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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
O Jogo Turco em Gaza

TENDÊNCIAS/DEBATES

O jogo turco em Gaza
JORGE ZAVERUCHA

Tudo indica que a decisão israelense de uso da força foi mensagem enviada ao Irã; o propósito da flotilha era criar embaraço a Israel


A Turquia já foi uma aliada de Israel.

Tudo mudou com a eleição do primeiro-ministro Erdogan.

Ele encontrou no conflito com Israel uma boa oportunidade para se tornar o líder sunita mais importante do mundo.

Aos poucos, vai abandonando a tradicional democracia secular turca em busca de uma aproximação com o radicalismo islâmico.

Patrocinou, juntamente com o Brasil, um acordo permitindo ao Irã ganhar tempo para a fabricação da bomba atômica.

Erdogan prega o respeito aos direitos humanos, mas hospedou oficialmente os presidentes do Irã e do Sudão, acusado de genocídio em Darfur.

Apoia a criação de um Estado palestino, mas reprime os curdos que lutam por um Estado próprio no Curdistão.

Foi a organização não governamental turco-islâmica IHH (Insani Yardim Vakfi, Fundo de Ajuda Humanitária) quem criou a ideia da "flotilha da paz".

O Instituto de Estudos Internacional da Dinamarca afirmou, em 2006, que a IHH manteve ligações com a Al Qaeda e com outras redes que atuam na guerra santa islâmica internacional.

A IHH foi banida pelas autoridades israelenses.

Frise-se que Egito, também, fecha sua fronteira terrestre com Gaza, não permitindo sequer ajuda humanitária, mas não houve qualquer crítica ao governo egípcio por parte do IHH.

Israel propôs que a ajuda humanitária fosse desembarcada e depois levada para Gaza.

Cimento, por exemplo, é proibido, pois pode ser usado na construção de túneis para contrabando de armamento.

Israel solicitou à flotilha que uma carta fosse entregue ao soldado israelense que se encontra sob o poder do Hamas -que, por sinal, nunca permitiu uma visita da Cruz Vermelha Internacional ao mesmo.

Em vão.

O propósito da flotilha era criar um embaraço a Israel.

E foi muito bem-sucedida.

O bloqueio naval israelense encontra amparo na lei internacional.

Bloqueios foram utilizados na Guerra do Vietnã e na Guerra do Golfo.

Israel está em conflito armado com o Hamas, que costumava ser abastecido por armas vindas do Irã, como o míssil iraniano de longo alcance Fajr-5, por via marítima.

A abordagem aos barcos de bandeira turca também é respaldada pelo Manual de San Remo de Direito Internacional, de 12 de junho de 1994.

O artigo 98 justifica a tentativa de tomada de poder das embarcações em águas internacionais, desde que haja fundamento para acreditar que elas violarão o bloqueio naval.

Tudo indica que a decisão israelense de uso da força foi uma mensagem enviada ao Irã.

Coincidência ou não, na semana passada, o "Sunday Times" noticiou a decisão israelense de colocar continuamente submarinos nucleares no golfo Pérsico.

A grande falha foi operacional.

A inteligência naval israelense teve tempo suficiente para obter informações fidedignas sobre quem estava no Mavi Marmara, o único dos seis navios a não obedecer a ordens de parar.

Os equipamentos, a tática e o número dos participantes foram mal calculados.

Erros inadmissíveis em uma tropa de elite.

Nove mortos e uma severa derrota midiática para Israel.

Do ponto de vista estratégico, o governo israelense espera que o presidente iraniano Ahmadinejad tenha entendido a mensagem.

JORGE ZAVERUCHA, doutor em ciência política pela Universidade de Chicago (EUA), é coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas e da Criminalidade da Universidade Federal de Pernambuco e autor de "FHC, Forças Armadas e Polícia: entre o Autoritarismo e a Democracia", entre outras obras.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

Fonte: www.folha.com.br



Comentário do editor do blog:

Já dissemos que estávamos em Juiz de Fora "foragidos" do
computador e dos jornais, em pleno gozo da Paz que só Jesus Cristo dá.

Mas, à maneira que vai dando um tempinho [coisa difícil] damos uma passada d´olhos nos jornais atrasados.

E foi na Folha do dia 09.06.2010 que encontramos o artigo acima que mostra a posição turca, que era aliada de Israel, e, agora, foi protagonista do incidente contra Israel.

Não estamos surpresos pois sabemos, pela Bíblia, que o mundo todo vai dar as costas a Israel, formando o grande exército que tentará destruir o povo de Deus, ou seja, tentará banir Israel do mapa.

Mas a história já está escrita, inclusive o seu epílogo, e satanás será derrotado, com ele o anti-cristo, que serão jogados no lago de fogo, no devido tempo; isso se dará após a segunda vinda de Jesus.

Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Vamos falar de Israel?



JOÃO PEREIRA COUTINHO

Vamos falar de Israel?


A recusa palestina em aceitar dois Estados lançou o Oriente Médio numa guerra durante meio século

MEA CULPA:
tantas vezes escrevi sobre Israel e os palestinos que nunca expus, com humildade, a minha solução para o conflito.

Isso desperta acusações lancinantes contra o meu "sionismo militante".

Pai, perdoa-lhes, porque eles não sabem o que fazem. Eu sempre tive uma solução salomônica.

A minha solução assenta na necessidade de existirem dois Estados -um israelense, outro palestino- com fronteiras seguras e reconhecidas.

A minha solução recomenda ainda que Jerusalém seja a capital dos dois Estados; ou, em alternativa, que seja uma "cidade franca", sob supervisão internacional.

Por último, a minha solução implica o direito de retorno dos refugiados de 1948 e 1967 para um novo Estado palestino.

Admito que, ao abrigo de um qualquer programa de "reunificação familiar", alguns desses refugiados regressem a Israel.

Escrevo tudo isso e, relendo, percebo de imediato por que motivo nunca propus esses passos milagrosos, hoje repetidos por qualquer político ou jornalista analfabeto.

É que esses passos são inúteis e, pior ainda, comprovadamente inúteis.

A solução dos dois Estados tem sido proposta desde 1947; peço desculpa: desde 1937; peço desculpa: desde 1919, ou seja, desde o momento em que a Liga das Nações, nos escombros da Primeira Guerra, determinou um mandato britânico para a Palestina.

A ideia, generosa, era proporcionar uma divisão equitativa e demograficamente proporcional entre judeus e árabes palestinos (isso se esquecermos que os árabes da Transjordânia já tinham ficado com 80% do mandato original).

A ideia foi recusada pelos árabes palestinos.

Recusada em 1919 e recusada em 1937, quando a Comissão Peel, enviada ao terreno para averiguar as causas da violência entre os povos, voltou a repetir a solução dos dois Estados.

Os judeus aceitaram as recomendações da Comissão; os árabes recusaram.

Foi assim que o mundo chegou ao plano de partição das Nações Unidas de 1947.

Onde se escutou, já sem grande entusiasmo, a cantiga do costume: dois Estados para dois povos; e Jerusalém sob jurisdição internacional.

O leitor é capaz de adivinhar o que aconteceu a seguir?

Eu conto: a recusa palestina em aceitar dois Estados lançou o Oriente Médio numa guerra permanente -durante meio século.

Até o dia em que, cansados da luta, Yasser Arafat e Ehud Barak se encontraram em Camp David; corria o ano 2000.

Ehud Barak tinha uma ideia luminosa para terminar o conflito: dois Estados para dois povos; Jerusalém partilhada; e o retorno dos refugiados para o novo Estado palestino (e alguns para Israel).

Dizer que Arafat cometeu o gesto mais criminoso de toda a história do conflito, recusando a oferta, seria um eufemismo.

Como seria um eufemismo escrever que o conflito piorou com a emergência do Hamas em Gaza, depois da retirada voluntária de Israel em 2005.

Lendo a imprensa dos últimos dias, qualquer leitor ficou com a ligeira impressão de que o Hamas é uma entidade "humanitária". Será?

Basta ler a sua carta operativa fundamental, onde a organização nega todos os acordos de paz, passados ou futuros, com a "entidade sionista" (art. 13º); exorta todos os palestinos à jihad e ao martírio (art. 35º); e até cita, como prova da maldade sionista, esse best-seller internacional intitulado "Protocolos dos Sábios do Sião" (art. 32º).

Os "Protocolos", escusado será dizer, não passam de um documento forjado pelas autoridades czaristas em finais do século 19, que tentavam "provar" a intenção judaica de dominar o mundo.

Foi o pretexto que faltava para que se iniciassem os pogroms assassinos contra a população judaica do Império Russo.

É, aliás, no seguimento dessas perseguições que se iniciam as primeiras vagas de emigração para a Palestina (então parte do Império Otomano), um destino historicamente relevante para os judeus da diáspora e onde sempre existiu presença judaica ao longo dos séculos.

Regresso ao início: a minha solução para o conflito?

Não tenho nenhuma. Pelo simples motivo de que o conflito não é, porque nunca foi, um conflito territorial.

É um conflito puramente ideológico, em que uma parte sempre se recusou a aceitar a existência da outra.

Sem enfrentar essa verdade terrível e indizível, tudo que resta são delírios e mentiras.

jpcoutinho@folha.com.br

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0806201024.htm (08.06.2010)


Comentário do editor do blog:



Deixem-me falar [escrever] pela primeira vez na primeira pessoa do singular [o antipático "eu"]!

Tirei uma semana de descanso, em Juiz de Fora, onde não me interessei nem por computador, nem por jornal.

Vivi a Paz que só Cristo dá!

Mas, também, não sou um alienado!

Não vou ler os jornais atrasados, mas tenho dado uma "vista d´olhos" neles; e hoje vi o do dia 08.06.2010, no qual achei este excelente texto do João Pereira Coutinho, colunista da Folha, cronista, escritor, professor, e muito mais [tentei furtar o currículo dele na Internet, mas não deu para copiar].

Não é que ele está dizendo as mesmas coisas que eu tenho dito neste espaço!

Leiam-no, não vou comentar o que ele escreveu, mas "estou desconfiado que ele tem lido meus comentários neste blog" (risos).

Um abraço a todos:

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

O anti-semitismo voltou a ser respeitável




A flotilha de Gaza foi uma peça de teatro islâmica perfeita, revelando um antigo ódio europeu


É um fenômeno fascinante: por que as pessoas e organizações que se apresentam como progressistas se unem a muçulmanos reacionários?

O grupo “Free Gaza” é uma dessas alianças esquerdista-islâmica.

Bem, Gaza já está livre.

Israel retirou-se da estreita faixa há cinco anos.

E também não há necessidade de qualquer ajuda humanitária.

Mais de um milhão de toneladas de suprimentos humanitários entrou em Gaza proveniente de Israel nos últimos 18 meses, o equivalente a quase uma tonelada de ajuda para cada homem, mulher e criança na região.

Mas a população de Gaza votou em eleições democráticas para ser governada por um partido cujo ódio aos judeus é a pedra fundamental da sua existência.

Qualquer um que duvide disso deve ler o Estatuto do Hamas na Internet.

O fato de que Gaza está completamente
“judenrein” (“livre de judeus”) não é suficiente para o Hamas.

Eles querem que Israel também seja "livre de judeus".

O bloqueio de “produtos estratégicos” por parte de Israel não foi concebido para punir o povo palestino, mas para impedir que o Hamas obtenha armas pesadas e possa construir abrigos subterrâneos.

Uma ideia tão simples de entender.

Por exemplo, ao contrário de Gaza, a Chechênia não é livre.

Os russos esmagaram a luta pela independência dos chechenos com o bombardeio intensivo de sua capital.

E o que dizer de um Estado curdo?

Os turcos e iraquianos infligiram horrores inimagináveis aos curdos.

Apesar disso, não há a “Flotilha do Curdistão Livre” indo em direção à Turquia, e as autoridades russas não têm medo de serem presas em capitais européias por crimes de guerra.

Aqui estão mais alguns fatos – fatos incômodos e inflexíveis.

Vamos observar a taxa de mortalidade infantil em Gaza.

Este é um número chave, que diz muito sobre as condições de higiene, nutrição e cuidados com a saúde.

Em Israel, a taxa de mortalidade infantil é de 4,17 por 1.000 nascimentos, aproximadamente a mesma dos países ocidentais.

No Sudão a taxa é de 78,1, ou seja, uma em cada 13 crianças morrem ao nascer.

Em Gaza, a mortalidade infantil, por 1.000 nascimentos, é de 17,71.

Sim, este número é maior do que em Israel, mas muito menor do que no Sudão.

E a taxa de mortalidade infantil da Turquia?

Bem, ela é de 24,84.

Sim, mais crianças morrem ao nascer na Turquia do que em Gaza.

Aqui está outro fato.

A expectativa de vida em Gaza é de 73,68 anos.

E na Turquia, a nova protetora de Gaza, a expectativa de vida é de apenas 72,23 anos.

Se os israelenses realmente queriam tornar a vida dos palestinos curta e desagradável, então eles estão, obviamente, fazendo algo errado.

Os progressistas não ligam para qualquer outro grupo de muçulmanos pobres ou oprimidos.

Eles só clamam pelas “vítimas” dos judeus.

Por que isso acontece?

Uma das razões é Yasser Arafat, cuja genialidade foi redefinir a causa palestina na retórica neo-marxista e antiimperialista.

Ele criou um novo contexto para o seu povo: a luta contra o colonialismo e o racismo.

Arafat era um clássico caudilho corrupto com um talento incrível para jogar com a mídia e os políticos ocidentais.

Os progressistas adotaram os palestinos como seus favoritos, [apresentando-os como] a quintessência das vítimas do imperialismo e do colonialismo, simbolizados pelo Estado sionista.

Mas há outra razão pela qual os progressistas ocidentais odeiam Israel, mas são indiferentes às violações dos direitos humanos na Turquia, no Irã ou na Rússia.

É por causa do Holocausto.

Os europeus, que representam muito do que se diz ser a opinião pública mundial, cansaram-se de carregar a culpa pela destruição dos judeus do continente.

Eles começaram a sonhar com alguma forma de libertação histórica.

Ela está vindo na forma das respostas militares de Israel aos ataques islâmicos e terroristas.

Os europeus não poderiam perder a oportunidade de difamar os judeus e de redefinir as medidas de defesa de Israel como “desproporcionais” ou como agressões totais – em outras palavras, como crimes de guerra.

Na visão dos progressistas europeus, o conflito Israel-Palestina tornou-se um conflito sem comparação, um fenômeno único de vítimas européias gerando vítimas palestinas, que parecia diminuir o peso do massacre do povo judeu pelos europeus.

Assistindo a demonização de Israel, o ataque ao seu direito de defesa, como disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, torna-se claro que existe entre os europeus uma necessidade profunda de chamar os judeus de assassinos.

É por isso que os palestinos, como “vítimas” dos judeus, são mais importantes que as numerosas vítimas muçulmanas dos extremistas muçulmanos.

É por isso que milhões de outros muçulmanos, que vivem em piores condições do que os palestinos, dificilmente recebem alguma menção na mídia.

É por isso que Gaza é comparada com o Gueto de Varsóvia e com Auschwitz.

Ao chamar os israelenses de nazistas, os verdadeiros nazistas foram legitimados.

É como se os europeus, liderados pelos progressistas, desejassem que os árabes terminem o trabalho.

Chega de judeus.

É o que é: estamos vendo a libertação da Europa do legado do Holocausto.

Por décadas, os nossos progressistas, ativistas ocidentais pacifistas, foram enganados e manipulados por tiranos árabes e agora por turcos e iranianos islamitas.

Eles estão ajudando nos esforços para destruir um dos maiores sucessos dos tempos modernos: a criação do Estado de Israel.

O que temos assistido com a flotilha de Gaza é a execução perfeita de uma obra magistral de teatro islâmico.

A indignação selvagem da mídia, um orgasmo de hipocrisia, marca o próximo capítulo da longa história do ódio dos europeus contra os judeus.

Ser anti-semita voltou a ser respeitável. (Leon de Winter – WSJ – http://www.beth-shalom.com.br)

Leon de Winter é um romancista holandês.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/antisemitismo_respeitavel.html



Comentário do editor do blog:

O palco está montado; toda a farsa vai tomando força para a destruição do Povo de Deus: Israel.

Quantas outras situações piores do que as vividas em Gaza são beneficiadas pelo fazer "vistas grossas" por todo o mundo dito "civilizado".

Jesus disse: "Errais por não conhecerdes as Escrituras"; talvez hoje ele acrescentaria "e as leis muçulmanas, especialmente o Corão".

O artigo de ontem foi farto em citar versículos do Corão, artigos de outras legislações, que desde o século VII determinam a morte dos infieis, do hereges, mas especificamente dos Judeus, embora os Cristãos também estejam inclusos nessa sentença de morte.

O que seria isso?

Temos deixado claro em outros artigos que isso não é culpa dos Palestinos, não é culpa dos Árabes, nem é culpa do Mundo Ocidental, hoje de mãos dadas com os inimigos de Israel.

Terminamos ontem por dizer que por trás de tudo isso está a figura sinistra do antigo inimigo de Deus, e de seus filhos: Satanás, que não quer que Jesus volte conforme prometeu.

E como ele sabe que a volta se dará fisicamente, em Israel, pisando o Monte das Oliveiras,
"inocentemente" ele pensa que se destruir Israel, evitará a vinda do Messias, agora para reinar sobre as nações, a partir de Israel.

Já perdeu!

Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

As raízes do conflito em Gaza




Diante dos recentes e explosivos acontecimentos em Gaza, o mundo precisa entender as raízes desse eterno conflito, do contrário, estaremos todos nos enganando com falsas esperanças de paz.

Durante décadas, os árabes têm exigido que Israel acabe com a “ocupação” e, em 2005, Israel fez isso, retirando-se de Gaza unilateralmente.

Uma vez atendidas todas as exigências, não havia mais nenhum “ciclo de violência” ao qual revidar, nenhuma justificativa para qualquer coisa que não fosse paz e prosperidade.

Com sua excelente localização e belas praias no Mediterrâneo oriental, uma Gaza pacífica e próspera poderia ter-se tornado outra Hong Kong – um brilhante centro comercial.

Mas, em vez de escolherem a paz, os palestinos escolherem a jihad islâmica.

Eles levaram seus lança-foguetes para a fronteira e começaram a bombardear civis israelenses.


Os livros oficiais sobre a sharia definem jihad como: “fazer guerra contra os não- muçulmanos para estabelecer a religião”.

Para entender as razões que levam os palestinos a escolherem a violência em lugar da paz é preciso fazer a ligação entre o comportamento das nações muçulmanas e o conjunto de leis do Islã: a sharia.

Os livros oficiais sobre a sharia definem jihad como: “fazer guerra contra os não-muçulmanos para estabelecer a religião”. (Sharia Shafi’i o9.0).

Fazer a jihad não é apenas o dever de todo muçulmano como indivíduo; é também o principal dever do chefe de Estado muçulmano (o califa).

Um califa muçulmano tem a incumbência de levar seu povo à guerra e comandar a jihad ofensiva e agressiva. Ele deve organizar a jihad contra qualquer governo não-muçulmano que impeça a da’wah (pregação e disseminação do Islamismo) muçulmana em seu país. (Lei Shafi’i 25.0 a 25.9).

O artigo 25.9 da sharia estabelece:

(Quando o califa nomeia um governante para uma região), se a área faz fronteira com terras inimigas, (ele deve) empreender a jihad contra os inimigos, dividindo os despojos da batalha entre os combatentes e separando um quinto para pessoas que mereçam.

E também:

O califa deve fazer guerra contra judeus, cristãos e zoroastristas até que estes se tornem muçulmanos ou então paguem o imposto individual de não-muçulmanos, desde que, primeiramente, lhes tenha dado a opção de abraçar o Islamismo ou pagar o jizya, o imposto individual para não-muçulmanos (em concordância com a palavra de Alá, o Altíssimo, capítulo 9, verso 29).

Zia-Ul-Haq, ex-presidente do Paquistão, afirmou que “a jihad, em seu aspecto de guerra, é uma responsabilidade coletiva da Ummah (comunidade) muçulmana.

O xeque Maolana Maududi, um dos mais eminentes eruditos islâmicos do século XX, declarou:

O Islã deseja destruir todos os Estados e governos que se oponham à ideologia e ao programa do Islã em toda a face da terra, independentemente do país ou nação onde isso aconteça.

O propósito do Islã é implantar um Estado com base em sua própria ideologia e programa... o objetivo da jihad islâmica é eliminar o controle de qualquer sistema não-islâmico e estabelecer em seu lugar um governo islâmico.

O Islã não tem intenção de restringir sua revolução a um único Estado ou a alguns poucos países; o objetivo do Islã é realizar uma revolução mundial.


Algumas pessoas parecem pensar que essas leis são apenas relíquias históricas que só existem nos livros, mas não na prática ou na mente dos muçulmanos.

Entretanto, esse é o tipo de negação da realidade a que não podemos nos permitir; essas leis controlam o coração, a mente e as ações da maioria dos indivíduos e Estados muçulmanos existentes no mundo de hoje.

Essas passagens escriturísticas são ensinadas, pregadas e promovidas como a inquestionável e eterna palavra de Deus, e sua divulgação é financiada pelos petrodólares sauditas em todo o mundo, inclusive em nações ocidentais como a Grã-Bretanha e os Estados Unidos.


Como um líder ou indivíduo muçulmano pode desprezar as centenas de ordens para que os muçulmanos matem judeus e cristãos contidas na Hadith e no Corão?

Nenhum líder muçulmano sobrevive numa nação muçulmana se anunciar o fim da jihad contra os países não-muçulmanos e disser que todas as referências à jihad na lei islâmica não se aplicam mais nos dias de hoje.

Tratar países e indivíduos não-muçulmanos como iguais, respeitando-os e mantendo a paz, sem tentar convertê-los ao Islamismo, é uma atitude que contraria a lei islâmica.

Os líderes muçulmanos que se atrevem a ir contra essa ideologia são chamados de traidores e fantoches do “Grande Satanás” ocidental.

Nenhum líder muçulmano quer esse tipo de rótulo.

Ao assinar o tratado de paz com Israel, em 1979, o então presidente do Egito, Anwar Sadat, confidenciou a pessoas próximas que sabia estar assinando sua própria sentença de morte.

Ele compreendia muito bem que, de acordo com a sharia, deveria estar em guerra permanente contra a não-muçulmana nação de Israel.

Como um líder ou indivíduo muçulmano pode desprezar as centenas de ordens para que os muçulmanos matem judeus e cristãos contidas na Hadith e no Corão?

Q 9.29: Combatei aqueles que não crêem em Alá e no Dia do Juízo Final e que não se abstêm do que Alá e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que, submissos, paguem o Jizya.

Q 9.5: Mas quando os meses sagrados houverem transcorrido, matai os incrédulos onde quer que os acheis.

Q 47.4: E quando vos enfrentardes com os incrédulos (em batalha), golpeai-lhes os pescoços.


Um líder muçulmano não tem como enfrentar seus devotos súditos muçulmanos se tomar a decisão de estabelecer relações de amizade e paz com os judeus.

Afinal, as mesquitas de todo o Oriente Médio recitam as ordens dadas por Maomé a todos os muçulmanos:

A Hora (Ressurreição) não chegará até que os muçulmanos lutem contra os judeus e os matem. E os judeus se esconderão atrás de rochas e árvores, e a rocha e a árvore dirão: Ó muçulmano, ó servo de Alá, há um judeu atrás de mim; vem e mata-o! (Sahih Muçulmano 41:6985; também Sahih Bukhari 4:52:177)

Essa Hadith emitida por Maomé torna ilegal a existência de todo um grupo de pessoas.

Ela foi promulgada no século VII, e não depois de 1948, quando o Estado de Israel foi criado.

Ela não é uma reação provocada por desgraças recentes; é um mandamento permanente.

Muitos muçulmanos afirmam que árabes e judeus conviveram bem durante muitos anos, antes de 1948.

Mas essa afirmação ignora o fato de que os judeus tinham que viver como “dhimmis” debaixo da lei islâmica (sharia) e nunca lhes foi permitido governarem a si mesmos fora da sharia.

Quando os muçulmanos estavam fracos, normalmente tratavam bem seus dhimmis e ignoravam as ordens para matá-los, subjugá-los e humilhá-los.

Mas o ódio aos judeus é inerente às escrituras islâmicas – que não admitem reforma, sob pena de morte.

Essa é a verdadeira base do conflito árabe/israelense: não é um conflito por causa de terra ou de ocupação, mas uma obrigação divina de destruir a vizinha nação (não-muçulmana) de Israel, onde os judeus não são mais dhimmis, mas têm a liberdade de governarem a si mesmos.

Não podemos ignorar o fato de que a raiz do problema está nas escrituras muçulmanas.

Essa é a verdadeira força motriz por trás da máquina de ódio e propaganda jihadista contra os judeus no mundo muçulmano.

Alguns muçulmanos já me disseram que não acreditam na sharia e me perguntam por que faço tanto estardalhaço em torno disso.

Minha resposta é que a sharia é a lei nacional em 54 países muçulmanos, e muitos grupos muçulmanos estão exigindo sua implantação no Ocidente.

Em 1990, 45 países muçulmanos assinaram a Declaração do Cairo sobre os Direitos Humanos no Islã, que estabelece a primazia da sharia em relação à Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

O mundo muçulmano precisa examinar detidamente suas leis e escrituras sagradas, seus sermões, ensinos e pregações, e remover os obstáculos para a paz que o tem condenado a um permanente estado de jihad.

E o mundo não-muçulmano não deve alimentar ilusões. (Nonie Darwish, extraído de www.FrontPageMagazine.com - http://www.beth-shalom.com.br)

Nonie Darwish é americana de origem árabe/muçulmana. Escritora independente e palestrante, administra o site
www.arabsforisrael.com.

Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, Fevereiro de 2009.

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/gaza_raizes_conflito.html



Comentário do editor do blog:

Cremos que já dissemos mais de uma vez que os Palestinos não querem terras, nem querem paz; o que eles querem é banir Israel do mapa.

Cremos que já dissemos, anteriormente, pelo menos uma vez, que isso se dá por fazer parte de seus estatutos, por fazer parte do Corão e de toda a legislação muçulmana: matar os infieis, os hereges [cristãos e judeus], isso desde o século VII e não somente após 1948, quando os israelenses voltaram para suas terras.

- Suas terras porque lhe foram doadas por Deus (Canaã);

- suas porque lhe foram devolvidas pela ONU, Resolução 181;

- suas porque, quando atacados pelos inimigos, conquistaram mais terras por terem vencido todas as guerras [mesmo quando eram inferiores belicamente].

No entanto, por iniciativa própria [unilateralmente], estão sempre devolvendo terras [Gaza por exemplo] a troco de paz, mas o que recebem em troco são bombardeios, foguetes, homens-bombas diariamente.

Jamais poderemos dizer que os Palestinos/Árabes não são coerentes: eles negociam com "A", com "B", com "C", com "D", e, quando o documento final de acordo fica pronto, eles dizem que "A", "B", "C", "D", etc. não têm legitimidade para arbitrar o acordo, não têm legitimidade para solucionar o problema.



O exemplo mais claro, no ano de 2000, já citado por nós anteriormente, foi o caso da negociação em Camp David, com Bill Clinton, à época Presidente dos EUA, em que o Mandatário de Israel, Isaac Rabin, cedeu muito mais do que a Autoridade Palestina, Yasser Arafat, reivindicava, apertaram as mãos em público, selando o Acordo, e depois, nos bastidores Arafat não assinou o documento, e determinou dali mesmo, que se reiniciasse a "intifada" [ataques suicidas] contra Israel.

Essa "coerência", de sempre fugir aos acordos, se prende ao fato de o Corão, e outras leis muçulmanas, determinarem a morte dos judeus, dos cristãos [infieis, hereges].

Mas, o que a mídia divulga não é isso, há um acordo não formal de minimizar atos terroristas dos palestinos ao mínimo possível, e escandalizar atos israelenses por menores que sejam.

Já dissemos, também, a razão de tudo isso: Satanás sabe que Jesus voltará, pisando o Monte das Oliveiras, e, pensa ele, que se o povo judeu for extinto, Jesus não poderá voltar ["doce" e pueril ilusão!!!].

Maranata! [Ora vem, Senhor Jesus]
Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel
www.sefiel.com.br

Câncer - Tem cura?


Câncer – Tem cura?

Em meio a muitos debates, pesquisas, ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre a alta taxa de mortalidade com câncer em varias partes do corpo.

Alguns falam da hereditariedade, outros de células defeituosas, que stress também é um dos motivos do desencadear da doença.

Gostaria de discutir esse assunto sob o meu ponto de vista:

Vivemos sob tensão desde o acordar até o deitar e se puder dormir diante de tantos problemas. Cobranças, competitividade, lares em desordem, filhos sem limites,...

Começamos por nossa família; o marido às vezes desempregado e impotente diante de tantos compromissos e necessita da ajuda de um salário extra da esposa para sobreviverem.

Isso causa depressão, revolta, sentimento de fracasso.

Guarde isso durante algum tempo e veja o resultado: BRIGAS CONSTANTES DO CASAL SEM SE APERCEBEREM DE QUE ESTÃO BRIGANDO DIANTE DAS CRIANÇAS.

Vozes alteradas, que refletem no comportamento das crianças na escola e no meio em que vivem.

A criança deseja mais e mais, é uma maneira de competir para chamar a atenção sobre sua pessoa.

Tornam-se crianças problemáticas e para compensar os pais os colocam em escolas, natação, judô, enchem a criança de tarefas que eles (OS PAIS) acham que estão completando o tempo que eles não têm mais disponível para os filhos.

Mas a crianças sobrecarregadas viram um estopim pronto a ser explodido. Aí eu pergunto o que falta nessa casa?

Com certeza a presença de Deus para confortar, dar esperança, paz, e certeza da vitória em casos por mais impossíveis que pareçam.

Mudando o sexo, a mulher sai para trabalhar com o sentimento de culpa por ter que deixar seus pimpolhos em escolas em idade tão prematura.

Dependem das professoras e dos diários que assinam todos os dias. Será realmente que a criança desenvolveu as atividades como esta no diário?

Será que comeu tudo direitinho como seria em casa?

A FALTA DE TEMPO E DEPOIS DE UM DIA CANSATIVO DE TRABALHO O VOLTAR PARA CASA E PENSAR NAS TAREFAS QUE AINDA ESTÃO POR FAZER (EMBORA MUITAS MULHERES TENHAM UMA AJUDANDE, BABÁ)

Porém ainda assim têm coisas que só as donas da casa sabem como lidar; Têm que fazer um projeto de adaptação para a família, mesmo que o marido tenha um bom desempenho com as tarefas da casa e ajude no cuidado com as crianças ainda tem a responsabilidade de impor limites em tudo que as crianças desejam. É fácil comprar um presente mesmo que a situação esteja apertada, isso para compensar à grande maioria das vezes a ausência.

Nesse meio termo vocês devem estar se perguntando o que tem a ver o câncer com tudo isso. Minha família é em potencial de risco, meu pai, mãe, irmão, avós, avô, tiveram câncer.

Eu faço todos os anos exames para prevenção, desde cólon, mama, enfim todos os exames necessários para que a doença não chegue a mim.

Porém em todos os casos o que percebi foi o acumulo de tensões, tristezas, vidas que não se completaram casais que não tem diálogos, saber de onde veio o câncer é difícil, mas saber que se tivessem a presença de Deus em seus lares não como um Deus que nada pode fazer e sim como o Deus que fez os céus e a terra e tudo que nele há.

Conveniências à parte do mundo moderno, tudo está indo rápido demais e as pessoas também estão se perdendo no tempo e espaço de suas vidas.

Quanto vale nos dias de hoje uma mulher que resolve abrir mão de salário e se tornar esposa e mãe em tempo integral?

Vale o sacrifício de abrir mão de muitos cartões de credito, shopping, passeios, roupas, porém não se pode aceitar que a mulher depois de conseguir sua liberdade volte atrás.

Os maridos insatisfeitos com a gritaria dos filhos, esposas stressadas, falta de dinheiro, trabalho às vezes mal remunerado, não têm vontade de voltar para suas casas.

Olhar para fora da janela e ver moças sorridentes, que parecem não ter problemas e que lhes trariam um alivio para o momento. É só pensar que no dia seguinte elas serão as stressadas e doentes, como as que com os anos que se passaram estão vivendo, lutando, e tentando dar uma vida melhor para suas famílias.

O stress nos leva a muitas doenças, hoje existem médicos especializados em dores que não se diagnosticam em exames, tudo por que a causa é puramente emocional.

Creio que se fossemos mais felizes, vivêssemos dentro de padrões de contentamento do possível seríamos pessoas saudáveis e não teríamos tantas doenças.

O câncer tem cura?

Sim, a medicina hoje nos mostra grandes progressos, mas o principal é a cabeça de quem passa por ele.

Saber que pela fé podemos alcançar grandes bênçãos e crer que Deus deu capacidade aos médicos para com ¨”ELE” curar.

O câncer mata primeiro pelo medo, segundo pela falta de procurarmos atendimento quando sentimos alguma diferença em nosso corpo, e para mim o fundamental uma família estruturada e vivendo a palavra de Deus.

Conhecer a palavra é uma coisa, viver é outra. Tenha fé, esperança, confie, e creia que existe um Deus que tudo pode.

Fonte: Autora Cleide Brum via e-mail

31/05/2010

Gaza e os Incômodos Judeus


O mundo está horrorizado com o bloqueio israelense a Gaza.

A Turquia denuncia sua ilegalidade, desumanidade, barbárie, etc.

Os habituais suspeitos da ONU, o Terceiro Mundo e os europeus, aderem.

O governo Obama treme.

Mas, conforme escreveu Leslie Gelb, ex-presidente do Conselho de Relações Exteriores (CFI), o bloqueio não só é perfeitamente racional, como também perfeitamente legal.

Gaza, sob o Hamas, é um inimigo auto-declarado de Israel – declaração apoiada em mais de 4 mil foguetes disparados contra território civil israelense.

Mesmo empenhado em incessante beligerância, o Hamas se faz de vítima quando Israel impõe um bloqueio para impedir que se arme ainda com mais foguetes.

Na Segunda Guerra Mundial, os EUA, com plena legalidade internacional, bloquearam a Alemanha e o Japão.

Em 1962, durante a Crise dos Mísseis, em Cuba, os EUA bloquearam a ilha.

Navios russos com armamentos que se dirigiam a Cuba deram meia-volta porque os soviéticos sabiam que a Marinha americana ia abordá-los ou afundá-los.

Israel, porém, é acusado de crime internacional por fazer o que John Kennedy fez: impor um bloqueio naval para impedir que um Estado hostil obtenha armas letais.

Oh!, mas os navios não iam para Gaza em missão humanitária?

Não.

Se fossem, teriam aceitado a oferta israelense de levar os suprimentos a um porto em Israel, onde seriam inspecionados para verificar a presença de material militar, e depois levados por terra para Gaza – da mesma forma como 10 mil toneladas de alimentos, remédios e outros suprimentos humanitários são enviados toda semana a Gaza por Israel.

Por que a oferta foi recusada?

Porque, como admitiu a organizadora Greta Berlin, o objetivo da flotilha não era levar ajuda humanitária, mas furar o bloqueio, acabando com o regime israelense de inspeção, o que resultaria no fim das restrições à entrada de navios em Gaza e no armamento ilimitado do Hamas.

Israel já interceptou por duas vezes navios carregados de armas iranianas destinadas ao Hezb´Allah (Partido de Alá, no Líbano) e para Gaza.

Que país permitiria isso?

Mas, ainda mais importante: por que Israel foi obrigado a adotar o bloqueio?

Porque é sua alternativa, já que o mundo sistematicamente considera ilegítimas suas formas tradicionais de auto-defesa - avançada e ativa.

(1) Defesa avançada: Sendo um país pequeno, densamente povoado e cercado de Estados hostis, Israel adotou, durante seus primeiros 50 anos, a defesa avançada – transferindo a luta para território inimigo (como no Sinai e nas Colinas de Golã), para não travá-la em seu próprio território.

Sempre que possível, Israel trocou terras por paz (o Sinai, por exemplo).

Mas onde as ofertas de paz foram recusadas, o país reteve o território como uma zona-tampão de proteção.

Assim, manteve [até o ano 2000] uma pequena faixa no Sul do Líbano para proteger as aldeias no Norte do Estado judeu.

Em Gaza, sofreu muitas baixas para não expor cidades fronteiriças aos ataques terroristas palestinos.

Pela mesma razão, os americanos travam uma guerra desgastante no Afeganistão: lutando com [os jihadistas] lá, para não ter de combatê-los nos EUA.

Porém, sob forte pressão externa, os israelenses desistiram.

Disseram-lhes que a ocupação não era apenas ilegal, mas a fonte das insurgências contra Israel – portanto, a retirada, ao remover a causa, traria a paz.

Terras por paz.

Lembram-se?

Na última década, Israel deu terras – evacuou o Sul do Líbano no ano 2000, e Gaza em 2005.

O que ganhou em troca?

Intensificação da beligerância, pesada militarização dos inimigos, múltiplos sequestros, ataques pela fronteira, anos de incessantes bombardeios com foguetes.

(2) Defesa ativa: o país adotou então a defesa ativa – ação militar para dividir, desmantelar e derrotar (para usar as palavras do presidente Obama sobre a campanha americana contra o Talibã e a al-Qaeda) os mini-Estados terroristas no Sul do Líbano e em Gaza, após a retirada israelense.

O resultado?

A guerra do Líbano em 2006 e a operação em Gaza em 2008-2009.

Elas foram recebidas com outra avalanche de críticas e calúnias pela mesma comunidade internacional que exigira a retirada israelense no esquema terras por paz.

E o pior, o relatório Goldstone da ONU, que basicamente criminalizou a operação defensiva de Israel na Faixa de Gaza, enquanto encobriu o “casus belli” – os ataques com foguetes pelo Hamas que precederam a operação – e que efetivamente deslegitimou qualquer defesa ativa por parte de Israel contra os seus auto-declarados inimigos que utilizam o terror.

(3) Defesa passiva: Sobrou a Israel a defesa mais passiva e benigna de todas – o bloqueio para evitar o rearmamento do inimigo.

Também este recurso está a caminho de ser deslegitimado pela comunidade internacional.

Mesmo os EUA tendem pela sua abolição.

Então, se nada mais é permitido, o que resta?

Bem, este é o ponto.

É o ponto compreendido pelos simpatizantes do terror e idiotas úteis da flotilha que pretendiam romper o bloqueio, pela organização turca que a financiou, pelo automático coro anti-israelense no Terceiro Mundo e na ONU e para os apáticos europeus que estão fartos do problema judaico.

O que resta?

Nada.

O objetivo da incessante campanha internacional é privar Israel de toda forma legítima de defesa.

Por que, [no final de maio], o governo Obama se juntou aos chacais, e inverteu uma prática de quatro décadas seguida pelos EUA, assinando um documento de consenso que coloca o foco em Israel por possuir armas nucleares? – deslegitimando a última linha de defesa de Israel: a dissuasão.


Yupy!
Não é um programa de 12 passos
É um programa de apenas 2 passos.


O mundo está cansado desses incômodos judeus, 6 milhões – de novo, este número – espremidos junto ao Mediterrâneo, recusando todo convite ao suicídio nacional.

Eles são implacavelmente demonizados, isolados e coagidos a não se defender, mesmo que os mais empenhados anti-sionistas – os iranianos em particular – estejam preparando abertamente uma solução final mais definitiva.

Charles Krauthammer é Colunista do The Washington Post - http://www.beth-shalom.com.br

Fonte: http://www.beth-shalom.com.br/artigos/gaza_e_judeus.html


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