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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
Hipnose - porta para o ocultismo


HIPNOSE Porta Para o Ocultismo

Martin e Deidre Bobgan

A popularidade da hipnose

Durante estes dias de um suposto grande estresse e pressão, [alega-se que] a hipnose estaria pronta a oferecer cura para as massas. A hipnose... [seria] uma ferramenta terapêutica que os profissionais de saúde [poderiam] tirar do baú para lutar contra o vício do fumo ou problemas de obesidade; para administrar os problemas de ansiedade, medos e fobias; para curar dor; superar depressão; melhorar a vida sexual das pessoas; para curar males tais como a asma e a febre; enfrentar quimioterapia sem sentir náuseas; para curar ferimentos mais rapidamente; e para aumentar as notas na escola. Além disso, ...a hipnose [poderia ser usada] como parte do processo terapêutico para reduzir os efeitos colaterais dos medicamentos, para acelerar a recuperação do paciente, e para reduzir o desconforto pós-operatório. Dentistas [poderiam] usar técnicas hipnóticas em conjunto com óxido nitroso com o propósito de relaxar os pacientes, minimizar dor e hemorragia, e controlar a rejeição do paciente ao anestésico durante as intervenções.

A parte mais triste disso tudo é que alguns cristãos desavisados estão dispostos a "tentar" a hipnose. Uma propaganda em um jornal, publicada por uma Clínica Hipnoterápica (existe até uma "Sociedade Americana para Hipnose Clínica"), fez algumas afirmações incríveis que indicam como a técnica de hipnose realmente não é bíblica (i.e., da Nova Era):

A hipnose é o método mais efetivo de mudar a sua maneira de pensar, sentir e agir. Quando você alinha a sua mente subconsciente – sua voz interior – com sua mente consciente, você apaga crenças conflitantes que o restringem. Você pode então avançar, sem sabotar a si mesmo. As técnicas da clínica hipnótica guiam você a um estado de mente relaxado e pacífico. Você mantém total controle enquanto aprende a usar o poder de toda a sua mente a fim de criar um desejo forte de atingir o seu alvo. Você pode mudar a sua vida.

A hipnose não é algo novo. Ela já tem sido usada durante milhares de anos por feiticeiros, médiuns espíritas, xamãs, hindus, budistas e iogues. Mas a popularidade crescente do uso da hipnose para a cura no mundo secular tem influenciado muitos na Igreja a aceitarem a hipnose como um meio de tratamento. Há médicos, dentistas, psiquiatras e psicólogos, não-cristãos e cristãos professos, que recomendam e usam a hipnose.

Violentação da vontade

Ainda que um hipnotizador possa produzir somente um transe leve ou médio, ele não pode impedir alguém hipnotizado de entrar espontaneamente na zona de perigo, a qual pode incluir um senso de separação do corpo, uma aparente clarividência, alucinação, estados místicos similares aos descritos pelos místicos orientais, e até o que o pesquisador de hipnotismo Ernest Higard descreve como "possessão demoníaca". Nós argumentaríamos que a hipnose pertence ao oculto em qualquer nível de transe, mas quando ela se aprofunda em seus níveis, a hipnose está indubitavelmente ligada ao ocultismo.

Há controvérsias sobre se um hipnotizador pode ou não levar uma pessoa a fazer alguma coisa contra a sua própria vontade. Muitos hipnotizadores dizem categoricamente que a vontade não pode ser violada. Mas a evidência aponta em outra direção. A hipnose aumenta a capacidade de uma pessoa ser sugestionada a tal ponto que o sujeito crerá quase qualquer coisa que o hipnotizador lhe disser – até mesmo ao ponto de ter uma alucinação mediante a sugestão do hipnotizador. Durante a hipnose, as habilidades críticas de uma pessoa são reduzidas de tal forma a ponto de criar o que tem sido chamado de "transe lógico", o que aceita, sem discernimento, aquilo que normalmente pareceria irracional, ilógico e incompatível.

Pelo fato de quase qualquer coisa parecer plausível para alguém no estado de transe, é possível para uma pessoa hipnotizada agir contra a sua vontade, ou seja, fazer o que não faria se estivesse fora do estado hipnótico. A hipnose passa por cima da vontade ao colocar a responsabilidade do lado de fora da escolha objetiva, racional e crítica. Com as habilidades normais de avaliação submergidas, a sugestibilidade aumentada, e as restrições racionais reduzidas, a vontade estará seriamente impedida e, no mínimo, aberta para ser violada.

"Memórias" do passado e previsões do futuro

Um uso popular da hipnose tem sido o da procura da memória para "voltar até a infância". Alguns pacientes inclusive descrevem suas experiências do que eles crêem ser sua vida no ventre da mãe e seu nascimento subseqüente (isto é impossível, entretanto, por causa do fato científico neurológico de que a mielina do cérebro pós-natal é incapaz de guardar tais memórias). Outros ainda descrevem algum tipo de estado desincorporado e, então, o que eles identificam como sendo suas vidas passadas e antigas identidades. Quanto disso é criado pelo aumento da sugestibilidade, imaginação irrestrita, transe alucinógeno ou intervenção demoníaca não pode ser determinado! Além disso, a Bíblia claramente contradiz a noção de vidas passadas e reencarnação – "...aos homens está ordenado morrerem uma só vez" (Hb 9.27).

A hipnose nem mesmo é confiável para recordar coisas recentes. O que é "lembrado" sob o efeito da hipnose tem sido muitas vezes criado, reconstruído ou melhorado durante o estado de alta sugestibilidade. Pesquisas indicam que depois de hipnose, a pessoa é incapaz de distinguir entre uma recordação verdadeira e o que imaginou ou criou sob o efeito da sugestão. Muito provavelmente, a hipnose trará à luz falsas impressões como se fossem eventos verdadeiros do passado (indivíduos podem e muitas vezes mentem durante a hipnose!). É mais provável então que a hipnose mais contamine a memória do que ajude a pessoa a lembrar o que realmente aconteceu.

Além da terapia hipnótica das vidas passadas, alguns praticantes estão fazendo agora terapia hipnótica da vida futura. A pessoa hipnotizada supostamente vê os futuros eventos, resolve assassinatos, revela os destinos futuros de personalidades bem conhecidas, etc. Alguém envolvido nessa viagem hipnótica deve perguntar a si mesmo: "Onde está a linha de demarcação entre o demoníaco e o divino, entre a esfera de Satanás e a da ciência? Em que ponto a porta das trevas se abre e o diabo conquista uma fortaleza na alma?"

Rótulos científicos

Pelo fato de alguns médicos e psicólogos usarem a hipnose, a maioria crê que ela seja algo médico e, portanto, científico. O rótulo de "médica" antes da palavra hipnose dá a impressão de que a hipnose é benevolente e segura. Até mesmo alguns cristãos famosos alegam que a hipnose pode ser de ajuda se praticada por médicos cuja intenção seja boa e não má (apesar da hipnose ter sido investigada através de meios científicos, e existirem alguns critérios mensuráveis sobre o transe em si mesmo, a hipnose não é uma ciência).

Ninguém sabe exatamente como a hipnose "funciona", além do óbvio "efeito placebo" – o uso bem-sucedido do "falso feedback" (falsa realimentação) da mesma maneira como o "feedback" é usada em técnicas ocultas comuns à acupuntura, biofeedback e psicoterapia. Mas combinar a palavra hipnose com a palavra terapia não transforma essa prática oculta em científica. Um paletó branco pode ser uma roupa bem mais respeitável do que penas e caras pintadas, mas as coisas básicas permanecem as mesmas. A hipnose é hipnose, mesmo que seja chamada de hipnose médica, hipnoterapia, auto-sugestão, ou qualquer outra coisa. A hipnose nas mãos de um médico é tão científica quanto uma forquilha para procurar água nas mãos de um engenheiro civil.

Transes que ocorrem mediante a ação de médicos não são significantemente diferentes da hipnose do ocultismo. Nos seus artigos sobre hipnose, os quais são usados em escolas de medicina, dois renomados pesquisadores afirmam categoricamente: "O leitor não deveria se confundir pela suposta diferença entre hipnose, zen, ioga e outras metodologias orientais de cura. Ainda que os rituais de cada uma difiram uns dos outros, eles são fundamentalmente a mesma coisa." Só porque a hipnose é usada por um médico não significa que ela esteja livre de sua natureza ocultista. Mais e mais praticantes de medicina estão sendo influenciados por essas antigas práticas médicas do ocultismo. O movimento de cura holística tem casado, com muito sucesso, a medicina ocidental com o misticismo oriental.

Transes hipnóticos auto-induzidos

Aqueles que poderiam se sentir um pouco nervosos com o fato de serem hipnotizados por outros, muitas vezes, tendem a se sentir seguros com a auto-hipnose (ainda que essas pessoas, em um transe hipnótico auto-induzido, possam ganhar um certo controle e exercitar algum grau de escolha, eles, mesmo assim, não retêm o seu meio normal de avaliação da realidade, e moderação racional). Mestres de auto-hipnose geralmente tentarão assegurar às pessoas que a hipnose é simplesmente a atenção enfocada, concentração aumentada, relaxamento, visualização e imaginação. No entanto, tais atividades são precisamente os meios para se entrar em transe. Além disso, eles continuam ligados em um nível diferente durante o transe. Ao imaginar que está deixando o corpo, a pessoa pode entrar em um transe com o tipo de alucinação e transe lógico de tal forma que realmente parece estar fora de seu corpo.

Um médico, ao ensinar auto-hipnose em uma classe, instruiu seus estudantes a entrarem em transe hipnótico, deixarem seus corpos, e então voltarem-se para explorar várias partes dos seus corpos. O propósito de tal exercício era o auto-diagnóstico e a cura de si mesmo. O ocultista Edgar Cayce também usou auto-hipnose para diagnosticar enfermidades e prescrever tratamentos. Portanto, a auto-hipnose pode ser uma atividade tão ocultista e demoníaca como um transe dirigido por um hipnotizador.

Hipnose e ocultismo

Em seu livro Peace, Prosperity and the Coming Holocaust (Paz, Prosperidade e o Futuro Holocausto), Dave Hunt faz algumas observações interessantes a respeito do porquê ele classificaria hipnose como parte do ocultismo:

Uma razão para chamarmos a hipnoterapia de um ritual religioso é o fato de que ela produz efeitos misteriosos que deixarão totalmente confundido um investigador que a analise como ciência; (1) sob hipnose administrada por psiquiatras, pessoas que nunca tiveram contato com OVNIs podem ser estimuladas a "lembrarem-se" de um rapto por um OVNI que coincide em detalhes com aqueles descritos por outros que supostamente foram raptados por eles; (2) a hipnose também leva a ter "memórias" espontâneas de vidas passadas e futuras, com mais ou menos um quinto delas envolvendo uma existência em outros planetas; (3) o transe hipnótico também duplica as experiências que são comuns sob o estímulo de drogas psicodélicas, meditação transcendental, e outras formas de ioga e meditação orientais; (4) a hipnose também cria poderes psíquicos espontâneos, clarividência, experiências fora do corpo, e todo um espectro de fenômenos ocultos; e (5) a experiência da chamada morte clínica (quase-morte) é também produzida sob hipnose.

Duas conclusões que a maioria dos investigadores acha muito desagradáveis, mas que parecem ser inescapáveis são as seguintes: (1) há uma origem comum por detrás de todos os fenômenos ocultos, incluindo OVNIs, que parece estar hábil e deliberadamente orquestrando uma fraude inteligente para seus próprios propósitos; e (2) a hipnose, ou o poder da sugestão, está no coração desse esquema de fenômenos ocultos.

A conexão entre a hipnose e o misticismo oriental é evidente. Nas várias profundidades do transe hipnótico, pacientes descrevem experiências que são idênticas a da consciência cósmica e auto-realização induzidas pelo transe da ioga. Eles primeiro experimentam uma paz profunda, depois a separação do corpo, depois a liberação de sua própria e pequena identidade a fim de fundirem-se com o Universo, e o sentimento de que eles são tudo e não têm qualquer limitação para o que podem experimentar ou se tornar. Por exemplo, uma consciência de ser deus "na qual o tempo, o espaço e o ego são supostamente transcendentes, mergulhando na pura consciência do nada primal do qual toda a criação existente tem sua origem."

A hipnose começou como parte do ocultismo e da religião falsa. A Bíblia fala fortemente contra todas as práticas das falsas religiões e do ocultismo. Deus deseja que o Seu povo, com suas necessidades, se volte para Ele, e não para aqueles que praticam feitiçaria, adivinhação ou encantamento. Ele avisa Seu povo para não seguir médiuns, mágicos, encantadores, feiticeiros, e aqueles que consultam os mortos (Deuteronômio 18.9-14). A hipnose, tal como é praticada hoje, pode muito bem ser a mesma coisa que é identificada na Bíblia como "encantamento" (Levítico 19.26).

No hipnotismo, a fé é transferida de Deus e de Sua Palavra para o hipnotizador e sua técnica. Deus fala ao Seu povo através da mente consciente e racional. Ele criou os indivíduos como criaturas que fazem escolhas conscientes e volitivas. Ele enviou o Seu Santo Espírito para habitar nos cristãos a fim de capacitá-los a confiar nEle e obedecer-Lhe através do amor e da escolha consciente. A hipnose, por outro lado, opera na base da imaginação, ilusão, alucinação e engano. Jesus alertou Seus seguidores contra o engano. Depois que uma pessoa abre a sua mente para o engano através da hipnose, ela pode se tornar muito mais vulnerável a outras formas de fraude espiritual.

A hipnose pode gerar as imitações satânicas do exercício da verdadeira religião. Se a hipnose gera qualquer forma de fé e adoração que não é dirigida diretamente para o Deus da Bíblia, qualquer pessoa que se submete ao hipnotismo pode estar fazendo o papel de prostituta na esfera espiritual (veja Lv 19.26,31; 20.6,27; Dt 18.9-14; 2 Rs 21.6; 2 Cr 33.6; Is 47.9-13; Jr 27.9).

O hipnotismo é, na melhor das hipóteses, potencialmente perigoso, e, no pior dos casos, demoníaco. No pior caso, ele abre um indivíduo para experiências psíquicas e de possessão satânica. Quando os médiuns entram em transe hipnótico e contatam os "mortos‘, quando os clarividentes revelam informações que eles não poderiam conhecer de forma alguma, quando os prognosticadores, através de auto-hipnose, revelam o futuro, certamente Satanás está agindo.

Conclusão

Devido a todas essas razões: porque a hipnose tem sempre sido uma parte integral do ocultismo, porque ela não é uma ciência, por causa dos seus conhecidos efeitos maléficos, e por causa de sua fraude espiritual, o cristão deve evitá-la completamente, até mesmo por motivos "médicos". É óbvio que a hipnose é letal se usada com propósitos maus. No entanto, nós argumentamos que a hipnose é potencialmente letal seja para qualquer propósito que for usada. No momento em que alguém se rende à porta do ocultismo, mesmo em nome da "ciência" e da "medicina", ele se torna vulnerável aos poderes das trevas. (Adaptação de trechos do livro "Hypnosis and the Christian" – Traduzido por Ebenezer Bittencourt.)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 1997.

Fonte: www.chamada.com.br

Nota do blog: negritos e itálicos são dos autores

Um grande abraço


Prezado leitor:

Hoje fiquei com vontade de lhe dar um grande abraço, e fui incentivado pelo texto abaixo, e pela foto acima recebidos do meu amigo Serginho Settanni.

Edmar

Aí vai meu abraço para aqueles amigos que não vejo há muito tempo e para aqueles que estão sempre comigo.
Quero que seja real este abraço que estou enviando...

UM ABRAÇO APERTADO.

Olá!
Você já ganhou um abraço hoje?

Não?

Então, você acaba de ser abraçado neste momento!!!

Existe algo em um simples abraço que sempre aquece o coração e dá-nos boas vindas ao voltarmos para casa, e torna mais fácil a partida.

Um abraço é uma forma de dividir as alegrias e tristezas que passamos, ou só uma forma para amigos dizerem que se gostam porque, simplesmente, você é você.

Abraços significam amor para alguém com quem realmente nos importamos...

Um abraço é algo espantoso... é a forma perfeita de mostrar o amor que sentimos, mas que palavras não podem dizer.

É engraçado como um simples abraço faz-nos sentir bem...em qualquer lugar

É sempre compreendido...

E abraços não precisam de equipamentos, pilhas ou baterias especiais...

É só abrir os braços e os corações...

Guarde este abraço apertado!

A ÉTICA QUE IMPRESSIONA OS DESCRENTES
A ética que impressiona os descrentes



Por ocasião do Sínodo dos Bispos, realizado em Roma, em outubro de 2008, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte, salientou que os católicos da América Latina que se convertem ao protestantismo, imediatamente, “mudam o modo de se comportar, pois assumem um digno comportamento moral, deixando tudo o que parece indigno na nova vida de crentes”.

O prelado católico acrescentou a informação de que “a Palavra que [eles] escutam é formativa para sua vida, alimenta seus espíritos e testemunha os valores religiosos que agora interiorizam”.

Tomara que esse reconhecimento de Dom Walmor volte a mexer com a igreja evangélica brasileira em priorizar a pregação do novo nascimento, experiência religiosa que leva o pecador a adotar estilo de vida oposto ao anterior, pois “se alguém está em Cristo, é nova criatura”, já que as coisas antigas ficaram para trás e tudo se fez novo (2Co 5.17).

Numa reunião realizada no Rio de Janeiro, em novembro de 1868, Ashbel G. Simonton, o pioneiro da Igreja Presbiteriana do Brasil, declarou que a implantação e o crescimento do evangelho no país dependia antes de tudo do seguinte:

“A santidade da igreja deve ser ciosamente mantida no testemunho de cada crente”.

Agora, em novembro de 2008, em entrevista à revista Igreja, o biblista batista Luiz Sayão volta a falar sobre o testemunho dos crentes:

“Para termos pastores, educadores e outros líderes cristãos responsáveis, precisamos enfatizar três pontos: o ensino das Escrituras, a experiência profunda com Deus e a ética que impressiona os descrentes”.

Elben M. Lenz César

Fonte: www.ultimato.com.br

Nota do Editor do Sê Fiel:

A expressão "descrentes" usada por Luiz Sayão, creio se referir aos que não adotam nenhum credo cristão/religioso, motivo pelo qual não faço restrições à excelente matéria do Rev. Elben M. Lenz César, nosso autor brasileiro preferido.
E "crente", no nosso parco entendimento, deixou de ser a identificação dos evangélicos, por ser de fato uma palavra que identifica aqueles que crêem em Jesus, independente da denominação cristã que freqüentam.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

MUNDO COMEÇA A ENSAIAR NOVA GERÊNCIA FINANCEIRA
Mundo começa a ensaiar nova gerência financeira

Líderes dos países integrantes do G20 têm reunião amanhã, em Washington

Principal objetivo da reunião é estabelecer novas regras para assegurar a estabilidade financeira e econômica mundial

CLÓVIS ROSSI
COLUNISTA DA FOLHA


Um jantar hoje na Casa Branca, em Washington, marca o início de um processo, certamente longo, de construção de uma nova gerência para o sistema financeiro global.

Por enquanto, a nova gerência toma o formato do G20, o clube dos 20 países sistemicamente mais importantes, que respondem por 85% da economia mundial e por dois terços da população do planeta.

Hoje, na verdade, serão 22 países, na medida em que a Espanha e a Holanda entraram na carona oferecida pela França, que é, ao mesmo tempo, membro do clube e presidente de turno da União Européia, conglomerado que também integra o G20.

Não se espere, no entanto, que o jantar de hoje e a reunião de amanhã representem o que alguns líderes e muitos jornalistas chamaram de Bretton Woods 2.

Para começar, Bretton Woods 1 -a reunião que, em 1944, definiu a gerência financeira ainda vigente, com a criação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial- foi a culminação de um processo de negociação de três anos.

Os encontros de Washington foram precedidos de apenas uma reunião preparatória, no fim de semana, em São Paulo.

Mais: em Bretton Woods, estavam presentes 44 países.

Hoje, só os países africanos são 54 -quase todos eles colônias de potências européias em 1944.

O máximo que as reuniões de Washington podem oferecer é uma agenda e um cronograma para as próximas reuniões.

Uma delas, aliás, já prevista pela União Européia para dentro de cem dias -ou seja, no fim de fevereiro ou começo de março, cerca de um mês e meio depois da posse de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, o país que, em crise ou não, detém a chave de qualquer negociação.

A questão seguinte óbvia é saber se Obama aprova ou não o formato G20.

A esse respeito só há uma indicação -e indireta: Lawrence Summers, da nutrida equipe de assessores econômicos do presidente eleito, é um dos pais do G20, ao lado do canadense Paul Martin, ambos ministros no lançamento do grupo em 1999.

Summers defendeu o G20 em artigo para uma revista editada pela Universidade de Toronto e seu grupo de estudos sobre o G20, em número especial dedicado à reunião de São Paulo.

"O G20 é agora parte importante e estabelecida dos calendários oficiais e da arquitetura internacional. (...)

A cooperação [internacional] tem sido melhor e as políticas mais sábias por causa da existência do G20", escreveu.

Na mesma linha de raciocínio, Sebastian Mallaby, pesquisador-sênior do Conselho de Economia Internacional do Council on Foreign Relations, vê na simples realização da cúpula de Washington o principal resultado dela.

Explica: "É a primeira cúpula do G20, o que estabelece um padrão, a partir do qual construir uma presença que vá além do G8".

Jantar, e não só cafezinho

Até agora, o G20 só reunia seus ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais, não os chefes de governo.

A alusão ao G8 se deve ao fato de que a gerência política do planeta ficou mais ou menos nas mãos desse pequeno grupo de sete países ricos mais a Rússia.

Se o G20 tomará o lugar do G8, como apostam Mallaby e o governo brasileiro, é uma questão em aberto, que possivelmente será discutida pelos líderes reunidos em Washington.

O problema é de que G20 se está falando.

Quando Summers o elogia, possivelmente está pensando no G20 que ajudou a criar, como instrumento para que os países emergentes assimilassem lições do mundo rico e se comportassem como o mundo rico gostaria.

Diz, por exemplo, Xaiojin Chen, do Instituto de Tecnologia Internacional e Economia da China:

"Tanto o G8+5 como o G20 têm a função de legitimar iniciativas do G8 para um universo mais amplo e de angariar suporte mais amplo para idéias geradas no G8.

É assim difícil imaginar que o G20 possa ter qualquer influência independente".

O G8+5 é a reunião entre o G8 e cinco países emergentes (o Brasil entre eles), em que os emergentes aparecem no final, "para tomar um cafezinho", na expressão usada na semana passada pelo ministro brasileiro da Fazenda, Guido Mantega.

Já na visão do governo brasileiro, o G20 seria a maneira de integrar os emergentes para a refeição completa.

Na reunião de São Paulo, o G20 ganhou um selo de qualidade.

O comunicado final diz que o grupo, "com sua ampla representação das maiores economias sistemicamente importantes, tem um papel crucial a desempenhar para assegurar a estabilidade financeira e econômica global". (o destaque é deste blog).

Mas não ganhou o rótulo de substituto do G8 nem do G8+5.

Washington pode representar um avanço nesse sentido.

Pelo menos, os emergentes jantam com os ricos, em vez de serem servidos apenas do cafezinho.

Fonte: www.folha.com.br - Caderno Dinheiro 14.11.08

SAUDADES DA NOSSA SELVA AMAZÔNICA

Foto: O avião monomotor anfíbio de “Asas de Socorro” ao lado do barco da “Pró-Amazonas”, no Rio Tiquié.

O índio kumu me contou que Jesus era um curandeiro palestino

“Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o Senhor e mui digno de ser louvado, temível mais que todos os deuses” (Sl 96.3-4).



pôr-do-sol na selva amazônica com o Rio Negro e suas Anavilhanas (o maior arquipélago fluvial do mundo).


Lembro que estava me deleitando com a vista da selva lá embaixo, as várias tonalidades de verde da Amazônia intocada, dourada por um sol matinal escaldante, quando iniciamos o processo de pouso no povoado de Pari-Cachoeira, no extremo noroeste do Estado do Amazonas, a vinte quilômetros da fronteira com a Colômbia.

Quando o valente monomotor da missão Asas de Socorro, um Cessna Caravan anfíbio, de prefixo PR-ADS, aterrissou naquela pista de barro, sabia que me encontrava num mundo muito diferente daquele em que estava acostumado a viver. Chegar até ali demandou muita disposição e uma certa dose de coragem por parte de todos os tripulantes (dos pilotos Paulo Bachmann e César, dos cardiologistas Nelson Araújo e Eunice, do odontólogo Carlos Gonzalez, do biólogo Iraquitam, da coordenadora Ester e de mim). Todos profissionais voluntários, membros de igrejas evangélicas e que estavam ali sem qualquer fim lucrativo.

As comunidades indígenas ao longo do Rio Tiquié

Em Pari-Cachoeira embarcamos no barco da ONG Pró-Amazonas, descemos o sinuoso Rio Tiquié com seu leito arenoso e suas águas negras. O Tiquié deságua no Rio Uaupés que é um afluente do Rio Negro. Somente no Rio Negro existem mais de 450 espécies de peixes catalogadas e supõe-se que nos seus afluentes haja mais de 200 espécies ainda não identificadas.


O cardiologista Nelson embarcando no barco “Pró-Amazonas”, no Rio Tiquié, em Pari-Cachoeira.


Abrimos as portas do nosso barco aos odontólogos do DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) e juntos visitamos quatro comunidades indígenas na região do Rio Tiquié: São José II, Barreira Alta, Iraíti e Taracuá-Igarapé. Em uma delas, um missionário evangélico está construindo com os nativos uma barragem para desenvolver a piscicultura. Nossa missão na área era puramente social (médico-odontológica) e, em cinco dias, tivemos a oportunidade de atender mais de 300 pacientes indígenas com diversas patologias.

Essa viagem significou uma experiência profissional e humanitária sensacional. Conhecemos um naco preservado da natureza criada por Deus (vi insetos muito bem nutridos que me impediam de esquecer de usar repelente, vi tucanos nos topos de algumas árvores, nossos pilotos viram uma onça pintada atravessando o rio e se embrenhando na floresta...). Essa rica experiência serviu também para desmistificarmos alguns conceitos, como: “o índio é puro, ingênuo e não-informado”. O que vimos foi exatamente o contrário: fiquei sabendo de casos de estupros e de incestos entre os indígenas. Eles estão muito bem informados sobre a vitória e a ocupação americana na Guerra do Iraque. Sabem também os nomes dos atuais titulares da Seleção Brasileira de futebol. Os de maior idade têm cédula de identidade e título de eleitor iguaizinhos aos meus. Entretanto, apenas a minoria de cada comunidade fala português; a maioria se comunica apenas na língua da etnia local. No entanto, na questão religiosa, eles estão sendo mal-informados, mas de forma alguma não-informados.

O benzedor me contou: “Jesus era um curandeiro palestino”


Uma parte da nossa equipe na comunidade indígena de Taracuá-Igarapé.


Foi na comunidade de São José II que conheci José Vilasboas Azevedo, “o benzedor e curandeiro” local (na língua deles, “kumu”). José é um dos quatro filhos do idoso kumu Feliciano e aprendeu com seu genitor o ofício de benzer e curar. Pedi permissão a ambos para os fotografar e fazer algumas perguntas. Fui prontamente atendido.

Primeiro perguntei qual a diferença entre “kumu” e “pajé”. José me explicou: “o kumu só benze e cura. O pajé, além de benzer e curar, pode matar, fazer previsões e é auxiliado por espíritos que vivem na floresta”. Em São José II não havia pajé.

Indaguei a José de onde vinha o seu poder de curar. Então, Vilasboas Azevedo me contou uma história fascinante: “Muito tempo atrás só existia o dia e não havia a noite. Os moradores estavam exaustos de tanto trabalhar. Então, meu pai e dois outros senhores da comunidade viajaram até uma outra localidade, onde um velho lhes entregou a noite para que todos pudessem descansar. Meu pai voltou para a comunidade com poder de curar. Aprendi com ele as rezas e o preparo da água para benzer”. Muito curioso, questionei se sempre conseguia efetuar a cura. José me respondeu: “Às vezes cura e às vezes não cura”.

Fiz outras perguntas triviais e o kumu sempre me respondeu de bom grado. Já tinha observado que alguns indígenas usavam camisas onde estava escrito: “Nossa Senhora Aparecida”, “Círio de Nazaré”, “Jesus é Rei”... (herança dos padres salesianos que até hoje atuam nessa região).





O odontólogo Carlos e o cardiologista Nelson consultando os indígenas no barco do “Pró-Amazonas”.



José usava uma camisa com alguns dizeres sobre “Jesus”. Perguntei-lhe quem era Jesus. Prontamente me respondeu: “Jesus era um curandeiro palestino”. Indaguei o que mais sabia sobre Jesus. José me respondeu sorrindo: “Jesus era um homem bom e conseguia até expulsar espíritos maus. Certa ocasião um homem estava endemoninhado e Jesus expulsou os demônios, que entraram em porcos e esses afundaram no rio”.


Para não abusar do meu recém-conhecido kumu, agradeci pela conversa e pelas fotos tiradas, me despedi com um abraço, e lhe contei três coisas que sabia sobre o Jesus estampado na sua camisa: 1º) Jesus não era palestino, era israelita, foi descendente do rei Davi e Ele próprio disse à mulher samaritana que era judeu (Jo 4.22). O kumu me olhou surpreso. 2º) Jesus é diferente do meu amigo kumu: ao contrário do kumu, Ele curava sempre (nunca houve uma cura pela metade). As rezas do kumu ora funcionam, ora não. As curas de Jesus sempre funcionaram, Ele nunca falhou. O kumu meneou a cabeça afirmativamente, concordando comigo. 3º) Disse ao kumu que procurasse conhecer mais sobre esse Jesus da sua camisa. Finalizei incentivando-o a perguntar mais sobre Jesus ao missionário, pois não iria se arrepender.

A desconstrução das origens de Jesus Cristo

Este século apresenta-se, no tocante a valores espirituais, tão sombrio quanto o século que o antecedeu. E não é somente por causa da nova espiritualidade da Era de Aquário, mas também pela desconstrução das origens de Jesus Cristo.

Não é culpa do kumu ter dito que “Jesus era um curandeiro palestino”, pois lhe ensinaram errado. Os culpados talvez sejam os salesianos que catequizaram os indígenas no Noroeste do Amazonas. Um indígena, que tinha sido doutrinado pelos católicos, disse a um dos missionários evangélicos daquela área que não podia aceitar o que os evangélicos diziam para não “virar sapo”. Que não gostem dos evangélicos, tudo bem. No entanto, ensinar inverdades acerca de Jesus Cristo é estupidez, irracionalidade e desconhecimento histórico ou é querer ser politicamente correto e espiritualmente pífio.

É preciso combater o mal pela raiz, pois as massas, através da mistificação exercida pela propaganda televisiva contrária a Israel (especialmente a veiculada nos noticiários noturnos), são estimuladas a acreditar que a faixa de terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Morto é a Palestina e não Israel.


O autor carregando uma indígena, com suspeita de malária, em direção ao barco, na comunidade indígena de Barreira Alta.


A Bíblia é muito clara quanto aos limites da terra da nação de Israel. No Velho Testamento, Deus reiterou a Abraão (Gn 13.14-18; Gn 17.7,8), a Isaque antes dele nascer (Gn 17.19-22), a Moisés (Êx 6.8 e Dt 11.23-25) e a Josué (Js 1.1-5) as fronteiras da terra de Israel e Sua aliança perpétua com aquele povo. Toda a Canaã foi dada a Israel como possessão perpétua, para sempre (Gn 17.8). De forma que, biblicamente, nunca existiu Palestina. E mais: se a Palavra de Deus é infalível (e sabemos que é), depois que os israelitas retornaram à sua terra em 1948, nunca mais sairão de lá (Am 9.15).

E quanto a Jesus ser “palestino”? Nossa! Que loucura! Jesus era judeu da gema mesmo (basta dar uma olhada na Sua descendência para confirmar isso – Mt.1.1-17) e Ele próprio não negou a Sua raça (Jo 4.22).

Ensinar ao indígena que Jesus “era palestino” é tolerar uma contracultura que se opõe aos valores judaico-cristãos e que desconstrói o principal personagem das nossas vidas – Jesus Cristo! Fazer de Jesus um “palestino” é uma constrangedora vacuidade!

E aí vai um alerta às editoras que publicaram Bíblias nas duas últimas décadas e colocaram o seguinte título em alguns daqueles mapas que encontramos nas últimas páginas: “A Palestina nos Tempos de Jesus”. Nas versões antigas, esses mesmos mapas eram intitulados “Israel nos Tempos de Jesus”. Com certeza, essas editoras estão, talvez de forma ingênua, avançando de acordo com a maré anti-semita da mídia e dificultando cada vez mais que o meu recém-conhecido curandeiro indígena venha a conhecer o legítimo Jesus Cristo.


O autor na cozinha do kumu José: “Jesus era um curandeiro palestino”.


Conclusão: saudades da selva amazônica

Às 09h45 da manhã da sexta-feira, dia 4 de novembro de 2005, a chuva cessou e nosso habilidoso piloto iniciava o processo de decolagem das águas do Rio Tiquié. Havia uma expectativa natural na tripulação enquanto o monomotor ganhava embalo a favor da correnteza e contra o vento.

Eu estava sentado atrás do co-piloto e via através da janelinha à esquerda uma barreira nas margens do rio com alguns indígenas observando o nosso avião anfíbio lançar-se ao ar. Vi também na margem do rio o barco que foi o nosso lar nos últimos cinco dias. Jaimesson Nascimento (um tipo de almirante do barco e cozinheiro), Mauro (o comandante do barco), Silvério, com sua esposa e filha, estavam na proa com seus olhares fixos na nossa partida. Todos descendentes de indígenas e crentes no Senhor Jesus.

Uma retrospectiva veio à minha memória, revivendo esses últimos dias: repelentes, óculos escuros, boné, prancheta, banho de rio, floresta, onça pintada, tucanos, deslumbrantes borboletas, canoas, barcos, rede, roncos, malária, etnias, curandeiro, palhoças, beijú, mandioca, peixe surubim... enfim, ah! Que saudade dessa selva! “Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas” (Sl 104.24). Percebi que meus olhos estavam ficando marejados enquanto o pequeno avião ultrapassava o topo das árvores e alcançava as nuvens.


Jaimesson preparando pães na cozinha do nosso barco. Na despedida, ele nos disse: “A viagem terminou, mas a missão continua!”.


Lembrei-me dos nossos heróicos e abnegados missionários. Que Deus os fortifique, proteja e guie. Recordei-me do kumu (“estou orando por ti, meu amigo”). Veio-me à memória o quanto a igreja cristã já fez pela obra missionária e o muito que ainda tem a fazer. Que Deus tenha misericórdia de nós.

Revivi o abraço forte de despedida do Jaimesson (aquele tipo de almirante da nossa embarcação), homem simples e animado, que nunca saiu da selva amazônica, um especialista nos mistérios desses rios e da floresta e, acima de tudo, um servo do Senhor. Ao se despedir de mim, me marcou com suas palavras tão iluminadas: “A viagem terminou, mas a missão continua!” Que seja assim. “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda terra é o teu nome!” (Sl 8.9). (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 2006.

Fonte: www.chamada.com.br

UNIDADE MUNDIAL E A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO


"Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem" (Ap 17.13).

Esse texto das Escrituras é um versículo-chave das profecias para os fins dos tempos.

As palavras um só pensamento referem-se à síntese da unidade mundial.

Devemos notar bem que os "dez reis" não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles "oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem".

Obviamente é decisão unânime dos dez reis permitirem que uma pessoa governe, ao invés de dez.

O velho provérbio: "Unidos, resistiremos; divididos, cairemos", aplica-se a este caso.

Com que propósito os "dez reis" entregarão seu poder e sua autoridade?

No versículo seguinte temos a resposta:

"Pelejarão eles contra o Cordeiro..."

Quanta arrogância!

Não se trata de um mal-entendido causado por um erro de comunicação, mas claramente de uma ação deliberada contra o Senhor.

O versículo 12 nos mostra que estes dez reis "...recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora", indicando que a besta faz parte da estrutura de poder dos dez reis que voluntariamente transfere sua autoridade à pessoa chamada "a besta".

O ímpeto final de todas as nações é dirigido contra o Cordeiro.

Por quê?

Porque todas as nações estão sujeitas ao governo do príncipe das trevas, o deus deste mundo!

Mil anos antes de Cristo, o salmista escreveu:

"Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo:

Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas" (Sl 2.2-3).


Não devemos minimizar a afirmação de que as nações se opõem ao Senhor e escolhem o deus deste mundo.

Esses versículos bíblicos acabam com qualquer dúvida de que todas as nações são fundamentalmente contrárias ao Senhor e Seu Ungido.

Alguém pode fazer uma pergunta legítima:

"Por que as nações se levantariam contra o Senhor?"

O apóstolo Paulo responde:

"Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).


Eles optarão entre "sinais, e prodígios da mentira" e "o amor da verdade".

Essa é a obra do pai da mentira que engana as nações.

As massas humanas o seguirão voluntariamente, de maneira que no final os dez líderes mundiais eleitos entregarão sua autoridade e seu poder ao anticristo.

Em contraste, a intenção de Deus está claramente revelada em João 3.16:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

A rejeição intencional da oferta da salvação é o motivo pelo qual Deus "lhes manda a operação do erro".

Quero salientar que: pelas aparências, o mundo imagina que segue a justiça.

Os líderes políticos e religiosos pretendem estabelecer a verdade e a prosperidade na terra através da imposição pacífica da democracia em toda parte.

Pouco se pode dizer contra os surpreendentes progressos alcançados no que se refere ao nosso padrão de vida – em especial no Ocidente.

Que o digam as classes inferiores da sociedade!

Poucos sonhavam, há 50, 60, ou 70 anos atrás, adquirir tanto com seus salários.

O conforto com que contamos hoje era inconcebível há algumas décadas.

Quem, no início deste século, imaginaria possuir telefone, geladeira, ar-condicionado, e um automóvel deslizando suavemente pelas rodovias?

Quem alguma vez pensou que teríamos acesso a qualquer tipo de alimento fresco no mercado 24 horas por dia?

Estes avanços tornaram-se tão abundantes, graças à unificação dos países.

O Estado norte-americano da Carolina do Sul, por exemplo, testemunhou a triplicação da economia num período de apenas duas décadas.

Mas, apesar de todo este progresso em benefício da humanidade, o homem continua insatisfeito; há um vazio em seu íntimo.

Em minha visita ao Parlamento Europeu em Bruxelas, na Bélgica, um professor enfatizava entusiasticamente, numa conferência de duas horas, que o sucesso e a riqueza da Europa são apenas o começo.

Mais de 30.000 funcionários em inúmeros escritórios trabalham com os 626 representantes eleitos do Parlamento, comunicando-se em 11 idiomas com a ajuda de 7.500 tradutores profissionais.

O conferencista enfatizou de forma clara a pretensão da União Européia em assumir as responsabilidades dos países-membros soberanos.

"Precisamos de mais europeização", enfatizou o orador.

"Identidades nacionais", continuou, "são prioridades secundárias".

Tornar-se membro da União Européia é extremamente difícil, mas é impossível retirar-se dela.

A constituição não prevê o desligamento de membros.

"Isso é para sempre!", disse o orador.

O espírito de unificação é irresistível e infindáveis são as possibilidades.

No passado se perguntava:

Quem são estes dez reis?

Referem-se a dez nações européias?

Em 1967 o Dr. Wim Malgo, fundador da "Obra Missionária Chamada da Meia-Noite", escreveu:

"Não procuremos por dez países-membros do Mercado Comum Europeu como sendo o cumprimento de Apocalipse 17.12.

Ao invés disto, procuremos as dez estruturas de poder que se desenvolverão por iniciativa européia, mas serão de alcance mundial."

Vemos a globalização não só na política e na economia mas também na religião.

A maioria dos conflitos militares, tanto no passado como no presente, têm sido basicamente em torno de questões religiosas.

No Sudão, os muçulmanos estão assassinando cristãos, mas na antiga Iugoslávia os maometanos foram dizimados por "cristãos" sérvios mais fortes.

O conflito entre a Índia e o Paquistão, na verdade, é uma questão religiosa entre muçulmanos e hindus.

Desta forma, a unificação é o próximo passo para a Nova Ordem Mundial globalmente democrática que prosperará pacificamente.

Por isso, não fico surpreso ao ver o grande sucesso de movimentos que têm por objetivo unir as denominações.

Depois de conseguido isto, o anelo dos homens se voltará para um líder que, de acordo com muitos estudiosos da Bíblia, só espera a hora de se manifestar.

Um rei terrível, de "feroz catadura" (Dn 8.23), a besta, o anticristo, está por vir!

À luz de todos estes fatos, como crentes no Senhor Jesus Cristo, o que devemos fazer?

A resposta está em 2 Tessalonicenses 2.15-17:

"Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.

Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra."


(Arno Froese - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, Fevereiro de 1999.

Arno Froese foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.

Fonte: www.chamada.com.br

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