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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
A teoria da evolução e os contos de fadas


A teoria da evolução e os contos de fadas

CHRISTIANO P. DA SILVA NETO


A VISÃO das origens que emana da religião é, obviamente, criacionista.

Opositores do criacionismo têm, então, feito uso desse fato para descaracterizá-lo como científico e, assim, não permitir sua entrada nas aulas de ciências.

Marcelo Leite, por exemplo, colunista desta Folha, refere-se ao criacionismo como a "doutrina segundo a qual Deus criou o mundo", o que reflete o equívoco em que se baseiam seus conhecimentos sobre o tema.

Do ponto de vista científico, o criacionismo resulta das seguintes perguntas:

- "O que nos dizem os fatos da natureza e os resultados das pesquisas realizadas pelos cientistas (não importando suas ideologias) acerca das origens do universo e da vida?

- Falam eles de uma origem naturalista ou sobrenaturalista?".

São as respostas daí advindas que devem nortear nossos passos, obtidas sem recurso a conceitos religiosos.

Esse tipo de conduta tem produzido os resultados que constituem o corpo do que denominamos criacionismo e que nos leva a entender a origem sobrenaturalista do universo e da vida.

A julgar por essas considerações, pode-se concluir que o criacionismo não só pode como deve ser ensinado nas aulas de ciências de todos os níveis do nosso sistema educacional - e não só nessas aulas, mas onde quer que incida o tema "origens".

Não fazê-lo é sonegar aos alunos importantes conhecimentos científicos que nos dão uma clara visão da estrutura do universo e, de modo muito particular, realçam a importância de cada uma de suas partes nesse contexto.

Infelizmente, hoje, os setores acadêmicos encontram-se dominados pelos evolucionistas, que não permitem que os criacionistas adentrem as salas de aula e também os impedem de publicar os seus trabalhos em revistas científicas por eles controladas.

Em seu artigo "Criacionismo no Mackenzie" (Mais!, 30/11), Marcelo Leite cita o que ele considera provas indiscutíveis do evolucionismo.

Seria ótimo se tivéssemos mais espaço neste trabalho para mostrar que tais provas não são sustentadas nem mesmo por cientistas evolucionistas e, portanto, não passam de mais um equívoco de sua parte.

Napágina:http://abpc.impacto.org/folha.htm, vamos expandir este artigo com os
complementos que aqui não couberam.

(Nota do blog: já postamos abaixo)

Na verdade, entre outros, dois fatos impulsionaram a teoria da evolução: um deles foi a questão ideológica, porque a visão das origens que emana do ateísmo é a evolucionista, e muitos
evolucionistas são ateus ou simpatizantes do ateísmo.

Isso fica claro nos escritos transparentes de Dawkins, mas também nos menos transparentes de outros autores em que se nota uma aversão à religião e conseqüente adesão ao evolucionismo.

O outro fato é o desconhecimento das bases da teoria das probabilidades.

Tivessem algum conhecimento dessa parte da matemática, saberiam que não basta imaginar acontecimentos para que eles se tornem reais.

Para citar um único exemplo, as aves constroem seus ninhos e chocam seus ovos.

Não os cucos, porém. suas fêmeas não são acometidas daquele estado febril que lhes permitiria chocar seus ovos.

Ela então leva um de seus ovos no bico até o ninho de uma chiadeira e, para não dar na vista, o substitui por um dos ovos que lá encontra, jogando o da chiadeira fora.

Esta, que de nada desconfia, se põe a chocar os ovos.

Quando o pequeno cuco nasce, sendo um pássaro de porte maior, irá precisar de todo o alimento que seus pais postiços puderem obter.

O filhote, então, logo em seus primeiros momentos de vida, inicia um movimento circular com o qual lança para fora ovos ou filhotes ali presentes, ficando só.

Agora, crer que essa estratégia de sobrevivência, tanto do cuco adulto quanto do cuco recém-nascido, pode ser produto das casualidades de um contexto naturalista é uma indicação de pouco conhecimento de matemática, em particular da teoria das probabilidades, de um mundo que é mesmo o dos contos de fadas, em que sapos viram príncipes e a teoria da evolução ganha contornos de realidade.
(negrito do blog)

CHRISTIANO P. DA SILVA NETO , professor universitário, mestre em ciências pela Universidade de Londres (Inglaterra), é presidente da ABPC (Associação Brasileira de Pesquisa da Criação).

www.impacto.org.br

TENDÊNCIAS/DEBATES

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Fonte: www.folha.com.br

Artigo publicado pela Folha de São Paulo no dia 06/12/2008, expandido em seu conteúdo

Histórico do Artigo

Fomos convidados pela Folha de São Paulo para abordar o tema "O criacionismo pode ser ensinado nas aulas de Ciências?".

Partidários que somos de que a resposta a esta pergunta é um sonoro "SIM", soubemos que outro autor, de opinião contrária, seria convidado a também escrever artigo de mesmas proporções.

O artigo que escrevemos foi publicado na íntegra no dia 06/12/2008 com título "A teoria da evolução e os contos de fadas ".

Em email enviado ao jornalista Uirá Perrucci Toledo Machado, Coordenador de Artigos e Eventos da Folha de São Paulo, dissemos:

"Como o texto é pequeno, apenas 4 mil caracteres, não é possível um aprofundamento maior, o que nos deixa com algumas afirmações sem as devidas comprovações, como seria desejável em um texto de natureza científica.

Para resolver este problema, estou postando este mesmo texto expandido, com tais complementos, em uma página especificamente separada para este fim em nosso domínio e que só estará online a partir da publicação do texto anexo pela Folha.

Espero que não haja restrição de sua parte à breve referência que fiz a este fato no corpo do texto. ".

A referência ao link foi citada e o que encontra-se logo a seguir é o texto publicado pela Folha de São Paulo, expandido de modo a conter todos os esclarecimentos que não foram possíveis no texto original por falta de espaço.

Christiano P. da Silva Neto
abpc@impacto.org
Presidente da ABPC
Associação Brasileira de Pesquisa da Criação

O CRIACIONISMO PODE SER ENSINADO NAS AULAS DE CIÊNCIAS?

A visão das origens que emana da religião é, obviamente, criacionista.

Opositores do criacionismo têm, então, feito uso desse fato para descaracterizá-lo como científico e assim não permitir sua entrada nas aulas de ciências.

Marcelo Leite, por exemplo, refere-se ao criacionismo como a “doutrina segundo a qual Deus criou o mundo...”, o que reflete o equívoco em que se baseiam seus conhecimentos a respeito do tema.

É óbvio que criacionistas cristãos têm interesse em ver em que medida suas conclusões científicas se ajustam às suas convicções cristãs.

Entretanto, não distinguir uma atividade da outra e fazer disso um pretexto para denegrir o criacionismo não pode ser considerado uma atitude honesta.

É a teoria da evolução que apregoa, com base em um mecanismo que evolucionistas até hoje não conseguiram explicitar, que simples átomos de hidrogênio (praticamente o único subproduto da suposta explosão do Big-Bang) acabaram, com o tempo, por se transformar em seres humanos e, de passagem, deram origem a tudo o mais que compõe este imenso universo que nos abriga.

Assim, só não vê o óbvio quem não quer: a teoria da evolução não passa de um mito que, do século dezenove, invadiu o século vinte chegando até os nossos dias.

Por isso, criacionistas não têm a menor pretensão de se insurgir contra a verdade científica, nem tampouco têm a intenção de se afastar do campo de batalha intelectual em que defendem seus pontos de vista, por crerem que a melhor arma contra a teoria da evolução é a própria ciência, isenta de fantasia e de preconceitos.

Quem pensa que a teoria da evolução é uma unanimidade precisa visitar o site , para encontrar uma lista de mais de 700 cientistas de várias partes do mundo, todos doutores em várias áreas científicas e céticos em relação ao evolucionismo, muitos deles criacionistas convictos. [negrito do blog]

Foi por esse motivo que L. Hatfield assim se pronunciou em seu artigo “Educators Against Darwin”, publicado em Science Digest Special em 1979, PP. 94-96:

“Cientistas que rejeitam por completo a evolução constituem uma de nossas minorias controversas mais crescentes . . .

Muitos cientistas que apóiam essa posição detêm impressivas credenciais em ciência”.

Do ponto de vista científico, o criacionismo resulta das seguintes perguntas:

- “O que nos dizem os fatos da natureza e os resultados das pesquisas realizadas pelos cientistas (não importando suas ideologias) acerca das origens do universo e da vida?

- Falam eles de uma origem naturalista ou sobrenaturalista?”

São as respostas daí advindas que devem nortear os nossos passos, obtidas sem qualquer recurso a conceitos religiosos.

Este tipo de conduta tem produzido os resultados que constituem o corpo do que denominamos de criacionismo e que nos leva a entender a origem sobrenaturalista do universo e da vida.

A julgar por essas considerações, pode-se concluir que o criacionismo não só pode como deve ser ensinado nas aulas de ciências de todos os níveis do nosso sistema educacional, e não só nessas aulas, mas onde quer que incida o tema origens.

Não fazê-lo é sonegar aos alunos importantes conhecimentos científicos que nos dão uma clara visão da estrutura do universo e, de modo muito particular, realçam a importância de cada uma de suas partes nesse contexto.

Infelizmente, hoje, os setores acadêmicos encontram-se dominados pelos evolucionistas que não permitem que os criacionistas adentrem as salas de aula e também os impedem de publicar os seus trabalhos em revistas científicas por eles controladas.

Em seu artigo “Criacionismo no Mackenzie”, FSP-Mais 30/11/2008, Marcelo Leite cita o que ele considera provas indiscutíveis do evolucionismo.

Seria ótimo se tivéssemos mais espaço neste trabalho para mostrar que tais provas não são sustentadas nem mesmo por cientistas evolucionistas e, portanto, não passam de mais um equívoco de sua parte.

Ele afirma que inúmeras observações comprovam postulados centrais do darwinismo, como a ascendência comum, isto é, que todas as espécies provêm de um ancestral único.

Seria interessante dar a ele um tempo para que seja proferida uma palestra sobre essas inúmeras observações.

Só há uma única verdade em sua afirmação: o fato de que a asserção “todas as espécies provêm de um ancestral único” é um postulado, isto é, uma proposição não evidente nem demonstrável, aceita como verdadeira em um determinado contexto.

Alguma evidência nessa direção poderia advir do registro fóssil, mas veja o que disse o anti-criacionista Stephen Jay Gould a esse respeito em seu artigo “Is a new and general theory of evolution emerging?”, Paleobiology, vol. 6, nº 1, Jan. 1980, p. 127:

“A ausência de evidência fóssil para os estágios intermediários . . . tem sido um problema contínuo e persistente para os adeptos da evolução gradualista”, panorama que não tem sido modificado desde então.

E quando o Marcelo Leite menciona a molécula de DNA! É fácil dizer que os primeiros seres vivos “inventaram” esse meio de transmitir suas características genéticas de uma geração para outra!

Inventaram como?

Como teriam sido reunidas, ao sabor do acaso, as miríades de informações de que se compõem as moléculas de DNA e que precisam estar numa ordem estabelecida para funcionar?

Dizer por dizer, qualquer um pode fazer, mas isso não tem qualquer valor científico!

Na verdade, entre outros, dois fatos impulsionaram a teoria da evolução: um deles foi a questão ideológica, porque a visão das origens que emana do ateísmo é a evolucionista e muitos evolucionistas são ateus ou simpatizantes do ateísmo, e isto sim é praticar ciência ao avesso: é partir da convicção ateísta de que nada existe além do universo, caracterizar o naturalismo como a filosofia dominante e admitir o evolucionismo como conseqüência inevitável.

Isto fica claro nos escritos transparentes de Dawkins, que agora deixa de lado os argumentos científicos e mostra sua verdadeira face, fundando uma associação com o objetivo claro e inequívoco de combater a religião, com a pretensão de libertar os jovens dos conceitos religiosos.

Esta era a verdadeira batalha em que ele estava envolvido, não muito diferente da batalha em que se encontram outros autores evolucionistas em que também se observa uma aversão à religião como principal motivação que trouxe como conseqüência a adesão ao evolucionismo; o outro fato é o desconhecimento das bases da teoria das probabilidades.

Tivessem eles algum conhecimento dessa parte da matemática saberiam que não basta imaginar acontecimentos para que eles se tornem reais.

E é exatamente pela falta desse conhecimento que evolucionistas ficam oscilando em suas considerações a respeito das possíveis causas da evolução.

Há alguns anos a mídia noticiou a conclusão a que haviam chegado alguns cientistas evolucionistas a respeito de certas características na dentição em seres humanos.

Eles afirmaram que a população mundial se dividia em quatro grandes segmentos quando consideradas as diferenças encontradas nas arcadas dentárias de seres humanos e que isso se devia aos costumes alimentares em diferentes regiões.

Afirmaram também que hoje essas diferenças já haviam se tornado uma característica genética desses grupos populacionais, transmitidas de geração em geração como resultado da evolução experimentada pela espécie humana ao longo dos últimos milhares de anos.

Ora, admitir essa possibilidade é o mesmo que ressuscitar conceitos lamarckianos que há muito já foram mortos e enterrados pelos próprios evolucionistas.

Com base neste mesmo tipo de raciocínio se poderia esperar que um dia as cirurgias que fazemos em cães para que fiquem com suas orelhas em pé não seriam mais necessárias.

Isto é impossível e quem o afirma é a verdadeira ciência porque, para serem perpetuadas, tais transformações teriam que primeiro ser devidamente escritas em nossos códigos genéticos..

Por aí se percebe que esta é uma luta do tipo vale-tudo mesmo.

Evolucionistas parecem entender que para fazer valer seus pontos de vista tudo é permitido, até mesmo desenterrar conceitos por eles mesmos sepultados.

Mas será que está é uma conduta que se poderia classificar de científica?

Recentemente, a imprensa noticiou que os neandertalenses, supostos primos distantes do homem na escala da evolução, comiam seus semelhantes (Veja, nº 1618, 06/10/99, p. 114).

A reportagem começava dizendo que:

“Os mesmos homens de Neandertal que tocavam flautas primitivas e punham flores no túmulo dos mortos 100 mil anos atrás carregavam uma faceta bem mais cruel.

Na semana passada, paleoantropólogos franceses e americanos revelaram pela primeira vez provas contundentes de que esses primos dos Homo sapiens, extintos há 30 mil anos, praticavam canibalismo e comiam até mesmo crianças e adolescentes de sua espécie”.

A reportagem prosseguia dizendo que os pesquisadores Alban Defleur, da Universidade do mediterrâneo, em Marselha, e Tim White, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, haviam conseguido reconstituir, a partir de ossos de 120 mil anos, a forma como as vítimas eram esquartejadas antes de serem comidas.

Dizia também que a riqueza de detalhes levantados pelos cientistas era impressionante, obtidos a partir de restos encontrados numa caverna da França que pertenciam a dois adultos, duas crianças de cerca de 6 anos e dois adolescentes de 16.

Isso, porém, só pode ser algum tipo de brincadeira!

Qualquer livro de teoria de probabilidades vai lhe dizer, logo em suas primeiras páginas, que não se pode obter conclusões estatisticamente válidas a partir de uma amostra tão incipiente.

Ficamos, então, imaginando que dirão cientistas deste mesmo quilate que viverem a centenas de anos no futuro, quando descobrirem nossos esqueletos com tórax cirurgicamente secionados para dali extrairmos, de pessoas acidentadas, seus corações para serem transplantados em pacientes cardíacos.

Nesse dia, talvez passemos para a história como os canibais do início do terceiro milênio, que praticavam canibalismo, comendo somente os corações dos seus semelhantes.

É o vale-tudo mostrando suas garras novamente para extrair dos achados paleontológicos o que quer que seus descobridores julguem válido, a despeito do que realmente pode ser considerado como resultado da aplicação válida das normas e métodos de que se vale a verdadeira ciência.

Impressionante mesmo é a constatação de que homens de ciência, treinados para admitir somente o que reúne condições de ser classificado como científico, abandonem esses parâmetros para aceitar, de livre e espontânea vontade, o que não resiste a um mínimo de análise à luz de leis reconhecidamente científicas.

A lei da biogênese, por exemplo, afirma que cada ser vivo que encontramos na natureza descende de outro semelhante a ele.

Em outras palavras, isto significa que a geração espontânea, hipótese que afiramava o surgimento de seres vivos diretamente da matéria inanimada, é inteiramente falsa.

Veja, porém, como o evolucionista George Wald coloca esta questão:

“A respeito da evolução espontânea, ela continuou encontrando aceitação até ser finalmente descartada pelo trabalho de Louis Pasteur -

É curioso que, até bem recentemente, professores de biologia habitualmente contavam essa história como parte de suas introduções a estudantes de biologia.

Eles então terminavam o relato excitados pela convicção de que haviam dado uma demonstração do aniquilamento de noções místicas através da exprimentação científica e pura.

Seus estudantes costumavam ficar tão inebriados que se esqueciam por completo de perguntar ao professor como ele explicava a origem da vida.

Esta teria sido uma questão embaraçosa, pois há somente duas possibilidades:

- ou a vida surgiu através da geração espontânea, o que o professor já havia refutado,

- ou então surgiu através da criação sobrenatural, o que ele provavelmente teria considerado como anti-científico.

De minha parte, penso que a única posição científica sustentável é que a vida originalmente surgiu mesmo através da geração espontânea.

O que a história revista demonstrou é que a geração espontânea não ocorre mais nos dias de hoje”.

Vemos, portanto, que evolucionistas são os modernos adeptos da “teoria” da geração espontânea.

Eles não afirmam, é óbvio, que isso esteja ocorrendo em nossos dias.

Dizem, porém, que há bilhões de anos a vida surgiu espontânea e diretamente da matéria inanimada, num lance casual que teria dado origem a um organismo unicelular, do qual descenderiam todos os outros que hoje vivem ou que já viveram no passado.

É outra vez o vale-tudo em ação, afirmando algo que não pode ser provado, uma vez que postulado no mais remoto passado.

Para citar um exemplo da natureza em favor do criacionismo, lembramos que as aves constroem seus ninhos e chocam seus ovos, mas não os cucos.

Suas fêmeas não são acometidas daquele estado febril que lhes permitiria chocar seus ovos.

Ela então leva um de seus ovos no bico até o ninho de uma chiadeira e, para não dar na vista, o substitui por um dos ovos que lá encontra, jogando o da chiadeira fora.

Esta, que de nada desconfia, se põe a chocar os ovos.

Quando o pequeno cuco nasce, sendo um pássaro de porte maior, irá precisar de todo o alimento que seus pais postiços puderem obter.

Ele, então, logo em seus primeiros momentos de vida, inicia um movimento circular em que lança fora ovos ou filhotes ali presentes, ficando só.

Quanto tempo os membros da espécie do cuco levaram para perceber que eles não podiam chocar os seus ovos?

Quanto tempo levaram para traçar um plano que resolvesse esse problema?

Eles acertaram logo de primeira?

E como foi que os filhotinhos se deram conta de que teriam que se livrar dos seus irmãos postiços?

E como esse conhecimento passou geneticamente de geração em geração?

Esse é um beco sem saída para o evolucionista:

- crer que essa estratégia de sobrevivência, tanto do cuco adulto, quanto do cuco recém-nascido, pode ser produto das casualidades de um contexto naturalista, é uma indicação de pouco conhecimento de matemática, em particular da teoria das probabilidades, de um mundo que é mesmo o dos contos de fadas, onde sapos viram príncipes e a teoria da evolução ganha contornos de realidade.
(negrito do blog)

A ave de Mallee se constitui também em um excelente exemplo do modelo da criação, uma testemunha incontestável do Criador que, no princípio dos tempos, deu origem à imensidão do universo em que nos encontramos.

Por razões de espaço, na ocasião fomos obrigados a dividir este vídeo em três partes que foram alocadas no Youtube e que estão abaixo disponibilizadas:

Evidências da Criação - Ave de Mallee I - Endereço no Youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=o69JAunvssQ


Evidências da Criação - Ave de Mallee II - Endereço no Youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=tD6deh5vHfI


Evidências da Criação - Ave de Mallee III - Endereço no Youtube:

http://br.youtube.com/watch?v=zqoRhgkMT9s

Foram fatos como os que aqui relacionamos, entre muitos outros, que levaram o evolucionista H. J. Lipson, F.R.S., em seu artigo “A Physicist Looks at Evolution”, Physics Bulletin, vol. 31, 1908, a dizer:

“De fato, a evolução se tornou uma religião científica; quase todos os cientistas a aceitaram e muitos estão preparados para "torcer" suas observações de modo que a ela se ajustem”.

Temos continuamente afirmado que se a teoria da evolução fosse verdadeira, esta seria, ainda que amarga, uma pílula que teríamos que engolir.

Estamos, porém, convictos de que essa teoria é pseudociência.

Esta é a razão pela qual assumimos uma posição frente a esta controvérsia, para que nossos jovens tenham o direito de aprender, também em sala de aula, que o Criador é uma realidade e que o modelo da criação é o que corretamente explica as nossas origens.

Quem analisar corretamente as evidências que a natureza nos proporciona chegará à mesma conclusão a que Lipson chegou, quando na mesma publicação acima mencionada declarou:

“Penso que precisamos ir mais adiante do que temos ido e admitir que a única explicação aceitável é a criação.

Sei que isto é um anátema para os físicos, e sem dúvida o é para mim também, mas não devemos rejeitar uma teoria que não apreciamos, se a evidência experimental a apóia”.

Christiano P. da Silva Neto

Fonte: http://abpc.impacto.org/folha.htm

Nota do editor do Sê Fiel:

Temos acompanhado que o evolucionismo quer, e tem conseguido, espaço nas Escolas para ensinar a "teoria", não comprovada cientificamente, de que tudo surgiu de "uma explosão do nada"; mas não permite que o Cristianismo tenha o mesmo espaço para ensinar sobre a Bíblia [Palavra de Deus], que já foi objeto de diversas comprovações científicas.


Edmar Torres Alves
www.sefiel.com.br

O primeiro Natal




No primeiro Natal, havia pastores em algum lugar no campo, que disseram uns aos outros:

"Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2.15).

No primeiro Natal, havia uma virgem de quem está escrito:

"Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.19).

No primeiro Natal, havia magos a caminho, em cujo coração ardia uma importante pergunta:

"Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo" (Mt 2.2).

Quando o Natal aconteceu pela primeira vez, vivia em Israel um rei chamado Herodes, de quem Mateus 2.13 diz:

"Porque Herodes há de procurar o menino para o matar".

Esses são quatro exemplos de como as pessoas reagiram de maneiras diferentes ao primeiro Natal.

E nós, como celebraremos o Natal de 2008?

Em primeiro lugar, eu gostaria de convidar você, de todo o coração, a fazer aquilo que os pastores fizeram: "vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" em Belém.

Levante-se, e dirija-se agora – no Natal de 2008 – a Belém em pensamento!

Mas, e isso é muito importante, faça-o da maneira correta!

O centro do Natal


Os pastores se dirigiram a Belém para vivenciar aquilo que o próprio Senhor lhes havia dito acerca dessa primeira festa de Natal.

Por que razão os pastores se dirigiram a Belém, qual era sua motivação?

Bem, está escrito claramente:

"E, ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2.15).

Naquela ocasião, os pastores se dirigiram a Belém para vivenciar aquilo que o próprio Senhor lhes havia dito acerca dessa primeira festa de Natal.

O que eles encontraram em Belém?

"Acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura".

E o que foi mais importante para eles?

O menino Jesus!

Está escrito em Lucas 2.17:

"E, vendo-o (a Jesus), divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino".

Eles haviam visto tanto a Maria, como a José e o menino.

Inclusive, Maria e José são mencionados em primeiro lugar no versículo 16:

"...e acharam Maria e José e a criança..."

Mas, apesar disso, parece que eles viram unicamente a Jesus.

E isso, meus amigos, é o Natal, essa é a essência do Natal; dessa maneira o próprio Pai celestial mandou celebrar o primeiro Natal.

No Salmo 34.6 está escrito:

"Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame".

Contemplar a Jesus, eis o verdadeiro e único motivo para festejarmos o Natal!

Na festa de Natal deste ano, tenhamos todos um único objetivo: Jesus.

Apenas Ele deve ser o centro de qualquer celebração natalina!

Celebrar o Natal com o coração

Quando aconteceu o primeiro Natal, lemos acerca daquela jovem mãe:

"Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.19).

Além de Maria ter sido escolhida para dar à luz ao Salvador, ela também é um exemplo de como devemos refletir sobre o verdadeiro significado do Natal.

Depois que Maria ficou sabendo de todas as coisas que os anjos haviam dito acerca do menino Jesus, essas palavras calaram profundamente em seu coração!

Lemos: "E, (os pastores), vendo-o (Jesus) divulgaram o que lhes tinha sido dito a respeito deste menino.

Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores.

Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração" (Lc 2.17-19).

Não está escrito apenas que Maria "guardava todas estas palavras ...no coração", pois lemos que ela "guardava todas estas palavras, meditando-as no coração".

Isso significa que seu coração estava envolvido nos acontecimentos, que ela não apenas tinha ouvido a mensagem do Natal e ficado impressionada por um momento com o que escutara.

Ela ouviu essas palavras e continuou a pensar sobre elas; ela ocupava-se com o que tinha ouvido e repetidamente sentia-se tocada e movida com a lembrança de palavras tão significativas.

É assim que devemos celebrar o Natal.

É assim que devemos nos ocupar com a mais importante mensagem que jamais chegou até nós, seres humanos:

Jesus veio a este mundo!

"E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra".

Jesus já habita em seu coração?


Quando o Natal aconteceu pela primeira vez, havia alguns sábios a caminho, cujo coração estava tomado por uma importante pergunta:

"Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo" (Mt 2.2).

Quando esses homens chegaram a Jerusalém, já havia se passado algum tempo desde que Jesus nascera em uma estrebaria em Belém.

A verdade é que os sábios não chegaram juntamente com os pastores ao lugar onde Jesus estava, na estrebaria em Belém, como se costuma ilustrar a cena do Natal.

Os magos do Oriente se puseram a caminho apenas quando viram a estrela do recém-nascido.

Portanto, eles iniciaram sua viagem quando Jesus Cristo foi deitado na manjedoura em Belém como bebezinho.

Como seu caminho certamente foi longo e difícil, eles somente chegaram a Israel algum tempo depois do nascimento de Jesus.

Por isso eles não encontraram mais a Jesus em uma manjedoura mas numa casa.

Está escrito em Mateus 2.10-11:

"E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra".

Também conhecemos o relato do terrível
infanticídio:

"vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores" (Mt 2.16).

Isso significa que, entre a data do nascimento do Senhor Jesus e a chegada dos magos do Oriente, houve um certo intervalo de tempo.

Se pararmos para pensar mais detalhadamente sobre isso, conseguiremos imaginar o quanto os magos estavam ansiosos para chegar e ver o recém-nascido Rei dos judeus, ainda mais se levarmos em conta que sua viagem certamente foi cansativa.

E foi assim que chegaram a Jerusalém,
perguntando:

"Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo".

Se, em algum momento de sua vida, você converteu-se a Jesus de todo o coração, então também "viu a sua estrela".

Nesse momento você foi confrontado com o poder dAquele que diz:

"Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).

Mesmo já tendo encontrado a Jesus, talvez você ainda ande pela vida perguntando:

"Onde está o recém-nascido Rei dos judeus?"

Aos magos não restava outra alternativa do que seguir a estrela depois que a descobriram no firmamento, pois Jesus havia acabado de chegar a esta terra.

Mas com você é diferente, pois Jesus habita na terra através do Espírito Santo desde Pentecostes.

A partir de então, qualquer pessoa que vê a brilhante Estrela da manhã e crê em Jesus pode saber com absoluta certeza:

"Agora eu tenho a Jesus! Agora Jesus habita em mim!"

Em Apocalipse 3.20 lemos:

"Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo."

Hoje, no Natal de 2008, abra mais uma vez a porta de seu coração para ter um novo e significativo encontro com Jesus!



Se, em algum momento de sua vida, você converteu-se a Jesus de todo o coração, então também "viu a sua estrela". Nesse momento você foi confrontado com o poder dAquele que diz: "Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).

Como Herodes reagiu ao nascimento de Jesus?

No primeiro Natal, Herodes era um estadista tão bem-sucedido que costumava ser chamado de "Herodes, o Grande".

Esse Herodes foi um personagem importante nos acontecimentos do primeiro Natal, não porque tenha se alegrado com a chegada do Salvador, como fizeram os pastores e os magos, mas por odiar intensamente o menino de Belém.

Por ocasião do primeiro Natal, Herodes não participou da alegria, mas fez o contrário: lutou contra Jesus.

"Herodes há de procurar o menino para o matar"!

Que diferença enorme houve já naquela época, quando aconteceu o primeiro Natal: lemos sobre pessoas que fizeram todo o possível para ver o Salvador e adorá-lO – mas também havia outras, como Herodes, que se empenharam intensamente em procurar a Jesus para matá-lO!

Herodes, que vivia muito próximo do lugar onde Jesus nasceu, tentou destruí-lO a qualquer preço.

Mas os magos, que vieram de muito longe, empenharam todos os seus recursos para adorar o Salvador.

Jesus disse certa vez:

"...há últimos que virão a ser primeiros, e primeiros que serão últimos" (Lc 13.30).

Herodes poderia ter feito parte do primeiro grupo, que seguiu o Rei recém-nascido, mas, por tê-lO rejeitado, tornou-se um dos últimos.

Ele desceu tanto que jamais experimentou o amor do Salvador! Isso não é uma tragédia?

E nós, como reagimos ao Natal?

Quando penso nos leitores que acompanham esta mensagem, eu gostaria de crer que todos aceitaram a Jesus como Salvador em seus corações.

Mas será que isso é realmente assim?

Veja bem: assim como Herodes foi um dos personagens centrais da história de Natal, mas não foi salvo, assim também você pode estar festejando o Natal deste ano sem ter sido salvo!

Se ainda não tem a Jesus no centro de sua vida, hoje, agora, eu convido você a tornar-se cristão!

Talvez você já tenha o nome de cristão, mas ainda não o é de fato.

Torne-se um cristão de coração!

Concretamente, isso significa aceitar a Jesus reivindicando para si o sacrifício dEle na cruz do Calvário.

Faça isso, orando:

"Senhor Jesus, eu sou pecador e sem Ti estou perdido para sempre.

Agora, neste momento, tomo para mim o sangue da expiação e peço-Te perdão por todos os meus pecados.

Por favor, Senhor, aceita-me para todo o sempre!"

Se orar assim com sinceridade, o Senhor fará tudo o que for preciso para salvar você, pois está escrito:

"Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome" (Jo 1.12).

(Marcel Malgo - http://www.ajesus.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2001.

Fonte: www.chamada.com.br

O que resta no fim?


Quem tem tempo?

A tecnologia nos presenteia constantemente com artefatos para se "poupar tempo".

Em poucas horas damos meia volta ao mundo, em poucos minutos dispomos de mais informações que dispunham todas as gerações que nos antecederam e medimos a arrancada dos campeões de esqui em centésimos de segundo.

Em casa, uma máquina de lavar louça se encontra na cozinha, e um computador de última geração, bem equipado com os últimos lançamentos em software, ocupa nossa escrivaninha, e os filhos aumentam a velocidade e o barulho de suas motos "envenenando" os motores.

Apesar de todos esses recursos temos cada vez menos tempo.

Por que será?

Olhos nos olhos

Ponha em prática este conselho:

Conscientemente tome tempo para ficar a sós com uma pessoa querida.

Olhe simplesmente em seus olhos, sem dizer nada.

Você vai descobrir que não é tão fácil assim.

Os "ladrões de tempo" arruinaram os nossos sentimentos e, com isso, também a nossa capacidade de nos relacionarmos com o nosso próximo.

Temos medo de perder alguma coisa importante na vida.

Só os vitoriosos, os ganhadores, os que fazem mais barulho são notados.

A tripla exortação da Palavra de Deus, com sua delicadeza, quase passa desapercebida:

Ontem – hoje – amanhã

Em relação ao tempo que passou a Palavra de Deus diz:

"não te esqueças..." (Sl 103.2).

Temos as grandiosas obras de Deus na nossa retaguarda!

Por exemplo, o povo de Deus já vive desde 1948 na terra prometida.

Para o hoje está escrito: "Alegrai-vos sempre no Senhor!" (Fp 4.4). Cristo vive em mim!

Acerca do amanhã está escrito para todos os cristãos: "...ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.28; Rm 8.38-39).

Esta certeza me dá confiança e esperança para o futuro.

Ter tempo...

A pessoa a quem Deus presenteia a eternidade tem tempo.

Ter tempo não é uma questão de relógio ou de agenda, mas é uma questão de amor!

Por isso, não tome bons propósitos, pois eles só duram alguns poucos dias.

A máquina do tempo os arrancará de você.

Só o amor de Deus pode lhe abrir os olhos.

Então, de repente, você não verá mais sua esposa ou seu marido, seus filhos ou seu próximo com um olhar marcado pela pressa.

Isso lhe custará tempo, mas a colheita será imensuravelmete grande. (C.W. em "EDU-Standpunkt", Nº 1/1997)

Quando o Senhor Jesus diz: "...os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera" (Mt 13.22), isso com certeza se aplica também ao modo de se lidar com o tempo.

A preocupação cotidiana nos rouba o tempo, a busca por conforto e riqueza ocupa todo o nosso tempo.

Assim, não apenas a Palavra de Deus é sufocada, mas igualmente é sufocado o nosso relacionamento com nossos familiares e com as pessoas que nos cercam.

No fim, talvez tenhamos conseguido tudo, só não tivemos tempo, e chegamos à conclusão de que não conseguimos nada.

Quantos viúvos e viúvas sofrem depois da morte de um dos companheiros por terem tomado tão pouco tempo um para o outro.

E quantos filhos sofrem por toda a vida por não terem tido a devida atenção dos pais; eles sentem falta das mais belas recordações da infância porque o pai e a mãe nunca tiveram tempo de verdade para eles.

A pergunta do Senhor Jesus também é válida neste contexto:

"Pois, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mt 16.26).

E parafraseando a passagem bíblica, podemos adaptá-la ao nosso assunto da seguinte forma:

"Que adianta ao homem ter tido uma vida longa se nunca teve tempo para o próximo?" (Norbert Lieth)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 1997.


Norbert Lieth foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.


Fonte: www.chamada.com.br

A estrela de Jacó


"Uma estrela procederá de Jacó" (Nm 24.17).

"Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).


Um olhar para o céu estrelado nos transmite a respeitosa convicção da existência de um grandioso mundo celestial.

É a fascinação do sobrenatural: o que existe por detrás das galáxias?

Não é de admirar que os homens sempre tenham tentado desvendar os segredos divinos, quer seja por meio de pesquisas científicas ou de interpretações especulativas do futuro.

E eis que surge essa estranha história de uma estrela de Natal especial, a estrela de Jacó.

Se esse acontecimento não estivesse descrito na Bíblia, poderíamos considerá-lo uma história oriental inventada.

Mas ele sempre nos leva a admirar a ação sábia e soberana de Deus e a ver que até os Seus inimigos têm de servi-lO.

O Senhor escarnece dos que tentam colocar-se em Seu caminho, pois "Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles" (Sl 2.4).

Israel se encontrava em sua peregrinação de 40 anos pelo deserto.

Seu caminho em direção à terra prometida poderia ter levado diretamente ao norte pela chamada estrada real, através da terra de Moabe.

Mas Balaque, o rei moabita, queria de todas as formas impedir que Israel passasse por seu país.

Ele temia o povo judeu, pois havia ouvido dizer que eles tinham um Deus poderoso.

Por isso, ele não se arriscou a um confronto militar com esse povo nômade.

E assim tentou impedi-lo de prosseguir com um truque oculto, mágico, mandando buscar o adivinho Balaão de Petor, na Mesopotâmia.

Esse Balaão não era um homem qualquer, mas um respeitado, renomado e perigoso feiticeiro, cujas maldições tinham conseqüências fatais.

E ele recebeu a incumbência de lançar mau agouro sobre o povo judeu e amaldiçoá-lo.

Que tolice tentar atrapalhar o plano de Deus!

O rei Balaque mandou chamar Balaão:

"Vem, pois, agora, rogo-te, amaldiçoa-me este povo, pois é mais poderoso do que eu; para ver se o poderei ferir e lançar fora da terra, porque sei que a quem tu abençoares será abençoado, e a quem tu amaldiçoares será amaldiçoado" (Nm 22.6).

Será que nós temos tal confiança ilimitada no Deus Todo-Poderoso como esse rei pagão a tinha no adivinho que mandou chamar?

Quem se envolve com Israel deveria saber que vai lidar com esse seu Deus protetor.

Isso foi experimentado, por exemplo, por Faraó, por Hamã, por Nasser e por Hitler.

Arafat e seus cúmplices poderiam aprender pela História sem muito esforço.

Pois a Palavra de Deus continua válida para hoje e para sempre:

"...aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho" (Zc 2.8b).

Para legitimar a pretensão de Balaque, Balaão mandou erigir altares onde foram sacrificados novilhos e carneiros, e isso por três vezes em três cumes de montes diferentes.

Que desprezo e desconhecimento do sacrifício legítimo, agradável a Deus!

Satanás é o imitador da ação divina.

Embaixo, no fundo do vale, encontrava-se o enorme acampamento de Israel sob a mão protetora de Deus.

A ordem do rei Balaque ao amaldiçoador Balaão foi bem concreta: "vem, amaldiçoa-me a Jacó, e vem, denuncia a Israel" (Nm 23.7).

Balaão, chegou a sua hora!

Com olhar extasiado, visionário, e voz profeticamente clara, ele anunciou:

"Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro que ferirá as têmporas de Moabe e destruirá todos os filhos de Sete" (Nm 24.17).

E acrescentou:

"...Israel fará proezas. De Jacó sairá o dominador e exterminará os que restam das cidades", e: "Ai! Quem viverá, quando Deus fizer isto?" (Nm 24.18-19,23).

Que pavor!

O plano de Balaque foi transformado exatamente no contrário do que ele queria.

À clara luz do dia, Balaão viu profeticamente a estrela de Jacó.

O mestre feiticeiro foi obrigado, contra sua própria vontade, a servir de instrumento de Deus para proclamar bênção sobre Israel ao invés de maldição, e para anunciar o plano divino de salvação!

A seguir, lemos o relato objetivo e sóbrio:

"Então, Balaão se levantou, e se foi, e voltou para a sua terra; e também Balaque se foi pelo seu caminho" (Nm 24.25).

Dois humilhados, dois grandes transformados em pequenos, bateram em retirada depois de colidirem com a vontade de Deus!

A profecia de Balaão sobre a estrela de Jacó começa com as palavras:

"Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo-ei, mas não de perto" (Nm 24.17).

Evidentemente ele ainda não podia reconhecer sobre quem falava essa profecia, pois 1.500 anos o separavam de seu cumprimento.

O mesmo também aconteceu com Agur, que chegou aos limites dos céus com suas perguntas, quando questionou:

"Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?" (Pv 30.4).

Isso é profecia encoberta.

Pois a prova da veracidade de uma profecia é sempre unicamente o seu cumprimento.

Mas o que a Bíblia diz sobre o futuro jamais estará sujeito a engano.

A estrela de Jacó é uma promessa de domínio teocrático que se estende até o Milênio:

"De Jacó sairá o dominador" (Nm 24.19).

No proto-evangelho (Gênesis 3.15), Ele foi prometido pelo próprio Deus: da semente da mulher viria o Salvador.

E no meio do Plano de Salvação Ele realmente apareceu em figura humana:

"Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gl 4.4).

Depois, foi a estrela de Belém que, sob orientação divina, mostrou aos magos do Oriente o caminho até o Rei dos judeus:

"Vimos sua estrela no Oriente", disseram eles ao rei Herodes.

E em Belém finalmente acharam a estrela de Jacó.

Eles não ficaram decepcionados por encontrarem uma criança na manjedoura.

O fato de tê-la adorado prova que reconheceram a Sua glória majestosa através do Espírito de Deus.

O simbolismo dos presentes: o ouro, o metal nobre mais precioso, é o presente apropriado para reis.

Apocalipse 19.16 diz: "Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores."

O incenso é necessário ao ministério sacerdotal.

A respeito lemos em Hebreus 9.11:

"veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados."

A mirra é uma erva amarga, que simboliza a morte.

Em 1 Coríntios 15.3 está escrito:

"Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras."

Se já nesses acontecimentos surpreendentes, por ocasião do nascimento de Jesus, o grandioso amor de Deus se tornou manifesto, quanto mais razão temos nós hoje em dar-Lhe o nosso amor por inteiro e nossa entrega total!

A alegria singela de uma criança ao ver a estrela de Belém, a fascinação dos cientistas ao calcularem o "encontro", ou seja, a conjunção de Júpiter e Saturno, etc., mostram: pequenos e grandes devem saber que tudo acontece conforme um plano divino exato!

Mas quem consegue explicar astronomicamente Mateus 2.9, onde está escrito:

"e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino"?

Não há problema: o Senhor da glória, que guiou a Israel em sua peregrinação pelo deserto com uma nuvem e uma coluna de fogo, também tinha um meio à disposição para dirigir os magos do Oriente com precisão exata ao local do nascimento de Jesus!

"profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!" (Rm 11. 33).

A estrela de Jacó é Jesus, o judeu.

Apocalipse 5.5 diz: "eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos."

Ele tem todo o poder no céu e na terra.

Ele é a coroa de Israel.

E para nós vale que "a salvação vem dos judeus", isto é, de entre os judeus.

Não foi o povo judeu que nos trouxe a salvação, foi do povo judeu que nasceu o nosso Salvador.

Que grande tolice é ser anti-semita!

Ainda mais, trata-se de um pecado contra Deus, contra Jesus e Seu povo.

Jesus não foi palestino, como afirmou Arafat.

Dizendo isso, ele promoveu uma falsificação da História.

Sobre Belém não brilha mais uma estrela, mas a meia-lua islâmica.

Jesus foi morto na cruz.

Mas nenhum poder das trevas pode obscurecer a estrela de Jacó ou apagá-la!

"Eu, Jesus... Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã" (Ap 22.16).

O Filho de Deus ressuscitado testemunha que brilhará de maneira a trazer salvação por toda a eternidade, para Israel e para a Igreja de Jesus.

Com Jesus começou uma nova e clara manhã de graça, pois Ele disse:

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (Jo 8.12).

O Natal não é de maneira alguma o romantismo emocional que sempre nos é transmitido, mas precisa produzir continuamente em nossos corações uma separação entre luz e trevas.

Se não chegarmos à luz com a escuridão de nossos corações, continuaremos a ser pecadores perdidos mesmo após o Natal.

Que torrente de amor procede do coração paterno de Deus, que não nos entregou à perdição, mas quer nos levar à clara e brilhante luz de Sua graça!

A Palavra nos conclama:

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).(Burkhard Vetsch)

Fonte: www.chamada.com.br

Jesus veio e voltará


Jesus veio e voltará


Quando Deus se tornou homem em Seu Filho Jesus Cristo, o Eterno realizou o Seu maior ato depois da criação, ato que teve as maiores conseqüências para o mundo todo.

Os acontecimentos daquele tempo – o Natal, o nascimento de Jesus Cristo – são tão extraordinários, tão magníficos que, por assim dizer, o tempo parou.

Toda a humanidade começou a contar o tempo outra vez, iniciando com o nascimento de Cristo.

Desse modo, ela testificou:

É verdade, nasceu Jesus, o Salvador do mundo.

Hoje, já vivemos 2000 anos depois desse grandioso acontecimento.

Naquela ocasião, por um momento, as leis da natureza foram colocadas numa nova dimensão de maneira sublime, excelsa, pela intervenção de Deus.

A virgem Maria teve um filho pelo Espírito Santo, e a estrela de Belém apareceu no céu.

Embora esses acontecimentos do Plano de Salvação já tivessem sido anunciados de diversas maneiras pelos profetas muitos anos antes, a humanidade não notou o que realmente estava acontecendo.

Nem o próprio noivo de Maria imaginava que o Filho de Deus estava a ponto de se tornar homem.

Em Mateus 1.18-19 está escrito:

"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.

Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente".


Apesar da sua piedade e retidão, José não reconheceu a situação e em pensamento até ia sendo levado por caminhos errados, pois ele
"...resolveu deixá-la secretamente".

Então o próprio Deus interferiu por meio de um de Seus anjos e mudou as intenções de José (v. 20).

Depois dos fatos já terem acontecido, é fácil ler esse relato e dizer: Como pôde acontecer que um homem piedoso e temente a Deus não tenha reconhecido que o nascimento de Jesus Cristo estava se aproximando?

Será que ele não se interessou o suficiente pela iminente vinda do Salvador?

Natal – a primeira vinda de Jesus.

Hoje estamos diante da segunda vinda.

Quantos cristãos religiosos festejam o Natal, mas estão cegos para a realidade de que Jesus voltará em breve.

O Natal continuará sendo apenas uma festa do passado se não esperarmos pela segunda vinda do Senhor.

Exatamente como da primeira vez que Jesus veio a esta terra, os eventos da natureza não poderão ser explicados quando Ele voltar.

O arrebatamento – quando o Senhor vier ao encontro dos Seus nas nuvens e os buscar para Si (1 Ts 4.16-17) – somente pode ser compreendido pela fé, pois excede o nosso entendimento.

Por isso uma grande parte da cristandade religiosa e dedicada dos dias de hoje não perceberá a vinda do Senhor Jesus, pois não reconhece o que a Bíblia diz sobre esse acontecimento.

Sem a realidade da volta de Jesus, porém, que sentido teria a afirmação de Paulo quando ele diz a respeito da transformação e do arrebatamento:

"Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras"?

Portanto, não comemoremos o Natal apenas como uma festa do nascimento de Jesus Cristo que já aconteceu há muito tempo, mas também nos consolemos com o fato de que Ele voltará em breve. (Peter Malgo)

Fonte: www.chamada.com.br

Como falar de sofrimento com água pela cintura


Como falar de sofrimento com água pela cintura

Acompanhamos assustados o que acontece em Santa Catarina.

Certamente alguns irmãos ali repetem as palavras de Baruque:

“O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso” (Jr 45.3).

Ao lado deles, nós que assistimos de longe corremos o risco de ouvir de Deus a pergunta feita logo a seguir ao amigo de Jeremias:

“Será que você está querendo ser tratado de modo diferente?” (Jr 45.5).

Sim, somos tentados diariamente por um lugar na primeira classe (Mt 20.20) e até
convencidos “teologicamente” dos nossos direitos.

O pastor Ricardo Gondim é objetivo:

“Eu não suportaria ouvir que o povo catarinense é pecador e merece o castigo divino. [...]

Como ficam agora os cultos no rádio e na televisão em Santa Catarina?

Os obedientes, os santos, passaram ilesos pela inundação?

Uma coisa é fazer teologia de cima de torres de marfim.

Explicar o sofrimento contingencial com água na cintura é bem diferente.”

Talvez o Desabafo da edição mais recente da revista Ultimato possa nos ajudar:

“O consolo de Deus é estranho [...]. Deus não apenas oferece o lenço para o sofredor enxugar as lágrimas, como também ensina a pessoa a lidar com os problemas da vida”.

Parece claro que não temos uma redoma para nos proteger, e é preciso acreditar ainda mais nas palavras do amigo de Baruque:

“As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã” (Lm 3.22-23).

Marcos Bontempo

Fonte: www.ultimato.com.br

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