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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
VITÓRIA SOBRE O DESÂNIMO



Em nossa época há inúmeras coisas que podem nos levar ao desânimo. A situação se agrava quando se acrescentam os problemas pessoais.

Mas Jesus é maior que tudo!

Ele nos ama e jamais permitirá que as provações sejam superiores ao que podemos suportar:

"Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar" (1 Co 10.13).

Como discípulos de Jesus, é importante que aprendamos a assumir uma posição interior oposta às dificuldades logo que elas aparecerem, e não deixemos que elas tomem conta de nós.

Como podemos fazer isso?

Levantando bem alto o escudo da fé!

Quero acentuar que isso deve ser feito "imediatamente".

Em outras palavras: agradeça logo ao Senhor por estar absolutamente protegido e seguro nEle.

Se Jesus Cristo tornou-se nosso Salvador e Senhor pessoal, então a cada hora, a cada minuto, estamos seguros e protegidos de verdade.

Assim, lemos em Colossenses 3.3:

"...porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus."

Não restam dúvidas nem incertezas!

O profeta Isaías, inspirado pelo Espírito Santo, diz a mesma coisa quando nos apresenta um quadro maravilhoso, para servir de ilustração a essa verdade tão importante:

"Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?

Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.

Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim" (Is 49.15-16).


Deus estava em Cristo e nos reconciliou consigo mesmo.

Isso aconteceu na cruz do Calvário, onde literalmente fomos gravados nas palmas de Suas mãos!

E este mesmo Deus maravilhoso tem nossos "muros" continuamente diante de Si!

Ele sabe das nossas limitações, das nossas mudanças de humor e das nossas falhas!

Ele conhece nossas ansiedades e angústias.

E através de Sua Palavra Ele nos anima, dizendo:

"Eu fiz tudo por você porque o amo. Confie em mim! Não fique olhando apavorado ao seu redor – levante seus olhos para mim! Eu sou o Autor e o Consumador de sua fé!"

Segure novamente as mãos traspassadas de Jesus: numa decisão cheia de fé, lance todas as suas angústias sobre Ele, que se preocupa com você e cuida de você:

"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pe 5.7)!

(Elsbeth Vetsch – http://www.aPaz.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 1997.

Fonte: www.chamada.com.br

PERSPECTIVAS ESPLÊNDIDAS
PERSPECTIVAS ESPLÊNDIDAS




Os cenários dos tempos finais normalmente são pintados de forma sombria: guerra nuclear, crise da economia mundial, catástrofes da natureza, epidemias, destruição do meio ambiente, manipulações genéticas...

Além disso tudo, os cristãos ainda têm medo do reino do anticristo.

Tais prognósticos aumentam o pessimismo, especialmente no limiar do terceiro milênio, o que parece aumentar os temores.

Também entre os cristãos, principalmente no mundo ocidental, pessimismo e resignação se alastram.

Onde está a bendita esperança da cristandade?

Onde está a certeza inabalável de um futuro esplêndido e glorioso?

Perdemos o otimismo.

Será que isso está acontecendo porque quase não esperamos mais concretamente pelo acontecimento mais significativo na cronologia da Igreja?

Os primeiros cristãos eram inspirados e impulsionados por essa espera.

Estamos falando do "arrebatamento" [negrito do editor do Sê Fiel] de todas as pessoas que crêem em Jesus Cristo, acontecimento quase totalmente esquecido por grandes parcelas da cristandade.

Parece que a teologia moderna de crítica à Bíblia fez seu trabalho bem feito.

Não é de admirar que as doutrinas "exóticas" da Bíblia quase não sejam mencionadas, pois até verdades tão fundamentais como o nascimento virginal e a ressurreição física de Jesus são postas em dúvida e rejeitadas como antiquadas.

Apesar disso, essa doutrina "exótica" existe na dogmática de Paulo e Pedro, os dois teólogos mais importantes do cristianismo.

Pedro certamente previu as dúvidas e os pensamentos modernos dos críticos da Bíblia quando escreveu aos crentes:

"tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo:

Onde está a promessa da sua vinda?

Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação" (2 Pe 3.3-4).


Pedro deu uma resposta dupla.

- Primeiro: "Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia" (v.8).

- Segundo: "Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (v.9).

Então, de que consiste concretamente essa espera que está sendo posta em dúvida, que quase não é mais crida e que até é ridicularizada?

A doutrina do "arrebatamento" é tão sensacional e incomum que Paulo a descreve com a
palavra "mistério":

"Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta.

A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados" (1 Co 15.51-52).


Na primeira carta aos tessalonicenses Paulo entra ainda mais em detalhes sobre esse acontecimento misterioso:

"Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor.

Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.15-18).


O "arrebatamento" dos crentes é uma espera animadora e otimista.

Quando essa esperança e essa perspectiva nos faltam, as nossas expectativas em relação ao futuro serão distorcidas.

Então os prognósticos pessimistas sobre os tempos finais e o medo do futuro encontram terreno fértil em nós.

Os cristãos não esperam por uma guerra nuclear, nem por uma crise econômica global, nem por catástrofes no meio ambiente, nem pelo governo pavoroso de um ditador mundial (o anticristo).

Cristãos verdadeiros esperam pelo milagre do "arrebatamento".

Pelo fato desse acontecimento trazer consigo a realização dos sonhos mais ousados, trata-se de uma esperança muito animadora e consoladora.

A perspectiva é emocionante: num momento – num piscar de olhos – ir ao encontro do Senhor junto com muitos outros crentes num corpo transformado "a meio caminho" do céu.

Mas o "arrebatamento" somente é emocionante em sentido positivo se o levarmos a sério e contarmos com o fato de que ele pode acontecer a qualquer momento.

A qualquer momento?!

Sim!

Os primeiros cristãos viviam nessa expectativa.

E eles esperavam pelo arrebatamento mesmo sendo suficientemente realistas para levar em conta que Deus tem uma maneira diferente de contar o tempo, e que um acontecimento assim tão grandioso pode perfeitamente ser adiado por um ou dois "dias divinos" – porque Deus é misericordioso e quer que o maior número de pessoas seja salvo.

Mas o "arrebatamento" também é uma espera muito sóbria.

Ela anula a idéia corrente entre os cristãos nominais ("vamos todos para o céu").

Nem todos serão "arrebatados" para o céu.

Muitos permanecerão aqui.

Esse momento atingirá um mundo pasmo e despreparado como um choque paralisante.

Certamente muitos líderes eclesiásticos e teólogos "cristãos" terão dificuldades para explicar o ocorrido.

Mas dessa maneira drástica e espetacular serão levadas deste velho mundo somente as pessoas que confiaram em Cristo nesta vida, que "apostaram" nEle e decidiram viver e morrer com Ele.

O "arrebatamento" manifestará repentinamente quem era e quem não era cristão.

Essa nitidez nos falta hoje em dia.

A confusão dentro das igrejas e comunidades cristãs, que hoje em dia nos fazem supor que está "dentro" apenas aquele que "faz parte" do grupo, que consta da lista de membros, terá seu fim quando Jesus buscar os que realmente são dEle.

Essa separação acontecerá de maneira muito dramática, porque dividirá igrejas, famílias e casais.

Jesus a descreve da seguinte maneira:

"Digo-vos que, naquela noite, dois estarão numa cama; um será tomado, e deixado o outro; duas mulheres estarão juntas moendo; uma será tomada, e deixada a outra" (Lc 17.34-35).

O critério para "ser tomado" por Jesus quando o arrebatamento acontecer é o mesmo que se aplica para morrer "salvo": a autenticidade da fé.

Fé representada ou hipócrita, cristianismo nominal e de aparência serão desmascarados como falsificações e imitações baratas.

A advertência de Jesus em relação ao engano próprio é tão atual no limiar do terceiro milênio como foi no começo da contagem do tempo "depois de Cristo":

"Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus" (Mt 7.21).

Ainda resta a pergunta delicada a respeito de "quando" o arrebatamento acontecerá.

Existem pontos de referência que nos anunciam a "data do arrebatamento"?

Existem manifestações que podem servir como indícios precursores dos acontecimentos dos tempos finais?

Devemos ater-nos a um princípio: não se pode calcular a "data do arrebatamento", e qualquer tentativa nesse sentido é falsa e condenada ao fracasso.

De maneira inequívoca o próprio Senhor Jesus fechou as portas para qualquer especulação a esse respeito:

"Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai" (Mt 24.36).(*)

Contudo – e apesar dessa advertência – Jesus esclarece Seus seguidores sobre o que deve acontecer antes que Ele volte.

Examinando atentamente esses "precursores do fim", percebemos seis áreas cujo desenvolvimento deve ser observado com atenção:

1. Um aumento de guerras, rumores e perigos de guerras com a simultânea intensificação de esforços pacifistas.

O auge desse desenvolvimento acontecerá no Oriente Médio e em Israel.

2. Um aumento drástico de terremotos e outros tipos de catástrofes da natureza.

3. A apostasia em massa da fé verdadeira no seio da cristandade, favorecida por fortes e inúmeros "enganos" e falsas doutrinas.

4. A decadência dos valores morais e das normas tradicionais na sociedade.

Um crescente abandono da ética e um progressivo hedonismo (= doutrina filosófica segundo a qual a maior bem-aventurança humana é a busca do prazer).

5. O desenvolvimento de uma "nova ordem mundial" com um esforço maciço de globalização, cujo resultado final será um governante mundial anticristão.

6. O reaparecimento de Israel como povo e nação.

Este último indício precursor do fim é especialmente interessante, porque é muito concreto e pode ser conferido com facilidade.

Os primeiros cinco sinais permitem meramente que se reconheçam tendências, sem contudo ligá-las a um acontecimento histórico concreto e específico.

Mas o último indício de que Jesus poderá vir muito em breve para buscar Sua Igreja é um fato histórico, algo que pode ser comprovado, e que desde 1948 é uma realidade visível.

Já o profeta Daniel teve de falar muito sobre "as últimas coisas".

Ele não pôde classificar muito bem certas coisas que viu e ouviu nas visões que teve.

Certamente ele teria gostado muito de conhecer a cronologia exata dos fatos que estavam por vir.

No fim do seu livro, um anjo fez a pergunta decisiva em lugar de Daniel:

"Quando se cumprirão estas maravilhas?" (Dn 12.6).

A resposta é surpreendentemente concreta e clara:

"...quando se acabar a destruição do poder do povo santo, estas coisas todas se cumprirão" (v. 7).

Muitos comentaristas vêem na figura da figueira, que a Bíblia utiliza muitas vezes, um símbolo de Israel.

Caso eles tenham razão, as palavras de Jesus em Mateus 24.32-35 têm um significado especial para a nossa época:

"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão.

Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça.

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão."

(Daniel Siemens - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 1999.

Fonte: www.chamada.com.br

Exceto um, todos os negritos são do autor.

Nota do editor do Sê Fiel

Quanto à citação de Mateus 24. 36 (*), entendemos que Jesus está respondendo à pergunta de seus discípulos quanto à sua segunda vinda, e não quanto ao "arrebatamento".

Edmar Torres Alves
Editor do Sê Fiel

A DIFERENÇA ENTRE ADIVINHAÇÕES E PROFECIAS BÍBLICA


"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pe 1.19).

Profecias bíblicas se cumprem sempre, sem exceção.

Por isso podemos ter absoluta confiança nelas.

Mas quem confia em adivinhações está perdido!

Só uma coisa é certa a respeito das adivinhações de videntes, astrólogos e cartomantes: a cada ano se repete o fiasco da falha do seu cumprimento!

Praticamente todas as previsões para 2003 foram falsas.

O "Comitê Para a Investigação Científica das Alegações dos Paranormais" na Alemanha comparou 100 prognósticos com a realidade e verificou que as explicações posteriores dos adivinhos são completamente contraditórias em relação às previsões feitas.

Muitos de seus prognósticos são formulados de maneira tão vaga que o exercício da futurologia nem se faz necessário, pois qualquer um de nós poderia fazer previsões semelhantes usando simplesmente a lógica e o bom senso.

As previsões são tão genéricas que acabam acertando em algum detalhe.

Dois exemplos:

- em dezembro de 2002 um astrólogo previu "iminente risco de guerra" para o Iraque.[1]

O matemático Michael Kunkel (de Mainz/Alemanha), observou que uma declaração dessas, naquela época, equivalia a afirmar que o sol iria nascer na manhã seguinte.

Relativamente a Israel, um dos prognósticos para este ano dizia:

"Depois de sérios distúrbios, existe a tendência de que no final de 2004 haja um acordo de paz satisfatório, de modo a que ambas as partes tenham interesse em cumpri-lo".

É quase impossível falar de maneira mais genérica.

Mas é interessante observar como as pessoas, que nada querem saber da Bíblia, são enganadas rotineiramente e dão ouvidos a esse tipo de "profecia" vaga e superficial.

A adivinhação do futuro pode envolver puro e simples engano visando o lucro fácil.

Por outro lado, além do interesse financeiro, a astrologia, por exemplo, tem origem espírita e ocultista, diretamente inspirada por Satanás e seus demônios.

Seja como for, ela sempre é mentirosa, pecaminosa e de origem diabólica.

O reformador Martim Lutero declarou, com razão:

"O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".

Em Deuteronômio 18.9-11 está escrito:

"Quando entrares na terra que o Senhor, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.

Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos"
.

A Bíblia com Anotações de Scofield comenta a respeito:

As oito práticas anatematizadas para determinação do futuro são estas:

1. do adivinhador – os métodos são apresentados em Ez 21.21;

2. do prognosticador – possivelmente referindo-se à feitiçaria ou astrologia;

3. do agoureiro – aquele que usa prognósticos;

4. do feiticeiro – aquele que faz uso da magia, de fórmulas ou encantamentos;

5. dos encantadores – Sl 58.4-5;

6. de quem consulta um espírito adivinhante – veja o número 7;

7. do mágico, geralmente usado com o número 6 – Is 8.19 descreve a prática; e

8. do necromante – aquele que procura interrogar os mortos.

Duas coisas precisam ser mantidas em mente:

1) este mandamento tinha aplicações específicas a Israel que estava entrando na terra; foram feitas para preservar os israelitas das abominações dos seus predecessores (vv. 9, 12 e 14) e

2) para se perceber claramente o contraste entre esses falsos profetas e os profetas como Moisés (vv. 15-19).

Profecia bíblica

Vejamos as principais diferenças entre adivinhação e profecia bíblica:

A adivinhação faz afirmações vagas e genéricas e não esclarece os fatos.

A profecia bíblica é a história escrita antes que aconteça.

Ela parte do próprio Deus Todo-Poderoso, que tem uma visão panorâmica das eras e as estabeleceu em Seu plano divino.

O profeta Isaías O engrandece:

" Senhor, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros" (Is 25.1).

O próprio Senhor afirma:

"lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade" (Is 46.9-10).

A adivinhação interpreta algum tipo de sinal.

A profecia bíblica não depende da nossa interpretação, mas se sustenta exclusivamente em sua própria realização.

As previsões de astrólogos são especulativas e deixam margem para muitas interpretações.

A profecia bíblica acerta em 100% dos casos.

O apóstolo Pedro escreve:

"Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade" (2 Pe 1.16).

Tim LaHaye e Thomas Ice afirmam:


A adivinhação interpreta algum tipo de sinal.

Falsas religiões e idéias supersticiosas baseiam-se em fábulas engenhosamente inventadas, mas a fé cristã está fundamentada na auto-revelação do próprio Deus aos homens, da forma como a encontramos na Bíblia.

Além disso, Pedro designa a profecia bíblica como "palavra profética" e diz:

"...fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso..." (2 Pe 1.19).

Por que podemos depositar toda a nossa confiança na palavra profética?

Porque a profecia bíblica, segundo a conclusão de Pedro, não é a explicação humana dos acontecimentos históricos:

"sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe 1.20-21).

Tendo a profecia, os cristãos possuem um resumo do plano divino para o futuro.

Além disso, como centenas de profecias já se cumpriram literalmente – a maioria delas relacionadas à primeira vinda de Cristo – sabemos que todas as promessas em relação ao futuro também se cumprirão integralmente nos tempos finais e por ocasião da volta de Cristo".[2]

Adivinhação e interpretação de sinais são baseados em mentiras, enquanto a profecia divina é a mais absoluta verdade.

Balaão era um "agoureiro" (Nm 24.1) que Balaque, rei dos moabitas, queria usar para amaldiçoar Israel (Nm 23-24).

E justamente esse adivinhador foi obrigado a reconhecer:

"Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa.

Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?" (Nm 23.19).


A Bíblia contém 6.408 versículos com declarações proféticas, das quais 3.268 já se cumpriram.

Não se sabe de nenhum caso em que uma profecia bíblica tivesse se cumprido de forma diferente da profetizada.

Esses números equivalem à chance de que ao jogar-se 1.264 dados, todos caiam, sem exceção, com o número 6 para cima.

Essa probabilidade é tão pequena que exclui toda e qualquer obra do acaso.[3]

Conforme o Dr. Roger Liebi, 330 profecias extremamente exatas e específicas referentes ao Messias sofredor se cumpriram literalmente por ocasião da primeira vinda de Cristo.

Dessa abundância de profecias relacionadas ao nascimento, à vida e à morte de Jesus, destacamos apenas o exemplo do Salmo 22.16-17:

"...traspassaram-me as mãos e os pés. Posso contar todos os meus ossos..."

Não há dúvida de que essa passagem fala da crucificação, pois o sofrimento descrito pelo salmista só acontece nesse tipo de morte.

Entre os judeus a crucificação jamais foi uma forma de execução de condenados à morte e ainda não era conhecida quando o salmo foi escrito.

Bem mais tarde os romanos copiaram dos cartagineses a pena de morte por crucificação.

Portanto, seria muito mais lógico se o salmista tivesse descrito a morte por apedrejamento ou pela espada.

Numa época tão remota (1000 a.C.), por que ele falou da morte pela cruz, completamente desconhecida dos judeus?

A resposta é que o salmista, inspirado pelo Espírito de Deus, era um profeta e apontava a morte futura de Jesus.

A adivinhação cria confusão mental, turva a visão para a verdade bíblica e bloqueia a disposição das pessoas de crerem no Evangelho de Jesus Cristo.

Ela embota seus sentidos, prendê-as a falsos ensinos e torna-as inseguras em suas decisões.

A profecia divina, entretanto, liberta e dá segurança.

Por isso todos deveriam seguir o conselho de Deus:

"Eu o disse, eu também o cumprirei; tomei este propósito, também o executarei. Ouvi-me vós..." (Is 46.11b-12a).

Qualquer pessoa que crê em Jesus Cristo e confia sua vida a Ele tem um futuro seguro e não precisa ter medo de nada.

Quem se entrega a Jesus passa a viver sob a bênção da profecia encontrada em João 14.3:

"E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também".

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Notas:

1. - Idea Spektrum, 1/2 2004.
2. - Tim LaHaye/Thomas Ice, Countdown zum Finale der Welt.
3. - Factum, Edição Especial 1995

Obs.: os negritos são do autor.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, junho de 2004.


Norbert Lieth foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.

Fonte: www.chamada.com.br

SEPARAÇÃO ENTRE LUZ E TREVAS



"Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti. Porque eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti" (Is 60.1-2).

A palavra "luz" é destacada pelo profeta Isaías.

O que é a "luz"?

Todos sabemos que a luz é a ausência de trevas, mas devemos entender que a questão aqui é a separação entre a luz e as trevas.

Lemos já no início da Bíblia: "...e (Deus) fez separação entre a luz e as trevas" (Gn 1.4b).

Deus não eliminou as trevas, Ele as separou da luz.

Portanto, uma segunda palavra-chave que devemos lembrar é "separação".

A vinda de Jesus significa exatamente isso: separação!

Ou você crê e aceita que Jesus Cristo veio em carne, viveu uma vida sem pecado e sacrificou a si mesmo, derramando Seu sangue na cruz do Calvário pelos seus pecados, e que assim você tornou-se um filho da luz; ou você rejeita essa verdade eterna e continua sendo um filho das trevas.

O versículo inicial não diz apenas "eis que as trevas cobrem a terra", mas prossegue: "e a escuridão, os povos".

Essa é a realidade em nosso mundo.

Por exemplo, dificilmente podemos imaginar a terrível escuridão em que viviam os terroristas-suicidas islâmicos que seqüestraram os aviões de passageiros no dia 11 de setembro de 2001 e os lançaram contra edifícios ocupados por milhares de pessoas inocentes.

Por que eles fizeram isso?

Sem dúvida, eles estavam convencidos de que seu ato era justificado; para eles, essa era a coisa certa a fazer.

Eles criam firmemente que, no momento da morte, seriam trasladados para a glória do paraíso.

Entretanto, tal convicção religiosa não é baseada na verdade; ela tem seu fundamento na imaginação do coração maligno dos homens seduzidos pelas "trevas".

As Escrituras, entretanto, não dizem que apenas as pessoas que cometem tais crimes horrendos vivem nas trevas, pois lemos: "...a escuridão [cobre] os povos".

Isso significa que todos os povos do mundo vivem em trevas.

A escuridão é algo terrível, porque ela impede que vejamos qualquer coisa.

Por exemplo, se você entrar no porão de uma casa ou em outro lugar escuro durante a noite, sem dispor de uma luz, correrá sério perigo de se machucar.

É isso que a Bíblia nos comunica: todas as pessoas na terra estão em sério perigo, não apenas em sua vida presente, mas também quanto à eternidade.

Portanto, é extremamente importante que você se chegue à luz.

Quando Jesus, a luz do mundo, o Verbo (a Palavra) de Deus, fez-se carne e habitou entre nós, Ele ofereceu a luz a todos, dizendo:

"Eu sou a luz do mundo" (Jo 8.12).

João, porém, declarou:

"E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam" (Jo 1.5, Ed. Revista e Corrigida).

Por que as trevas não a compreendem?

Encontramos a resposta para essa importante questão em João 3.19-20:

"O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüídas as suas obras".

O nascimento de Cristo, ou seja, o Natal, somente pode tornar-se efetivo em sua vida, se você sair das trevas e vier para a luz.

Sem isso, o Natal será apenas como uma peça teatral tradicional – na verdade, tola e comercial.

As palavras de Isaías 60.1-2 são dirigidas a Israel.

A luz era e é Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Messias de Israel e Salvador do mundo.

A oferta da luz e da separação foi feita inicialmente aos judeus.

Ela era destinada a Israel, que, entretanto, rejeitou a Jesus.

Assim, Ele voltou-se para os gentios.

Isso torna-se bem evidente no versículo 3:

"As nações (os gentios) se encaminham para a tua luz..."

Portanto, as palavras do versículo 2b ainda aguardam seu cumprimento final:

"mas sobre ti (Israel) aparece resplendente o Senhor, e a sua glória se vê sobre ti".

Isso ainda não ocorreu com Israel, de modo que deverá cumprir-se no futuro.

No mesmo capítulo, o profeta Isaías proclama:

"Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; prostar-se-ão até às plantas dos teus pés todos os que te desdenharam e chamar-te-ão Cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel" (Is 60.14).

Atualmente, acontece o contrário: Israel continua odiado e oprimido.

Os árabes têm um só objetivo: a destruição do Estado judeu.

Eles dizem que o sionismo deve ser eliminado.

Entretanto, isso não acontecerá.

No final, todos os povos chamarão Jerusalém de "Cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel".

Finalmente, o profeta afirma:

"Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou ruínas, nos teus limites..." (v. 18).

Virá o tempo em que Israel será a nação dedicada ao Senhor, exatamente como está registrado nas Escrituras.

Israel será um louvor a Deus em meio a todos os povos da terra.

Somente então a verdadeira paz prevalecerá em todo o globo.

O Príncipe da Paz governará "com cetro de ferro" (Ap 19.15) e não irá tolerar qualquer rebelião.

Todos os povos estarão sujeitos à autoridade do Senhor dos senhores e Rei dos reis, Jesus, o Crucificado.

Então, finalmente, Lucas 2.14 será uma realidade mundial:

"...paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem".

Esse tipo de Natal continua inimaginável nos dias em que vivemos, porque o mundo inteiro jaz nas trevas.

Entretanto, existe uma excessão: a paz interior individual e pessoal que você pode experimentar agora.

Mesmo nestes tempos turbulentos, essa paz que "excede todo o entendimento" (veja Fp 4.7) está disponível para você.

Tenha uma verdadeira experiência natalina neste ano!

Jesus disse: "Assim também agora vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar" (Jo 16.22).

Em Cristo,

Arno Froese (http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, dezembro de 2002.


Arno Froese foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.

Fonte: www.chamada.com.br

COMPREENDENDO A PROFECIA


Muitas pessoas crêem que a profecia bíblica é muito complexa para ser compreendida, então deveríamos apenas deixá-la com os "peritos".

Mas a profecia pode ser facilmente – quem sabe devamos dizer prontamente – compreendida quando observada com um pouco de bom senso.

A Bíblia não diz que Deus deu as profecias apenas para os teólogos e para os eruditos bíblicos, mas [revelou] "...aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer..." (Apocalipse 1.1).

Isso significa que você e eu podemos entender a Palavra Profética de Deus, e Deus espera que a estudemos porque Ele é o autor da profecia.

Certamente devemos desejar ler o Seu Livro!

Entendendo a Profecia

A existência paralela da Igreja de Jesus Cristo e a preparação para o reino do Anticristo nesta terra são conceitos padrões pelos quais a profecia bíblica é compreendida.

A profecia bíblica, muitas vezes, parece complicada porque deixamos de levar em conta o fato de que algumas partes das profecias já foram cumpridas, enquanto outras ainda estão por ser cumpridas no futuro.

Quando João Batista nasceu, por exemplo, seu pai proferiu profecias específicas, das quais porções ainda não foram cumpridas até o dia de hoje:

"Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera, desde a antigüidade, por boca dos seus santos profetas, para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança e do juramento que fez a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias.

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados" (Lucas 1.67-77)
.

Notamos que muitas partes dessa profecia não foram cumpridas naquela época, nem se cumpriram até o dia de hoje.

Vejamos alguns exemplos.

Inimigos de Israel

O versículo 71 diz que Israel se "...libertará dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam".

Mas isso ainda não foi cumprido.

Aliás, conforme revelam muitas fontes seguras, o anti-semitismo está até aumentando.

Veja alguns relatos da mídia:

Os incidentes anti-semitas nos Estados Unidos aumentaram 8% em 1993, havendo um grande crescimento de ataques e ameaças, informou a Liga Anti-Difamação...

A pesquisa mostrou que esses ataques, ameaças e molestamentos contra indivíduos ou organizações subiram 23% a mais que no ano anterior...

Abraham Foxman, diretor nacional da LAD, disse: "Estamos profundamente preocupados com esse anti-semitismo descarado..." (Reuters, 24/1/1994)

A revista semanal alemã Focus registrou números oficiais que mostraram que no primeiro semestre de 1994 os ataques anti-semitas cresceram mais de 100% na Alemanha, se comparados com o mesmo período do ano anterior.

Citando um relato da Agência BKA, da polícia federal, a Focus disse que 701 de tais ataques foram cometidos em comparação com 343 no mesmo período de 1993.

Recentemente, os neonazistas se reuniram em cidades da antiga Alemanha Oriental gritando "Sieg Heil!" e "A Alemanha para os alemães!" (Dispatch From Jerusalem, 12/1994)

Outra Profecia Não Cumprida

Ainda hoje, Israel não serve a Deus.

Os judeus estão cegos para o seu Messias, como afirma Romanos 11.28: "Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas".

O sacerdote Zacarias profetizou que Deus haveria "de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias" (Lucas 1.74-75).

Sabemos que essa parte do discurso profético dele não foi cumprida até hoje.

Eles ainda não foram libertados de seus inimigos, e nem estão servindo a Deus em santidade e justiça.

Os versículos seguintes, entretanto, foram cumpridos naquela época:

"Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz" (Lucas 1.76-79).

Assim sendo, vemos a partir desses versículos que o discurso profético não está limitado ao cumprimento estático, que acontece numa só vez.

Esta profecia foi proferida há quase 2000 anos.

Parte dela foi cumprida e outra parte ainda aguarda seu cumprimento final.

A Proclamação Messiânica de Jesus

Outro exemplo forte de uma profecia parcialmente cumprida, usado com freqüência pelo Dr. Wim Malgo, fundador da Obra Missionária Chamada da Meia-Noite, encontra-se em Lucas capítulo 4.

Jesus foi a Nazaré e entrou na sinagoga local no sábado. Ali Ele leu as Escrituras para aquele dia: "Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler" (Lucas 4.16).

Então o rabi encarregado deu-lhe o livro e Ele começou a ler: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor.

Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele.

Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir" (vv. 18-21)
.

Que passagem Ele citou? Isaías 61.1-2!

Vejamos o que Isaías escreveu:

"O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram".

Dá para detectarmos uma clara diferença.

Isaías fez essa proclamação de um fôlego:

"Apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus..."

Mas na sinagoga, naquele dia de sábado, Jesus não leu a última parte desse versículo.

Ele simplesmente parou depois de dizer: "a apregoar o ano aceitável do SENHOR..."

Fechou o livro, deu-o ao rabi e se assentou.

Depois Ele disse algo extremamente significativo:

"...hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir".

O Senhor Jesus veio para proclamar salvação.

Ele veio para cumprir aquilo que estava escrito a Seu respeito pelos profetas.

Ele não veio para executar "...o dia da vingança do nosso Deus..." naquela época.

Isso ainda está por acontecer.

A afirmação profética de Isaías compreende a primeira e a segunda vinda de Jesus como uma só.

Os 2000 ou mais anos ocultos – entre "...o ano aceitável do SENHOR..." e "...o dia da vingança do nosso Deus..." – são a época da Igreja.

Somente depois que a Igreja tiver partido para se encontrar com Jesus, "...entre as nuvens...", é que "...o dia da vingança..." terá início.

Medo do Desconhecido

Ao simplesmente reconhecermos que as profecias que citei foram cumpridas apenas parcialmente, o seu significado já fica mais claro.

Elas começam a fazer mais sentido.

Como crentes, não temos razão para temer, pois Deus claramente nos diz em Sua Palavra que aqueles que persistem em sua incredulidade terão muito motivo para ficar amedrontados!

Por causa do medo do desconhecido, muitos estão relutantes e deliberadamente evitam tentar compreender as profecias.

Ignorar a Palavra Profética, entretanto, não impede que ela seja cumprida.

Aqueles que rejeitam a Palavra Profética ou optam por ignorá-la não podem ser informados de, ou preparados a respeito daquilo para o que ela veio.

Sem uma clara compreensão da Palavra Profética, temos toda a razão para temer as coisas que virão sobre este mundo.

Veja alguns exemplos:

A despeito das melhorias na saúde, ou dos cuidados com nosso meio ambiente, psicólogos, sociólogos e epidemiologistas dizem que podemos muito bem estar vivendo na mais ansiosa e temerosa sociedade de nossa história.

Por que estamos tão apavorados – e muitas vezes por coisas erradas?

Muitos dizem que as notícias da mídia são as quem têm maior parcela de culpa.

A mídia, afinal de contas, dá mais atenção àqueles assuntos, questões e situações que mais assustam os leitores e telespectadores.

Assim sendo, quase todo dia, lemos, ouvimos e vemos acerca de algum tipo de ameaça nova à nossa saúde e segurança. (The State, 25/12/1994)

Ao mesmo tempo que podemos admitir que o mundo tem razões legítimas para temer as coisas que estão acontecendo, os cristãos não precisam temer.

Nós seremos apenas tomados pelo medo se não estudarmos a Palavra Profética.

O apóstolo Pedro nos dá o conselho correto que, se considerado, não nos levará a temer o desconhecido, pelo contrário, fará nossos corações se regozijarem:

"Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração" (2 Pedro 1.19).

Ter medo do desconhecido não é justificativa para a negligência.

Ao contrário, se uma pessoa ignora a Palavra Profética, ela sentirá medo desnecessariamente e perderá um gozo inigualável que vem do estar completamente envolvido com a Palavra de Deus!

No Lugar Errado, na Hora Errada

Quando nos dedicamos à verdade da Palavra Profética, nós nos encontramos no lugar certo o tempo todo.

Isso nos dá segurança absoluta das coisas que estão por vir.

Mas, quando descremos da Palavra Profética ou a ignoramos, então estamos em território desconhecido e somos tomados pelo medo.

Permita-me reconstituir uma experiência angustiante que tive quando jovem em Melbourne, na Austrália.

Naquela ocasião, o anoitecer veio rápido demais.

Parecia que o dia havia simplesmente se desligado, tornando-se trevas.

Ainda mais estranho e amedrontador foi o silêncio quase sepulcral que fez com que eu e meu amigo Dieter tivéssemos um sentimento estranho de que algo estava errado.

"Isso não pode estar acontecendo. Deve ser um pesadelo. Vai cessar no momento em que eu acordar", pensei.

Mas era real demais.

Ali estávamos, dois imigrantes da Alemanha com 19 anos de idade, sem qualquer conhecimento da língua inglesa, exceto algumas frases que havíamos aprendido a bordo do navio italiano de imigrantes chamado Castel Felícia.

O navio navegou durante cinco semanas da Alemanha até Melbourne, Austrália.

Uma frase em inglês em particular ficou presa à minha mente, simplesmente porque eu a achava tão boba: "Isto é uma maçã".

Eu percebi que não podia andar pelas ruas da grande cidade de Melbourne com apenas o conhecimento dessas quatro palavras em inglês, esperando me comunicar suficientemente para encontrar um lugar para passar a noite, e menos ainda para encontrar um emprego.

Esse era o propósito de irmos de carona para Melbourne, deixando para trás um acampamento seguro de imigrantes, a 240 km de distância.

Claro, nós fomos avisados no acampamento de Bonnegilla para não sairmos daquela propriedade.

Disseram-nos: "O governo cuidará de vocês. Vocês conseguirão um emprego, aprenderão a língua e ganharão dinheiro".

Foi extremamente difícil sermos confortados por tais promessas, porque naquela época os empregos na Alemanha eram abundantes.

Alguém poderia dizer a seu chefe: "Eu me demito!", atravessar a rua e ser rapidamente aceito em outra firma.

Portanto, os alertas que nos foram feitos não tinham o mínimo sentido para nós.

Por não prestarmos atenção àquelas palavras de alerta, acabamos nos encontrando numa situação difícil, a muitos quilômetros daquele acampamento.

Pensamos que algo estranho devia estar acontecendo na cidade, porque ela parecia abandonada.

Jamais poderíamos ter imaginado que era bastante normal para uma cidade australiana estar virtualmente vazia depois das horas de trabalho.

Na Europa, as pessoas vivem na cidade, em apartamentos em cima de lojas e escritórios.

Mas o centro da cidade de Melbourne era estritamente comercial.

Quando chegava a hora de fechar, todos iam para suas casas nos subúrbios, deixando a cidade vazia.

E aquele silêncio estranho e amedrontador contribuiu para o nosso desespero.

Uma cidade sem pessoas era algo totalmente além da nossa imaginação.

"E agora?", nós nos perguntamos.

Estávamos perdidos, com fome e praticamente sem dinheiro.

Além disso, estávamos desesperadamente precisando de um lugar para dormir.

De repente, no escuro dessa cidade estranha, deparamos com um prédio aparentemente vazio.

Por sorte, a porta estava aberta.

Exceto por alguns ratos amedrontados correndo em todas as direções, nós nos sentimos razoavelmente seguros, até mesmo protegidos, depois de fecharmos a porta.

Parecia até um pouco mais quente do que do lado de fora, naquela rua escura.

Entre o lixo, achamos uma pilha de jornais velhos e depois de comermos o nosso último doce, aqueles jornais tornaram-se os nossos cobertores naquela noite.

"Amanhã tudo será diferente", pensamos.

"Certamente encontraremos um emprego numa construção e as coisas haverão de melhorar".

Depois pegamos no sono.

Deve ter sido perto de duas ou três horas da manhã quando o frio nos acordou.

Sem problemas. Sabíamos que o calor procura os lugares mais altos, então subimos numa escada parcialmente quebrada para o andar de cima, trazendo conosco nossos cobertores de jornal.

Voltamos a pegar no sono.

Passado não muito tempo, entretanto, fomos acordados pelo barulho de um carro, um barulho de que havíamos sentido imensa falta na noite anterior.

Estranhamente, o motor parou e a porta do carro abriu e fechou bem na frente do nosso prédio.

Colocamo-nos rapidamente em pé e olhamos pela janela suja.

Meu amigo reconheceu um carro esporte britânico, um MG.

Nossos corações começaram a bater mais rápido quando a porta no andar de baixo se abriu e alguém entrou.

Quase instantaneamente eu procurei por um objeto que servisse para me defender, e o mesmo fez meu amigo.

Agora, nós realmente achávamos que as nossas vidas estavam correndo risco.

Os pensamentos passaram em ritmo rápido pela minha mente, acerca das muitas vezes em minha jovem vida que eu havia escapado por pouco da morte.

Uma dessas vezes foi em 1944, por exemplo, quando toda a nossa família quase morreu de fome por causa do cerco russo.

Mas nós conseguimos vencer, perdendo apenas um membro da família – minha irmã mais nova.

Em outra ocasião, os alemães estavam sendo executados sem mais nem menos pelas forças comunistas que haviam ganhado a guerra.

Mas eles pararam com a matança bem próximo do local em que estávamos.

Por isso, a essa altura eu estava preparado virtualmente para qualquer coisa.

Mas os minutos pareciam uma eternidade.

Nós ouvimos claramente cada passo e esperamos em meio ao suspense os ruídos começarem a subir as escadas.

Silêncio – depois o som de jornal sendo remexido.

Parecia que o jornal estava sendo jogado nas escadas.

O suspense foi tão grande que conseguimos ouvir até o nosso coração bater.

Nós não perdemos sequer o som de um fósforo sendo riscado.

De repente tornou-se claro que aquele homem não estava atrás de nós!

Ele nem sabia que havia gente no prédio.

Tratava-se provavelmente de um incendiário!

Quem sabe era o proprietário do prédio que queria queimá-lo para receber o seguro.

Mas, e nós? Deveríamos tentar detê-lo?

E se ele tivesse uma arma, nós não teríamos a mínima chance.

Poderíamos ser facilmente silenciados – duas testemunhas convenientemente desaparecendo no meio do fogo.

Começamos a sentir o cheiro de fumaça.

Agora o nosso desespero aumentou.

Se não fizéssemos nada, morreríamos ali, mas se fizéssemos alguma coisa, ainda assim poderíamos morrer.

Então o longo silêncio foi interrompido pelo som de passos.

A porta se fechou no andar inferior.

Que alívio tremendo para nós.

Agora estávamos livres para agir.

Dieter correu para a janela e viu que o homem havia entrado rapidamente em seu carro conversível, sem sequer usar a porta.

Ele ligou o carro e sumiu de vista.

A essa altura eu já havia chegado no andar abaixo e o fogo havia começado a pegar na madeira seca da escada.

Nossa decisão seguinte levou apenas segundos... nós apagamos o fogo.

Exaustos, finalmente saímos para o lado de fora do prédio, naquela cidade estranha, contentes por estarmos vivos.

Certamente o incendiário deve ter esperado ver fumaça e ouvir o alarme de incêndio, mas em vão, pelo menos naquela noite.

Chegamos a considerar deixar o fogo queimar o prédio, mas a nossa presença na cidade, sem dúvida, nos deixaria como prováveis suspeitos.

Qualquer policial poderia imediatamente nos identificar como os incendiários porque, afinal, estávamos no prédio.

Dois jovens num lugar onde não deveriam estar, não falando praticamente nada de inglês, sem ter dinheiro, teriam sido facilmente vistos como quem começou o fogo para se esquentarem, e que este saiu de controle.

Teria sido a pressuposição lógica.

Contentes com nossa decisão, agora estávamos cheios de esperança para o dia que estava amanhecendo.

Perdidos em Terra Estranha

Por que eu estou contando essa experiência num artigo a respeito da "compreensão da profecia"?

Faço isso com o propósito de demonstrar que estávamos no lugar errado em hora errada, colocando-nos em situação extremamente perigosa, por assim dizer, navegando em território em que não devíamos estar.

Da mesma maneira, esse exemplo deveria servir para nos lembrar que qualquer pessoa sem Cristo está totalmente perdida, rumo à condenação eterna.

A Bíblia afirma que a separação de Deus é para sempre para aqueles que morrem sem Cristo.

Se Dieter e eu simplesmente soubéssemos a língua, nós poderíamos ter perguntado a alguém aonde poderíamos encontrar um lugar para ficar.

Nós facilmente poderíamos ter evitado aquela terrível situação em que nos metemos.

Essa experiência se aplica igualmente a qualquer pessoa que deixa de dar ouvidos à Palavra Profética.

Tal pessoa anda nas trevas e vive oprimida por um medo que não precisaria sentir.

Segurança Eterna em Cristo

Dê ouvidos à preciosa garantia que a Palavra de Deus nos fornece:

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou" (João 14.1-4).

Não se trata de um anúncio barato, um folheto promocional ou uma propaganda bem elaborada de um shopping famoso.

Trata-se da promessa do Jesus Vivo que fez os céus e a terra e tudo o que neles há!

Você é filho de Deus?

Então não precisa temer.

Leia o livro de Apocalipse, que Deus nos deu para detalhar o futuro.

Deus, de fato, nos dá uma maravilhosa promessa se lermos este livro:

"Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo" (Apocalipse 1.3).

O estudo da Palavra Profética, portanto, não é algo insignificante.

Não se trata também de algo a ser deixado apenas com os especialistas.

Ele é para todo filho de Deus. (Arno Froese - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 1999.


Arno Froese foi um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética -Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.

Fonte: www.chamada.com.br

AFINAL, O QUE É YOGA?



O iogue Bhajan morreu em 6 de outubro de 2004. Em 5 e 6 de abril de 2005, a Câmara e o Senado dos EUA, respectivamente, aprovaram por unanimidade uma moção conjunta homenageando o falecido líder sique por seus “ensinamentos [...] sobre o Siquismo e a yoga [...]”. A yoga está no cerne do Hinduísmo, e o Siquismo é como uma “denominação” dentro do Hinduísmo.

Em 11 de maio de 2005, o Capitólio ofereceu uma recepção especial para comemorar a resolução do Congresso. Entre os presentes estavam senadores e deputados dos EUA, funcionários do Departamento de Estado, representantes do governo da Índia, dignitários, autoridades e seguidores da doutrina sique [...]”. O comunicado à imprensa declarava que o iogue Bhajan havia melhorado a vida de milhares de pessoas “através de seus ensinamentos sobre a yoga e o Darma sique”.[1] Fundador da organização 3HO – Happy, Healthy, Holy (“Feliz, Saudável, Santo”) – ele ensinava que essas três qualidades da vida podiam ser alcançadas através da prática da yoga (A verdade sórdida é bem diferente disso, como mostraremos através de documentos no livro “A Yoga e os Cristãos”).

A base da técnica de yoga de Bhajan era o mantra “Sa-Ta-Na-Ma”, repetido de forma precisa durante a prática diária da yoga: “projetado mentalmente da parte superior traseira da cabeça, para baixo, e depois diretamente para fora através do terceiro olho [...] entre as sobrancelhas e a base do nariz [...]. Segundo o iogue Bhajan, “aplicando essa técnica, você pode conhecer o Desconhecido e ver o Invisível. Se você passar duas horas por dia em meditação, Deus meditará em você o resto do dia”.[2] É claro que só temos a palavra dele de que isso é verdade.


O iogue Bhajan.

Ao contrário do que diz a publicidade atual sobre yoga no Ocidente, a declaração de Bhajan não menciona nada sobre benefícios físicos – a yoga não foi criada para isso. O seu objetivo é fazer contato com “Deus”. De fato, seu propósito é alcançar a percepção de que cada indivíduo praticante de yoga é deus. E adivinhem que autoridade governamental dá o seu aval entusiástico ao iogue Bhajan por fazer a iniciação de milhares de pessoas numa suposta divindade, através dessa corrente de yoga? O Congresso americano!

Por que o preconceito em relação ao Cristianismo?

Mas e a “separação entre a igreja e o estado”, que o Congresso e a Suprema Corte se empenham tanto em fazer cumprir? Logo se descobre que, nos Estados Unidos, essa restrição parece se aplicar só à Bíblia e ao Cristianismo. Antigamente, os EUA eram conhecidos como uma nação cristã. Mas hoje poderíamos muito bem dizer que este país é uma nação anticristã. Símbolos cristãos como a Cruz e os Dez Mandamentos não podem mais ser exibidos em lugares públicos. Entretanto, o Congresso Americano apóia e reverencia abertamente o Siquismo – para não falar do Islamismo, que os líderes políticos e religiosos vivem enaltecendo como uma “religião de paz” em compromissos oficiais (Para conhecer a verdade sobre o Islamismo, leia meu livro O Dia do Juízo!).

Aparentemente, o fato de Jesus Cristo ter ressuscitado fisicamente (com confirmação de muitas testemunhas oculares), deixado para trás um túmulo vazio, e prometido retornar à terra corporalmente no futuro não é suficiente para que Ele receba exaltação pública por parte do governo americano. Mas, porque o iogue Bhajan declarou: “Quando eu me for fisicamente, busquem-me espiritualmente. Vocês terão que se juntar para fazer isso”[3], ele de algum modo se qualifica para receber a honraria que é negada a Jesus.

Talvez a diferença crucial seja que o iogue Bhajan (assim como o aclamado líder espiritual tibetano, o Dalai Lama) praticava e promovia a yoga, e Jesus não. Porém, como veremos mais adiante, um número cada vez maior de pessoas que se dizem cristãs vem afirmando que Jesus de fato ensinava e praticava yoga. Talvez eles pensem que, se Cristo puder ser aceito como iogue juntamente com os homens-deuses da Índia e do Tibete, não seja mais proibido comemorar o Natal nas escolas públicas nem exibir cruzes e presépios em lugares públicos.

Budismo, Hinduísmo, Islamismo, paganismo indígena americano, xamanismo – qualquer coisa e qualquer um, exceto o Cristianismo e Jesus Cristo, são reverenciados e podem ser promovidos nas escolas públicas. O Correio dos EUA emitiu um selo especial para comemorar o Eid, a festa que encerra o Ramadã. Presidentes americanos, inclusive George W. Bush, oferecem jantares na Casa Branca em homenagem ao “mês sagrado e à grande fé do Islã [...]”.[4] E a ACLU (União Pelas Liberdades Civis Americanas) não faz objeção. Mas ela seria capaz de ir até à Suprema Corte para impedir que a mesma honra fosse dada a Jesus Cristo! Esse é o clima que permitiu que a prática da yoga crescesse com tanta rapidez.

Yoga pode ser só um exercício físico?

O fato de os não-cristãos praticarem yoga não causa nenhuma surpresa. Afinal, ela tem sido promovida no Ocidente como se fosse simplesmente uma série de exercícios de alongamento e respiração inteiramente físicos e benéficos para a saúde – servindo até mesmo para a cura do câncer, com testemunhos que supostamente comprovam sua eficácia. Entretanto, é inacreditável que cristãos que se dizem seguidores de Cristo e de Sua Palavra também se deixem levar pela onda do misticismo oriental.

A yoga foi criada com o objetivo de proporcionar ao praticante um meio de escapar deste mundo “irreal” do tempo e dos sentidos, e permitir que ele alcance o moksha, o céu hindu – ou que volte ao “Vazio” do Budismo. A propaganda da yoga no Ocidente diz que seus exercícios respiratórios e de flexibilidade melhoram a saúde e ajudam a viver melhor – mas no Extremo Oriente, onde se originou, ela é considerada uma forma de morrer. Os iogues afirmam ter a capacidade de sobreviver quase sem oxigênio e de permanecerem imóveis por horas, livres da “ilusão” desta vida. Porém, os aspectos físicos da yoga, que atraem muitos ocidentais, foram de fato desenvolvidos e praticados com propósitos espirituais.



A propaganda da yoga no Ocidente diz que seus exercícios respiratórios e de flexibilidade melhoram a saúde e ajudam a viver melhor – mas no Extremo Oriente, onde se originou, ela é considerada uma forma de morrer.

Embora seja bastante divulgado que a yoga vem de práticas ocultistas da China, Índia e Tibete, e que não foi criada para melhorar a saúde, mas sim para alcançar a natureza divina, as pessoas ainda acham que é possível praticá-la estritamente por razões de saúde, sem qualquer envolvimento religioso ou espiritual. John Patrick Sullivan, que foi jogador de futebol americano e hoje é instrutor de yoga em Santa Bárbara, na Califórnia, diz: “Yoga não tem religião. Ela não está ligada ao Hinduísmo ou Budismo [...]”.[5] Mas essa opinião é desmentida pelos praticantes nativos da yoga e por todos os especialistas no assunto.

O psiquiatra suíço C. G. Jung, que era profundamente envolvido com o ocultismo e não era absolutamente cristão, foi um dos pioneiros na introdução da yoga no Ocidente, há 85 anos, dedicando-se à sua prática por toda a vida. Ele declarou de forma peremptória e enfática que o aspecto espiritual não pode ser tirado da yoga:

Os numerosos procedimentos puramente físicos da yoga [unem] as partes do corpo [...] formando um todo com mente e espírito, como [...] nos exercícios de pranayama, onde prana é tanto a respiração quanto a dinâmica universal do cosmos [...] a exaltação do corpo se une à exaltação do espírito [...]. A prática da yoga é impensável, e seria também ineficaz, sem as idéias em que se baseia. Ela entrelaça o físico e o espiritual de uma forma extraordinariamente completa.[6]

O que Jung afirmou é dito de forma não menos explícita pelos sábios iogues do Oriente, onde esse sistema teve origem. Entretanto, a maioria dos instrutores de yoga do Ocidente continua negando esse fato. Portanto, a popularidade e a prática dessa técnica ocultista oriental, criada para unir o espírito do homem com o Espírito Universal (o deus principal do Hinduísmo, Brahma), continua a explodir no mundo ocidental. E essa expansão ocorre sob o disfarce de ser uma forma de exercício puramente físico, apesar da esmagadora quantidade de evidências em contrário.



O psiquiatra suíço C. G. Jung, que era profundamente envolvido com o ocultismo e não era absolutamente cristão, foi um dos pioneiros na introdução da yoga no Ocidente, há 85 anos, dedicando-se à sua prática por toda a vida.

O trecho a seguir foi tirado de um popular site sobre yoga, que procura explicar o que ela realmente é. Observe a contradição entre “o ensinamento científico [...] baseado na filosofia hindu”, a espiritualidade sem religião, e o ecumenismo do Hinduísmo, que tem um “espírito universal” supostamente compatível com todas as religiões:

O que é yoga? Yoga significa, literalmente, união. É um ensinamento prático e científico que inclui um sistema de exercícios que visam a controlar o físico e a mente, além de proporcionar bem-estar, com o objetivo de realizar a união do espírito humano com o Espírito Universal.

Yoga é uma religião? Não. Embora a yoga seja uma tradição indiana mais ou menos baseada na filosofia hindu, ela não pertence a nenhuma região ou religião em particular. Sua prática e técnicas científicas funcionam com a mesma eficácia independentemente da crença individual.[7]

Práticas não-religiosas

Essas contradições irritantes não são consideradas importantes quando se trata de qualquer religião ou filosofia, exceto o Cristianismo. O verdadeiro Cristianismo bíblico é atacado de todos os lados, mas qualquer outra “fé” (inclusive qualquer “Cristianismo” falso e ecumênico) é aceita, não importam quão absurdas e contraditórias sejam suas doutrinas e práticas. Veja o seguinte: “O coração de um verdadeiro hindu se comove com o Homem na cruz, que exclamou naquela hora: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Um verdadeiro hindu tem toda a admiração pelo Profeta da Arábia [Maomé], que literalmente transformou um povo bárbaro numa sociedade de sólida moral. Mas ele não pode aceitar jamais os fanáticos intolerantes que tentam achincalhar a religião dos outros”.[8]

Por mais irracional que seja, é compreensível que todas as religiões sejam aceitas pelo Hinduísmo e consideradas compatíveis umas com as outras e com a yoga, ainda que se contradigam mutuamente nos pontos mais fundamentais. O Hinduísmo tem 300 milhões de deuses; o Islamismo afirma que Alá é “o único deus”; e o Budismo é basicamente ateu – contudo, todos são aceitos pelo iogue. Todas as grandes religiões dizem honrar o “Cristo”, mas todas negam as afirmações que Ele fez a respeito de si mesmo.

Os cristãos evangélicos são considerados “fanáticos intolerantes” porque crêem na declaração de Cristo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Em seu extremo cuidado de “exaltar” Jesus da mesma forma que qualquer outro “profeta”, os “verdadeiros hindus” rejeitam o que Ele realmente declarou na forma mais direta possível. Isso não é racional nem honesto! Esse discurso ecumênico dissimulado chega a declarar que Jesus ensinava e praticava yoga. Não existe o menor traço de evidência histórica ou bíblica que corrobore essa afirmação absurda – mas isso não parece perturbar nem um pouco os entusiastas da yoga.



Os cristãos evangélicos são considerados “fanáticos intolerantes” porque crêem na declaração de Cristo: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

O treinador de basquete Phil Jackson recebeu calorosos elogios por transformar a sede do Chicago Bulls num repositório sagrado de fetiches e totens, e por iniciar seu time inteiro no misticismo oriental. A revista Newsweek se referiu a Jackson com simpatia, como o homem “que usou os princípios Zen para dar três campeonatos consecutivos ao Chicago Bulls”. O artigo elogiava Jackson por seu sucesso “num dos mais assustadores desafios da história das religiões”.[9]

A história teria sido outra se ele tivesse doutrinado seu time com o Cristianismo. Se isso tivesse acontecido, a mídia e a NBA reprovariam sua atitude severamente. Entretanto, essa discriminação em relação ao Cristianismo, esse flagrante preconceito contra o Cristo bíblico, é aplaudido pela sociedade, e os cristãos que procuram seguir a Cristo e se manter fiéis a seus ensinamentos são chamados de ignorantes ou coisa pior.

Na América “cristã”, as leis quase baniram completamente o Cristianismo dos debates públicos. Mas, ao mesmo tempo, todas as outras religiões são aceitas. Essa atitude quase universal não é só irracional, mas revela um profundo preconceito contra o Cristianismo, que exige uma explicação. A frase de Shakespeare: “Penso que protestas demais”, certamente se aplica neste caso. Esse protesto universal – que às vezes se torna odioso, cruel e violento, e que ao longo dos séculos não só levou à crucificação de Cristo como também gerou literalmente milhões de mártires cristãos – não pode ser considerado de forma alguma uma reação casual. Tem que haver um propósito e algum poder por detrás dele!



O treinador de basquete Phil Jackson recebeu calorosos elogios por transformar a sede do Chicago Bulls num repositório sagrado de fetiches e totens, e por iniciar seu time inteiro no misticismo oriental.

Uma campanha missionária maciça

No final da década de 1950 e início da década de 1960, os gurus hindus do Oriente, como o iogue Maharishi Mahesh, Baba Muktananda, Yogananda, iogue Bhajan, Vivekananda e muitos outros, ficaram muito felizes de saber que, através da popularização do uso das drogas psicodélicas, milhões de ocidentais estavam descobrindo uma realidade não-física cuja existência a ciência ocidental vinha negando por muito tempo. Eles perceberam rapidamente que estava se abrindo no Ocidente um amplo mercado para suas doutrinas. Nascia o movimento da Nova Era. A yoga, antes praticada no Oriente somente por “homens santos”, tornou-se acessível às massas no Ocidente e logo se espalhou por toda parte, até mesmo dentro das igrejas e entre os evangélicos.

Campanha missionária? A maioria dos ocidentais não consegue pensar nesses iogues, swamis e lamas sorridentes, atenciosos e cheios de mesuras como missionários determinados a espalhar seu evangelho místico. É surpreendente que a maior organização missionária do mundo seja hindu e não cristã – Vishva Hindu Parishad (VHP), da Índia. É claro que a mídia e o mundo aceitam isso muito bem – só os missionários cristãos são desprezados e difamados.

Sim, os hindus lançaram a maior campanha missionária da história. Há quase trinta anos, em janeiro de 1979, no Segundo Congresso Mundial de Hinduísmo, patrocinado pela VHP em Allahabad, na Índia, um palestrante declarou aos quase 60.000 participantes vindos do mundo inteiro: “Nossa missão no Ocidente foi coroada de estrondoso sucesso. O Hinduísmo está se tornando a religião dominante no mundo, e o fim do Cristianismo se aproxima”.[10] Por lei, não é permitida nenhuma atividade missionária cristã entre os hindus na Índia, mas os missionários hindus pregam sua doutrina agressivamente no Ocidente – e com grande sucesso. Entre os principais objetivos listados na constituição da VHP estão os seguintes:



A maioria dos ocidentais não consegue pensar nesses iogues, swamis e lamas sorridentes, atenciosos e cheios de mesuras como missionários determinados a espalhar seu evangelho místico.

Estabelecer uma ordem de missionários, tanto leigos quanto iniciados, com o propósito de propagar o Hinduísmo dinâmico, representando [...] várias crenças e denominações, incluindo budistas, jainistas, siques, lingayats, etc., e abrir, gerenciar ou dar assistência a seminários ou centros propagadores dos princípios espirituais e práticas do Hinduísmo [...] em todas as partes do mundo.[11]

Os principais “centros propagadores dos princípios espirituais e práticas do Hinduísmo” no Ocidente são os cada vez mais numerosos locais que ensinam yoga. O interessante é que a Conferência Mundial Hindu de 1979 foi presidida pelo Dalai Lama, que pública e desonestamente proclama a tolerância a todas as religiões. O Hinduísmo e o Budismo, que defendem práticas de yoga semelhantes, se infiltram na nossa sociedade, no governo e até nas escolas públicas como ciência, enquanto o Cristianismo é banido como religião. Mas será que o Dalai Lama pratica e difunde a yoga? Claro que sim!

A VHP tem sucursais no mundo inteiro. A organização guarda-chuva nos Estados Unidos chama-se Vishwa Hindu Parishad of America, Inc. Ela tem seu próprio site na Internet e desenvolve suas atividades missionárias em cooperação com vários gurus. Essa organização realiza, por exemplo, um Acampamento Familiar Anual Vivekananda, onde um dia típico começa “com yoga e meditação às 7 da manhã”. Em 1992, a VHP da América lançou a “Visão Mundial 2000” para disseminar pelos Estados Unidos a mensagem do swami Vivekananda, baseada na Vedanta.[12]

O “Homem-Deus” aclamado pelo mundo

De todos os gurus que vieram para o Ocidente, nenhum fez mais em prol da consolidação da credibilidade do misticismo oriental do que Tenzin Gyatso, o Dalai Lama, líder espiritual da Gelugpa do Tibete, ou seita Amarela, do ramo Mahayana do Budismo, que vive no exílio. Ele alega ser a décima quarta reencarnação do primeiro Dalai Lama, um deus na terra com poder de introduzir outros em sua própria divindade. Aqui temos de novo o recorrente tema ocultista da deificação humana, repetindo a mentira da serpente no Jardim do Éden (“como Deus, sereis” – Gênesis 3.5) – e essa meta é o cerne da yoga, apesar de todas as alegações de que ela é uma prática não-religiosa.




O Dalai Lama promete aos iniciados que eles se tornarão Bodhisatvas (pequenos budas), percebendo sua divindade intrínseca e podendo criar sua própria realidade.

O Dalai Lama viaja pelo mundo apresentando a “Yoga da Divindade Tântrica Tibetana” a multidões de admiradores crédulos, inclusive dezenas de milhares de ocidentais. Ele promete aos iniciados que eles se tornarão Bodhisatvas (pequenos budas), percebendo sua divindade intrínseca e podendo criar sua própria realidade. Por iniciar multidões em seu ramo de yoga (através do “ritual Kalachakra para a paz mundial”, acompanhado da tradicional “Mandala de Areia” tibetana), ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989. Dez anos antes, em sua primeira visita aos Estados Unidos, “Sua Santidade” foi recepcionada na Catedral de São Patrício, em Nova York, onde sua declaração de que “todas as religiões do mundo são basicamente a mesma” foi aplaudida de pé por uma enorme multidão de pessoas ingênuas e crédulas (em sua maioria, católicos romanos).[13] O Dalai Lama também foi bem recebido por um público não menos atento e simpático ao discursar no púlpito da catedral de Genebra, na Suíça, onde João Calvino pregava no passado.

Em agosto de 1996, as elites de Hollywood, como o ator Richard Gere e o presidente da MGM, Mike Marcus, homenagearam o Dalai Lama num jantar em benefício da American Himalayan Foundation. Os milhares de convidados contribuíram com cerca de 650.000 dólares. Harrison Ford fez a apresentação do deus autoproclamado. É claro que Shirley MacLaine estava lá (destoando um pouco), assim como Leonard Nimoy e muitas outras celebridades.

Hollywood fez vários filmes relacionados com a fuga do Dalai Lama do Tibete e com seu trabalho ao redor do mundo. No Festival do Filme de Hollywood, em 2004, o prêmio de Melhor Documentário foi concedido a What Remains of Us (O Que Resta de Nós), filmado clandestinamente dentro do Tibete. O filme conta a história de uma refugiada tibetana que contrabandeou para o seu povo no Tibete uma mensagem do Dalai Lama gravada em vídeo, e mostra a excitação dos tibetanos assistindo ao vídeo em segredo. É interessante que Hollywood procura contar a “verdadeira história” da vida do Dalai Lama ou de Maomé, mas não tem a mesma cortesia com Jesus Cristo. Ele é retratado das formas mais afrontosamente falsas e degradantes. Esse profundo preconceito não pode ser negado, e exige uma explicação.

Um engodo de proporções mundiais

Como parte do mais maciço esforço missionário da história – com o propósito direto de destruir o Cristianismo – cada guru que veio para o Ocidente (Maharishi Mahesh, Bhagwan Shri Rajneesh, Baba Muktananda, etc.) foi enviado por seu próprio guru especificamente para converter pessoas a uma fé panteísta hindu/budista. Yogananda, por exemplo, veio para disseminar os ensinamentos de seu guru espiritual, Sri Babaji. Maharishi foi enviado ao Ocidente por seu guru, Dev, e iniciou milhões de adeptos em sua forma de yoga, a Meditação Transcendental. No entanto, os missionários do Oriente sempre alegam que estão ensinando a ciência da yoga, princípios de saúde e estados de consciência mais elevados, não uma religião – e as pessoas acreditam nessa frase e os cobrem de homenagens.

Ninguém pode criticar legitimamente os que procuram convencer outras pessoas a aceitarem idéias que eles sinceramente acreditam serem verdadeiras. Porém, eles não podem mentir sobre a natureza e o propósito daquilo que apresentam, e é exatamente isso que os gurus orientais têm feito. A dimensão dessa fraude é tão gigantesca quanto seria se o Papa não se apresentasse como o chefe de uma igreja, e sim como o representante de um grupo de cientistas seculares.

A Índia expulsou os missionários estrangeiros pouco depois de obter sua independência. Porém, ao mesmo tempo, envia pelo mundo inteiro missionários que convertem milhões ao Hinduísmo e ao Budismo, mas afirmam tolerar todas as religiões e negam a natureza religiosa de sua missão. O empenho da mídia em promover esse tipo de mentira fraudulenta deveria incomodar qualquer pessoa que procure ver as coisas de forma equilibrada. As pessoas deveriam ficar ainda mais perturbadas ao descobrirem os fatos ocultos que vamos apresentar nas próximas páginas. Porém, raramente se vê alguém esboçar qualquer reação de espanto ou surpresa, porque poucos conhecem os fatos ou se importam com eles.

Muitas críticas têm sido feitas, algumas com razão, aos missionários ocidentais que foram para a África, China, Índia e outros lugares levando o Evangelho de Jesus Cristo e tentaram ocidentalizar outras culturas. A ocidentalização de qualquer cultura não se justifica, e não tem nada a ver com o Cristianismo, visto que seu surgimento (de Abraão ao Apóstolo Paulo) ocorreu no Oriente Médio. Mas, por uma questão de justiça, temos que perguntar por que os missionários budistas, hindus e muçulmanos, que têm introduzido agressivamente sua religião e seu estilo de vida num mundo ocidental que se deixa enganar, recebem pouca ou nenhuma crítica?

E quanto à Hatha Yoga?

A maioria dos ocidentais imagina que a Hatha Yoga (muitas vezes chamada de “yoga do corpo”) não tem nada a ver com Hinduísmo ou espiritualidade. Será que pelo menos esta forma de yoga não é puramente física? Se este é o caso, somos levados a perguntar, por exemplo, por que o centro de instrução de Hatha Yoga em Chicago está localizado no Templo de Kriya Yoga*, que há décadas “ocupa a liderança na ministração de treinamento detalhado e de qualidade para os que desejam ensinar yoga”. Os instrutores são treinados sob a direção de “Sri Goswami Kriyanandaji, que carrega a Chama da Linhagem de Sri Babaji, trazido para este país por Paramahansa Yogananda”.[14]

Paramahansa Yogananda demonstrou fartamente que o Ocidente estava pronto a adotar a espiritualidade iogue sob o disfarce de prática saudável. Esse missionário pioneiro do Hinduísmo fundou a Sociedade de Auto-Realização, com sede no Sul da Califórnia. Sem contar as multidões iniciadas por seus seguidores, cerca de 100.000 pessoas foram iniciadas na prática de Kriya Yoga (também conhecida como Hatha Yoga) pelo próprio Yogananda, com o propósito explícito de “auto-realização”. Hoje existem milhões de americanos que praticam Hatha Yoga com a ilusão de que ela é puramente física e não tem nada a ver com espiritualidade ou religião. Essa idéia, que foi deliberadamente promovida entre ocidentais desavisados, é bastante popular e está profundamente entranhada na cabeça das pessoas, apesar de ser completamente errada.



Se a Hatha Yoga é puramente física, por que ela foi passada adiante por “mestres espirituais” conhecidos como iogues?

Se a Hatha Yoga é puramente física, por que ela foi passada adiante por “mestres espirituais” conhecidos como iogues? Por que a autêntica Hatha Yoga é sempre associada com meditação espiritual com objetivo de “auto-realização” (isto é, “alcançar a unidade com ‘Deus’, como ensina o Hinduísmo”)? Se existem centros no Ocidente que dizem oferecer uma Hatha Yoga puramente física, somente para benefício da saúde, por que eles ensinam os mesmos exercícios respiratórios e posições que Paramahansa Yogananda trouxe da Índia para o Ocidente, e que lhe foram ensinados por seu guru espiritual, Sri Babaji? Todas essas técnicas foram desenvolvidas com precisão durante séculos para induzir mudanças sutis nos estados de consciência, levando à auto-realização. Elas não foram desenvolvidas para obter principalmente benefícios físicos.

Quando os instrutores de Hatha Yoga são honestos, até mesmo no Ocidente, eles admitem que ela não é puramente física. Richard Hittleman, um dos pioneiros na introdução desta assim chamada yoga “física” nos Estados Unidos, afirmou que “à medida que os estudantes de yoga fossem praticando as posições físicas, eles chegariam ao ponto em que estariam aptos a investigar o componente espiritual, que é a ‘essência completa da disciplina”’.[15] Isso é consenso entre os especialistas. Sobre a Hatha Yoga, o conhecido mestre de yoga swami Sivenanda Radha declarou: “As asanas (posturas e exercícios físicos) são uma prática devocional [...] cada asana cria um determinado estado mental [...] para conduzir o praticante a um contato mais profundo com o Eu Superior”.[16] É claro que a expressão “eu superior” é usada por eles para significar qualquer coisa que a pessoa queira aceitar como o “deus interior e exterior”.



Sobre a Hatha Yoga, o conhecido mestre de yoga swami Sivenanda Radha declarou: “As asanas (posturas e exercícios físicos) são uma prática devocional [...] cada asana cria um determinado estado mental [...] para conduzir o praticante a um contato mais profundo com o Eu Superior”.

A yoga foi introduzida por Krishna no Bhagavad Gita como sendo o caminho certo para o céu hindu; e Shiva (uma das mais temidas divindades hindus, conhecido como “O Destruidor”) é chamado de Yogeshwara, Senhor da Yoga. Um dos mais respeitados textos de Hatha Yoga, o Hathayoga-Pradipika, escrito no século quinze por Svatmarama, cita o Senhor Shiva como o primeiro mestre de Hatha Yoga. Os instrutores de yoga comuns nunca mencionam (e podem até nem saber) que existem muitas advertências nos textos antigos de que a “Hatha Yoga é um instrumento perigoso. A pessoa pode ser possuída por uma divindade hindu (i.e., demônio) através do estado de consciência alterado induzido por essa prática”.

Se a disciplina que os mestres de yoga do Ocidente ensinam envolve somente exercícios de alongamento e respiração, como eles insistem em dizer, por que então eles não fazem sua divulgação como apenas isso? Por que eles insistem em chamá-la de “yoga”, se negam qualquer conexão com o que a yoga realmente é? Por que esse disfarce?

Notas:

1. http://www.sikhnet.com/s/CongressHonor.
2. Sri Singh Sahb Bhai Sahib Harbhajan Singh Khalsa Yogiji, The Teachings of Yogi Bhajan (Nova York: Hawthorn Books, 1977), 4.
3.http://www.kundaliniyoga.com/clients/ikyta/webshell.nsf/
4.WebParentNavLookup/62DB48EF3856D82287256A090079DC7A.
5.http://whitehouse.gov/news/releases/2004/11/20041110-9.html.
6.Santa Barbara News Press, 15 de Janeiro de 2006.
7.C. G. Jung, trad. Dom Mateus Ramalho Rocha, Psicologia e Religião Oriental (Petrópolis: Vozes, 2005).
8.http://psychology.about.com/library/weekly/aa041503a.htm.
9.http://www.hindubooks.org/wehwk/chapter18/page1.htm.
10.Jerry Adler, “800,000 Hands Clapping”, em Newsweek, 13 de Junho, 46.
11.http://www.hindunet.org/vivekananda/gk–gv2000.
12.Dave Hunt e T. A. McMahon, The Sorceror’s New Apprentice (Eugene,OR: Harvest House Publishers, 1988), 281.
13.http://www.hindunet.org/vivekananda/gk–gv2000.
14.Time, 17 de Setembro de 1979, 96.
15.http://www.yogakriya.org/about.htm.
Yoga Journal, Maio/Junho 1993, 68.
16.http://cana.userworld.com/cana–yoga.html.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, novembro de 2007.

Fonte: www.chamada.com.br

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