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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
MARAVILHAS HOJE
MARAVILHAS HOJE

A pergunta de Gideão tem cabimento: Se o Eterno está com o nosso povo, por que está acontecendo tudo isto com a gente?

Onde estão aquelas coisas maravilhosas que os nossos antepassados nos contaram que o Eterno costumava fazer quando nos trouxe do Egito? (Juízes 6. 13 BLH).

Se havia maravilhas ontem, por que não há maravilhas hoje?

Maravilhas passadas não substituem maravilhas presentes.

Por que só nossos antepassados veriam maravilhas?

Queremos maravilhas hoje, dizia Gideão.

O que corta as maravilhas de Deus é o pecado, é o abandono de Deus, é a adoção de novos deuses e de novos cultos.

Isso está patente em toda a Bíblia, especialmente no livro que conta a história dos primeiros quatrocentos e cinqüenta anos do povo judeu, depois da posse da terra prometida e antes da monarquia (Atos 13. 20).

Várias vezes, no livro de Juízes, o povo fazia o que era mau aos olhos do Senhor e este suspendia suas maravilhas.

Após alguns anos de humilhação, opressão estrangeira e muita dor, o povo caia em si e se arrependia de seus pecados.

Então as maravilhas voltavam.

Gideão mesmo viu muitas maravilhas: o fogo que consumiu a carne e os bolos asmos oferecidos ao Senhor, o veio de lã encharcado de água enquanto a eira estava seca, o veio de lã seco enquanto a eira estava coberta de orvalho e a estrondosa vitória sobre os midianitas, não obstante o reduzido número de soldados israelitas (Juízes 6. 7).

O reatamento das boas relações de Israel com Deus abriu outra vez as portas das famosas maravilhas que o Senhor opera.

Maravilhas hoje não são impossíveis.

Porque "Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será pra sempre" (Hebreus 13. 8).

As maravilhas de Deus são acontecimentos que vêm de encontro às necessidades e contribuem para o crescimento espiritual.

Elas formam um precioso patrimônio que enriquece a vida religiosa, impedindo que se viva só de gratas recordações.

Deus repete suas maravilhas de geração em geração, desde que o homem não se aparte dele!

Autor: Rev. Elben M. Lenz César - Editor da Revista Ultimato - Diretor da Editora Ultimato

Fonte: Pastorais para o terceiro milênio

A ESPIRITUALIDADE DA VERGONHA
A espiritualidade da vergonha

Ricardo Barbosa de Sousa

Na sociedade moderna, a tolerância transformou-se na maior de todas as virtudes.

Aceita-se tudo, não se critica nada.

O que mais me preocupa não é a capacidade de compaixão e paciência que a tolerância produz em nós, mas a ausência, cada vez maior, de valores e princípios absolutos que nos ajudam a separar o justo do injusto, o certo do errado.

O sociólogo francês Gilles Lipovetsky, em seu livro “A Sociedade Pós-Moralista”, descreve assim a tolerância na cultura moderna:

“A tolerância adquire uma maior fundamentação social não tanto pelo fortalecimento da compreensão dos deveres de cada um perante o próximo, mas em razão de uma nova dimensão cultural que rejeita os grandes projetos coletivos, exaurindo de sentido o moralismo autoritário, diluindo o conteúdo das discussões ideológicas, políticas e religiosas de toda a conotação de valor absoluto, orientando cada vez mais os indivíduos rumo à sua própria meta de realização pessoal”.

Ou seja, a ausência de uma consciência coletiva, a rejeição a qualquer verdade que seja absoluta e a busca pela realização pessoal geram uma forma perigosa de tolerância.

Entretanto, o perigo da rejeição a uma verdade absoluta está no fato de que ser tolerante hoje implica, necessariamente, não julgar, não ter mais critérios que separem o bem do mal, o justo do injusto; e, uma vez que não julgamos mais, poucas coisas nos chocam ou abalam e, quando o fazem, é por pouco tempo.

Vivemos um estado de normalidade caótica, de paz frágil, de tranqüilidade tão relativa quanto os nossos valores.

Na oração de confissão de Daniel há uma declaração que vem se tornando cada dia mais rara entre nós:

“A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, o corar de vergonha” (Dn 9.7).

Isto não acontece mais.

Somos demasiadamente tolerantes para “corar de vergonha”.

Mesmo diante de fatos trágicos e deploráveis que vemos todos os dias, o máximo que conseguimos é uma indignação passageira.

Porém, é a possibilidade de corar de vergonha que não me permite rir da corrupção, achar normal a promiscuidade, conviver naturalmente com a maldade e a mentira, ou, ainda, achar graça da injustiça.

Vivemos numa cultura que se orgulha do pecado, glamourizando-o através dos meios de comunicação, fazendo das tribunas públicas um palco de mentiras, organizando marchas para celebrá-lo, rindo da corrupção, exaltando a esperteza.

E ninguém fica corado de vergonha.

Daniel contrasta, de um lado, a natureza justa de Deus e, de outro, a corrupção e a injustiça do seu povo.

Ele só é capaz de fazer isto porque sua ética e moral estão ancoradas em verdades absolutas sobre as quais não pode haver tolerância.

A conclusão a que ele chega é que, diante da justiça divina e do quadro trágico de um povo que se orgulha de sua maldade, o que sobra é o “corar de vergonha”.

Ele nos apresenta aqui a importância de uma vergonha saudável e essencial na preservação da dignidade humana e espiritualidade cristã.

A vergonha aqui é a virtude que nos ajuda a reconhecer nossos erros, limitações, faltas e pecados porque ainda somos capazes de perceber que existe algo melhor, mais belo, mais sublime, mais nobre, mais justo, mais santo e mais humano pelo qual vale a pena lutar.

A vergonha nos impõe um limite.

É por isto que o caminho para o crescimento e amadurecimento passa pela capacidade de ficar corado de vergonha diante de tudo aquilo que compromete a justiça e a santidade.

No caminho da santidade lidamos com o amor, verdade, bondade, justiça, beleza, entrega, doação e cuidado.

A falta de vergonha nos leva a negar este caminho e optar pela mentira, manipulação, engano, falsidade, hipocrisia e violência.

“Corar de vergonha” é uma virtude que falta na experiência espiritual moderna, a virtude de olhar para o pecado que habita em nós, a mentira e o engano que residem nos porões da alma, a injustiça que se alimenta do egoísmo, a malícia que desperta os desejos mais mesquinhos, e se entristecer.

Precisamos reconhecer que foram os nossos pecados que levaram o Santo Filho de Deus a sofrer a vergonha da cruz.

Quando olhamos para a cruz e contemplamos nela a beleza e a pureza do amor, só nos resta “corar de vergonha”.

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

Fonte: www.ultimato.com.br

SEDE DE SOLUÇÕES IMEDIATAS
Mensagem do dia

"A escavadeira para chegar à fonte de água viva chama-se "oração", uma conversa franca com Jesus" (Roland Körber - Devocionário Pão Diário).

Mensagem eterna

"Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva" (João 7. 37b e 38).

SEDE DE SOLUÇÕES IMEDIATAS

Orar, para muitos de nós, é falar com Deus para apresentar a ele nossos pedidos, nossas reinvindicações, nossas necessidade [mais urgentes].

Enfocado assim, o ato de orar não é constante, como nos aconselha a Palavra de Deus, a Bíblia, em I Tessalonicenses 5. 17:

"Orai sem cessar".

A oração passa a ser uma prática apenas nas horas de dificuldades quer materiais, quer espirituais.

Diriam alguns: "mas como orar sem cessar?", nós trabalhamos, nós saimos, vamos e voltamos...

Jesus, quando falava sobre oração, disse:

"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a teu Pai que está em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensará" (Mateus 6. 6).

Este texto fala muitas coisas, mas vamos ficar em apenas um dos enfoques possíveis:

- "como orar sem cessar, se Ele está dizendo para ir para o quarto e fechar a porta?

Piorou! [como vamos trabalhar, sair, voltar?].

Esse "secreto do quarto" não nos obriga, necessariamente, a entrar fisicamente no nosso quarto.

Esse "secreto do quarto" é o secreto, o recôndito do nosso coração.

Falamos com Deus, Ele nos ouve, responde no "nosso tempo" ou no "tempo dEle", e quando acontece esta segunda opção, nos aborrecemos, nos desanimamos, até mesmo passamos para a fileira dos descrentes, quem sabe a dizer:
"Deus não me ouve", "Deus não me responde".

O primeiro aspecto a se considerar, já citado, é que em tudo há o tempo de Deus, e o nosso tempo.

O relógio de Deus não é "acertado" de acordo com as nossas conveniências.

Deus sabe o que é melhor para nós, e quando é que estamos prontos para receber a sua resposta.

Temos que estar certos de que a resposta dEle tanto pode ser "sim", como pode ser "não", havendo ainda a possibilidade de que Ele responda "espere!", mas sempre há resposta.

Uma das nossas netinhas, a Gabi, a de um ano e sete meses, quando os pais dizem para ela "espere!", ela estende a mãozinha aberta, com a palma voltada para eles, como que a dizer: "espere!".

Temos que estar atentos, também às mãos de Deus.

Elas, além de abençoar-nos a cada momento, a cada dia, a cada passo que damos, também podem estar nos sinalizando "espere!".

Nós humanos, quando atendemos os pedidos de nossos filhos, de nossos netos, de quaisquer pessoas, ficamos sempre à espera de alguma palavra de reconhecimento [agradecimento], e quando ela não ocorre uma dorzinha estranha no mais interior de nosso íntimo [no coração] reclama, e como reclama!

Mas a oração a Deus não é, e não deve ser apenas para pedir, para reclamar, para "reinvindicar", mas deve sobretudo ser de agradecimento {ação de graças], o que é muito pouco observado por grande parte de nós.

Parecemos-nos com as crianças que desejam ganhar um brinquedo: pedem, pedem, tornam a pedir, reclamam, às vezes "batem o pé" a exigir dos pais o presente novo, mas, quando o recebem, saem alegres, satisfeitas, brincando com sua nova distração, esquecendo-se de dizer aos pais: "obrigado".

Assim somos nós, pedimos e Deus atende, solicitamos e Deus nos concede, reinvindicamos e Deus satisfaz os nossos desejos, mas nunca observamos a instrução de Deus, abaixo transcrita:

"Em TUDO dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (I Tessalonicenses 5. 18).

Que coisa interessante!

Logo depois que Ele diz "orai sem cessar", citado acima, sem intervalos, sem mais delongas, Ele diz "em TUDO dai graças...", e é exatamente isso que a maioria de nós se esquece.

A mensagem do dia, acima, diz que para chegarmos à fonte de águas vivas devemos usar a "escavadeira" da oração, ou seja, se queremos beber da água viva [Jesus] devemos orar, e orar é falar com Deus, e orar é "ouvir" também o que Deus está nos dizendo a cada momento, quer por leitura da Sua Palavra, quer pela leitura de outras literaturas devocionais, mas Ele fala também através de acontecimentos em nossas vidas, e as coisas acontecem e não notamos que Deus está nos falando através até de um "cicio" (brisa leve) como falou com Elias (I Reis 19. 12-13).

Que Deus abençoe a sua vida, caro leitor, que Ele esteja respondendo as suas orações concedendo-lhe, além do que foi objeto da petição, muito mais bênçãos, e bênçãos sobre bênçãos.

Agora, se você ainda não recebeu o Senhor Jesus no coração, fale com Ele assim mesmo, convide-o para entrar na sua vida, no seu coração, e, então, passe a "orar sem cessar", não só porque a Bíblia [Palavra de Deus] recomenda, mas por ser um ato de alegria, de satisfação para a sua vida, o estar em contato permanente com Deus.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

TOLERÂNCIA E RELATIVIZAÇÃO
Mensagem do dia

"A tolerância em relaçao ao mal não é uma virtude. Deus continua dizendo a seu povo para se santificar" (John Stott).

Mensagem eterna

"Porque está escrito: Sede santos, porque eu sou santo" (I Pedro 1. 16).

TOLERÂNCIA E RELATIVIZAÇÃO

Não podemos dizer que Deus tem tolerância em relação ao pecado, como é comum se ouvir em vários meios religiosos hodiernamente (talvez há décadas).

Há uma pequena "confusão" entre dizer que Deus ama o pecador, como de fato ama, e dizer que Deus tolera o pecado [faz vista grossa].

Deus ama tanto, mas tanto mesmo aos pecadores [nós], que enviou seu Filho unigênito [Jesus] para morrer em nosso lugar, e todo o que nele crer alcançará a vida eterna em Sua presença (conforme João 3. 16).

Mas também é verdade que Deus abomina o pecado, motivo pelo qual não só enviou Jesus para se dar por nós, mas para deixar conosco sua mensagem de salvação, a qual devemos ensinar, pregar e testemunhar.

Hoje, gritar contra o pecado é igual a ladrar para o sol. Ele nascerá no dia seguinte impávido do mesmo jeito.

A humanidade se habituou com a "tolerância", não de Deus, mas da própria sociedade.

De uns tempos para cá, tudo é aceitável, tudo é "normal", e convive-se com situações de ausência de valores morais, sociais, éticos, e, principalmente espirituais [como já dissemos antes, e até publicamos em 2001/2002] com a maior naturalidade.

Temos, há cerca de 20 anos, uma admiração muito grande pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, tendo em vista seu posicionamento firme em defesa da Palavra de Deus e no combate aos deslizes humanos, chamados por Deus de "pecados".

Na véspera de sua escolha como Papa, ele pronunciou um longo discurso, do qual sobressaiu a severa discordância com a "relativização" das coisas, principalmente do pecado e da Palavra de Deus.

Mas, hoje [décadas], governos e instituições [não só no Brasil] procuram dar um "jeitinho", à moda brasileira, em relação a tudo o que está errado, em relação a tudo o que Deus abomina.

Se, por exemplo, a lei já não considera crime o adultério, como de fato não considera mais, então passamos a procurar uma fórmula de "justificar", quando um dos cônjuges, ou ambos, "pula(m) a cerca" e vai (ão) se "relacionar" com cônjuge alheio.

É "carência afetiva" (a incompatibilidade de gênios caiu no desuso) ou qualquer outra desculpa esfarrapada, e já se criou até um jeito de não imputar o pecado a quem o cometeu, mas à sociedade, chamando-o de "pecado social".

Todo mundo é "anjo" [inocente], pois a culpa é da sociedade!

Quem furta, quem rouba, quem agride, quem mata, não é mais pecador, mas vítima de uma condição social desprezível, que não lhe deu oportunidade de galgar uma melhor oportunidade na vida.

Então, atualmente, tudo é tolerado, tudo é relativizado.

Assim, em vez de se cuidar da vida espiritual do pecador, que merece sim uma chance de conhecer Jesus, de aceitá-lo como seu único e suficiente Salvador e Senhor, e, via de conseqüência passar a ter o direito de ser chamado filho de Deus (cf. João 1. 12), tais pessoas estão sendo encaminhadas, desde o final da década de 90 (quiçá antes), para psicólogos, psiquiatras para que se resolva o seu problema de "má formação educacional e ou social".

Freud (Sigmund) e Jung (Karl Gustav), dois zombeteiros do cristianismo, dois ateus confessos, é que passaram a ter [e a ser] a solução de e para todos os males das pessoas que caem em pecado.

Não temos a menor dúvida de que apenas uma voz nos é necessária, a voz de Jesus.

A mistura de vozes, de "teorias", de "técnicas" pseudo-científicas é que afastam as pessoas [pecadoras] de buscarem a solução verdadeira e única que é Cristo:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14. 6), foi o que Jesus disse.

Como Deus faz, temos que amar o pecador sim, mas detestarmos o pecado, e falar nele sim, para que as pessoas reconheçam-se pecadoras (Todos pecaram e carecem da glória de Deus - cf. Romanos 3. 23) e tenham a oportunidade de se arrependerem; e, uma vez arrependidas, confessarem o pecado a Deus, apropriando-se do perdão que já nos foi dado na cruz do calvário.

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar [já nos ter perdoado] o pecado, e nos purificar [já nos ter purificado] de toda injustiça" (I João 1. 9).

Mas não é necessário apenas "arrependimento" e "confissão", é primordial "deixar" o pecado:

"Aquele que encobre a sua transgressão jamais prosperará; mas o que confessa e DEIXA alcançará misericórdia" (Provérbios 28. 13).

Prezado leitor, se você ainda não conhece pessoalmente a Jesus, convide-o a entrar em sua vida [em seu coração], leia e estude a Palavra de Deus, a Bíblia, procure um cristão que possa lhe ajudar, procure congregar em uma igreja cristã, e Deus proverá para você o sustento espiritual necessário, para que as outras áreas de sua vida possam alcançar um equilíbrio e ter uma solução vinda da parte do Único que tem as palavras de vida eterna: JESUS.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

TENDÊNCIAS DEMONÍACAS NOS TEMPOS FINAIS
TENDÊNCIAS DEMONÍACAS NOS TEMPOS FINAIS

(Norbert Lieth)

Representantes empedernidos da evolução não querem aceitar a existência do Criador. Eles argumentam: “Mesmo que não haja provas para a teoria da evolução, não vamos crer na criação através de Deus”.

Li em um livro:

Os cientistas do painel da ONU sobre o clima advertiram: se não forem tomadas medidas drásticas, a humanidade estará sujeita a uma catástrofe climática... Há mais de 2000 anos, os autores bíblicos já previram catástrofes climáticas. Jesus Cristo também falou de alterações ameaçadoras em nosso sistema solar, de inundações e de abalos das forças da natureza. Na expectativa dessas coisas, os povos ficarão paralizados de medo, enquanto os líderes não saberão o que fazer. Jesus disse que o mundo em que vivemos passará. Mas a Sua Palavra permanecerá.

Isso significa que a Palavra de Deus se cumprirá. Das milhares de promessas de Deus, nenhuma ficará sem se realizar. Podemos confiar nisso inteiramente... Deus nos exorta a crermos na Sua Palavra e a obedecer-Lhe. Essa fé não é a crença em uma programa ou em um sistema, mas em uma Pessoa: Jesus Cristo, pois Ele é Deus. Ele tem a última palavra.[1]

O Deus evolucionista
Quanto mais avança o tempo, tanto menos acredita-se na veracidade da Palavra de Deus. Discussões acaloradas e campanhas pró-evolução e contra a criação dominam a mídia. Mesmo no meio cristão, a evolução é cada vez mais integrada à teologia. Argumenta-se que ambas podem ser maravilhosamente conciliadas: Deus teria criado através da evolução.

O relato seguinte mostra quanto já se alastrou o pânico por causa da poluição de um mundo que teria surgido através da evolução:

Os ecologistas exigiram uma maior contribuição dos agricultores para a proteção do meio ambiente. Segundo eles, a agricultura e a pecuária na Alemanha estariam produzindo até 11% dos gases causadores do efeito estufa... conforme um estudo publicado pelo WWF (World Wildlife Fund – Fundo Mundial da Vida Selvagem). Os gases provenientes da digestão por parte de uma única vaca leiteira seriam praticamente tão prejudiciais ao clima quanto os de um automóvel de pequeno porte que roda 18.000 quilômetros por ano. Por isso, o WWF exige um “imposto de emissão” para os agricultores... Os consumidores também deveriam prestar mais atenção ao equilíbrio ecológico da sua alimentação, afirmou Tanja Dräger de Teran, especialista agrária do WWF. Suas dicas: usar mais produtos regionais e ecológicos, consumir menos carne e menos arroz. Segundo ela, a produção de arroz em campos irrigados representa um grave problema climático em todo o mundo. A especialista enfatizou que a agricultura ecológica, por usar menos energia, também produz menos gases causadores do efeito estufa. Por isso, seria necessário estimular cada vez mais a agricultura ecologicamente correta.[2]

O jornalista alemão Peter Scholl-Latour disse recentemente que o atual ateísmo transformou-se, na realidade, em uma nova religião. Trata-se do afastamento de todos os valores bíblicos anteriormente aceitos nos países cristãos. Essa apostasia é freqüentemente citada na Bíblia. Entretanto, a pouca sustentação do ateísmo, que desaba facilmente como um castelo de cartas, foi bem descrita em uma frase de Robert Lembke: “Durante fortes turbulências, não há ateus nos aviões”.[3]

Os criacionistas, normalmente cristãos, são cada vez mais rejeitados. Os evolucionistas e ateus, entretanto, por terem criado um outro “deus”, recebem sempre mais espaço para espalharem suas divagações entre o grande público. Os ateus estão em alta. Por exemplo, o livro Deus – Um Delírio, de Richard Dawkins, tornou-se um best-seller.

A ira de Deus desde o céu

Desse modo, conforme a Bíblia, encontramo-nos em meio aos tempos finais: o afastamento de todos os valores bíblicos anteriormente aceitos. A respeito, a Escritura diz: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis... pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Romanos 1.18-23,25).

Quais são os detalhes que essa passagem bíblica esclarece?

1. Que Deus é o Criador e, como tal, pode ser claramente reconhecido. Foi o que percebeu um rei inca, sobre o qual li:

O rei Pacachuti (1431-1471 d.C.) levou o império dos incas ao auge. Mesmo sem acesso à Bíblia, ele chegou à conclusão de que, até então, tinha adorado apenas um elemento da criação, o Sol, e não o próprio Criador.

Em primeiro lugar, ele observou que Inti (o Sol), seu deus, fazia diariamente a mesma coisa. Portanto, a vida dele mesmo era mais interessante do que a do seu deus. Em segundo lugar, ele se admirou que uma pequena nuvem podia encobrir a visão do seu deus. Em terceiro lugar, ele se perguntou: quem terá criado o Sol? Assim, ele pequisou os escritos de seus antepassados. E, eis que, tinha havido um tempo em que seu povo havia adorado o Criador de todas as coisas, o verdadeiro Deus. Desse modo, ele procurou e encontrou o Deus que é muito maior que qualquer elemento da criação. Então, o rei ordenou ao seu povo que não adorasse mais o Sol, mas Aquele que tinha criado o Sol.[4]

O conhecido poeta alemão Matthias Claudius (1740-1815) afirmou: “Certamente a primavera é uma clara revelação de Deus e da Sua bondade, pois, o que nos toca de tal maneira o coração, deve proceder do coração de alguém”.

2. A ira de Deus atinge o mundo numa época em que a criação foi elevada como divindade e a evolução foi aceita quase sem restrições. Esse é exatamente o nosso tempo! Uma tradução alemã de Romanos 1.25 diz: “eles trocaram o verdadeiro Deus por um emaranhado de mentiras, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!”.

3. A impiedade e a injustiça da humanidade nos tempos finais se revela menos através das atrocidades cometidas, mas principalmente pela mentira que bloqueia a verdade. Trata-se de um tempo em que se nega conscientemente a criação evidente por parte de Deus e se coloca a criatura acima do Criador. As barbaridades de nossos dias têm sua origem na impiedade e na injustiça e são conseqüências delas. É o que vemos, por exemplo, nas pesquisas com embriões, no homossexualismo, nos delírios mentirosos do esoterismo, da feitiçaria moderna, etc. A Bíblia descreve essas abominações com as seguintes palavras: “E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem” (Romanos 1.28-32).

O evolucionismo conduz aos atos mais abomináveis. Li, por exemplo:

Desde o início de 2007 é permitida na Grã-Bretanha a formação de embriões mistos com células humanas e de animais. Agora, os pesquisadores poderão inserir DNA humano em um óvulo de suínos ou de gado, do qual tenha sido retirado antes o código genético original”.[3]

Se não existe Deus e Criador, mas apenas a evolução, o homem não é responsável diante de ninguém, o que leva à degeneração radical. Nessa situação, toda moral será logo lançada fora, para que o barco siga seu rumo.

4. Nos tempos finais, a ira de Deus atingirá a terra a partir do céu. Com isso, chegamos aos juízos que são descritos no Apocalipse. Tudo indica que o Espírito Santo relacionou o texto de Romanos 1.18 ao Apocalipse, ou seja, aos acontecimentos dos tempos finais. Certamente não é por acaso que no Apocalipse Deus é exaltado e louvado como Criador do mesmo modo como na Epístola aos Romanos: “dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14.7). “Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” (Apocalipse 9.20-21). Nesses dois versículos há duas referências à falta de arrependimento:

a) Os homens não se arrependeram da falsa adoração, atrás da qual estão os demônios (v. 20). Os demônios têm por objetivo afastar os homens de Deus e oferecer-lhes alternativas, por exemplo, a adoração da matéria (evolução): Romanos 1 ensina que a ira de Deus virá sobre os homens porque eles adorarão a criatura no lugar do Criador. Na evolução, a criatura é exaltada como deus-criador. Portanto, a matéria é mais honrada que seu Criador. Por exemplo, lemos constantemente na mídia que “a evolução criou algo maravilhoso”. Atrás disso há claras influências demoníacas. A teoria da evolução, que se tornou popular e tem aceitação praticamente geral, leva ao afastamento radical de Deus, o que, por sua vez, provoca a ira de Deus do céu. No Apocalipse, essa ira de Deus a ser derramada sobre a humanidade é descrita com maiores detalhes. Confirma-se que Deus envia esses juízos porque a matéria é considerada mais elevada que seu Criador. Por isso, os homens daquele tempo são seriamente exortados a temer a Deus e a dar-Lhe glória: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14.6-7). Em minha opinião, “...é chegada a hora do seu juízo”, não significa que o juízo se dará apenas naquele momento, mas que a afirmação se refere a todo o Apocalipse. O “evangelho eterno” anuncia a Deus como o Criador, o que pode ser lido do início ao fim da Bíblia. Tudo foi criado por Ele! Pelo fato da humanidade não o crer mais, ela será julgada e exortada a retornar a essa verdade. Os homens, porém, não estão dispostos a desmanchar sua estrutura de teorias e a dar honra a Deus, razão porque não se arrependem.

As palavras “...das obras das suas mãos”, referem-se ao materialismo, relacionadas com ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau. Todas essas são coisas que Deus criou, mas os homens as utilizam mal, com objetivos egoístas, para se engrandecerem e para adorá-las.

Aplicando essas afirmações ao nosso tempo, elas significam que o homem confia mais em segurança passageira do que em Jesus Cristo e Sua Palavra infalível, ou seja, nas promessas de Deus. Quando o homem transforma seguranças terrenas em sua base de confiança e se apóia nelas, ele as transforma em seu deus. O materialismo transformou-se em “deus” no nosso mundo e muitos não conseguem controlar essa situação em suas vidas. Mesmo pessoas renascidas ainda podem ser gananciosas ou avarentas, razão porque a Epístola aos Colossenses exorta a deixar essa idolatria: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria” (Colossenses 3.5).

Qual é a situação atual? As empresas de seguros e os bancos registram um crescimento imenso. Imóveis e bens dominam a sociedade, os dados sobre as bolsas enchem a mídia e são o tema principal de todas as conversas. O luxo torna-se o fator mais importante da vida. A exigência do momento é viver e trabalhar para obter lucro.

O Diabo quis até induzir Jesus, o Filho do Deus vivo, a colocar os valores materiais acima do Seu Pai celestial, para obter adoração para si mesmo: “E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua” (Lucas 4.5-7).

O dinheiro (materialismo) tem um poder terrível e pode ocupar rapidamente o lugar de Deus. Como podemos verificar se nos tornamos escravos do dinheiro? Fazendo-nos as seguintes perguntas:

Quantas vezes fico pensando em dinheiro?
Até onde vão minhas preocupações financeiras e quanto sou dominado por elas?
O que deixo de fazer e o que faço apenas para ganhar dinheiro?
Quais são minhas prioridades?
Quanto tempo invisto em bens, compras, e pesquisas de preços?
Quão fácil ou quão difícil é para mim me desfazer de bens?
Estou disposto a contrair dívidas para satisfazer rapidamente algum desejo?


b) Os homens não se arrependeram do seu comportamento imoral: “nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos” (Apocalipse 9.21). Isso engloba: violentações, logros, homicídios, vida desregrada, viver junto sem que se seja casado, relações sexuais antes do casamento, divórcios, homossexualismo, etc. Isso tudo tornou-se comum para a maioria das pessoas, pois passou a fazer parte da nossa cultura.

Vemos pelos juízos futuros, que serão ainda muito mais violentos do que as atuais inundações, tempestades, erupções vulcânicas, etc., que a Palavra de Deus continua plenamente válida e que Seus juízos não são orientados por normas sociais, mas pela Sua Palavra revelada. Freqüentemente os cristãos são considerados atualmente como atrasados e desatualizados. Em breve, porém, se mostrará que a Palavra de Deus, que eles pregaram e na qual creram, é extremamente moderna!

A palavra “feitiçarias” foi traduzida do grego pharmakon (fármacos). Na Antiguidade, ela era usada freqüentemente para descrever drogas usadas para alcançar experiências religiosas ou para realizar rituais e cerimônias ocultistas. Nessa categoria se enquadram também as seitas orientais, o esoterismo, a yoga, a meditação transcendental, o xamanismo e os “deuses”, como o Dalai Lama.

Hoje em dia essas coisas são praticadas, principalmente e de forma crescente nos países de tradição cristã, razão porque podemos considerar que a ira de Deus se derramará sobre eles de modo especial.

Não é de admirar que a Bíblia prediz a adoração de deuses e ídolos e suas doutrinas para os tempos finais, que influenciarão cada vez mais o comportamento da sociedade? Será que essas coisas não caberiam melhor na escuridão da Idade Média? Não, as afirmações da Palavra de Deus são muito modernas, extremamente atuais. Nas últimas décadas, nosso mundo voltou-se para uma idolatria moderna.

É notável que os princípios dessa idolatria moderna coincidiram com o tempo da retomada de Jerusalém por parte de Israel (1967). Desse modo, temos um forte sinal da aproximação do fim da era das nações (Lucas 21.24). Por isso, não é de admirar que os fenômenos dos tempos finais começaram justamente naquele tempo e avançam fortemente até hoje. A respeito, alguns dados básicos:

Em 1966 foi fundada a Sociedade Internacional Para a Consciência de Krishna (Hare-Krishna).
Em 1966 surgiu a primeira igreja satânica na Califórnia.
Em 1966 começou a revolução sexual.
Em 1966 foi lançada a série de TV “Enterprise”, que contribuiu para aumentar o interesse pelo encontro com extraterrenos (espíritos).
Em 1966 foi iniciada a Revolução Cultural chinesa.
Em 1967 começou a onda das drogas.
Em 1967 começou a onda ocultista.
Em 1967 espalhou-se a onda da dinâmica de grupo.
Em 1968 foi gravado o filme ocultista “O Bebê de Rosemary‘.
Em 1968 irrompeu o movimento dos hippies, relacionado com experiências de expansão da consciência, baseadas nos conhecimentos dos nativos mexicanos.
Em 1968 irromperam as manifestações estudantis, a liberdade sexual e o neomarxismo.
Em 1968 foi fundada a NARAL, entidade de luta pela legalização do aborto nos EUA.
Em 1968 ocorreu a mudança do propósito de realização de Cristo na vida para a auto-realização.
Em 1969 começou o lobby homossexual nos EUA com o “Christopher Street Day”.
Em 1969 foi iniciado o movimento feminista em Berlim.[5]

Lemos em Apocalipse 10.5-7: “Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas”. Essa passagem pretende nos mostrar que Deus é tanto o Criador quanto o dono do mar, da terra e do céu. Apesar dos homens, em sua loucura, adorarem a matéria, não receberão ajuda dela – como era de se esperar: “e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Apocalipse 6.16-17).

Deus – no final dos tempos
Se, além do seu significado literal, aplicássemos esses dois versículos aos nossos dias, de forma espiritualizada, poderíamos comparar esses “montes e rochedos” com o ex-vice-presidente americano Al Gore, que recentemente recebeu o prêmio Nobel da Paz pelos seus esforços em favor da preservação do meio ambiente:

“Paz, com a mãe-terra!”, ele exclama. “Arrependam-se!”, é a sua mensagem. Ele quer salvar a humanidade como um todo e acentua que o mundo está ameaçado de sofrer um “holocausto ecológico” e que as mudanças climáticas são “a questão moral, ética, espiritual e política mais importante de todos os tempos” para o ser humano...

Assim falam os criadores de religiões aos seus discípulos. Uma sociedade envolta no bem-estar, cansada da civilização, ouve com verdadeira voluptuosidade a mensagem da ameaça do fim do mundo... pois, conforme Gore, “as evidências de uma ‘Noite dos Cristais’ ecológica são tão claras como o barulho das vitrines quebradas em Berlim”. Seus rastros ecológicos correspondem ao tamanho das pegadas de King Kong”.[6]

Esse homem está transformando as mudanças climáticas e a evolução em uma nova religião, comparando-a espertamente com a Noite dos Cristais e o Holocausto. Entretanto, em meio a tudo isso, ele deixa de lado a Deus e Seu Evangelho. A respeito de Al Gore, uma revista cristã comentou:

Ele tenta extrair vantagens de um debate em que os grupos cristãos são cada vez mais apresentados como atrasados. Ele não ataca os cristãos diretamente, mas fala num só fôlego de “fundamentalistas cristãos e islâmicos”. Se crermos nos porta-vozes dos ateus, o bom senso na ação política é ameaçado principalmente pela religião. Gore utiliza esse raciocínio, não de maneira ofensiva, mas mesmo assim de modo bem claro... Tudo o que a terra precisaria, seria “a razão fria, calculista, apaixonada”. Nos debates encalorados sobre o aquecimento global, cujo manipulador e aproveitador se chama Al Gore, sente-se pouco de razão fria... Gore é um especialista no trato com a opinião pública. Ele sabe que o ponto culminante dos debates sobre religião, razão e política ainda está por vir”.[3]

Através de todos esses acontecimentos, vemos que as mudanças climáticas servem a um poder anticristão, à união das nações é à “paz”. O cristianismo é rejeitado, a razão é colocada em destaque e a evolução é elevada acima do Evangelho de Jesus Cristo. Acontece exatamente o que está predito no primeiro capítulo da Epístola aos Romanos: a conseqüência será a intervenção de Deus a partir do céu.

O que realmente necessitamos?
A grande sedução, que avança sobre nós nestes dias, consiste em se achar que os problemas deste mundo poderão ser resolvidos através de um programa humano. Mas, isso não é possível! Recordando o que dissemos no início deste artigo: não necessitamos da fé em um programa, mas precisamos crer numa Pessoa, cujo nome é Jesus Cristo. A Epístola aos Hebreus testemunha a respeito dEle: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hebreus 1.3). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

Notas:

de “Leben ist Mehr”, 2008, CLV.
‑Die Welt, 6/11/2007, p. 4, na rubrica “Deutschland”.
factum, Nº 7/2007.
de “Leben ist Mehr”, 2008, CLV.
‑de “Die Bibel beleuchtet die Hintergründe des Terrorismus”, A. Seibel, Bibelbundverlag Berlim.
Die Weltwoche, Nº 42/2007.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, março de 2008.


Norbert Lieth será um dos preletores do 10º Congresso Internacional Sobre a Palavra Profética - Águas de Lindóia, 22 a 25/10/2008.

Fonte: www.chamada.com.br

FIDELIDADE PREMIADA
Mensagem do dia

"Por oitenta e seis anos eu o tenho servido, e ele nunca foi injusto comigo, como posso blasfemar contra meu Rei, aquele que me salvou?" (Policarpo - Bispo de Esmirna - em 156 dC).

Mensagem eterna

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida" (Apocalipse 2. 10).

FIDELIDADE PREMIADA

Rememorando a história, é maior o número de seguidores de Jesus que permaneceram fiéis, do que os que por algum motivo o deixaram, o trairam.

Uma das histórias mais antigas, aliás a mais antiga mesmo, foi a de Jó que Deus permitiu que Satanás o provasse, pois referido "acusador" dos que são fiéis a Jesus entendia que Jó era fiel porque Deus não deixava que nada lhe faltasse.

Todos os bens lhe foram destruidos, filhos e filhas foram mortos, a saúde lhe foi roubada, ocasionando-lhe um sofrimento muito grande, quando a "esposa" [quem sabe Satanás travestido de esposa] virou para Jó e sugeriu:

"blasfema contra o seu Deus, e morre".

Mas, ele permaneceu fiel, e quando orava a Deus por seus "amigos", Deus lhe restituiu em dobro tudo o que havia perdido.

Foi Jó quem disse que "antes eu te conhecia [a Deus] de ouvir falar, mas agora meus olhos te vêem".

Jesus diz que o diabo veio para "roubar, matar e destruir", e foi exatamente isso o que ocorreu com o homem de Deus, chamado Jó:
- teve seus bens destruidos,
- teve seus filhos mortos e
- sua saúde roubada.

Para completar o "trio da maldade", queria Satanás que ele se matasse.

É, no entanto, farta a história de discípulos, apóstolos, seguidores de Jesus que preferiram morrer a terem que negar seu Salvador e Senhor.

Pedro, por exemplo, embora anteriormente tenha cometido a fraqueza de negar Jesus, depois tornou-se um destemido e forte pregador da Palavra de Deus, tendo sido morto no final, como tantos outros.

E quanto mais eles morriam, cantando, louvando a Deus, maior se tornava o número de cristãos, pois o povo, que a isso observava, ficava maravilhado, querendo experimentar tamanha fé, tão grande regozijo.

O Bispo de Esmirna [hoje Izmir] cidade que ficava aproximadamente a cinqüenta quilômetros de Éfeso, Policarpo, proferiu a frase já acima transcrita:

"Por oitenta e seis anos eu o tenho servido, e ele nunca foi injusto comigo, como posso blasfemar contra meu Rei, aquele que me salvou?", quando em 156 dC., diante do anfiteatro lotado, foi intimado pelo procônsul a confessar o caráter divino de César e a insultar a Cristo.

E ele não mudou de idéia, permanecendo fiel, apesar de ameaçado de ser jogado às feras selvagens ou no fogo.

Quando o fogo foi aceso, Policarpo agradeceu a Deus por ele considerá-lo digno de compartilhar do cálice de Cristo e ser contado entre seus mártires.

Foi a confirmação do que Jesus havia dito mais de cinqüenta anos antes à igreja de Esmirna, quanto às ameaças de prisão e morte, dizendo:

"Sê fiel até à morte e eu lhe darei a coroa da vida" (Ap. 2. 10b).

Policarpo, por certo, recebeu a coroa da vida, pois permaneceu fiel, não negou a sua fé, não declarou submissão a um homem, o imperador Tibério.

Essa é a promessa de Jesus para todos nós também, dar-nos a coroa da vida, se permanecermos fiéis a Ele, fiéis à sua Palavra, fiéis à grande comissão que nos deixou:

- "fazer discípulos",
- "pregar" e
- "testemunhar".

Prezado leitor, se você ainda não é um seguidor de Jesus, confie nEle, aceite-O em seu coração, passe a ser contado na família de Deus, e o seu prêmio será a coroa da vida, será ter uma morada no céu com Jesus, que disse:

"vou preparar-vos lugar".

(Informações obtidas em textos de John Stott).

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

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