossas casas e também nos deixando envolver por aquilo que o mundo oferece certamente estamos caminhando para a morte.

A renovação da mente do cristão se torna impossível quando o mesmo aprende que muitos dos males deste século não tem nada haver em um cristão praticar.

A mente deste não consegue discernir no inconsciente o que é certo ou errado quando o consciente não o fizer.

É no consciente que definimos os principios que regerão nosso inconsciente.

Como em nosso caso se trata da lei de Deus , é no consciente que mantemos os seus princípios.

O apóstolo Paulo chega a dizer:

“Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” ( Rm 7. 19-22).

O processo do engano cresce desesperadamente e não exclui ninguém, principalmente os escolhidos.

São situações aparentemente inofensivas , mais desastrosas em nossas mentes.

Hoje podemos ver sem nenhuma oposição costumes não biblicos em muitas igrejas que dizem ser de Cristo.

Poderia citar muitos aqui, mas creio que não há necessidade.

Basta fazermos um exame de consciência e estes virão claramente em nosso pensamento.

O apostolo Paulo chegou a advertir Timóteo:

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” ( 2Tm. 3.1).

Para enganar os escolhidos que ouvem a Palavra ; mas não a estudam e nem a guardam no coração, é coerente fazer o que satanas está fazendo.

Dar–nos alimento mental e fisico que embotam a mente e a capacidade de aprender e discernir.

Se hoje tivessemos aqui em nosso meio Paulo, Pedro, João, e tantos outros homens de Deus , será que estariam aderindo à forma deste mundo só por que o evangelho esta sendo pregado no século da vaidade e do conformismo?

De forma alguma.

A Palavra de Deus não muda.

O pecado continua sendo pecado.

Os perigos dos últimos dias estão sobre nós.

E é nosso trabalho advertir o povo de Deus.

Há uma necessidade hoje da voz severa de repreensão pela Palavra de Deus.

Pois pecados graves tem separado o povo do seu Deus.

O único e verdadeiro Deus.

Que honra sua Palavra e irá cumpri-la.

Queiramos nós ou não.

A Palavra não muda e será a régua de Deus para medir seu povo.

Ai quero ver onde vai ficar as linhas de pensamentos humanos como campanhas, brasões, tatuagens com seus idolos evangélicos, terra santa, oleo santo , água santa etc.

Nosso povo não teme mais os aconteciementos descritos na Biblia.

Os sermões macios tão frequentemente pregados não deixam a impressão duradoura.

A trombeta não dá um sonido certo.

Os homens não são atingidos no coração pela clara e cortante Palavra de Deus.

Quando nós o povo de Deus despertarmos deste sono do diabo , veremos que os acontecimentos descritos em apocalipse estão ai.

Mais evidentes do que nunca.

Quando isso acontecer; e se acontecer, então despertaremos do sono e um grande despertamento trará a santidade e o temor de volta as igrejas de Deus.

Igreja esta, que o Senhor espera que sempre seja a coluna e baluarte da verdade.

Deus nos abençoe e nos guarde.

Pr. Adélcio Ferreira
Natércia - MG -

www.semeandoapalavra.net

Fonte: www.ultimato.com.br

Comentário do editor do Sê Fiel

O Pastor Adélcio Ferreira, de Natércia (MG), como este editor, também publica artigos no site do Ultimato, colocando temas importantes, com muita propriedade, e com base bíblica.

Este texto, que postamos hoje, foi por ele autorizado, e também está no "site" da Revista Ultimato, desde o dia 22.01.09.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Países perseguidos e a posse de Obama
Países perseguidos e a posse de Obama

(PORTAS ABERTAS)

No dia 21 de janeiro, a mídia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerimônia de posse de Barack Obama em Washington.

Na internet, o discurso completo está disponível em inglês, mas a tradução chinesa eliminou passagens consideradas “incômodas” para o governo.

Os censuradores atacam três trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que “gerações passadas enfrentaram o facismo e o comunismo não com mísseis e tanques, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras”.

A frase inteira foi retirada da versão publicada pela agência estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usuários chineses.

A segunda referência explícita de Obama aos líderes mundiais que “colocam a culpa das desgraças da sociedade no Ocidente” também foi omitida.

O terceiro trecho obstruído pela censura foi quando ele falou sobre “aqueles que chegam ao poder através da corrupção, fraude e calam os discordantes”, que, segundo ele, escolheram o “lado errado da história”.

Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo.

Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea.

O Irã também deu preferência a uma manifestação que aconteceu em Tehran em favor da população palestina.

O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (alguém que apoia a repatriação dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das relações entre os dois estados, principalmente enquanto a questão nuclear do Irã continuar aberta.

Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro.

No Afeganistão, o Talibã, que alegava “não ter problemas pessoais com Obama”, alertou o presidente a “aprender lições com os soviéticos” e retirar as tropas do país, deixando aos afegãos a tarefa de “decidir o futuro da nação”.

Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin não escondeu seu ceticismo ao notar que “as mais amargas decepções normalmente resultam de grandes expectativas”.

O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, “iniciativas comuns serão tomadas para promover a estabilidade no Oriente Médio”.

Na Indonésia, onde passou parte da infância, a posse de Obama foi recebida com comemorações e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama “tem potencial para enfrentar a crise mundial”.

A Tailândia também utilizou a medida financeira para examinar a nova administração americana.

Enquanto isso, a Malásia pediu mais atenção para o “sudeste da Ásia”, há muito tempo ignorado por seu antecessor.

Especialistas em política na Índia encorajaram Obama a continuar “no caminho do diálogo”, já deixado de lado pelo governo Bush.

Fonte: www.portasabertas.org.br

Palavra do editor:

Estamos vivendo, em relação ao Oriente Médio, dias de paz aparente.

Israel declarou o cessar fogo, o Hamas recusou, mas, no dia seguinte também declarou o cessar fogo por 7 dias.

A Bíblia, Palavra de Deus, nos mostra que "quando andarem dizendo "paz e segurança", eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor do parto à que está para dar a luz; e de nenhum modo escaparão" (I Tessalonicenses 5. 3).

O "palco está montado", estamos diante de uma outra realidade.

O novo Presidente dos Estados Unidos "endeusado" pelo mundo inteiro, já apontado, por muitos, como "messias", é um homem muito diferente do Presidente anterior, e parece querer, através do diálogo, resolver de vez a constante luta entre palestinos e Israel.

E ele tem tudo para dar certo com os palestinos, face à sua origem islâmica.

Já, no seu primeiro dia na Casa Branca, telefonou para os governos de países do Oriente Médio: Irã, Autoridade Palestina, Egito, Jordânia, etc., no que foi bem aceito.

Deus, através do profeta Daniel, no capítulo 9, versículo 27, fala sobre o "acordo de paz" definitivo, que será o primeiro passo para o "tempo do fim".

O acordo será celebrado, nos primeiros 3 anos e meio haverá uma paz aparente, quando todos estarão dizendo "paz e segurança", então o anticristo se revela, ocasião em que virá a destruição (a grande tribulação a que Jesus se refere em Mateus 24. 21).

É o momento, portanto, para que nós [a igreja] vigiemos e oremos, e, sobretudo, preguemos a Palavra de Deus, no sentido de alcançarmos o maior número possível de pessoas, pois é vontade de Deus que "nenhum se perca" (II Pedro 3. 9).

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Gaza
GAZA - POR ALI KAMEL

Artigo publicado na coluna "Opinião", do jornal "O Globo", em 13/01/2009. Ali Kamel é jornalista.



Eu acredito em eleições.

E acredito que o povo sempre tem a capacidade de julgar o que considera bom para si.

Isso não quer dizer que o povo acerte sempre: não são poucas as vezes em que a decisão mostra-se errada no futuro.

Não importa, no momento em que comparece às urnas, certo ou errado, o povo é responsável por suas escolhas.

Por que essa conversa?

Porque isso não me sai da mente quando vejo, chocado, os bombardeios em Gaza.

Em 2006, houve eleições para escolha do primeiro-ministro palestino.

Era um contexto em que os EUA clamavam pela democratização do mundo árabe.

Quando o Hamas saiu-se vitorioso, muita gente, diante dos lamentos dos americanos, riu, dizendo algo assim:

"Ora, não queriam democracia? Agora o povo vota, escolhe o Hamas e os EUA lamentam?

Então democracia só vale quando ganham os aliados?"

Na época, escrevi que a simples presença do Hamas nas eleições mostrava que aquilo não era uma democracia: porque democracia não é o regime em que todas as tendências disputam o voto; democracia é o regime em que todas as tendências que aceitam a democracia disputam o voto.

Como o Hamas prega uma teocracia, um sistema político que o aceita como legítimo aspirante ao poder não pode ser chamado de democracia.

Seja como for, tendo sido democráticas ou não, aquelas eleições expressaram a vontade do povo: observadores internacionais atestaram que o pleito transcorreu sem fraudes.

E o que pregava o Hamas na campanha de 2006?

Antes, para entender o linguajar, é importante lembrar que o Hamas não aceita a existência do Estado de Israel, chamado de "Entidade Sionista".

Assim, quando se refere à "Palestina", o Hamas engloba tudo, inclusive Israel.

Destaco aqui três pontos do programa eleitoral (na disputa, o grupo deu-se o nome de "Mudança e Reforma"):

"A Palestina é uma terra árabe e muçulmana";

"O povo palestino ainda está em processo de libertação nacional e tem o direito de usar todos os meios para alcançar esse objetivo, inclusive a luta armada";

"Entre outras coisas, nosso programa defende a "Resistência" e o reforço de seu papel para resistir à Ocupação e alcançar a liberação.

A "Mudança e Reforma" vai também construir um cidadão palestino orgulhoso de sua religião, terra, liberdade e dignidade; e que, por elas, esteja pronto para o sacrifício."

Deu para entender?

O Hamas propôs um programa segundo o qual não há lugar para judeus na "Palestina", o uso da luta armada deve ser reforçado para se livrar deles, e os cidadãos comuns devem estar preparados para se sacrificar (morrer) pela religião, pela terra, pela liberdade e pela dignidade.

Havia alternativa?

Sim, apesar da ambiguidade eterna, o Fatah do presidente Mahmoud Abbas (e, antes, de Yasser Arafat), na mesma eleição, pregava a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967, a criação de um Estado Palestino com sua capital em Jerusalém e uma solução para os refugiados de 1948 com base em resoluções da ONU, uma agenda que só parece moderada porque é comparada à do Hamas.

Embora estimulasse e declarasse legítima a resistência à ocupação, a novos assentamentos judaicos e à construção do muro de proteção que Israel ergue entre a Cisjordânia e seu território, o Fatah declarava expressamente:

"Quando o imortal presidente Arafat anunciou em 1988 a decisão do Conselho Nacional Palestino, reunido naquele ano, de adotar a "solução histórica", que se baseia no estabelecimento de um Estado independente Palestino lado a lado com Israel, ele estava de fato declarando que o povo palestino e suas lideranças tinham adotado a paz como uma opção estratégica."

E qual foi a decisão dos palestinos?

Num sistema eleitoral que adota o voto distrital misto, o Hamas ganhou tanto no voto proporcional quanto nos distritos, abocanhando 74 dos 132 assentos do Parlamento.

Ou seja, diante do desgaste de 40 anos do Fatah, e das denúncias de corrupção que pairavam sobre o movimento, os palestinos deixaram a paz de lado e optaram pela promessa de pureza divina e dos foguetes do Hamas.

Meses depois, uma luta interna feroz entre os dois grupos teve lugar e resultou numa divisão territorial: o Fatah ficou com a Cisjordânia, onde a situação é de calma, e o Hamas ficou com Gaza, de onde continuou pregando o programa aprovado pelos eleitores: enfrentamento armado, mesmo tendo consciência do que isso acarretaria.

Diante disso, dá para dizer que os palestinos de Gaza são inocentes vítimas do jugo do Hamas e de uma reação desproporcional dos israelenses?

Olha, eu deploro a guerra, lamento profundamente a morte de tanta gente, especialmente de crianças, vítimas de uma guerra de adultos.

Vejo as bombas, e fico prostrado, temendo que o bom senso nunca chegue.

Mas isso não me impede de ver que a guerra, com suas consequências, foi uma escolha consciente também dos palestinos de Gaza.

Retratá-los como despossuídos de todo poder de influir em seus destinos não é mais uma verdade desde 2006.

Parecerá sempre simplificação qualquer coisa que se diga num espaço tão curto, em que é preciso deixar de lado as raízes desse conflito e a trama tão complicada que distribuiu culpa e vítimas por todos os lados.

Mas não consigo terminar este artigo sem dizer: para que haja paz, os dois lados têm de ceder em questões tidas como inegociáveis, o apelo às armas tem de ser abandonado, o Estado Palestino deve ser criado ao lado de Israel, cujo direito a existir não deve ser questionado.

Se isso acontecer, muitos árabes e israelenses daquela região não se amarão, terão antipatias mútuas, mas viverão lado a lado.

Utopia?

Fonte: Sandro (um israelense convertido a Jesus)por e-mail

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