O plano de Deus com Israel
"Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor é o Santo de Israel" (Is 41.14).
Uma promessa maravilhosa!
Mas onde, como e quando esta ajuda para Israel pode ser encontrada hoje?
Talvez, com os EUA?
Não!
Ou talvez com Deus, que permitiu o Holocausto e deixou ocorrer a "intifada" (rebelião dos palestinos)?
Os inimigos, cegos de ódio, não poupam nenhum sacrifício, nem a própria vida para espezinhar o "vermezinho de Jacó" e provocar uma "solução final" para poder estabelecer o chamado Estado Palestino.
E isso em Eretz Israel (a terra de Israel)!
O mundo sem Deus prefere crer numa mentira histórica, ao invés de crer na Palavra de Deus eternamente válida.
Lembremo-nos mais uma vez do que Deus diz do "vermezinho de Jacó":
"Porque tu és povo santo ao Senhor, teu Deus; o Senhor, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra.
Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito" (Dt 7.6-8).
Do "vermezinho de Jacó" brotou Davi, o "Meleque (= rei) de Israel", que escolheu ser pequeno e humilde diante de Deus.
Pela graça de Deus ele pôde subir ao "trono de Davi" como rei terreno e precursor do eterno Rei da Paz, Jesus Cristo.
Deus não escolhe quem busca poder, status e fama.
Pelo contrário: "Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes" (1 Co 1.27).
Esse é um princípio divino, que se estende por todo o Plano de Salvação.
"Palestina", como Israel é chamado por muitos hoje, é uma designação falsa, pois essa palavra é uma derivação de "pelishtim" ou "Filístia".
Na verdade Israel foi oprimido temporariamente pelo "povo do mar", os filisteus, mas os conhecedores da Bíblia sabem que Davi acertou as contas com Golias e os filisteus foram vencidos.
Em tempo algum a terra de Israel pertenceu aos filisteus ou aos palestinos.
Os moradores da terra, antes que Israel a ocupasse, foram as gerações dos cananeus:
"Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e aos jebuseus, aos amorreus, aos girgaseus, aos heveus, aos arqueus, aos sineus, aos arvadeus, aos zemareus e aos hamateus; e depois se espalharam as famílias dos cananeus.
E o limite dos cananeus foi desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim, até Lasa" (Gn 10.15-19), e a terra se chamava Canaã.
"Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia armando as suas tendas até Sodoma" (Gn 13.12).
Depois que Ló havia se separado de Abraão, este recebeu novamente uma confirmação da parte de Deus: "Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra (Canaã) que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre" (Gn 13.14-15). (Este negrito é do blog).
Quando Israel entrou em Canaã, Josué recebeu a ordem divina:
"Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.
Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés" (Js 1.2-3).
Depois de quarenta anos de peregrinação pelo deserto, a terra de Canaã foi a pátria de Israel durante 1.500 anos até a destruição do templo no ano 70 d.C.
Então Israel foi espalhado entre os povos – até que no ano de 1948, foi-lhe novamente concedida uma pátria por decisão da ONU, mas com a imposição (infeliz) de dividi-la com os árabes.
Mas de onde vem, então, o nome Palestina?
O imperador romano Adriano, que odiava os judeus e os cristãos, deu esse nome à terra no ano de 135 d.C., com a intenção de que não se fizesse mais referência "ao nome Judéia de Israel".
Assim foi cunhado o falso nome "Palestina" e ele ficou sendo usado desde então.
Infelizmente, até as sociedades bíblicas aceitaram essa falsa denominação e a usaram nos mapas em diversas Bíblias: Palestina, ao invés de Canaã.
Aqueles que atualmente se chamam de palestinos são árabes, sejam eles muçulmanos ou cristãos.
No fundo a polêmica atual entre árabes e judeus (Israel) não é um problema étnico nem político, mas um problema religioso.
E por isso, na verdade, somente a Bíblia pode mostrar o caminho certo para a solução do conflito.
Israel (= Jacó) é uma designação que se refere tanto ao povo como também à terra.
Povo e terra formam uma unidade inseparável.
Desta forma, a terra deve pertencer aos palestinos, ou seja, aos árabes?
Jamais, pois o próprio Deus garante que ela pertence a Israel.
As nações deveriam prestar atenção àquilo que Deus diz do Seu "vermezinho Israel" e como Ele o protege:
"Porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8b).
A história trágica de Israel mostra que desde o início da sua existência foi oprimido continuamente por poderes inimigos e até ameaçado pelo holocausto.
Holocausto significa extermínio em massa, extinção, solução final do problema judeu.
Isso já começou antigamente no Egito com Faraó, que tentou dizimar os hebreus.
Mas tão certo como Faraó e seus exércitos se afogaram no Mar Vermelho, também Deus acertará as contas com os atuais inimigos de Israel.
Naquele tempo ainda era um único inimigo que ameaçava a Israel, hoje são as nações.
Desde 1948 Israel foi envolvido em cinco guerras, às quais sobreviveu vitoriosamente.
Hoje um dos seus principais inimigos, que usa pedras, punhais e bombas, está bem no meio do seu território.
Contra isso é difícil usar tanques, ou aviões.
Por meio de guerras e atos terroristas morreram milhares de israelenses desde a fundação do Estado, e a desejada paz desvanece cada vez mais para o "vermezinho de Jacó".
Altos dignitários da política vêm a Israel e se atrevem a dar "bons" conselhos e exortações, dizendo que os judeus deveriam ceder territórios.
Mas nada nem ninguém anula as promessas que Deus deu a Jacó:
"Disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó.
Já não te chamarás Jacó, porém Israel será o teu nome.
E lhe chamou Israel.
Disse-lhe mais: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; sê fecundo e multiplica-te; uma nação e multidão de nações sairão de ti, e reis procederão de ti.
A terra que dei a Abraão e a Isaque dar-te-ei a ti e, depois de ti, à tua descendência" (Gn 35.10-12).
Mas nem o povo como um todo nem o governo se firma nessa promessa, e infelizmente segue o caminho da "angústia de Jacó", conforme Jeremias 30.7-10:
"Ah! Que grande é aquele dia, e não há outro semelhante!
É tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será livre dela.
Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço e quebrarei os teus canzis; e nunca mais estrangeiros farão escravo este povo, que servirá ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhe levantarei.
Não temas, pois, meu servo, Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; pois eis que te livrarei das terras de longe e à tua descendência, da terra do exílio; Jacó voltará e ficará tranqüilo e em sossego; e não haverá quem o atemorize".
Nosso coração anseia por isso!
A nossa oração sempre deve ser que, sem demora, Israel seja conduzido ao encontro do destino que Deus planejou para ele!
Para isso é preciso ter fé baseada nas Escrituras e perseverança, não se deixando determinar pelo mal e pelo que é atualmente visível, mas sim, firmando-se nas imutáveis promessas de Deus!
Deus o chama de "vermezinho de Jacó".
O Israel moderno – e "vermezinho de Jacó", será que isso combina?
Ou Deus deveria fazer uma correção e mudar-lhe o nome?
Com essa humilde terminologia divina ofenderíamos Israel diretamente.
No máximo, esta expressão talvez possa ser engolida nas piadas judaicas ou no humor do escritor satírico israelense Ephraim Kishon.
Israel se orgulha dos seus progressos tecnológicos.
E não só por isso, pois em todas as áreas os judeus realizam coisas inovadoras.
Por exemplo, em tempo recorde eles criaram um jardim florido e belas cidades nas areias do deserto.
Não se consegue enumerar tudo o que eles estão conseguindo e realizando.
E nós nos admiramos e nos alegramos com o seu sucesso, e naturalmente também porque foram vitoriosos nas cinco guerras, das quais se viram obrigados a participar.
E se houver guerra novamente, Israel está preparado – e como!
Contudo, falta o essencial ao povo de Deus hoje: a confiança no Deus de seus pais Abraão, Isaque e Jacó.
Israel quer ser como todos os outros povos e esquece o seu Deus.
Por isso, hoje em dia, há medo e perplexidade por toda parte.
Alastram-se a anarquia e a imoralidade em Israel como acontece nas outras nações.
No Knesset (Parlamento) ninguém se levanta e chama ao retorno para o Deus dos pais.
Para onde isso vai levar?
Para a "angústia de Jacó", a Grande Tribulação.
Só se pode implorar:
"Senhor, tenha misericórdia deles e abrevie esse tempo!"
O próprio Deus é fiador da salvação e do renascimento de Israel, que o Messias, Yeshua, Jesus Cristo, trará.
Então se cumprirá o que está escrito:
"Eu, o Senhor, te chamei em justiça; tomar-te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei mediador da aliança com o povo e luz para os gentios" (Is 42.6).
Por isso: nós, que amamos o judeu Jesus, formemos uma muralha de orações ao redor do "vermezinho de Jacó"!
Assim o problema com os vizinhos de Israel, hoje ainda inimigos, estará resolvido:
"Bendito seja o Egito, meu povo, e a Assíria, obra das minhas mãos, e Israel, minha herança" (Is 19.25b).
Com absoluta certeza o "vermezinho de Jacó" pode contar com a ajuda do Senhor, pois seu Redentor, o próprio Santo de Israel, comprometeu-se com Sua promessa:
"Desposar-te-ei comigo para sempre; desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias; desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor" (Os 2.19-20).
Naquele tempo, segundo o direito judaico, o noivado era bem mais significativo do que nos costumes do Ocidente.
Um casal de noivos ficava comprometido um com o outro, pois o noivo pagava um dote por ocasião do noivado.
Com isso o acordo estava selado.
Em que consiste o dote em relação a Israel?
"Em justiça, em juízo, e em benignidade e em misericórdias... e em fidelidade!"
Qual é o fundamento de um noivado?
Evidentemente é o amor!
Além disso, o Senhor ainda lhes deu Seu Filho unigênito.
Portanto, o que mais Israel pode esperar de Deus?
Encontramos a resposta em Romanos 11.29:
"Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" e: "se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo" (2 Tm 2.13).
Deus cumpriu Seu juramento e continua cumprindo-o.
– E Israel?
"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam" (Jo 1.11).
E: "Não queremos que este reine sobre nós" (Lc 19.14b).
Que tragédia para a própria desgraça!
Que grande ofensa a Deus e a Seu Filho!
Como deve ter sido dolorosa para Eles a recusa desse amor!
Ouvimos como um lamento:
"Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos" (Is 65.2).
Por isso Israel ainda tem de passar pelo juízo redentor, pois Deus diz por meio de Samuel:
"Se, porém, não derdes ouvidos à voz do Senhor, mas, antes, fordes rebeldes ao seu mandado, a mão do Senhor será contra vós outros, com foi contra vossos pais" (1 Sm 12.15). –
"Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça" (Is 59.1-2).
Poderíamos continuar jogando sobre Israel muitas outras passagens bíblicas que falam de condenação.
Esta é a nossa tarefa?
De maneira nenhuma!
Isso não compete a nós!
Nesse sentido nos chama a atenção a insistente exortação do apóstolo Paulo:
"Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também não te poupará" (Rm 11.20b-21).
Por acaso será que nós temos sido continuamente fiéis ao Senhor?
Infelizmente, não!
Somos nós melhores do que o "vermezinho de Jacó?"
De modo algum!
É vergonhoso constatar que o anti-semitismo não se alastra apenas nos círculos políticos, mas até em igrejas isso tem acontecido – e contagiado membros de grupos cristãos.
Desde a escolha de Israel, como povo de propriedade de Deus, o inimigo tem sempre procurado destruí-lo.
Ele costuma usar dirigentes políticos como Hitler, Nasser, Kaddafi, Yasser Arafat, mas também a imprensa de esquerda.
O Holocausto começou com Faraó.
Na peregrinação pelo deserto foi o rei Balaque que usou os serviços do renomado adivinho e "vidente" Balaão.
Este era uma sumidade no terreno do ocultismo.
Balaão deveria amaldiçoar Israel por meio de suas temidas maldições mágicas, o que falhou apesar de diversas tentativas.
Contra a vontade de Balaque e Balaão, ao invés de maldição, esse falso profeta teve de pronunciar as mais gloriosas palavras de bênção:
"Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem... uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro" (Nm 24.9b e 17a).
A história de Israel, em muitos trechos, é uma história de sofrimentos trágicos.
Finalmente houve na Suíça e em alguns outros países uma disposição para rever a História e ressarcir danos materiais às vítimas do Holocausto e seus descendentes, e se fala de revisar o passado.
Mas além disso também seria importante revisar a História de Israel, sua origem e suas promessas como são ensinadas em escolas e universidades.
Para isso, porém, seria necessário estudar a Bíblia!
Como, entretanto, as nações e seus dirigentes estão cegos e não têm mais compromisso com a Bíblia, continuam presos à velha e antiga culpa, que é impossível de ser reparada com quaisquer bens materiais.
Ninguém pode resgatar sua culpa por meio de ouro ou dinheiro!
Deus não aceita nenhuma negociação de indulgências.
A Palavra de Deus diz que as nações se tornaram cegas:
"obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração" (Ef 4.18).
Alguém que odiava os judeus perguntou a um velho judeu:
"O que você pensa que acontecerá com o seu povo se nós continuarmos perseguindo vocês"?
O judeu respondeu:
"Haverá um novo feriado para nós!"
"O que você quer dizer com isso?", perguntou o outro, "como vocês podem ter um novo feriado se continuarmos perseguindo vocês?"
O velho judeu disse:
- "Veja bem, Faraó quis nos exterminar – e nós recebemos um feriado: a
- Hamã quis enforcar Mordecai e exterminar todos os judeus – e nós recebemos um novo feriado: Purim!
- Antiôco, o rei da Síria, quis exterminar os judeus.
Ele ofereceu um porco ao deus Júpiter no templo – e Israel recebeu outro feriado: Hanucah!
- Hitler quis nos exterminar – e nós recebemos mais um feriado: Yom Ha atzmaut, o Dia da Independência!
- Os jordanianos ocuparam Jerusalém Oriental durante 19 anos, impedindo-nos de orar no Muro das Lamentações, até que, no ano de 1967, nossos soldados libertaram Jerusalém Oriental.
Desde então festejamos anualmente o Yom Yerushalaym, o Dia de Jerusalém!
E caso continuarem nos perseguindo, receberemos mais feriados da parte de Deus!"
E o velho judeu tem razão!
Esta história continua sendo escrita: Israel receberá outro feriado.
O monumento já foi levantado.
No mundo inteiro só existe um único monumento a uma guerra que ainda não aconteceu.
Qualquer um tem a oportunidade de vê-lo em Megido, e a placa indicativa diz que, de acordo com Apocalipse 16.16, Deus reunirá as nações para a guerra em Armagedom.
Mas não somente isso.
Também se cumprirá Zacarias 14.12 assim que os inimigos de Israel atacarem Jerusalém, e a sentença está lavrada:
"Esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que guerrearem contra Jerusalém: a sua carne se apodrecerá, estando eles de pé, apodrecer-se-lhes-ão os olhos nas suas órbitas, e lhes apodrecerá a língua na boca."
Por causa das armas químicas, esse cenário apocalíptico se torna compreensível.
Mas nós cremos na promessa divina:
"Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para salvar-te; por isso, darei cabo de todas as nações entre as quais te espalhei; de ti, porém, não darei cabo, mas castigar-te-ei em justa medida e de todo não te inocentarei" (Jr 30.11).
Da mesma maneira Deus procedeu com os israelitas na Pérsia.
O livro de Ester relata uma história estranha, que soa como um conto de fadas das mil e uma noites.
A vida majestosa e cheia de pompa do Oriente e as intrigas que faziam parte da corte real da Pérsia são descritas de maneira muito realista: uma grande parte de Israel não conseguia se decidir a obedecer aos profetas, Isaías e Jeremias, para deixar a Babilônia e voltar para a sua terra, embora a ordem do Senhor fosse clara:
"Saí da Babilônia, fugi de entre os caldeus" (Is 48.20a), e "Saí do meio dela, ó povo meu, e salve cada um a sua vida do brasume da ira do Senhor" (Jr 51.45).
O período de 70 anos de cativeiro no exílio, conforme os profetas haviam anunciado, estava no fim.
O templo deveria ser novamente edificado em Jerusalém e os sacrifícios reinstituídos.
Mas os judeus que haviam ficado não mostraram nenhuma vontade nesse sentido.
Obviamente eles preferiram se assimilar e se acomodar na terra próspera onde se encontravam.
Aí se manifestou novamente a desobediência obstinada:
"Mas o meu povo não me quis escutar a voz, e Israel não me atendeu. Assim, deixei-o andar na teimosia do seu coração; siga os seus próprios conselhos" (Sl 81.11-12).
Isso teve por conseqüência inevitável:
"Mas, porque clamei, e vós recusastes; porque estendi a mão, e não houve quem atendesse; antes, rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão, também eu me rirei na vossa desventura, e, em vindo o vosso terror, eu zombarei" (Pv 1.24-26).
Esta não é uma séria advertência para nós?
Quem pensa que sabe tudo melhor e persiste na teimosia, traz sobre si infortúnio e infelicidade.
Foi a grande misericórdia de Deus que fez com que Ele, assim mesmo, aceitasse Seu povo desesperado e o salvasse para a Sua honra.
A Sua misericordiosa providencial protegeu o resto do povo do aniquilamento total, e Ele também o fará no futuro!
A decisão de Hamã de exterminar os judeus e enforcar Mordecai foi frustrada pelo corajoso ato da Hadassa (= Ester).
"Se morrer, morrerei"!
Com essa decisão corajosa ela não apenas frustrou o plano de Hamã, mas também do rei, agindo em favor do seu povo.
E Hamã experimentou o dito: aquele que prepara uma forca para Israel será pendurado nela!
Mas hoje, quem tem coragem de falar a favor de Israel?
Aquele que abençoa Israel será abençoado!
Em memória do maravilhoso livramento da mão de Hamã, Israel festeja a cada ano, no dia 14 de adar, a Festa de Purim.
Todavia, o dia de grande alegria ainda está por vir, pois Isaías anuncia ao "vermezinho de Jacó":
"Em lugar da vossa vergonha, tereis dupla honra; em lugar da afronta, exultareis na vossa herança; por isso, na vossa terra possuireis o dobro e tereis perpétua alegria" (Is 61.7). (Burkhard Vetsch - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, julho de 1998.
Fonte: www.chamada.com.br
Nota do editor do Sê Fiel:
Como cristãos temos que orar por Israel, o povo de Deus, e estarmos ao seu lado.
Deus prometeu, em relação a Israel:
"Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoareis os que te alamdiçoarem"
Deus através do salmista manda "orar pela paz em Jerusalém".
Deus, no Novo Testamento, diz que "a Salvação vem dos judeus".
Ele também diz, através de Paulo, que "a Salvação é primeiro dos judeus e também do grego".
Deus disse (textos acima citados, em um dos quais colocamos "negrito") que a terra é dos judeus para sempre.
Depois de terem sido dispersos pelo mundo, e vítimas do holocausto, na segunda guerra mundial, a ONU entregou a terra a eles [não o mesmo território designado por Deus, mas menos).
Em 1967, na guerra dos seis dias, em que Israel entrou se defendendo, pois foi atacado, conquistou novos pedaços da terra, que por herança perpétua era sua.
Assim, legalmente, há três atos legítimos, verdadeiros, que lhe garante a posse da terra.
Mas, cumprindo profecias, Israel vem cedendo terras unilateralmente (desde 2005) em troca de paz, mas o "terrorismo" não se conforma e quer destruir Israel como nação, como vem repetindo o Presidente do Irã, e é o objetivo supremo do Hamas.
Tudo pode ocorrer neste conflito, mas chegará a hora designada por Deus para um "Acordo de Paz", aparentemente definitivo (Daniel 9. 27), mas no meio do mesmo a aliança será quebrada, e o anticristo se manifestará, promovendo tremenda destruição, como jamais houve ou haverá (Palavras de Jesus em Mateus 24). Serão três anos e meio de tribulação, quando Jesus voltará para reinar sobre as nações.
Antes dessa tribulação, todavia, antes do anti-cristo se revelar, os convertidos a Jesus serão arrebatados para o encontro com o Senhor nos ares, entre nuvens. Primeiro os mortos ressuscitarão, depois os vivos subirão (I Tessalonicenses 4).
Maranata! [Ora, vem Senhor Jesus!]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br.
postado por Edmar Torres Alves, , em 08-01-2009
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O Irã como Estado máximo do confronto
O Irã como Estado máximo do confronto
THOMAS L. FRIEDMAN
DO "NEW YORK TIMES"
É doloroso assistir aos combates, mortes e destruição na faixa de Gaza.
Mas já é tudo familiar demais.
É a versão mais recente da peça há mais tempo em cartaz no Oriente Médio moderno.
Se eu tivesse que dar um título a ela, seria: "Quem é o dono deste hotel? Os judeus podem ter um quarto aqui?
Não deveríamos explodir o bar e pôr uma mesquita no lugar?".
Ou seja, a faixa de Gaza é uma miniversão dos três grandes conflitos que se desenrolam desde 1948:
1) Quem será a superpotência regional?
2) Deve haver um Estado judaico no Oriente Médio, e, se sim, em que termos palestinos?
3) Quem vai dominar a sociedade árabe -islâmicos intolerantes que querem sufocar a modernidade ou modernistas que querem abraçar o futuro com rosto árabe-muçulmano?
O dono do hotel
A luta pela hegemonia no mundo árabe moderno é tão velha quanto o Egito de Nasser.
O que é novo é o fato de o Irã, não-árabe, buscar a primazia, desafiando Egito e Arábia Saudita.
Teerã usa sua ajuda militar ao Hamas e ao Hizbollah para criar uma força com foguetes nas fronteiras norte e oeste de Israel, o que lhe possibilita suspender e reiniciar o conflito israelo-palestino quando quiser e retratar-se como o protetor dos palestinos, em oposição aos regimes árabes fracos.
"A faixa de Gaza que Israel deixou em 2005 fazia fronteira com o Egito.
A faixa de Gaza à qual Israel acaba de retornar faz fronteira com o Irã", disse Mamoun Fandy, diretor de programas de Oriente Médio no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos.
"O Irã virou o Estado máximo do confronto.
Não sei se ainda podemos falar em "paz árabe-israelense" ou "iniciativa árabe de paz".
É possível que tenhamos uma "iniciativa iraniana"."
Toda a noção de processo de paz árabe-israelense terá que mudar.
Um quarto para os judeus
O Hamas rejeita reconhecer Israel.
Já a Autoridade Nacional Palestina, liderada pelo Fatah, reconheceu Israel -e vice-versa.
Se, para você, a única solução estável é uma que envolva dois Estados, com os palestinos ficando com toda a Cisjordânia, a faixa de Gaza e os setores árabes de Jerusalém Oriental, você só pode torcer pelo enfraquecimento do Hamas.
Por quê?
Porque nada tem prejudicado mais os palestinos que a estratégia de culto à morte do Hamas de converter jovens em homens-bomba.
Pois nada seria um revés maior a um acordo de paz do que se o chamado do Hamas pela substituição de Israel por um Estado islâmico se tornasse a posição palestina nas negociações.
E porque os ataques do Hamas ao sul de Israel estão destruindo a solução de dois Estados, mais que os insensatos assentamentos de Israel na Cisjordânia.
Israel já comprovou que se dispõe a retirar assentamentos, como fez em Gaza.
Os ataques de foguete do Hamas representam uma ameaça irreversível.
Eles dizem a Israel:
"A partir da faixa de Gaza, podemos atingir o sul de Israel.
Se ficarmos com a Cisjordânia, poderemos atingir com foguetes -logo, fechar- o aeroporto de Israel a qualquer momento."
Quantos israelenses vão querer correr o risco de abrir mão da Cisjordânia, diante dessa nova ameaça?
Bar ou mesquita
A derrubada pelo Hamas da organização Fatah, mais secular, na faixa de Gaza em 2007 faz parte de uma guerra civil em âmbito regional que opõe islâmicos a modernistas.
Na semana em que Israel vem dividindo a faixa de Gaza em fatias, homens-bomba islâmicos já mataram quase cem iraquianos.
Essas chacinas cometidas sem provocação não geraram nenhum protesto na Europa ou no Oriente Médio.
A faixa de Gaza é hoje, basicamente, o marco zero de todos esses três conflitos, disse Martin Indyk, ex-assessor de Bill Clinton para o Oriente Médio e que acaba de publicar o incisivo, "Innocent Abroad: An Intimate Account of American Diplomacy in the Middle East" [Inocente lá fora: um relato íntimo da diplomacia americana para o Oriente Médio].
"Este pedacinho de terra, a faixa de Gaza, tem o potencial de colocar essas três questões a nu e criar um problema enorme para Barack Obama."
O grande potencial de Obama para os EUA, observou Indyk, é também uma grande ameaça aos radicais islâmicos -pois sua história exerce atração enorme sobre os árabes.
Há oito anos o Hamas, o Hizbollah e a Al Qaeda vêm surfando a crista da onda do ressentimento contra os EUA gerada por George W. Bush.
E essa onda ampliou em muito a base deles.
Hamas, Hizbollah e Al Qaeda devem sem dúvida estar torcendo para poderem usar o conflito na faixa de Gaza para converter Obama em Bush.
Eles sabem que Barack Hussein Obama precisa ser "embushcado" para manter a América e seus aliados árabes na defensiva.
Obama precisa manter os olhos fixos sobre o prêmio.
Sua meta -a meta da América- tem que ser um acordo na faixa de Gaza que elimine a ameaça dos foguetes do Hamas e abra o território economicamente ao mundo, sob supervisão internacional digna de crédito.
É isso que vai atender aos interesses americanos, moderar os três grandes conflitos e fazer Obama ganhar respeito.
Tradução de CLARA ALLAIN
Fonte: www.folha.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 08-01-2009
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Conflito árabe-israelense
Seguem dois textos interessantes onde não judeus, formadores de opinião, expressam suas opiniões e pontos de vista sobre o conflito que ocorre em Gaza agora.
TAWFIK HAMID
O escritor, um médico e reformador muçulmano, é o autor de "Inside Jihad."
Traduzido por ROGÉRIO PALMEIRA
A SOLUÇÃO DE GAZA ESTÁ NAS MÃOS DOS PALESTINOS
Depois de Israel lançou sua ofensiva militar contra Hamas, em instalações militares em Gaza, em resposta aos repetidos ataques a civis israelenses, as ruas árabes não perderam tempo e demonstraram com paixão sua oposição a Israel.
Na Europa, muitos ocidentais também tomaram parte no protesto.
Como um muçulmano egipcio,agora vivendo na América, eu me pergunto porque a rua árabe e seus apoiadores no Ocidente nunca mostram igualmente forte resposta contra terroristas islâmicos que almejam civis inocentes mundo afora, explodem mercados inteiros,com civis de origem predominantemente muçulmana no Iraque, Paquistão, Sudão, Turquia, etc.
Quando você considerar que os ataques israelenses mataram cerca de 400 pessoas,maioria militante do Hamas, nos primeiros quatro dias, a atitude passiva do mundo muçulmano contra os terroristas representa extrema hipocrisia.
Se eles realmente se importam com as vidas de muçulmanos , deveriam ter demonstrado nos mesmos números e com igual veemência contra os islamistas que assassinaram centenas de milhares de seus concidadãos muçulmanos, para não mencionar o Hamas que abate membros do rival Fatah - mulheres e crianças incluídos.
Outra questão é: porque não vimos uma semelhante forte reação contra os terroristas que praticaram o mais recente atentado em Mumbai.
Muitos indianos, ocidentais e judeus foram mortos.
Mas não houve erupção espontânea e demonstrações de indignação na Europa, para denunciar os ataques, como no caso de Gaza .
São essas vidas menos importantes que as dos palestinos?
Onde está a o furor público organizado contra a matança lasciva de indianos e judeus?
Assistimos à queima de igrejas no Iraque, nas mãos dos jihadistas.
Sabemos também que milhares de cristãos iraquianos fugiram porque os islamistas impõem sobre eles o tradicional Sharia, escolha para os não-muçulmanos: converter-se ao Islã, pagar um imposto humilhante (jizzia), ou serem mortos.
No entanto, não ouvimos qualquer coisa a partir das ruas árabes ou de seus apoiantes.
Só silencio petrificante.
As vidas palestinas valem mais do que as dos cristãos no Iraque?
Uma mentalidade tribal ainda governa o mundo muçulmano e não há qualquer vontade de demonstrar-se contra concidadãos muçulmanos, mesmo contra aqueles que tenham cometido grandes crimes contra outros muçulmanos.
E a Europa é demasiado eviscerada para vir ao auxílio de vítimas cristãs dos "anti-infiéis".
Depois, há o velho anti-semitismo.
É tão fácil demonstrar-se contra os judeus ou Israel e extremamente raro ver demonstrações de apoio às vítimas judaicas, tais como o altruísta rabino e sua esposa, que foram selecionados para a uma tortura especial em Mumbai, pelos islamistas.
Ele faz o "impulso" europeu de boa consciência apontar um dedo contra a suposta "agressão" de Israel para ajudar a minorar alguns dos seus próprias culpas remanescentes .
O mundo muçulmano e os europeus que apoiam as manifestações contra Israel devem parar a tendenciosa reação, que cega e reflexamente apoia a palestinos e criminaliza Israel .
Aqueles que se demonstrarem contra a campanha militar em Gaza devem perceber que, se o Hamas tivesse parado de atacar Israel com seus foguetes, Israel não teria lançado o seu ataque.
Se o palestinos tivessem se focado na construção de sua sociedade e não em destruir os outros, toda a região iria desfrutar da paz e prosperar.
Caso palestinos reconheçam o direito de Israel a existir, finalizar o terrorismo contra os judeus e nutrir um sincero desejo de viver em paz, eles terminariam o seu sofrimento.
A solução agora está simplesmente na mãos dos palestinos - não dos israelenses.
TAWFIK HAMID
O escritor, um médico e reformador muçulmano, é o autor de "Inside Jihad."
Traduzido por ROGÉRIO PALMEIRA
EM DEFESA DE ISRAEL, POR PILAR RAHOLA
Por que não vemos manifestações em Paris, ou em Londres, ou em Barcelona contra as ditaduras islâmicas?
Por que não as fazem contra a ditadura
birmanesa?
Por que não há manifestações contra a escravidão de milhões de mulheres que vivem sem nenhum amparo legal?
Por que não se manifestam contra o uso de "crianças bomba", nos conflitos onde o Islã está envolvido?
Por que nunca lideraram a luta a favor das vítimas da terrível ditadura islâmica do Sudão?
Por que nunca se comoveram pelas vítimas de atos terroristas em Israel?
Por que não consideram a luta contra o fanatismo islâmico, uma de suas principais causas?
Por que não defendem o direito de Israel de se
defender e de existir?
Por que confundem a defesa da causa palestina, com a justificação do terrorismo palestino?
E a pergunta do "milhão", por que a esquerda européia, e globalmente toda a esquerda, estão obcecadas somente em lutar contra as democracias mais sólidas do planeta, Estados Unidos e Israel, e não contra as piores
ditaduras?
As duas democracias mais sólidas, e as que sofreram os mais sangrentos atentados do terrorismo mundial.
E a esquerda não está preocupada por isso.
E finalmente, o conceito de compromisso com a liberdade.
Ouço essa expressão em todos os foros pró-palestinos europeus.
"Somos a favor da liberdade dos povos", dizem com ardor.
Não é verdade.
Nunca se preocuparam com a liberdade dos cidadãos da Síria, do Irã, do Yemen, do Sudão, etc.
E nunca se preocuparam com a liberdade destruída dos palestinos que vivem sob o extremismo islâmico do Hamás.
Somente se preocupam em usar o conceito de
liberdade palestina, como míssil contra a liberdade israelense.
Uma terrível consequência decorre destas duas patologias ideológicas:
a Manipulação jornalística.
Finalmente, não é menor o dano que causa a maioria da imprensa internacional.
Sobre o conflito árabe-israelense NÃO SE INFORMA, SE FAZ PROPAGANDA.
A maioria da imprensa, quando informa sobre Israel, viola todos os princípios do código de ética do jornalismo.
E assim, qualquer ato de defesa de Israel se converte em um massacre e qualquer enfrentamento, em um genocídio.
Foram ditas tantas barbaridades, que já não se pode acusar Israel de nada pior.
Em paralelo, essa mesma imprensa nunca fala da
ingerência do Irã ou da Síria a favor da violência contra Israel; da inculcação do fanatismo nas crianças; da corrupção generalizada na
Palestina.
E quando fala de vítimas, eleva à categoria de tragédia qualquer vítima palestina, e camufla, esconde ou deprecia as vítimas judias.
Termino com uma nota sobre a esquerda espanhola.
Muitos são os exemplos que ilustram o anti-israelismo e o anti-americanismo que definem o DNA da esquerda global espanhola.
Por exemplo, um partido de esquerda acaba de
expulsar um militante, porque criou uma página de defesa de Israel na internet.
Cito frases da expulsão:
"Nossos amigos são os povos do Irã, Líbia
e Venezuela, oprimidos pelo imperialismo. E não um estado nazista como o de Israel."
Por outro exemplo, a prefeita socialista de Ciempuzuelos mudou o dia da Shoá pelo dia da Nakba palestina, depreciando, assim, a mais de 6
milhões de judeus europeus assassinados.
Ou em minha cidade, Barcelona, o grupo socialista decidiu celebrar, durante o 60º. aniversário do Estado de Israel, uma semana de "solidariedade com o povo palestino".
Para ilustrar, convidou Leila Khaled, famosa terrorista dos anos 70, atual líder da Frente
de Libertação Palestina, que é uma organização considerada terrorista pela União Européia, que defende o uso das bombas contra Israel. E etc.
Este pensamento global, que faz parte do politicamente correto, impregna também o
discurso do presidente Zapatero.
Sua política exterior recai nos tópicos da
esquerda lunática e, a respeito do Oriente Médio, sua atitude é inequivocamente pró-árabe.
Estou em condições de assegurar que, em
particular, Zapatero considera Israel culpado do conflito, e a política do ministro Moratinos vai nesta direção.
O fato de que o presidente colocou uma Kefia palestina, em plena guerra do Líbano, não é um acaso.
É um símbolo.
A Espanha sofreu o atentado islâmico mais grave da Europa, e "Al Andalus" está na mira de todo o terrorismo islâmico.
Como escrevi faz tempo, "nos mataram com celulares via satélite, conectados com a Idade Média".
E, sem dúvida, a esquerda espanhola está entre as mais anti-israelenses do planeta.
E diz ser anti-israelense por solidariedade!
Esta é a loucura que quero denunciar com
esta conferência.
CONCLUSÃO
Não sou judia, estou vinculada ideologicamente à esquerda e sou jornalista.
Por que não sou anti-israelense como a maioria de meus colegas?
Porque como não judia, tenho a responsabilidade histórica de lutar contra o ódio aos judeus, e na atualidade, contra o ódio a sua pátria, Israel.
A luta contra o anti-semitismo não é coisa dos judeus, é obrigação dos não judeus, Como
jornalista, sou obrigada a buscar a verdade, para além dos preconceitos, das mentiras e das manipulações.
E sobre Israel não se diz a verdade.
E como pessoa de esquerda, que ama o progresso, sou obrigada a defender a liberdade, a cultura, a convivência, a educação cívica das crianças, todos
os princípios que as Tábuas da Lei converteram em princípios universais.
Princípios que o islamismo fundamentalista destrói sistematicamente.
Quer dizer, como não judia, jornalista de esquerda tenho um tríplice compromisso moral com Israel.
Porque, se Israel for derrotado, serão derrotadas a modernidade, a cultura e a liberdade.
A luta de Israel, ainda que o mundo não queira saber, é a luta do mundo.
Fonte: e-mail recebido da Professora Mara Montezuma Assaf
http://en.wikipedia.org/wiki/Tawfik_Hamid
http://en.wikipedia.org/wiki/Pilar_Rahola
postado por Edmar Torres Alves, , em 07-01-2009
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Novidades da guerra em Gaza
TENDÊNCIAS/DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br
Novidades da guerra em Gaza
JORGE ZAVERUCHA
Israel tem usado força proporcional à ameaça militar existente, visando, unicamente, acabar com a fonte da agressão
O ATAQUE israelense na faixa de Gaza contra o Hamas é uma ação "defensiva, e não ofensiva".
Quem assim inovou foi o ministro das Relações Exteriores da República Checa, Karel Schwarzenberg, também presidente da União Europeia.
Certamente sua memória sobre a ocupação soviética o torna menos tolerante com ditaduras laicas ou religiosas do que alguns de seus colegas europeus ocidentais.
Diplomaticamente, faz tempo que Israel não recebe tanto apoio da comunidade internacional.
Há críticas verbais, mas estas são para efeito externo.
Na prática, foi dada permissão para Israel enfraquecer o Hamas, desde que a operação militar não dure muito tempo nem que Gaza seja ocupada indefinidamente.
E é exatamente isso que Israel almeja.
Não interessa nem à maioria dos países ocidentais nem aos países árabes "moderados" (Egito, Jordânia e Arábia Saudita, por exemplo) o fortalecimento de uma filial do Irã na faixa de Gaza.
Uma coisa é o eixo Irã-Hamas-Hizbollah; outra é a causa palestina sob os auspícios da Autoridade Nacional Palestina.
A Turquia surpreende pela sua virulência anti-Israel, logo ela que não aceita a independência curda em seu território.
Já o Egito inovou ao criticar publicamente o Hamas por dar o pretexto para a operação militar por meio de indiscriminados ataques de foguetes contra civis israelenses, muito embora boa parte das armas contrabandeadas para Gaza sejam feitas a partir de território egípcio.
O revide israelense está dentro dos cânones da lei internacional.
Israel tem usado força proporcional à ameaça militar existente, visando, unicamente, acabar com a fonte da agressão.
Infelizmente, isso gera a morte de inocentes que são usados como escudos humanos pelo Hamas.
Como o bombardeio aéreo não foi suficiente para neutralizar o lançamento de foguetes, fez-se necessário a operação terrestre sob o ponto de vista israelense.
E, lamentavelmente, mais civis morrerão.
Quanto ao Egito, seu temor não é de pouca monta.
Mubarak nega-se a abrir a passagem de Rafah para o Hamas enquanto a Autoridade Nacional Palestina não voltar a dominar Gaza.
O atual presidente egípcio já tem, internamente, problemas demais com o radicalismo islâmico.
Foi um grupo fundamentalista que assassinou o presidente Sadat.
O hoje braço direito de Bin Laden, Ayman al Zawahiri, participou do complô que matou o presidente egípcio que fez a paz com Israel e ganhou a península do Sinai em troca.
A irritação com Mubarak chegou ao ponto de o líder do Hizbollah, Hassan Nasrallah, ter pedido que a população egípcia derrubasse o presidente egípcio pela ajuda que estaria dando a Israel na luta contra o Hamas.
O Hizbollah e o Hamas são novos atores políticos não estatais no conflito e disputam proeminência com tradicionais Estados árabes.
Mais um fator de instabilidade na região.
Outra novidade é a fratura exposta da liderança palestina durante a guerra contra Israel.
O Hamas, embora democraticamente eleito pela população de Gaza, instaurou uma ditadura que, inclusive, matou e expulsou palestinos do grupo Fatah.
Este é laico e, ao contrário do Hamas, reconhece o direito à existência do Estado de Israel.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, quer retomar o controle político sobre Gaza e sobre o processo de paz com Israel.
Mas isso só será possível, paradoxalmente, caso Israel enfraqueça o fundamentalismo islâmico palestino.
É Israel, inclusive, que tem contribuído para que o Hamas não tome a Cisjordânia.
Por cálculo político.
O Fatah é esperança de retomada de negociações de paz, algo impossível com o Hamas.
Afinal, Israel retirou-se unilateralmente de Gaza, em 2005, e o número de foguetes lançados pelo Hamas a território israelense cresceu em número e em abrangência.
O fortalecimento do Fatah vis-à-vis o Hamas poderá ser a novidade positiva do presente conflito.
A depender do (in)sucesso militar de Israel.
O Hamas subestimou a reação israelense.
Com um primeiro-ministro enfraquecido e às vésperas de eleição parlamentar, o Hamas achou que poderia conseguir uma vitória política como a que o Hizbollah conquistou, recentemente, contra Israel na Guerra do Líbano.
Só que Israel aprendeu com seus erros.
Militarmente, a operação está sendo bem conduzida.
E os políticos, até o momento, estão unidos em torno do interesse estratégico do país.
A saber, reembaralhar as cartas de tal modo que o Hamas não possa voltar a se armar como antes.
JORGE ZAVERUCHA 53, doutor em ciência política pela Universidade de Chicago (EUA), é coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). É autor de "FHC, Forças Armadas e Polícia: entre o Autoritarismo e a Democracia", entre outras obras.
Fonte: ww.folha.com.br (07.01.09)
Hamas deve ser responsabilizado por ataque a escola, diz analista
DO ENVIADO A SDEROT
Especialista em Oriente Médio, estratégia e comunicação da Universidade Bar-Ilan, Eitan Gilboa diz em entrevista à Folha que a culpa pelo ataque à escola da ONU, com vítimas civis, é do Hamas, que usa mulheres e crianças como escudo. (MARCELO NINIO)
FOLHA - O ataque a uma escola da ONU pode aumentar a pressão para que Israel interrompa a ofensiva?
EITAN GILBOA - Pode aumentar a pressão, mas ela não vai funcionar, porque desta vez, diferentemente do que ocorreu no Líbano, Israel está determinado a alcançar seus objetivos.
Todos sabem que esse lugar em particular era usado como uma base militar e como um depósito de munição.
Aviões israelenses não pilotados detectaram membros do Hamas usando a escola para disparar foguetes, com mulheres e crianças dentro para se proteger.
Israel precisa explicar direito que essa não era só uma escola, que em Gaza uma mesquita não é uma mesquita e que a Universidade Islâmica deixou de ser só uma universidade, para virarem bases militares.
FOLHA - O presidente da Universidade Islâmica negou à Folha que lá houvesse atividade militar, e a ONU diz ter avisado Israel que a escola atacada ontem tinha civis.
GILBOA - Isso é absurdo. Essas escolas estão sendo usadas pelo Hamas para atacar Israel, há imagens provando isso.
Quem mantém crianças nessa escola é que deve ser responsabilizado, não Israel.
Concordo que Israel tem um enorme desafio para explicar isso, mas, se o mundo não entender, paciência.
Se o outro lado não cumpre as regras básicas, Israel não pode ser culpado.
FOLHA - O sr, diz que não haverá mais Hamas depois da ofensiva, mas há um consenso de que é impossível derrubar o regime só com meios militares.
GILBOA - Por meios militares é possível derrubar qualquer regime.
Em tempos recentes isso ocorreu em Kosovo, no Iraque, na Bósnia.
Não é preciso eliminar completamente o Hamas, mas criar condições que o tornem ineficiente como inimigo.
Se o Hamas for enfraquecido o suficiente para aceitar as condições de Israel ou entrar numa aliança com o Fatah, tudo bem.
O Hamas não será mais capaz de ditar as regras do jogo.
FOLHA - Mesmo sem o Hamas, o sofrimento causado pela ofensiva aos civis de Gaza não pode se tornar uma arma contra Israel?
GILBOA - Espero que as pessoas em Gaza entendam que seu futuro não é com o Hamas.
Uma mudança radical é necessária e ajudará a ambos os povos.
Fonte: www.folha.com.br (07.01.09)
artigo
Israel querer sobreviver é proporcional
ANDRÉ GLUCKSMANN
Diante de um conflito, as opiniões se dividem entre os incondicionais, as pessoas que decidiram de uma vez por todas quem está certo e quem está errado, e os circunspectos, as pessoas que julgam cada ação como oportuna ou inoportuna de acordo com as circunstâncias.
O confronto em Gaza deixa antever uma ponta de esperança, apesar das imagens de choque.
O fanatismo dos incondicionais parece ser minoritário.
A discussão entre os israelenses (era este o momento de agir? até que ponto?) se desenrola como é comum em uma democracia.
O que surpreende é que um debate semelhante parece começar entre os palestinos e aqueles que os apoiam, a ponto de Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina, ter ousado imputar ao Hamas, com a ruptura da trégua, a responsabilidade inicial pelo sofrimento dos civis de Gaza.
As reações da opinião pública mundial -a mídia, os diplomatas, as autoridades- é que infelizmente parecem defasadas.
É importante enfatizar a palavra que mais se ouve entre os adeptos de uma incondicionalidade de terceiro tipo, os que condenam a reação de Israel como "desproporcional".
A condenação a priori do excesso judaico regula o fluxo das reflexões.
Consulte o dicionário: "desproporcional é aquilo que está fora de proporção" -seja porque não existe uma proporção, seja porque esta se vê rompida.
É a segunda acepção que é utilizada para fustigar os israelenses.
Subentende-se que existe um estado normal do conflito entre o Hamas e Israel e que a belicosidade israelense o desequilibra, como se o conflito não fosse, como todos os conflitos sérios, desproporcional desde a origem.
Qual seria a proporção justa?
O Exército israelense não deveria usar sua supremacia técnica e se limitar a empregar as mesmas armas do Hamas - a guerra com foguetes imprecisos, ou a guerra dos atentados suicidas, da escolha deliberada da população civil como alvo?
Ou Israel deveria simplesmente esperar com toda paciência até que o Hamas, graças à assistência do Irã e da Síria, pudesse "equilibrar" seu poder de fogo?
A menos que se deva levar em conta não apenas os meios militares, mas os objetivos almejados.
Porque o Hamas, ao contrário da Autoridade Palestina, se obstina em não reconhecer o direito do Estado judaico a existir e sonha com a aniquilação de seus cidadãos, será que Israel deveria imitá-lo em seu radicalismo e promover uma limpeza étnica?
Não é possível trabalhar pela paz no Oriente Médio se não escaparmos às tentações da incondicionalidade, que perturbam tanto os fanáticos extremistas quanto as almas angelicais que concebem uma "proporção" ilusória.
No Oriente Médio, a luta não gira em torno de fazer respeitar a regra do jogo, mas sim de estabelecê-la.
É possível discutir a oportunidade de iniciativas militares ou políticas sem com isso supor que o problema estará resolvido com antecedência pela mão invisível da boa consciência mundial.
Querer sobreviver não é desproporcional.
ANDRÉ GLUCKSMANN é filósofo. Este artigo foi publicano no "Monde"
Fonte: www.folha.com.br (07.01.09)
postado por Edmar Torres Alves, , em 07-01-2009
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Palavra do editor do Sê Fiel
Não somos defensores, adeptos, ou ideólogos da violência, abominamos tal prática.
Jesus ensinou e viveu a Paz, e, só com a sua segunda vinda, a Paz verdadeira será possível.
Mas, quando a violência é uma realidade, principalmente em nossos dias, tempo do fim, temos que reconhecer que, embora os dois lados esejam errados, quem é o provocador.
Por isso temos publicado temas sobre a questão, e hoje o brilhante João Pereira Coutinho discorre sobre o assunto, tornando-o mais inteligível para quem, como nós, está na posição de observador dos fatos.
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br
postado por Edmar Torres Alves, , em 06-01-2009
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Mudar as palavras
Mudar as palavras
JOÃO PEREIRA COUTINHO

Imaginem o Brasil atacado por potências, que desejavam aniquilar cada um dos brasileiros
ISRAEL ESTÁ novamente em guerra com os terroristas do Hamas, e não existe comediante na face da Terra que não tenha opinião a respeito.
Engraçado. Faz lembrar a última vez que estive em Israel e ouvi, quase sem acreditar, um colega meu, acadêmico, que em pleno Ministério da Defesa, em Jerusalém, começou a "ensinar" os analistas do sítio sobre a melhor forma de acabarem com o conflito.
Israel luta há 60 anos por reconhecimento e paz.
Mas ele, professor em Coimbra, acreditava que tinha a chave do problema.
Recordo a cara dos israelenses quando ele começou o seu delírio.
Uma mistura de incredulidade e compaixão.
Não vou gastar o meu latim a tentar convencer os leitores desta Folha sobre quem tem, ou não tem, razão na guerra em curso.
Prefiro contar uma história.
Imaginem os leitores que, em 1967, o Brasil era atacado por três potências da América Latina.
As potências desejavam destruir o país e aniquilar cada um dos brasileiros.
O Brasil venceria essa guerra e, por motivos de segurança, ocupava, digamos, o Uruguai, um dos agressores derrotados.
Os anos passavam.
A situação no ocupado Uruguai era intolerável: a presença brasileira no país recebia a condenação da esmagadora maioria do mundo e, além disso, a ocupação brasileira fizera despertar um grupo terrorista uruguaio que atacava
indiscriminadamente civis brasileiros no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Perante esse cenário, o Brasil chegaria à conclusão de que só existiria verdadeira paz quando os uruguaios tivessem o seu Estado, o que implicava a retirada das tropas e dos colonos brasileiros da região.
Dito e feito: em 2005, o Brasil se retira do Uruguai convencido de que essa concessão é o primeiro passo para a existência de dois Estados soberanos: o Brasil e o Uruguai.
Acontece que os uruguaios não pensam da mesma forma e, chamados às urnas, eles resolvem eleger um grupo terrorista ainda mais radical do que o anterior.
Um grupo terrorista que não tem como objetivo a existência de dois Estados, mas a existência de um único Estado pela eliminação total do Brasil e do seu povo.
É assim que, nos três anos seguintes à retirada, os terroristas uruguaios lançam mais de 6.000 foguetes contra o Sul do Brasil, atingindo as povoações fronteiriças e matando indiscriminadamente civis brasileiros.
A morte dos brasileiros não provoca nenhuma comoção internacional.
Subitamente, surge um período de trégua, mediado por um país da América Latina interessado em promover a paz e regressar ao paradigma dos "dois Estados".
O Brasil respeita a trégua de seis meses; mas o grupo terrorista uruguaio decide quebrá-la, lançando 300 mísseis, matando civis brasileiros e aterrorizando as populações do Sul.
Pergunta: o que faz o presidente do Brasil?
Esqueçam o presidente real, que pelos vistos jamais defenderia o seu povo da agressão.
Na minha história imaginária, o presidente brasileiro entenderia que era seu dever proteger os brasileiros e começaria a bombardear as posições dos terroristas uruguaios.
Os bombardeios, ao contrário dos foguetes lançados pelos terroristas, não se fazem contra alvos civis -mas contra alvos terroristas.
Infelizmente, os terroristas têm por hábito usar as populações civis do Uruguai como escudos humanos, o que provoca baixas civis.
Perante a resposta do Brasil, o mundo inteiro, com a exceção dos Estados Unidos, condena veementemente o Brasil e exige o fim dos ataques ao Uruguai.
Sem sucesso. O Brasil, apostado em neutralizar a estrutura terrorista uruguaia, não atende aos apelos da comunidade internacional por entender que é a sua sobrevivência que está em causa.
E invade o Uruguai de forma a terminar, de um vez por todas, com a agressão de que é vítima desde que retirou voluntariamente da região em 2005.
Além disso, o Brasil também sabe que os terroristas uruguaios não estão sós; eles são treinados e financiados por uma grande potência da América Latina (a Argentina, por exemplo).
A Argentina, liderada por um genocida, deseja ter capacidade nuclear para "riscar o Brasil do mapa".
Fim da história?
Quase, leitores, quase.
Agora, por favor, mudem os nomes.
Onde está "Brasil", leiam "Israel".
Onde está "Uruguai", leiam "Gaza".
Onde está "Argentina", leiam "Irã".
Onde está "América Latina", leiam "Oriente Médio".
E tirem as suas conclusões.
A ignorância tem cura.
A estupidez é que não.
jpcoutinho@folha.com.br
Fonte: www.folha.com.br - 06.01.09
postado por Edmar Torres Alves, , em 06-01-2009
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