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Sê Fiel
Editor: Edmar Torres Alves
Opinião
PERDÃO!
Mensagem do dia

"Nunca esqueça que existem quatro coisas na vida que não se recuperam: - A pedra, depois de atirada; - A palavra, depois de proferida; - A ocasião, depois de perdida; O tempo, depois de passado" (Autor desconhecido).

Mensagem eterna

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" (Mateus 5. 23-24).

PERDÃO!

Dizem que a mensagem acima [a do dia] é um "mantra" oriental, e já fizemos referência a uma parte dela há alguns dias num dos artigos anteriores.

Uma parte dela parece que é [considerada] uma "maldição".

Não vamos entrar no mérito do que seja um "mantra", não vamos também descer a detalhes quanto a maldições, embora seja nossa obrigação dar o entendimento cristão sobre essas questões.

Jesus, conforme versículo acima citado, nos orienta como devemos agir quando o próximo tem alguma coisa contra nós, dizendo que "quando levarmos ao altar a nossa oferta [não necessáriamente financeira, mas de serviço], nos lembrarmos que alguém tem alguma coisa contra nós, devemos deixar a oferta, voltar para procurar o ofendido, perdir perdão [com ele nos reconciliarmos], e, então, retornando, fazermos a nossa oferta".

Então, no meio cristão [no campo de outras "religiões", não sabemos] Jesus dá a fórmula para que a palavra lançada "volte atrás", melhor dizendo: seja anulada.

Fica a pergunta: "e se o próximo não perdoar?".

Se ele também é cristão, sabemos que vai perdoar sim, pois conhece as palavras proferidas por Jesus a respeito, não só na oração do Senhor [o Pai nosso], mas, também, após ela, nos seguintes termos:

"...e perdoa as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores" [isso precisa ser verdade, isto é, temos que perdoar aos nossos devedores, caso queiramos que Deus nos perdoe], e acrescenta Jesus:

"Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens (as suas ofensas), tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas" (Mateus 6. 12, 14 e 15).

Quanto a "maldições", vamos apenas citar o que diz a Palavra de Deus:

"Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, PRAGA NENHUMA (o destaque é nosso) chegará à tua tenda" (Salmo 91. 9-10).

Com base em Isaias 53 também, podemos afirmar que Jesus já levou sobre si os nossos pecados, as nossas enfermidades, as nossas maldições, pois o castigo "que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (v. 5).

Já falamos, nesta coluna, sobre o "politicamente correto", hoje predominante, com o qual as pessoas sinceras, francas, verdadeiras têm uma certa dificuldade, pois tendo como princípio de vida o "sim, sim; não, não", ensinado por Jesus, não conseguem dizer o que não pensam "para poder agradar" ao interlocutor.

E, por isso, muitas vezes, também obedecendo as Palavras de Jesus, já citadas, "voltam" e perdem perdão, pois como cristãos não querem ofender ninguém, mas simplesmente dizer a verdade, conforme ensinam as Escrituras.

Cremos que, neste espaço, nos 63 artigos anteriores, algumas pessoas se sentiram ofendidas, embora ninguém tenha diretamente reclamado, com alguma palavra nossa [o que pode estar ocorrendo, inclusive, neste artigo], motivo pelo qual queremos PUBLICAMENTE pedir perdão a elas.

Se "ofendemos" publicamente, embora nunca tenhamos tido essa intenção, devemos pedir perdão, também publicamente, como, de fato, estamos fazendo neste momento.

Finalmente, prezado leitor que ainda não é Cristão, reflita sobre as palavras de hoje, bem como as dos artigos anteriores, busque a Deus, receba Jesus no coração, passe a ser contado como mais um na família de Deus, e verá que a vida cristã é cheia de bênçãos [que ontem chamamos indevidamente de "vantagens"], e que Deus na sua infinita misericórdia, no seu grande Amor, na sua maravilhosa Graça, lhe abençoe e faça de você uma bênção nas vidas de outras pessoas.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

DUPLA VANTAGEM
Mensagem do dia

"Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam" (Edmund Burke).

Mensagem eterna

"Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I João 3. 16).

DUPLA VANTAGEM

Uma coisa que incomoda as pessoas de bem é o triunfo daqueles que são maus, daqueles que nem querem conhecer e nem praticar os bons princípios sociais, morais, éticos e cristãos.

Diz Edmund Burke que "tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que as pessoas de bem nada façam", o que não deixa de ser uma grande verdade.

Sabemos que o mundo está corrompido e corrompendo, e, por isso, disse Ruy Barbosa:

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra,a ter vergonha de ser honesto."

É demasiadamente triste, desalentador mesmo, quando as pessoas chegam a essa conclusão, e resolvem "deixar de nadar contra a correnteza", pensando: "não vai adiantar nada" conforme escrevemos, em 20.06.08, em nosso artigo "batendo as asinhas".

Nós, cristãos, temos o dever de obedecer à missão que Jesus nos deixou, poucos minutos antes de ascender ao céu: ensinar, pregar e testemunhar a Palavra de Deus.

Depois, cumprida a missão diariamente, poderemos dizer como aquele menino que jogou mais um peixinho no mar:

"para este vai adiantar".

Estaremos contribuindo com Deus na grande tarefa de evangelizar a toda a criatura, o que trará, para as pessoas que aceitam Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor, dupla vantagem:

1. Serão salvas do pecado, e da futura "grande tribulação" anunciada por Jesus;

2. Como já está fartamente conhecido pela própria Sociedade, os convertidos progridem em termos de costumes: cultura, trabalho, ética, etc., o que corresponde a uma troca de valores:
- quem furtava, não furta mais
- quem mentia, não mente mais
- quem enganava o patrão, passa a ser um dedicado trabalhador
- quem adulterava, não adultera mais
- quem sonegava impostos, não o faz mais, pois aprendeu o ensinamento de Jesus:

"dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Por isso associamos o assunto ao versículo bíblico acima, que diz:

"Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos" (I João 3. 16).

Faz parte da mudança de vida, da troca de valores, como Cristo nos ama [e ama até o fim], nós cristãos passarmos a amar o nosso próximo, e como fruto deste amor é que:
-"fazemos discípulos/ensinamos";
- "pregamos a Palavra de Deus", a Bíblia;
-"testemunhamos" sobre os ensinamentos bíblicos, e sobre o bem que nos causam,
querendo "compartilhar" com o próximo dos benefícios da mudança havida em nossas vidas; isso além, é normal, de compartilhar com eles, se necessitados, dos nossos bens materiais.

Caros leitores não cristãos, a Palavra de Deus, que lhes é apresentada diariamente, é para que vocês conheçam a bondade, a misericórdia, o amor, a graça de Deus, e desejem paras as suas vidas essa grande Salvação.

Caros leitores cristãos, as cinco leituras devocionais que postamos no blog [além da que enviamos por e-mail], também são para vocês, não só para poderem fazer as suas meditações diárias, por este novo veículo que é a Internet (muitos solicitam que sejam incluidos nas listas dos nossos boletins diários), mas também, como vários declaram que fazem, para repasse às suas listas, aumentando a expansão dos ensinamentos bíblicos para um número incalculável de pessoas carentes de um consolo, de uma Palavra sábia.

Além do Brasil, temos notícias que têm sido alcançados outros países, tais como: Alemanha, Espanha, Austrália, e, principalmente Estados Unidos, que ostenta a primeira colocação em consultas ao Sê Fiel, além de receberem o boletim e as mensagens avulsas.

Seja isso para a glória de Deus, que deseja que nenhum se perca, e espera que a sua Palavra seja levada até aos confins da terra.

Estamos certos, com base no que dissemos acima, de que os cristãos não estão contribuindo para o triunfo do mal, tendo em vista que estão participando da "Grande Comissão" que nos deixou o Senhor Jesus, antes de deixar este mundo.

Edmar Torres Alves - editor do Sê Fiel

A UNIDADE NO CASAMENTO
A UNIDADE NO CASAMENTO


O Senhor Jesus afirmou em Mateus 12.25:
“Toda casa dividida contra si mesma não subsistirá.”
E em Mateus 18.18 a 20:
“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu.

Em verdade também vos digo que se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que porventura pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunido em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mateus 18.18 a 20)

O Senhor Jesus necessita a concordância de pelo menos duas pessoas para ligar bênçãos e desligar maldições aqui na terra.

Duas pessoas podem concordar a respeito de qualquer coisa e juntas pedirem isso a Deus em oração e lhes será feito.

É por esse motivo que o diabo trabalha feroz contra o casamento, quando duas pessoas multiplicam o potencial de fazer milagres do céu aqui na terra.

Um casal se une com objetivos comuns: ter um relacionamento que proporcione felicidade, gerar filhos e edificar uma família, alcançar prosperidade, criando estrutura para o crescimento, desenvolvimento e suprimento de seus filhos, entre outros sonhos de qualquer casal.

Os objetivos são comuns ao casal quando se unem, mas para que esta casa não prospere ou não subsista, Satanás age na destruição da concordância entre o casal.

Assim, por exemplo, marido e mulher querem filhos saudáveis emocionalmente, vivendo em harmonia, mas cada um dos cônjuges trabalha de modo independente ou protegendo determinado filho em detrimento de outro, conforme a sua conveniência (como o marido Isaque amou mais o filho Esaú e a esposa Rebeca amou mais o filho Jacó e causaram a destruição da família e da convivência pacífica entre os irmãos – Gênesis 27.1 a Gênesis 28.9).

Não houve concordância de conduta entre o casal na educação de seus filhos.

A conseqüência foi que a casa deles não subsistiu.

Mas quando o mesmo casal concordou a respeito da conduta e orientação para o filho Jacó, houve bênção para este na construção de sua família sob a direção de Deus (Gênesis 27.43 a Gênesis 28.5).

O texto de Eclesiastes 4.9 a 12 é simples e ao mesmo tempo profundo para ensinar a respeito de áreas que passamos no relacionamento conjugal:

Sustento financeiro (Eclesiastes 4.9):

Quando há dificuldades financeiras na família, se o casal trabalhar junto, o que significa que ambos devam estar comprometidos em gerar recursos e não um tentando trazer o ganho e o outro criticando ou gastando indevidamente, haverá melhor paga do trabalho.

Há concordância de objetivo entre o casal de resolver o problema financeiro, mas Satanás trabalha ativamente para que não haja concordância entre eles do que fazer com o fruto do trabalho (prioridades a serem resolvidas, etc.) e assim a casa não prospera.

Queda ou erro pessoal de um dos cônjuges (Eclesiastes 4.10):

Um dos cônjuges pode cair em erros de conduta ou pecados com vícios, erro no tratamento e convívio com familiares, decisões pessoais erradas, fracasso profissional e o outro deve estar ao lado para levantar o seu companheiro.

No entanto o diabo usa a situação para gerar acusações mútuas pelos erros ou fracassos pessoais, ou produzir invejas, vaidades, desprezos entre o casal.

Há concordância em reconhecer o erro de um dos cônjuges, mas Satanás age provocando que um pise no outro ao invés de levantar o seu cônjuge, produzindo erros de conduta de apoio mútuo para que o casal esteja em pé.

Enfrentamento de circunstâncias naturais da vida (Eclesiastes 4.11):

O casal pode estar passando por determinada circunstância natural da vida, como exemplificado neste texto pelo frio, mas que pode ser um problema de saúde, financeiro, relacionamentos, etc. acometendo o casal ou a família.

O casal jura na cerimônia do casamento:

“Prometo ser fiel na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, na alegria ou na tristeza, etc.”, mas quando as dificuldades aparecem como uma doença grave ou a pobreza pelo desemprego, um quadro depressivo, entre outras, o casamento tem enormes chances de acabar porque não se consegue conviver com a situação de dificuldade.

Os cônjuges concordam em usar um cobertor para se protegerem do frio, mas o diabo tenta conduzir que cada um use o cobertor somente para si, deixando o outro passar frio ao tirar o cobertor do outro durante a noite “sem perceber”, enquanto poderiam dormir juntos e um esquentar o outro e vencerem juntos aquela determinada situação.

Há concordância no reconhecimento dos problemas e no objetivo de resolvê-los, mas Satanás age provocando separação de atitudes para enfrentar a situação natural adversa.

Enfrentamento de pessoas que se opõem a um dos cônjuges, ao casal ou ao casamento (Eclesiastes 4.12):

Pode haver ataque de inimigos pessoais, físicos, emocionais, espirituais contra um dos cônjuges.

A atitude do cônjuge deve ser resistir ao ataque inimigo junto, defendendo a pessoa ofendida, mantendo a unidade no casamento com uma conduta comum, reconhecendo e corrigindo os erros pessoais que provocaram a inimizade ou a oposição de terceiros.

Esses ataques podem ocorrer quando não há a aceitação de um dos cônjuges pela família do outro.

Os pais de um entendem que o cônjuge não é a pessoa certa ou está causando a infelicidade para seu filho ou sua filha por erro de palavras ou atitudes.

Um dos cônjuges pode até mesmo reconhecer que seus pais (ou outros familiares de influência) tenham razão quanto aos erros pessoais do seu cônjuge e fica dividido quanto a estar ao lado de sua família de origem ou manter o casamento.

A família de origem não é adversária ao casamento, pois, a princípio, estes familiares querem o bem daquela pessoa que pode ter aparentemente casado errado.

Neste caso, deve-se definir a atitude adversária e não ter uma pessoa como adversária e agir com sensatez para não confrontar o amor e “boa intenção” da família de origem.

Se os dois resistirem juntos ao ataque inimigo, a concordância dos dois terá a presença de Jesus como a terceira dobra deste cordão, como Ele prometeu em Mateus 18. 20, dizendo: “ali estou no meio deles”.

Destruindo a unidade ou a concordância da conduta de um casal, Satanás impede que haja concordância de oração para ligar as bênçãos e desligar as maldições e o casal e a família receber qualquer coisa que pedirem ao Pai Eterno (Mateus 18. 18 e 19).

O propósito de Deus permanece em abençoar a família e por isso é necessário que o casal esteja alerta e tenha atitudes em concordância com a Palavra de Deus em amor, respeito e perdão para preservar a unidade em situações diárias do convívio conjugal e familiar.

Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves
Pastor na Comunidade Cristã Reviver em Curitiba, PR

Fonte: e-mail enviado pelo Pr. Haroldo Luís Ribeiro Torres Alves ao seu pai, editor do Sê Fiel.

DEIXAR PAI E MÃE PARA CASAR
Deixar pai e mãe para casar

O casamento é a união de um homem e uma mulher que assumem o propósito de ter uma vida comum para promoverem a felicidade um do outro por meio do amor, carinho e proteção, com a disposição de construir sonhos ou projetos de vida comuns.

O casal deve seguir o ensino que a Bíblia traz em Gênesis 2.24 e Efésios 5.31:

“Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

Deixar o pai e a mãe é um primeiro princípio estabelecido por Deus para a formação da família e deve ser claramente entendido para ser adequadamente vivenciado.

O primeiro sentido é a saída da casa dos pais para estabelecer uma família com moradia independente e com independência financeira.

É não estar dentro da mesma casa.

É formar e ter o seu próprio lar.

Diante do agravamento da situação econômico-financeira, cada vez menos isto é uma realidade na formação da família, com a realização de casamentos e a manutenção de conglomerados familiares em uma mesma moradia (mesma estrutura de casa ou casas e/ou aposentos independentes, mas em um mesmo terreno de posse familiar).

Uma família não está se constituindo somente pelo marido, mulher e filhos, mas cada vez mais com a associação dos pais ou sogros, irmãos, sobrinhos, filhos de casamentos anteriores de um ou de ambos os cônjuges.

Naturalmente os relacionamentos familiares têm sido mais intempestivos com desajustes ou desvios de comportamento múltiplos com reflexos graves para toda a sociedade.

Mas deixar pai e mãe significa muito mais que deixar a casa dos pais para ter uma casa própria, mas também deixar a dependência de seu pai e de sua mãe.

É importante perceber nos textos de Gênesis 2. 24 e Efésios 5. 31 que para se unir a sua mulher em casamento, o homem deve deixar o seu pai e deve deixar a sua mãe, ou seja, é um processo de desligamento da dependência ou da influência dupla do casal de pais e, ao mesmo tempo, da influência individual de um pai e de uma mãe.

Unir-se em casamento sem deixar o pai e a mãe, ou deixar apenas o pai, sem deixar a mãe, levando-a para exercer algum tipo de ação natural ou influência emocional no casamento, ou deixar apenas a mãe e levar a presença ou influência do pai, com direcionamento familiar ou provisão financeira, não permite que um casamento se concretize de fato em toda a sua plenitude (espiritual, emocional, física e material).

Querendo ou não, o filho é a soma de um pai e de uma mãe.

Não é somente uma soma genética que leva a aparência física (imagem dos pais), mas é uma soma de personalidades, intelecto, emoções e comportamentos dos pais que formam um novo caráter (semelhança de alma com os pais), assim como Deus criou o homem e a mulher à sua imagem (aparência física) e semelhança (aparência de alma).

Deste modo o filho não é somente a soma genética com aparência (ou imagem de seus pais), mas também é a soma intelectual, emocional e comportamental de seus pais (semelhança dos pais).

E é esta pessoa que entra em um casamento para formar uma nova família.

A soma de um casal de pais se une em casamento com a soma de outro casal de pais.

O caráter de uma pessoa (que significa as marcas intelectuais, emocionais e comportamentais positivas e negativas de seus pais) se une ao caráter de outra pessoa em um casamento.

Mas deixar pai e deixar mãe para unir-se em casamento significa que se faz necessário deixar especialmente aspectos comportamentais negativos que vão causar conflitos emocionais crescentes até a ponto de serem incompatíveis e irreconciliáveis.

Daí o comum desmanche de casamentos pela famosa “incompatibilidade de gênios”.

São duas almas incompatíveis porque um deles ou ambos não souberam deixar o pai e/ou deixar a mãe na medida necessária para se unirem em casamento e se tornarem uma só carne.

Muitos casamentos enfrentam graves problemas devido ao não cumprimento deste princípio estabelecido por Deus desde o Gênesis na Bíblia quanto a deixar o pai e deixar a mãe.

Mesmo que fisicamente haja o desligamento no sentido de haver moradia do casal totalmente independente dos pais, a presença deles entra no casamento de seus filhos, tanto por hábitos semelhantes que são repetidos, especialmente os maus hábitos como ausência, omissão nos papéis de marido e mulher, participação na vida comum do lar, educação e formação do caráter dos filhos e assim por diante, como também pela influência com opiniões indutivas dos pais quanto ao comportamento de seus filhos dentro do relacionamento conjugal, piorando ainda mais se houver dependência material ou financeira dos filhos casados em relação a seus pais.

Assim não se vive um casamento verdadeiro, mas a repetição do casamento dos pais no casamento dos filhos, gerando atritos por causa da tão famosa interferência do sogro e da sogra que destrói o casal, já que cada um dos cônjuges não percebe a repetição dos erros dos pais em si mesmos, mas abomina que o cônjuge tenha atitudes semelhantes a seus pais ou segundo a influência de conduta ou de opinião destes.

Portanto, deixar o pai e deixar a mãe é, em segundo lugar, deixar a presença de cada um dos pais na forma de influência negativa ou dependência emocional e financeira.

É importante descobrir que, estando casados com alguém, não somos casados de fato pela falta de ligação das almas, porque há outras ligações que interferem na união do casal e que têm desgastado o relacionamento a ponto de destruí-lo.

Mas isto não deve ser mais um motivo de atrito, culpando o cônjuge porque não deixou seu pai e sua mãe e os trouxe no comportamento ou emocionalmente para dentro de casa, interferindo no relacionamento marido-esposa.

Deixar o pai e deixar a mãe não significa, em hipótese alguma, a quebra do afeto, da harmonia, do bom relacionamento, da manutenção do contato físico ou a quebra permanente de vínculos com os pais.

É essencial buscar em Deus o equilíbrio de manter o vínculo afetivo com os pais e estabelecer o novo relacionamento conjugal com maturidade, proporcionando aumento progressivo da confiança entre marido e esposa, com paz, perdão e ajuda mútua para se manter os bons relacionamentos familiares e para que possam semear um relacionamento estável e feliz entre o casal por toda a vida.


Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves

Pastor na Comunidade Cristã Reviver em Curitiba, PR.

Fonte: e-mail enviando pelo autor para seu pai, editor do Sê Fiel

SER UMA SÓ CARNE
Ser uma só carne


Os textos bíblicos de Gênesis 2.24 e Efésios 5.31 dizem: “... serão dois numa carne.” ou “... os dois serão uma só carne.”

O pensamento imediato ao ouvir uma frase como esta normalmente é da ligação física na relação sexual, mas significa muito além disto.

Na realidade, a Palavra de Deus fala que o homem e a mulher passam a ser como uma só pessoa (duas almas dentro de apenas um corpo, duas pessoas dentro de uma só carne), o que significa duas pessoas vivendo a mesma vida, iniciando e produzindo uma vida comum.

É como se a alma da esposa entrasse no corpo do marido e assim o homem traria dentro de si a sua alma e a alma de sua esposa, e igualmente a esposa traria dentro de si a sua alma e a alma de seu marido, ou seja, ser uma só carne é ligar duas almas dentro de um mesmo corpo, como se isso fosse possível fisicamente.

Ligar as almas é ter o mesmo sentimento, é caminhar dentro de uma mesma vontade, é desenvolver os mesmos pensamentos, sonhos e projetos de vida e caminhar junto para conquistar os sonhos comuns, somando a força, a capacidade e o potencial de cada um para o bem comum, construindo uma família.

Unir-se em casamento, com o homem e mulher passando a ser uma só carne, significa juntar duas vidas em um corpo, com uma ligação de alma, pensamentos, vontades, emoções, projetos de vida pessoal caminhando na mesma direção e se somando, de modo a mesclar as suas vidas em uma só vida.

O mais habitual em um casamento é a união de duas pessoas que se sentem atraídas fisicamente, possuem determinada harmonia de alma, mas não se ligam efetivamente como uma só pessoa, não se casam na alma.

Têm afinidades, mas não se casam efetivamente, mantendo vidas paralelas, projetos pessoais independentes, práticas e comportamentos individuais e muitas vezes egoístas.

Este casal pode se dizer casado por viver uma união civil, estar morando sob o mesmo teto, ou por ter uma união física como parceiros sexuais até mesmo exclusivos, mas com vidas totalmente separadas, sem casamento efetivo na alma.

Não são casados de fato como uma só carne, ligados no espírito, alma e corpo.

O período de namoro e noivado é importante para desenvolver um relacionamento cada vez melhor especialmente no espírito quanto à busca de Deus e de seus princípios de vida pessoal, de vida conjugal e familiar e também crescer e produzir um casamento verdadeiro na alma, com ligação de sonhos, vontades, comportamentos e condutas em unidade progressiva a ponto de haver um casamento físico com a vida comum do lar, baseado não somente em momentos de paixão, que são essenciais também, mas especialmente fundamentado em valores eternos de relacionamento de amor verdadeiro, expresso em companheirismo e busca de produzir a felicidade para o cônjuge.

É esse o momento mais adequado para se iniciar o processo de semear no espírito e na alma para que os dois se tornem uma só carne.

Só podemos colher aquilo que semeamos e por isso é fundamental a sensatez para avaliar a profundidade ou a superficialidade dos relacionamentos, dos valores, do tipo de ligação que temos com a pessoa que nos unimos em casamento.

Não se pode casar cheio de paixão sem considerar fatores racionais de comportamento relacionados a deixar ou não o pai e a mãe, união de almas e o se tornar uma só carne, iludindo-se por esperanças ou expectativas de mudanças para o pós-casamento.

Se não houve o investimento antes do casamento, faz-se necessário após o casamento realizado ou vivido fora dos princípios estabelecidos por Deus fazer uma avaliação honesta e sensata e tomar as devidas posturas para reverter todos os erros semeados e lançar novas sementes de acordo com os mandamentos estabelecidos por Deus na sua Palavra, a Bíblia Sagrada e contar com a operação do Espírito Santo de Deus para converter nossos espíritos em obediência para que as almas sejam curadas e a manifestação de perdão e restauração no relacionamento conjugal se efetive a cada dia, para que tudo se faça novo e cada vez melhor.

Não se pode ser omisso e conformista com o processo de destruição do relacionamento pela falta de ligação de almas entre o casal, não crendo na possibilidade de mudanças.

Desde que cada um assuma a sua responsabilidade de andar em concordância com o propósito de Deus, sem exigir mudanças no outro ou manter o processo de acusações, haverá restauração de todas as coisas e cura do casamento.

Assumir a responsabilidade pessoal significa dispor a alma para se ligar à alma de seu cônjuge, quebrando preconceitos e valores pessoais herdados da família de origem para ser uma só carne e assim viver a vida comum do lar com amor, paz e harmonia, passando a um casamento segundo o propósito criado por Deus e assim alcançar a felicidade designada para os seus filhos dentro do casamento.

Isso começa com cada um se colocando no lugar do cônjuge para entender seus pensamentos, seus sentimentos e atitudes.

Quais são as expectativas que o outro tem para ser feliz, quais são as suas queixas ou os motivos de insatisfação, quais são as necessidades físicas, emocionais ou espirituais que o cônjuge têm, são as prioridades para serem supridas.

Quando um supre as necessidades ou carências do outro, abrindo mão de suas próprias vontades, diminuindo o egoísmo, está trazendo a alma do outro para dentro de si e priorizando o amor ao outro, aumentando portanto a expressão visível de interesse pelo pensamentos, sentimentos e vontades do outro e conquistando a confiança, a sensibilidade a unidade entre o casal.

Para abrir mão dos conceitos e valores que interferem no relacionamento conjugal e unirem o homem e a mulher para serem uma só carne depende não somente de boa vontade, determinação e perseverança, mas essencialmente de buscar forças, capacitação e direção em Deus e nos princípios de Sua Palavra para individualmente cada um aprender abandonar pecados e práticas até mesmo não intencionais que têm sido o motivo de feridas na alma do cônjuge e no relacionamento.

É uma semeadura diária no relacionamento, deixando o egoísmo e priorizando o amor verdadeiro, casando duas almas verdadeiramente para serem uma só carne e desenvolvendo um relacionamento cada vez mais afetuoso e gratificante sob a direção e as bênçãos de Deus.

A bênção e os milagres de Deus se cumprirão no casamento e tudo será novo, com o homem e a mulher casados como uma só carne no espírito, na alma e no corpo e felizes por toda a vida.

Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves,

Pastor na Comunidade Cristã Reviver em Curitiba, PR

Fonte: e-mail recebido do autor pelo editor do Sê Fiel

O NAMORADO IDEAL
O namorado ideal


O namorado ideal é aquele que não se encontra em qualquer lugar, não é qualquer um no meio da multidão. O namorado ideal é aquele que é como uma flor no meio do deserto, alguém muito raro e muito especial, diferente de tudo ou de todos que estão ao redor (Cantares 2.1).

O namorado ideal é aquele que sabe reconhecer o valor de uma mulher e identificá-la como um lírio e, pelo amor genuíno por essa mulher, sabe desprezar todas as outras como se fossem espinhos.

Não é alguém que olha para qualquer uma e não fica tentando conquistar todas.

A valorização do lírio entre os espinhos faz com que ele seja fiel à formosura de sua amada flor (Cantares 2.2).

O namorado ideal é como uma macieira entre as árvores do bosque.

É alguém sem outro igual, que faz diferença onde está.

Alguém que produz sombra de proteção contra os momentos mais quentes e difíceis da vida; alguém que produz segurança e possibilita que sua amada possa se assentar e descansar confiando que o seu amado é alguém capaz de cuidar e suprir as suas necessidades com bons e agradáveis frutos (Cantares 2.3).

E não há frutos melhores do que os produzidos pelo Espírito Santo (Gálatas 5.2 e 23):

amor (interesse genuíno pelo bem dos outros – 1ª Coríntios 13.4 a 7),

alegria (alguém que está de bem com a vida, com gratidão a Deus por tudo o que tem – 1ª Tessalonicenses 5. 16 a 18),

paz (bom relacionamento com todos – Efésios 4. 31 e 32),

longanimidade (paciência ou bom ânimo diante das aflições da vida – João 16. 33 e Tiago 5. 7 e 8),

benignidade (brandura para com todos – 2ª Timóteo 2. 24 e 25),

bondade (atitudes abençoadoras – Tiago 2. 15 a 17),

fidelidade (amigo de Deus e inimigo das coisas do mundo – Tiago 4.4),

mansidão (bom relacionamento com todos – Tiago 5.9 e Efésios 4.29, 31 e 32),

domínio próprio (1ª Coríntios 9. 25 a 27).

O namorado ideal não é um homem perfeito, mas é um homem de posicionamento espiritual e que se enche do Espírito Santo para transformar o seu caráter para ser a semelhança de Cristo.

O namorado ideal é o que dá o seu melhor para levar a sua amada à sala do banquete (Cantares 2.4), trabalhando para conquistar mais coisas para suprimento naturais da sua família, bem como alcançar mais realizações na vida.

Alguém que conduz sua vida sob o pastoreio de Jesus e por isso pode experimentar e oferecer à sua amada pastos verdejantes, águas tranqüilas, e a mesa do banquete (Salmo 23. 1, 2 e 5) com a presença do Senhor Jesus para promover as melhores ceias (Apocalipse 3.20).

Existe o namorado ideal?

Parece que não existe ninguém tão perfeito assim, somente o próprio Senhor Jesus.

Onde encontrar alguém que vai fazer você feliz, alguém tão perfeito?

Perfeito é ter alguém que sabe que sabe que tem limitações e deficiências, mas que tem alvos a alcançar, alguém que está disposto a repetir e praticar as palavras de Paulo em Filipenses 3. 12 a 14:

“Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”

No dia dos namorados, não seja mais um namorado qualquer ou não tenha um namorado qualquer.

Aos homens:

Procurem aprender e viver mais de acordo com os princípios da Palavra de Deus para conquistar o prêmio que Ele tem para suas vidas, começando com a namorada dos seus sonhos.

Às mulheres:

Não baixem o padrão e continuem a sonhar com o namorado ideal, orando e crendo que Deus tem o melhor para a suas vidas e vai suprir e atender aos desejos do seu coração.

Oramos que Deus abençoe e faça cada um alcançar a felicidade do verdadeiro amor.

Prs. Haroldo e Kelce

Fonte: Estudos enviados por e-mail pelo Pr. Haroldo Luís Ribeiro Tôrres Alves ao editor deste blog, seu pai.

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